Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Somente Para Frente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos chegar à convenção com espíritos elevados e muito impressionados. Mas, o que eu devo fazer se a situação mudar e começar uma descida?

Resposta: Claro que devemos esperar ondas: cada um de nós separadamente e, possivelmente, todos juntos. Está claro, mas é acima delas que devemos trabalhar. Ou você acha que o primeiro contato com a espiritualidade vai liberar você de todos os problemas? Não, você deve mergulhar interiormente com todo o seu poder e não largar, como um buldogue.

Quando um grande cão ataca, você tem que enfiar a mão em suas mandíbulas, tão profundamente quanto possa, e, então, ele vai ter que deixar você ir. É a mesma coisa aqui: avançar o máximo que você puder.

Pergunta: Será que serei capaz de fazer isso sozinho?

Resposta: Você será capaz de fazer com que todos sigam você, sem uma palavra. Se você se preocupa com eles, você “muda a si mesmo e o mundo inteiro para uma escala de mérito”. Isso ocorre porque a força espiritual passa de um para todos e de todos para todos. Não é apenas nossa conexão mútua; ela está acima de nós.

Pergunta: Eu não entendo o que é a força espiritual, mas eu sei o que é meu egoísmo. Ele vai me pressionar, mas não vou admitir isso e vou escondê-lo. E se ele chegar a extremos, ao ódio infundado? Eu prejudicarei a todos, não?

Resposta: Essas ondas têm atravessado você há anos. É normal, e devemos superá-las. Ninguém diz que a convenção é o céu no qual você voa como um anjo; claro que não é.

Nós nos reunimos e nos desconectamos do mundo para criar uma atmosfera que vai nos impressionar. Então, juntos, seremos capazes não apenas de neutralizar nossa inclinação ao mal, mas também superá-la e controlá-la. Ela vai “inchar” abaixo de nós, como massa de pão, e por ficar acima dela, vamos alcançar o nível espiritual. Temos que passar por toda a espessura da ocultação, que na verdade é revelada em ódio.

Não espere que tudo corra bem, sem quaisquer percalços. Nós queremos isso, queremos nos elevar num salto, mas cada um terá seus próprios pensamentos e discernimentos. Então, traga todo o seu ódio e não tenha medo dele. O principal é que ele é despertado pelo desejo de se conectar com todos os amigos e não por qualquer outra coisa.

Pergunta: E se eu perceber que o amigo atravessa esse estado? Devo intervir, ou devo deixá-lo sozinho?

Resposta: Você deve estabelecer outro exemplo para ele: abraçá-lo, fazer algo sem pressão, gentilmente, para ajudá-lo a subir. Não basta ignorá-lo, porque internamente ele perturba a todos. Nós estamos todos no mesmo barco; será que podemos deixar alguém fazer um buraco no meio dele? Você tem que envolvê-lo com carinho para que ele esteja feliz, de modo que ele vai sair do descenso.

Pergunta: Mas, se eu errar: pode ser que ele esteja num pensamento profundo e eu posso pensar que ele está numa descida…

Resposta: Pense sobre a salvação de todos e tudo ficará bem. Somente amor e preocupação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, Constituição para a Convenção de Arava

Servos Do Povo

Dr. Michael LaitmanToda a obra dos sacerdotes (Cohanim), sobre quem tanto se escreve na Torá, é essencialmente dedicada a se preocupar com os outros. Pode parecer que isso é algum tipo de serviço ritualístico no Templo, realizado pelo sumo sacerdote (Cohen HaGadol) juntamente com os Cohanim e Levitas, enquanto todo o povo os serve, trazendo sacrifícios. No entanto, eles ensinam o povo e conduzem toda a correção, porque o Criador está esperando-o particularmente partir dos níveis de desejo mais profundos e distantes Dele.

Nós achamos que os sacerdotes são algo separado do povo, em algum lugar lá no alto. Mas, ao contrário, o “reino dos sacerdotes” é formado por aqueles que vão até o povo e cuidam dele, como cuidamos de um bebê até que ele cresça e alcance total adesão com o Criador. A responsabilidade de um Cohen (sacerdote) é levar o povo a este estado.

A Luz age sobre os níveis superiores do desejo, que são chamados de Cohanim, Levitas e Israel. Em seguida, estes níveis do desejo agem sobre o resto dos níveis. Essa pirâmide não muda até a correção final. No entanto, quando a Luz de Rav Paalim uMekabtziel vem no fim da correção, ela transforma esta pirâmide num círculo.

Até então, uma ordem especial de correções é observada, sempre vindo de Cima para baixo através de todos os mundos, até o fim, às almas quebradas, e voltando para cima novamente.

De acordo com a profundidade do seu desejo (Aviut), as almas recebem uma governança diferente através dos mundos de Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya, ou elas se desconectam completamente da governança privada superior, que é chamada de nível deste mundo. É por isso que aqueles que estão nos mundos inferiores devem receber a governança através dos níveis superiores, os Cohanim, Levitas e Israel, que têm que prover as nações do mundo com assistência, ensino e educação. (É assim que os quatro níveis de desejo são chamados).

As nações do mundo sofrem problemas em seu nível material, mas esse sofrimento é irreparável, uma vez que não têm uma solução. A forma de sofrimento é material, mas sua essência é espiritual, porque a pessoa não tem outro meio para a cura além do movimento para unir-se com o Criador.

É por isso que nós precisamos organizar um novo sistema geral de educação e atenção para todos. Somente graças a ele nos tornaremos dignos da adesão.

Nós precisamos entender que o objetivo da criação foi originalmente dirigido a toda a humanidade. Portanto, enquanto aspiramos a nos unir uns com os outros, devemos sempre nos lembrar por quem estamos fazendo isso. É para levar o método de correção ao mundo inteiro que, dia a dia, a humanidade descobre seu estado cada vez mais desesperador. O mundo vê que precisa do método de correção, mas ele não está lá. É por isso que precisamos revelá-lo para nós mesmos e então passá-lo para o mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/02/12, “Arvut (Garantia Mútua)”

Serrando O Tronco Do Meu Egoísmo

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve atingir um estado em que sente que é parceira do Criador: eu faço a metade do trabalho e ele faz a outra metade. Metade para mim e metade para Ele. É como uma serra com duas alças que duas pessoas seguram, cada uma na sua vez puxa para seu lado: uma vez a primeira pessoa e depois a outra pessoa, e assim ela serram o tronco.

A pessoa também deve sentir que elas atuam alternadamente: uma vez ela atua e outra vez o Criador. Claro, eu não faço o trabalho com minhas próprias forças. A força vem do Alto. O Criador executa a ação e o pedido vem de mim. Então, novamente uma ação por parte Dele e um pedido de mim. Assim, nós nos completamos cada vez.

O melhor estado é quando a pessoa sente que pode executar essa rotação sem parar. Isso significa que nós estamos realmente trabalhando “face a face”, e que o “cavalo e o seu cavaleiro” estão trabalhando juntos como um todo, de tal forma que a pessoa começa a sentir cada vez mais como será a força que ela está prestes a receber, e o que exatamente ela deve dar de sua parte.

Afinal, nós elevamos uma oração (MAN) até o mundo de Ein Sof (Infinito), até o último acoplamento antes do Gmar Tikkun (o fim da correção), que é o acoplamento de “Rav Pealim Mekabtziel” no qual todas as orações anteriores se reúnem. Em cada degrau da escada espiritual, a oração torna-se mais esclarecida e precisa, mais detalhada e clara, porque a pessoa entende e sente mais. Isto é toda a realização.

Ela não sente nenhuma vergonha, porque dá a sua parte e por isso é parceira do Criador, na adesão. Assim, ela supera os “juízes e guardas” que a rejeitam e seduzim, e torna-os seus assistentes. Ela já sente suas ações como assistência.

Nós podemos descrever isso como se a pessoa e o Criador trabalhassem juntos no desejo de receber. A pessoa sente que está em conjunto com o Criador acima deste desejo, ou que o desejo está entre eles, que a pessoa está de um lado e o Criador está no outro lado, e entre eles está o desejo de receber que os separa. A pessoa não vê o desejo como o seu próprio. A primeira coisa é se desconectar do desejo egoísta e receber acima dele, estar separada dele.

Então, nós já devemos ver o ego que nos separa, que está entre os amigos, a pessoa e o Criador, como nosso obstáculo comum. Portanto, nós trabalhamos nisso juntos, quando nos conectamos com o Criador ou os amigos a fim de trabalhar juntos contra o ego que nos perturba, sem tentar apagá-lo porque não podemos conseguir sem ele, mas eu espero subir acima dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, Escritos do Rabash

Holograma Do Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Beresheet (Gênese)”, item 237: É por isso que está escrito sobre Moisés: “Nenhum arbusto do campo estava ainda na terra”, ou seja, que o justo, Moisés, ainda não havia crescido, de quem o versículo, “A verdade salta da terra”, está escrito, e de quem está escrito em relação à verdade, “Lança a verdade ao solo”, referindo-se aos discípulos do sábio, que são como as gramíneas que crescem na terra. Elas não crescem e não saem da Divindade no exílio até que o verso “A verdade salta da terra”, se torne realidade.

Em cada nível, em cada estado, toda a realidade, nos é revelada, mas em diferentes extensões. É Ein Sof (Infinito), mas cada vez de forma minimizada ou ampliada. Como uma imagem holográfica, onde todos os detalhes estão sempre lá, mas nós os vemos mais ou menos: mas é sempre um vaso espiritual cheio.

Portanto, agora devemos nos relacionar com a nossa situação desta maneira, pois se até mesmo o menor grau espiritual for revelado, ele se parece como Ein Sof para nós, e lá estão todas as forças, incluindo Moisés.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, O Zohar

A Convenção É Para Todos Que Estão Dispostos A Ser Incluídos

Dr. Michael LaitmanA Constituição da Convenção em Arava: Nosso irmão, as condições físicas e espirituais que você deve observar estão diante de você. Antes de se juntar a nós, verifique cuidadosamente: você está pronto; você percebe e senti a importância do estágio para o qual você se conecta; você entende que a Torá, a Luz que Reforma, mudará você para que você ame e sirva a todos? Você quer isso? Deve estar claro para você que você vem aqui não para receber, mas para receber a força de doação.

Mesmo ao ler a história da Torá sobre o êxodo do Egito, nós vemos que ele envolveu pessoas de todos os tipos: idosos, jovens, crianças, homens e mulheres. Eles diferem: alguns com um grande desejo de receber, outros com um grande desejo que visa à doação. Todos eles, incluindo Moisés e Arão, estavam ainda no desejo de receber. No entanto, o Criador foi revelado a eles; vamos descobrir quais eram as revelações.

É por isso que nós abrimos a convenção de Arava a todos os homens. Nós não verificamos se eles participam de todas as nossas atividades. A pessoa pode chegar à convenção, mas ela não será capaz de participar plenamente se não estudar durante as aulas matinais, se não pagar Maaser (dízimo), se não participar da reunião de amigos, na sua conexão, e se não estiver envolvida na disseminação. Estas são as quatro condições segundo as quais o indivíduo é meu aluno e membro do Bnei Baruch, um amigo para todos.

Primeiro de tudo, nós estamos falando de ações físicas que são seguidas por níveis mais profundos na medida em que a pessoa investe o seu coração e quer realmente se esforçar a fim de atingir a meta. Assim, existem diferentes gradações.

No entanto, nunca é tarde para começar. Vemos que neste mês, mais e mais pessoas estudam durante as aulas de Cabalá e muitas começaram a pagar Maaser porque entendem que esses fundos são dedicados à disseminação do método da Cabalá no mundo. Em essência, esta é a nossa correção. Nós existimos para essa finalidade: para desempenhar o papel de Israel para o mundo, para receber o método de cima e passá-lo para baixo.

Assim, a compreensão e o despertar estão crescendo em nossa comunidade e, finalmente, as pessoas tomam o caminho reto. No entanto, não precisamos ser grandes, só temos que perceber as oportunidades que nos são dadas. Isto é o que importa.

Muitos tipos de desejos saíram do Egito: crianças, velhos, jovens, homens, mulheres, escravos, cabras e ovelhas. Havia todos os níveis: inanimado, vegetal, animal e falante, mas cada desejo queria participar plenamente disso. Uma criança que está completamente pronta para participar também é incluída.

Portanto, vamos abrir a convenção para todos. Um homem pode dizer: “Tenho assistido as aulas na TV por um longo tempo, e vou tentar fazer o resto”. Ele também pode vir. Nós não mandamos ninguém embora. Na espiritualidade, só a pessoa pode verificar seu coração diante do Criador, ninguém pode interferir nisso.

No entanto, nós pedimos – e isso é muito importante – que as pessoas ao menos tentem ficar conosco durante os dias da convenção com todo o seu coração e alma. É por isso que nós colocamos termos e condições materiais para o trabalho interno que devem ser seguidos.

As pessoas que entram na área da convenção de Arava são obrigadas a observar a Constituição. Elas recebem todas as condições para a participação. Se elas não participam no esforço comum, elas prejudicam a todos, e isso vai causar-lhes uma série de danos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”

Um Escudo Contra O Ego

Dr. Michael LaitmanExistem diferentes tipos de “juízes e guardas” no trabalho espiritual. Há aqueles que agem até que a pessoa adquira a primeira Masach (tela), que é chamada de “travessia da Machsom (barreira)”. Os juízes e guardas trabalham tanto diretamente quanto de uma maneira oposta, isto é, eles aumentam o nosso desejo de apreciar, aparentemente dando à pessoa uma maior punição. Então, a pessoa tem que subir acima de si mesma e apresentar o seu “mérito” que atesta o seu desejo de escapar deste ego.

Não basta apenas ignorá-lo, mas sim reconhecê-lo, até que a pessoa entenda que precisa orar por ajuda, elevar MAN. Afinal, ela não consegue escapar sozinha do porão profundo do egoísmo, mas apenas na medida em que ora e entende que está na prisão. Então, ela começa a pedir ajuda para sair.

Depois, em vez do sofrimento neste mundo e sentindo a escuridão do porão, ela recebe prazeres de modo que não desejará sair do porão. Ela permanece no porão egoísta que, de repente, parece um palácio para ela, como o Jardim do Éden, e aparentemente preenche todas as suas necessidades. Se lhe oferecem tudo o que ela poderia desejar: “se quiser, você pode ter todos os tesouros do outro mundo neste mundo – tudo, exceto a união com os outros, a fim de fundir-se com o Criador”.

É assim que a pessoa é tentada, e ela deve entender que este teste vem dos juízes e guardas, a fim de fornecer-lhe, no final, a necessidade de uma tela que lhe permitirá sair do porão e criar um escudo para si mesma, a tela contra o seu ego e os prazeres egoístas.

O que é o homem: é um desejo muito grande que desenhamos como um vaso, e acima dele há um grande prazer. A questão é apenas saber se ele tem uma tela que separa um do outro: um grande desejo, fome, frio, escuridão e desamparo no desejo de receber, e acima dele todos os prazeres. Como a pessoa pode resistir a eles? Ela pode pegá-los ou pedir uma tela sobre eles a fim de ser preenchida pela adesão com o Criador.

Todo o nosso trabalho é através dos juízes e guardas. Nós podemos falar de muitas maneiras, mas vamos conhecê-las da vida real.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, Escritos do Rabash

O Necessário E O Suficiente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu estou num grupo virtual. Se a garantia de dois amigos é obrigatória para participar da convenção, quem pode assiná-la para mim?

Resposta: Por enquanto, preocupe-se com isso.

Além dos homens que saíram do Egito, havia também mulheres, crianças e idosos. Você entende que vai para a convenção como uma “mulher”, uma “criança” ou um “idoso”? Você entende que sua missão é a anular-se tanto quanto possível? Você não sabe como se conectar com os amigos porque uma mulher não pode se conectar. Mas você realmente quer que isso aconteça, porque a mulher tem que apoiar esta união em todos os sentidos.

Talvez você seja um “escravo”, isto é, você obedece ao seu egoísmo, mas está disposto a servir e ajudar no que for necessário. Está à procura de ganho pessoal, quer a espiritualidade para si mesmo, e não consegue se desconectar da preocupação egoísta com o seu próprio bom futuro. No entanto, você está ciente disso e entende que é um escravo do amor-próprio, e ainda assim você quer se juntar ao ataque espiritual.

Um “escravo” está sob o poder externo; o Faraó ou o Criador o governam, o que é o mesmo, porque o Faraó é o meio do Criador. E se você ainda quer participar, você vem para a convenção consciente do seu grau e coloca todos os seus esforços para estar com os amigos.

De qualquer maneira, você está fazendo todos os esforços, e suas possibilidades não dependem de você: elas são categorizadas por graus. Se você tiver se esforçado um pouco, você é uma “criança”, se for mais, você é um “escravo”, mais ainda, um “idoso”, mais, uma “mulher”, e ainda mais, um “homem”. Você recebe a força do Alto, mas você tem que aplicá-la completamente, a fim de tentar se manter, se envolver. Não é o nível que importa.

A pessoa que está tentando dar o seu melhor para estar conosco, semelhante a uma criança agarrada a adultos, não interfere de forma alguma, mas só ajuda. Assim, onde quer que você esteja, venha.

Pergunta: Em que condições é que a pessoa vai para a convenção como um “homem?”.

Resposta: Se a pessoa participa de todas as aulas matinais, paga Maaser (dízimo), participa das reuniões de amigos, em todas as atividades do grupo, e está totalmente envolvida na disseminação em massa, então ela segue o conselho dos Cabalistas. Estas são as mínimas condições físicas, ainda não relacionadas com o trabalho espiritual. Isto é necessário.

Além disso, será que ela realmente se anula perante o grupo, a fim de sentir a necessidade de união? Essa necessidade deve dar lugar ao seu grito de socorro, para que a Luz superior responda.

Assim, as condições externas não dizem nada sobre o nível espiritual, pois elas são necessárias, mas não suficientes. Elas podem ser observadas, independentemente dos estados espirituais. Além disso, existem condições suficientes que devem ser executadas internamente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”

Retornar À Verdade

Dr. Michael LaitmanO Criador é uma força única e unificada. Como se diz: “Não há outro além Dele”, “Eu não mudei meu HaVaYaH“, ou “a Luz está em repouso absoluto”. É tudo sobre uma essência.

Toda a nossa realidade só pode existir se separarmos o Um e existir fora Dele. Mas, na verdade, não há nada exceto esse Um. A pergunta sempre vem à tona: “Se não há outro além Dele, então quem somos nós?”. Mas, na verdade, nós não existimos. Toda a nossa realidade está na nossa imaginação, até retornarmos ao Um: um desejo e uma Luz, como se diz, “Ele e Seu nome são um”.

Então, tudo que não o Um desaparece. Todo o processo que parece que passamos fora desse Um só existe em nossa imaginação corrupta, desvinculada da verdadeira realidade, em ocultamento, em uma percepção distorcida. Isto é o que temos de corrigir: a partir de nossa visão ilusória em que há dois, nós devemos mudar para a verdadeira, em que há apenas Um.

Este Um é a única coisa que existe e governa. Devemos entender que o mundo que vemos, em que há muitas criaturas diferentes, é como um sonho, uma ilusão de ótica. É como se nós não pudessemos concentrar a nossa visão e encontrar o pensamento ou sentimento certo. É como se nós estivéssemos perdidos num nevoeiro, confusos, e, portanto, sentimos o mundo desta maneira.

Então, como podemos voltar à verdade falada na sabedoria da Cabalá, chamada de “sabedoria da verdade”, ou seja, o método que nos leva à verdade? Como podemos voltar à verdadeira consciência, plena e correta? Qual é a razão de existir tantos de nós e de estarmos todos neste estado  falso, confuso e, depois, voltarmos à verdade, ao Um?

Os Cabalistas escrevem que, para chegar a esse Um, temos que ir da imperfeição à perfeição. Devido a isto, o Um é revelado e uma unidade diferente aparece.

Agora é impossível reconhecer o objetivo final e quão elevado ele é. Mas nós tentamos de alguma forma imaginar a diferença entre o desejo e o pensamento privado de todos e o desejo e o pensamento que conecta e adere ao conceito de “Um”.

A unidade que alcançamos graças à nossa conexão não é uma simples combinação das forças de muitas pessoas que estão juntas. É uma força que cresce não apenas em quantidade e nem mesmo em qualidade. A lei de equivalência de forma está em vigor aqui. Se nos conectarmos porque queremos chegar à doação, para nos elevarmos acima da nossa atual natureza, então, de acordo com a lei de equivalência de forma, chegamos ao conceito de “Um” que se assemelha ao Criador.

Se simplesmente nos conectarmos, nos tornaremos um grupo comum, como um grupo de fãs de futebol ou soldados do exército, que recebe a soma geral das forças de todos os seus membros. Mas aqui não é apenas a soma das forças individuais. Afinal, todos não vêm aqui com a sua força, o ego, a mente e o desejo a fim de conectar todos os atributos, desejos, forças e cérebros juntos.

Pelo contrário, todos se elevam acima de sua mente e sentimento, e assim conectam seus desejos a fim de estar acima da razão, acima de si mesmos. Em seguida, eles são incorporados no conceito de “Um” chamado “o Criador” e adquirem uma mente e um sentimento. Esta mente e  desejo começa a governá-los.

Portanto, todos os sábios e Cabalistas têm um desejo e um pensamento, embora pareça que eles expressem opiniões diferentes e até mesmo argumentação (como a Casa de Hillel e a Casa de Shamai). Mas eles só debatem para esclarecer o conceito de “Um” com mais clareza, para ver como cada indivíduo o sente de seu ponto de vista, depois que se eleva acima disto e descobre este Um.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/02/12, Escritos do Baal HaSulam

Minimizar O Ego

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), “Propósito da Sociedade 2”: Para ser integrado um no outro, cada indivíduo deve se anular perante os outros. Isto é feito quando cada indivíduo vê os méritos dos amigos e não seus defeitos. Mas quem pensa que é um pouco maior do que os amigos já não pode se unir com eles.

Para nós sermos integrados um no outro, eu tenho que “anular” a mim mesmo, abaixar a minha cabeça (seta preta), ao invés de me considerar igual ao outro. Por quê? Afinal de contas, nós nos unimos e assim temos que ser iguais (seta verde)?

Na verdade, eu brinco constantemente com meu egoísmo, que quer “colocar-me num pedestal” (seta vermelha) o tempo todo. Se eu resistir e “minimizar o ego”, eu tenho uma chance de alcançar a interconexão.

Pergunta: Um trabalho muito bom é necessário aqui: por um lado, eu quero dar ao grupo o meu máximo, mas por outro lado, eu tenho que me anular. Um parece contradizer o outro.

Resposta: Isso é porque nós trabalhamos confrontando o nosso egoísmo. Se a minha atitude para com os amigos fosse neutra, eu não teria problemas. No entanto, eu estou “no negativo” desde o início, e eu tenho que cobri-lo.

A mola do meu egoísmo constantemente me puxa para cima, para a auto-importância (a). Assim, para neutralizá-la, tenho que aplicar uma força oposta (b). Em seguida, a partir dessas duas forças a terceira será formada (c). É assim que eu chego à fórmula de interconexão: a-b = c. Eu não tenho outra escolha.

Pergunta: Isso também se aplica à convenção de Arava?

Resposta: Você tem que minimizar o seu ego ante o grupo o tempo todo e constantemente ascender, despertando o grupo em direção à meta. Para elevar o grupo, você precisa “vir de cima”, enquanto o seu trabalho individual exige auto-anulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá  19/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”

Volte-se Para Os Amigos Com Um Sorriso

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), “Eles ajudaram Cada Um de Seus Amigos”: Pelo contrário, é uma pessoa que pode ajudar a outra, vendo que seu amigo está em baixa. Está escrito: “A pessoa não se liberta da prisão sozinha”. Pelo contrário, é um amigo que pode elevar o seu espírito.

Isto significa que seu amigo eleva-a do seu estado para um estado de vivacidade. Então, ela começa a readquirir força e confiança de vida e riqueza, e começa a ver o seu objectivo perto dela.

Rabash, Carta 34: O caminho é como quem vai por causa de seu amigo. Ele não pensa em si mesmo – se ele está ou não de bom humor – mas deve tomar parte na alegria do seu amigo. Ele não deve chorar, mas mostrar uma cara feliz.

A pessoa tem que ver que os amigos já sentem a união. E se ela constrói um círculo, se ela busca conexão com o grupo, se ela quer estar nele, ela adquire alegria e forças, tanto positivas quanto negativas. Tudo vem a ela com a força necessária e na quantidade correta para que ela revele o Criador, na interconexão com os amigos.

A unificação com os amigos é uma condição necessária para receber ajuda. Mas é errado pensar que os amigos têm que vir a mim eles próprios. Primeiro (a) Dirijo-me a eles, e então eu recebo a força deles (b):

a – inclusão no grupo;

b – recebendo a força.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá  19/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”