Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Procrastinação É Como A Morte

O problema é que concordamos em permanecer no estado atual como ele é. Pensamos que, devido a isso, estamos nos tornando mais inteligentes, mas este é o efeito das forças egoístas (Klipot) deste mundo. De fato, em nosso mundo, quanto mais tempo eu ficar em um lugar, viver lá, observar diferentes fenômenos, mais experiência eu ganho. E não há ninguém mais sábio do que os experientes.

Acontece que eu deveria estar no mesmo palco o maior tempo possível, e assim eu vou “envelhecer” lá, isto é, ganharei sabedoria (Hochma). Isso é o que vemos em o nosso mundo concernente a nossa experiência. E, assim, resistimos a qualquer mudança. Parece-nos que não há nada de errado se um estado continua dia após dia.

Mas precisamos ter fé acima da razão, entendendo que cada nível só é possível a partir de um mais elevado. Tudo recebido por nós no presente estágio vem do próximo acima dele. Esta é a fonte de todas as nossas ações, decisões, conclusões e força. A cabeça está na parte superior e, abaixo, temos apenas as suas conseqüências, isto é, o corpo. Nós nunca iremos aprender alguma coisa com estas conseqüências e não saberemos a causa real do que está acontecendo. [Leia mais →]

Como Não ser Influenciado Por Pessoas Comuns

Pergunta: Como posso trabalhar com outras pessoas, se todas essas forem egoístas? Afinal de contas, se eu estiver sob a influência do ego delas, acabarei me prejudicando ao invés de corrigi-las.

Resposta: Não pode haver algo parecido com isso, porque eu me encontro num nível mais elevado do que aqueles a quem eu dissemino. Eles têm um pequeno ego e eu tenho um ego que é dez vezes maior do que o deles. Eles não sabem nada sobre a estrutura do mundo, enquanto eu sei. Eles não entendem o que os administra, o que a sua natureza é, o que está acontecendo no mundo, qual é a razão para a crise, enquanto eu entendo. Eu sou superior;. Posso explicar tudo para eles, e eu nunca poderei estar sob sua influência.

Eu nunca vi, por exemplo, um professor de 40 anos de idade, ser influenciado por crianças de 10 anos de idade, porque esses estão em diferentes níveis. Se você for estiver no mesmo nível em que o resto da humanidade se encontra, você não terá nenhuma razão para ir até eles, você imediatamente estará sob sua influência e, sem dúvida, eles vão prejudicar você, o transformarão em um ser inferior ao que você é agora, porque seu contato com eles se dá no mesmo nível. Eu estou falando sobre isso a partir da minha própria experiência prática e pelo que eu sei sobre a vida. Tente praticar isso e você vai ver.

Mas primeiro você precisa mudar a si mesmo, para tornar-se o outro! Primeiro você precisa organizar a conexão com o grupo, você deve ter o apoio e compreensão por que você está indo para a frente.

Não pode ser que o nosso povo caia sob a influência de uma pessoa comum que se senta em casa e como ela pode me atrair? O que ela pode oferecer-me de sua vida? Não quero viver como ela? Se eu estou pronto, se eu estiver em um nível mais alto do que ela, então ela não pode me influenciar de alguma forma, porque ela é pequena em relação a mim! Eu quero ajudá-la. No início eu olho para ela de cima para baixo, e não com desdém, mas sim como uma criança pequena que precisa de ajuda.

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Da Convenção de Estocolmo, “Alegria na unidade” em 13/8/13,Lição 3

O Duplo Sentido Do Termo “Ego”

Pergunta: Eu quero cumprimentar o povo da Escandinávia. Destacam-se na sua capacidade de ouvir uns aos outros no grupo. Se alguém começa a falar, todo mundo escuta a ele, percebendo o que ele diz e colhendo cada comentário um por um. Em seguida, eles se movem para o próximo orador. Eles têm uma notável capacidade de entender um ao outro!

Resposta: Cada nação tem seus próprios atributos positivos e negativos. Na verdade, eles não são positivos ou negativos. Se nós nos conectarmos em um único sistema, somos como um quebra-cabeça e, de repente, sentimos que cada um encontra o seu lugar, sem ter que mudar. Não há necessidade de pressionar a si mesmo! Não há absolutamente nenhuma necessidade de cortar certas “caudas” ou extremidades cortantes fora de si mesmo.

Temos que fazer esforços que visam apenas à conexão e união entre nós. Então, veremos que todo o mal em mim e todo o mal ou o bem nos outros, de repente, vem junto, complementando um ao outro, e fazendo uma imagem maravilhosa. A correção não está no fato de que temos de corrigir cada um de nós ou corrigir nações e civilizações, mas apenas em nossa conexão, do jeito que somos.

Na verdade, o ego não é o que existe em cada um de nós, mas é o que não nos permite conectar. [Leia mais →]

O Que nos Une?

Pergunta: O nosso grupo foi dividido em duas partes: Aqueles que se dedicam a educação integral e aqueles que não querem se envolver nele e acho que devemos apenas sentar juntos e nos unir, o que é o problema?

Resposta: Eu não forçaria aqueles que não querem se envolver com a educação integral para sair e difundir, deixe-os se envolver em outros tipos de trabalho no grupo, afinal, existem muitas outras coisas com as quais eles podem se envolver. Aos poucos, eles vão entender que sem a educação integral, sem sair para os 99% da humanidade, eles não vão sentir a necessidade pelo criador.

Quando você sai para disseminar você começa a pensar: “Como eu posso explicar isso para as pessoas? Como posso transmitir esse sentimento a elas? Como posso despertar o entendimento nelas? Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Onde posso encontrar a força para convencê-las? “Então você acha que precisa de ajuda do Criador.

É por sua causa que lhe foram dados o trabalho integral com o público, de modo que você vai sentir que você precisa Dele. Este trabalho não é para elas, mas para você.

Aqueles que não se envolvem na educação integral não sentirão a necessidade pelo Criador. Por que eles existem? Eles permanecerão no grupo, no entanto, eles vão ver como você está entusiasmado e perceber que eles têm que fazer algo.

Você realmente vai se unir e sentir a necessidade de ter sucesso em seu trabalho com os 99%. Eles não vão sentir isso. O que vai empurrá-los para a união e para quê? O público vai exigir a força da unidade de você. Você vai tremer e sentir medo, desagrados, e incertezas, e assim você vai, sem dúvida, precisar do Criador e irá beneficiar em comparação com aqueles que não se envolvam na educação integral.

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A partir da Convenção de Estocolmo “Alegria na unidade” em 318/13,Lição 3

Resumindo o Ano

O nosso nível material atual não nos deixa naturalmente preocupar com os nossos amigos, como se fossem nossos filhos recém- nascidos ou o nosso amado. Isso significa que também não temos esta atitude para com o Criador. Mesmo quando pensamos sobre Ele, só o imaginamos como uma fonte da nossa própria realização. E, no entanto, é diretamente o oposto ao que todos nós temos que chegar.

Por outras palavras, há um problema evidente : Percebemos que não temos desejos ou pensamentos corretos e que todas as nossas preocupações são para o nosso próprio bem – totalmente egoísta. Temos que trabalhar muito para começar a necessitar da presença do Criador, do Seu poder , e pedir-Lhe ajuda para estabelecer uma conexão com o grupo. Juntamente com os nossos amigos, temos que exigir a presença do Criador dentro de nós. Isso nos permitirá conectar.

Onde podemos adquirir esta necessidade? Para começarmos realmente a precisar destas coisas, devemos apelar para o mundo inteiro, já que sentimos que é o lugar para onde podemos aplicar a nossa energia.

Nem todo mundo concorda com isto. Algumas pessoas duvidam se devem corrigir os outros ou não: ” Nós não lhe devemos nada! ” Eles apenas não entendem porque é isto tão essencial. Devemos compreender claramente que sem nos virarmos para o mundo inteiro, não seremos capazes de corrigir-nos a nós.

Quando percebemos e aceitamos o desejo do mundo para ser corrigido, não teremos outra escolha senão dirigirmo-nos ao grupo e ao Criador. A crescente pressão do mundo sobre nós é de facto muito boa! Nós saímos para o mundo e queremos ajudá-los. Então em troca, as pessoas começam a nos direccionar. Assim, todos nos moveremos corretamente e verdadeiramente no caminho da Luz e ” aceleramos o tempo “(achishena)

Se não apelarmos a tempo para o mundo, se nos atrasamos, o mundo vai começar a pressionar -nos ainda mais violentamente. Vamos perder a oportunidade de absorver os desejos do mundo, se não conseguirmos nos aproximar das nações do mundo e nos unirmos com elas. Tudo o que fazemos é tentar evitá-las .

Isto explica porque o nosso apelo pelo mundo é indispensável para que possamos nos direcionar aos nossos grupos e ao Criador e adquirir esta necessidade. Assim, podemos nos dirigir ao Criador e exigir que Ele nos corrija para que as nossas mudanças possam ser adicionalmente transferidas para os outros através de nós. Como irmãos mais velhos, receberemos o dobro ou mais e, assim, vamos avançar.

Caso contrário, a nossa oração será sempre errada. Mesmo se nos dirigirmos ao público em geral, a nossa oração será Lo Lishma, ou seja , não para trazer prazer ao Criador e não acerca de doação genuína. Tudo o que fazemos até agora corresponde ao nosso nível atual. Nós gostaríamos de estar num estado mais elevado,e é por isso que queremos avançar na espiritualidade , supostamente para doar, mas , ao mesmo tempo queremos nos sentir bem .

É chamado Lo Lishma, mas a Luz nos afeta e nos corrige. Tudo o que precisamos é organizar o nosso trabalho, em outras palavras, abordar o público em geral, nossos grupos e o Criador. A nossa oração tem que ser coletiva e nosso objetivo final deve ser para agradar o Criador. Para isso, temos que Lhe trazer todos os nossos vasos quebrados.

É por isso que no nosso estado e no nosso tempo, chamado por Baal HaSulam , ” O Tempo para Agir”, no mês de Elul , mesmo antes do Ano Novo , ou seja, durante a nossa preparação para ascender para a próxima fase, no curso do mês que resume o ano inteiro, nós finalmente entenderemos o que deve seria ser um pedido correto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/09/13, Shamati # 122

Por Que Não Consigo Entender O TES?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sinto um completo desapego do TES (Talmud Eser Sefirot). Eu não consigo entender nem senti-lo. Quando eu o leio, eu me sinto muito frustrado. Existe uma maneira de lidar com isso?

Resposta: E com razão. Afinal de contas, você vê que tudo escrito lá não está claro para você, não se “relaciona” com você.

Quando nós estudamos qualquer ciência que pertença a este mundo, nós lemos devagar, tentamos compreender, ouvir, “digerir” a mesma página ou uma parte dela muitas vezes, e, por fim, a compreendemos. Nós podemos desenhar no papel, criar um modelo, ou vê-la em algum lugar, ou perguntar aos outros sobre algo que não entendemos ainda.

Aqueles que conhecem as respostas vão nos mostrar como ela funciona, mas também trarão exemplos: este é um átomo, tem elétrons e prótons. Este é um acelerador, ele acelera átomos, bate neles e eles se rompem com seus núcleos e saltam de um lado para outro… Nós não vemos esta imagem, mas podemos imaginar bolas “saltando”.

Quando nós estudamos a espiritualidade, nós simplesmente não entendemos nada. Tudo o que diz respeito à espiritualidade acontece num reino totalmente diferente, num plano diferente, em outra dimensão, em propriedades e qualidades opostas.

Tudo o que temos é o nosso cérebro (um computador vazio) e um “programa” egocêntrico que encheu nosso cérebro desde que nascemos. Nós observamos tudo por este prisma. Nós não somos capazes de ler textos que são tão diferentes, nem entendemos o que estes textos nos dizem. Isto é porque nós somos executados por diferentes tipos de software.

Como exemplo, vamos pegar um computador normal com um sistema operacional “Windows”. Nós tentamos rodar um sistema operacional diferente no computador, digamos “Linux”. No entanto, ele não tem software para fazer isso, de modo que o computador não tem “nenhum indício” do que está acontecendo com ele. Esta nossa tentativa cria uma bagunça total no computador, nada mais.

O mesmo se aplica a nós. Nós somos programados internamente. As conexões entre a nossa memória e células lógicas já foram estabelecidas. Nós lemos com nossos olhos, mas internamente sentimos que estamos lendo. Assim, devemos ter um programa interno que seja “compatível” com a informação recebida, como num computador. Pura e simplesmente, não há mais nada além disso.

Portanto, a informação que digitalizamos com os nossos olhos contém um volume diferente e “se assenta” num grupo diferente de células, que não está na mesma rede com os dados informativos e suas relações que estão em mim. Nós lemos as informações que se baseiam na doação, em “sair de si mesmo”. No entanto, é uma informação totalmente diferente que não está em nós. Nós não temos uma máquina interna para compreendê-la.

Há pessoas que ainda gostam de ler, entender, que literalmente “mastigam” o granito da ciência. Nós temos um aluno que é assim; a propósito, ele é um grande amigo nosso, embora seja um grande “nerd”. Eu sempre o uso como exemplo de quão forte alguém realmente busca o conhecimento.

Eu também fui um deles. Eu pensava que conquistaria tudo através do aprendizado, e na medida em que entendesse o material que estava estudando com meu cérebro, iria revelar e alcançar a Cabalá como qualquer outra ciência deste mundo. Como resultado, eu bati numa parede e senti uma enorme repulsa ao TES.

Eu levei alguns anos para entender a sexta e a sétima porções do TES, o mundo de Nekudim. Da oitava parte em diante eu não compreendia nada! Em outras palavras, isso não vivia em mim, porque eu não tinha esses elementos dentro de mim.

Há pessoas que estudam TES e ficam muito felizes com isso, porque não têm uma demanda interna para atingir a realização, ou seja, não têm nenhum ponto no coração. E eu tenho um ponto no coração e isso requer que eu sinta as coisas que estudo. Eu tenho que sentir e formá-las internamente, não basta para mim imaginá-las como um modelo básico, eu tenho que sentir o mundo inteiro que elas descrevem para mim.

Se este mundo não estiver presente dentro de nós, não vamos entender nada. Portanto, aquele que fica frustrado e irritado por não entender, é realmente uma boa alma. No entanto, ninguém vai entender esse material até se “atualizar”, reestruturar seu “programa” interno e, além do software que o executado, é adicionada outra linguagem de programação chamada de “sistema espiritual”.

Então, tudo vai ficar bem. Conforme o nosso progresso espiritual interno, nós vamos perceber o que está escrito neste livro, porque ele vai falar sobre nós mesmos, nossas sensações, os sentimentos vívidos mais íntimos e os estados que nós passamos. Há mais revelação, sensação mais forte, profundo entendimento, percepção e conexão com o universo e com outras pessoas que leem TES quando começamos a revelar Kelim, vasos, ferramentas, que surgem em nós.

Então, por favor, continue se incomodando, não com o TES, mas consigo mesmo. Afinal, se você está com raiva, isso significa que você já chegou a uma fase em que é capaz de reorganizar-se, a fim de “acomodar” este material; isso significa que esta estrutura em breve se tornará sua. Você vai sentir essas sensações dentro de si mesmo. Você será capaz de dizer que esses sentimentos particulares são Aba ve Ima, os outros são ZON, outros são pequenos (Katnut) ou grandes (Gadlut) estados, e alguns são a Luz Circundante ou Interna. Tudo existe em você! Não é externo, mas interno, porque o mundo inteiro está dentro de nós. Você vai começar a ver que todo mundo que está ao seu redor está, na verdade, dentro de você e você vai se expandir para todo o universo.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Como Se Eu Não Tivesse Feito Nada…

Dr. Michael LaitmanMesmo que isso seja contra a minha natureza, eu ainda tento construir essa cadeia: dar satisfação ao próximo a fim de dar satisfação ao Criador. Isto é: “Do amor pelo próximo ao amor pelo Criador” e “Israel, a Torá e o Criador são um”. Da mesma forma, eu atraio a Luz que Corrige até mim, um poder chega do Criador e, gradualmente, me ajuda a fazer isso, me ensinando aos poucos.

Mas uma grande quantidade de atividades está incluída aqui, uma após a outra, porque eu não estou preparado para trabalhar em conjunto com todos os meus desejos de receber com o meu ego. Ele é muito grande e ainda não familiar para mim. Eu não conheço nem um por cento dele, nem mesmo um bilionésimo de um por cento!

E para me ajudar a dar prazer ao próximo, para dar satisfação ao Criador e transformar o convidado, de modo que ele seja como o anfitrião, todo o meu trabalho é dividido em pequenas partes que eu posso realmente realizar. Mas estas partes, ou seja, estes níveis estão totalmente separados uns dos outros. Toda vez que eu termino uma pequena parte com a finalidade de doar ao Criador, mesmo de forma insignificante, sem sentir e compreendê-la, apesar de tudo isso, eu transformo meu estado, eu passo para um novo desejo que é sempre maior do que o anterior. Portanto, trabalhar com isso é diferente, tanto em qualidade como em quantidade.

Esse estado pelo qual passei ontem me parece completamente insignificante em comparação com o desejo novo e mais forte. É como se eu não tivesse feito nada. Eu examino isso com meus novos desejos e eles são maiores do que os antigos. Portanto, não é necessário compreender isso diretamente, nessa forma, e se desesperar, como se você estivesse retornando a esse estado o tempo todo e ele pudesse ser ainda pior. É assim que deve ser, porque você tem um desejo cada vez maior o tempo todo.

A principal coisa é que você está realmente levando o que se encontra fora de você: inanimado, vegetal, animal e humano, o que é dado a você, assim como o professor, o grupo, e os livros, a fim de serem equipados com o poder do Criador, com a Sua ajuda, e você tenta trabalhar com eles como um canal que os liga. É assim que você constrói um sistema com o qual e dentro do qual você vai dar prazer ao Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/08/13

A Preocupação Do Criador E Os Esforços Da Criatura

Dr. Michael LaitmanEstá escrito que o conhecimento dos mundos, isto é, o Criador, é conhecido conforme o grau de devoção a Ele no coração da pessoa para se aproximar Dele, a característica do amor e doação, e este desejo pode parar em qualquer momento. Portanto, o Criador não pode iluminar uma pessoa como esta através da Luz superior, porque se o estado da pessoa muda, a Luz vai se transformar numa escuridão ainda maior, numa Klipa, em desejos corrompidos que podem jogá-la muitas encarnações para trás.

Somente se houver certeza absoluta (o cálculo é feito pelo sistema e não por nós) que a pessoa vai receber o poder de doação e vai usá-lo na forma correta, é que ela vai receber isso.

Portanto, o Criador aumenta a excitação que é o início da conexão com Ele. No entanto, isso é muito desagradável, pois é construído sobre a rejeição. Você vê, o Criador mostra para a pessoa que ela deve fazer um esforço a fim de completar o quadro de adesão com Ele. É como se isso agitasse a pessoa e lhe dissesse: “Estas são as correções que você deve fazer”, e a pessoa sentisse dor aguda, rejeição, impotência e decepção neste lugar.

Isso acontece de acordo com “O Criador é a sua sombra”. Se a pessoa ouvir e entender isso, ela não vai cair devido à frustração, ressentimento e negligência que ela parece sentir e não vai parar seu trabalho por causa do sofrimento, pois nisso ela vê que o Criador anseia por ela.

O Criador mostra o que mais a pessoa precisa fazer para que o contato entre eles seja realizado. A pessoa não vê isso como rejeição, mas como um indício de que se ela corrigir isso, o Criador vai abraçá-la, e quando o Criador permite que a pessoa sinta emoções negativas, ela vê isso não como sua própria dor, mesmo que ela esteja com dor, mas como a dor do Criador: quanto o Criador sofre porque a pessoa ainda não se corrigiu e não pode se aderir a Ele. Isso é chamado de “tristeza da Shechiná“.

Tudo pode ser resolvido com um sentido muito simples: em direção à unidade. Unificação é a única e correta solução para todos os problemas, desde a primeira até a última correção, e se algo não está bem, não é adequado, cabe a nós a nos sentarmos num círculo e discuti-lo imediatamente, esclarecê-lo num Grupo de Dez onde cada um acrescenta às palavras do outro. Ninguém luta com ninguém. Cada um é anulado em relação ao outro e só contribui com suas palavras.

Da Convenção em São Petersburgo 14/07/13, Lição 6

Saindo Dos Limites Da Matéria

Dr. Michael LaitmanSatisfação mútua é chamada de doação, amor. É claro que este não é o acoplamento físico em nosso mundo, mesmo que isso também aconteça como consequência da união espiritual. A coisa mais importante é que nós descobrimos uma oportunidade de satisfazer o outro, ou seja, de realizar o nosso desejo, e, assim, descobrimos a totalidade.

O grande Cabalista Ari escreveu: “Eis que antes que as emanações fossem emanadas e as criaturas criadas, a Luz Superior Simples preenchia toda a existência… Então, o  Ein Sof restringiu-se, em Seu ponto médio… E lá permaneceu um espaço vazio, um ar vazio (Avir), um vácuo… Depois, da Luz de Ein Sof, uma única linha desceu de cima para baixo, rebaixou-se para esse espaço. Através dessa linha, Ele emanou, criou, formou e fez todos os mundos”, incluindo o nosso mundo, no centro do vazio completo.

Tome o estado do “lugar vazio” como o primeiro estado (I), onde apenas a Luz de Nefesh é encontrada, a menor Luz. Depois disso, houve o primeiro Tzimtzum (restrição) e a quebra da Masach, estado II. E agora deve haver o término da correção (Gmar Tikkun), o terceiro estado.

Com a conclusão da correção (Gmar Tikkun), nós chegamos a um estado chamado NRNHY, ou seja, a formação de uma grande quantidade de Luz, 620 vezes maior do que o primeiro estado da Luz de Nefesh.

620 é um conceito arbitrário, não como um bilhão, mas sim, uma característica completamente qualitativa, pois através da nossa correção, nós percebemos a maior Luz que criou toda a matéria.

Pois a Luz produziu toda a matéria em nosso mundo através de uma pequena centelha de energia enorme. Você consegue imaginar que tipo de intensidade deve ter havido no momento do “Big Bang” que criou toda a matéria, toda a energia, toda a informação, todo o programa de desenvolvimento, e tudo o que ainda não sabemos?

Tudo isso surge a partir da centelha de Luz que chegou através de um canal fino ao nosso mundo e explodiu nele. Por que isso aconteceu? Porque a característica da Luz, esta energia vital, é oposta às características da matéria, que foi produzida pela explosão. E a energia da Luz foi incluída na matéria e a matéria começou a evoluir.

Em outras palavras, esta foi uma minúscula Luz, uma pequena partícula de Luz, na verdade, um fóton espiritual que encontra a matéria nascente; a Luz evolui de acordo com os quatro níveis de evolução da Luz Direta (Ohr Yashar), e na última fase ela manifesta o fenômeno oposto da matéria dentro dela. Nós aprendemos isso desde as quatro fases da Luz Direta no mundo do Infinito.

Por que nós precisamos de tudo isso? Para podermos perceber essa Luz, que existe no mundo do Infinito, em torno de nós e em torno de todos os mundos. E nós temos que transcender seus limites, subir acima de toda a criação, de toda a matéria. Portanto, se queremos sair do nosso estado, é preciso passar por todo o caminho, começando no estado da raiz (Shoresh) até o ponto mais alto, todos os 125 níveis de ascensão acima de nossa substância, acima da nossa natureza.

Tudo isto é realizado apenas no grupo e apenas de acordo com o princípio do grupo em que isso é realizado, o lado direito, o lado esquerdo, e o desejo de avançar. Junto com isso, o ego evolui o tempo todo, mas somente através da nossa inclusão no grupo. Se eu sentir rejeição, se não me aproximar do grupo e não trabalhar contra essa rejeição, eu não serei capaz de sentir o verdadeiro ego dentro de mim. Nós não levamos em conta a Klipa (casca) egoísta e mundana.

Isso é relevante para homens e mulheres. Nós devemos superar nosso ranger de dentes com relação a este obstáculo (inclusão dentro do grupo), começando com um simples abraço, canções e o trabalho compartilhado. Mas o principal é a inclusão interior, o quanto eu estou pronto para me conectar com os meus amigos, para estar entre eles.

Há muitos artigos sobre o assunto. O interessante é que se você ler os artigos ao longo de muitos anos em diferentes níveis de realização, o texto permanece o mesmo, mas cada vez você vai entendê-lo de uma forma completamente diferente.

Todos nós nos encontramos na integração mútua como num quebra-cabeça. Este é um sistema de ligações multidimensionais que, no final, formam uma esfera. Pois cada um está incluído em todos os desejos e características dos outros. É inacreditável, mas a Luz faz tudo isso porque já nos encontramos dentro dessas características e desejos. A Luz só os revela, brilhando sobre eles como um holofote, e nós os vemos como algo novo.

O sistema continua o mesmo que foi criado no mundo do Infinito, exceto que está contraído em relação a nós. É claro que quando queremos entrar nele, nós despertamos a iluminação e ela nos ilumina cada vez mais. E uma vez que já existimos dentro dele, nós começamos a sentir a nós mesmos cada vez mais como estando ligados e dependentes uns dos outros.

Da Convenção em São Petersburgo 13/07/13, Lição 3

Quem Quer Uma Maçã?

Dr. Michael LaitmanNossa tarefa é levar a Luz para satisfazer os desejos, para sermos conduzidos pelas intenções.

Nossas intenções são dirigidas ao Criador e as ações para um público mais amplo, para suas necessidades. Estes pedidos sempre se resumem a alguma coisa, e assim eles permanecerão durante a ascensão espiritual. As pessoas vão pedir repetidamente porque essa é a tarefa do AHP. Ele cresce em seus desejos, e nós estamos crescendo em nossas intenções de doar.

Pergunta: Mas como posso garantir a realização de seus desejos?

Resposta: Eu estou no ambiente, na comunidade de pessoas. Além disso, eu tenho uma conexão com o Criador através do grupo, com o Mundo do Infinito. A partir daí, a Luz Superior passa através de mim e entra na comunidade. Enquanto isso, eu não sou apenas um canal de fibra óptica. Afinal de contas, para levar a doação às pessoas, eu tenho que fazer cálculos ao longo do caminho:

1. Em primeiro lugar, eu absorvo seus desejos.

2. Depois, eu elevo MAN, o pedido de correção, para o grupo. Em outras palavras, uno-me com o grupo.

3. Em seguida, elevo MAN para o Criador. O pedido deve vir de nosso círculo comum, e assim eu o transmito através do grupo para que ele combine com o Criador.

4. O grupo todo obtém uma resposta ao pedido — MAD de cima.

5. A partir do grupo, eu tenho que transferi-lo para baixo, tendo realizado um Zivug (interação), com a Luz. Então, aqui, preciso mudar do estado de pequenez (Katnut) para o estado adulto (Gadlut), para transmitir seu novo estado para as pessoas.

6. Então, eu transmito a Luz para a comunidade.

Pergunta: Por exemplo, suponha que a comunidade me pediu uma maçã. Então, no final desta sequência, na parte 6, ela conseguirá uma maçã?

Resposta: Sim, eles conseguirão sua “maçã” através de mim.

Nós registramos os pedidos dos participantes nos minutos e procedemos à construção de relações corretas entre eles. Como resultado, a satisfação vai de mim para eles, e assim nós vamos verificar se todos receberam o que desejavam.

Pergunta: Mas não será uma maçã?

Resposta: Eles receberão a realização que satisfará todas as suas necessidades, incluindo as não ditas e não registradas, adicionadas durante o tempo de espera. Afinal de contas, a realização espiritual vem desprovida de forma e se veste na pessoa, enchendo-a como um vaso, desejo.

Pergunta: O que é exigido de mim a cada passo desse processo?

Resposta: O trabalho de acordo com o princípio “Israel, a Torá e o Criador são um.” Eu sirvo como um condutor, uma “extensão” do Criador para a comunidade, e habito em todos: no Criador, no grupo e no público em geral. Eu sou um elo de conexão, como uma geleia eu preencho tudo com meu trabalho, meus esforços incessantes.

E como eu decido cuidar de alguma parte da humanidade, eu devo constantemente transferir a Luz a ela, me preocupar com ela, amá-la, conectá-la com o grupo e combinar a força, permitindo a conexão com as pessoas e a força, proporcionando conexão com o Criador.

O grupo está de pé ao meu lado o tempo todo, apoiando e orientando-me corretamente para o Criador e para os “dependentes”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/09/13, “A Paz”