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O Extremismo De Direita Na Europa, Parte 6

Laitman_421_01Eliminando a Incompatibilidade Num Estado Separado

Pergunta: Você fala sobre a necessidade de unir toda a nação numa família, mas esse não é o sonho da extrema direita na Europa: “Nós somos uma família, e eles não são”?

Resposta: O problema da extrema direita é que ela coloca a sua nação numa posição especial, acima das outras nações. Aqui, por outro lado, nós não falamos sobre ser superior aos outros, mas sobre a unidade entre as pessoas. Então, por que não?

Se eu sou francês, por exemplo, os outros países não me interessam; a França basta para mim e eu não quero que aqueles que não são considerados francês vivam nela. Além disso, ser francês é uma questão de cultura e não nacionalidade.

Eles podem ser belgas e mesmo judeus, mas enquanto nós temos uma cultura unificada geral e uma perspectiva comum, a França é o nosso Estado comum e nós aceitamos sua Constituição e suas leis, seus costumes, suas normas e sua linguagem.

Assim, se um determinado setor intensifica essa unidade, não faz diferença se ele é da direita, da esquerda ou do centro no mapa político; esta atitude é boa, desde que não seja cumprida à custa de outros países. Eu não olho para os outros. Eu simplesmente quero que meu Estado viva em paz e harmonia, seja feliz e prospere.

O que há de errado nisso? Uma pessoa se preocupa com o seu país e quer que seu povo viva como uma família, e mesmo que não tenha uma perspectiva ampla ou as faculdades morais de se preocupar com os cidadãos de outros países, e até mesmo se for chamado de nacionalismo, é no bom sentido. Ela não é chauvinista e não odeia os outros e estrangeiros. Ela só se preocupa com o seu próprio povo, mas não à custa dos outros.

É verdade que neste caso o país não está disposto a fazer parte de organizações como a atual UE, mas, na verdade, é desnecessário fazer parte deles. Em primeiro lugar, a nação específica sofre uma nova forma de educação, aspirando pela igualdade, unidade, e um padrão comum de vida geral que todos aceitam. As pessoas gradualmente absorvem novos valores e já desejam alcançar algum cesto médio ideal e igual de bens e serviços básicos para todos.

Nós não medimos todos pelo mesmo padrão, é claro. Uma vida confortável ainda pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes, em certa medida, mas, no geral, as diferenças são pequenas e simplesmente um ato social, e não um abismo social como vemos hoje.

Pergunta: Será que a extrema de direita terá mais sucesso se aceitar essa abordagem?

Resposta: Claro, mas, para fazer isso a lei deve ser mudada na direção certa. Em geral, todos os cidadãos do Estado têm que aceitar a cultura do Estado e devem ser franceses, por exemplo, independentemente de qualquer fé religiosa. A pessoa tem que ser leal ao país em que vive.

Norte-americanos da África nos EUA, por exemplo, não agem contra o seu país. Eles realmente sentem que são norte-americanos. Eles têm conflitos com outros setores, mas vivem em sua terra natal.

Assim, mesmo que você seja um muçulmano vivendo na Europa, você tem que ser leal ao país em que vive, pois, caso contrário, lhe será negado o direito de viver lá.

Pergunta: Este tipo de unidade nacional é uma condição prévia para a unidade global?

Resposta: Não, mas agora nós estamos falando de uma região específica, de Estados europeus onde a tensão entre diferentes setores está crescendo e em relação aos quais uma Europa unificada ainda fará parte da agenda. Nós podemos falar de cooperação econômica e militar, mas isso não é unidade, só cooperação com base em contratos.

Por outro lado, a verdadeira unidade simboliza a transição para as relações familiares. Ela é muito mais intensa, íntima, profunda e abrangente, quando toda a Europa se torna realmente a casa comum de todos os seus habitantes. Mas eles são incapazes de conseguir isso hoje, porque estão muito longe disso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/09/14

Resolução Das Nações Unidas: Israel É A Única Nação No Mundo Que Está Violando Direitos Econômicos E Sociais

laitman_272Nas Notícias (mixednews.ru): “De acordo com um post do UNWatch, que inclui 54 nações, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas aprovou uma resolução que declarou que a nação de Israel é o único violador de direitos econômicos e sociais no mundo.

“A resolução dos Estados Unidos acusa Israel de crimes como ‘a destruição de casas e propriedades, instituições econômicas, campos agrícolas e jardins, no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, bem como nos territórios sírios ocupados em Golã’, a ‘exploração de recursos naturais’ e a ‘eliminação de todos os tipos de lixo no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental e no território sírio ocupado de Golã, que ameaça seriamente a segurança ecológica’.

“O Hamas não é mencionado uma vez sequer. A Síria é mencionada 13 vezes, mas apenas na denúncia de Israel por ‘supostas’ violações contra os cidadãos dos territórios sírios ocupados em Golã cujos parentes vivem em terras da República Árabe Síria. O regime sangrento de Assad não é sequer mencionado. Nenhuma outra nação no mundo, exceto Israel foi denunciada na reunião anual socioeconômica das Nações Unidas”.

Meu Comentário: Eu os entendo! A natureza, ou seja, o Criador, fala através deles, ensinando-nos através das nações do mundo sobre a nossa situação, que exige uma correção urgente, ao nos aproximarmos realmente do “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Só ao nos aproximarmos deste valor é que as nações do mundo não só se voltarão a nós com amizade, mas também com amor e boa vontade para ajudar a todos, avançando todo o mundo para o seu melhor futuro, como se diz, “… e todas as nações afluirão a ele” (Isaías 2:2). Apesar de tudo, nós temos que chegar a tal estado, quer pelo caminho do sofrimento ou por uma abordagem consciente.

A Corrida Do Antissemitismo

Laitman_121Nas Notícias (cursorinfo.co.il): “Os organizadores do Dia em Memória do Holocausto na Irlanda proibiram o uso de ‘Estado Judeu’ e ‘Estado de Israel’. Pouco antes, as autoridades de Belfast removeram a placa que mencionava o falecido Chaim Herzog da casa onde ele nasceu. Ele foi um ex-presidente do Estado de Israel.

“O moderno dia antissionistas de hoje não fala sobre ir à guerra, eles falam de paz, mas exigem concessões somente de Israel. Eles não ficam irritados que os terroristas escondem suas armas em hospitais, escolas e nas casas das pessoas, mas culpam Israel pela defesa desproporcional, e comparam a Alemanha nazista a Israel.

“Hoje os países europeus começaram a corrida para reconhecer o Estado palestino, um Estado que nunca existiu, e cuja nação sempre pertenceu às nações árabes.

“O projeto palestino foi projetado e desenvolvido como uma resistência contra Israel, e é projetado para eliminar Israel. Eles não conseguiram uma forma militar. Hoje vemos o surgimento de uma guerra legal. Eles estão tentando remover Israel de seus direitos e declarar um bloqueio econômico contra Israel”.

Meu Comentário: Tudo está correto, mas a questão é que apenas nós somos capazes de corrigir esta situação. E todas as nações do mundo buscam e continuarão buscando a nossa destruição. Essa é a lei da natureza, e não há nada para odiá-los. Nós só precisamos entender que está em nosso poder direcionar a história numa boa direção.

Eu escrevi sobre isso no artigo, “Quem é Você Povo de Israel?”, que foi publicado no New York Times.

As Eleições Continuam

laitman_229Depois que os resultados da eleição alcançaram o Knesset, em Israel, as redes sociais apresentaram dois fortes sentimentos que foram percebidos pelas pessoas: a felicidade e a alegria da vitória, e o desapontamento duro da derrota.

Um Povo Dividido

Nas últimas eleições, 26 partidos participaram: Como pode um país tão pequeno tem tantos partidos e opiniões?

Mesmo se isso fosse bom, seria bom apenas se houvesse algo que nos unisse num só povo. Mas vemos que isso não está acontecendo.

Aqueles Que Caíram No Ódio

Dentro da nação há um problema essencial: como é possível encontrar a base correta entre nós, um denominador comum confiável? Isso só será possível se começarmos a equilibrar o poder do ego, que desperta controvérsias, separação e guerras internas entre nós, com o poder do amor. Isso é latente em nosso povo e nós vivíamos de acordo com suas leis antes da destruição do Segundo Templo, que foi destruído por causa do ódio infundado. Por isso, nós caímos do nível do amor para o ódio, e hoje, com o fim do exílio, nós temos que subir novamente do ódio infundado ao amor entre nós. Só desta forma é que vamos criar uma situação em que ninguém vai querer ir embora daqui e todo mundo vai viver em paz, alegria e segurança.

É assim que sempre foi; somente a união nos salva. Desde o início, o nosso povo se encontrava na união de pessoas que eram estranhas entre si na antiga Babilônia, sob a autoridade e liderança de Abraão. É assim como as pessoas viviam e existiam, em condições de união e amor acima do ódio, de acordo com o princípio, “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12).

Pôr Fim À Divisão

Mesmo hoje, cabe a nós compreender como estabelecer pontes entre nós e superar o ódio mútuo com a ajuda do amor. Só desta forma nós podemos continuar no caminho. Eu espero sinceramente que esta mensagem seja ouvida por estes e aqueles, que a direita da população não ceda à forte euforia, e a esquerda à forte decepção. Pois o momento da verdade chegou, mas nós não vemos onde estamos.

O próximo passo é um passo necessário na nossa perspectiva; esta é a união das pessoas acima de todas essas diferenças e contradições, acima das distâncias, do isolamento e ódio mútuo. Lutas já ocorreram em nossa história e não devemos permitir uma situação como esta agora. Isso nos enfraquece e nos ameaça com consequências terríveis, que não são sequer desejáveis de pensar.

A sabedoria da Cabalá nos diz que não podemos sequer ter a certeza de outro exílio, pois os antigos laços tradicionais já não nos conectam e ligam como no passado. E assim, nós devemos agora encontrar um meio, um método, que vai conectar todas as extremidades do espectro e nos consolidar como um único povo. É necessário superar os pontos de vista da direita e da esquerda para o Estado de um único povo. Lá, satisfação e plenitude serão encontradas, onde todos sentirão a totalidade. Cabe a nós, e é possível. Eu espero sinceramente que as pessoas comecem a refletir e pensar nisso.

Em primeiro lugar, é necessário compreender que não há outra saída, que a abordagem anterior se esgotou. Não vale a pena fechar as contas com o passado, vamos direcionar nossa visão para o futuro. Este é o método e esta é a única situação em que todos nós podemos existir a partir de agora.

De KabTV “Uma Conversa sobre a Situação em Israel após as Eleições” 18/03/15

O Extremismo De Direita Na Europa, Parte 1

Laitman_419O Extremismo De Direita Levanta Sua Cabeça

Pergunta: Na Europa, o nacionalismo extremo está se tornando cada vez mais popular, levando consigo a xenofobia, o neonazismo e a oposição à União Europeia. Recentemente, políticos radicais de direita comemoraram uma grande vitória nas eleições para o Parlamento Europeu.

Pela primeira vez, uma representação considerável foi recebida por um setor que se opõe à imigração e, por vezes, vizinho da ideologia neonazista, se não que a apoia.

A Frente Nacional Francesa sozinha, liderada por Marine Le Pen, ganhou 24 assentos no Parlamento Europeu. O Partido Progressista da Noruega, de extrema direita, recebeu mais de 16% dos votos. O Partido Finlandês ganhou 18%, e os holandeses de extrema-direita tomaram 10%. Os mesmos processos estão ocorrendo na Áustria, Hungria e outros países.

Analistas e comentaristas citam três razões principais:

  1. Elevada taxa de desemprego, deixando muitos jovens sem trabalho.
  2. A crise econômica que varre todo o continente europeu.
  3. Decepção com as políticas anteriores que não conseguiram atender às expectativas.

No geral, vemos como a difícil situação está levando à intensificação dos sentimentos de extrema-direita. Como exatamente funciona esse mecanismo? Como problemas e dificuldades em diferentes reinos levam as pessoas a acreditar que este segmento específico do espectro político irá ajudá-los?

Resposta: Eu acho que os conceitos de direita apelam aos europeus. Afinal, eles propõem cuidar de si mesmos, não dos imigrantes: “Nós não temos trabalho, temos subsídios sociais reduzidos; por que devemos cuidar de pessoas de fora?” Se nós os utilizamos para realizar determinadas tarefas por um determinado período de tempo, isso é outro assunto. No entanto, em vez disso, a maioria deles se estabelece no país e não se preocupa com emprego.

Em muitas cidades europeias, esta se tornou uma cena familiar: no meio do dia, as ruas estão cheias de pessoas de origem imigrante. Elas passam o tempo de braços cruzados enquanto os europeus nativos trabalham. Então, por que eles deveriam assimilá-los e pagar-lhes dinheiro?

Além disso, muitos estão insatisfeitos com o choque de civilizações, dizendo que eles são contra nossa cultura, contra o nosso sistema educacional. Eles não querem saber de nós, se tornar como nós, se integrar na nossa sociedade. Eles geralmente são repelidos pela absorção no ambiente europeu. Então, por que eles estão na Europa?

Eu fiz pessoalmente essas perguntas décadas atrás, quando o Reino Unido abriu pela primeira vez as suas fronteiras aos imigrantes de suas ex-colônias. Era totalmente incompreensível para mim que os europeus se regozijassem por receberem pessoas que eram extremamente distantes da Europa em sua mentalidade. Um símbolo de boa vontade é uma coisa, mas uma porta aberta para o bem de metas partidárias no quadro da luta política é algo totalmente diferente.

Enquanto os partidos que chegavam ao poder se preocupavam com a sua própria reputação e antecipavam qualquer crítica em sua direção, o afluxo de imigrantes continuava em expansão. Por fim, milhões de novos cidadãos preencheram grandes cidades, demarcando bairros inteiros e estabelecendo a sua própria ordem, por vezes no lugar da polícia que prefere ignorar essas áreas. Mesquitas estão sendo construídas, feriados muçulmanos celebrados, e um espírito totalmente diferente é trazido de seus países de origem reina lá.

Nos EUA, a coexistência de diferentes nacionalidades originalmente foi construída em princípios diferentes. Os Estados Unidos foram criado como um “crisol” onde todos se misturaram entre si e formaram a cultura americana, ainda que em torno de um núcleo anglo-saxão. Na sua base reside o elemento de pioneirismo, conquista e desenvolvimento de novas terras, uma mensagem totalmente diferente.

A Europa, no entanto, com a sua cultura milenar, assimilou povos que a ignoram completamente. Portanto, há um grão de verdade nos atuais movimentos de direita. Eles querem proteger sua pátria, seu país e seus filhos, a quem eles preferem dar os recursos que são atualmente despendidos com imigrantes. Em suma, há muitas premissas justas em suas reivindicações, e elas certamente vão se intensificar cada vez mais.

Enquanto elas permanecerem dentro da lei, eu não vejo do que eles podem ser acusados​​. Nos que eles estão errados? No fato de que não querem aceitar imigrantes e pagar por eles? Eles devem ser responsáveis ​​por isso? Onde está escrito? Alguém está ganhando capital político com isso, o tempo todo, depois de subir ao poder, extraindo ganho pessoal disso. Portanto, por que a Noruega, Suécia e outros países deveriam ser preenchidos com imigrantes quando viveram por centenas e milhares de anos num estado “congelado”? Enquanto isso, a Europa abriu as suas portas, e este processo ganhou impulso.

Pergunta: Será que podemos dizer que a história está se repetindo? Antes da Segunda Guerra Mundial, houve uma crise econômica e massas de pessoas não conseguiam encontrar trabalho. Isso se tornou uma base “notável” para a ascensão do fascismo.

Resposta: Se na Europa de hoje todos estivessem trabalhando e imigrantes também se juntassem à força de trabalho para que a produção crescesse e contribuísse para a prosperidade, os gritos do radicalismo de direita não teriam lugar.

No entanto, existe uma escassez de postos de trabalho e orçamentos sociais estão sendo cortados. Além disso, eles são cortados de tal forma que os fundos fluem de cidadãos nativos para os novos, e as pessoas não concordam com isso.

Além disso, a incapacidade de estabelecer relações internacionais adequadas está desempenhando um papel aqui também. Os iniciadores da unificação europeia esperam benefícios econômicos disso, mas falham em considerar essa unidade das nações numa cultura comum, educação comum, e em geral, numa base comum. Afinal de contas, a União Europeia não é apenas uma palavra; ela deve significar um determinado território unido, uma reserva comum, um espaço sócio cultural conjunto.

A Europa de hoje, no entanto, não tem nada disso. Bancos? Indústria? Eles mal lidam com o papel de unificadores quando são capazes de demonstrar benefícios momentâneos. É claro que essa unidade está destinada a se tornar um fiasco e só fornece mais uma razão para a ascensão da extrema-direita.

Continua…

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/09/14

Guerras: Mundanas Ou Espirituais?

laitman_570Pergunta: O que os vizinhos islâmicos de Israel podem trazer?

Resposta: A ideia é que, mesmo entre os profetas é indicado que o fim do mundo, quando a humanidade precisará subir ao próximo nível, à próxima dimensão, o motor deste processo serão os árabes. Isso será revelado no final da história e eles começarão as grandes guerras na terra, no ar e no mar.

Infelizmente, uma vez que toda a humanidade e o povo de Israel suportam grande egoísmo, a conexão entre eles só pode ser egoísta. E isso é o que simboliza a guerra; com o egoísmo não pode haver nenhuma outra conexão. Então conexão mútua entre os povos deve ser descoberta antes de sua correção, realizada por meio de um processo que envolve várias guerras. Estas poderiam ser guerras físicas e poderiam ser guerras espirituais. No nível espiritual elas vão acontecer muito mais rapidamente, sem sangue, sem destruição e reconstrução. Mas para isso deve haver a liderança deste processo; isto é o que o povo de Israel precisa tomar para si.

Se pudermos nos conectar entre nós, e com esta conexão e união nos colocar contra o mundo inteiro, é assim como vamos fornecer-lhe um exemplo; então, haverá guerras entre as forças da Luz e escuridão num nível ideológico na forma de explicações e discussões, mas não na forma de uma guerra física. No caso oposto, este será um processo longo, com muito sofrimento. Mas isso cria um problema; como vamos chegar a isso? A ideia não é com os representantes do cristianismo ou do islamismo, mas apenas com o povo de Israel, o quanto eles podem se unir apresentando-se como uma única unidade completa e mostrando ao mundo um exemplo de união. E quando ele proclamar isso, todos os confrontos diminuirão.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Como Nós Ganhamos O Amor Da Humanidade?

laitman_228Comentário: Hoje, o antissemitismo mudou seu rosto. Se antes ele falava sobre os judeus, agora eles falam principalmente sobre sua nação. A Segunda Guerra Mundial e o regime nazista colocam em questão e contestam a ideia de antissemitismo, porque agora o antissemitismo é identificado apenas com Auschwitz, Buchenwald, etc.

Resposta: Isso não incomoda ninguém. Não há nenhum problema em repetir o mesmo cenário que existia na época da Segunda Guerra Mundial. Aquele antissemitismo é agora dirigido contra a nação de Israel, é basicamente apenas um disfarce. Afinal de contas, vemos como entre todas as nações do mundo, sob essa máscara, discursos e provocações estão ocorrendo contra os judeus que vivem lá.

Comentário: Mas hoje ninguém mais pode proclamar com orgulho que é um antissemita.

Resposta: Em breve isso também será popular, e todos os tipos de aristocratas vão elevar a sua imagem com isso. Não há nenhuma diferença entre o antissemitismo e o ódio para com a nação de Israel. Tudo depende apenas de uma pergunta: isso é um problema político ou social? Eles estão conectados entre si.

Comentário: No ano de 2014, uma pesquisa internacional adicional foi conduzida sobre a atitude em relação às nações do mundo. Entre uma série de perguntas, foi proposto dizer que nação é o maior perigo para o mundo. Israel ultrapassou o Irã na maioria dos itens e ficou em primeiro lugar!

Resposta: Eu estou feliz em ouvir isso. Inconscientemente, as pessoas compreendem de onde vem a força que está preparada para alterar o seu futuro. Isso é muito bom; isso diz que é possível explicar-lhes porque tal determinação interna inconsciente existe nelas. Quando eu levanto essa questão em minhas palestras no exterior, eu sinto que as pessoas estão começando a entender o que resume a sua atitude especial para com Israel e os judeus.

Na verdade, muito poucas pessoas no mundo pensam na nação de Israel e no que está acontecendo lá. Para uma pessoa que está vivendo em algum lugar num assentamento remoto na Rússia, Estados Unidos ou na Europa, esta nação em geral não importa. Ela não é uma pessoa política, mas um simples cidadão, por isso a sua atitude não é em relação à nação, mas em relação ao povo. Mais corretamente, não é sequer em relação ao povo, mas em relação ao que ela considera como a causa de todas as suas angústias e problemas.

Comentário: Recentemente, as Nações Unidas publicaram um relatório sobre o direito de conduzir uma guerra entre Israel e a Faixa de Gaza. E mais uma vez Israel foi confrontado com a questão: o que deve ser feito? Como se pode explicar ao mundo quem é justificado e quem é culpado?

Resposta: Não há nada a ser feito; o mundo vai culpar os judeus de qualquer maneira. Eles podem apresentar todos os tipos de argumentos, mas o mundo vai responder: “Eu não acredito nisso!”

Pergunta: Em Israel, no plano político, existe o que se chama um “departamento de relações públicas”. Se você fosse gerenciar esse departamento, o que você explicaria ao mundo?

Resposta: Eu explicaria a todos a missão, o papel, do povo judeu: Por que ele foi criado, por que existe. O mundo precisa saber que, entre os muitos bilhões que viveram durante toda a humanidade, um grupo especial de pessoas apareceu que subiu acima das leis da física e da natureza; eles têm um destino especial e constantemente demonstram a possibilidade de conexão e união com o mundo, seja correta ou incorretamente. Este grupo mostra ao mundo o que ele deve atingir, ainda que não se encontre neste nível.

Pergunta: Junto com isso, ele desperta simpatia por um lado, e por outro lado, desprezo, ódio e um desejo de aniquilá-lo. De onde vem tudo isso? Para onde deve ir?

Resposta: É imperativo que todos entendam que isso não é uma nação, mas um grupo de pessoas que devem se unir entre si de acordo com a lei natural, “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” e mostrar a todos a conexão correta entre eles. A humanidade deve chegar a este estado, e assim ela vai começar a subir à próxima dimensão. Este mundo é finito, limitado em sua existência, e nossos sentidos já se esgotaram. Nós temos que subir ao próximo nível.

Isto é falado por todas as religiões que são derivadas da sabedoria da Cabalá: judaísmo, cristianismo e o islamismo. Os profetas previram isso, e nós vemos que tudo está se materializando. Nós temos que explicar ao mundo que somos de fato um exemplo para o mundo inteiro, embora, por enquanto, tenhamos sido um exemplo malsucedido. Nós devemos nos tornar os professores do mundo, o que significa que devemos nos unir para fornecer ao mundo um exemplo de como será possível para o mundo inteiro fazer isso junto. Ele exige isso e é especificamente aqui que a origem do ódio em relação a nós se oculta; é porque nós não levamos a unidade ao mundo.

Se tivéssemos sucesso em mostrar a humanidade que ela deve viver como um só povo com um coração, que por meio da união e não através do ego o próximo nível de existência que é chamado de Mundo Superior é revelado, nós ganharíamos esse amor, esse reconhecimento, que não tem igual no mundo.

De KabTV “A Última Geração” 23/06/15

Sobre O Antissemitismo Nos EUA

Laitman_408Pergunta: Qual é a sua opinião sobre o crescimento contundente do antissemitismo mesmo em campi universitários nos EUA?

Resposta: Há apenas uma coisa que eu posso sugerir: estudar a sabedoria da Cabalá, que explicará a razão para o que está acontecendo. Eles podem pelo menos ler o meu artigo no New York Times publicado em 20 de setembro de 2014. O caminho do nosso desenvolvimento é predefinido e predeterminado, e nós só precisamos tentar ser compatíveis com ele, a fim de nos sentir bem.

Eu aconselho e desejo que os estudantes judeus explorem e estudem o desenvolvimento da humanidade (ver o nosso site) e sigam as estruturas de nossa nação no cumprimento de sua missão. Assim como todos, tanto os judeus como as outras nações têm cada um o caminho que foi designado especialmente para eles pela natureza; seguindo-o, evitamos grandes sofrimentos, que estão se aproximando de nós numa velocidade alarmante.

As Três Semanas (Encurralados)

laitman_293Agora, nós estamos num momento especial chamado Bein Hameitzarim, as três semanas, do 19o dia de Tamuz até o 9º dia de Av. Este período é conhecido na história como tempos difíceis para a nação de Israel, mas esperemos que, este ano, sejamos finalmente capazes de corrigir isso de modo que esse período não provoque diferentes desastres como no passado.

Pergunta: Como acontecimentos infelizes podem estar relacionados a um determinado período de tempo?

Resposta: Tudo o que acontece em nosso mundo deriva da ocultação das forças da natureza que nós não sentimos. Nós só sentimos o resultado de suas ações, mas não revelamos realmente essas forças.

Se nós falamos sobre a eletricidade, por exemplo, isso significa que vemos como diferentes aparelhos elétricos funcionam ou alguém recebe um choque elétrico. Assim, descobrimos que a rede tem força.

Esta é também a forma como descobrimos a força da gravidade, de acordo com o resultado das suas ações. Se uma maçã cai na minha cabeça, eu posso dizer que há uma força especial que é chamada de força da gravidade.

Nós nunca descobrimos as verdadeiras forças. Há toda uma rede de forças em torno de nós, desde forças subatômicas dentro de minúsculos átomos e moléculas, até forças cósmicas que operam entre as estrelas e os planetas do universo. Tudo o que vemos é resultado das ações de diferentes forças. Toda força pode ser descoberta apenas de acordo com o resultado da sua influência sobre a matéria. Por que a terra gira? Isso significa que há uma força que a gira. Todos os planetas giram como resultado de uma rede de forças que define estes objetos cósmicos em movimento.

No entanto, nós precisamos da sabedoria da Cabalá, a fim de descobrir as verdadeiras forças, porque ela nos diz sobre as forças que estão por trás da matéria, incluindo as forças que estão por trás do homem, as forças que controlam o calendário. Nós podemos ver todas as forças por trás de cada dia e por trás de cada revolução da Terra sobre seu eixo e cada revolução que ela realiza em torno do sol. A humanidade tem acumulado dados de diferentes experimentos e feito tabelas como em qualquer campo científico, segundo o qual este período é considerado especialmente infeliz.

No entanto, a sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria da verdade porque nos diz a razão para tudo o que acontece. Ela nos diz por que o calendário é organizado desta forma, por que a Terra gira em torno do Sol, e por que o homem foi criado dessa maneira e como ele se relaciona com os outros.

Se nós descobrimos certo fenômeno, nós o investigamos por meio de ferramentas científicas comuns. A sabedoria da Cabalá, por outro lado, nos fala sobre fenômenos e forças ocultas, e, portanto, é chamada de sabedoria oculta, sabedoria secreta, uma vez que nos conta os segredos da criação.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 14/07/15

Guerra: Uma Busca Por Conexão

laitman_624_06Pergunta: A guerra é uma busca por conexão entre as pessoas?

Resposta: Quando as pessoas não conseguem chegar a um acordo entre si, elas não apenas se distanciam umas das outras, mas começam todo tipo de conflitos. Isto significa que se não houver uma boa conexão, ela se torna uma conexão ruim.

Assim, ambas as guerras civis e as guerras entre nações são como uma busca por algum tipo de conexão, seja boa ou ruim, mas todos nós somos egoístas. Não podemos determinar nenhum tipo de regras gerais definidas entre nós, algum tipo de fórmula de conexão, e a guerra nos ajuda com isso.

O fato de que no século XX as guerras se tornaram internacionais indica que o mundo inteiro está à procura de união, porque ele deve alcançar um estado global, de volta às suas raízes.

Pergunta: Mas a humanidade assume o contrário, que a guerra é uma ruptura da conexão.

Resposta: Não, junto com isso, algum tipo de transformação especial da ordem acontece. Nós, judeus, infelizmente, somos um tipo de egoísta de tal forma que ainda não estamos prontos para nos mover do ego para a união imediatamente.

A conexão entre todos os povos que estão em conflito deve ser descoberta como resultado de nosso trabalho. Se o povo de Israel não mostrar um exemplo de conexão e união, resta apenas uma coisa: a guerra. Então, todas os povos nos culpam que todas as guerras no mundo acontecem por causa dos judeus. E isso é correto, porque não estamos fazendo o possível para nos unir. Isso ocorre porque a cola que conecta toda a humanidade, que é a característica de doação e amor, só é encontrada conosco.

De KabTV “A Última Geração” 23/06/15