Textos na Categoria 'Israel'

Portanto, Não Há Mais Guerra

Laitman_006Pergunta: Por que um país tão progressista como a Alemanha, onde viviam os judeus, começou a destruí-los?

Resposta: A Alemanha era o Estado Nacional Socialista, e, via de regra, a formação, que se baseava em princípios socialistas, foi substituída pelo fascismo. Hoje, a mesma coisa pode ser dita do norte da Europa.

Nos países nórdicos, o princípio socialista de distribuição do produto nacional domina, e, portanto, eles agora são atraídos para o nazismo. De um modo geral, não há nada surpreendente nisso. É um percurso natural de desenvolvimento.

A Alemanha chegou ao fascismo naturalmente. Hitler foi eleito por uma maioria do povo. Esta é a forma como a história nos conduz.

Hoje, nós estamos num ponto crucial do nosso desenvolvimento. Ou vamos novamente no mesmo caminho e repetimos os mesmos erros, ou entendemos que temos que alcançar a unificação em nosso mundo integral.

É por isso que nos é dado o método da Cabalá. Nós temos que tornar o dia 09 de maio o último na história da guerra, de modo que isso nunca aconteça novamente.

Da Conversa Sobre o 09 de Maio 06/05/15

Tornar-Se Uma Nação Unificada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que as porções da Luz que vêm a cada dia da Contagem de Omer corrigem cada pessoa ou apenas aquelas que estudar Cabalá?

Resposta: A Luz corrige quem quiser ir do ódio ao amor. As pessoas pensam que a Cabalá lida com alguns espíritos ou poderes místicos.

Na verdade, a Cabalá estuda as forças ocultas da natureza, mas a questão é corrigir o ser humano do ódio ao próximo ao amor ao próximo, que é o propósito de nossa vida.

Essa correção só é possível pelo poder da Torá, como é dito: “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá para a sua correção, porque a Luz nela Reforma”.

A Torá não é um livro, mas a Luz geral, uma força especial, que corrige a nossa natureza e a transforma de mal em bem. Nós ainda estamos no período do exílio, ou seja, afastados da Torá. Não temos a Torá e a abordagem correta para corrigir essa força, porque não usamos esse poder e não corrigimos a nós mesmos.

Portanto, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada, a qual explica que devemos finalmente tomar a força oculta na Torá e usá-la para nos transformar numa nação unificada.

Pergunta: Será que isso só se aplica às pessoas religiosas?

Resposta: Isto não se aplica às pessoas religiosas ou seculares, mas a uma nação! Nós devemos nos livrar de todas as definições anteriores, que estão longe da verdade. Se quisermos ser o povo de Israel na terra de Israel, devemos aceitar a Torá da terra de Israel, isto é, o método da nossa unidade.

Nós só podemos nos tornar um povo se corrigirmos o ódio ao próximo em amor, dentro de nós mesmos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/04/15

As Doze Tribos De Israel

laitman_749_02A Torá, “Números” 1:1 – 1:3: “O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo: ‘Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, conforme o número dos nomes de todo o homem, cabeça por cabeça. Da idade de vinte anos para cima, todos os que em Israel podem sair à guerra, a estes contareis segundo os seus exércitos, tu e Aarão’”.

“O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai”, significa que estamos começando a olhar para tudo o que acontece através do estado de Moisés em nós.

Pergunta: Qual é o significado de: “Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais”?

Resposta: Refere-se à realização completa da estrutura da alma no nível atual. Em geral, nós estamos reconstruindo a alma geral que foi revelada ao homem que e depois foi quebrada. Sua reconstrução tem que ser realizada de acordo com certas fases. Cada unidade deve ter um papel concreto e conexões precisas com os outros.

Como nós fazemos isso? A alma geral é feita de cinco partes: Keter, e outras quatro partes que marcamos com as letras “Yod-Hey-Vav-Hey“. A parte zero (Keter) não pode ser dividida. É como um ponto de onde tudo decorre. Cada uma das seguintes partes é dividida em três linhas: direita, esquerda e média. As três linhas são multiplicadas por quatro, criando assim as doze tribos.

É assim com é feito o cálculo de cada tribo: Todos nós alcançamos o estado de peregrinação no deserto? Isso significa que temos feito tudo em nosso poder, que reunimos tudo acima do atributo de doação absoluta, e, portanto, não temos nada. Cada um de nós é ninguém e nada; nós estamos no deserto. Na verdade, é no topo dessa assembleia que podemos examinar o edifício da alma geral, o que significa a intensidade de cada parte das doze. Isso é chamado de “tomai a soma de toda a congregação” (o cálculo) e isso decorre dos doze filhos de Jacó.

Nós examinamos a estrutura geral de toda a alma e, especialmente, a assembleia geral de pessoas (que, na verdade, não são pessoas, mas seu anseio pelo Criador), e em que medida cada uma delas anula seu eu, em que medida cada uma está conectada às outras e como todas juntas criam um sistema único e unificado.

Mas qual é a intensidade desse sistema? Até que ponto as partes de Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tifferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut estão conectadas corretamente e agem em harmonia mútua? É assim que examinamos o estado da alma geral.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

De Gênesis A Israel

Dr. Michael LaitmanCada uma das cinco partes da Torá representa um nível totalmente novo no desenvolvimento de uma pessoa ou no desenvolvimento de um grupo de pessoas que querem cumprir as condições da Torá, a fim de subir ao nível do Criador.

A Torá é como um elevador espiritual que eleva nossas propriedades para um novo nível. Aqueles que entram nela e fecham as portas estão prontos para trabalhar em si mesmos contra o seu ego. Eles passam por cinco fases egoístas, que são cada vez maiores em sua intensidade e Aviut (espessura), porque o egoísmo é ardiloso.

Ao estudar cada uma das cinco partes da Torá, o ego cresce não só em quantidade, mas também em qualidade. Este é um processo muito difícil e complicado. Mas, ao mesmo tempo, a pessoa fica mais sábia e começa a entender sua natureza egoísta. Além disso, ela penetra as conexões entre todas as partes da natureza, assim como alguém que entra em certa organização e descobre como as pessoas estão conectadas entre si, as políticas da organização e os laços de conexões mútuas entre diferentes departamentos, etc.

No trabalho espiritual, no entanto, a pessoa esclarece a natureza humana e a natureza da alma. Seu avanço é num nível superior, dá uma maior penetração no indivíduo e na conexão geral de todas as partes da alma e de toda a criação.

No início, ela percebe a criação geral de uma forma simples, como uma criança pequena. Depois, ela é dividida, atualizada e separada em partes, para que, por suas conexões e sua divisão, ela penetre mais profundamente neste sistema. Ela descobre novos obstáculos, novas conexões mútuas, leis individuais, etc., e por isso estuda e analisa-o do início (Gênesis) até o fim.

Ela cresce na transição de uma parte da Torá para outra e pode aprender sobre as leis da criação e ser responsável por mantê-las. Há um desejo egoísta numa pessoa de descobrir o Criador, que ocorre apesar da unidade com os outros. Certa fórmula tem que agir nela: eu me conecto e uno com os outros a fim de descobrir o Criador na conexão entre nós, porque é assim que posso preenchê-Lo com alegria, assim como Ele quer me preencher. É neste estado que eu me uno com Ele.

Quando nós começamos a nos relacionar corretamente com nossas condições, diferentes forças de ajuda, apoio e resistência aparecem em nós. Elas são reveladas gradualmente: primeiro no nível zero de desejo e, depois, nos níveis um, dois, três e quatro, de um total de cinco níveis. Há os cinco livros da Torá. Nestas fases, nós avançamos da primeira palavra no Gênesis, “Bereshit” (“No princípio”), até a última palavra, “Israel”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

Fornecer Alimento Espiritual Para A Humanidade

laitman_546_01Nas Notícias (de wordcrisis.ru):Até cerca de um século atrás, 85-90% da população estava envolvida com a agricultura e a alimentação de todos. Hoje, apenas 5% da população está envolvida com a agricultura; e eles alimentam todo o mundo.

“A próxima etapa é industrial. A automação da produção e do uso de novas tecnologias tem tornado milhares de postos de trabalho supérfluos. Hoje, um grande número de pessoas está trabalhando em empregos que são mantidos, ou mesmo criados, especificamente para pagar salários às pessoas. Tudo é feito de modo que não haverá desemprego que leve a distúrbios nas ruas.

“A mobilização de recursos para a manutenção desses empregos inúteis exige que as nações tenham todos os tipos de programas de dívida, vendendo recursos naturais e afins. O princípio do pagamento em troca de trabalho deixou de funcionar. Por essa razão, o capitalismo parou de funcionar e será substituído por uma economia planejada de distribuição que não exige uma acumulação constante de necessidades.

“Quando os produtos supérfluos desaparecerem do mercado, produtos que são produzidos apenas para aumentar as vendas, e a tecnologia da obsolescência planejada for removida de produtos vitais, 10% da população será suficiente para a produção industrial.

“Uma resposta à questão do que fazer com todo o resto do povo, depende do viés ideológico de quem responde. A resposta dos fascistas: aniquilar o supérfluo. A resposta dos liberais: transforme o supérfluo em chips (como um chip de computador em que a informação é inserida), impeçam o acesso à educação, forcem sobre eles ideias sobre “viver para mim mesmo” para que eles morram gradualmente. A resposta dos comunistas: não é necessário aniquilar ou isolar através de uma cultura especial.

“Verificou-se que, se própria a elite escolhida da população pagar através de uma seleção das novas elites, então ela vai definhar e afastar-se da população em geral. Essa é a lei da regressão e da degeneração da elite que se molda. Mas se eles selecionam a elite e não os pagam, então as coisas vão ser ainda pior.

“O retrato de um mundo pós-científico deve se unir dentro dele um conhecimento sobre o mundo, as regras gerais de comportamento e compreensão. Na era moderna, como um substituto para a religião, as ideologias se desenvolveram. Algo novo deve vir agora como um substituto para as ideologias. A sociedade deve ter uma visão geral do mundo. A tarefa principal não é a exploração benéfica das pessoas que não são necessárias, mas encontrar uma nova ideia. Aquelas pessoas que fornecem uma ideia como essa ao mundo terão uma tremenda autoridade”.

Meu Comentário: Eu digo que há um povo como esse (o povo de Israel). Ele tem uma ideia (a sabedoria da Cabalá), que é tomada da natureza, e por isso é a única ideia certa. O povo perdeu essa ideia e, portanto, é dito que “foi para o exílio”, o exílio da ideia. Depois disso, ele deve descobrir a ideia para si e para o mundo inteiro. Tudo está indo nesse sentido. Mas a descoberta dessa ideia, a sua adaptação e absorção pode ser longa e agonizante. Por outro lado, pode ser curta e fácil (o caminho da Luz). Isso depende apenas de nós, os especialistas na sabedoria da Cabalá.

Dia Da Independência: Como Ser Independente

Laitman_931-01Há muitas formas de independência no nosso mundo – política, social, econômica e assim por diante -, mas essa é uma independência fictícia. A pessoa busca sua independência toda a sua vida, mas, na verdade, é limitada em todos os sentidos, razão pela qual precisamos de uma abordagem diferente para nos tornarmos independentes.

A nação de Israel só pode ser independente dentro do Estado de Israel, porque geograficamente é a nossa terra. Se nos conectamos e unimos em nossa terra quando temos a permissão de fazê-lo pela Providência superior, então, é claro, podemos ser verdadeiramente independentes aqui e agora, verdadeiramente independentes e não de forma fictícia.

Nessa terra, devemos dar o exemplo da verdadeira independência ao mundo inteiro, porque não há nada mais sublime do que esse atributo que determina tudo. A isso aspira toda a natureza em todos os seus níveis! Mesmo a natureza egoísta de uma pessoa aspira a ser livre de qualquer forma de dependência, porque senão ela sente que é imperfeita.

Essa é a razão de termos que encontrar uma maneira em que nos sentimos independentes para o bem do nosso ego. Acontece que isto só pode ser alcançado equilibrando-se o estado mais egoísta com o mais altruísta de modo que eles acabarão por se conectar.

Eu li que precisamos viver na terra de Israel, para desenvolver esse Estado, para lutar por ele e, assim, proteger a nossa independência. Eu pensava que não havia outra maneira de se libertar de uma dominação estrangeira. No entanto, quanto mais eu me desenvolvi, cheguei à conclusão de que esse não é o caminho para se tornar independente. A independência é adquirida ao se subir realmente acima dos pequenos conceitos locais de sionismo, política, etc. Nosso objetivo e nossa missão são universais. Isso está acima do tempo e não se refere a nós, pessoalmente, mas ao mundo inteiro. Nós precisamos traduzi-lo à realidade. Então, o mundo realmente vai se tornar independente, unindo-se com a força superior e alcançando o próximo nível de existência, o nível humano.

Tudo depende de nós. Nós devemos descobrir a nossa independência acima de todos os obstáculos e ascender acima deles. Então, o mundo vai receber o que está esperando. A independência é a força definidora que puxa e nos conduz. Isto é o que nós sentimos como uma necessidade tanto no egoísmo como no altruísmo, e ela é alcançada somente no Criador.

De KabTV “Uma Conversa Sobre o Dia da Independência” 02/04/15

Afastar-Se Do Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir. E cairão uns sobre os outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis resistir diante dos vossos inimigos.

Se a nação de Israel não optar por se corrigir voluntariamente, haverá a necessidade de uma força externa muito dura, que suprimirá o ego e a forçará a se comportar corretamente. Isso é chamado de caminho do sofrimento. Junto a esse trajeto, o povo percebe o que eles têm atravessado, o quão longe eles têm se desviado do seu objetivo, e que eles precisam entender plenamente isso, a fim de voltar a cumprir o seu dever. Mas, a fim de fazer isso, os olhos têm que ser abertos para que eles se conscientizem das duas forças na natureza e como elas funcionam.

Você só pode exigir algo de uma pessoa de acordo com seu nível de desenvolvimento. Quando é que uma criança começa a entender que está numa determinada estrutura? Primeiro, ela vai para o jardim de infância, onde aprende o que é permitido e o que é proibido. Isso continua na escola. Somente com a idade de 14-15 anos é que ela se torna responsável por suas ações e entende que há determinadas leis de comportamento que, se ela quebrar, ela pode ser presa pela polícia. Após a idade de 18 anos ela é um adulto, embora ainda não esteja totalmente madura.

De qualquer forma, nós temos que levar a pessoa ao reconhecimento do que ela é obrigada a fazer e por isso ela deve cumprir essa exigência. Só então será possível mantê-la responsável. Esta é a razão de nos submetermos ao longo período de preparação de milhares de anos. O problema hoje é que até mesmo os sofrimentos que temos atravessado não nos ajudam.

A questão é se eles foram suficientes. No final do século XIX, por exemplo, os primeiros colonos chegaram à Israel. Eles estavam prontos para viver em condições difíceis, tais como um clima quente e seco, pântanos que precisavam ser drenados, e o sofrimento da malária, a fim de construir os kibutzim. Em 10 a 20 anos, as pessoas começaram a esquecer tudo isso. A segunda Aliya (onda de imigração) começou, e depois a terceira, mas elas eram pessoas diferentes, porque o ego continuou se renovando. Uma pessoa não acredita que o que aconteceu com ela ontem pode ser repetido hoje. Nem sequer é culpa dela que tudo está apagado de sua memória, pois ela é uma nova pessoa a cada dia. Portanto, o principal é a educação e o ensino dos princípios da unidade nacional e global.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

O Povo De Israel – O Ponto De Conexão Entre Os Mundos

A Torá, “Levítico”, 26:44: Mas apesar de tudo isso, enquanto eles estão na terra de seus inimigos , eu não vou desprezá-los nem vou rejeitá-los para aniquilá-los, assim, quebrando a Minha aliança que está com eles, pois eu sou o Senhor seu Deus.

A tarefa espiritual atribuída à parte da humanidade chamada “povo de Israel” não é transmitida a outros povos e não pode ser transferida para eles.

Isso depende da fundação interior da alma em todos os povos. Se ele é criado a partir daquela parte da iluminação da alma coletiva (Galgalta ve Eynaim) que uma vez que respondeu ao chamado de Abraão, isto não pode ser alterado ou destruído. Esta parte está em cada geração e cria um corpo físico ao seu redor. Desta maneira, tudo avança para a frente. Mesmo se o povo de Israel quisesse, não poderia abandoná-la ou negá-la. Isto é impossível. É uma parte constante do desejo geral, criado pelo Criador, chamada Galgalta ve Eynaim, que é a menor parte, a mais clara e mais próxima da característica de doação.

Deve cumprir o seu destino. Não há como escapar; esta é uma lei física. O povo de Israel é o ponto de conexão entre o nosso mundo e o mundo superior.

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

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Uma Carta Aberta A Michael Douglas Após O Ataque Antissemita A Seu Filho

Laitman_043Depois que seu filho foi atacado por antissemitas, Michael Douglas publicou uma carta no Los Angeles Times:

“No verão passado, a nossa família foi para o sul da Europa, de férias. Durante a estadia num hotel, o nosso filho Dylan foi para a piscina. Pouco tempo depois, ele voltou correndo para o quarto, chateado. Um homem na piscina tinha começado a insultá-lo.

“Meu primeiro instinto foi perguntar: ‘Você estava se comportando mal?’

“‘Não’, disse-me Dylan em meio às lágrimas.

“Eu olhei para ele. De repente, eu tive uma enorme realização do que poderia ter causado a indignação do homem: Dylan estava usando uma Estrela de David.

“Depois de acalmá-lo, eu fui para a piscina e pedi aos atendentes para apontar o homem que gritou com ele. Nós conversamos. Não foi uma conversa agradável. Depois, sentei-me com o meu filho e disse: ‘Dylan, você só teve o seu primeiro gosto de antissemitismo”. …

“Meu filho é forte. Ele tem a sorte de viver num país onde o antissemitismo é raro. Mas agora ele também aprendeu sobre os perigos que ele, como um judeu, deve enfrentar. É uma lição que eu gostaria de não ter que ensiná-lo, uma lição que eu espero que ele nunca terá que ensinar a seus filhos”.

Uma Carta Aberta a Michael Douglas:

Caro Michael,

Meu nome é Michael Laitman. Eu sou um judeu vivendo em Israel. Sua história sobre a experiência que seu filho teve no sul da Europa me tocou profundamente. Admiro a sua coragem de expor o que muitos temem abrir, e sua fama dá peso a uma questão sensível que requer escrutínio.

Como um judeu que nasceu na Rússia, eu tive minha parte de experiências antissemitas. Assim como você, elas não me enfraqueceram, mas ajudaram a moldar a minha identidade judaica, e acabaram levando a minha emigração para Israel. Pode-se dizer que os antissemitas forjaram meu Sionismo.

Meus muitos anos de pesquisa científica estudando filosofia, Cabalá e ontologia moldaram a minha visão de mundo, que é baseada em raízes judaicas estreitamente entrelaçadas com o pensamento científico moderno. Eu dediquei uma grande quantidade de tempo estudando e pesquisando o motivo do antissemitismo, a fim de entender por que esse fenômeno não desaparece, mas apenas ressurge com novos pretextos. Em dois artigos publicados recentemente no The New York Times, “Quem é Você, Povo de Israel?” e “O Que Nós Judeus Devemos ao Mundo? , “eu esbocei minha posição que eu gostaria de compartilhar com você hoje.

Há apenas uma raiz para todas as expressões de antissemitismo. Nem os judeus, nem aqueles que não gostam deles sabem a principal razão para o antissemitismo. Assim como impulsos inconscientes que nos obrigam a executar ações que não podem ser explicadas, o antissemitismo não requer qualquer base racional. Com os primeiros sinais de crises sociais ou financeiras, o antissemitismo fica mais forte e se revela na forma de acusações e reclamações contra os judeus.

A única maneira de erradicar o antissemitismo é arrancá-lo completamente da sociedade. A coisa mais surpreendente é que as vítimas do antissemitismo têm em suas próprias mãos a chave para resolver este problema. Todos nós, cada homem, mulher e criança, nascemos com um desejo básico de viver em paz, segurança e felicidade.

Profundamente enraizada no inconsciente de cada ser humano está a ideia de que isso só é possível se todas as pessoas do mundo aprenderem a tratar umas às outras com sensibilidade e cuidado. Assim como uma família que se preocupa com cada um de seus membros, a humanidade como um todo será capaz de sobreviver apenas se as pessoas forem capazes de se relacionar mutuamente como uma família, não como inimigas.

Muitas gerações atrás, antes da destruição do Templo e do exílio da terra de Israel, a nação judaica estabeleceu uma sociedade na qual eram cultivadas tais relações. Profundamente dentro de nós existe esse atributo dormente; nós temos que despertar esse atributo para que possamos restabelecer as relações de parentesco e amizade por toda a sociedade. Nós nos esquecemos que temos esse atributo, e os outros povos não estão sequer cientes de sua existência.

Os judeus e as pessoas de outras nacionalidades sentem instintivamente que o povo judeu está “retendo” algo especial que não querem compartilhar com as outras nações e que é vital para a sobrevivência da humanidade. Assim, em tempos difíceis as pessoas apontam para os judeus e nós invocamos raiva e ressentimento nelas, que muitas vezes levam à violência. As nações do mundo, instintiva e inconscientemente, sentem esse “algo”, que é o modelo de uma sociedade já construída por nós no passado e a nossa capacidade de manter a sociedade com base na solidariedade, garantia mútua, e cuidado pelos outros.

A antiga sociedade judaica foi baseada no mandamento “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Esse preceito deve voltar a ser obrigatório em nossa sociedade hiperegoísta, mas não temos ideia de como implementá-lo na vida.

Muitas pessoas odeiam os judeus, mas ninguém pode realmente explicar a razão para o seu ódio, e certamente não estão em posição de restringir isso. Como nós continuamos a carregar a semente da responsabilidade mútua de forma inata, temos que despertá-la à vida e compartilhar esse conhecimento exclusivo com o mundo inteiro. Se tivermos sucesso, não só o antissemitismo desaparecerá, mas também todas as formas de ódio deixarão de existir.

A maioria dos judeus não está ciente dessa propriedade dormente e não está sequer ciente de que ela existe. Imagine que lhe dizem que você tem um verdadeiro tesouro em seu bolso e você só precisa tirá-lo para fora do seu bolso para se tornar o dono do inestimável presente. Você questiona a necessidade de encontrar esta joia?

Nós temos um presente precioso chamado “garantia mútua”. Ele dorme em nossos corações e nos recusamos a reconhecê-lo. Se abrirmos um pouco nossos corações, vamos descobri-lo. Nós somos obrigados a compartilhar imediatamente esse tesouro com o mundo inteiro; essa é a única razão dele ter sido dado a nós. É uma propriedade milagrosa “embutida” em nós para que possamos passá-la às outras nações, em vez de armazená-la para nós mesmos.

Caro Michael, essa é a única maneira de tornar o futuro do povo judeu e de toda a humanidade mais seguro e brilhante, e eu espero sinceramente que você se junte a nossa missão.

Respeitosamente,
Michael Laitman

Temer O Som De Uma Folha Ao Vento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: Quanto aos que sobreviverem, eu lhes encherei o coração de tanto medo na terra do inimigo, que o som de uma folha levada pelo vento os porá em fuga. Correrão como quem foge da espada, e cairão, sem que ninguém os persiga. Tropeçarão uns nos outros, como que fugindo da espada, sem que ninguém os esteja perseguindo. Assim vocês não poderão subsistir diante dos inimigos.

Nós temos que cumprir o nosso papel. Essa é a nossa única salvação! Além disso, não faz diferença onde vivemos; nós temos uma missão a cumprir em relação às nações do mundo e, portanto, nem todo mundo tem que viver em Israel. Mas nós temos que nos engajar em cumprir a nossa missão! Se isso requer o retorno físico a Israel, então também teremos que fazer isso. A principal coisa é cumprir a nossa missão.

No entanto, não creio que possamos cumprir completamente nossa missão em algum lugar no exterior. Mas, em Israel, nós temos que fazer tudo ao nosso alcance para que as pessoas saibam da nossa missão e entendam a razão para isso. Mesmo que elas estejam aparentemente em seu lugar certo, a situação não está certa; nós estamos rodeados por inimigos externos e internos.

Tropeçarão uns nos outros, como que fugindo da espada, sem que ninguém os esteja perseguindo. Assim vocês não poderão subsistir diante dos inimigos. Essas palavras se referem ao nosso estado interno. Embora nós sejamos afetados por problemas externos, não será em tal medida, mas começaremos a sentir que a nossa situação é assustadora, falha, tremenda e dependente, sem qualquer base real, porque realmente a trouxemos até nós.

Isso é realmente o que uma pessoa tem que entender. O ponto mais interessante é que nós podemos oferecer a nós mesmos, a nossa nação, ao mundo inteiro, e ao Criador, que está esperando por isso, um futuro brilhante. Mas nós não queremos fazer nada e estamos prontos para sentar e tremer de medo como coelhos assustados. É porque o ruído de uma folha ao vento dificilmente pode ser ouvido, enquanto nós a ouvimos e agitamos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/10/14