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Tempo Para Justificar O Que Foi Recebido Com Antecedência

laitman_750_03Pergunta: Todos os países estão culpando principalmente Israel por sua atitude para com os palestinos. Nos últimos anos, todo o antissemitismo se concentra em torno deste assunto. Qual pode ser a resposta para todas essas acusações?

Resposta: Os palestinos são apenas a razão externa para o antissemitismo. Nos últimos anos, as razões mudam, mas o ódio contra o povo judeu continua e até mesmo aumenta. Mas, a fim de justifica-lo, diferentes razões são encontradas.

Por isso, a todas as reivindicações dos antissemitas, eu simplesmente respondo que eles estão definitivamente certo! Que eu concordo com eles e estou disposto a repetir tudo, palavra por palavra.

Pergunta: É possível que, antes de tudo, nós devamos mudar nossa política em relação aos palestinos?

Resposta: Isso não vai mudar nada. Nós já estamos fazendo por eles tudo possível. Mas será que alguém está prestando atenção nisso?

Comentário: Os palestinos estão nos culpando que conquistamos a sua terra?

Resposta: Você acha que eles vão se acalmar depois de devolvermos sua terra? Até que não desapareçamos da área, eles não vão nos deixar. Nunca! E também se você vai querer sair, não pense que vai encontrar em qualquer lugar no grande mundo.

Pergunta: Portanto, nós simplesmente temos que ignorar suas demandas?

Resposta: Nós simplesmente precisamos conhecer as leis do mundo e trabalhar de acordo com essas leis. A lei do mundo diz que devemos levar a Luz que Reforma ao mundo, o mundo já chegou ao estado dos “dias do Messias”, e nós precisamos transferir-lhes a Luz que vai levá-los ao Criador.

Comentário: Mas o mundo inteiro tem reclamações contra o Estado de Israel.

Resposta: Na verdade, o mundo exige que nós percebamos o papel que nos foi dado. E se nós os suprimos com as demandas corpóreas, nós não vamos satisfazer ninguém. Talvez apenas se todas as pessoas deixassem os territórios, os palestinos ficariam satisfeitos. Mas isso é impossível, porque o desaparecimento da nação de Israel é contra o plano da criação.

Esse ódio não vai desaparecer; não seremos capazes de organizar nada, se não vamos realizarmos a nossa missão. Nós vemos que é impossível chegar a um compromisso com os árabes por meio de concessões. Uma vez que Israel lhes deu aprovação para retornar da Líbia para uma área de autonomia palestina, deu-lhes uma área adicional, e outra. Mas nada ajuda, porque todas as concessões não nos aproximam da paz e não melhoram a nossa situação nesta terra.

Só uma coisa pode ajudar: dizer ao mundo toda a verdade, explicar que nós voltamos para a nossa terra a fim de trazer Luz para todas as nações. Não temos o direito de estar aqui, porque, por enquanto, este lugar não é chamado de “a terra de Israel”. E também as pessoas que vivem aqui não são consideradas, por enquanto, a nação de Israel, mas sim, um “conjunto de exilados”.

A nação de Israel e a terra de Israel são conceitos espirituais. Em um aspecto genético, a nação de Israel não existe na natureza. Caso contrário, como é possível explicar que qualquer francês possa voluntariamente se converter e se tornar um judeu, (Yechudi, da palavra “yichud“- unidade), ser Israel, o que significa ser Yasher El, dirigido direto ao Criador. E isso não será uma mentira ou falsificação, mas é realmente assim, porque “Israel”, “a nação de Israel”, e a “terra de Israel” são conceitos espirituais. Mas, a partir de hoje, o povo de Israel não se encaixa neste conceito; portanto, Baal HaSulam escreve que nós recebemos a oportunidade de voltar para a terra de Israel como antes.

Portanto, os palestinos estão certos, esta terra e este lugar não nos pertence. Mas nós propositadamente viemos para cá para estabelecer a nação de Israel na terra de Israel. Porque só desta forma nós podemos trazer Luz para o mundo. É exatamente isso o que os palestinos e o resto das nações exigem de nós. E nós só podemos fornecer esta Luz enquanto vivemos aqui, enquanto vivemos aqui em Israel e não em outro lugar.

Precisamente por essa razão nós estamos aqui! Por isso, nós pedimos que todos tirem um tempo para terminar este trabalho. Nós vamos atrair a Luz que Reforma e todo mundo vai se sentir melhor. O mundo vai subir para um estado de adesão com o Criador, e Ele será revelado.

Nós temos que explicar tudo isso, e depois vamos ver como isso age sobre o povo.

Pergunta: Parece que o principal é atrair a Luz. É possível continuar a manter os territórios e construir assentamentos neles?

Resposta: Não haverá territórios e nem assentamentos, porque este lugar pertence a todos. E você vai ver que os árabes vão nos deixar fazer tudo o que quisermos nos territórios, porque nós vamos lhes dar a luz da vida, a satisfação.

Está escrito que no fim dos dias as nações do mundo vão levar a nação de Israel em seus ombros e vai leva-la à Jerusalém. Elas vão nos levar diretamente para o Monte do Templo e dizer: “Peguem tudo!”

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Quem Determina O Destino Do Mundo?

laitman_202_0Pergunta: Sempre o apogeu dos países também foi um período melhor e mais livre para os judeus. Eles não eram amados, mas não eram odiados após a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, o mundo entrou numa crise geral. Por que quando o mundo está numa situação ruim, é ainda pior para os judeus?

Resposta: Os judeus são o único grupo (força) no mundo que pode influenciar o estado do mundo. Isto é assim porque, por um lado, eles estão conectados ao Criador e, por outro lado, estão conectados às nações do mundo. Isso significa que eles estão entre toda a humanidade e o Criador. E isso depende de seu comportamento, se a Luz Superior, o poder da vitalidade, chegará através deles às nações do mundo.

The Jews are part of the transition, “Maavar” in Hebrew; from here comes the word “Jew.” From all of humanity, only this nation has the freedom to influence the way the world advances, through suffering or happiness, toward the final goal, the attainment of equivalence or adherence with the Creator.

Os judeus são parte da transição, “Maavar” em hebraico; daqui vem a palavra “judeu”. De toda a humanidade, só essa nação tem a liberdade de influenciar a forma como o mundo avança, através do sofrimento ou da felicidade, em direção ao objetivo final, a obtenção da equivalência ou adesão com o Criador.

Como pode o mundo se relacionam com os judeus se eles fazem o mundo tão cruel? E as nações do mundo, com razão, culpam os judeus por isso, que os judeus por sua inatividade, convidamos a revelação de forças más em vez de forças boas. As nações do mundo diretamente dizer que todo o sofrimento no mundo é causado apenas pelos judeus. Por isso, eles declaram a sua dependência em relação aos judeus, a sua fraqueza para influenciar o seu próprio destino.

Como você trataria essas pessoas que você achava ter a capacidade de determinar o seu destino, ou seja, que o seu destino depende deles, mesmo sem querer, mas simplesmente através de sua existência eles transformaram sua vida em miséria?

“Há apenas uma grande obrigação para o judeu mostrar a sua humanidade para com toda a raça. …Que ele comece a cumprir num sentido o que a sua exclusividade nunca lhe permitiu cumprir, a antiga profecia que por meio dele todas as nações da Terra seriam abençoadas”. (Henry Ford, “Problema Mais Importante do Mundo”, financiou a impressão de 500.000 cópias de Os Protocolos dos Sábios de Sião, que foram distribuídos em todo os EUA na década de 1920)

Nós Os Estigmatizamos, E Vamos Ajudá-los

Laitman_079_02Pergunta: Como nós podemos lidar com o sentimento de discriminação e desvantagem que as nações experimentam ao se conectar com os judeus?

Resposta: Se nós (povo judeu) começarmos a nos unir para o benefício do mundo, ninguém vai se sentir menosprezado.

É dito nos Profetas que as nações do mundo carregariam os filhos de Israel sobre os seus ombros e os levariam ao Templo, ou seja, ao estado ideal. Como nós podemos entender isso? Será que nós vamos nos sentar orgulhosamente sobre os ombros de alguém?

Claro que não. Nós estamos falando de uma parceria especial. A essência é que só elas são capazes de nos dar força, e nós temos que dar-lhes um propósito. Nós mesmos, em termos da sabedoria da Cabalá, somos um vaso de doação, Galgalta ve Eynaim, e nos faltam forças. O povo de Israel é pequeno e fraco. No entanto, ele tem a ideia, a mensagem, a visão do objetivo, em outras palavras, as propriedades da cabeça, a força da mente perspicaz, mas não a implementação. Para implementar, exige-se o corpo: braços, pernas, músculos, etc.

Esta é a “divisão do trabalho” entre o povo de Israel e as nações do mundo. Estas duas partes não podem agir sozinhas, e a cabeça realmente deve estar sobre os ombros. Ao receber comandos da cabeça, o corpo vai ao objetivo correto, ao Templo, e leva a cabeça.

Assim, não há “colarinho branco” e “trabalhadores”, mas há um todo, duas partes trabalhando junto, cada uma em seu lugar. Como nós sabemos, no sistema integral, num único corpo com partes interligadas, todas as células são igualmente importantes, não importa onde estejam localizadas.

Afinal de contas, a perfeição não pode ser nem um pouco falha, e assim, qualquer parte, qualquer fragmento, desempenha um papel crucial; e o resultado final é mostrado apenas na comunidade, em vez de individualmente.

Apenas durante a correção, os elementos variam de acordo com a importância no que diz respeito ao momento atual; no entanto, depois de ter concluído um sistema integral, todos se tornam iguais. Assim, ninguém se sente menosprezado.

Nós podemos dar o exemplo de vários dos nossos amigos de diferentes países, que já foram membros de organizações antissemitas, mas agora estão conosco.

Em outras palavras, tudo depende de nós. Em todas as reivindicações e calúnias, a mesma mensagem é “escondida”: “O povo judeu é culpado do que está acontecendo”. Na verdade, eles nos impelem a restaurar a ordem!

Esta é a maneira como a sua força coletiva, desde o nível da perfeição integral, os faz agir, de modo que eles nos pressionam de todos os lados, por todo o caminho até ao fim. Não há nada de supérfluo; tudo é calculado dentro do sistema. E se respondermos corretamente aos ataques, então, em primeiro lugar, vamos transformar imediatamente acusadores em ajudantes.

Por exemplo, não importa o quão ardente antissemita Henry Ford era. Ao mesmo tempo, ele escreveu que Israel tinha que levar o mundo à perfeição. Ele estava ciente do potencial inerente a nós. O maior antissemita entendeu a nossa finalidade, da qual não estamos realmente conscientes.

Assim que começarmos a trabalhar, a nos esforçar com todo o nosso coração pela perfeição, a fim de dar-lhe às nações do mundo, a atitude delas vai mudar. Além disso, precisamente a perfeição delas levará o sistema geral à correção final.

Por isso, nós vamos imediatamente sentir o seu apoio. De repente, descobriremos que elas são dedicadas a nós com seu coração e alma, na medida em que nós mesmos não somos capazes. Na verdade, é a “cabeça”, a mente, que nos impede, que constantemente identifica e esclarece novos caminhos para o sistema. Pelo contrário, elas se agarram a nós fortemente, com base na “emoção”.

Acontece que o verdadeiro trabalho que precisamos fazer não está entre os árabes israelenses, mas em nosso próprio ambiente.

De KabTV “Uma Nova Vida” 13/11/14

De Acordo Com A Ordem Do Dia

laitman_214Pergunta: Nós temos dado toda a nossa força e investido toda a nossa alma na correção do mundo, mas é claro que é impossível fazer qualquer coisa enquanto a Luz Superior não vier nos ajudar. Nós temos feito essa grande obra em Israel, mas até agora não tivemos sequer sucesso em fazer um buraquinho na abertura de canais de comunicação entre nós. O que mais pode ajudar se não a oração?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que nos sentir responsáveis por tudo o que está acontecendo, o que significa reconhecer que o estado e a correção do mundo dependem de nós. Então, as coisas vão se mover. O problema é que nós somos impermeáveis ​​a tudo que está acontecendo; não entendemos e não sentimos que estamos no centro de todos os problemas.

Estas não são apenas palavras bonitas e uma autocrítica. Realmente, nós só devemos declarar isso: nós somos os únicos que têm o método da correção, as explicações, uma organização e um sistema.

Se não percebermos isso em nós mesmos, não estaremos preparados para começar uma retomada para extinguir a pressão e o ódio, e então não teremos o direito de existir. Nesse caso, nós estamos desperdiçando nossas forças e recursos para nada. Se não podemos ativar a nós mesmos corretamente, não há justiça nisso.

Pergunta: Onde é melhor para realizar a disseminação de modo que nossos esforços sejam mais úteis: entre os judeus israelenses ou árabes?

Resposta: Como não há tempo a perder, nós temos que trabalhar apenas entre o público israelense, com aqueles que têm o livre arbítrio para se juntar a nós, os desejos de Galgalta ve Eynaim (Keter e Hochma).

Pergunta: Nós estamos falando do povo de Israel, mas todos os nossos amigos no nosso grande grupo Gabalístico mundial também pertencem a “Israel” no sentido espiritual. Como podemos trabalhar juntos, em parceria?

Resposta: Tentem elevar uma oração comum, organizar workshops e atividades de disseminação generalizada, tanto quanto possível em todas as nações do mundo, especialmente entre os judeus. Nós somos obrigados a realizar ações para elevar a consciência com força total.

Se nós disseminarmos com toda a nossa força, então todo o resto virá de Cima. Esta é a ordem do dia. Nós já estamos prontos para isso. Quantas vezes nós podemos ler os mesmos artigos? Chegou a hora de começar a inverter a tendência negativa para uma positiva e correta.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Levar Luz Para O Mundo

laitman_568_01Pergunta: Nós temos um problema ao expressar o papel da nação de Israel corretamente. É dito que nós devemos ser uma “Luz para as nações”, mas o que isso significa?

Resposta: “Luz para as nações” não se refere às conquistas científicas. Baal HaSulam diz que, nesse sentido, nós somos os alunos das nações, elas desenvolveram a ciência e nós só nos juntamos ao processo.

Isso não é o que se espera de nós. Alguém já nos agradeceu pelos nossos prêmios Nobel ou pelas nossas descobertas científicas? Ninguém vai nos agradecer ou realmente apreciar isso, mas só irá atribuir intenções maliciosas a nós. As nações do mundo não apreciam tudo o que temos contribuído para a humanidade, exceto a Luz que Reforma. Elas não se relacionam com nada, exceto ela.

Vocês querem o reconhecimento: “Olhem para o que temos dado ao mundo, que medicamentos temos desenvolvido ou que tecnologias nós inventamos…”. “E daí? Muito bom. Nós vamos aos seus hospitais para o tratamento”. Elas não respondem internamente ao fato de que parece que estamos fazendo um favor, ajudando e cuidando delas. Nós inclusive tratamos nossos inimigos, mas ninguém sente que nos deve algo. Nós esperamos uma atitude positiva em retorno, mas as nações não sentem nenhuma necessidade disso.

Não é porque elas são ingratas. A questão é que nós temos que lhes dar algo que seja totalmente diferente. Em tudo o mais que nós lhes damos, é como se estivéssemos pagando uma dívida em vez de realmente dando-lhes algo.

Nós podemos baixar os impostos para o setor árabe, ou comprar nossos “primos” com diferentes bônus e pavimentar toda Jerusalém Oriental com o ouro, mas isso não seria presente para eles. Este é o erro que o governo está fazendo, pensando que esta é a forma como vamos assegurar o apoio dos árabes. É errado.

Os árabes exigem de nós algo que é totalmente diferente, e eles não precisam de nada, exceto isso. É assim que uma pessoa se sente de acordo com a raiz da sua alma: ela tem que receber a Luz que Reforma de nós, e nós, por outro lado, fechamos a torneira e a sufocamos.

Para tudo o resto, por sua boa vida no Oriente Médio em fúria, eles nunca nos agradecerão. Eu repito, não podemos culpá-los por serem ingratos. Nossos presentes simpesmente não são o que realmente devemos dar a eles. Eles recebem isso como algo que devemos a eles, como se pagássemos uma dívida.

Nós temos que realmente esclarecer esta questão. Muitos já se ofereceram para dar-lhes mais, para que eles pudessem apreciar os benefícios da conexão conosco… de jeito nenhum !! A menos que nós dermos a eles a Luz que Reforma, a sua atitude em relação a nós não vai mudar.

O mesmo vale para o mundo inteiro. Não faz diferença que desculpas nós temos e o que podemos dizer sobre a nossa contribuição, o mundo não precisa dela. As pessoas não vêem isso como uma coisa boa. Nós temos que dar ao mundo algo que seja totalmente diferente e por isso temos que nos preocupar e fazer isso: dar ao mundo a Luz que Reforma.

Quando eu leio os jornais e vejo a abordagem geral de nossa política interna, percebo que ela está totalmente distorcida de cima para baixo. É tudo mentira e as pessoas não entendem o que está acontecendo.

Não deem nada aos árabes, exceto a Luz que Reforma e vocês verão os resultados. Assim, eles não vão nos enganar e não vão jogar um jogo sujo. É porque nós vamos obrigá-los pela Luz, e não haverá nada a temer. Deem-lhes a Luz e eles serão seus, não só como “primos”, mas como verdadeiros irmãos. Abram as fronteiras, derrubem as barreiras, sintam-se livres, e vocês verão como eles olham para vocês. Mas nós estamos fazendo exatamente o oposto…

Baal HaSulam escreve sobre isso na “Última Geração”: os judeus deveriam apresentar diante dos gentios uma novidade na sabedoria da religião, na justiça e na paz. Nisso, a maioria dos gentios é nossos discípulos e esta sabedoria é atribuída somente a nós.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Prevenir Uma Terceira Intifada, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma onda de ataques terroristas por árabes israelenses atingiu Israel nas últimas semanas. Isto é muito preocupante e parece estar ficando pior e pode atingir as proporções de uma terceira intifada. Muito poucas pessoas entendem a razão para esta súbita explosão de violência.

Algumas pessoas pensam que a razão está em rumores sobre mudanças no status quo com respeito ao Monte do Templo. Outros acreditam que é outra expressão da ascensão do fundamentalismo e do surgimento de terroristas muçulmanos no mundo que afetam os árabes israelenses.

Existem diferentes explicações, mas o ponto principal é que as pessoas não sabem o que fazer nessa terrível realidade. É como se nós estivéssemos numa reprise de um filme que continua a nos levar de volta repetidamente a esses dias terríveis.

O mais chocante é que esses ataques terroristas não são contra os soldados, mas contra civis inocentes, mulheres e crianças. Nós somos forçados a viver em constante medo. A ameaça não é externa, mas de dentro de nossa própria casa, de árabes que são cidadãos israelenses, que são nossos vizinhos no mesmo bairro ou região.

Algumas pessoas dizem que esta é uma onda temporária e que vai terminar em breve e as coisas vão se acalmar, como já vimos muitas vezes antes. Outros, contudo, acham que este é apenas o início de uma revolta muito maior entre a população árabe. Como você vê o que está acontecendo a partir de sua compreensão do sistema interno?

Resposta: Eu olho para o que está acontecendo de um ângulo totalmente diferente. Não há coincidências ou eventos súbitos em todo o processo evolutivo. Tudo é predeterminado e a ação final começa com um pensamento.

Primeiro há um pensamento e uma imagem final. Isso determina tanto o estado mais inicial e todo o processo. Isso traz o inanimado, vegetal, animal e humano para a sua forma final, que o Criador, a natureza, e os desejos têm previsto desde o início.

Isso faz parte do processo evolutivo de cada criatura, embora o mundo inteiro passe por um longo processo de evolução que ainda não acabou e continua com todas as criaturas obedecendo a regras rígidas que não podem ser afetadas ou alteradas.

Cada estado é predeterminado, mas nós temos o direito de perguntar por que é assim, onde se origina, para onde ela está nos levando, e a que forma final. Nós podemos estudar e compreender, mas a questão é se podemos mudar algo.

Em primeiro lugar, nós temos que reconhecer o fato de que estamos num sistema que obedece a regras claras. Nossa falta de conhecimento e compreensão não significa que estamos livres de mantê-las. Estudos mostram que há uma força interna em tudo que move os níveis inanimado, vegetal, animal e humano de um estado para outro, com o mundo se desenvolvendo como resultado.

Nós estamos no meio de um processo histórico que nos leva de um estado inicial de caos absoluto que estava predestinado, chamado de quebra, a um estado oposto de uma realidade perfeita. O caos é a totalidade negativa, o que significa que ele contradiz a plenitude de diferentes formas em todos os níveis e em todos os atributos, enquanto a plenitude simboliza harmonia entre todas as partes do sistema em todos os níveis e em todas as formas de conexão.

Na medida em que este processo continua, há diferentes períodos de desenvolvimento, e há forças dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Toda essa evolução vem acontecendo há bilhões de anos. A matéria inanimada tem evoluído ao longo 14 bilhões de anos; o mundo vegetal há cerca de dois bilhões de anos, o mundo animal há meio bilhão de anos, e a humanidade há 2000 anos.

A humanidade passa por períodos importantes especiais em sua evolução que estão ligados ao desenvolvimento dos seres humanos que passam por um salto qualitativo. Externamente, a pessoa pode permanecer quase igual, talvez um pouco mais alta ou baixa, mais gorda ou mais magra, mas é principalmente sobre a evolução humana e social.

Primeiro a humanidade evoluiu inconscientemente num longo processo histórico. Isso durou até que um dia especial, 5775 anos atrás, quando uma das pessoas em nosso mundo descobriu o plano da criação, o processo de evolução, os seus estados inicial e final, e tudo o que aconteceria entre eles ao longo de uma linha do tempo.

Essa pessoa foi chamada de Adão e não é por acaso que ela recebeu este nome. Nós já sabemos que não há coincidências no mundo e que tudo é regido pelas leis da natureza. Seus pais o chamavam de Adão e nem sabiam que isso significa que ele se parecia com o Criador (Domeh – da mesma raiz em hebraico).

Adão descobriu as leis da natureza e a evolução, e passou essa informação para nós através de seus alunos. Desde aquela época, a humanidade recebeu certo conhecimento sobre o que está acontecendo com ela e o mundo que a rodeia e sobre as forças que operam dentro dela e influenciam o nosso mundo.

Nós podemos gerir esse mundo no nível animal. Nós somos melhores do que os animais porque temos uma mente e sentimentos que são mais desenvolvidos. Embora nós sejamos fracos e moderados, esta vulnerabilidade nos permite ser mais sensíveis e nos adaptar melhor ao ambiente e mudar de acordo.

Como resultado, a nossa fraqueza se torna uma vantagem e está em nosso favor, e uma pessoa se desenvolve dessa forma e adquire maior controle da natureza. Nós podemos nos proteger, construir casas, costurar roupas, etc., o que significa que uma mente desenvolvida e a sensibilidade nos permitem nos proteger de caprichos da natureza exatamente onde somos fracos em comparação aos animais.

Nas gerações que se seguiram a Abraão, seus alunos desenvolveram essa sabedoria ainda mais. Eles não a desenvolveram por seu pensamento racional como a filosofia abstrata, mas com base em sua experiência. Adão deu-lhes as ferramentas para estudar o mecanismo interno da natureza, que define cada um de nós em movimento, separadamente e todos juntos, e nos leva em direção a um determinado objetivo. Nossa próxima forma já existe no plano da criação e temos que alcançá-la.

Todo esse processo é revelado à humanidade de modo que nós vamos poder estar incorporados nele e até mesmo participar neste plano, tornando este processo mais fácil e agradável. Se passarmos por isso voluntariamente, vamos aproveitar. Se eu quero me desenvolver e ajudo a mim mesmo a fazê-lo, é um processo agradável, desejável e prazeroso, que é abençoado.

É uma grande vantagem que nos fornece a sabedoria que Adão descobriu, chamado a sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/11/14

Exílio Espiritual E Físico

Da antiga Babilônia até a destruição do Templo, o grupo de Abraham passou por muitos vários estados, subidas e descidas. É devido ao egoísmo a que eles foram forçados a unir-se uns com os outros na medida em que eles revelaram as leis anti-egoístas internas da natureza que eles escreveram no livro chamado a Torá. A Torá é o guia pelo qual devemos viver hoje.

Através do cultivo de boas relações uns com os outros, consideração, confiança mútua, e apoio, eles revelaram uma força especial de conexão dentro desta unidade, que é a força da natureza. Esta força mantém dentro de si todo o universo e causa seu movimento em direção à harmonia.

Esta foi a maior descoberta dos descendentes do grupo de Abraão. Tendo compreendido a força fundamental da natureza que causa o desenvolvimento da humanidade, eles viram o processo pelo qual ela se desenvolve. [Leia mais →]

Pedir Forças Para O Bem Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanA principal coisa é sentir que você está no AHP do superior. Nós devemos tentar sentir isso com toda a nossa força, e o grupo nos ajuda a fazê-lo. Se eu quiser entrar no grupo e sentir o seu espírito, ele me impressiona e me deixa sentir os desejos dos amigos.

Se eu executo diferentes ações e foco no grupo, eu aumento meu desejo, conecto-o com os desejos dos amigos e recebo a Luz que Reforma que é comum a todos. Nós queremos conexão e desejamos nos conectar, já que a oração individual não funciona. O desejo de doar não pode existir numa pessoa, e tem que se acomodar na matéria chamada desejo de doar, o que significa que é externo a mim.

Se eu quiser doar a você, meu desejo de doar tem que se acomodar e viver dentro de você e não em mim. O desejo de receber é o sentimento de deficiência dentro de mim que requer uma satisfação. O desejo de doar é quando eu sinto o seu desejo e quero que ele seja preenchido.

Acontece que a doação não pertence a mim, mas sim me obriga a atuar em seus desejos. Assim nós alcançarmos a conexão. Todas as forças que eu peço de Cima não são para mim, mas se destinam a estar dentro do amigo, nos outros.

Eu não preciso de nada; eu continuo com apenas um ponto quando peço algo. Na verdade, é assim que eu cresço. É porque o meu tamanho depende e é medido pelo grau em que eu satisfaço o desejo dos outros. Tudo pertence a mim, torna-se minha alma, e é o resultado da minha ação espiritual. No final, eu preencho todos os desejos que são externos ao meu ponto.

A Torá fala sobre tais ações espirituais e as pessoas realmente não entendem a que a Torá se refere com conceitos como Israel, nações do mundo, e todos os eventos que ali acontecem envolvendo a nação de Israel. É muito difícil para uma pessoa se identificar com isso e atribuir o que está descrito lá a si mesma, uma vez que isso é usado para perceber tudo no sentido corpóreo, como num conto histórico popular.

Mas a sabedoria da Cabalá explica que a Torá fala sobre os estados espirituais que a pessoa passa. Portanto, nós temos que nos dirigir a todas as nações, assim como Abraão fez em seu tempo. Nós estamos na mesmo Babilônia e no mesmo estado hoje e devemos nos dirigir ao mundo inteiro com o nosso clamor comum: “Vamos conectar!” Não há nenhuma outra correção, exceto a Luz de Retorno (Ohr Makif), que é o que todos precisam.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/14, Escritos do Rabash

Reunir As Rosas Entre Espinhos

Dr. Michael LaitmanÉ dito que o povo de Israel foi para o exílio para unir as almas do mundo a si mesmo. Isto significa que há muitas centelhas espirituais que precisamos encontrar e prender a nós mesmos. Isso acontece no momento em que Israel está entre as outras nações.

Estar no exílio não se refere a uma presença física num lugar estranho, mas a uma queda do grau de doação e amor. No entanto, a iluminação passa por Israel às almas das nações do mundo, que começam a despertar as centelhas, as almas para quem é hora de juntar os desejos de Galgalta ve Eynaim e tornar-se Israel (aspirar direto ao Criador).

Elas não se juntam a Israel desde o início, nem a partir do momento em que Abraão começou a reunir este povo na Babilônia, mas mais tarde, e em outras gerações. Mas durante este processo, há escrutínio e escolha dos desejos adequados, em prol de que o povo de Israel foi para o exílio.

O exílio não aconteceu porque o povo de Israel precisava ser corrigido. Pelo contrário, Israel tanto se corrigiu, que no momento do exílio foi capaz de conectar os desejos adicionais, os genes espirituais que estão entre as forças egoístas (Klipot).

É necessário tratar todos os representantes de outras nações que hoje se juntam a Israel em conformidade. Este é o nosso trabalho no exílio, e ele poderia terminar rapidamente. Tudo depende do nosso trabalho com as almas que despertam. Portanto, especial respeito, amor, e o desejo de se aproximar deles são necessários.

Noite, escuridão e exílio representam o tempo de trabalho. Neste momento, existem certas ocultações pelas quais nós podemos fazer contato com as centelhas dentro das forças egoístas. Ao conectá-las a nós, nós exigimos nossa ascensão coletiva. Mas nós queremos subir apenas por elas e não para nós mesmos.

Se o povo de Israel se entrega para a correção do mundo, então o exílio é longo. Na verdade, com isso nós percebemos o nosso verdadeiro destino. Nós somos apenas o meio que se destina a atrair todos os desejos adequados para a correção das profundezas do egoísmo. Israel é um adaptador, um guia, pronto para descer ao mar das forças impuras para retirar centelhas espirituais.

Assim, é tão importante disseminar e trabalhar com todos os nossos grupos de todo o mundo, todos os amigos. Isso é chamado de trabalho na escuridão, no exílio.

O Rav Chaim Vital escreve sobre isso em seu livro Os Oito Portões dos Escritos do Ari. Qual é a razão para o exílio do povo de Israel entre as nações? O fato é que Adam HaRishon incluía todas as almas e todos os mundos. E depois de suas transgressões, estas almas caíram nas forças egoístas e se dividiram em 70 nações. Por isso, Israel precisa revelar essas forças dentro de cada nação e reunir todas as rosas das almas santas espalhadas entre os espinhos. Os sábios disseram que Israel foi para o exílio só para conectar as almas dos povos do mundo a si mesmo.

Isso prova que o trabalho que fazemos em disseminação é o mais correto, e nós precisamos investir ainda mais esforços nisso. Nós devemos tratar cada pessoa que quer se juntar a nós, como aqueles que estão agora na Convenção Europeia em Verona, como fortes participantes, que necessitam muito fazer o trabalho do Criador.

De fato, por causa dessas almas, Israel passa por um exílio longo e terrível. Tudo isso é para espalhar um pouco de Luz entre estas almas, chegar mais perto delas, e ser capaz de elevar-se da escuridão junto.

Israel mergulha nos desejos egoístas (Klipot) e retira as centelhas espirituais. Mas, ao mesmo tempo, Israel é apenas um intermediário, e, na realidade, o Criador precisa das almas de outras nações. Afinal, elas são os verdadeiros vasos onde a Luz da Hochma se veste.

Israel pertence somente a Galgalta ve Eynaim, os desejos de doar. Nossa função é doar em prol da doação, oferecendo às outras nações a força com a qual elas serão capazes de receber a Luz a fim de doar.

Portanto, noite e dia, exílio e libertação, são conceitos relativos. Tudo depende de como a pessoa os percebe, já a noite e o exílio não são necessariamente maus momentos. Estes foram os períodos originalmente planejados no processo que estamos passando e temos que usá-los para o nosso trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/14, Shamati # 16

Alcançar O Céu

Dr. Michael LaitmanNa época que o povo de Israel deixou a Babilônia, havia duas tendências. Desde então, essas duas tendências, esses dois mundos, têm existido um dentro do outro. Os judeus foram misturados com humanidade, e ao mesmo tempo, não se dissolveram nela. Eles se espalharam, mas não conseguiram desaparecer; pois em sua fonte, eles são uma sociedade completamente diferente, que está conectada e ligada entre si de outra forma.

Essas duas tendências não podem se misturar. O povo judeu e os outros povos têm tais fontes naturais e espirituais diferentes que uma separação muito clara e tangível existiu e ainda existe entre eles. Isso é impossível de descrever e compreender.

Houve um tempo em que a Babilônia, o berço da humanidade, era como uma família. Depois, ocorreu uma grande erupção do ego e o Rei Nimrod chegou ao poder. A Babilônia, de maneira fundamental, se tornou a capital de todo o avanço daqueles tempos: do misticismo, do oculto, etc.

A Babilônia estava realmente no centro da humanidade. E neste centro, um pequeno ponto foi criado. Era o sacerdote babilônico chamado Abraão, seu pai Tera e seu avô Naor. Eles eram grandes mestres da sabedoria, homens cultos, astrólogos e cientistas. Eles formavam uma família muito educada para aqueles tempos.

De repente, na Babilônia, problemas e diferenças de opinião emergiram. A erupção do ego separou as pessoas e causou brigas, conflitos, lutas entre irmãos, e outros problemas que não existiam no passado. Uma necessidade foi descoberta por tribunais, advogados, guardas, policiais, etc. De fato, os princípios capitalistas de repente começaram a se materializar.

A família de Abraão participou ativamente disso, porque estava essencialmente envolvida no trabalho ideológico com a população.

Assim, os babilônios atingiram uma situação em que decidiram construir a Torre de Babel, o que significa que alegoricamente ela chegou aos céus. Sua arrogância cresceu em dimensões tais que o seu poder, eu diria, a sua audácia e ousadia, explodiu tanto que eles queriam alcançar as estrelas.

Abraão começou a investigar o assunto, porque este assunto tocou-lhe diretamente. Eu acho que ele começou sua investigação por razões totalmente egoístas. Afinal, se as pessoas queriam alcançar as estrelas, isso ameaçava sua profissão, riqueza, poder e autoridade.

Pergunta: Então, no início Abraão decidiu ir num caminho científico simples?

Resposta: Ele tinha que resolver este problema. As pessoas primeiro se voltavam a ele para aconselhamento sobre problemas simples diários: será que elas deveriam irrigar os campos ou não, deveriam ir à pesca ou esperar, quem deveria se casar? Elas perguntavam coisas assim. Mas as pessoas se tornaram tão egoístas, tão imersas no narcisismo, e tão seguras de si, que era como se parassem de sentir uma necessidade por ele.

Abraão sentiu que elas o evitavam, e esta situação ameaçava seu futuro.

Compreensivelmente, eu estou exagerando um pouco, mas, em princípio, deve-se notar que no início ele era um egoísta comum. Ele fazia estátuas de ídolos e as vendia lucrativamente para a comunidade, que as adoravam. No final, todos lucravam com isso, já que a comunidade recebia um sentimento de segurança e Abraão recebia seu lucro.

De repente, as pessoas deixaram de estar satisfeitas com estátuas. Elas sentiram que estavam acima delas. Isso estava ameaçando o próprio Abraão, o seu futuro, a sua profissão e seu status. Então ele começou a investigar o que aconteceu.

É necessário dizer que, em seu coração, ele era um verdadeiro investigador. Em outras palavras, a verdade era mais importante para ele do que seu ganho pessoal.

Quando ele explorou a natureza do fenômeno que havia encontrado no ambiente da Babilônia, Abraão viu uma tendência muito interessante no desenvolvimento do ego. Durante este processo, as pessoas começaram a negligenciar seus ídolos, pois seu ego se tornou como um deus para elas. E nesse sentido, a satisfação, o desejo e a glorificação do ego substituiu todos os outros cultos.

Na era moderna, nós vemos os mesmos processos em todo o mundo. Por que as pessoas se afastam da religião? Porque o ego cresceu nelas. “O que eu tenho que ver com a divindade que está sentada quem sabe onde, se tenho a minha própria divindade: meu ego, meu eu, que é mais importante para mim do que qualquer outra coisa?”

Até agora, judeus e cristãos têm se afastado de sua religião em massa, e no mundo muçulmano, a luta contra o fundamentalismo está acontecendo, uma vez que também estão passando por um processo que os afasta da religião. Quanto aos indianos, eles também têm a mesma luta, mas em silêncio e de forma encoberta. Sua forma é um pouco diferente, mas também está levando ao mesmo objetivo.

Não há nada a fazer sobre isso, uma vez que esta é a forma universal de desenvolvimento. No entanto, uma vez que cada nação tem uma finalidade diferente, isso se expressa de diferentes maneiras.

De qualquer forma, o ego se tornou uma nova religião. Isso é apenas como era no antigo Egito, quando o Faraó disse: “Quem é o Criador para que eu ouça a sua voz? Eu mesmo sou supremo”.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia. Quando Abraão investigou este fenômeno, ele descobriu sua essência: o ego cresceu para tais dimensões que se tornou a imagem ativa central, o poder supremo. Mais elevado na hierarquia da adoração pessoal: para mim não há nada maior do que o meu ego.

E assim Abraão pensou: Como, em geral, é possível enfrentar esse ego?” Suponha que ele realmente é a coroa da criação, o poder supremo da natureza. Na verdade, pelo que eu vejo, a impressão é criada de que o ego humano domina tudo. Ele destrói e constrói; tudo de bom e tudo de ruim é feito apenas por ele, com a sua ajuda, e por sua causa. Mas se o seguirmos cegamente, vamos destruir tudo e aniquilar uns aos outros e toda a civilização”.

Isto é o que Abraão viu. E ele foi ajudado pelo rei Nimrod que ofereceu a sua própria solução: separar-se e distanciar-se um do outro, para acalmar as coisas, e espalhar-se por todo o espaço compartilhado.

Nimrod foi muito inteligente. Ele entendeu que não podia fazer nada contra o que estava acontecendo por si mesmo. Assim, ele trabalhou em prol do processo de separação.

Mas Abraão olhou para a frente: “Ok, vamos nos dispersar. E o que vai acontecer em seguida? Afinal de contas, esta é apenas metade do trabalho. Nós realmente devemos acalmar os babilônios que anteriormente viviam como uma família e se tornaram odiosos entre si. Mas isso só atrasa a descoberta da solução e, a partir deste aspecto não nos aproxima.

“A verdadeira direção egoísta exige que, pelo contrário, nós cooperemos e nos consolidemos. É verdade que o ego separa e nos incita um contra o outro, onde há um conflito de interesses. Mas, por outro lado, nos conecta para que possamos desfrutar um ao outro”.

Portanto, o desenvolvimento egoísta é ambos, e dentro dele existem aspectos opostos. Então, todo mundo sentia isso, mas não sabia como usá-lo.

“Eu sei que eu não posso viver sem o meu vizinho. Sim, eu preciso ficar longe um pouco, estar distante dele onde nós perturbamos um ao outro. Eu suponho que há um rio que corre entre nós agora, ou uma escada se encontra entre nós. Mas, por outro lado, o vizinho produz alguma coisa e eu produzo algo, para que possamos ajudar uns aos outros e, apesar de tudo isso, nós precisamos estar conectados para o bem da nossa satisfação egoísta”.

Aqui o problema de como podemos cooperar corretamente uns com os outros é imediatamente revelado. O exemplo mais claro é os europeus com o seu mercado comum. Quando eles estavam separados, existiam de forma razoável. Certamente, eles estavam lutando o tempo todo, mas existiam. Eles queriam se conectar e não sabiam como fazer isso. Em outras palavras, era ruim de um lado e ruim por outro, e eles não sabiam como trabalhar com o ego.

Mas, na realidade, é impossível trabalhar com ele. Esse problema ficou claro desde o início. Tanto Abraão como Nimrod estavam diante do problema de como transformar o ego numa força vital. Como eu uso o meu ódio para com os outros, a minha dependência dos outros, o meu desejo de dominar os outros numa forma positiva? Nesse sentido, a mesma atitude existe dos outros em relação a mim, que é o desejo de dominar, odiar, conquistar, e assim por diante. Como alguém traz tudo isso para um denominador comum?

Afinal de contas, se não resolvermos o problema, estaremos constantemente imersos em disputas, aniquilação, guerras, etc. Isto é o que temos visto até hoje. As pessoas já estão cansadas ​​de tudo isso.

Olhe para o mundo moderno. Desde o início, sempre houve tumultos em todos os lugares. Logo não haverá qualquer lugar que seja calmo. América Latina, China e Japão se levantarão de novo; em todos os lugares há os primeiros sinais de guerras futuras.

Como podemos embalar nosso ego corretamente? Se esta é uma força natural, como podemos usá-la corretamente?

O uso correto do ego foi uma descoberta de Abraão. Não unilateral, de acordo com o princípio da separação, nem de acordo com o princípio militar de que vai derrotar quem, o que leva à autodestruição, mas um cálculo claro: nós precisamos do ego de modo que do ódio que o tipifica, nós iremos criar as características de amor e conexão mútua.

Em conclusão, Abraão resolveu o problema de como transformar o ego. Sem entrar em detalhes filosóficos, históricos, técnicos e psicológicos, que são inerentes às características da natureza e suas leis, em geral, este é o legado de Abraão.

Como resultado de muitos anos de investigação, Abraão conseguiu entender esse fenômeno natural, e depois de penetrar cada vez mais profundamente no ego, lá ele encontrou o poder superior da natureza.

Ele entendeu por que era necessário que a humanidade passasse especificamente por esse desenvolvimento, de modo que a pessoa vai realmente subir para o nível do Criador. Depois, segue-se que a aspiração da civilização para construir a Torre de Babel até o céu estava certa, mas é necessário construí-la especificamente de acordo com uma tecnologia supraegoísta. O ego humano, o material de construção da Torre de Babel, crescerá continuamente, mas cada um deve estar acima dele. O pequeno homem está acima da pilha, acima da montanha que está em constante crescimento.

Abraão pesquisou todos os componentes que apareceram, contra a sua vontade, naquela pequena humanidade de Babilônia. Ele os utilizou de acordo com a sua designação, e descobriu que na verdade existe apenas uma solução. E ele percebeu esta solução.

Ele percebeu-a reunindo um grupo de seus partidários, seus alunos, que realmente se levantaram aos céus, o que significa que construíram uma torre de Babel espiritual acima do seu ego. Como resultado, eles chegaram ao ponto mais alto da natureza, a característica de doação e amor. Eles cresceram a este nível.

Em outras palavras, Malchut, a base egoísta da humanidade, atingiu o nível de total doação e amor, o nível de Bina.

Para chegar a isso, o grupo de Abraão teve que deixar a Babilônia e trabalhar por muitos anos. Abraão viveu por volta do ano 1700 a.C., e construiu a Torre de Babel correta, ou seja, o Primeiro Templo atribuído ao ano 900 a.C.

Em geral, o conceito da Torre de Babel passou por toda a história humana e a humanidade aspira a isso inconscientemente. Abraão, no final, a construiu, e claramente numa forma totalmente diferente do que os próprios babilônios imaginavam.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14