Textos na Categoria 'Israel'

Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: A que se resume o trabalho no princípio do ‘ama a teu próximo como a ti mesmo”?

Resposta: Há muitos passos e estágios no caminho para esse estado. Este é todo o sistema da sabedoria da Cabalá.

Primeiro a pessoa simplesmente anseia por uma conexão com os outros. Existem diferentes exercícios especiais como sentar-se juntos, ter refeições em conjunto, debates, consultas e conversas sobre a aproximação, a qual, por enquanto, só pode ser teórica. Por enquanto há pouco trabalho prático aqui, já que nos primeiros níveis, as pessoas mal sentem os movimentos, a atração e a necessidade de conexão e unidade com os outros.

Comentário: Isto significa que elas devem ao menos se sentar ao lado uma da outra para começar.

Resposta: Sim, é assim que a conexão começa, de fora para dentro.

Mais tarde, elas estudam diferentes fontes que falam sobre isso, sobre como o mundo está num estado de conexão absoluta e que todos os elementos dos níveis inanimado, vegetal e animal estão conectados entre si, complementando-se mutuamente, e em que medida o sistema que gerencia o nosso mundo é totalmente integral, e que acima dele, há todo o sistema da criação.

Nós devemos apenas viver neste sistema, como fazemos agora. Forças e a percepção de que somos opostos a este sistema são intencionalmente despertadas em nós, para que através dessa oposição, a partir da escuridão, descubramos a Luz.

Agora nós somos pequenos elementos passivos governados de Cima e também somos parte desse imenso sistema analógico, integral e global, totalmente conectado e simplesmente perfeito. Mas não sentimos isso. Nós recebemos tais opções, tais condições, de propósito, para que possamos sentir plenitude só se pode chegarmos a isso por nós mesmos e na medida em que estamos de acordo com isso e entender que precisamos dela. Esta é a gradual correção interna de uma pessoa e que Abraão ensinou aos seus alunos.

Depois, eles começaram a ver os estados que estavam em comparação com os estados que deveriam alcançar. Primeiro, eles simplesmente discutiam isso verbalmente, sem qualquer base, repetindo as palavras de seu professor como crianças pequenas que repetem cada palavra dita pelos os adultos, mesmo sem entender do que se trata. Depois, eles começaram a sentir isso, como resultado de seu anseio mútua e da cooperação e unidade que afetava todos eles. Isto é, mesmo suas ações mecânicas afetavam seus estados internos e levavam a mudanças internas.

Eles começaram a mudar a sua atitude mútua. Eles passaram por momentos de descidas e momentos de subidas, todos decorrentes de uma única fonte: cada vez que eles sentiam que eram incompatíveis com qualquer formato, eles tinham que ansiar em alcançá-lo.

Para atingir isso, houve a necessidade de descidas e subidas alternadas e constantes, a fim de elevar constantemente a oposição ao penetrar cada vez mais profundamente na perfeição que só pode ser alcançada através do estado oposto.

É assim que eles avançaram. Além disso, o seu avanço para uma aproximação cada vez maior simbolizava o desprendimento da Babilônia, do estado interior de total dispersão total e o movimento em direção à terra de Israel, o que significava mover-se para o estado de conexão. É para isso que Abraão os levou.

Aqui eu devo dizer que a sabedoria da Cabalá é perfeitamente lógica, pois coincide com as nossas perspectivas corpóreas, com o princípio “a matéria como uma realidade que nos é dada na sensação”.

Os estudantes de Abraão avançaram de uma forma natural e interna do estado de Babilônia para o estado da terra de Israel, e, consequentemente, também avançaram externamente da Babilônia para a terra de Israel. Eles sentiram que precisavam avançar.

Como uma pessoa obtém tais sentimentos?

Eu estou sentado aqui e, de repente, sinto como se estivesse indo em algum lugar, fazendo algo, como chamar alguém e falar. Eu tenho alguns pensamentos e desejos, mas de onde é que eles vêm? Eles também vêm de dentro, mas eu simplesmente não sei disso e não posso seguir esse mecanismo. Assim, parece que ele opera de forma aleatória e por coincidência.

Agora trata-se de desejos que não estão num nível fisiológico, mas num nível espiritual. Quando eu mudo alguns atributos espirituais dentro de mim, isso também afeta meus atributos físicos.

Assim, quando eles começaram a mudar internamente e se aproximar, as pessoas que seguiram Abraão começaram a sentir a necessidade de sair da Babilônia, e elas também se afastaram da Babilônia externamente.

Elas começaram a avançar e mover gradualmente suas tendas, toldos, ovelhas, cabras, camelos e burros e, assim, avançaram em direção à terra de Israel. Não foi uma grande transição como da Babilônia para a terra de Israel, que eles cumpriram interna e externamente.

Pergunta: Então, a terra de Israel, como que os “tranquilizou” e eles mudaram de nômades em agricultores?

Resposta: Eles não eram agricultores. O trigo era cultivado na Babilônia, mas os que seguiram Abraão ao longo do percurso histórico por quase mil anos depois da Babilônia eram pastores. Só depois de se instalar na terra de Israel, após o êxodo do Egito, é que eles se estabeleceram, e além de pastores, começaram a se ocupar com agricultura também.

Depois, após o êxodo do Egito, no mesmo princípio, eles sentiram internamente que aqui era o lugar para o Templo.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 40

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós existimos numa esfera fechada chamada de “Universo”.

A Natureza se “esforça” por um estado perfeito.

Qualquer força ou fenômeno tem antagonistas.

A Natureza nos “força” a perceber quem somos, em que mundo estamos, para que estado estamos indo.

Não sabemos 99,9% das leis da natureza.

Como Curar A Praga Do Antissemitismo No Mundo

Dr. Michael LaitmanO povo judeu já existia há 4000 anos. Eles emergiram da antiga Babilônia graças a Abraão que reuniu em torno dele alguns escolhidos entre todos os babilônios. Depois disso, esse grupo realizou o exílio egípcio, a peregrinação no deserto, os eventos no Monte Sinai, e voltou para a terra de Israel onde construiu o primeiro e segundo Templos.

Nos primeiros dois mil anos, desde a saída da Babilônia até a destruição do Segundo Templo, nós vivíamos como um povo espiritual de acordo com as leis do “Ama o próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua e unidade, como uma grande família . Esta é a forma que o povo de Israel deve viver. Só desta forma ele pode existir em segurança, e ninguém pode escravizá-lo.

“O amor por Israel” não é um conceito abstrato. Pelo contrário, indica que cada um ama o seu povo e está ligado a ele. Mas a perda desse poder da unidade entre nós foi simbolizada pela destruição do Templo. Nós caímos do amor fraternal ao ódio infundado para com os outros, e assim fomos expulsos desta terra, para o exílio por 2000 anos.

Nos últimos dois mil anos, nós não temos sido um povo. Afinal, o povo de Israel são os mesmos babilônios que se conectaram com base nos ensinamentos de Abraão, o que significa a lei do amor fraterno, a unidade e a conexão. Portanto, hoje nós não somos um povo. Eu espero muito sinceramente que a última guerra finalmente nos force a compreender que somente o retorno ao “amor de Israel”, isto é, “Ama o próximo como a ti mesmo” nos leve de volta ao estado corrigido.

E, sem isso, não podemos existir. Enquanto isso, nossa nação existe em tal forma que não é apropriada para ela, que nós aparentemente achamos que é certa. Mas este é apenas um alívio temporário que nos foi dado de cima por um determinado tempo, para que possamos nos desenvolver como pessoas e retornar ao amor fraternal.

Na última campanha, “Escudo de Proteção”, em agosto de 2014, nós vimos que as pessoas estão começando a entender que é necessário unir e ter medo de perder a unidade alcançada no final da operação militar.

Desta vez, uma mudança está acontecendo entre as pessoas. A singular impressão interna se manteve que especificamente esta unidade é vital para nós. Portanto, hoje eu tenho esperança de que nós não vamos deixar essa centelha que foi acesa em nós desapareça. A nação retorna à vida diária, cada um com seus problemas pessoais. Mas, mesmo que isto seja assim, nós não perdemos este anseio de unir que nasceu em nós durante a guerra. Assim, nós podemos abordar o conceito de “povo de Israel”.

Se começarmos a nos aproximar, vamos realmente criar um escudo de proteção acima de nós e alcançar a existência segura do povo de Israel na terra de Israel. Tudo depende apenas de nossa conexão entre nós. Isto é porque nós somos um povo criado a partir de um grupo que foi reunido a partir de representantes de todos os babilônios com base na unificação e amor.

Especificamente graças a esta mensagem, eles seguiram Abraão. Assim, se hoje nós podemos ser, pelo menos de alguma forma, semelhante ao grupo espiritual que existiu há 4.000 anos, mereceremos uma vida completamente boa, segura e estável nesta terra.

Nós sentimos isso ultimamente, o mundo inteiro começou a se relacionar com Israel de uma maneira muito hostil: todas as nações, sem exceção. Isto é simplesmente uma praga que se espalhou por toda parte. Ela só vai parar se o povo de Israel se unir e mostrar ao mundo inteiro uma nova forma de vida, um novo povo, uma nova nação, que existe em função da unificação de todos os seus cidadãos, em vez de existir para o bem de seu ego com constante competição e hostilidade.

O mundo espera um bom exemplo de nós e não está conseguindo. Assim, ele culpa o povo judeu por todos os seus problemas. A culpa dirigida a Israel é o reconhecimento de sua dependência dele. As nações do mundo entendem que suas vidas dependem de Israel que não tem exercido a sua função, a sua missão. O mundo está esperando que o povo de Israel se torne um exemplo das novas relações entre as pessoas e a boa vida.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 39

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein.

Como a Terra foi Esfriando

Como podemos ver, a característica da matéria é unir. Ela se liga na primeira oportunidade e até mesmo contra as possibilidades. Por exemplo, em oposição ao físico Ludwig Boltzmann. (Ludwig Boltzmann (1844-1906), físico austríaco, um dos fundadores da teoria cinética-molecular e da física estatística):

“Todos os processos naturais levam a um aumento da desordem, ou entropia”. (“Sinergetika: Palestras para Biólogos“).

Como nós sabemos, como resultado de processos que se iniciaram após o Big Bang, surgiu uma série de objetos diferentes, incluindo a nossa terra natal. É interessante, como esse processo planetário aconteceu.

A principal hipótese da origem da Terra pode ser reduzida às hipóteses da formação “quente” que sugere uma relação da matéria do planeta e o sol e a semelhança de seu desenvolvimento (Laplace, Fesenko, Hoyle) e a origem “fria” pela acumulação de partículas, capturadas pelo campo gravitacional do Sol (Schmidt). (Dicionário Acadêmico).

Aparentemente, o tema da origem da Terra ainda está em desenvolvimento. De qualquer forma, é difícil imaginar que alguém seja capaz de dizer com certeza como isso aconteceu, já que estamos falando de eventos que aconteceram há bilhões de anos.

Enquanto isso, os Cabalistas, embora não esteja claro com que base, acreditam que o tempo não seja um obstáculo e descrevem esses tempos primordiais em detalhes:

“Vamos tomar o planeta Terra como exemplo: em primeiro lugar, ele era somente uma bola de gás como uma névoa. Através da gravidade interna, ela concentrou os átomos ao longo de um período de tempo, num um círculo mais próximo. Como resultado, a bola de gás foi transformada numa bola de fogo líquido”.

“Durante eras de guerras terríveis entre as duas forças na Terra, a positiva e a negativa, a assustadora força nela foi finalmente triunfante sobre a força do fogo líquido, e arrefeceu uma crosta fina ao redor da Terra e endureceu lá”.

“No entanto, o planeta ainda não tinha acabado a guerra entre as forças, e depois de algum tempo, a força líquida de fogo dominou e explodiu num grande barulho das entranhas da Terra, subindo e quebrando em pedaços a crosta dura e fria, transformando novamente o planeta numa bola de fogo líquida. Em seguida, uma era de novas guerras começou até que a força fria dominou novamente a força do fogo, e uma segunda crosta foi resfriada ao redor da bola, mais dura, grossa e durável contra a eclosão dos fluidos no meio da bola”.

“Desta vez, ela durou mais tempo, mas, finalmente, as forças líquidas dominaram mais uma vez e entraram em erupção desde as entranhas da Terra, rompendo a crosta em pedaços. Mais uma vez, tudo foi arruinado e se tornou uma bola líquida”.

“Assim, as eras se alternaram, e cada vez que a força de resfriamento era vitoriosa, a crosta que ela fazia era mais grossa. Finalmente, as forças positivas dominaram as forças negativas e entraram em completa harmonia: os líquidos tomaram seu lugar no centro da Terra, e a crosta fria tornou-se grossa o suficiente ao seu redor para permitir a criação de vida orgânica, como é hoje”.

“Todos os corpos orgânicos se desenvolveram pela mesma ordem. Desde o momento em que são plantadas até o final da maturação, eles passam por várias centenas de situações devido às duas forças, positiva e negativa, e a sua guerra mútua, tal como descrito em relação à Terra. Estas guerras produzem o amadurecimento do fruto” (Baal HaSulam, “A Solução”).

Como podemos nos relacionar com esta descrição? Como você quiser. Na minha opinião, a descrição é bastante interessante e imaginativa. E quem sabe se foi assim ou não.

A Guerra Com Um Inimigo Sem Rosto

Dr. Michael LaitmanPergunta: A recente guerra [em Israel] deixou as pessoas com a sensação como se nós tivéssemos perdido o controle da situação e a capacidade de viver uma vida normal em nosso país. Acostumamo-nos com a sensação constante de ansiedade, incerteza, à espera das sirenes e a incapacidade para dormir à noite.

Aparentemente, a guerra acabou, mas nós sentimos que não conseguimos paz, segurança e a resolução deste conflito. Um acordo foi assinado, mas ninguém acredita nele. Já assistimos a sete acordos de cessar-fogo que foram violados. Onde está a garantia de que este será observado?

A pressão externa está crescendo, e Israel encontra-se em isolamento internacional. Esta guerra trouxe grandes danos para a economia de Israel e uma onda de demissões. Há um sentimento de insegurança minando nossos alicerces: o exército, o governo. O que está acontecendo conosco e o que podemos fazer nesta situação?

Resposta: Eu realmente simpatizo com este sentimento geral de ansiedade, medo, frustração, amargura e desespero, e ao mesmo tempo estou cheio de esperança e confiança, que não existiam antes.

Parece-me que desta vez nosso povo finalmente sente toda a instabilidade da nossa posição e será capaz de acordar para a correta exigência de segurança e estabilidade, que não foi cuidada e foi negligenciada até mesmo antes.

Lembro-me que a Guerra dos Seis Dias despertou emoções tão fortes em mim, como se tivesse nascido de novo. Sentia-me como um judeu, com meu próprio país, que agora foi se estabelecendo corretamente, seguindo em frente e construindo-se em uma nova forma. A partir desse momento comecei a fazer todos os esforços para sair da antiga União Soviética e me mudar para Israel. Por sete anos, de 1966 a 1974, fui recusado e lutei pela oportunidade de me repatriar.

Havia um sentimento de que Israel estava se movendo na direção certa. Mas quando eu vim para Israel, senti que as pessoas estavam numa espécie de euforia após a Guerra dos Seis Dias. Havia uma sensação de que estávamos mais fortes e não nos importávamos com o resto do mundo. Éramos como uma criança autoconfiante que não entende seus próprios limites, suas forças e deveres.

Esta vitória produziu um efeito negativo sobre o nosso povo, enchendo-o com tanto orgulho que ultrapassou os limites do orgulho nacional necessário. Perdemos o senso de moderação e saímos do equilíbrio, negligenciando todos os limites, que tivemos que estabelecer para nós mesmos. Tivemos que educar nosso povo e organizar a vida dentro e fora do país da maneira correta. Mas em vez de tudo isso, havia apenas um sentimento de desprezo, orgulho e confiança em nosso heroísmo.

Após a guerra do Yom Kippur, não era perceptível que a nação tinha recebido alguma correção. Acho que Golda Meir, que era a chefe do governo naquela época, esperava que houvesse uma séria análise interna a ser feita, uma reconsideração da atitude deles e se chegaria a algum tipo de equilíbrio entre as partes em conflito. Mas isto não aconteceu. As pessoas estavam como surdas.

Todas as operações militares subsequentes deixaram a mesma pegada — a guerra do Líbano, ataques terroristas, atentados em ônibus — foi uma desgastante guerra com os terroristas. A guerra do Golfo foi adicionada a isto, quando não pudemos fazer nada com os mísseis de Saddam que eram lançados sobre nós. Nós tivemos muitas oportunidades para a análise interna, mas não as usamos.

Só agora, na última guerra, é a primeira vez que sentimos que estamos contra um inimigo que não pode ser derrotado por meios convencionais. Não há ninguém para assinar um acordo de paz porque não é um Estado, mas simplesmente uma gangue de terroristas com quem nada pode ser feito.

É possível lutar com um país, ir para a batalha, chegar a algum tipo de resultado, depois assinar um acordo e deixar por isso mesmo. Nós saberíamos que estes acordos seriam executados pelo menos em certa medida e nos manteriam em alguma estrutura.

Mas aqui não há ninguém com quem assinar um acordo. Claro, os acordos que assinamos agora não valem nada. Uma vez que os terroristas tenham uma oportunidade, eles vão nos atacar, nem mesmo recordando o papel em que seus nomes são assinados.

Além disso, nós não assinamos um acordo com eles porque não reconhecemos esse direito ao Hamas. E eles não reconhecem o nosso direito de existência. A guerra contra os terroristas é uma guerra com um inimigo sem rosto. Eles podem prometer algo a você hoje e amanhã fazer o que quiserem.

Portanto, nós certamente não conseguiremos alcançar quaisquer acordos de paz. O cessar-fogo pode durar meses ou anos, ou pode acabar amanhã. Todo mundo está ciente disso: nós e eles. Nós estávamos sob pressão da Organização da Nações Unidas, dos Estados Unidos e da Europa, mas eles entendem que estes acordos são inúteis, porque têm o mesmo problema com esses terroristas.

Portanto, eles querem acordos assinados com eles às nossas custas que permitirão à Europa e à América existirem pacificamente. Eles jogam Israel como um osso para o cão. Nós precisamos tentar não nos transformar em tal osso porque somos dependentes da Europa e dos Estados Unidos, portanto estamos numa situação difícil.

Mas todas essas condições despertam muita esperança em mim de que o povo de Israel eventualmente comece a descobrir qual é a solução, do que nós dependemos, que poder pode nos ajudar, e onde ele está. E então nós vamos reconstruir nossas vidas de uma nova maneira.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 38

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

O desenvolvimento começou com o Big Bang.

O desenvolvimento está na conexão.

As tendências de desenvolvimento estão numa crescente complexidade de conexões.

O programa de desenvolvimento “empurra” para a conexão com “o destinatário correto”.

O propósito do programa de desenvolvimento é conectar os opostos absolutos.

Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá nos diz que o Criador disse a Abraão para qual terra ele deveria ir ao sair da Babilônia. Portanto, ele inicialmente sabia para onde estava indo?

Resposta: Não. Não se trata de coordenadas num mapa. Se não pensamos em milênios de história, também não consideramos quilômetros da superfície da Terra. Tempo e distância não têm controle lá. Quando o sentimento interior de uma pessoa, chamado de “seu Criador”, lhe diz o que procurar, aonde ir, isso significa que ela deve se mudar não para outro local, para um novo local de residência, mas para o próximo estado espiritual, que será ser chamado de “a terra de Israel”.

Pergunta: Essa é a “terra” que ele encontrou em si mesmo?

Resposta: Claro. Porque o conceito de “terra” (Eretz) é derivado de “desejo” (Ratzon). “Eretz Yisrael” (terra de Israel) significa o desejo que visa “direto ao Criador” (Yashar-El). Quando você chega ao ponto em que todos os seus desejos são direcionados ao Criador, então se diria que você chegou, entrou “na terra de Israel”, mesmo que você esteja no Canadá, na África, nos EUA, ou em qualquer lugar. Depois de tudo, o corpo não é levado em conta. A questão toda está no desejo de uma pessoa.

Vamos voltar a Abraão. Ele trabalhou com seus alunos na unidade. Muitos Cabalistas escrevem sobre isso, especialmente Maimônides, o grande Cabalista do século XI e XII. Abraão começou a trabalhar com eles de acordo com o sistema do “ama ao próximo como a ti mesmo”, e assim começou a se unir, montar e “formar” uma sociedade totalmente nova a partir deles, em que todos estavam conectados internamente a todos os outros.

Estados, países e pessoas também estão conectados, mas externamente, o que significa que eles têm sistemas de assistência à saúde, segurança social, leis, educação, etc., mas não estamos falando sobre os sistemas externos, mas os sistemas internos de conexão entre as pessoas. Esta abordagem de Abraão é diferente do conceito de Nimrod, que ofereceu às pessoas se dispersar de forma a não interferir uma com a outra e, ao mesmo tempo, mantendo contato à distância.

Pareceria, de fato, deixar os diplomatas negociar, deixar os comerciantes levar caravanas ao longo da “Rota da Seda”, ou “dos Vikings aos Gregos”, deixar os marinheiros descobrir a América, etc. Mas aqui nós estamos falando de outra viagem, sobre a conexão interna uns com os outros. Nós não estamos falando de corpos, mas de intenções, foco e superação de obstáculos internos. A pessoa viaja não nas montanhas, e não através do deserto do Sinai, mas através do deserto da alma, porque sente que a sua atitude para com os outros é um deserto que a seca, em que não há nada com que se preencher.

É por isso que a maneira de se aproximar de outras pessoas é através do deserto. Então, a pessoa realmente se aproxima delas; internamente, através do “deserto de Sinai”, ela chega à “terra de Israel”. Aqui ela encontra o seu desejo “que mana leite e mel”, que emanando, “irradiando” todas as coisas boas.

Em essência, este é o “paraíso”. No passado havia um deserto, ou mesmo “inferno”, e agora o “Jardim do Éden”. Indisposição de entrar em contato com outras pessoas, o ódio ao próximo, tudo isso é transformado em bondade.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 37

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Átomo – É O Produto da Unificação

“Cerca de cem segundos depois do Big Bang, a temperatura teria caído para um bilhão de graus, a temperatura no interior das estrelas mais quentes. A esta temperatura prótons e nêutrons já não teriam energia suficiente para escapar da atração da forte força nuclear, e começariam a se combinam para produzir os núcleos dos átomos de deutério…”. (Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, Uma Breve História do Tempo)

Curiosamente, demorou apenas um minuto e meio após a explosão universal, e o processo foi revertido. Figurativamente falando, a matéria, despedaçada, começou a se recuperar.

A questão que se coloca. Nós estamos caminhando para um estado original ou, talvez, para outra coisa?

Esta questão exige uma investigação especial, razão pela qual nós vamos deixá-la para tempos melhores e avançar para coisas mais urgentes. Por exemplo, para os átomos: os resultados concretos da política de unificação.

“O átomo (do grego, ‘átomos’ – indivisíveis) é a menor partícula de um elemento químico que conserva as suas propriedades. Um núcleo positivamente carregado está no centro do átomo, que concentra quase toda a massa de um átomo; elétrons, formando as conchas de elétrons, cujo tamanho determina o tamanho de um átomo. O núcleo atômico é constituído por núcleons: prótons e nêutrons”. (Dicionário Acadêmico).

Parece que o processo de unificação começou a ganhar impulso. Separados, distintos em suas propriedades, os elementos estão se tornando unidos em um sistema inteiro.

Curiosamente, qual é o comportamento do quantum – a menor quantidade de qualquer propriedade física da substância ou radiação, que um sistema pode ter? (Dicionário AcadêmicoE quanto à sua unificação? Ocorre perfeitamente. Alguns pesquisadores até mesmo aplicam o termo “social” para o quantum.

“Quanta são altamente sociáveis: uma vez que eles compartilham o mesmo estado idêntico, eles permanecem ligados, não importa o quão longe eles viajam uns dos outros”. (Ervin Laszlo, O Universo Interconectado)

A declaração acima é confirmada, por exemplo, no experimento conduzido na Suíça.

Pesquisadores da Universidade de Genebra tentaram detectar a coordenação de fótons “entrelaçados”. Descobriu-se que os fótons “entrelaçados”, afastam-se uns dos outros, “geridos” para mudar totalmente seus estados de forma síncrona. A velocidade de reação coordenada de fótons excedeu a velocidade da Luz mil vezes!

Nós estamos falando de um fenômeno que também é chamado de “entrelaçamento quântico”.

Referência:

“O entrelaçamento quântico é um fenômeno físico que ocorre quando os pares ou grupos de partículas são geradas ou interagem de maneira tal que o estado quântico de cada partícula não pode ser descrito de forma independente – em vez disso, um estado quântico pode ser dado para o sistema como um todo.

As medições de propriedades físicas, tais como posição, impulso, rotação, polarização, etc. realizadas em partículas emaranhadas parecem estar adequadamente correlacionadas”. (Wikipedia, “Entrelaçamento Quântico“)

Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 1

Dr. Michael LaitmanA antiga Babilônia recuou para as profundezas da história, mas ainda é refletida em nosso tempo. Todo o seu curso é um processo único, ligado do começo ao fim e do fim ao começo.

É por isso que quando vemos como a história se repete, mas em outro nível, temos que tirar as conclusões certas a partir do que aconteceu e está acontecendo.

Portanto, na Babilônia, que era governada pelo rei Nimrod, o grupo de Abraão foi formado, o qual desafiou o programa “oficial” de desenvolvimento com o seu próprio programa. Nimrod disse que o ódio e separação que deflagrou entre as pessoas deve ser superado de uma forma egoísta natural: estabelecer-se em lugares diferentes, a fim de ter menos contato um com o outro, em termos modernos, sair de acomodações compartilhadas para individuais.

A opinião de Abraão era diferente: nós não podemos fazer isso; nós devemos nos conectar. Agora nós temos que buscar não a divisão, mas a unidade.

Como resultado, três milhões seguiram Nimrod, e apenas cinco mil seguiram Abraão. Este pequeno grupo de pessoas angustiadas, que não estavam satisfeitas com o conceito geral das pessoas, chamava-se “Israel” e deixou a Babilônia. “Acumulando” anos, séculos e milênios de sofrimento, ele se moveu à sua maneira até os dias de hoje.

Pergunta: O grupo foi “empurrado para fora” da Babilônia e forçado a iniciar seu próprio movimento?

Resposta: Eu não diria que foi “empurrado para fora”. A pressão começou mais tarde, mas não no início.

Naqueles dias, Abraão era um grande sacerdote e sábio babilônico. As pessoas que se reuniram em torno dele perceberam que seu método de correção, ou o método de uma nova vida, as atraia pelo seu significado interior, que não é simplesmente um “divórcio” egoísta, uma separação, espalhando-se para lugares diferentes, mas um movimento interior. A mensagem correspondente, o pedido da alma, foi despertado nelas, e elas estavam prontas para isso.

Afinal, a humanidade não evolui apenas tecnicamente; ela muda de forma ao longo da história: escravidão, feudalismo, capitalismo, socialismo, etc. Em outras palavras, ela muda de forma, muda seu conteúdo. O crescimento quantitativo do egoísmo também adquire uma nova qualidade.

Assim, os seguidores de Abraão sentiram que não poderiam se desenvolver apenas egoisticamente; eles precisavam chegar a um nível completamente diferente, “saltar” para o próximo nível. Assim, eles aderiram a Abraão, que cumpriu a sua demanda interna.

De KabTV “A Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Começar A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que você insiste na disseminação da Cabalá entre judeus e envolve seus alunos não-judeus neste trabalho?

Resposta (Eu respondo em nome de um não-judeu): Porque através da disseminação da Cabalá entre os judeus (explicando-lhes a sua missão e a causa do antissemitismo), nós, as nações do mundo, obrigamos os judeus a começar a correção do mundo. Só os judeus podem começar a correção do mundo, ou seja, a sua unificação, porque só eles são suas partes quebradas (desde a destruição do Templo há 2.000 anos). Mas assim que eles começam a correção (unificação) sob nossa influência, todos nós nos juntamos a eles e agimos em conjunto.