Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Não Se Torture

Dr. Michael LaitmanVocê não deve se torturar por causa de suas qualidades ou coisas ruins que você fez ou faz. Afinal de contas, é o Criador que “engana” você e organiza todos os diferentes estados para você. É assim que Ele traz você ao reconhecimento do mal e, na verdade, faz todo o trabalho. E você, em vez de revelar a verdade, repreende a si mesmo por suas ações.

Pergunta: Mas se você não prestar atenção a estas coisas, não é como fugir da luta?

Resposta: Não é uma luta de todo. Você é como um burro diante do qual um obstáculo foi colocado: ele não entende como o obstáculo pode ser contornado, e tenta avançar através dele. Não há nenhum fim nisso.

Nós devemos nos elevar acima de todas as ações e sentimentos, acima de todos os cálculos imaginários, e através do grupo, nos conectar com o Criador. É a única maneira de chegarmos à decisão certa. Todo o resto é um jogo, o show da vida. Isso nos custa uma grande dor e sofrimento, mas esta é a nossa evolução: é impossível evitar os erros aqui antes de descobrirmos a oportunidade de subir. Um dia isso vai acontecer.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Tudo Se Resume Ao Conversor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos sobre o mal, o que exatamente queremos dizer com o termo “mal?”.

Resposta: Eu descubro o Criador como a fonte do mal e, ao mesmo tempo, entendo que o vejo dessa forma por causa de minhas qualidades más. Então, eu entendo que tudo depende exatamente dos meus atributos.

Há três coisas diante de mim: o Criador, meu mal e o desejo. Eu posso pensar no Criador como o bom e benevolente? Afinal de contas, eu me sinto mal e vejo problemas e escuridão. Eu ainda determino que o bem está Acima e o mal está dentro de mim. A razão é que no meio há algo que converte o bem em mal.

Eu sinto em meus ossos que é isso que acontece. Eu sou feito desses três discernimentos, e eles estão no meu sentimento e na minha compreensão. Tal estado é chamado de “ocultação dupla”. Na espiritualidade é o nível mais distante do Criador, e tudo antes dele pertence ao nível bestial.

É importante lembrar que essas coisas já existem em mim: eu sinto o Criador como bom e benevolente, eu sinto o meu próprio mal e não consigo me livrar desse sentimento, e também entendo o fato de que eu corrompo a boa atitude do Criador quando eu a sinto como mal. Se eu anular esse mecanismo de converter o bem em mal, se o corrigir, eu certamente sentirei a bondade.

Então, surge uma pergunta. Qual é o objetivo: sentir-se bem ou não amaldiçoar o Criador? A partir daqui começa o esclarecimento: por que eu estava recebendo o sentimento mal? O que devo fazer com ele? Se eu anulá-lo, vou negar a mim mesmo a opção de ser corrigido. É por ser oposto à bondade do Criador que eu posso alcançar a Sua boa atitude para não amaldiçoá-Lo.

Isso significa que eu uso o mal no caminho para a bondade. Isso significa que agora, quando eu me sinto mal, na verdade é a meu favor, e isso é realmente o que é bom para mim? Então, o que estou corrigindo?

Pergunta: No final, eu entendo que não corrijo nada, e o principal, que eu estou muito longe de qualquer correção.

Resposta: É verdade, você se descobre mais e mais, e isso é muito bom. Isso já é um avanço.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo eu descubro que não tenho poder para mudar nada.

Resposta: Esta é a verdade, isso já é uma revelação: você revela que não pode corrigir nada, que você é todo mal e que você é um “trapo”. E isso é ótimo. Será que você desejaria sentir que era um herói?

Você descobre a verdade graças à Luz superior e você deve ser grato por isso. É assim que a adição da Luz revela o mal em você. Então, você vai para o grupo a fim de receber o poder de descobrir o seu mal mais qualitativamente do que antes. Primeiro você se sentiu mal, culpou o Criador e quis se livrar deste sentimento. Depois, você adquire a mente do grupo e percebe que não deve se livrar do mal, mas sim que ele deve ser transformado em bem.

Você entende que para isso você precisa mudar sua atitude e não o sentimento. Acontece que você tem que trabalhar em sua atitude para com aquele que parece estar a enviar-lhe o mal.

Então você dirige seus esforços para o “conversor”. Você trabalha com a intenção e os sentimentos mudam por si mesmos.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Doce Para O Diabético

Dr. Michael LaitmanDe acordo com a sabedoria da Cabalá, uma pessoa “justa” é aquela que justifica o Criador, compreende as razões e a essência de seu estado, e pode claramente cortar o seu estado em fatias de causa e efeito.

Ao mesmo tempo, ela pode estar num estado de ocultação dupla do Criador. Como isso é possível? A questão toda é que a ocultação e a revelação são determinadas apenas pela atitude da criatura para com o Criador como ser “bom e benevolente”. Não importa se eu me sinto bem ou mal; o que importa é como o Criador é revelado a mim. É importante para eu revelá-Lo como bom e benevolente, e não desfrutar Sua bondade de forma egoísta, porque são duas coisas totalmente diferentes.

Suponha que eu tenho diabetes e você me dá um doce. No que diz respeito ao meu amor natural por doces, isso é bom. Mas de acordo com sua atitude, é ruim. Então, tudo depende do critério interno com o qual eu avalio. O que é doce para o egoísmo pode ser amargo se olharmos para a sua atitude.

Portanto, descobrir a ocultação dupla é sentir todos esses discernimentos: eu me elevo acima do meu desejo de receber e o olho de lado. Então, eu vejo que há uma intenção egoísta nele que se sente bem, enquanto que no desejo de doar, na intenção de doar, eu me sinto mal. Esta é a ocultação dupla do Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/11, “O Estudo das Dez Sefirot

Descubra A Bondade Do Criador, Não Seus Presentes

Dr. Michael LaitmanO Criador não se esconde de nós, mas sim, é o nosso ego que se esconde Dele. Nossa natureza oposta é que nos separa Dele. Então, como podemos tomar a forma do Criador? Como podemos alcançá-Lo de acordo com a lei de equivalência de forma? Como podemos descobri-Lo e descobrir que Ele está em nós?

Para isso, temos que executar determinadas ações. Quem realiza essas ações, nós ou Ele? Há provavelmente uma necessidade de cooperação aqui. Não podemos avançar sem a Luz superior. Ao nos “balançar”, Ele exige a nossa cooperação, que é chamada de “livre-arbítrio”. Esta cooperação é todo o nosso trabalho. Não há restrições aqui. Está aberto a todos e é implementado pelo estudo correto dos livros Cabalísticos.

Estas fontes podem ser o “elixir da vida” ou a “poção da morte”. Tudo depende de nossa abordagem.

• Se eu tenho a intenção de descobrir a minha inclinação ao mal e corrigi-la, eu posso ter sucesso, e a sabedoria da Cabalá será o “elixir da vida” para mim. Eu vou descobrir a “morte”, o meu ego, dentro de mim e vou querer corrigi-lo para vir à vida.
• Mas se eu estudo para atingir realizações egoístas, se estou buscando conhecimento, poder, respeito, controle, etc, então o estudo apenas reforça o egoísmo em mim e meu sucesso é oposto à doação e eu não estou sequer ciente disso. Tal estudo torna-se a “poção da morte”.

Assim, nós passamos por fases de ocultação do Criador. A ocultação é dividida em ocultação simples e dupla; a primeira revelação nos revela a governança como recompensa e punição e, depois, a revelação da Sua Providência eterna.

Na verdade tudo depende dos meus desejos, dos meus vasos. Com relação ao Criador, não há restrições. Ele não se esconde e não está oculto. São meus desejos, meus vasos, que O escondem, e se eu trabalho com eles corretamente, eles são gradualmente corrigidos, e de acordo com a sua correção, eu descubro o Criador. De uma forma ou de outra, eu sou aquele que O esconde de mim mesmo.

Em nosso mundo, nós também descobrimos muitos fenômenos que não notamos a princípio: diferentes tipos de alimentos, diferentes tipos de arte e cultura e diferentes tipos de animais. Estas coisas estavam lá o tempo todo, mas não para nós.

Com o tempo nós percebemos mais, graças ao nosso desenvolvimento emocional e intelectual sob a influência do ambiente, o que eleva a importância das coisas aos nossos olhos, evoca em nós a paixão, ambição e vaidade, e nos obriga a prestar atenção às coisas que eram totalmente sem importância para nós antes. Todo mundo diz que é importante; eu sou impressionado e entro nos desejos de outra pessoa. Isso é suficiente para eu me importar: eu descubro novos desejos, novos vasos, e saio da ocultação em relação a determinado fenômeno.

O mesmo ocorre quando se trata da sabedoria da Cabalá e do Criador. É o mesmo princípio aqui também: eu sou um egoísta e não me importo com nada, exceto minhas solicitações “bestiais” cotidianas. Então, se eu quiser algo mais sublime, eu tenho que entrar no ambiente certo que me estimule e me guie em direção a coisas maiores.

Portanto, tudo depende da correção dos meus desejos. Inicialmente, o fenômeno não existe para mim e está em ocultação completa. Então, eu começo a descobrir certo desejo, um anseio por ele, e depois a ocultação fica mais fraca, até que eu descubro algo novo.

No caminho espiritual eu olho para o Criador, mas não como uma fonte de prazeres; eu quero descobrir Sua atitude para comigo, porque Ele quer revelar que Ele é o bom e benevolente. A questão não está naquilo que eu recebo Dele, mas o que importa para Ele é que eu descobra sua atitude para comigo, para que eu possa ver a Sua bondade absoluta, ser impressionado por ela, e ser preenchido por esta atitude. Assim, Ele me “compra”.

Assim, todas as quatro fases de ocultação e revelação referem-se, na verdade, à boa e imutável atitude do Criador, que eu gradualmente revelarei de acordo com meus desejos. Quando eu descobro a boa atitude por parte Dele, eu vejo que ela já existia antes, só que eu não a sentia e compreendia por causa da minha corrupção.

Portanto, agora também, quando eu não vejo a bondade do Criador em tudo, eu tenho que avaliar a ocultação: mesmo se eu não prestar atenção em Sua bondade em certas coisas, pode ser que Ele esteja lá também. Talvez seja minha culpa que eu não veja a Sua bondade?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Nós Não O Entendemos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“: Na verdade, você deve saber que a razão da nossa grande distância do Criador… é por uma única razão, que se tornou a fonte de todo o tormento e sofrimento que sofremos, e por todos os pecados e erros que fracassamos…. Certamente, removendo esse motivo, estaremos imediatamente livres de qualquer tristeza e dor… E eu vos digo que a razão preliminar não é outra senão a “falta de compreensão em Sua providência sobre Suas criações”, que nós não O compreendemos corretamente.

Assim, nosso único problema é que nós não entendemos a liderança, Sua Providência. Então vamos entender!

Mas não, nós não queremos isso. Portanto, a coisa mais importante para nós é descobrir Sua Providência, descobrir a maneira como Ele nos trata, a conexão com Ele. Afinal, esta conexão tem uma forma, uma fórmula e um formato que nos permite localizá-Lo.

Trata-se da linha entre nós e a Luz de Ein Sof. A “Luz de Ein Sof ” é a atitude do Criador em relação a nós, que está acima de todos os círculos. Em outros mundos, é a linha que passa por todos os círculos até o ponto central.

Nós não podemos alcançar o Criador por nós mesmos, mas através dessa linha podemos construir, descobrir Sua atitude em relação a nós, e assim subirmos na escada espiritual. Finalmente, quando passamos por todos os níveis e atingimos o Gmar Tikkun (o fim da correção), preenchemos todo o nosso desejo com a Luz em todos os círculos. Este será o sinal de que depois de termos corrigido nossos desejos, sentiremos o Criador e O compreenderemos. Afinal de contas, nós revelamos apenas Ele.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Ajuda Física A Partir Da Escuridão

Dr. Michael LaitmanNós não entendemos o que significa desfrutar a doação. O objetivo da criação é dar prazer às criaturas. E elas realmente desfrutarão: a única questão é como?

Nós não entendemos que o desejo que sentimos hoje é estranho e distante de nós. Desfrutar a doação não é o prazer daquilo que o outro desfruta. Isso seria apenas um acordo que é benéfico para nós dois.

E se eu desfruto o fato de que ele se sente bem, mesmo que eu me sinta mal, mas supero a mim mesmo, do mesmo modo que os pais sacrificam tudo por seus filhos, isto também não é doação. Dificilmente conseguimos imaginar os desejos que surgem no mundo espiritual. É possível apenas dar alguns exemplos aproximados, como ramos físicos em relação às raízes.

Portanto, nós devemos tentar imaginar, tanto quanto possível, o quão especial é este conceito, separado do conceitual habitual, e exigir uma revolução psicológica. O mundo inteiro torna-se invertido em nossa consciência, e nós descobrimos algo inteiramente novo.

Isso requer esforço interno e desapego do antigo ambiente, a vontade de: fugir do estado atual, saltar no Mar Vermelho (Yam Sof – o Mar do Fim), perder a cabeça, abandonar tudo o que se tem, e ficar totalmente nu e indefeso, aceitando tudo não importa o que seja só se vier do Alto.

Nós precisamos nos preparar desta forma para a convenção em Arava, e se formos capazes de nos manter neste estado, conseguiremos um grande avanço – nesta escuridão, para as águas do Mar Vermelho, e superaremos tudo, não importa o que for revelado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/12, Escritos do Rabash

Um Grama De Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos pedir o desejo de doar, se a nossa natureza é o desejo de receber que só quer ser satisfeito?

Resposta: Esse é exatamente todo o nosso trabalho. Nós devemos entender que a satisfação está sempre lá e isso nunca muda. Ela não é transferida a nós, não devido a alguma ação por parte do Criador. Tudo já está dentro de mim, e eu só tenho que descobrir os desejos adequados para a revelação da satisfação.

Essa satisfação é a doação. O Criador quer nos dar o atributo de doação que nos preencherá da mesma forma que O preenche.

O Criador criou o desejo de receber “a partir da ausência”, mas é apenas “um grama” de desejo. Exceto por esse um grama, não há mais desejo de receber. Tudo o resto se desenvolve dentro dele sob a influência da Luz, a força de doação. Assim, quando a criatura sente a satisfação em sua quarta e última fase de desenvolvimento, ela é preenchida com a atitude do Criador em relação a ela. Em seguida, ela se limita porque sente vergonha…

A criatura não obtem satisfação maior do que um grama dentro do desejo de receber. Isso ocorre porque dentro do desejo de receber, há somente um grama. Todas as outras coisas nele são adicionadas graças ao atributo de doação.

O atributo de doação transforma o desejo de receber, que quer satisfazer a si mesmo, em um desejo de satisfazer os outros. Este atributo da doação é a única adição à “existência a partir da ausência”. Portanto, tudo depende e é medido em relação ao atributo de doação, em relação ao Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/12, Escritos do Rabash

Equilibre-se, Não Destrua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos falando sobre a necessidade de equilíbrio. Exatamente como devemos atingir o equilíbrio?

Resposta: O que em mim não são apenas pensamentos, desejos e desvios? Eu posso cortar tudo isso de mim? Não. Posso suprimir todos eles? Não é uma boa idéia, seria necessário um grande esforço e muito tempo, e finalmente eu veria que meus atributos inatos não desapareceriam mesmo depois de 50 anos.

Então, que tipo de educação estamos falando? O que significa “ser humano?” Como eu posso transcender a mim mesmo?

Nós temos que tomar todos os nossos atributos e simplesmente equilibrá-los. Eu não preciso lamentar algo de ruim em mim; eu só preciso equilibrá-lo com algo bom.

Eu não preciso apagar nada; isso já me acalma: afinal de contas, eu não preciso me sentir culpado porque sou assim. Se eu apagar algo em mim, com o que vou ficar? Tudo o que restará é colocar um fim à minha vida. Isto é o que empurra as pessoas a cometer suicídio: elas descobrem que não há nada de bom nelas. Pode haver várias razões externas, mas a conclusão é a mesma.

Mas nós abordamos a questão de uma forma totalmente diferente. A pessoa deve preservar tudo que está nela, e avançar por suas qualidades acrescentando discernimentos positivos (bons atributos) aos atributos negativos. Equilibre-se, não destruia. Ao destruir, você se torna um “reformador do mundo”, na verdade isso é duplamente ruim, porque a pessoa se torna um destruidor do mundo.

Nós temos que equilibrar todo fenômeno sobre nós mesmos, mas não apagá-lo. Caso contrário, perturbamos o equilíbrio geral. Da mesma forma, tentamos equilibrar a pressão arterial e outros problemas fisiológicos, bem como os problemas da sociedade e da família.

Nós não devemos oprimir nada. Afinal, não é por acaso que o desejo de receber foi criado desta forma. Ele se origina de dentro e é revelado em nossas Reshimot (genes informacionais), que não podemos apagar. Sua cadeia continua evoluindo, e a única coisa que podemos fazer é equilibrá-las, corrigir o fenômeno utilizando-as corretamente e revelando seu lado positivo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/12, “A Paz”

O Amor Que Abre O Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que dá mais prazer ao Criador: se experimentamos Seu amor e o devolvemos a Ele ou se o passamos adiante?

Resposta: Na realidade, o amor espiritual não é sentido como o material. Obviamente, para colocá-lo na linguagem terrena, nós damos prazer ao Criador aproximando outras pessoas Dele. No entanto, as palavras são enganosas.

Somente após a obtenção das qualidades de Bina é que entenderemos o que significa tudo isso. Sem a Luz de Hassadim, a pessoa não pode falar de amor, porque ela pensa com base em seus próprios desejos, mas não nos desejos do outro. De onde poderia vir o amor?

O amor é quando o desejo do outro se abre como o meu, quando eu quero o que os outros desejam; além disso, eu desejo isso ainda mais do que quero para mim. A distância entre nós só multiplica o meu sofrimento, causado pela falta de satisfação da outra pessoa, e eu quero satisfazer seu desejo ainda mais. A distância torna-se um amplificador da minha empatia.

Essa atitude surge por si só, automaticamente: é assim que eu penso, que eu percebo os desejos. Esta é a salvação, o milagre. Até então, o que poderia ser o amor? Se eu amo, eu me preocupo com os desejos do outro acima da minha própria rejeição e oposição. O egoísmo é revelado a mim, e eu trabalho na linha média: isso que é o amor.

Afinal, minha alma está fora de mim.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/12, “Introdução ao TES

Continuar O Caminho De Baal HaSulam

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa para você ser um discípulo de Baal HaSulam?

Resposta: Eu tento ser seu discípulo, constantemente analisando suas obras, a fim de encontrar algo novo e visar a meta com mais precisão o tempo todo. A verdade de ontem pode vir a ser completamente incorreta aos meus olhos, até o ponto de tornar-se oposta.

Além disso, nós também percebemos as palavras de Baal HaSulam no nível corporal, na medida em que entendemos suas obras como “A Nação”, “A Última Geração”, e outras. Nós também construimos o trabalho no grupo, de acordo com Baal HaSulam e Rabash.

Assim, nós constantemente confiamos em seus livros e tentamos garantir que os seus conselhos dêem a direção às nossas vidas. Isto é o que significa continuar o caminho. E isso não diz respeito somente a eusozinho, mas a cada um aqui presente: todos nós precisamos ser discípulos de Baal HaSulam, permitindo que ele nos dirija à adesão com o Criador.

Portanto, nós precisamos realizar um controle sobre a nossa prontidão em ajustar a direção e perceber o caminho com a ajuda dos livros, o grupo, o professor e a Luz que Reforma, até chegarmos à adesão. A coisa mais importante neste caminho é a análise crítica.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/11, “Introdução ao TES