Os Mundos São Nossas Relações Corretas
A sensação de conexões entre nós é chamada de mundo. Os próprios mundos não existem. Não devemos pensar que quando subimos a escada espiritual, entramos no primeiro, segundo ou terceiro andar. Estes pisos não existem; eles estão todos dentro de nós e nós os formamos a partir de nossas relações uns com os outros.
Portanto, a palavra “mundo” vem da palavra “Nehelam – desaparecer ou aproximar. Ou seja, somos nós que criamos os mundos, as nossas relações específicas.
Se elas atingirem as propriedades acima do egoísmo no primeiro nível, então começaremos a nos sentir no mundo de Assia. Isso já é um mundo espiritual, ou seja, um estado onde podemos dar e receber, mas não da mesma forma que o nosso mundo.
Parece-nos que aqui também nós damos e recebemos. Na verdade, só recebemos o tempo todo, pois não podemos dar. Mesmo que dermos fisicamente, ainda perseguimos o objetivo de receber. Nunca podemos fazer nada oposto ao nosso desejo original.
Portanto, tudo o que existe hoje ao nível do nosso mundo e no nosso estado requer correção. Temos que estabelecer conexões entre nós onde sempre queremos dar um ao outro, tanto na intenção quanto na ação, para nos realizarmos e fazermos algo que o outro deseja.
Assim chegaremos ao estado onde as relações entre nós começarão a formar o próximo mundo – um estado superior onde a propriedade de doação se manifesta no primeiro nível egoísta e aparece em nós.
Portanto, há mais egoísmo na pessoa que sobe mais alto. É nele que ela constrói suas relações com os outros, dando-lhes e, assim, sentindo-se num mundo cada vez mais elevado.
Ela sente a sua existência em alguma propriedade de doação, talvez apenas de 5 a 10%, mas isto já é alguma revelação do Criador. Dessa forma, ela passa a compreender o conceito de natureza, sua criação e origem, seu desenvolvimento e as transformações pelas quais ela e essa natureza passam. É assim que percorremos nosso desenvolvimento.
Da Lição Diária de Cabalá 24/02/20, “Preparação para a Convenção”