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Não Permita Outra Catástrofe Em Escala Universal, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que quando uma pessoa ouve que não há outro além do Criador, a primeira coisa que ela pensa é em todo esse mal que ocorreu no mundo: guerras, o Holocausto que ceifou milhares de vidas?

Resposta: A pessoa não concorda com o fato de que não há outro além do Criador, porque parece que isso elimina a própria pessoa, incluindo a sua existência. Ela não entende isso.

Hoje, as pessoas não concordam com a forma como o governo superior trata o povo de Israel, o grupo que busca “direto ao Criador” (Yashar-Kel), que Abraão organizou como um só povo. Mesmo hoje, as pessoas ainda choram com o desastre.

Mas seria mais correto transformar toda a memória da catástrofe na base para correção. O Museu e Memorial do Holocausto deve mostrar por que ele ocorreu, de onde veio esta terrível falha, e o que deve nos ensinar. Ele se destina a nos ensinar como podemos sair desta aflição.

No lugar da catástrofe, nós podemos desenvolver uma nova atitude do povo de Israel para com o Criador que seja mais madura e proposital. Apenas lágrimas e juras de que nunca vai acontecer de novo não vão nos proteger de futuros desastres. Naquela época, não conseguimos evitar o desastre, e por isso não podemos hoje.

O que pode ser feito, a fim de sermos capazes de influenciar os acontecimentos e não permitir que isso aconteça novamente? Como podemos aprender com o passado e encontrar a força que nos permite, de agora em diante, agir de modo que isso realmente nunca aconteça de novo? Hoje, nós temos que corrigir os danos que não fomos capazes de eliminar nos dias da catástrofe. Portanto, isso ocorreu a fim de fazer as correções pelo caminho do sofrimento.

A unidade do governo superior é um fato muito difícil, que não é aceito por uma pessoa comum, com todos os problemas e tragédias desta vida que ela tem que passar. As pessoas não entendem como é possível que o Criador tratou tão mal a nação de Israel, que foi o grupo “aspirante direto ao Criador”, orientando-os através de tal sofrimento.

Basta olhar para o caminho que o povo de Israel passou, em todo o sofrimento experimentado por nós durante os 2000 anos de exílio. Por que isso aconteceu? Qual foi o nosso erro e por que não aprendemos com isso? Por que até hoje não queremos tirar conclusões? Na verdade, com o antissemitismo crescente dia após dia, hoje pode haver uma catástrofe muito pior do que a que ocorreu na Europa há 70 anos.

Este é um assunto muito doloroso, mas temos que discuti-lo. Não há saída, e nós temos que olhar para o que aconteceu em termos do propósito da criação e das forças que atuam na natureza. Nossa tristeza pela perda é apenas o passo inicial para a produção de uma ação prática através de uma educação ampla e correta para o povo de Israel e o mundo inteiro.

Esta educação deve mostrar às pessoas que forças terríveis podem ser reveladas se não as transformarmos em forças boas. A escolha está em nossas mãos! Nós mesmos escolhemos quem nos dominará: a força do mal ou a força do bem, Faraó/egoísmo ou Criador/doação; deve ser um dos dois.

Nós devemos explicar isso em programas de televisão, workshops e debates. Isso não se aplica somente aos judeus. Hoje, nós avançamos tanto que o mundo inteiro tem que ser incluído na correção. É por isso que o governo superior começa a tratar o mundo da mesma forma que tratava antes o povo de Israel.

No passado, o governo superior exigia apenas que o povo de Israel se aproximasse da doação, mas agora isso é exigido de todo o mundo. Assim, todo o mundo está no limiar de um grande sofrimento: a guerra de Gog e Magog, a terceira guerra mundial que foi descrita pelos profetas, até uma infinidade de problemas e desgraças. E tudo isso pode acontecer porque o mundo não está avançando no caminho correto.

Naturalmente, o povo de Israel vai sofrer mais porque tem que passar a Luz para o resto. Mas o mundo inteiro também estará envolvido nesse desastre. Não vai ser como antes, uma catástrofe só do povo judeu. Protestos, problemas e revoluções irão ocorrer em qualquer local do mundo. Nós já podemos ver a primeira agitação de conflitos, que são destinados a explodir no futuro e envolver toda a terra.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

Contos: O Último Exílio

laitman_750_03Depois que o povo judeu entrou na terra de Israel, o que significa que eles atingiram um estado de conexão em que começaram a trabalhar internamente em si mesmos, estabelecendo amor, bondade e completa incorporação mútua. Então, novos líderes surgiram, o rei Davi e os profetas em cada geração.

Estes eram grandes Cabalistas que continuaram o caminho de Abraão, trabalhando na unidade da nação, ajudando-o a unir-se, engajar-se na educação da crescente geração.

Ao mesmo tempo, seu ego continuou crescendo, aumentando a repulsa que as pessoas sentiam uma em relação a outra, um processo imparável.

Esta foi uma fase essencial tanto histórica como dialeticamente, uma vez que a nação de Israel precisava dar o exemplo para todo o mundo a respeito de como as pessoas devem viver corretamente.

Portanto, após chegarem à terra de Israel, elas se afastaram, a fim de entrar num estado de exílio, para viver entre as nações do mundo por um tempo e plantar as sementes do estado espiritual nelas na forma de religiões, ciência, cultura, etc.; e quando essa fase chegou ao fim, começar a elevar estas nações.

A descida do nível da terra de Israel para o estado em que as pessoas desceram ao ódio infundado durante o tempo do rabino Akiva durou 800 anos.

Rabi Akiva foi um grande líder espiritual que convocou todos a fortalecer o amor e a conexão entre eles e perguntou: “Por que não mantemos a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo?! Afinal de contas, é a lei geral da Torá!” Mas ninguém o ouviu.

As pessoas estavam tão imersas no ódio infundado que foram exiladas da terra de Israel. Elas perderam a conexão entre si, porque o atributo que as mantinham juntas se foi, e quando se separaram, elas se dispersaram por todo o globo.

A nação inteira de Israel caiu no estado das “nações do mundo”, esquecendo totalmente que havia alcançado e sentido o mundo espiritual. Este é o estado em que estamos até hoje.

Mas nós cumprimos parte do plano de criação dessa forma: nós transmitimos as religiões, cultura, filosofia, ciência, etc., às nações do mundo. Os filósofos da Idade Média diziam que tudo surgiu da sabedoria da Cabalá, de nossa verdadeira Torá.

Rabi Akiva tinha um ótimo aluno chamado Rabi Shimon Bar Yochai (Rashbi) que recebeu o método espiritual de seu professor e expressou no Livro do Zohar. Este é um livro muito especial. Por dois mil anos ele foi passado de uma geração para outra.

No século XVI outro grande Cabalista apareceu, o ARI. Ele formulou o método Cabalístico de uma maneira conveniente que pudéssemos compreender.

No início do século XX, outro excelente Cabalista, o Baal HaSulam (Rav Yehuda Ashlag) transmitiu O Livro do Zohar e a sabedoria do ARI para a geração contemporânea numa linguagem que podemos compreender. Ele estabeleceu a Cabalá científica prática pela qual é possível compreender o mundo em que vivemos e que devemos fazer a fim de levar toda a criação ao fim completo da correção, o que significa para cumprir sua missão.

Nós estamos vivendo numa época em que temos que implementar o método Cabalístico. Atualmente, nós estamos passando pela mesma quebra histórica na qual o terrível estado egoísta do mundo nos é revelado, onde a humanidade não sabe para onde se virar e o que fazer. Isso pode levar a revoluções, guerras, autodestruição, e praticamente a nada, mas nós temos o método que pode salvar o mundo.

É um método de unidade e conexão, de criação do amor mútuo, levando o mundo à harmonia e revelação da força superior, à subida interior da humanidade do nível do nosso mundo ao nível de toda uma existência eterna. Nós podemos alcançar isso aqui e agora.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Conquistadores De Cumes Espirituais

Pergunta: Israelenses gostam de aventura. Muitos deles viajam para os confins da terra para caminhar ao longo de trilhas “extremas”. Eles amam o chamado da natureza, seja um rafting arrepiante ou mesmo longas caminhadas no Circuito Annapurna, não as trilhas turísticas mais perigosas, que, de repente, tornam-se uma tragédia, como relatado recentemente no noticiário.

Em geral as pessoas tentam subjugar a natureza, para alcançar seus cumes figurativamente e, literalmente, o que pode até mesmo custar-lhes suas vidas. De onde vem esse desejo?

Resposta: Existem realmente aqueles que são muito atraídos para os desafios da natureza. Por exemplo, alguém realmente acha que deve atravessar o oceano em uma jangada frágil ou navegar ao redor do mundo.

A consciência e a conquista da natureza dá a uma pessoa uma sensação de satisfação interior. Apesar dos obstáculos difíceis no caminho, a natureza não nos esgota mentalmente, mas, pelo contrário, preenche, renova, cura, e nos revive. Afinal de contas, nós somos fisicamente seus filhos, e só no nosso desenvolvimento em um nível humano afastamo-nos dela e queremos estar acima dela.

Em relação às viagens e aventuras, suponho que nenhuma nação pode comparar-se com os israelenses no número de turistas indo em expedições extremas, em “escapadas da civilização” ou na penetração atemporal em lugares onde se pode testar a si mesmo através da natureza. Você pode encontrar os israelenses em todos os confins da terra, e, às vezes, é difícil para as pessoas acreditarem que a nossa população [de Israel] totaliza apenas seis milhões. [Leia mais →]

Contos: Subir O Monte Sinai

laitman_740_03Depois de passar por todas as fases da vida no Egito e no êxodo do Egito, o povo de Israel chega a um estado chamado Monte Sinai. Eles começam a entender que estão enfrentando uma enorme montanha do mal, a palavra “Sinai” deriva da palavra “ódio” (ódio mútuo) em hebraico, a profunda repulsa que as pessoas sentem uma em relação a outra, que é muito maior do que o que sentiram no Egito.

Enquanto estavam no Egito ou na antiga Babilônia eles não entendiam isso e não estavam plenamente conscientes disso; agora o mal é revelado a eles de forma plena.

Como resultado, o povo se sente perplexo, desamparado, e não pode sequer imaginar o que deve fazer. Moisés, porém, acalma sua mente, prometendo-lhes organizar e corrigir a conexão entre eles e o Criador. Este é o seu papel, pois ele é o elo entre o povo de Israel e a força superior. O povo não seria capaz de fazer algo sem a sua ajuda e orientação, sem a sua conexão com o Criador.

Ele sobe o Monte Sinai enquanto o povo não sente esta conexão e está pronto para voltar ao Egito. A principal coisa para eles é sentir que têm alguma coisa, alguma coisa para se segurar! O ódio assusta o povo simples.

Imagine que você está vivendo num prédio de apartamentos em que todo mundo lhe odeia profundamente. Você tem medo de sair de seu apartamento, de abrir uma janela, você sente correntes de grande ódio por todos os lados, não consegue dormir e está perdendo seu apetite. Esta é uma situação terrível! É exatamente isso que o povo no pé do Monte Sinai sente. A verdadeira natureza de seu ego é revelada a eles, e eles percebem que não podem superá-la de forma alguma, já que a conexão com o Criador, que os ajudou a pouco tempo atrás, se foi.

Moisés, porém, lhes promete que vai subir até este nível de conexão, estabelecer o contato entre eles e tirá-los desse ódio. Só ele pode subir acima da montanha do ego, mas ele é apenas um pequeno atributo em nós.

No momento em que ele se desprende do povo, eles perdem a esperança de se conectar com o Criador e a única esperança que veem está na criação do bezerro de ouro, que acreditam poder aproximá-los. Não há mais nada em que possam se segurar.

Eles estão prontos para tirar suas joias de ouro e doá-las, para que algo os una. Porque em comparação com o profundo ódio que sentem, o pequeno ego que se materializa egoisticamente no bezerro de ouro os conecta, pelo menos até certo ponto.

Quando ele desce do Monte Sinai, Moisés se aproxima do povo desejando conectá-los ao Criador por meio dele e estabelecer o contato entre eles, mas vê que mais uma vez eles se curvam ao seu ego (o bezerro de ouro). Em seguida, ele quebra as duas tábuas da aliança recebida no Monte Sinai, que agora é inadequada para as pessoas, uma vez que elas caíram num nível diferente.

Moisés sobe a montanha, ou seja, o ego novamente, e quando se conecta ao nível superior de amor e doação acima dele, recebe uma segunda instrução do Criador. Quando ele desce deste nível espiritual, ele traz ao povo o plano para a unidade: a revelação do Criador por sua aproximação na unidade interna entre si.

O plano inclui todas as grandes leis da Torá, e a mais importante é “ama o teu próximo como a ti mesmo”, e o povo está pronto para mantê-la e se unir.

O dia em que Moisés desce pela segunda vez do Monte Sinai é chamado de Yom Kippur (Dia do Perdão). Ele traz ao povo as duas tábuas, ou seja, as dez condições em contraste com as dez pragas do Egito. Ao cumprir essas condições no nível espiritual, eles atingem um nível de unidade entre si onde o Criador é revelado e eles se fundem em completa união com Ele. Este é o propósito da sua correção.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão – Isaac

Dr. Michael LaitmanDepois que Abraão fundou sua escola, ele começou a desenvolver o método Cabalístico com os alunos que se juntaram a ele. Assim, ele criou três sistemas: um sistema de estudo, um sistema de disseminação, e um sistema de cumprir a sabedoria da Cabalá.

O sistema de disseminação leva em conta o nível de desenvolvimento de uma pessoa. Tudo depende de como as pessoas podem perceber a ideia espiritual, até que ponto ela está perto delas e pode responder às suas expectativas, e em que medida elas podem ver que este sistema é benéfico para si.

Mais tarde, quando elas ascenderem e se desenvolverem, elas estarão prontas para entender as outras opções que a sabedoria lhes oferece. Portanto, uma pessoa deve sempre ser abordada em seu nível, numa linguagem que ela entenda, de modo que possa ser atraída ao saber que você pode realmente ajudá-la a perceber o que quer.

É nisso que Abraão se envolveu quando explicou que o objetivo final da nossa evolução é amor e doação, e aqueles que desejam alcançá-la internamente, pelo menos até certo ponto, devem vir com ele.

Foi assim que começou o próximo estágio de desenvolvimento da escola de Abraão. Neste ponto, ele foi chamado de grupo de Abraão, já que todos os membros do grupo começaram a trabalhar na conexão entre si, aceitando o fato de que a unidade está acima da separação.

Quando o salto do ego ocorreu na antiga Babilônia e as pessoas quiseram construir uma torre para alcançar o céu, isto é, a força superior, foi pressionando a força negativa.

Abraão, porém, afirmou que a força negativa decorre da mesma força positiva e deve ser operada de forma diferente, absorvendo-a como o que chamamos de linha esquerda (a força negativa). Ele acreditava que o ego que surge nas pessoas deve ser estudado e trabalhado corretamente. Esta é a razão pela qual o período que se seguiu ao desenvolvimento do grupo de Abraão é chamado de Isaac.

O uso correto do ego é chamado de sacrifício de Isaac, o que significa que nós ligamos nosso ego e ameaçamos matá-lo, totalmente prontos para sacrificá-lo, apesar de entender que não vamos alcançar o Criador sem ele. Por outro lado, a semelhança e equivalência com o Criador só pode ser alcançada se limitarmos o ego corretamente. Para nós, é como cortar nossa própria carne.

Nós aprendemos a controlar o nosso ego, a atá-lo, controlá-lo e colocá-lo sob o atributo do amor e doação sem destruí-lo e sem ameaçá-lo, e nós nos preparamos para romper com nós mesmos (uma vez que o ego é todo o eu). Este processo faz parte de nossa evolução, e quando o realizamos, temos a oportunidade de um trabalho correto, produtivo e focado com nosso ego. Esta é a essência da história do sacrifício de Isaac.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Quando A Sanidade Leva Ao Caos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em que caso o método de Abraão, que ainda é retratado como irracional, será aceito?

Resposta: Hoje a humanidade está pronta para aceitar qualquer coisa ilógica, porque está começando a entender que a nossa racionalidade atual é realmente bestial e não funciona no nível da sociedade.

Curiosamente, agora há uma decepção total na lógica, na capacidade da sanidade do consumidor moderno de superar os problemas que continuam acontecendo. O egoísmo em si terminou; Marx estava certo sobre isso, e não há nada para falar sobre sua perspicácia.

Tudo o que resta é agir no nível da lógica elementar, explicar abstratamente para as pessoas ao lado: “É bom para todos nós estarmos conectados juntos por bons laços? Ótimo. É bom ganhar apenas o necessário e mais nós simplesmente não precisamos? Ótimo. É bom ter um único padrão de vida ideal para todos? Sim. E que tal nenhuma fome e doença, nem um enorme abismo entre ricos e pobres? Ótimo. O mundo inteiro se preocupa com a ecologia? Ótimo”.

Mas como nós podemos fazer isso se todos somos tão maus?

Aqui nós temos que mostrar às pessoas que existe um poder que pode perceber isso. De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde, nós devemos chegar a este estado e quanto mais cedo for, menos sofrimento haverá. Se conseguirmos transmitir corretamente nossa mensagem, a humanidade já estará pronta para aceitar esta lógica.

Pergunta: Será que todos os judeus precisam retornar fisicamente à terra de Israel?

Resposta: Eu não penso assim. Eu creio que não importa onde a pessoa vive. É dito que a terra de Israel vai se expandir às fronteiras do mundo inteiro. Figurativamente falando, ela se estenderia ao longo de todo o globo.

Pontos de espiritualidade ocorrem em todo o mundo. Não importa onde a pessoa se encontra. Além disso, essas pessoas devem se tornar professoras para o mundo inteiro. Afinal, a humanidade anseia por algum método para a existência correta. Nós vemos que agora ela não existe em nenhum lugar; todo mundo vive só pelo hoje, temendo considerar o amanhã ou simplesmente não pensar nele. Ninguém tem uma estratégia realista de longo prazo e não há sequer uma tática normal para a conexão recíproca por causa de algum objetivo comum. Em vez disso, nós testemunhamos o movimento totalmente caótico de cada pessoa. Por isso, a nossa lógica será clara para a humanidade.

Junto com isso, há um pequeno truque aqui: a humanidade só será capaz de aceitar essa lógica e realizá-la depois que o povo de Israel se tornar o primeiro a aplicá-la à vida. É assim que o sistema geral está organizado; é especificamente essas pessoas, odiadas, teimosas, egoístas, etc., que devem, em primeiro lugar, perceber o método em si mesmas e proporcionar um exemplo. Assim que fizerem pelo menos um pouco, todo mundo vai começar a estudar com elas.

Isso ocorre porque a propensão de aprender com os judeus é latente em todas as nações do mundo. A base de seu ódio não é respeitada, mas há uma consciência básica que neste povo há algo superior, que é especificamente o que eles querem tanto aniquilar. Isso não deixa as nações descansar, já que está em seu caminho. Esta é uma reação natural, mas, no lado oposto, existe uma disposição interna em adoptar o que é novo e aprender. Assim, o nosso único problema está em criar a sociedade correta.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Ser Como Todo Mundo Não É A Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: O atual retorno do povo judeu à terra de Israel é uma fase natural?

Resposta: Claro.

Pergunta: Por que eles deveriam voltar a esta terra em particular?

Resposta: Nós não entendemos ainda. No entanto, as pessoas que estão num nível espiritual entendem as diferenças e a singularidade da raiz espiritual em cada um dos seres criados, incluindo animais e, além disso, das diferentes regiões da terra.

Assim, apesar do fato de que a terra aqui não seja fértil e não exista nada “santo” nela, ainda é dominada por certas forças espirituais, assim como um ramo que cresce de uma raiz espiritual.

Pergunta: O que devemos fazer sobre a forte resistência árabe?

Resposta: É perfeitamente natural. Afinal, se nós voltamos a esta terra, nós temos que voltar às nossas raízes espirituais. Em outras palavras, nós temos que cumprir a condição do “ama teu amigo como a ti mesmo”. É com base nesta condição que nós viemos aqui há muito tempo. Moisés nos trouxe até as fronteiras desta terra e faleceu em sua fronteira. Em seguida, seu discípulo, Josué, nos conduziu.

Nós chegamos a esta terra e quando nos estabelecemos aqui, tivemos que dar o exemplo para toda a humanidade, e mostrar como deve ser uma nação que vive corretamente em sua terra. Depois, nós começamos a construir o Templo e cumprir esta missão.

No entanto, nossas ações de hoje são totalmente opostas ao que temos que fazer e, consequentemente, é claro, nós somos constantemente confrontados com problemas de nossos vizinhos próximos e distantes.

Pergunta: Por que o ambiente árabe recebeu este papel?

Resposta: Isso foi escrito há muitas gerações, quando Abraão foi pai de Ismael e mandou-o embora com Hagar. A partir desse momento, há uma espécie de “competição” entre os dois irmãos Isaac e Ismael. Não há nada que possamos fazer sobre isso; o conflito será ainda maior, mas deve ser cumprido no nível espiritual.

Isto significa que, como nação, nós temos que subir ao nível do amor ao próximo, estar em boas relações com o outro, e ser um exemplo para toda a humanidade. Nesse caso, vamos ver imediatamente como tudo ao nosso redor se acalma. Primeiros nossos primos, os árabes, e depois o mundo inteiro vai acalmar a ira, e o ódio no mundo cessará.

Assim, as nações do mundo vão entender que há algo que elas realmente precisam aqui e que podem receber de nós o método para o renascimento da alma, que é o conhecimento que pode torná-las seres eternos. Elas vão começar a perceber que podemos levá-las a uma vida melhor, não só neste mundo, mas para sair para uma dimensão totalmente diferente, além das estruturas deste mundo. Tudo depende apenas de nós e eu acho que nós vamos chegar a isso.

Pergunta: Será que isso significa que há um significado em todas as reclamações que ouvimos contra nós?

Resposta: Elas só servem para nos unir e conectar. Se nossos vizinhos não pressionassem, nós nos destruiríamos e nunca nos uniríamos, mesmo no nível que estamos hoje. A pressão externa sobre nós, a rigidez e o ódio, tudo depende apenas da repulsão mútua que sentimos em relação um ao outro. De um modo geral, nós realmente determinamos o nível de ódio que as nações do mundo sentem em relação a nós.

Pergunta: Portanto, inconscientemente, as nações do mundo querem nos obrigar a ser os professores da humanidade?

Resposta: Sim. É assim que toda a humanidade se relaciona conosco. Todo o seu ódio é apenas para que acabemos por compreender que temos que fazer alguma coisa e que querer ser como eles, como todo mundo, é um “truque” bobo. Esta filosofia, esta abordagem, nos leva completamente no sentido errado.

A origem de Spinoza, a rebelião contra a singularidade independente não é a nossa raiz. Claro, foi proibido permanecer no nível anterior, naqueles tempos, uma vez que tinha chegado o momento para o desenvolvimento espiritual, e espiritual não no sentido que a humanidade imaginou, mas de acordo com as nossas raízes.

Comentário: Por outro lado, você falou sobre o fato de que os judeus também lideraram o desenvolvimento conceitual de toda a humanidade na Babilônia.

Resposta: Eles deveriam ter liderado isso muito tempo atrás, durante o êxodo da antiga Babilônia. Se tudo tivesse corrido bem, a espiritualidade deveria ter se espalhado amplamente após o Primeiro Templo e, gradualmente, todas as nações do mundo teriam aceitado o método da revelação do Criador. Eles teriam se unido e tudo teria terminado ali. Mas isso era impossível porque os babilônios ainda não tinham a raiz que a humanidade precisava. Eles tinham que recebê-la e só foi possível recebê-la quando o povo judeu foi quebrado e dividido entre si.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14

Contos: As Escolas De Cabalá

Dr. Michael LaitmanDesde o momento em que uma pequena parte dos babilônios se juntou a Abraão e começou a trabalhar junto em unidade mútua, o ponto de partida do povo judeu começou.

Embora ainda não fosse um povo formado, o grupo de discípulos de Abraão, que eram cabalistas, recebeu dele o método de unidade com o propósito de revelar o Criador e começou a avançar.

Do ponto de vista Cabalístico, avançar não diz respeito à história de sua mudança da Babilônia para a terra de Canaã, a descida para o Egito e retorno à terra de Israel, mas ao crescimento de seu egoísmo e sua ascensão constante acima dele. De fato, a ideologia com a qual eles concordaram na antiga Babilônia continuou a agir neles.

No processo do crescimento do egoísmo, o povo gradualmente começou a mudar e se tornou mais sofisticado, tanto egoisticamente como altruisticamente. Sua unidade passou por várias metamorfoses e assumiu diferentes formas.

Portanto, a escola de Abraão se transforma na escola de Isaac, depois na escola de Jacó, depois José, e, finalmente, na escola de Moisés. Todos eles representam uma variedade de movimentos das pessoas a uma revelação cada vez maior de ego e a subida acima dele.

A escola de Isaac representa o desejo do povo de romper com seu egoísmo e subir firmemente acima dele. Este é o sacrifício de Isaac, quando a pessoa está pronta para abater seu egoísmo. De fato, num primeiro momento, ela acha que esta é a única forma de manter o seu avanço.

Depois é formada a escola de Jacó, que acredita que não se deve matar o egoísmo, mas equilibrá-lo com a propriedade da misericórdia, representada por Jacó. Afinal, quando a misericórdia começa a usar corretamente a propriedade de Isaac (a brutalidade do julgamento), então ela se transforma na propriedade de Israel, que significa direto ao Criador.

Este é um avanço sério, onde tanto as forças egoístas e altruístas estão se unindo, com o egoísmo remanescente na parte inferior e o altruísmo subindo sobre ele. Assim, subindo e descendo de forma síncrona, eles se movem juntos. Esta é a forma como as pessoas crescem, compondo as duas partes da natureza dentro de si, e na simbiose correta entre si, elas revelam o Criador.

O movimento espiritual de Israel gradualmente leva as pessoas ao Egito. O desenvolvimento no Egito significa que o egoísmo das pessoas aumentou ainda mais, até o nível do Faraó, e elas foram obrigadas a subir sobre ele.

O Faraó representa o egoísmo, sobre o qual a pessoa não pode simplesmente subir e usar. É necessário ser puxado rapidamente para fora dele, corrigi-lo em pequenas porções, transformando-o em altruísmo.

O povo de Israel, estando no cativeiro egípcio, ou seja, num estado extremamente egoísta, descobriu que não poderia seguir a ideologia de Abraão. Um novo líder, cujo nome era Moisés, surgiu entre eles. Ele foi capaz de organizá-los para que eles entendessem que o progresso deve se basear no desprendimento do egoísmo. Isso significava que eles tiveram que escapar do cativeiro egípcio, o cativeiro do egoísmo, e, lentamente, começar a corrigir suas partes.

Enquanto estavam no Egito, sob a pressão de um ego enorme, o povo estava no mesmo confronto como na antiga Babilônia. Moisés compreendeu que era necessário fazer mais um esforço, sair do Egito e ir para a terra de Canaã, como quando o grupo de Abraão veio da Babilônia.

A terra de Canaã simboliza o estado espiritual que dá às pessoas a oportunidade de se unir internamente, subir acima do egoísmo e afastar-se dele, ou seja, deixar o Egito, ir para o deserto do Sinai e dirigir-se à terra de Israel.

Esta é a essência da escola de Moisés, o seguidor direto de Abraão. Na história do desenvolvimento espiritual, não há nenhuma personalidade mais brilhante do que Moisés. Afinal, o grupo de Abraão veio da Babilônia depois de subir sobre o egoísmo manifestado e isso era o suficiente, mas agora seus seguidores, ao escapar do Egito, não só deve subir acima de um enorme ego, mas também corrigi-lo gradualmente.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão — José

Dr. Michael LaitmanA essência do método Cabalístico é trabalhar corretamente com o ego crescente usando a linha direita altruísta e, ao mesmo tempo, subir os níveis dos mundos espirituais. Assim, a próxima fase da evolução espiritual é a revelação do ego gigante dentro de nós.

A pergunta é de onde virá o grande ego que pode elevar-nos até o nível do Criador?

Se ele aparecesse nos primeiros estágios da formação espiritual, nós não poderíamos trabalhar com ele e, inconscientemente, escaparíamos do nosso nível. Portanto, o mergulho no ego e seu crescimento interno são graduais. Tal aproximação gradual ao ego, que por fim é revelado em todo seu enorme vazio escuro e na força que engole tudo, é descrita na história de José e seus irmãos.

A princípio, o ego pequeno e não prejudicial dos irmãos que invejavam José cresceu para enormes disputas chamadas de Egito. Egito (Mitzraim) vem da palavra em hebraico “Mits Rah – suco ruim” que significa a concentração do mal.

Por um lado, isso não parecia tão ruim, mas, por outro lado, eles encontraram um problema: se não se aproximassem do mal, o acumulassem dentro de si e parecessem acalmar as disputas que tinham, eles não seriam capazes de continuar. Portanto, diz na Torá que havia fome na terra de Israel.

Então, o que eles fariam se sem o ego não havia como avançar na espiritualidade? Foi assim que eles começaram a sentir a necessidade de um ego crescente e sua correta satisfação. Assim, eles mergulharam no Egito, o que foi em seu benefício, visto que ele os alimentou e despertou.

Além disso, seu pai Jacó entrou no mesmo estado conforme compreendeu que esta é a linha média, sem a qual é impossível avançar e que eles precisavam de um grande ego para depois trabalhá-lo. A construção do ego é chamada de sete anos de saciedade.

Durante esses anos o ego parece muito atraente, porque ele não mostra que é contra o caminho espiritual. A vida no cativeiro do ego parecia doce, boa e sensata, e eles se tornaram seus escravos.

Durante este tempo Israel se desenvolve, cresce e se multiplica, o que significa que o método do uso correto do ego e sua orientação certa durante os primeiros sete anos é muito proveitoso. É porque o ego, como parte da natureza feminina, é primeiro submisso, sugerindo: “use-me e avance”.

Mas tendo absorvido o ego ao máximo durante os primeiros sete anos, sua absorção chegou ao fim. Sete anos é um nível completo HGT NHYM, os sete anos são substituídos pelos sete anos ruins (de fome).

Eles começam a reconhecer o mal no ego. Todo o lucro que aparentemente tiveram antes está, na verdade, totalmente vazio. O reconhecimento do mal ocorre também durante sete anos, visto que estes são os mesmos níveis de HGT NHYM. Em cada um deles, eles têm que reconhecer que isso constantemente leva a resultados negativos.

No final dos sete anos ruins, eles alcançam o último atributo, o mais egoísta, Malchut. Aqui eles já devem se submeter a golpes sérios, as dez pragas do Egito, a fim de desistir do uso anterior do ego.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Contos: Cruzar A Fronteira Egípcia

laitman_749_01Depois que o grupo de Abraão trabalhou na unidade, eles começaram a descobrir um novo nível de ego e começaram a se afastar de novo, exatamente como fizeram na Babilônia.

Eles foram dominados pelo poder do Faraó, o ego gigante que os pressionava, e as relações entre eles se tornou “a escravidão no Egito”.

Foi nessa época que surgiu o próximo líder da nação, Moisés. Moisés foi educado na casa de Faraó desde muito jovem, mas mesmo assim, um grande desejo de ascender acima de sua criação despertou nele. Ele fugiu da presença de Faraó e se voltou ao povo, convocando-os a deixar o Egito.

O povo, no entanto, era muito fraco. Por um lado, eles entendiam que tinham que deixar a escravidão egoísta, caso contrário não haveria chance de se conectar e se unir para reproduzir a ideia de Abraão, que os ajuda a avançar na conexão entre eles, para revelar o Criador.

Por outro lado, o Criador está oculto de seus sentimentos. Assim, a escravidão no Egito é como noite para eles, visto que eles não sentem a vida espiritual. Mas eles já provaram e sentiram o que significa um estado espiritual: a vida sem quaisquer limitações, um sentimento do espaço exterior, uma dimensão diferente.

Por isso, eles foram primeiro bastante passivos, e Moisés teve que agravar o Faraó (o ego), de tal forma que as pessoas sentiriam sua dominação rígida. Só então eles viram as aflições que o ego causou neles e, assim, se prepararam para deixar o Egito, porque não queriam mais se identificar com seu ego. Eles não tinham força para romper com ele, mas, de repente, sentiram o desejo de fazê-lo.

Ao mostrar-lhes a crueldade e a astúcia do ego, Moisés eleva o povo e tira-os do estado egoísta. Agora eles estão prontos para superar todas as brigas, disputas e conflitos e ascender acima deles de acordo com a condição “o amor cobre todas as transgressões”. Então, eles rompem com a escravidão no Egito, sobem sobre ela e deixam o Egito.

Cada nível espiritual é feito de dez subníveis. Cada subnível deve ser visto como uma fonte de perda, dor, sofrimentos e doenças terríveis. Sofrimentos que se acumulam gradualmente no reconhecimento da escravidão egoísta e convencem as pessoas a romper com o ego (mesmo à noite, no escuro, quando nada é entendido e nada pode ser visto); a principal coisa é manter a conexão entre elas.

A situação antes do êxodo do Egito e depois é semelhante ao atravessar uma fronteira. No Egito, nós dependemos uns dos outros, odiando um ao outro, mas no momento em que tomamos sobre nós a lei da misericórdia, da doação altruísta, da incorporação mútua, podemos atravessar a fronteira e fugir do Egito.

De KabTV “Contos”22/10/14