Textos na Categoria 'Percepção'

A Individualidade Está Em Incluir-Se Em Todos Os Demais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que o meu sentido integral de percepção, a nova camada da minha psique, combina ou resiste ao meu “eu” subjetivo, a minha individualidade?

Resposta: A sua individualidade está abaixo do “nós”. Nunca pressione o seu “eu”.

A única coisa é que o seu “eu” sempre continua crescendo no sentido de que você possa se realizar através do “nós”. À medida que você se inclui no órgão comum de todo o desejo e pensamento da humanidade, você começa a “inchar”, expandir.

Suas sensações expandidas e a consciência parecem cobrir toda a humanidade. Como uma mulher grávida com um feto dentro dela, você vai sentir como se contivesse toda a humanidade dentro de você. Esta é a efetiva realização do seu “eu”.

Sua inclusão em todos os demais é a sua individualidade. Por exemplo, a individualidade de uma mulher em sua família é expressa através do fato de que ela contém todos, serve a todos, cuida de todos, para a família ela é tudo.

Caso contrário, a sua individualidade será expressa através do seu egoísmo, individualismo, e a separação de todos. Não há mais lugar para isso no nosso mundo, nós estamos indo para um novo nível.

De KabTv “Mundo Integral” 27/11/12

Einstein Só Poderia Ter Sonhado Com Isso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a individualidade pode ser mantida num mundo integral?

Resposta: O egoísmo não morre, ele constantemente alimenta o “nós”, e o seu “nós” sempre continua crescendo. Então, você vai descobrir que o seu egoísmo continua em constante crescimento.

Como resultado do desenvolvimento egoísta comum ao longo de milhares de anos, nós chegamos a certo nível de realização e nos tornamos redondos. Agora somos uma sociedade que não quer pensar em nada, uma sociedade onde as drogas e o entretenimento governam, e não precisamos de mais nada.

Assim que você começa a perceber a sociedade integral e se inclui nela, um novo tipo de egoísmo aparece, o egoísmo “redondo”, que cresce quando o seu egoísmo individual o empurra para o próximo nível.

Hoje, muitas pessoas sentem que estão perdendo sua individualidade porque a natureza a anula, e as pessoas acham que estão perdidas, não sabem quem são, o que são, e qual o seu propósito. Hoje elas já não podem se realizar, como faziam no passado, antes do egoísmo se tornar redondo; hoje não há nada com que elas possam se realizar.

É por isso que a geração dos últimos 40-50 anos é considerada como sendo a geração perdida. Ela é chamada assim porque o egoísmo parou de crescer, as pessoas não sentem necessidade de formar uma família, de ter filhos. Por que eu deveria lutar por alguma coisa, fazer planos, descobrir novos planetas, como se houvesse algo lá fora. O desejo desapareceu, o egoísmo parou de crescer, tornou-se redondo.

Comece a se adaptar dentro desta nova forma de egoísmo e você vai ver como ele vai começar a crescer dentro de você, mas de uma forma redonda, o círculo vai começar a expandir ou subir. Este é o nosso próximo estágio. Em outras palavras, a forma de egoísmo mudou, tornou-se global e integral; o crescimento irá continuar e será belo.

Nós vamos começar a ver as forças totalmente novas e novas interligações na natureza. Estaremos alcançando a natureza, e, de repente, descobriremos campos, leis e formas que Einstein só poderia ter sonhado.

O novo mecanismo de sentimentos e mente permitirá que a pessoa sinta toda a natureza holisticamente, veja toda a sua diversidade, e perceba nela as forças que governam tudo, a rede de forças, que ela vai descobrir em si mesma. Ela irá criar um análogo da natureza comum dentro de si mesma, vai começar a mergulhar em todas as suas camadas. Esta é uma ciência completamente nova, sobre a qual pouco se escreveu, o próximo estágio de desenvolvimento interior.

A humanidade vai descobrir esta fase de desenvolvimento. E uma vez que ela começar a se desenvolver de forma altruísta, fortalecendo cada vez mais a conexão interna entre as pessoas, onde ocorra a unificação gradual, sentimentos mútuos e compreensão, que continuará até essa rede de interconexão se transformar numa conexão totalmente analógica, então vamos perder a percepção de tempo.

Esta é a entrada para o campo de forças onde a mente e os sentimentos existem e a matéria não. Agora nós só o percebemos em nossos sentidos egoístas. Assim que o egoísmo mudar totalmente para o altruísmo, a plena interconexão entre nós, a percepção da existência de matéria irá desaparecer.

De KabTv “Mundo Integral” 27/11/12

Vendo Através Dos Olhos Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que quando estudamos o método integral, começamos a perceber as qualidades negativas de outras pessoas como positivas. O que isso significa?

Resposta: Isso significa que até eu superar meu egoísmo, eu não vejo os outros, só vejo a mim. Mas quando eu subo acima de mim, eu, de repente, começo a apreciar a outra pessoa como ela aprecia a si mesma. Em outras palavras, eu vejo que suas ações são boas e adequadas. Eu estava errado em avaliá-la da maneira que fiz desde o meu prévio ponto de vista egoísta.

Comentário: Então temos não só o colapso do “eu” subjetivo, mas também o desmoronamento de toda a ética.

Resposta: Não há nenhuma ética em nosso egoísmo, nada exceto tentar tirar o máximo possível e empurrar todo mundo tão longe quanto possível. Eu estou falando sobre a nossa natureza.

Quando olhamos para outra pessoa, tentamos encontrar falhas nela, sentir que ela está abaixo de nós, e que estamos melhores do que ela. Esta é uma resposta defensiva natural do nosso egoísmo. Esta é a maneira como nós consideramos o mundo inteiro.

Eu olho para meu filho e para o filho de outra pessoa. Meu filho é sempre melhor, pelo menos de alguma forma, em minha opinião.

Eu sempre me coloco numa posição mais benéfica; caso contrário, não há nenhuma razão para eu existir. A reação defensiva do egoísmo é dirigida no sentido de fornecer-me o apoio de que tenho o direito de existir, e eu existo.

Mas quando eu me elevo acima de mim, eu vejo os outros com olhos completamente diferentes.

De KabTv “O Mundo Integral” 27/11/12

Um Desejo, Um Ponto E Luz

Baal HaSulam, Introdução ao Livro do Zohar, Artigo 66: tenha em mente que em tudo há internalidade e externalidade. No mundo em geral, Israel, os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, são considerados a internalidade do mundo.

“Israel” são aqueles que têm uma inclinação para as três linhas, para a doação. Essas três linhas simbolizam Abraão, Isaac e Jacó, e Israel aspira integrá-las para que a força da doação e a força da recepção se conectem e cheguem à adesão com o Criador na linha do meio.

Afinal, existem apenas essas duas forças na realidade — a força da recepção e a força da doação A primeira refere-se ao ser criado e a segunda ao Criador.

Se a força de doação está também no ser criado, uma faísca ou um ponto no desejo de receber, então por isso o ser criado pode construir a linha média. O desejo é a linha esquerda e o ponto no desejo, a faísca da Masach (tela), antes da quebra, é a linha direita, e a Luz que foi convocada para operar em soldá-las fornece a linha média, acima da razão, doação acima da recepção. [Leia mais →]

Descobrir O Zohar Dentro De Nós

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que ao ler o Livro do Zohar nós temos que descobrir dentro de nós mesmos atributos espirituais que ele fala. Mas é difícil para eu pensar na conexão com os amigos ao mesmo tempo.

Resposta: Por enquanto não podemos identificar esses atributos espirituais dentro de nós, pois eles estão escondidos muito profundamente. Você às vezes fica tão bravo com alguém que você ama, por exemplo, a sua mulher, que você começa a odiá-la. Se nesse momento alguém lhe diz, “mas você a ama”, você vai ficar bravo e dizer: “Eu a amo?! Eu simplesmente a odeio”! O amor está escondido e o ódio é revelado. Às vezes é o contrário, algumas palavras suaves evocam o amor em você, e você a ama e está tudo ótimo. Então, onde está o ódio? É como se ele não existisse.

Da mesma forma, dentro de nós há todos os discernimentos espirituais sobre os quais O Livro do Zohar: Jacob, Torá, HBD, HGT, a linha do meio. Mas todos eles estão escondidos internamente, e não os identificamos no momento.

O principal é a intenção. Eu também fiz uma pergunta semelhante ao Rabash quando estudávamos esses “detalhes técnicos”, como Kruma de Avira ou Mochin de Avira, as 13 correções de Dikna, etc., no TES. Isso não me preocupava, eu não podia me relacionar com eles. Portanto, eu perguntava a ele se eu poderia pensar em mim durante esse tempo: Quem eu sou, o que sou, por que razão e por quê? Se eu deveria reprimir todos os esclarecimentos internos que surgem e pensar apenas no que está no livro. Rabash disse: “Não”. Se você se preocupa com a intenção correta agora e em como abordar a doação, então, pense nela.

Mais tarde, você vai ver que tudo que você pensa sobre os estados que atravessa, sobre o grupo, e sobre o Criador, e tudo o que está escrito no livro, trata-se realmente disso. De repente você vai sentir: “Uau, é sobre mim! Como Baal HaSulam e os autores do Livro do Zohar sabem que eu estaria pensando justamente sobre o que está escrito neste texto?”. Isso é o que vai acontecer.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/01/13, O Zohar

Luz E Escuridão: Reavaliação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati 34, “O Lucro da Terra”: Acontece que todo o sofrimento que ele sente é porque calunia a Providência. Acontece que o que dói nele é que onde ele deveria estar louvando o Criador, dizendo: “Bendito seja Aquele que nos criou à Sua Glória”, ou seja, que as criaturas respeitam o Criador, ele vê que a conduta do mundo é inadequada para Sua glória, pois todos reclamam e pedem que primeiro deva ser Providência aberta, que o Criador conduz o mundo com benevolência. Como ela não é aberta, eles dizem que esta Providência não O glorifica, e isso o machuca.

Isso é tudo o que o machuca, já que por estar num estado de separação, ele não consegue justificar Sua orientação. Isso é considerado odiar o estado de separação. E quando ele sente esse sofrimento, o Criador ouve a sua oração, aproxima-o Dele, e ele é recompensado com a adesão. Isso ocorre porque a dor que ele sente devido à separação, o faz ser recompensado com a adesão e, então, diz-se, “Até onde a Luz prevalece sobre a escuridão”.

Nós já sabemos, compreendemos e sentimos essas coisas. Em cada grau apenas entre dois opostos podemos encontrar as informações corretas de percepção, escolher a qualidade de doação sobre qualidade egoísta do interesse pessoal, e reorientar os critérios de “luz” e “escuridão” da recepção para a doação. Então, nos esforços internos, nas dúvidas, e com a ajuda do grupo e dos estudos, podemos exigir a correção para que a Luz venha e primeiro nos mostre o que “luz” e “escuridão” são na realidade, ao contrário da nossa atual noção, segundo a qual chamamos a satisfação material egoísta de “luz”, e a ausência dela de “escuridão”.

Graças à Luz que Corrige, eu subo acima dessas medidas até as medidas espirituais. Assim, a luz para mim seria distanciar-me de mim e aproximar-me do outro, do Criador. Além disso, esta escala deve se basear na antítese da abordagem anterior. Se antes eu odiava alguém, desfrutando de suas dificuldades e minhas vantagens sobre ela em algo, agora, com a ascensão à propriedade de doação, tudo se torna o oposto: em meus sentimentos ela permanece odiada, mas eu supero a mim mesmo, desfrutando seu bem-estar e dando-lhe prazer, que na realidade se torna a minha realização. Eu desfruto o que aquele que eu odiava desfruta e, em geral, o fato de que ele desfruta. Eu estou feliz por lhe dar prazer, subindo acima do meu ódio por ela.

Cada detalhe desta percepção consiste de muitas nuances, mas em geral, tudo isso só é alcançado pelos esforços do grupo. Junto com os estudos e a Luz que Reforma, nós finalmente chegamos à transformação, a uma revolução interna…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/01/13, Shamati # 34

Nosso Universo É Simulado

Dr. Michael LaitmanOpinião (Silas Beane, físico): “Há um argumento famoso de que provavelmente vivemos numa simulação. A ideia é que no futuro, os seres humanos serão capazes de simular universos inteiros muito facilmente. E dada à vastidão do tempo à frente, o número destas simulações é susceptível de ser enorme. Então, se você faz a pergunta: ‘Nós vivemos numa realidade verdadeira ou numa das muitas simulações?’, a resposta, estatisticamente falando, é que estamos mais propensos a viver numa simulação. …

“Em nosso universo, as leis da física são as mesmas em todas as direções. Mas numa grade, isto muda, já que você não tem mais o contínuo espaço temporal, e as leis da física dependem da direção… Eu dei uma palestra sobre este tema outra semana e o comparecimento foi incrível. Metade das pessoas olhou para mim como se eu estivesse perturbado e a outra metade estava muito entusiasmada”.

Meu comentário: Eu o entendo perfeitamente, mas como sempre com uma descoberta, os cientistas são atropelados por ignorantes e precisam estar preparados para críticas e esperar pacientemente até que as pessoas amadureçam…

A Porta Para O Território Do Criador

Dr. Michael LaitmanA coisa mais incomum na sabedoria da Cabalá ocorre quando um iniciante ouve a mensagem sobre “amor, união e inclusão mútua”, que é totalmente contrária aos nossos desejos naturais. No início, a Cabalá nos parece uma ciência convencional, dura: “Eu quero entender o sistema, estudar fenômenos por trás da fachada da natureza, compreender a força superior e os princípios do seu trabalho, aprender as leis do universo e encontrar as causas ocultas da história…”. Em outras palavras, a pessoa tende a estudar fórmulas concretas, e, em seguida, ela descobre que é tudo sobre o amor.

Há alguém que aborda seriamente este assunto? Hollywood? Pessoas sérias estão sentadas em Wall Street, enquanto que o amor é um domínio para companheiros estranhos e “boêmios…”.

Demora muito tempo para começar a entender a mensagem do amor. Levam-se anos para fazer essa informação “mergulhar sob a pele” e atingir o coração. Nosso egoísmo não está disposto a aceitar coisas como o amor, nem permite a mensagem de que somente através da união nós revelamos uma nova realidade e que somente devido ao amor que nós subimos ao nosso estado mais elevado, nos tornamos mais bondosos e revelamos novos mundos. Nossa experiência material não fornece todos os exemplos acima, nem prova estas declarações de forma alguma.

Algumas pessoas são mais propensas a aceitar essas ideias; para outras, essa mensagem é realmente difícil de apreender. Depende da disponibilidade de nossas almas e da “profundidade” do desejo (Aviut). Isso também requer persistência, diligência e uma sensação de absoluta necessidade para atingir esse estado. Se ambos os fatores, uma forte rejeição e uma atração irresistível, nos obrigam a permanecer no nosso caminho, a qualquer preço, então, mesmo antes de chegarmos ao amor, ainda descobrimos que tudo depende de nossas qualidades. A Luz superior nos influencia e provoca várias impressões em nós; assim, nós começamos a perceber que nossas mudanças internas fecham ou abrem a imagem do mundo superior para nós.

Algo “clica” dentro de nós e começamos a ver muito mais e ter sensações mais aguçadas do que nunca. Nós continuamos penetrando a estrutura da realidade; nós adquirimos uma compreensão mais clara e mais ampla dela… Tudo depende do nosso coração. É o lugar onde podemos sentir e distinguir entre tudo e todos  o que está dentro do campo de nossa visão e sensações.

Em seguida, fecha-se a “porta”, como se uma nuvem negra descesse sobre nossos sentimentos e intelecto, e agora novamente, nós paramos de compreender e sentir qualquer coisa, como se estivéssemos andando num sonho e dificilmente conseguíssemos lidar com nossas responsabilidades. O tempo passa, a porta se abre novamente e, em seguida, ela se fecha novamente. Assim, gradualmente, nós começamos a perceber que tudo depende do nível de abertura ou fechamento de nossa mente e sentidos.

Então, nós penetramos mais fundo no núcleo do mecanismo que fecha e abre as portas. Depois de passar por todos esses estados muitas vezes, nós percebemos que a “porta” nos leva não apenas para algum lugar fora de nós, mas para os outros. Quando nos sentimos extremamente perto deles, nossos olhos e ouvidos se abrem e avançamos. Quando estamos longe deles, tudo se fecha.

Esta é a maneira que a Luz nos afeta, formando gradualmente a conexão entre nossos sentimentos e mente, e pela construção de nossa atitude para com os nossos amigos, adicionando mais cuidado mútuo, sensações de aprofundamento e abertura para o outro, tornando-nos familiarizados com o mundo superior e o estado superior. Nesta fase, a pessoa percebe que este mundo não é um lugar nas nuvens, nem que está atrás do horizonte, mas que está concretamente em nossas sensações: quanto mais nos abrimos aos outros, mais alto podemos subir.

Gradualmente, nos aproximamos dos “limites” e começamos a distinguir os detalhes do nosso desejo de receber. Nós o separamos em etapas e níveis; em vista disso, construímos os desejos perto da mente.

Isso leva tempo. Nós temos que nos incluir no grupo tanto quanto pudermos; literalmente “nos atiramos” no grupo como no mar; “nos perdemos” nele, nos dissolvemos em nossos amigos. Devido a este tipo de “auto-aniquilação”, a pessoa se “impregna” nos outros e percebe que “não importa o que conseguimos com esta conexão e inclusão mútua”. Tudo o que vem de nossos amigos é o território do Criador. Tudo o que está em mim é o território da inclinação ao mal, o “anjo da morte”.

Quando ela percebe tudo isso, surge a exigência de “amar os amigos”. Ela sente que precisa deles e se esforça para se relacionar com eles como se estivesse muito perto deles, como uma mãe que abraça permanentemente seus filhos internamente, a fim de protegê-los do perigo.

A partir de agora, fica muito mais fácil avançar, pois a pessoa já construiu seu caminho corretamente: ela já sabe que tudo está dentro dela, dentro de suas sensações, em sua atitude para com seus amigos e próximos, que na verdade são as partes de sua alma. Ela entende que, em vez de ver a externalidade na forma da natureza inanimada, vegetal e animal, ela tem que observar detalhes “externos” que são produzidos pela sua mente e sentidos, como algo que pertence a ela, mas que ao mesmo tempo está separado por uma “nuvem” e “poeira” que cobrem a sua percepção do mundo. Isso significa que ela deve retornar a uma imagem clara, mesmo que haja uma confusão criada pela inclinação ao mal; ela tende a se fundir com a imagem correta do mundo e se torna uma sensação unificada e intelecto.

Esta é a essência do nosso trabalho. Se conseguirmos fazê-lo, subiremos gradualmente a escada dos mundos. Conforme a nossa capacidade de retornar nossas partes “externas”, nós as sentimos como sendo preenchidas com a Luz superior.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/13, “Amor dos Amigos”

Avançar Para Um Novo Mundo Sem Revoluções

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qualquer avanço qualitativo é sempre difícil em termos de consciência. Por exemplo, a teoria da relatividade, essencialmente negou os próprios fundamentos da percepção habitual; portanto, ela não foi imediatamente recebida e só foi entendida com dificuldade. Como é que uma compreensão integral do mundo se espalha no sistema geral da humanidade?

Resposta: Realmente, Einstein sugeriu uma abordagem revolucionária para a compreensão das características espaciais. Até então, as pessoas viviam nas habituais três dimensões e que não conseguiam imediatamente entender e concordar que tudo depende da percepção, que “o ponto de referência” poderia mudar e entrar em outro sistema de coordenadas.

Acontece que os três eixos não são fixados numa estrutura monolítica, mas podem se mover em relação uns aos outros, dependendo do observador. Por exemplo, eu vejo o sistema em movimento e você o vê em repouso. Assim, nós vemos fenômenos diferentes, imagens diferentes, e não nos entendemos.

Assim, era difícil para as pessoas compreender a teoria da relatividade, e só depois de alguns anos ela foi indiretamente confirmada, quando experimentos e estudos físicos previram seus resultados. Ainda assim, mesmo hoje, apenas alguns realmente compreendem a essência dessa abordagem e os resultados que se seguem disso.

Muitos estão satisfeitos com uma compreensão superficial no nível das fórmulas e não através de uma interpretação emocional mais profunda e interna, já que para “sentir” esta teoria, é preciso ser capaz de se desconectar da nossa realidade, pelo menos um pouco. Parece-nos que o próprio Einstein teve princípio deste sentimento que acompanha a saída do sistema de eixos regulares.

Por outro lado, o problema não é tão grande. Nós não disseminamos a sabedoria da Cabalá e sua aplicação, mas sim, disseminamos a educação integral ao público em geral. Nós mostramos às pessoas como as relações integrais são benéficas e como isso ajuda a resolver todos os tipos de problemas. Para isso, a pessoa não precisa ir para diferentes eixos e experimentar revoluções internas.

Nós sugerimos simplesmente nos conectar e trabalhar em nós mesmos por meio de workshops, debates e da comunicação entre nós, e a partir disso, será bom para nós. Graças a isso, as pessoas vão finalmente sentir o que constitui o mundo “redondo”, e por isso, vão entender o que a natureza quer delas.

Nós não lhes damos tarefas que sejam impossíveis de executar. Pelo contrário, inconscientemente cada pessoa entende que a integralidade, sem dúvida, não causa mal, e que a conexão e união de forças e desejos, e a proximidade entre as pessoas, vão necessariamente trazer benefícios.

Enquanto isso, se elas não quiserem muito isso, tudo bem, talvez depois de mais alguns distúrbios e problemas, elas vão ter o desejo. Nós estamos falando de coisas realistas e exequíveis.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/13, Shamati # 66

O Prazer Espiritual É O Mesmo Para Todos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o prazer que um homem experimenta e o que uma mulher experimenta no estado da mente comum integral, ou é o mesmo?

Resposta: Cada pessoa tem seus próprios prazeres, porque todo mundo tem sua própria raiz e sua ligação com os outros. Eles são estritamente subjetivos. Portanto, é impossível dizer como os homens são diferentes das mulheres em seu estado de prazer e realização.

Esta diferença pode ser explicada na imagem do que existe em nosso mundo. Afinal, há uma diferença na forma como um homem percebe nosso mundo e como uma mulher o faz. O homem, de alguma forma, é capaz de sentir o que o outro homem experimenta. No entanto, ele é incapaz de sentir a experiência de uma mulher. Ele não consegue entender porque ela tem uma visão completamente diferente do mundo.

Um homem e uma mulher são dois mundos. O mesmo se aplica para a espiritualidade. Sendo uma parte masculina no mundo espiritual, é impossível imaginar a experiência da parte de uma mulher. Você pode atrair e incluir seus desejos em si mesmo, a fim de realizá-los, no entanto, não em vez dela, mas por ela.

Pergunta: No entanto, isso não deve se fundir em algum lugar no final?

Resposta: No final, isso se funde em termos de complementaridade, na ligação mútua, mas ainda é uma união de dois opostos.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman”, 03/11/12