Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

“Sabedoria Entre Os Gentios, Acredite”

Laitman_167Os argumentos de Moisés convenceram Jetro a deixar seus filhos no acampamento dos judeus. Os netos de Jetro entraram na terra de Israel, e como Moisés prometeu, eles receberam as terras férteis de Jericó e seus arredores.

Em última análise, eles se tornaram mestres proeminentes em conhecimento da Torá. Os descendentes de Jetro se tornaram famosos como os líderes do Sinédrio, ensinando Torá a toda a comunidade de Israel (Midrash MesaperParshat Beha’alotcha).

Aqueles entre as nações do mundo que tinham os maiores desejos egoístas e conseguiam corrigi-los se tornavam os maiores da geração. Eles se tornavam superiores e maiores do que os líderes das tribos, como no exemplo do Rabi Akiva.

De acordo com sua raiz, Israel é Galgalta ve Eynayim, os desejos mais fáceis e mais puros que não podem absorver a Luz de Hochma para eles, enquanto que as nações do mundo, quando recebem este método de Israel e se corrigem, descobrem uma Luz de Hochma muito grande. Assim, está escrito: “Se alguém diz que há sabedoria entre os gentios, acredite” (Eicha Rabá 2:13) porque ela existe numa fase de correção.

As nações do mundo que alcançam o conceito de “Israel” se juntam ao povo de Israel para se tornar uma ponte para o seu povo. Israel mesmo não pode se tornar tal ponte, uma vez que para fazer isso, teria que se tornar AHP de Aliyah, que é uma subida de baixo para cima.

Portanto, é imperativo disseminar a sabedoria da Cabalá para o mundo inteiro.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

Os Costumes Dos Judeus E De Outros Povos

Laitman_167Pergunta: Por que os costumes dos judeus são tão diferentes dos de outros povos?

Resposta: A razão está na atitude, o sentido da existência. Com os judeus é a descoberta do Criador, o mundo superior, o eterno movimento.

Daqui surge a incrível diferença no sepultamento. Com todos os povos a pessoa continua a sua existência terrena após a morte, de modo que juntamente com ela são enviados todos os tipos de coisas de sua vida terrena para o mundo após a morte: ferramentas, roupas, dinheiro, joias, servos e assim por diante.

Com o sepultamento dos judeus é simples, somente simples roupas brancas, a mesma para todos, para os pobres e para os ricos. A pessoa não toma nada consigo, exceto as obras que fez. Isso mostra a atitude do judaísmo para com a vida e a morte, e aqui também estão as razões para as diferenças no resto dos costumes.

Isso ocorre porque o povo judeu foi criado e surgiu por razões, motivos e objetivos espirituais; eles foram criados artificialmente, tomando para si uma lei “sobrenatural” do amor ao próximo. O resto dos povos foi criado e surgiu naturalmente, de famílias, tribos, com o seu desenvolvimento egoísta natural.

Longo Caminho Para O Templo, Parte 4

laitman_740_03Moisés e a Recepção da Torá

Babilônios que rejeitaram a metodologia de Abraão se propagaram ao redor da Terra, a todos os países. O grupo de Abraão saiu da Babilônia, e foi para a terra de Canaã. Depois, desceram ao Egito, e, posteriormente, retornaram novamente à Canaã, que mais tarde se tornou a terra de Israel.

O grupo de Abraão sofreu inúmeras dificuldades. A principal missão do grupo era transferir a metodologia da conexão quando chegasse a hora aos babilônios, ou seja, a todo o mundo.

Depois de Abraão, várias gerações de Cabalistas surgiram: Isaque, Jacó, José, e, finalmente, Moisés. Eles revelaram as formas da aplicação prática da metodologia. Moisés elevou o grupo de Abraão a um novo nível de unidade chamado “a recepção da Torá”.

Eles tiveram que se unir num nível superior para chegar à “montanha de ódio”, o Monte Sinai, em vez da Torre de Babel. Para isso, tiveram que se referir a uma força muito mais poderosa. Caso eles tivessem sucesso, a metodologia denominada “Torá” seria revelada a eles.

A Torá é a sabedoria da Cabalá, que busca a revelação do Criador às criações neste mundo. A Torá descreve a rede de conexão que nos une através de relações benevolentes, calor e afeição mútua. O princípio fundamental da Torá, “ama o teu próximo como a ti mesmo”, deveria nos levar do amor pelos seres criados ao amor pelo Criador.

Moisés revelou a metodologia ao povo de Israel que passou pelo exílio egípcio e ganhou enorme egoísmo estando no exílio. Seu egoísmo atingiu um grau muito maior do que aqueles que estavam associados à Torre de Babel. A Torre de Babel, mais o egoísmo acumulado no Egito transformado no Monte Sinai (ódio), assim eles tiveram a oportunidade de trabalhar no Monte Sinai ao melhorar as conexões entre eles.

Depois de revelar o enorme sistema da natureza, o povo de Israel percebeu que sua missão era a de corrigir a realidade e a humanidade, incluindo os babilônios de quem uma vez fugiram.

A correção acontece em duas etapas: a primeira etapa é elevar o povo de Israel à altura em que eles se tornam um homem com um coração. Este trabalho é chamado de “quarenta anos vagando no deserto”.

Após esta fase, o povo de Israel alcança o estado de uma unidade tão grande, que a construção de uma conexão chamada de “o templo” torna-se possível. O templo significa o vaso de santidade em prol da doação e do amor mútuo.

O vaso é chamado de O Templo (a casa de santidade); a divindade é doação e amor. No entanto, o povo foi incapaz de manter tal nível elevado mais do que um instante; eles imediatamente caíram deste nível.

O grande amor e unidade que eles alcançaram por um curto instante entrou em colapso. O povo se dividiu em grupos hostis que se enfrentaram.

Eles continuaram a cair ainda mais, até Nabucodonosor destruir o Templo. Não se trata da ruína de um prédio em Jerusalém; ao contrário, tratava-se de forças egoístas hostis que quebraram a unidade entre o povo de Israel.

Eles chegaram a um estado maravilhoso de unidade. Dentro dele, eles revelaram o sistema da governança superior que rege todo o universo. De repente, a bela estrutura arredondada começou a apodrecer, deteriorando-se e explodindo. Grandes grupos se desprenderam do povo de Israel: os saduceus (Tzdokim), K’tzinim (nobreza), e outros.

Como resultado, a unidade entrou em colapso. Os judeus se tornaram estranhos um ao outro como se já estivessem espalhados entre outras nações, como está escrito em Megillat Esther. No entanto, eles se lembraram de que estiveram unidos em algum ponto da história, mas este fato desapareceu e não era mais importante para eles.

A situação agravou-se. O processo histórico, isto é, o sistema de governança superior com o qual eles estavam familiarizados, não os deixava ficar no mesmo estágio para sempre. O primeiro homem, Adão, juntamente com os Cabalistas que o seguiram, descobriu que o mundo deve alcançar a unidade novamente.

Está escrito nos Profetas: “Todos Me conhecerão; Minha casa se tornará a casa de oração para todas as nações. Todos se unirão. O lobo habitará com o cordeiro”. O mundo deve alcançar unidade e harmonia que inclui todos esses estados. Este nível é chamado de Terceiro Templo.

Continua…

De KabTV “Uma Nova Vida”, 05/07/15

Em Nome Do “Amor” Pelos Judeus

laitman_433_02Nas Notícias (inosmi.ru): “Dentro de um único dia a organização Hamas foi removida da lista de organizações terroristas e o Parlamento Europeu aprovou uma declaração em apoio a um Estado palestino. Ao culpar Israel, o povo da Europa é liberado do sentimento de culpa sobre o genocídio. Tal é o processo de ‘purificação’.

“Se a nação de Israel está implementando atividades ‘nazistas’ em relação aos palestinos, então os crimes alemães e europeus não são mais tão monstruosos. Dois tipos de serviço pelo preço de um: ‘purificação’ da culpa e o velho antissemitismo.

“Simultaneamente, o peso de um grupo que possui vários milhões de imigrantes muçulmanos tem crescido na Europa, tendo-se tornado um recurso eleitoral para os políticos locais. Eles ditam as políticas antissemitas e anti-israelenses aos partidos de esquerda, que estão interessados ​​em suas vozes.

“E os políticos israelenses de esquerda, que sofrem de um complexo de exílio, tomam para si a culpa que é imposta pelos antissemitas europeus, e é assim que eles justificam o mal europeu, através da criação de um álibi para ele”.

Meu Comentário: No entanto, os judeus são culpados! Porque tudo o que está acontecendo no mundo depende apenas deles! Isso ocorre porque somente eles têm a liberdade de escolha para mudar a direção do desenvolvimento humano. Os judeus devem entender e avaliar corretamente o que está acontecendo; eles ainda são capazes de mudar o desenvolvimento do mundo de uma direção que leva à guerra mundial para uma direção que leva a um mundo que é bom para todos.

Tempo De Julgamento

Laitman_119O período de tempo entre o 17o dia de TamuzTishá B’Av (o 9o dia de Av) é considerado o período mais difícil do ano. Não há misticismo nisso. Há simplesmente “forças de julgamento” e “forças de misericórdia” na natureza. Estas três semanas até Tishá B’Av, que são chamadas de “As Três Semanas”, são um tempo em que as forças de julgamento estão particularmente no trabalho.

Estas são as forças que colocam particularmente diante de nós grandes exigências de correção, esclarecimento e introspecção. Mas visto que nós não estamos prontos para isso e somos incapazes de transformar essas forças de julgamento em forças de bondade e misericórdia, nós sentimos uma pressão especial neste momento, muitos problemas e todos os tipos de punições.

Pergunta: Há pessoas que têm medo de ir ao mar com seus filhos neste momento. Esse medo se justifica?

Resposta: Há períodos agradáveis, bons e desejáveis, e há períodos desagradáveis, maus e indesejáveis. A melhor época é Purim. Este é o símbolo da realização da correção, que é chamado de a “vinda do Messias”. No entanto, quando corrigimos a nós mesmos, as três semanas desagradáveis ​​e más antes de Tishá B’Av tornam-se o período mais exitoso.

Tisha B’Av é considerado como o pior dia para os judeus ao longo da história, porque especificamente neste dia o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, os judeus foram expulsos da Espanha, e uma infinidade de outros desastres aconteceram, e apesar de tudo isso, podemos transformar este dia no melhor dia.

Pergunta: Não poderia ser que esta é simplesmente uma profecia auto-realizável, porque esperamos seu dissabor?

Resposta: Não é uma profecia auto-realizável. Isso se refere à atividade de forças que existiam antes mesmo do aparecimento dos seres humanos na face da terra.

Essas forças se preparam para tal atividade, mesmo nos mundos superiores, que mais tarde se torna materializados em nosso mundo, o menor e o pior de todos os mundos. As forças de julgamento e as forças de misericórdia foram criadas desde o início na natureza. Estas são as linhas esquerda e direita, e a pessoa está no meio. Se nós conseguimos inclinar o mundo no sentido da compaixão e bondade, nós corrigimos todas essas forças más, todos os julgamentos, todas as situações desagradáveis, em situações boas.

Mas isso só é possível com a condição de que nos conectamos e unimos. Caso contrário, não temos possibilidade de fazer isso. Portanto, “Você deve amor o seu próximo como a si mesmo” é considerado como a lei geral e essencial da Torá, que inclui em si todas as nossas correções, todas as ações que devemos realizar neste mundo.

Nós não só podemos parar as forças de julgamento, mas também transformar a sua ação em algo bom. Elas se tornarão forças do bem, muito melhor do que as forças que agora nos parecem tão boas que nos mimam e cuidam.

A Natureza está preparando desastres terríveis para nós para os próximos dez anos. Neste verão, a Europa tem sido prejudicada pelo calor terrível que chegou a 50 graus centígrados. Ao mesmo tempo, os cientistas preveem uma diminuição da atividade solar e a chegada de uma nova era do gelo.

Se o próprio homem corrige as forças de julgamento e as transforma para o bem, ele pode usá-las para dirigir a ação delas, com a ajuda de toda a humanidade para corrigir toda a humanidade, todo o mundo, desde as relações entre as pessoas até o clima, todos os desastres naturais: tufões, tsunamis, erupções vulcânicas e muito mais.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 14/07/15

A Volta De Jetro

laitman_740_02O Midrash, “Behaalotcha“: Jetro, no entanto, insistiu em um retorno à Midiã. Eu tenho uma razão urgente para voltar para lá – ele explicou a Moisés. – Não só eu deixei em Midiã todas as minhas posses, mas quero ensinar a Torá a toda a minha família e àqueles amigos que eu deixei em casa, e convertê-los a minha fé.

Além disso, o ano em que eu parti foi um ano de seca. Eu pedi dinheiro emprestado de pessoas diferentes a fim de apoiar os pobres. Se eu não voltar, meus devedores vão pensar que estou tentando evitar represálias.

Pense no fato de que eu sou necessário em Midiã, não aqui.

Se interpretarmos os parágrafos acima na linguagem da correção, significará que qualquer coisa que a pessoa consome egoisticamente deve ser corrigido. Tudo acontece dentro de nós e nós somos os únicos que fazem cálculos apenas conosco mesmos.

Só porque nós já usamos uma vez certos tipos de desejos, temos uma chance de se referir a eles novamente. No entanto, desta vez nós temos a Torá com a ajuda da qual podemos corrigir nosso ego, caso contrário é impossível voltar aos estados anteriores.

A viagem de Jetro a Moisés foi necessária porque ele teve que tomar a energia de Moisés e depois voltar. Ao fazer isso, Jetro corrigiu a forma como o povo de Israel estava organizado, dividindo-os em dezenas, centenas e milhares.

Jetro sabia onde e por que estava indo, já que a sua missão era a de corrigir o lugar onde ele era um líder (mestre). Em outras palavras, quem chega a uma compreensão do que Israel é, reconhece a razão pela qual eles aspiravam a chegar a essa compreensão: para adquirir o conhecimento em prol de levá-lo ao povo e corrigi-lo. Assim, através de Israel, o conhecimento se espalha às outras nações do mundo desde cima.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

Tisha B’Av, Num Torno Entre Positivo E Negativo

laitman_558Pergunta: Por que Tisha B’Av (9 de Av) é considerado o pior dia do ano?

Resposta: Nós estamos sob a gestão de um sistema de forças que opera em nós e nos influencia – às vezes de uma forma boa e confortável, e às vezes de uma maneira má e desagradável – para nos despertar e tornar possível para nós integrar essas forças corretamente e alcançar a linha média.

Se pudermos equilibrar essas forças, chegamos a um estado de bem absoluto. Isto é possível! O ano inteiro será uma temperatura confortável de 25 graus, e tudo na vida vai ser bom, a respeito de qualquer assunto. A pessoa está pronta para equilibrar todas as forças da natureza quando ela traz tudo ao equilíbrio.

Em Tisha B’Av, as forças de julgamento agem particularmente com forte intensidade. No entanto, em essência, elas não são negativas, mas aspiram a nos despertar para atingir o equilíbrio, equilibrar toda a natureza.

Pergunta: Essas forças são mais fortes do que a pessoa?

Resposta: Certamente, essas forças são mais fortes do que a pessoa. Elas a forçam a realizar o que é exigido dela. As forças da natureza trabalham em nós e nos influenciam para começar a mudar. Nós vemos que bagunça está acontecendo no mundo. O mundo está se afastando e, gradualmente escorregando mais e mais, mas isso nos desperta para a ação.

Especificamente agora, há oportunidades de revelar a sabedoria da Cabalá para todo mundo, e mostrar que ela torna possível organizar nossas vidas, porque tudo está em nossas mãos. Vamos acalmar, olhar para as coisas de forma racional, e todos nós juntos vamos decidir como cabe a nós trazer a nossa vida ao equilíbrio.

As forças de julgamento só nos parecem ruins temporariamente, dependendo de como estamos nos sentindo, mas, basicamente, não há nada melhor do que elas, afinal de contas elas nos empurram à correção.

É possível alcançar o equilíbrio apenas com a ajuda da sabedoria da Cabalá. Nós mesmos não temos o poder para isso. Nós temos que obter um poder adicional, único, desde cima, acima de nossa natureza, o poder de doação, amor e união. Este poder pode equilibrar as forças positivas e negativas, o positivo e o negativo.

Todo o avanço tecnológico é construído sobre isso. Cada motor funciona porque nós sabemos como conectar corretamente o positivo e o negativo para que as forças positivas e negativas o ativem e obriguem a fazer um trabalho útil para nós.

Nós existimos na natureza onde as forças positivas e negativas estão em funcionamento. No entanto, todo o problema é que, no meio, nós não sabemos como usar corretamente o positivo e o negativo, e transformá-los num mecanismo que age na diferença entre os potenciais da melhor maneira para o nosso benefício.

Isso é especificamente o que a sabedoria da Cabalá nos ensina: como usar corretamenteas duas forças opostas que existem na natureza.

Essas forças são chamadas de inclinação ao mal e ao bem, ódio e amor. Não é necessário aniquilar nada! Se nós integrarmos estas duas forças corretamente e as usarmos corretamente, vamos obter resultados maravilhosos.

No entanto, uma vsabedoria é necessária para isso, porque na vida normal, não sabemos como equilibrar positivo e negativo. Nós amos ou odiamos, ao passo que precisamos integrar ambos ao usar as forças internas de uma pessoa, as nossas atitudes, subir acima dessas duas forças, acima do amor e ódio. Então, podemos administrá-las e equilibrar todas as nossas vidas através delas.

Imagine que nós fazemos algo assim numa família, com os filhos, no trabalho, com amigos, mesmo apenas no âmbito do nosso pequeno mundo físico – quão mais felizes nos tornaríamos. Amor e ódio devem existir junto e se equilibrar mutuamente.

Não há nada de supérfluo no mundo. Em vez disso, só é necessário equilibrar essas forças. Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 14/07/15

O Extremismo De Direita Na Europa, Parte 4

laitman_426Europa Parcialmente Unida

O que deve ser feito se a União Europeia não tiver um denominador comum? Algum tipo de base comum que conecta todos é necessária aqui.

Mas os líderes políticos não precederam a união com informação e educação compartilhadas; novos valores não penetraram suas mentes e corações; eles não trouxeram suas ideias à discussão para que as próprias pessoas pensem e considerem como unir da melhor forma.

O próprio conceito de “união” requer esclarecimentos, familiaridade, e poderia haver inclusive a criação de todos os tipos de comissões públicas. São necessários programas de televisão metodológicos; um programa de ensino único para as escolas é necessário. Toda a Europa deve aprender os princípios da conexão e união, e também examinar isso.

Em resumo, um processo educativo completo seria necessário para a Europa antes de forçar o regime da União Europeia no continente. Mas, em vez disso, uma decisão foi aceita e ela “desceu” de cima; certamente ela estava num belo envelope democrático, mas apenas com base em benefícios econômicos. E a economia é instável: hoje é dessa maneira, amanhã de outra maneira… a crise chega e todas as cartas estão embaralhadas.

Além disso, a união sem um programa comum é “aleijada”: ela possibilita lucrar numa coisa em detrimento de outra coisa. Suponha que nós forneçamos segurança, mas percamos na economia, ou forneçamos economia, mas percamos na educação. Na verdade, todas as áreas devem ser equilibradas.

Na Europa, a grande obra de união cultural não foi feita a tempo. Portanto, os alemães permanecem alemães, os franceses continuam franceses, e assim por diante. Assim como no passado não havia conexão verdadeira e calorosa entre eles, hoje ainda não há nenhuma conexão como essa.

Todos os fios que conectam a Europa passam pelos bancos, e isso é chamado de uma “aliança”. Sim, a comunidade financeira está escondida por trás de sua fachada, mas é acompanhada por lutas internas sobre estas ou outras “fatias do bolo”.

Uma estrutura como essa não vai sustentar a sua posição. Ela custa uma grande quantidade de dinheiro e, finalmente, um jogo que prometia um ganho torna-se uma perda.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/09/14

Longo Caminho Para O Templo, Parte 3

laitman_933Nascimento da Metodologia da Conexão

Abraão aprendeu com os Cabalistas que viveram antes dele, começando com Adão, o primeiro homem. Abraão entendeu que o egoísmo humano se expande de geração em geração, tornando-nos assim egoístas ainda maiores; ele nos separa e obriga a explorar o outro.

É por isso que, no final, nós nos aproximamos de um estado em que começamos a usar nosso egoísmo corretamente, ou seja, fazemos esforços para superá-lo.

Ainda assim, nós continuamos egoístas completos, incapazes de subir sobre nossos egos, embora percebamos que o nosso egoísmo é a razão para todos os nossos problemas. Os antigos babilônios sofreram muito com seu egoísmo; a humanidade continua a sofrer com isso hoje. O nosso egoísmo arruína nossa vida.

A descoberta de Abraão o fez reunir um grupo de discípulos que estavam prontos para subir sobre o seu egoísmo que queimava em cada um deles.

Ele encontrou muitas pessoas que reuniu num grupo e que estavam dispostas a subir acima do seu egoísmo, porque não eram egoístas completas como nossos contemporâneos. Seu egoísmo era muito mais fraco do que o nosso. Além disso, elas se lembravam como era boa a sua vida antes de começarem a se odiar, ou seja, antes da construção da Torre de Babel.

Quando os tempos difíceis começaram, não havia mais nada para elas, exceto se dividir e se espalhar pelo mundo. Muitas sentiram que Abraão realmente ofereceu-lhes uma verdadeira solução para o seu problema, então se juntaram a ele, e Abraão começou a ensinar-lhes a metodologia da unidade.

É assim que se originou o grupo que se denominava “Isra-El” (ou seja, “direto ao Criador”). Eles se esforçaram em revelar a força superior que lhes conectava e habitava entre eles. Ao explorar a força superior, eles perceberam como é o mundo em que vivem. A rede que construímos entre nós é de fato a força superior.

Mais tarde, o grupo de Abraão cresceu e formou uma nação com o nome “Israel”. Israel são as pessoas que se esforçam pela unidade e que trabalham na construção da conexão entre elas acima da sua separação.

Elas valorizam o poder da separação, porque ele lhes dá a oportunidade de aplicar mais esforços na busca da unidade, permitindo-lhes assim reconhecer a força da natureza: o sistema da governança superior.

A força da separação e o poder da unidade são duas forças opostas essenciais da natureza, como mais e menos, norte e sul. Um não pode existir sem o outro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

Alegria E Tristeza Em Lag B’Omer

laitman_293Comentário: Eu estou um pouco confuso com o conceito de Lag B’Omer. Todas as celebrações, fogueiras, batatas e crianças felizes, mas, ao mesmo tempo, Rabi Shimon bar Yochai morreu. Eu não entendo a conexão.

Resposta: Uma pessoa se encontra neste mundo até que termina sua tarefa, se tiver tempo suficiente para terminá-la. Como está escrito no próprio Livro do Zohar, junto com seus amigos, o Rabi Shimon atingiu todos os 125 níveis para a conclusão da correção da alma (Gmar Tikun), e por isso não ficamos muito triste com sua partida deste mundo. Antes, pelo contrário, isso nos deixa feliz, pois ele era uma pessoa que nos revelou todo o caminho para a correção da alma, e preparou este caminho e as Luzes que vêm e nos corrigem. E assim nós celebramos o dia em que ele terminou o trabalho e partiu.

Se uma pessoa não sabe para que está vivendo, ela chora quando morre e outros morrem. Para os Tzaddikim (justos), todas as suas vidas são para corrigir a sua alma, de modo que eles não têm nenhum problema em passar de um mundo para outro. Uma vez eu dei um exemplo que o Rabash me deu; eu lhe perguntei sobre a morte, e ele disse que, assim como à noite você tira sua camisa e a coloca para lavar, pessoas morrendo é a alma descartando seu invólucro, chamado de corpo, mas a alma permanece. A principal coisa é que a alma veste um novo corpo de cada vez, assim como você veste uma camisa nova a cada dia.

A alma é uma força que se encontra no mesmo volume em que nós existimos. Só que você não sente estas dimensões. Você sente as ondas de rádio e de televisão, todos os tipos de fenômenos como estes? Nem todos os fenômenos você percebe com seus sentidos. Só se você tiver, por exemplo, um rádio, você pode captar as ondas de rádio; você mesmo não as sente.

É o mesmo com os fenômenos espirituais. Você não tem nada para captá-los de modo que não os sente.

A alma é um tipo especial de energia que existe aqui. Se ao estudar Cabalá você se torna como suas propriedades, você vai senti-la; você vai começar a descobrir que há uma alma em você. Enquanto você não faz isso, não a descobre. E se você não a descobre, isso significa que ela não está em você, pois só o que você percebe pode receber um nome ou uma palavra. Por isso, por enquanto, você não tem uma alma.

Do Programa da Rádio Israelense, 12/07/15