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A Respiração Espiritual: Subidas E Descidas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que é muito importante para uma pessoa estar em harmonia com o ritmo da respiração da natureza: a inspiração e a expiração. A psicologia analisa o processo da “respiração” psicológica, também chamado de “splitting” (divisão), quando o “Ego” da pessoa parece quebrar em pedaços. Depois, graças a esta separação, a pessoa pode voltar a juntar o seu “Ego” e assim por diante. Ela faz isso de forma independente, tentando juntar a si mesma de novo a cada vez. Aos poucos, torna-se mais difícil para ela fazer isso, o que leva à depressão.

Resposta: A pessoa torna-se deprimida porque precisa constantemente superar a si mesma, sabe Deus para que: só para se livrar de sentimentos ruins, desespero e vazio. Enquanto que na educação integral ela tem um objetivo claro em relação ao qual a respiração espiritual ocorre. À medida que a pessoa se aproxima do objetivo, ela inspira, o que significa que sente a união, sente sua grandeza, o poder que ela lhe dá, admiração e inspiração.

Então, a pessoa precisa expirar, porque, caso contrário, não será capaz de ir em frente. Ela precisa revelar de novo o vazio, novas qualidades negativas em si mesma, a fim de se tornar novamente um com eles e alcançar a união com todos; em outras palavras, passar para uma nova fase da respiração.

Este tipo de inspirar e expirar acontece com cada participante do grupo, geralmente através de algum contato interessante entre eles. Há períodos em que cada participante tem seu próprio movimento, a sua própria frequência de subidas e descidas. E há períodos em que o grupo tem eventos especiais: piqueniques, encontros e convenções, ou seja, momentos muito sérios de união, para que todos se preparem e onde todos participam. Estas subidas também são seguidas por certas descidas.

Há diferentes descidas: descidas em maus estados ruins e descidas em estados de indiferença. Maus estados são melhores porque eles passam mais rápido e drasticamente.

Estados de indiferença podem durar um longo tempo. Isto requer de certa forma o despertar das pessoas numa direção ou outra. Como regra, elas devem ser estimuladas numa boa direção e nunca numa ruim, já que podem cair num estado ainda pior. De qualquer forma, a chave é tirá-de um estado morto.

Pergunta: O que significa, “num bom estado”?

Resposta: Bom estado significa em direção à união. Mas, em geral, há períodos em que esses altos e baixos acontecem em uníssono no grupo, e há períodos em que isso acontece nas pessoas individualmente, em seu próprio tempo, com a sua própria freqüência, e assim por diante.

No entanto, somente o grupo como um todo pode ajudar a pessoa. Ele deve inspirar e ajudar, ele pode até mesmo obrigá-la. Ele pode literalmente tirar a pessoa da cama, pois há diversos casos de depressão. Em geral, o grupo tem a capacidade de estimular a pessoa de uma forma positiva sem pressioná-la: se for um grupo real.

A pessoa pode dizer: “Deixe-me sozinha! Eu não quero ser amiga de vocês agora”. Isso precisa ser respeitado, e a pessoa precisa ser deixada sozinho. Deixe-a experimentar todo o estado. Ela voltará de qualquer maneira. Como regra, as pessoas voltam. Se não, ela ainda precisa ser observada e convidada na hora certa.

Nós precisamos entender que não há outra maneira! Talvez o orgulho esteja em seu caminho: “Vocês querem que eu volte?”. Nós precisamos mostrar a ela que nós queremos, precisamos dela, ou seja, ajudá-la a voltar.

Da “Conversa sobre Educação Integral” #11, 16/12/11

A Capacidade De Ser Grato

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu vejo o caminho espiritual como um copo pela metade. A metade cheia é o amor e a metade vazia é o ódio. Cada um de nós não deveria ver a parte cheia do copo e ser inspirado pelo que está lá, de modo que ela nos ajudaria a nos livrar de muitas queixas e avançar?

Resposta: Em primeiro lugar, nós devemos ser inspirados por aquilo que o Criador está fazendo conosco. Na realidade, nós recebemos um crédito enorme que não merecíamos, um avanço enorme e todas as oportunidades e condições. Mais importante ainda, o Criador nos deu o desejo e a aspiração de seguir em frente.

Não importa o que aconteça, o Criador não nos abandona. Você não pode imaginar quão minuciosamente Ele está trabalhando conosco, mesmo quando não parece que querermos isso! É o Criador que diminui nosso desejo pela espiritualidade e, em seguida, o fortalece mais uma vez. Como resultado disto nós nos tornamos desesperados, gritamos, e nos tornamos um pouco irritados com Ele. Então, nós O amamos novamente e estamos prontos para nos conectar. É assim que o Criador brinca com a gente. Por enquanto nós não fazemos nada sozinhos. Nós temos que ver Sua obra magistral em tudo e sermos ao menos um pouco agradecidos.

Da Convenção de Arava 24/2/12, Lição # 4

Usando Os Obstáculos Para Nosso Benefício

Dr. Michael LaitmanQual é o propósito da união do grupo e do amor de amigos? Nós recebemos cada vez mais obstáculos, e temos que conectá-los ao quebra cabeças geral da união. Cada vez nós estamos conscientes de que tudo vem Dele: “Não há ninguém além Dele”, “Israel, a Torá e o Criador são Um”.

Quando nós chegamos a isso, vemos que recebemos uma grande ajuda, pois isso atua como parte da realidade para o nosso benefício. Nós temos os amigos, o grupo, e juntos podemos constantemente conectar tudo o que está acontecendo conosco à unidade do Criador. Cada um de nós apoia os outros e, juntos, tentamos conectar nossas aspirações, a fim de tratar o Criador de forma mais objetiva, enquanto o desejo geral está em constante crescimento e está sendo corrigido.

Neste caso, eu não vou ser intrigado do porque eu preciso dos amigos, da unidade, do grupo, e do amor ao próximo. Sem isso, eu simplesmente não seria capaz de resolver os problemas de conexão entre o Criador e eu.

Este jogo é maravilhoso. Como o Baal HaSulam escreveu na Carta 1, A verdade é que todas as guerras neste exílio são uma visão verdadeiramente maravilhosa, e todas elas trazem o bem. Em outro lugar ele dá o exemplo da ascensão ao palácio do rei. Nós estamos constantemente experimentando as mudanças e transformações abruptas neste jogo, às vezes sentindo a união por alguns minutos, depois quebrando em pedaços e juntando-nos num todo, sem parar.

Trabalhar com obstáculos é o elemento principal do nosso trabalho. Primeiro, nós os neutralizamos, porque a pessoa não pode sentir a unidade enquanto sente os obstáculos. Eu acabei de anulá-los, a fim de esquecer tudo e me conectar com os meus amigos. Este é o menor grau, a concepção (Ibur).

Então, eu recebo obstáculos de natureza diferente; eu simplesmente não consigo mais anulá-los, não posso apagá-los da minha percepção. Agora, eu preciso aprender a permanecer sempre na unidade, apesar deles. Surgem desejos de uma Aviut (aspereza) cada vez maior, os quais não poderão ser eliminados. Eu vivo com eles: por um lado, eu sinto o obstáculo em relação à unidade; por outro lado, eu os venço, eu me elevo acima disso e me conecto. Isto é chamado de infância (Yenika).

Finalmente, eu começar a usar os obstáculos a fim de me unir, o que é chamado de maturidade (Gadlut).

Assim, nós trabalhamos sempre com obstáculos. Não há nada a fazer sem eles. Eles refletem a distância entre o Criador e nós, e estamos constantemente cobrindo esta distância: primeiro, neutralizando os obstáculos, depois, elevando-se acima deles e, finalmente, agindo de acordo com eles.

Então, todo o processo pode ser dividido em duas partes. Após a fase preliminar, durante a qual nos preparamos, chega um momento em que podemos nos unir. Este é o primeiro ponto acima da Machsom (a barreira para a espiritualidade): nós entramos na doação em prol da doação. Em relação ao grupo, é dito sobre isso: “Qualquer coisa que você odeie não faça ao seu amigo”. Isso ainda é uma união passiva: “Eu ainda não estou realmente unido com os amigos, mas pelo menos não estou prejudicando ninguém”. Nós podemos não ser capazes de dar um ao outro ainda, mas esta é a nossa forma de avançar.

Então, nós chegaremos à recepção em prol da doação, a fase do amor.

Assim, todo o trabalho é efetuado com os obstáculos. É por isso que a única preparação é buscar a força e os meios. Quando uma pessoa enfrenta um problema, ela descobre o que pode ser benéfico para ela e o que afasta, de modo que isso não fique no caminho. É assim que nós sempre temos que nos preparar em termos dos obstáculos, neutralizando e até mesmo usando-os sempre que possível. Graças a eles nós avançamos, e se houver uma oportunidade de nos unir ao tê-los – melhor ainda.

Quando nós realmente tentamos começar a trabalhar, vemos que, sem reciprocidade, não podemos dar um passo a frente. Quando eu enfrento um obstáculo, não posso superá-lo sozinho; eu vou esquecer e fugir. Somente em união com os outros, quando nós criamos o lugar em que nos conectamos, podemos começar a usar os obstáculos para o benefício desta união. Nós nos unimos apesar deles, e então conseguimos.

É por isso que não devemos tratar os obstáculos como efeitos individuais de certos fatores individuais. A solução para qualquer obstáculo está na maior união entre as pessoas, a fim de revelar a forma de doação, e é isso que se chama o Criador.

Da Convenção de Arava  24/02/12 Lição, # 4

O Nosso Mundo É Finito?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe alguma esperança de que as nossas aspirações e valores, pelos quais nos esforçamos agora, passem para os nossos filhos e deles para seus filhos? Afinal de contas, nós vemos que tudo está em declínio.

Resposta: A natureza não vai morrer; a vida vai continuar. Nós teremos que viver em nossa dimensão atual, que sentiremos enquanronão completarmos nossa correção.

Portanto, não se preocupe com o fim do mundo, o que vai permanecer ou não para os nossos filhos e netos, e se este mundo existirá em poucas gerações. O nosso mundo só deixará de existir quando não for mais necessário. Ou seja, quando as últimas pessoas completarem a sua correcção, toda a humanidade que existir naquele momento, sentirá simultaneamente que esta é a correção final que encerra todos numa comunidade global ideal e permite que comecem a sentir o desaparecimento gradual deste mundo.

Porém, mesmo antes, conforme a pessoa se corrige e se torna integral, o nosso mundo desaparece de suas sensações. No entanto, ele não “desaparece” completamente, mas apenas como o mundo da governança, como o mundo que tem alguma importância ou propósito especial, além daquele que nos permite ascnder mais alto.

Este mundo só desaparecerá da nossa percepção quando completarmos nossa correção nele. Ele realmente não existe; existe em nossos sentidos. Nós queremos chegar a este estado.

Por que nós estamos falando de nossos filhos e netos? Amesma coisa os spera. Tudo é um movimento perpétuo, até a correção final.

Portanto, não há nada a temer, não há necessidade de fazer planos. Nós ainda somos pequenos para entender algo sobre isso. Faça o que você tem que fazer hoje: é o melhor.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 12/02/12

Disseminar Para Amadurecer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não houver acordo numa sociedade Cabalística, como poderemos transmitir um acordo ao mundo exterior?

Resposta: Por um lado, isso é correto. Por outro lado, nós devemos definitivamente fazer algo. É por isso que a natureza nos deu esta oportunidade. O Criador está deliberadamente nos empurrando para o processo educacional.

Nós podemos ver isso no exemplo da família, quando dois jovens se casam. Eles ainda não são particularmente sábios, mas quando eles têm um filho e se tornam pais, aos poucos adquirirem responsabilidade, desencadeada pela necessidade e outras circunstâncias. Assim, eles amadurecem e se tornam adultos. Quando a pessoa não tem filhos, ela permanece uma criança.

Portanto, se nós disseminamos nossos materiais ao mundo exterior, vamos amadurecendo também. Caso contrário, não. Esta é a única razão de recebermos o trabalho de disseminação. Isso é o que nos obriga a amadurecer.

Nós estudamos na sabedoria da Cabalá que se nós não disseminamos, só podemos ter um estado de pequenez (Katnut). Se disseminarmos, a Luz passa através de nós aos outros, e nós adquirimos o estado de grandeza (Gadlut), a Luz de Hochma, a Luz da Sabedoria. Portanto, seja qual for o estado em que estivermos, não há nada a fazer além de nos envolver na disseminação.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 12/02/12

Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

Onde Nós Encontramos A Chave Do Portão Das Lágrimas?

Dr. Michael LaitmanNós não devemos ter vergonha da fraqueza, pensando que a fraqueza pode arrefecer o nosso desejo de avançar. Há um “portão das lágrimas” em cada etapa, que só abre após a pessoa compreender sua própria impotência. E como poderíamos até mesmo ter a capacidade? Afinal, o avanço acontece através do poder adicional de doação. Nós não temos isso; é preciso adquiri-lo.

É por isso que eu estou certo em descobrir que não tenho a capacidade de avançar. Eu também estou certo em descobrir que não tenho nenhum desejo de avançar. O que acontece depois? Só uma coisa: realiza-se o apelo direto ao Criador, através do grupo, para Ele corrigir a conexão entre nós. Então, cada vez que isso é feito, uma nova etapa da nossa união torna-se revelada.

A pessoa é incapaz de fazer algo por conta própria. Não importa o quão forte ela às vezes pense que é, não importa o quão certa ela é, que ela atingirá tudo, ela fracassará em tudo. Está escrito: “Não acredite em si mesmo até o dia que você morrer”.

É por isso que ter um grupo que constantemente desperte a pessoa é uma condição necessária. Por esta razão, quando uma pessoa não sabe como avançar e se desespera, o seu orgulho geralmente se culpa. Portanto, ela é incapaz de receber o apoio do grupo.

Não há nada que se envergonhar disso; a pessoa só precisa trabalhar com ele. Mas, basicamente, esta é a única perturbação. Existe uma enorme força no grupo. Como no conto sobre o rabino Yossi Ben Kisma. Ele era um grande Cabalista em sua geração, e seus alunos eram pessoas muito simples. Mas ele recebeu muita força deles, já que sabia como trabalhar com eles. E ele era uma grande pessoa! E este conto fala de pessoas pequenas.

É por isso que quando a pessoa diz que o Criador não a está ajudando, é seu orgulho falando. Como ele se manifesta? Em sua incapacidade de anular-se perante o ambiente para receber dele o valor e a grandeza da espiritualidade e, assim, perceber o poder do Criador que a ajuda e a realização da grandeza da espiritualidade.

É por isso que não há razão para chorar pelos distúrbios. Está escrito: “A minha alma chorará em segredo” em ocultação, na escuridão. Chorar é bom, mas tudo depende do que você está chorando: não chore por não ter ajuda; não há ajuda. Você precisa chorar pelo fato de que seu orgulho não o está deixando a se rebaixar um pouco diante de seus amigos, do Criador, e receber ajuda deles.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12

Um Banco Para Preciosas Decepções

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu me esforcei ao máximo para me conectar com os meus amigos na convenção, mas eu falhei. Quando começou a chover no meio da noite, eu perguntei ao Criador porque Ele abre os céus, mas não abre o meu coração? Deve ser porque eu “não peço por isso”… Então, o que devemos fazer: continuar os exercícios ou já entendemos que somos incapazes de nos conectar por nós mesmos e devemos nos dirigir ao alto pedindo ajuda?

Resposta: Como você pode se dirigir ao alto pedindo ajuda se você ainda não se decepcionou com seus esforços? E se em vez de se decepcionar, você consegue se conectar?

A cada momento você vai continuar se desapontando; estas decepções devem se abrir diante de você sob as formas de seu vaso quebrado. A decepção não é dada para torturá-lo ou para fazer você rastejar de joelhos a fim de clamar com o seu último suspiro para receber a ajuda do Criador. Este não é o objectivo.

É fato conhecido que você não pode fazer isso por conta própria, mas você deve juntar gradualmente essas decepções a fim de descobrir a profundidade do seu desejo desta forma. Elas mostram a profundidade do seu vaso espiritual; é por isso que você não pode escapar delas. O Criador junta todos os seus esforços e os guarda até o dia, o estado especial, em todos eles sejuntam num vaso inteiro.

É como poupar dinheiro nesta vida, juntando um real de cada vez. Em nossa vida espiritual, você também deve recolher as suas decepções, suas tentativas fracassadas, e aprender com a maneira como elas se somam. Mas você deve manter tudo isso dentro de si, e surgir cheio de força para o grupo.

Você deve ser tão meticuloso e colocar tanto esforço em juntar suas decepções, como uma criança pequena que coloca dinheiro em seu cofrinho. Mais tarde, elas vão lhe dar o sabor, porque “o benefício da Luz é atingido na escuridão”. Você reune e junta esses momentos escuros, que no final se conectam em diferentes formas em tal escuridão que você é capaz de distinguir a Luz. A própria luz não tem uma forma:apenas o vaso o que você a constrói para ela.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12

Não Podemos Permanecer Da Maneira Como Estamos

Dizem: “Há muitos pensamentos no coração do homem, mas a salvação do Criador vem em um piscar de olhos.” Então todas as nossas reivindicações são justificadas, mas todas deverão resumir-se a uma reivindicação: Precisamos revelar o Criador, caso contrário, não temos chance de entender, sentir, avançar, ou alcançar o sucesso. Isto significa que não podemos ficar do jeito que estamos, não entendendo e nem alcançando nada, e não podemos sair deste estado.

Este estado desesperado sem esperança é o melhor. É exatamente do jeito que as coisas deveriam ser. É a revelação do vaso que realmente precisa de tratamento. Mas tem que ser revelado como um resultado esclarecedor dos problemas, as intenções, “não há outro além d’Ele” desde o início, tudo o que eu faço é, a fim de revelar o Criador. Por que eu preciso dele? Porque este é o objetivo da criação e eu O trago contentamento por isso.

A revelação do Criador, só pode estar em nosso vaso coletivo, em um desejo coletivo. Nós construímos esse desejo coletivo a partir dos pontos no coração, que ligam quando nos elevamos acima de nós mesmos. Exceto pelos pontos no coração, todo o resto é a nossa bestialidade, e nos a abaixamos. Assim, esclarecemos a estrutura total da nossa alma em geral. Essa é a forma como deve ser.

A revelação do Criador ocorre involuntariamente, o que significa em grande confusão, e é bom. Nós só devemos manter o pensamento, a intenção, a busca, e adicioná-la a alegria de “que tipo de trabalho, de todas as pessoas, nos foi dado.” Você pode estar sonhando com um outro lugar, de se sentar no casa na frente da TV, em uma poltrona, assistindo algumas séries, ou algo parecido. Mas só de pensar como você é especial entre todos os bilhões de pessoas no mundo, a fim de ajudá-las, a fim de descobri-Lo, a fim de servir aos amigos e nisso encontrar a paz e alegria.

Agora eu provavelmente confundi você ainda mais ….

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De Convenção de Arava arvut Lição# 2, 23/2/12

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Um Diálogo Com Faraó

Pergunta: Desde que vim para a convenção eu estou falando com o “faraó” em mim, faço perguntas e ele me responde. Ele diz: “. O que você faz, está gostando” Eu vou trabalhar na cozinha, Faraó diz: “não importa, você ainda está gostando.” Se eu limpar os banheiros, eu gosto disso também. Finalmente eu digo a Faraó, que eu tenho uma meta para a qual eu cheguei à convenção, um outro objetivo para alcançar o estado em que todos estão conectados. Faraó me diz que mesmo essa conexão, que eu estou esperando,é, eventualmente, “para mim”. Se assim for, o que devo fazer?

Resposta: Divirta-se! Digo isto a sério. Se eu posso fazer coisas diferentes para a sociedade, tanto físicas quanto mentais, para pensar sobre elas o tempo todo e para apreciá-las, isso é maravilhoso. Quem disse que temos que sofrer?

Mas, depois de realizar várias ações desse tipo, de repente, você vai ver que não as aprecia mais. De repente, você vai se perguntar: “Por que eu preciso de tudo isso?” E assim por diante. Em seguida, o “Faraó” é revelado.

No primeiro momento são os “sete anos de saciedade”, tudo é bom de uma maneira egoísta. Na verdade, seu Faraó está certo, ele diz que o que você faz, você faz isso por ele. Então, faça isso por ele, como no Egito nos primeiros sete anos de saciedade onde todos trabalham fazendo tudo para o faraó e eventualmente, descobrir que é a força do mal.

Por que o Faraó mau, de repente, aparece em vez do Faraó bom? É porque nós avançamos em direção ao Criador. À medida que avançamos o desejo de que anteriormente parecia ser bom começa a parecer mal. O grupo é bom, o estudo é bom, os amigos são bons, eu quero estar com eles e estar de plantão, para limpar os banheiros, para trabalhar na cozinha, tudo é bom e eu gosto de cada minuto que estou nesta sociedade é assim que cada novato que vem para o grupo se sente. Então, de repente, ele começa a sentir falta de respeito, ao ponto de explodir, e não se preocupa com nada, ele não sente vontade de fazer coisas e não quer nada: “Que obrigações? Para quê?”

“Porquê?” Isso ocorre porque os “sete anos de fome” começam. O que é a fome? A pessoa não sente prazer em estar no grupo, em estar com os amigos, e isso é avanço.

Tudo é revelado de acordo com a ordem dos graus. Devemos ser felizes e sérios e seguir essa linha com cuidado, e aceitar o que é revelado ao longo do caminho. A Torá nos diz sobre isso, afinal, a Torá é uma instrução (tem a mesma raiz, em hebraico). Nos diz onde você vai ficar preso e que você deve fazer no caminho para a revelação da Santidade.

Então você tem não tem escolha, você tem que entrar no Egito, você tem que fazer este tipo de trabalho, e você tem que sair. Só então você receberá a Torá, a instrução de como avançar da forma mais clara.

Isso ocorre porque a Torá é só sobre a correção dos desejos. Você corrigirá os seus 613 desejos da intenção de “a fim de receber” para a intenção de “a fim de doar”, e então você descobre o Criador.

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Da Convenção de Arvut Arava Lição # 2, 23/2/12

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