Textos na Categoria 'Zohar'

O Sistema Independente de Conexões

Dr. Michael LaitmanEu só posso desejar a correcção pela doação se o ambiente me apoiar nisto. O desejo de doação manifesta-se e age apenas na minha conexão com os outros; portanto, eu preciso da assistência deles na forma da “garantia mútua”. À medida que eu os apoio, eles apoiam-me. Este é um sistema. À medida que eu o activo, eu recebo dele.

Ao desejar juntar-me ao grupo e me conectar com os outros, eu desencadeio uma reacção contrária a mim. Os outros passam-me as formas correctas da nossa conexão sem sequer estarem conscientes disso. Uma vez que existimos numa rede, eles mostram-me o tipo de conexão que temos.

Esta conexão não é apenas um desejo de doação; pelo contrário, é uma garantia que fortifica a nossa conexão. Isto ocorreu em resposta ao meu pedido. Então, eu volto-me a eles com um recipiente (vaso) preparado (Kli), com um sistema preparado de conexões que consiste de 613 elementos (Taryag). Sem o saber, eu activo o sistema inteiro. Então, ao nos conectarmos uns com os outros nós reanimamos o sistema inteiro entre nós. 

Garantia mútua é um conceito muito profundo. Ele refere-se à vida e à activação do sistema interno de conexão entre nós. Nós precisamos apenas recuperá-lo interiormente e começar a usá-lo.

Caso contrário, eu posso gritar sobre o meu desejo de estar conectado aos outros, mas como posso eu fazê-lo? Compreendo eu como me conectar com cada pessoa e com todos juntos? É porque eu os desperto que eles começam a me influenciar e a me passar as formas da nossa conexão. Eles podem estar conscientes disso; isso não é importante. Mesmo assim, nós activamos este sistema de conexões.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 25/04/10, O Zohar

O Zohar: Um Guia Para As Raízes Espirituais

Dr.  Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Os autores de O Zohar escreveram o livro para a nossa geração. Eu acabo de começar o caminho espiritual. Porque descrevem eles tão escrupulosamente tais graus elevados? Que significado posso eu obter destes comentários para mim mesmo?

Minha Resposta: Os graus e os estados descritos em O Zohar são na verdade os estados do Mundo de Atzilut. Estes estados têm um relacionamento com cada grau, até o mais inferior, quando a pessoa está meramente a ler este livro sem compreender nada dele.

Não é exactamente importante o que lemos em O Zohar. A pessoa que abre este livro pela primeira vez pode ler sobre os mais remotos sistemas do mundo espiritual. Muito mais importante, o desejo da pessoa conecta-a com a Raiz Superior. Daí, ela precisa de atrair a Luz sobre si mesma e deixar que esta Luz a eleve até à sua Fonte.

É por isso que o Baal HaSulam não se limitou a si mesmo apenas a um livro sobre Cabalá, que a pessoa pudesse ler e ao qual se referir, repetidamente. Em vez disso, ele escreveu milhares de páginas do Talmud Eser Sefirot para descrever as Raízes Superiores e transmitir tudo o que é necessário para nossa ascensão.

Porém, isso não significa que a pessoa precisa ler todos os livros. Ao estar conectada com o texto, ela desperta a influência das suas Raízes Superiores sobre si. Assim, é vantajoso ler qualquer texto, independentemente se nós o compreendemos ou não.

Ao preparar O Zohar para Todos para publicação, nós apresentamos o Zohar inteiro, excepto as partes que descrevem a investigação e comparação de fontes. Nós fazemos-o porque isto pode interessar apenas aos investigadores, mas não aos que anseiam alcançar equivalência com o Criador.

Nossa principal preocupação é ajudar as pessoas a “entrar” na espiritualidade, a revelar a Luz Superior, e estabelecer contacto com o Criador. Esta é a razão pela qual preparamos O Zohar numa versão ligeiramente mais simplificada, mas, apesar de tudo, numa versão certamente suficiente para permitir que a pessoa entre na espiritualidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 21/04/10, O Zohar

A Canção da Ascensão

No Zohar, o capítulo “Shemot (Êxodo),” Item 333: Os ministros inferiores são chamados de “levitas”, porque eles acompanham e participam “lá de cima” como um [Livui significa acompanhamento], e porque aquele que escutar o canto se une e se sua alma adere ao superior, o Criador.

A música é a revelação da Luz de Hochma na Luz Hassadim, a maior revelação que existe. “A Música Das Músicas ” é o pico de adesão, ligação e união entre a criatura e o Criador. Salmos são as canções que o Rei Davi (Malchut) revelou na linha média, pois elas são as revelações da Luz de Hochma na Luz Hassadim.

Às vezes parece que o rei Davi chora; sem saber o que fazer, e se esconde dos inimigos , ainda na escuridão, ele revela Hassadim, a misericórdia do Criador. Assim, é uma canção. [Leia mais →]

Quando o Exílio Chega A Sua Conclusão

No Zohar, o capítulo “Shemot (Êxodo),” Item 340: “E sucedeu que, no decurso de muitos dias.” Este foi o fim de seu exílio, quando Israel foi escravizada em qualquer trabalho. “Em muitos dias”, que significa muitos dias de estadia de Israel no Egito, quando o fim chegou. E quando seu exílio chegou à sua conclusão, está escrito: “O rei do Egito morreu”, significando que o ministro do Egito, foi derrubado e caiu de seu orgulho. É por isso que está escrito sobre ele, “O rei do Egito morreu”, já que a descida foi a morte para ele. E desde que o rei do Egito – o ministro – caiu, o Criador de Israel lembrou-se e ouviu a sua oração.

Temos que alcançar um estado em que o todo o Malchut do Egito, o que significa este mundo, todos os seus objetivos, toda a nossa vida e realizações, perdem o seu significado nos  nossos olhos. Vamos nos sentir inúteis, infelizes, e transitórios. Nós nos perguntamos: “O que eu recebo de tudo isso?” Este mundo será desprovido de qualquer importância para nós.

Isso é chamado de “O rei do Egito morreu.” Começamos a nos perguntar: “Por que eu preciso de tudo o que eu tenho neste mundo?! Para quê? O que eu ganho com isso? “Esta situação marca o começo da saída do Egito”. [Leia mais →]

A Vida É Fusão Com O Criador

A ciência da Cabalá define a vida e a morte só no que diz respeito à fusão com o Criador. Um estado semelhante ao Criador é chamado de vida, enquanto aquele que está oposto a ele é a morte. Portanto, os desejos egoístas (Klipot) são considerados mortos, ao passo que o veneno da “morte” refere-se a força que separa a criatura do Criador.

A morte não é uma perda de existência, como observamos o desaparecimento de uma forma no mundo (em nosso nível). Tudo que é criado (desejo) apenas muda em relação à aproximação ou afastamento do Criador em sua intenção de doar; em relação ao resto (no seu desejo), a criatura permanece a mesma. Então o distanciamento do Criador, a perda do estado de adesão com Ele, é chamado de “morte”, enquanto a adesão com Ele, a aquisição da qualidade de doação, é chamado de “vida”. [Leia mais →]

Uma Canção É Trabalho Interno

Uma pergunta que recebi: O que é uma canção? É uma oração (MAN), um despertar inferior?

Minha Resposta: Todo o processo do trabalho espiritual está incluído em uma canção. Semelhante ao nosso trabalho espiritual, uma melodia sempre contém a colisão de sons diferentes, com campos de alteração e pausas que caso contrário não iríamos ouvir uma melodia, mas só barulho.

Por que uma melodia nos dá uma sensação de harmonia e despertam as nossas emoções? Porque uma determinada sequência de sons é capaz de nos fazer rir ou chorar? Um som é uma onda aérea, mas de uma determinada frequência, que afeta o tímpano. Qual é o mecanismo interno através do qual as ações mecânicas e reações eletroquímicas dentro do cérebro se transformam em emoções? Além disso, a emoção não está contida nos sons em si, mas os sons despertam as emoções dentro de nós. [Leia mais →]

A Oração Do Coração

No Zohar, o capítulo “Shemot (Êxodo),” Item 368: Quando Rabi Elazar estava sentado em jejum, estava orando e disse: “É revelado e conhecido por Vós, Senhor meu Deus, o Deus de meus pais, que eu tenho sacrificado a minha gordura e meu sangue para Você, e eu os cozinhei com o calor e fraqueza do meu corpo. “

Existe uma diferença enorme em saber se eu li estas palavras de um livro de orações, ou acontece alguma coisa dentro de mim que provoca uma explosão interna em direção ao Criador.

Os sentimentos se formam dentro de mim, e eles se intensificam nas palavras e frases. Eu nem mesmo conheço esse idioma. Eu não sei como isso acontece, mas é a consequência do meu esforço para equilibrar os meus desejos com a Luz e unir-se com Ela. A reação da Luz e os desejos ocorrem na alma. Essas palavras são concretizadas no meu cérebro, o cérebro envia as ordens para os órgãos da fala, e eu pronuncio as palavras sem saber de onde elas vieram. [Leia mais →]

Esforços Produzem Revelação

A revelação é o resultado de esforços. Quando lemos O Livro do Zohar nós somente precisamos exercer um esforço. Ao tentar discernir as propriedades, O Zohar está falando sobre nosso interior, nós penetramos rumo a uma tela mais interna dentro de nós, em direção a um quadro mais profundo do mundo. É aí que a revelação do Criador acontece.

Interpretações e comentários pessoais do texto não trazem a revelação. Para sentir um novo mundo dentro de nós, para interpretar O Zohar internamente, a pessoa precisa dirigir a si mesma para um estado interior de modo crescente quando lê o texto.

Um estado mais interno significa que a pessoa conecta o texto com suas propriedades internas em um grau maior. Ela as vê em si mesma, descobre que cada palavra aponta para uma propriedade ou ação dentro dela tal como as “doze tribos”, “Jacó”, um “deserto”, e um ”poço”. Como resultado desses esforços, ela revela seus verdadeiros significados.

Por isso a Cabalá é chamada “Torah Emet” ou a verdadeira Torah. Tal entendimento do texto não pode ser transmitido em palavras. Especialmente, ele pode ser revelado somente dentro da pessoa, nessas novas propriedades que aparecem como resultado dos esforços.

Não Há Espaço Vazio, Tudo é Preenchido Com Desejos

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Se eu odeio o “Egipto” dentro de mim, como eu lido com isto, uma vez que ele também é uma parte de mim?

Minha Resposta: O mundo inteiro é uma parte dentro de mim. Eu preciso examinar com que desejos, aspirações, inclinações e forças eu posso trabalhar agora para avançar à meta; e que desejos, pensamentos, e qualidades eu preciso abandonar, separar-me, de forma a chegar mais perto da meta. Eu preciso elucidar o que quero afastar e o que quero aproximar. O meu movimento é determinado por aquilo que eu me separo, e o que eu me conecto.

Uma vez que estamos a falar sobre todo o nosso desejo comum, com o qual eu não sei o que fazer, eu preciso de clarificar com quais desejos eu desejo me unir e com quais não. Nosso quadro do mundo espiritual, o qual nós imaginamos para nós mesmos, parece similar ao nosso mundo, onde nós nos movimentamos de um objecto ou lugar para outro. Contudo, no mundo espiritual, eu existo dentro de um enorme desejo compreendido de muitos desejos diferentes. Eu estou situado num lugar preenchido com desejos que não ocupam espaços vazios entre eles. Não há qualquer espaço sem desejos. Desta forma, enquanto eu estou no extremo mais profundo deste campo de desejos, em que, excepto eles, nada existe, eu simplesmente preciso de classificar esses desejos: com quais desejos eu me conecto e com quais não. Isto é chamado de movimento.

Afinal, toda a realidade é um desejo, uma Sefira, dentro da qual eu existo. Não há nada mais. Existem alguns desejos com os quais eu estou mais conectado, e outros com os quais estou menos conectado, e alguns desejos eu rejeito. Isto é o movimento no mundo espiritual. À medida que eu clarifico mais e mais desejos e me uno com eles, isto é uma “ascenção.”

Eu existo entre todos esses desejos, dentro da matéria em que fui colocado juntamente com uma pequena centelha de Luz. Esta centelha permite-me analizar os desejos. Todo o nosso trabalho consiste em clarificar os desejos dentro dos quais nós existimos: que desejos posso eu usar em prol da doação e quais desejos eu sou incapaz de usar em prol da doação e preciso recusar usar.

Afinal, nós não podemos sair deste campo de desejos; não há um espaço vazio entre eles. Espaço livre é o que nós chamamos um desejo que não é claro, que não foi elucidado, o qual você não vê e não pode fazer nada nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 20/04/10, O Zohar

Quando O Ódio É Benéfico

O Zohar, Capitulo “Shemot (Êxodo)”, item 250: E quando o Criador viu a grande alegria deste mundo, quando este melhorou para ser como acima, Ele disse: “Que as doze tribos não se misturem com o resto das nações, deixando um defeito em todos os mundos”. Que fez o Criador? Ele sacudiu todos para lá e para cá até que descessem ao Egipto para habitar em suas moradias dentro da nação obstinada, que despreza seus costumes e os degrada ao não se casarem com eles ou se misturarem com eles, e ao considerá-los escravos. Os homens ficaram aborrecidos com elas e as mulheres ficaram aborrecidas com eles até que tudo foi melhorado pela semente sagrada sem se misturar com estrangeiros….

Há uma análise do estado de uma pessoa à medida que ela tenta livrar-se do egoísmo, e depois há a análise do seu estado quando ela deseja permanecer no (adaptar-se ao) seu egoísmo. Se eu desejo permanecer no meu egoísmo, o egoísmo empurrra-me através do seu ódio por mim, pois sente dentro de mim o ponto no coração que é oposto a ele. Como está escrito: “O Faraó trouxe a nação de Israel para mais perto [via a opressão apontada] de Israel”, e “Eu criei o ego como uma ajuda contra ti”. Ele opõe-se a si, e precisamente nisto está a sua ajuda.

Da mesma forma, quando o governo Soviético impulsionou uma rígida agenda anti-Sionista nos anos 60-70, ao fazer isso, ele na verdade impulsionou o Sionismo. São precisamente as forças do mal (o lado inverso do Criador) que ajudam a elucidar o mal, e não o Criador ou a Luz Superior, aberta ou directamente.

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