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Rosh Hashaná: Primeira Estação A Caminho Da Correção

293.1Os feriados que vêm com o início do Ano Novo judaico simbolizam a entrada de uma pessoa no trabalho espiritual. Na verdade, esta entrada começa muito mais cedo, durante o período de preparação. É por isso que o mês de Elul significa “Eu sou para meu Amado e meu Amado é para mim”. Ou seja, uma pessoa começa a revelar que tem uma conexão com o Criador.

Alguns anos depois de começar a estudar Cabalá, uma pessoa descobre que experimenta subidas e descidas no humor, na compreensão e na percepção dos textos. Então, depois de algum tempo, ela percebe que a espiritualidade só pode realmente ser alcançada por meio da conexão, ou seja, ela começa a acreditar no que leu e se conecta com o material.

Ela entende que não há escolha, é preciso se juntar ao grupo para o trabalho prático. Afinal, não bastam belas conversas, é preciso sentir com o coração e despertar os sentimentos. Isso é necessário para a realização e sensação espiritual, e a realização da própria vida. Ela não quer que a vida passe entre as datas de nascimento e morte e termine sem deixar vestígios. Ela quer superar isso e continuar avançando.

Então ela entende que precisa se corrigir, para ganhar a força de doação acima da força de recepção. O reconhecimento da necessidade de mudança interna é o início do mês de Elul.

Elul é um mês de introspecção: O que posso fazer com minha alma para começar a me aproximar do primeiro contato com o Criador? Estou esperando a revelação da força superior, não para desfrutá-la, mas para me curvar diante dela.

Deixe meu egoísmo se curvar e permita que eu me torne um escravo do Criador. Ficarei feliz em me colocar sob o poder da luz superior e sentir sua perfeição, eternidade e grandeza. Meu desejo de receber está pronto para se curvar diante de tal revelação, para se reduzir e se entregar ao controle da força superior.

É assim que chegamos ao Ano Novo, Rosh Hashaná, cuja essência é proclamar o Criador como o rei de todo o mundo. A força superior está no início, no fim e no meio de tudo, controlando tudo sem exceção. Tudo o que precisamos é nos sentir sob a influência da força superior, como escravos do Criador, Seus súditos fiéis, para receber a fé acima da razão, a força da doação acima da recepção, e começar a usá-la para trabalhar em nosso desejo.

Todo este trabalho se relaciona com o feriado de Rosh Hashaná, o primeiro estágio no caminho para a correção da criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/08/18, “Rosh Hashaná”

Dias Terríveis Do Início Do Ano

610.1O início do ano (Rosh Hashanah) é chamado de dias terríveis porque passamos por mudanças muito drásticas. Estamos trabalhando contra o grande, terrível e genuíno desejo egoísta com a ajuda da grande e terrível força do Criador.

Esse é o início da correção em seu ponto inicial, onde o desejo de receber e o desejo de doar se encontram, e esses dois polos opostos começam a se unir em sua oposição.

Durante o Rosh Hashaná, a pessoa examina a si mesma e vê que está cheia de pecados, e tem que se corrigir para se aproximar do Criador. Portanto, ela decide que deve dar passos em direção ao Criador. Mas ela entende que pode se aproximar do Criador somente quando corrigir seu coração e construir a estrutura de Malchut nele, que será semelhante à qualidade do Criador, Keter, doação e amor.

Ela só pode fazer isso através da conexão com amigos; caso contrário, não será capaz de mudar seu coração. Ela tem que conectar seu coração com seus amigos e mover-se com seus corações de tal forma que todos se tornem um só coração. Então, neste único coração, ela será capaz de sentir a atitude do Criador em relação a eles.

É preferível que haja dez pessoas, nem mais nem menos, de acordo com a estrutura geral originalmente criada pelo Criador. Afinal, as formas de relações entre o Criador e os seres criados passam por dez metamorfoses até atingirem a qualidade do ser criado a partir da qualidade do Criador.

Quanto mais forte conectarmos nossos corações em um só coração, mais daremos ao Criador um lugar para governar. Pedimos ao Criador que seja Rei sobre nós nesta casa sagrada que construímos para Ele, no templo de Sua grandeza. Queremos que se torne um lugar de doação, onde o Criador habitará e preencherá as conexões entre nós com Ele mesmo. Tentaremos melhorar e aumentar essa conexão o tempo todo para que o Criador se revele cada vez mais dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/09/22, “Rosh Hashaná”

“Feliz Ano Novo (De Reflexão)”

Dr. Michael LaitmanDa minha página no Facebook Michael Laitman 25/09/22

Quase toda cultura celebra o início do ano. Cada tradição tem seus próprios costumes, refeições, presentes e significado interior. Para os judeus, celebrar Rosh Hashanah (o início do ano) vem com comidas simbólicas e um dia de julgamento. Este julgamento é o coração de Rosh Hashanah.

Podemos pensar no significado espiritual de Rosh Hashanah como um sistema operacional, como Microsoft Windows ou Apple IOS. A raça humana não surgiu do nada. A evolução tem um propósito, e o sistema operacional leva-a em direção a ele.

O sistema operacional percorre toda a natureza, e todas as criações, mas a humanidade o segue instintivamente. Nós, por outro lado, podemos estudá-lo e manipular partes dele para nosso benefício.

Em Rosh Hashanah, antes de provarmos da cabeça do peixe, dizemos uma bênção: “Que sejamos a cabeça e não a cauda”. Estas palavras expressam nosso desejo de não permanecer alheio ao sistema operacional e governado por ele inconscientemente, mas de tomar conhecimento dele e de direcionar nosso desenvolvimento em uma direção positiva.

O sistema operacional invariavelmente leva a um estado de harmonia e equilíbrio entre todos os elementos da realidade. O objetivo é trazer toda a humanidade para um estado de unidade e proximidade como se fôssemos uma única família calorosa e amorosa. O sistema não se esforça pela igualdade, para nos fazer todos iguais, mas por complementaridade, para nos fazer complementar uns aos outros para que cada um de nós contribua com nossas habilidades e talentos únicos para o bem comum, e desfrute das contribuições de todos os outros, assim como uma família amorosa onde todos ajudam a todos os outros porque se preocupam com eles.

À medida que estudamos o sistema, percebemos gradualmente como somos opostos ao estado de proximidade e cuidado. Essas realizações precedem Rosh Hashanah, e são chamadas de Selichot (pedir perdão). Selichot são orações que dizemos quando sentimos como somos opostos ao estado de equilíbrio e cuidado mútuo.

A palavra hebraica para “oração”, por sinal, é Tefilla, que vem da palavra Haflala, ou seja, criminalização. Durante uma oração, nós “criminalizamos” a nós mesmos, ou seja, descobrimos que somos criminosos e, portanto, pedimos perdão. O crime que percebemos que cometemos diz respeito ao sistema operacional, ou seja, que fomos egoístas, pensando em nós mesmos e amando apenas a nós mesmos, em vez de abraçar toda a criação e trabalhar a seu favor. Na espiritualidade, o egoísmo é sempre o único pecado, já que todo erro que fazemos vem apenas de pensar em nós mesmos.

O Rosh Hashanah físico acontece uma vez por ano. No entanto, o processo de reflexão, arrependimento, pedir perdão e orar para se tornar mais amoroso não se limita a nada. Ele pode e deve ser um ciclo constante que fazemos internamente. Cada vez que completamos um ciclo de pedidos de perdão, chegamos a outro Rosh Hashanah, até que a próxima realização do egoísmo emerge em nós através de nossos esforços para corrigir nosso egoísmo e tornar-se mais cuidadoso.

Quando o ciclo de Selichot acaba e chegamos a Rosh Hashanah, não só queremos ser a cabeça e não a cauda, como também celebramos a correção de nossas qualidades corruptas. Simbolizamos isso mergulhando uma maçã em mel. A maçã representa o coração, e o mel significa adoçar (corrigir) o egoísmo com o cuidado com os outros.

Outro costume é comer Rimon (romã). Uma romã tem muitas sementes. Cada uma delas representa um desejo egoísta. Comê-los significa corrigi-los do egoísmo à doação, o que nos dá uma sensação de Romemut (exaltação, note a semelhança com a palavra Rimon).

Finalmente, em Rosh Hashanah, sopramos o Shofar: um chifre festivo. O sopro do chifre representa nosso anseio por correção do descuido e ódio dos outros em ser amoroso, conectado e unido como um com todas as pessoas do mundo. A palavra Shofar vem da palavra aramaica Shufra (o melhor dos melhores). Este é o estado que alcançamos uma vez que todos os nossos desejos foram corrigidos e nos unimos como uma família amorosa e global.

O Principal No Amor

917.01Pergunta: Existe alguma semelhança entre o feriado de Tu B’Av e Purim?

Resposta: Sim, claro. Ambos os feriados falam da mais alta condição possível.

Pergunta: Você poderia dar uma pequena fórmula do amor?

Resposta: A fórmula do amor? Não sei. Acho que é H₂O.

Pergunta: Assim mesmo?

Resposta: Sim. O mais importante no amor é a justificação do outro. Permanentemente! Ceda ao outro o tempo todo, justifique-o o tempo todo e faça mais elogios.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 05/08/22

Conhecimento De Cabalá

528.04Pergunta: Qual é a diferença entre o que a ciência da Cabalá oferece à humanidade e o que a educação comum ensina sobre amar uns aos outros e ser bons filhos? Qual é o nosso know-how?

Resposta: Nosso know-how é que precisamos criar grupos nos quais as pessoas se comuniquem e comecem a sentir que ao se aproximarem realmente entram em um sentido de mundo completamente diferente, que existe na proximidade, não das crianças, mas dos adultos, estes devem se elevar acima de seu egoísmo, acima da força que os separa uns dos outros.

As pessoas devem entender que, ao se aproximarem, apesar das forças egoístas opostas, serão capazes de sentir um estado completamente diferente de si mesmas, dos outros e da conexão entre elas e os outros.

Elas devem começar a sentir o novo estado da sociedade, que se baseia na amizade, no amor e no apoio mútuo. É isso que precisamos ensiná-las.

Em princípio, esta é a base do feriado Tu B’Av (Dia do Amor) que segue o dia 9 de Av, que representa a quebra, a separação. O dia 15 de Av (Tu B’Av) significa, ao contrário, unificação, proximidade.

De KabTV, “Expresso de Cabaká”, 05/08/22

Desenvolvendo O Amor Verdadeiro

632.3Pergunta: Na cadeia de feriados judaicos, Tu B’Av (Dia do Amor) ocupa um lugar bastante modesto, embora, a julgar pelo nome, seja um feriado muito elevado.

Qual é a essência deste feriado que está escondido no momento?

Resposta: Tu B’Av (Dia do Amor) é uma celebração do renascimento, nascimento, unidade, e eu diria até união de todas as partes da natureza.

Pergunta: Vemos o que está acontecendo no mundo hoje. Por um lado, ao longo do desenvolvimento da humanidade o amor é algo importante para uma pessoa. As pessoas escrevem sobre o amor, falam sobre ele, lutam por ele de alguma forma, pensam que se amam — parentes, pessoas próximas, amigos etc. Por outro lado, elas se destroem e se odeiam.

Existe uma tal diferença de potenciais. Por que isso acontece?

Resposta: Amor e ódio são dois polos que cimentam qualquer sociedade. Um é impossível sem o outro. O amor pelas pessoas se estabelece a partir da atitude dos pais em relação ao filho, principalmente da mãe em relação ao filho. É por isso que acolhemos tanto o amor, somos gratos por ele e nos desenvolvemos através dele.

Mas o fato é que precisamos desenvolver um amor completamente diferente, amor entre todas as pessoas, não porque existe amor de mãe por filho, ou filho por mãe, ou entre homem e mulher, e assim por diante.

Ou seja, deveria haver uma base totalmente diferente que estabelecesse laços de afeto, amizade, amor, assistência mútua e apoio mútuo entre nós, laços que conectassem toda a humanidade independentemente de quaisquer sinais externos: preto, branco, amarelo, vermelho, não importa que tipo de pessoa. É isso que a natureza exige de nós.

Eu epero que percebamos que essa é a abordagem do mundo de que precisamos e chegaremos a ela.

Pergunta: A natureza nos dá as ferramentas para nos aproximarmos dessa abordagem?

Resposta: Sim, temos o suficiente para isso. Muito se fala sobre isso na ciência da Cabalá porque tudo é baseado na criação de amor entre as pessoas.

De KabTV, “Expresso de Cabalá“, 05/08/22

Sentindo Nosso Futuro

229Pergunta: Há sempre algum tipo de luta e rejeição mútua entre nós. Como as pessoas podem introduzir a complementação mútua entre elas e começar a coexistir realmente juntas, realmente juntas? Que papel o conceito de amor verdadeiro, do qual você sempre fala, desempenha nisso?

Resposta: As pessoas precisam ser ensinadas. Elas precisam ser constantemente ensinadas como é importante estar conectadas entre si, o quanto precisam de apoio uma da outra O mais importante é o propósito.

Elas devem se unir e sentir constantemente que, dia a dia, estão cada vez mais próximas uma da outra. Esta aproximação uma da outra as eleva cada vez mais ao Criador, à única força da natureza. Elas devem sentir seu futuro nisso.

Praticamente, é para isso que existimos, para dar vários passos em direção ao Criador durante nossa vida. E vamos continuar mais. Não importa como ou quando.

É isso que precisamos levar em consideração. Portanto, devemos desenvolver ainda mais os fundamentos que podemos receber de nossa mãe e da escola.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 05/08/22

“Árvore” No Sentido Espiritual

632.3Comentário: Rabash tem um artigo sobre Tu B’shevat (o novo ano das árvores) no qual conta como cuidar das árvores, preparar o solo, fertilizar, fazer algo com as raízes, remover galhos secos. É claro que estamos falando de uma árvore dentro de uma pessoa, ou seja, de seu trabalho interior.

Minha Resposta: De fato, para obter bons frutos das árvores, muito trabalho deve ser feito em torno delas. Citando as árvores como exemplo, o Rabash se dirige a uma pessoa que deve crescer para se tornar uma árvore frutífera.

Por exemplo: preparar o terreno significa preparar o ambiente certo ao seu redor. Adubar o solo significa trazer bons e belos livros e jogos para uma pessoa com a ajuda de que ela possa se desenvolver corretamente.
Remover galhos secos significa remover o que não trará bons frutos para que não interfira no progresso.

Pergunta: Poderia ter sido descrito de outra maneira?

Resposta: Não. O Rabash dá um exemplo tão bonito e completo, o que é incrível.

Pergunta: Existe um livro A Árvore da Vida, que foi escrito pelo maior Cabalista do século XVI, o Ari. Sobre o que é isso?

Resposta: É sobre o governo das criações do Criador através de todos os mundos até o nosso mundo mais baixo, para que possamos subir deste estado inferior através de todos os mundos até o nível do Criador.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 14/06/22

É Possível Fazer Sem Pragas Egípcias?

962.2Pergunta: O mundo hoje se assemelha às pessoas que estão no exílio egípcio. E o que está acontecendo hoje é semelhante às pragas egípcias. Como a Torá é a fonte de todas as religiões e todas as práticas espirituais, por favor, comente uma citação muito universal da Torá que se refere ao mundo como uma nação.

Está escrito: A Torá, Êxodo, 3:17 “E eu disse: ‘Eu os farei subir da aflição do Egito, para a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos os jebuseus, para uma terra que mana leite e mel.’”

A palavra “os” (vocês) implica o mundo. O que isso significa?

Resposta: Que o Criador nos tira do controle do nosso egoísmo comum, que, em princípio, Ele criou e sustenta para nos mostrar a saída real para uma existência bondosa, mútua e correta. Esse é o nosso bom futuro imediato.

Pergunta: Significa que estamos sob o controle do egoísmo. Essa é a escravidão egípcia?

Resposta: Sim, toda a humanidade está nela.

Pergunta: É apenas o Criador que pode nos tirar desse estado?

Resposta: A mesma força que criou a força negativa se inverte e se transforma em uma força positiva. Ou seja, a força que nos levou até lá também nos levará para fora.

Pergunta: Além disso, está escrito sobre o processo: A Torá, Êxodo, 3:19: “No entanto, eu sei que o rei do Egito não permitirá que vocês partam, exceto por uma mão poderosa”.

O que isso significa para o nosso mundo hoje?

Resposta: Se não pressionarmos o egoísmo que o Criador criou e sustenta em nós, se não aplicarmos uma força ainda maior que ele que forçará o egoísmo a começar a mudar, a recuar, isso nunca acontecerá. O Criador o mantém. Significa que o Criador deve derrotar e superar a Si mesmo. É assim que saímos do controle do egoísmo.

O fato de que estamos sofrendo agora, que o mundo está sofrendo, é o estado natural do mundo pelo qual ele deve passar para avaliar claramente o que é bom e o que é ruim.

Pergunta: É isso que o Criador está fazendo conosco?

Resposta: Sim. Devemos ler a história “O filho pequeno veio ao pai” em nossa infância e realizar este estudo dentro de nós mesmos.

No momento, ele sente que é uma criança pequena e que precisa descobrir como viver. Por isso, pergunta ao pai: “O que é bom e o que é mau? Eu não sei onde estou. Dou cada passo e me parece que é bom, mas acaba sendo mau”. E ele recebe uma explicação.

Pergunta: E seu pai lhe explica que o rei do Egito não o deixará sair. Mas eu vou fazê-lo fazer isso com uma mão poderosa.

A quem se dirige a mão poderosa: ao rei do Egito ou a mim?

Resposta: A mão poderosa está apontada para o rei do Egito que está dentro de você, para o egoísmo que está dentro de você para que você queira que a boa força da natureza vença a força maligna da natureza. Tudo isso está apenas dentro de nós.

Comentário: Então há esta frase da Torá, Êxodo, 3:20: “E estenderei minha mão e ferirei os egípcios com todos os meus milagres que realizarei no meio deles, e depois ele os deixará ir”.

Minha Resposta: Todo o mal que existe no egoísmo deve ser revelado e uma pessoa deve vê-lo, senti-lo, no presente e no futuro possível. Então ela verá como o Criador muda tudo para o oposto, e por isso a pessoa louva o Criador.

Estamos falando das dez pragas que arrancam uma pessoa de seu egoísmo. Estas são as dez qualidades que chamamos de Sefirot, das quais nos separamos.

Pergunta: Podemos avançar sem pragas?

Resposta: Se você mesmo quiser fugir sem elas, você pode.

Pergunta: Poderei querer?

Resposta: Para fazer isso, você precisa se engajar na autoeducação; isto é, convença-se de que mesmo o pequeno mal que agora é revelado em você é revelado em você em relação aos outros, e você deve fazer tudo para odiar essas qualidades em você. Então você gradualmente se distanciará delas, até a separação completa.

Pergunta: Quem são Moisés e seu irmão Arão para o mundo? O que é isto?

Resposta: Estas são duas forças que nos levam para fora do estado do egoísmo para a qualidade de conexão e amor entre nós e entre nós e o Criador.

Pergunta: Como elas aparecem em uma pessoa? Em que ponto?

Resposta: Uma pessoa começa a extraí-las de si mesma. Elas existem dentro dela. Em geral, tudo existe dentro de uma pessoa. Uma pessoa é um mundo pequeno. O único problema é que precisamos nos sintonizar para encontrar essas forças em nós mesmos, extraí-las, começar a trabalhar com elas e tratar tudo ao nosso redor dessa maneira por meio dessas duas qualidades.

Então o mundo muda. Se eu olhar para o mundo através delas, torna-se diferente.

Pergunta: Moisés e Arão vêm ao Faraó. O Criador lhes disse: “Vão”, e eles foram. Eles dizem: “Deixe meu povo ir”. E o Faraó disse: “Quem é o Senhor para que eu ouça sua voz para deixar Israel partir?” O que é isto?

Resposta: Povo é uma pessoa com todas as suas qualidades. A pessoa deve sair do controle do egoísmo sob outro controle. Isso se chama “deixe meu povo ir”.

E o Faraó responde: “E quem é este Deus?” porque o Faraó como se não soubesse disso com certeza. A tarefa do Faraó é enganar uma pessoa para que ela não entenda onde está. Para que mais tarde ela possa determinar claramente o que é o Faraó, o Criador, o Egito e fora do Egito.

Faraó é o nosso egoísmo que diz: “Não quero conhecer nenhum Criador. Eu não O conheço”. Porque “conhecer” significa compreender e obedecer.

Pergunta: O egoísmo sempre resistirá à natureza, ao Criador?

Resposta: Absolutamente! Nunca podemos sair de nossa natureza enquanto permanecemos nela. Um contradiz o outro.

Pergunta: A reação do Faraó ao pedido de Moisés e Arão para deixar o povo ir foi simples. O Faraó disse, Êxodo, 5:9: “Deixe o trabalho pesado sobre os homens” – sobre aqueles que eles querem liderar por egoísmo, sobre esses desejos – “e que trabalhem nisso, e não deem atenção a mentiras”.

Tudo isso é discurso vazio para o Faraó. É como se Ele estivesse se vingando; ele diz: “Você quer levar o povo para fora? Vamos sobrecarregá-los com trabalho agora”.

Podemos comparar isso com o fato de que em nosso mundo estamos sobrecarregados de trabalho?

Resposta: O que importa se eles querem ou não querem? Eles apenas prolongam seu sofrimento com isso. O que mais pode ser feito? Acumular ainda mais trabalho sobre eles é o que o Faraó faz. Tranque-os em algumas preocupações mesquinhas. Tranque-os em tais estados sociais, familiares e outros que eles serão como pequenos insetos.

Pergunta: Então essas preocupações e problemas que existem no mundo agora, a quantidade louca de notícias, é este o trabalho vazio que está empilhado sobre nós? Todas as nossas ações no nível desta terra não levarão a nada?

Resposta: Acho que as pessoas já entendem isso. Além disso, há guerras, sofrimentos, medos e ansiedades.

Pergunta: É para nos afastar de todo esse trabalho inútil?

Resposta: Sim. É tal estado que uma pessoa é como um coelho sentado sob uma bardana e tremendo. Este é um estado tão lamentável para um ser tão grande e potencial como o humano.

Pergunta: Você acha que uma pessoa já está começando a entender isso?

Resposta: Ela já ouve algumas coisas. Ela não sabe como sair desse estado, mas entende que “sim, sou eu, somos nós”. E o que vem a seguir? Ela não pode ver o que vem a seguir.

Se ela tivesse pelo menos um pouquinho, um pouquinho de alguma pequena visão à frente, se fosse capaz de ver através de uma fresta que ainda há uma oportunidade, ela certamente teria força. Não em si mesma, mas na unidade entre elas. É isso que precisa ser revelado aqui! Afinal, as pessoas estão certas: “De onde viemos, o que somos e para onde vamos? Nada. Cada um é por si”.

Pergunta: No entanto, você está dizendo que todo o segredo está na conexão. Você pode revelar isso para nós?

Resposta: É impossível sair deste estado em que estamos agora. Continuaremos a azedar nele até que nos cimente nas pirâmides do Faraó.

Isso é o que o Faraó quer de nós. Para que voluntariamente concordemos em entrar junto com ele nesta enorme tumba e deitar lá bem, do jeito que eles jazem lá. Assim continua nosso caminho eterno no egoísmo. Sem mudar — como aquelas múmias.

Mas se seguirmos o caminho da conexão e da unificação, seremos capazes de quebrar esse forte manto egoísta que nos cobre, nos cerca, fecha todos os nossos sentidos, e seremos capazes de sair correndo de lá e escapar.

Pergunta: É isso que a humanidade está enfrentando agora? Estamos, como que, sob esse “manto”?

Resposta: Sim, e definitivamente sairemos disso. Nós definitivamente sairemos.

Comentário: Então está escrito: A Torá, Êxodo, 5:22-5:23: “Então Moisés voltou ao Senhor e disse: ‘Ó Senhor! Por que Você prejudicou este povo? Por que Você me enviou? Desde que vim ao Faraó para falar em Seu nome, ele prejudicou este povo, e Você não salvou o Seu povo’”.

Minha Resposta: Uma pessoa não entende o que mais ela precisa fazer para sair do estado egoísta. Mas para o Faraó, esse desejo de uma pessoa de sair do egoísmo não é suficiente. Ela precisa de um grande desejo extra, adicional. Para que uma pessoa se volte para Ele. E não com reprovação, mas com um apelo para que o Criador vá adiante deles e os conduza para fora do Egito com as mãos. Isso é o que ainda está faltando.

Portanto, o Criador envia Moisés de volta. Ele diz: “Vá e peça”. E dez vezes para frente e para trás dessa maneira até que Moisés já sente que é isso, todas as forças, todas as intenções e todas as possibilidades secaram e só então eles conseguem escapar do Egito.

Pergunta: É quando chega a última décima praga que o Faraó diz: “Vocês podem sair”?

Resposta: Sim.

Pergunta: A última praga é a morte dos primogênitos. O que ela é do ponto de vista Cabalístico?

Resposta: É a condição que o homem tinha quando existia no mundo antes mesmo de todas essas revelações. Que eu existo em um mundo egoísta, estou nele, estou sob o controle da força superior. É assim que eu me desenvolvo e vivo.

A morte do primogênito significa que eu arranco todos os meus fundamentos egoístas primários e originais e rompo com tudo o que me ligava ao passado.

Pergunta: Por que é tão assustador para o Faraó?

Resposta: Porque a conexão com ele, com o Faraó, está realmente rompida. Ou seja, uma pessoa se recusa a estar sob seu controle e a se conectar com ele. Uma pessoa está pronta para se elevar acima de si mesma, não importa o quê! Aconteça o que acontecer, apenas para não ficar sob o controle do Faraó!

Só então o Faraó deixa a pessoa ir. É para isso que ele existe, para levar uma pessoa a tal estado.

No momento em que esse pensamento, esse desejo, “Aconteça o que acontecer, não importa o que aconteça, apenas não com o Faraó, não sob ele”, aparece em uma pessoa, então tudo acontece. Isso é chamado de “morte do primogênito”, ou seja, de toda a base da existência egoísta de uma pessoa.

Pergunta: A humanidade precisa alcançar tal clamor, tal grito, tal estado? Só então é possível escapar do controle do egoísmo?

Resposta: Claro.

Pergunta: É possível que todas as pessoas cheguem a tal estado?

Resposta: Para cada pessoa, de acordo com sua medida. Isso vai acontecer.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/04/22

Shavuot: Qualquer Coisa Menos Isso

507.05Comentário: O feriado de Shavuot é a celebração da entrega da Torá no Monte Sinai. Também é chamado de Festival da Colheita. Acontece que todas as leis, toda moralidade, todas as práticas espirituais e todas as religiões começam a partir deste ponto: o Monte Sinai.

Minha Resposta: Há uma oferta de cima, uma revelação ao mundo de cima da metodologia de sua existência e sua correção gradual a um nível onde ela entra na eternidade e perfeição.

Pergunta: O que foi dito ao mundo desde cima?

Resposta: Foi dito ao mundo que nosso mundo existe em um grau baixo, corpóreo, e nós existimos nele como os egoístas, os mais nocivos, os mais insignificantes e inúteis em comparação com todas as outras criaturas da natureza.

No entanto, temos a oportunidade de subir ao nível mais alto de toda a natureza, ou seja, à sua raiz superior, que está no infinito em relação a nós em altura.

E nós podemos fazer isso. Caso contrário, nossa vida aqui neste planeta será continuamente interrompida por vida e morte, vida e morte para cada um de nós. Entre a vida e a morte haverá também guerras, sofrimento, fome e muitos, muitos outros problemas. Assim, toda a nossa existência será um sofrimento contínuo.

Pergunta: O que foi dito? Como nos movemos em direção a este bom estado de que você falou?

Resposta: É muito simples. A principal lei da Torá é “Ame o seu próximo como a si mesmo”. É isso! Então, vá e faça.

Pergunta: Foi dito neste exato momento? Por que não ouvimos?

Resposta: Não ouvimos nada. Ouvimos o que foi dito e imediatamente perguntamos: “Você tem outra Torá?” A resposta foi: “Não, não há outra. Esta é a melhor coisa para vocês, mesmo que vocês não entendam. Portanto, peguem e façam”.

Comentário: Acontece que estamos evitando essa lei simples há milênios.

Minha Resposta: Sim. Qualquer coisa menos isso!

Pergunta: É isso que simboliza o feriado de Shavuot: viva de acordo com esta lei e tudo ficará bem?

Resposta: Sim. Mas Shavuot já é um feriado para pessoas avançadas. São pessoas que estavam dentro de seu egoísmo, sentiram sua nocividade, malignidade e inevitabilidade. Elas perceberam que a única maneira de se livrar dele era simplesmente fugir dele: apenas fugir! Quando elas estavam fugindo, elas estavam prontas para qualquer coisa, até a morte só para não ficar dentro do egoísmo!

É por isso que elas pularam no mar e o atravessaram em terra firme. Elas chegaram a um estado em que estavam prontas para receber as leis do mundo superior em vez de nossas leis naturais egoístas. Basicamente, “Faremos e ouviremos”.

Foi quando elas receberam a Torá. O que significa receber a Torá? Significa que tomo para mim as leis do mundo superior. Eu quero viver não em nosso mundo corpóreo como existimos hoje e ainda pior, isso é o que a Torá nos promete, mas subir mais alto para as qualidades, para as leis do mundo superior. Essas leis são simples: amor ao próximo, amor a todos, aceitar todos como parte de seu corpo, sua alma, seu “eu”.

Pergunta: Elas são tão relevantes agora como nunca antes?

Minha Resposta: Sim, cada vez mais. Como somos egoístas, percebemos tudo de acordo com o que sentimos em nossas qualidades egoístas. Portanto, o que podemos fazer? Sentimos que estamos vivendo de maneira errada, mas fechamos os olhos para a maneira de viver corretamente e não podemos aceitar essa lei superior do amor ao próximo.

Por que você não faz isso? Você vai pagar alguma coisa por isso? Não. Você vai sofrer com isso? Não. Você não encontra imediatamente algum tipo de rejeições opostas, relacionamentos antagônicos: nada disso! Basta ir em frente e fazer isso. “Não posso!”

Agora, se, pelo contrário, houve um jogo tal que há um inimigo contra você, e você está contra ele. Aqui, porém, nem mesmo esse inimigo é visível; está dentro de você, seu egoísmo, e você não pode fazer nada. Portanto, ele nos compra dessa maneira.

Pergunta: Esta serpente dentro de mim? Como posso conquistá-la de qualquer maneira? A hora finalmente chegou!

Resposta: É toda uma metodologia. Diz aqui como fazer.

Basicamente, não sou eu quem está fazendo isso, mas a força superior. Ela faz tudo, mas de acordo com o meu pedido.

Só posso fazer um pedido se for apoiado por outras pessoas ao meu redor. Vou pensar na correção delas e não na minha correção, e é assim que vamos nos ajudar juntos. Basta conectar-se com mais alguns amigos no fato de que desejam alcançar essa conexão mútua.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 30/05/22