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Escape Da Escuridão Egípcia

Laitman_119Pergunta: Pessach começa com a noite do Seder (ordem) de Pessach – uma cerimônia repleta de muitos detalhes. O que a noite simboliza?

Resposta: O Seder é o fim do êxodo do Egito, o curso de ação que uma pessoa deve fazer dentro de si para romper com seu egoísmo, subir acima dele, e, depois, voltar a ele nos dias da contagem do Omer (Sefirat Omer), para corrigir todos os seus desejos egoístas.

Pergunta: Se eu fosse seu neto, que conselho você teria me dado à luz do feriado de Pessach?

Resposta: Aprenda a romper com o seu ego.

Pergunta: Mas o que está errado com o meu ego?

Resposta: Ele ofusca toda a sua vida, e você precisa deixá-lo e fugir dele. Se você não aprender a fazer isso, você estará recebendo golpes que, no entanto, vão ensiná-lo a fugir dele, mas é um estudo muito duro, amargo e longo.

Pergunta: O que é o ego?

Resposta: O ego é a sua má atitude em relação às outras pessoas. Você pode ter dez refeições por dia, ter uma família e filhos, construir um palácio para si mesmo, ser um bilionário – isso não é considerado o ego.

O ego significa que você quer usar uma pessoa, que é como você, em seu detrimento, a fim de elevar-se acima dela, de suprimi-la. O ego é medido apenas em relação ao mau uso dos outros.

Pergunta: O que é “a noite do Seder de Pessach“?

Resposta: A “a noite do Seder de Pessach” é uma quebra, uma fuga do mal uso dos outros. Esta noite simboliza que passamos a vida na escuridão egípcia e obtemos golpes por causa do nosso ego. O Faraó dentro de nós sofre golpes.

Imagine que o seu corpo recebe golpes, doenças, decepções, problemas dos filhos, da família, dos parentes, dos pais e dos netos, de tudo o que existe. O infeliz Faraó, ou seja, a sua natureza, está sofrendo tanto que você quer fugir dele: “É melhor morrer do que ter uma vida!” Esta é a escuridão egípcia.

E, de repente, desta escuridão é revelado que podemos superá-la – então, eu fujo. Eu fujo com pressa e não me preocupo com nada. Este é o êxodo do Egito. Isso é o que comemoramos: o fato de que a saída, como o buraco de uma agulha, foi aberta para nós e através dela podemos escapar de lá. É um sofrimento desse tipo!

Mas nós podemos chegar a esta vida difícil porque pensamos, entendemos e estudamos, e então podemos reconhecer um grande mal dentro de um pequeno. Da mesma forma, as pessoas ouvem palestras sobre o perigo de fumar, e percebem que não devem se envenenar e ter doenças graves; elas reconhecem este mal com antecedência e fogem. Nós podemos fazer a mesma coisa com o “Egito”. Se não, então vamos sentir a nossa vida em completa escuridão, especialmente o povo de Israel.

Vamos examinar a nós mesmos e revelar que estamos sob o domínio de nosso ego, chamado de “Faraó”, e, portanto, não vamos ter uma boa vida se continuarmos a obedecê-lo. Vamos decidir o mais rapidamente possível que devemos fugir dele, escapar do poder do Faraó existente dentro de cada um de nós, do poder do nosso ego, pelo menos para romper com ele.

Se aceitarmos essa decisão em conjunto, será muito fácil para nós, porque todas as pessoas saem do Egito. Vamos chegar a um acordo público, fugir, e nos elevar acima da atitude má para outra. Então, a nossa vida no país vai se tornar completamente diferente. Feliz Pessach!

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/15

Pessach É Um Exemplo Para Todos

Dr. Michael LaitmanNós temos um meio que pode ajudar o mundo todo. Quando sairmos do Egito, da aversão e do ódio mútuo, veremos que a verdadeira conexão mútua humana resolve todos os problemas.

Portanto, hoje, o método de Abraão é necessário em todos os lugares. É a necessidade atual, e se nós, a nação de Israel, não realizarmos e apresentarmos ele à humanidade, a pressão que é colocada em nós crescerá. É porque o mundo inconscientemente sente que estamos escondendo a chave para a sua felicidade.

Mas se fizermos o que temos que fazer e dermos um bom exemplo, o mundo vai recebê-lo com gratidão e respeito. No geral, isso é exatamente o que o mundo espera de nós.

Desejo um feriado de unidade e conexão para todos os meus amigos!

Desenvolver Um Segundo Fôlego Para O Nosso Trabalho

Dr. Michael LaitmanNós devemos estar preocupados com o combustível para o avanço e a qualidade do trabalho, e não apenas correr atrás da quantidade. Caso contrário, isso levará a uma grande queda. Nós devemos nos sentar juntos e pensar num método para abordar as pessoas. No momento em que vocês começarem seriamente a cuidar do público em geral, vocês vão ter um segundo fôlego. Agora, vocês se sentem cansados depois de um longo prazo. Mesmo que vocês tenham grande sucesso, isso já não lhes excita e nem lhes dá o mesmo vigor que tinham antes. Vocês se acostumaram a ser bem sucedidos e não há nada de novo nisso. Tudo chega ao fim e vocês começaram a ficar doentes e cansados disso.

É como as quatro fases da Ohr Yashar (Luz Direta). Por que a primeira fase não pode durar para sempre? Porque depois que ela (Aleph-Lamed-Peh) termina, a segunda fase (Bet-Yod-Tav) começa. Depois que essa termina, a terceira fase começa.

A Luz influencia o desejo e muda-o constantemente. No final, ele se torna qualitativamente novo da recepção à doação, de Hochma à Bina. Assim, a mesma coisa vai acontecer com o nosso trabalho. É impossível utilizar o mesmo jogo até o fim da vida.

Quando as pessoas se apaixonam, elas juram que vão se amar até o final de suas vidas, mas é claro que o amor vai desaparecer antes de morrer, pois nós evoluímos rapidamente. Nos dias de hoje, o desenvolvimento é muito rápido, de modo que as pessoas se casam e se divorciam várias vezes em suas vidas.

Isso significa que cada estado vai acabar e não devemos esperar que isso aconteça. Com antecedência, nós devemos entender que embora a nossa disseminação seja produtiva, correta e boa, e que não possamos diminuir sua importância, ela já exige adições. Cabe a nós pensar na qualidade do trabalho, pois cada novo nível é alcançado através da melhoria da qualidade.

Isso significa que a conexão com as pessoas deve ser mais qualitativa. A próxima fase é precisamente a mesmo que a anterior, mas com um maior nível de conexão. Nós precisamos nos encontrar com as mesmas pessoas que já contatamos e começar a ensiná-las o método de correção. É necessário o envio de material explicativo a elas, ter workshops e noites de unificação com elas, e ensiná-las através dos canais de televisão e da Internet para mantê-las continuamente interessadas. É como se nós as matriculássemos numa escola, e agora cabe a nós começar a primeira série.

Como resultado, vamos nos tornar um canal que conecta as pessoas ao Criador. Nós ainda não estamos nessa conduta; em vez disso, temos alcançamos o primeiro ponto de contato.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/14, O Livro do Zohar

Unidade Fluindo Além Das Fronterias

laitman_944Pergunta: Qual é o papel da nação de Israel? É ser especialista em conexão e ensinar as nações do mundo, ou é se conectar primeiro e, portanto, ser um exemplo para todos? O que é mais importante?

Resposta: Nossa unidade está dentro das fronteiras de Israel. Esta é a coisa mais importante. Este é o lugar onde os exemplos e o método de conexão alcançará outros. Além disso, ele vai atrair a Luz que Reforma ao mundo inteiro.

Só nós podemos fazer isso. Se cumprirmos a conexão entre nós, mesmo sem disseminar nossa mensagem em todo o mundo, isso já vai trazer a correção do mundo inteiro. Dessa forma, nossos grupos disseminam em diferentes países, de modo que serão capazes de ascender, se conectar, e permitir que o Criador seja revelado neles. Isso, é claro, é feito junto conosco.

Portanto, se todos os grupos do mundo se reunissem em Israel, seria suficiente disseminarmos dentro desses limites. Afinal, quando disseminamos, nos unimos aqui, e isso se espalha por todo o mundo.

Baal HaSualm diz na “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, “Quando os filhos de Israel forem complementados com o conhecimento completo, as fontes da inteligência e conhecimento fluirão para além das fronteiras de Israel e irrigarão todas as nações do mundo… “.

Além disso, Rabash diz na Carta 18, “O Senhor concederá abundância às nações do mundo pela nação de Israel, que é mais capaz do que todas as nações do mundo de chegar perto do Senhor”.

Portanto, não podemos ir às nações do mundo com todas as queixas, não importa como elas nos tratam. Isso é outra coisa. Não vão a qualquer um com suas queixas. São vocês quem dão à luz a Hitler e todos os nossos outros inimigos por suas ações.

Nós somos os únicos que pendem a balança de um lado para o outro, e esse é um assunto muito sério. Portanto, nosso trabalho é apenas se conectar. Se os judeus estivessem conectados e unidos, não teria havido perseguições, e ninguém os teria expulsado da Espanha ou de outros países, e sua vida poderia ter sido totalmente diferente, mesmo no exílio.

Cada movimento que uma pessoa faz neste mundo é como um movimento de uma carga elétrica num campo de força ou de uma barra de ferro num campo magnético. A Luz me opera, e, portanto, eu consigo tudo na minha vida.

Tudo o que precisamos é de conexão, e a partir dessa conexão se voltar ao Criador. Ele também atua na política, na economia, em todas as áreas. Graças a isso, vamos trazer ordem ao mundo inteiro. Então, vamos começar a entender as razões para o antissemitismo e a crescente pressão geral que sentimos.

A questão é que não é a OLP ou o Hamas, ou Teerã. Tudo depende de nós. Quando desrespeitamos a conexão, trazemos essas aflições.

Essas forças não são uma punição, mas uma ajuda para que possamos melhorar nossos caminhos, nos unir, nos conectar, e agir corretamente. Portanto, nós devemos justificá-las e usá-las o mais rápido que pudermos, de acordo com o nosso objetivo.

Quando começarmos a nos conectar aqui, dentro das fronteiras de Israel, vamos sentir como todas as coisas ruins se derretem e desaparecem como nuvens que desaparecem do céu.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabala 05/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Vá Para Sua Terra

Baal HaSulam, “A Herança da Terra”: Israel não voltará para sua terra, a menos que todos se tornem um “feixe”.

Terra (Eretz) refere-se ao desejo (Ratzon). Queremos adquirir a “terra de Israel”, que é um desejo especial que tem de ser dirigido ao Criador, Yashar-El (direto para o Criador). Isso significa que temos que focar o nosso desejo no Criador, a fim de doar, e isso se expressa quando nos concentramos no amor aos outros.

Como é isto relacionado com a localização geográfica do Estado de Israel? É isto sobre ramos e raízes? A nação judaica pode viver em sua terra apenas se eles são compatíveis com as leis que operam entre a nação e a terra espiritual de Israel.

Isto significa que quando os meus desejos estão focados em como agradar ao Criador, que é expresso em deliciando os outros de acordo com o princípio de todos em Israel são amigos, e são mutuamente responsáveis ​​uns pelos outros; não faças aos outros o que é odioso para você; ama teu amigo como a ti mesmo; como um homem em um só coração, etc..

Se sou atraído por isso, significa que eu corrigi todos os meus desejos com a ajuda da Luz Superior, e, em seguida, eles mudam de desejos externos para desejos internos; eles se transformam de uma terra seca a um desejo de Yashar-El (Direto ao Criador). Então, conforme eu entro na terra espiritual de Israel, na espiritualidade, eu sou atraído para a terra de Israel, na corporalidade.

Esta é a razão pela qual o Criador enviou Abraão da Babilônia para a terra, que era a terra de Canaã, na época, de modo que ele iria corrigir-se lá e sentir a verdadeira natureza de Yashar-El(Direto ao Criador). Trata-se tanto do trabalho interno como das ações corporais. As famílias dos estudantes de Abraão recolheram seus pertences, seus camelos, as suas ovelhas e cabras e viajaram para aquele lugar. Esta transição foi de acordo com o seu trabalho de conexão, de acordo com o que Abraão lhes havia ensinado. [Leia mais →]

Como Pode Uma Coisa Dessas Ter Acontecido

Laitman_153Comentário: As pessoas que sobreviveram ao Holocausto se perguntam como tal coisa poderia ter acontecido se “Não há outro além Dele”.

Resposta: É impossível responder a esta questão no nível corpóreo. Uma pessoa simplesmente pergunta: “Se o Criador é bom, Ele tem que fazer o que eu acho que é bom, mas se eu me sinto mal, é sinal de que Ele é ruim ou que Ele não existe”. Então ela chega à conclusão: “Bem, então, o Criador não existe”.

A fim de dar uma resposta diferente, nós precisamos explicar que Israel tem que gerir o mundo, e como eles não podem controlá-lo corretamente, o mundo sofre, e, claro, os primeiros a sofrer são aqueles que levaram o mundo a esta condição.

Não há outra razão para o sofrimento. A bola está sempre em suas mãos, desde os dias de Abraão em diante. E não diga que não podia e que não sabia; você sempre soube e sempre pôde. É tudo muito claro.

Mas se eu disser isso às pessoas, elas podem pensar que eu as culpo e que eu sou contra elas. É como uma criança que lhe dizem que ela fez algo errado e ela chora que papai é ruim. Por que é o pai ruim se eu lhe explico e mostro o seu erro para que você não erre de novo? Não, papai é ruim de qualquer forma! Isto é o que ela sente em seu ego.

É dito: “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”. Esta é a razão do Criador ser chamado de natureza. A natureza pode mudar? Se um vulcão entra em erupção, a lava destrói uma pessoa e outra é poupada? A lava bateria em alguém e pouparia outro? Se chove, todo mundo fica molhado. Aqui não há perguntas.

Se a nação de Israel não começar a fazer o que tem que fazer, todas as atrocidades vão se repetir, e inclusive mais de uma vez. Se durante a sua vida você repete o mesmo erro uma e outra vez por causa de seu caráter fraco, cada vez você recebe golpes. A mesma coisa acontece com o mundo.

As atrocidades dos nazistas que nós sofremos durante a Segunda Guerra Mundial pode ser repetida quantas vezes forem necessárias até que vocês percebam que devem fazer e façam. Se não fizerem, então o nazismo nunca vai acabar. Nós estamos enfrentando esse estado agora e nada pode ser feito. Somente a nossa unidade interna e nossa disseminação para o exterior pode impedir a adversidade, não só para os judeus, mas para todo o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Tópico: Dia em Memória do Holocausto

Um Dos Dois, Não Há Um Terceiro

Laitman_421_01Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreve que depois da democracia e do socialismo vem um regime fascista?

Resposta: Porque a democracia é incapaz de satisfazer o desejo de prazer. O desejo de prazer cresce e exige progresso. A própria pessoa quer estar mais conectada e a democracia lhe leva a isso. No entanto, que tipo de benefício ela obtém da conexão? Como nós percebemos isso?

A realização da unidade só pode ser em prol do nosso benefício pessoal ou em prol do Criador. Um dos dois, não há um terceiro. Se avançarmos de uma forma simples e natural, a conexão ocorre em prol do nosso benefício. E isto significa que estamos conectados contra todos os outros e tentamos transformá-los em nossos escravos, subjugá-los.

Uma abordagem como essa pode ser vista em todo o mundo, seguindo mais ou menos cada governo democrático. Depois que as pessoas obtêm pelo menos um pouco de liberdade, elas imediatamente começam a sentir que não têm conexão. No entanto, elas não sabem como usá-la: “Então nós nos conectamos, e agora?”.

Nós somos obrigados a explorar essa conexão em prol de alguém ou de alguma coisa. Em última análise, isso é realizado no combate contra os outros e mostrando o quão fortes, unificados e consolidados nós somos entre todos os povos. Isso surge natural e inevitavelmente. Hoje esta tendência já pode ser vista no mundo. De um mês para o outro mundo se aproxima cada vez mais do nazismo.

Basta olhar para o que geralmente está acontecendo no mercado comum europeu, sua tomada de decisão, os eventos que acontecem nos Estados Unidos, na Rússia e em muitas nações. Pode ser que você não sinta muito isso, mas eu vejo que o nazismo está se tornando aceitável na sociedade.

Nós estamos começando a falar sobre isso como algo legítimo. Começamos de uma distância com o fato de que devemos discuti-lo para que ele não volte. Mas, nesse meio tempo, até que comecemos as discussões, organizamos convenções e material impresso e as pessoas se acostumam com o assunto. Esta é a primeira fase.

Embora se diga que o nazismo é um fenômeno negativo, os pesquisadores e historiadores supostamente devem discutir o assunto. Depois que os filósofos e os futuristas participam da discussão, eles investigam e analisam como e por que isso aconteceu. Como resultado disso, eles chegam à conclusão de que esse comportamento é inerente à natureza humana e que o regime nazista era uma etapa natural e válida para o desenvolvimento da humanidade. Ou seja, ele é incorporado na nossa natureza e não pode ser evitado. Assim, a legitimação do fascismo é feita.

Depois disso, começam os discursos sobre a necessidade da unidade do povo, a necessidade de sanções contra os imigrantes, a necessidade de se unir contra os inimigos, porque somos fracos e estamos perdendo. Seria como falar de medidas necessárias para a sobrevivência. A ideia se espalha gradualmente. Para este propósito, existe uma tecnologia especial com a ajuda da qual em poucos anos será possível vender qualquer coisa às pessoas.

Hitler também não chegou imediatamente ao poder. Muitos anos se passaram desde a Primeira Guerra Mundial até a Segunda Guerra Mundial. Ele tinha algum tipo de base sobre a qual se levantar; ele foi realmente eleito pela maioria. Hoje é ainda mais fácil fazer isso, porque a conexão em nossos dias tem ainda mais procura, e é um tema ainda mais sensível. Há uma decepção ainda maior em nosso desenvolvimento.

Nós, como a humanidade, já paramos de nos desenvolver. Um novo telefone celular a cada semestre não demonstra um avanço tecnológico. Essas tecnologias já são velhas; não há nada de novo, apenas uma mudança na forma externa para vender o produto. Nós chegamos ao limite do desenvolvimento do pensamento técnico e logo a mesma coisa vai acontecer na biologia e tudo o mais.

Portanto, há muitas razões para o desenvolvimento do nazismo. Estas tendências continuam a crescer em todas as nações: França, Ucrânia, Estados Unidos, Rússia, e valeria a pena pensar nisso antes que seja tarde demais.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Tópico: Dia em Memória do Holocausto

Pratos Para Pessach

laitman_568_01Pergunta: De um ponto de vista espiritual, Pessach é a separação do governo do mal em mim, de meus motivos egoístas em relação aos outros. Muitas casas têm um gabinete especial, que detém um conjunto separado de pratos para a Pessach. O que simboliza esse costume de mudar todos os pratos para Pessach?

Resposta: Na verdade, um conjunto especial de pratos para Pessach é uma tendência moderna. Anteriormente, antes de Pessach as pessoas simplesmente faziam novos pratos – de argila, madeira ou pele animal.

Novos pratos simbolizam novos vasos, ou seja, nossos desejos, que nós usamos anteriormente para o nosso próprio benefício. Agora não podemos usá-los dessa maneira, mas apenas a fim de doar. Eu tenho que mudar o conjunto dos meus desejos em relação aos outros.

Pergunta: O que significa “um conjunto de pratos diários” que usamos ao longo do ano e “um conjunto de pratos para Pessach“?

Resposta: “Um conjunto de pratos diários” é um desejo egoísta de desfrutar em detrimento de outros, e então você reprime de usá-lo.

“Um conjunto de pratos para Pessach” representa, ao contrário, usar desejos altruístas para o benefício dos outros.

Você tem que substituir um conjunto pelo outro: usar seus desejos de amor ao próximo, de doação. Isso é chamado de “novos vasos”. Depois de utilizar estes novos vasos por uma semana, você pode começar a voltar a seus velhos vasos porque já sabe como corrigi-los, ou seja, usá-los da maneira correta.

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/14

A Pessoa É Livre Ou Escrava De Sua Natureza?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não me sinto escravizado; parece-me que eu sou um homem livre. Portanto, como a instrução no feriado de Pessach me representa como deixando a servidão do Egito a cada ano relevante para mim?

Resposta: Parece que somos livres porque não sentimos que dependemos uns dos outros. Tentamos organizar nossas vidas de modo a não estar associados a ninguém, então ninguém vai nos incomodar. Essa é a nossa natureza.

Por causa dessa independência, nós inventamos novos computadores e telefones celulares. Em cada casa há tantos eletrodomésticos que exigem o mínimo de ajuda de outras pessoas. Isso torna mais fácil para a nossa natureza egoísta, e eu levo a cabo as suas exigências: eu não toco em ninguém e tento não ter ninguém que me toque.

Mas, basicamente, todos nós estamos conectados e somos interdependentes. Torna-se claro que toda a natureza inanimada, vegetal e animal também constitui um sistema único integral onde tudo está conectado com o resto. Assim, a sabedoria da Cabalá nos adverte que dependemos um do outro e vamos ainda descobrir esta dependência no futuro.

Se não atingirmos a unidade, então vai ser muito ruim para nós. Nesse meio tempo, não sentimos a necessidade disso de forma alguma e como a sabedoria da Cabalá não foi revelada na escravidão das gerações anteriores, por milhares de anos ela esteve na clandestinidade. Nós não tínhamos necessidade dela, já que não estávamos prontos para descobrir que somos interdependentes.

Mas hoje o mundo inteiro sente esta dependência mútua. Na medida em que ele descobrir esta conexão negativa, ele vai se voltar ao povo judeu, pois só este povo possui o método que faz com que seja possível se unir acima de todas as diferenças.

Há uma grande demanda por esse método no mundo de hoje. Portanto, se não transmitirmos esse método a outras pessoas, vamos sentir uma pressão muito forte. O antissemitismo vai continuar a crescer e as nações do mundo vão trazer mais e mais reclamações contra o povo judeu, culpando-nos por todos os seus problemas.

Elas não querem saber exatamente a razão para o seu ódio em relação a nós, mas ele é derivado especificamente disso. Essa pressão pode ser expressa de diferentes maneiras, como podemos ver na atitude dos Estados Unidos em relação a Israel se deteriorando dia a dia.

Pergunta: Quando você olha para o mundo de hoje, você definiria o nosso estado como a escravidão?

Resposta: Certamente, estamos escravizados à nossa natureza. Eu estou sempre realizando os comandos da minha natureza interior e obedeço-os sem qualquer esclarecimento, crítica ou oposição. Eu simplesmente não estou preparado para ir contra ele.

Meu desejo egoísta exige que eu tenha êxito e obtenha benefício sem considerar qualquer outra pessoa. E se eu estou numa conexão integral com os outros, como eu não poderia levá-los em consideração? Eu me torno limitada em todas as minhas ações.

Pergunta: Portanto, o problema não está em eu fazer o bem, mas fazê-lo à custa dos outros?

Resposta: Eu não posso sequer ter êxito assim. Hoje nem mesmo uma nação inteira pode ter êxito se estiver isolada das outras. Todas estão descobrindo a necessidade de conexão com as demais, mas não podem fazer isso corretamente. Ninguém sabe como estabelecer boas conexões entre si: Estados Unidos, Rússia, China, Europa, judeus e árabes.

Ninguém pode ter êxito e sair em primeiro lugar, se isso não for feito através de uma conexão totalmente boa. Segue-se que o mais exitoso será aquele que com maior precisão levar as nossas conexões mútuas em conta e agir em conformidade. É isso que simboliza a saída da escravidão à liberdade. Todo mundo, toda a humanidade, deve aprender isso.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 15/03/15

Pessach É Um Feriado Que Está Sempre Com Você

Laitman_115_04A fim de chegar ao estado de “Pessach“, nós devemos chegar a tal nível de desenvolvimento em que não somos capazes de trabalhar com o egoísmo; precisamos subir acima dele.

A explosão de egoísmo aconteceu pela primeira vez na Babilônia. Contra essa erupção que ocorreu quando a população não era grande, Abraão, um sacerdote da antiga Babilônia, descobriu o sistema de ascensão acima do egoísmo.

Vários milhares de pessoas aceitaram esse método, e foram junto com ele para a terra de Canaã, atual Israel. Abraão ensinou seus seguidores o que significava estar em amor mútuo, elevando-se acima do ego e constantemente passando por cima do próprio ego: Pessach (da palavra Pasach, “passar”).

O nosso ego está crescendo constantemente, e nós estamos crescendo acima dele, cobrindo-o com a lei do “… o amor cobre todas as transgressões”. As transgressões permanecem, mas, quanto maiores elas são – até o imenso ódio – um amor maior aparece entre nós.

Nós não escondemos nosso ódio, não nos envergonhamos disso, porque entendemos que se trata da natureza humana, e nossa tarefa é identificar na natureza a próxima força positiva que nos dará a oportunidade de cobrir o ódio com o amor.

Então, vamos estar em constante estado de elevação espiritual. No entanto, o ódio vai determinar a altura do amor com o qual nós o cobrimos.

Acontece que nós podemos continuar a crescer constantemente. Isto é, cada transição de fase para fase vai se tornar Pessach, o feriado que está sempre com você.

De KabTV “Conversas sobre Pessach“, 18/03/15