Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Combate Missão: Pegar E Não Largar

Pergunta: O texto de O Livro do Zohar, que lemos em sala de aula, descreve a abundância de estados. Como podemos organizá-los?

Resposta: Tu não precisas de organizá-los, não há necessidade de memorizar nada. Se durante a leitura estás um pouco ligado, sintonizado na frequência correta, é suficiente. Pensa apenas sobre a Luz que Reforma que vem do centro do grupo para que possas dar prazer ao Criador. Isso é tudo que precisas de saber.

Pergunta: E ainda assim, como é que os estados aparecem no caminho? Eles são gerados pelo meu desejo, um vaso?

Resposta: Não. Eu não crio nada, só vejo que a cada segundo, como um convidado, eu tenho a oportunidade mais eficaz para agradar o anfitrião. Eu continuamente aspiro a isso “mantendo o nariz para o vento”, e procurando esta oportunidade: Como posso implementá-la em intenção, pensamento e ação?

Nesse caso, é apenas as chances usadas por mim. Eu mesmo não consigo descobrir todas as opções, porque cada vez eu vejo um novo mundo diante de mim face às novas condições. Nada se repete e não sabemos nada com antecedência. Nosso caminho é mudança interminável, surpresas contínuas. As dez Sefirot são as mesmas, mas cada vez vêm com novas Reshimot.

Acontece que eu não escolho nada e aceito alegremente todos os estados como uma oportunidade para realizar a doação. Tudo é útil, subidas e descidas, as linhas direita e esquerda, quaisquer interações e conexões, neste caminho ondulante. Não importa o que muda e se prepara para mim, é melhor, porque eles me permitem descobrir quão verdadeiras são as minhas intenções, se eu posso manter e mesmo reforçar a aderência em qualquer pico ou vale, em qualquer curva.

O meu trabalho, na verdade, é muito simples: agarrar como um bulldog e não largar. Segurar a intenção apenas de estar ” focado” somente no Anfitrião, constantemente adaptando-se ao ambiente, aos estados. E mesmo que eu experimente altos e baixos, eu uso esses ” solavancos ” para segurar ainda mais forte.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/09/13, O Zohar

Cinto De Segurança Para A Subida

Pergunta: Às vezes nos sentimos totalmente em baixo. É possível com a ajuda de nossa garantia mútua para impedir-nos sempre de cair abaixo de um certo limite?

Resposta: Nós podemos ajudar um ao outro, de alguma forma, mas ainda depende do estado de uma pessoa. Eu posso ler algum artigo e ficar impressionado, até com lágrimas, e um gato descansando perto de mim vai estar dormitando ou olhando para mim, sem qualquer compreensão do que está acontecendo comigo. De maneira semelhante, passamos pelos mesmos estados: uma vez como um ser humano a chorar e outra como um gato, sem qualquer entendimento.

Nós temos que justificar todos esses estados e aceitá-los como necessários. A única questão é a nossa atitude para com eles e como utilizá-los. Portanto, pode-se experienciar qualquer descida. Nós só temos que usar todos os sentidos para nos preparar para eles, a fim de não cairmos num estado completamente morto. Nós ainda temos que conseguir prosseguir pelo menos em alguma coisa e ao mesmo tempo tentar sair desta queda. Temos que construir um cinto de segurança que não nos permita cair abaixo de um certo nível.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/13, Shamati 33 “Os lotes em Yom Kippurim e Haman”

O Campo De Batalha Na Verdade É Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 36: Sucot resolve todas as questões, mesmo as mais difíceis e ruins, pois nós sabemos que a Sucá representa a sombra da fé, que deve prevalecer sobre a luz solar, que está sobre o conhecimento. “Sua sombra deve ser mais do que a sua Luz”. No entanto, nós devemos fazer grandes esforços para receber a sombra e dizer que é a sombra da Santidade, já toda esta sombra vem do céu e não da Sitra Achra (do outro lado) e foi dado para que a pessoa tenha um lugar para aceitar a fé.

O que é importa é que a força do grupo é oposta ao nosso ego. Se não for assim, a pessoa cai e afunda profundamente em seu ego, em seus pensamentos, e não tem esperança de sucesso.

Ele deve constantemente se agarrar aos pensamentos certos, manter-se acima, no correto despertar, agarrando-se à força correta na direção correta, sustentando a si mesma. Isso só é possível com a força do grupo e sua ajuda incessante. Não há outra maneira. Nós devemos tomar cuidado com isso.

Afinal, a maior parte do tempo, nós ainda estamos absorvidos em nós mesmos. No entanto, se eu não desrespeito meus amigos e eles têm um forte efeito sobre mim, eu desperto e transcendo a mim mesmo.

Este é um problema real. Eu só posso construir uma sombra se sou muito impressionado pelo ambiente e o considero mais importante e mais forte do que a minha própria natureza. Esta é uma luta inevitável e eu devo estar constantemente preocupado a respeito de quem vai ganhar essa luta. Eu tenho que me ver como um campo de batalha onde há brigas constantes entre a casca e a santidade.

Como eu posso prometer a mim mesmo que a partir de agora o grupo vai me impressionar mais do que qualquer das minhas reivindicações, atributos, desejos ou pensamentos egoístas? Como eu posso estar o tempo todo sob a sua impressão forte e fiel? Meu futuro só está seguro se eu consigo fazer isso.

Assim, quanto mais trabalhamos na conexão entre nós, maiores são as nossas chances de ter sucesso.

Pergunta: O que nos ajuda a vencer essa luta além da simples sorte? Afinal de contas, eu sempre vejo que estou definitivamente perdendo esta batalha.

Resposta: Você sempre vai perder. Você só pode ganhar com uma condição: se você se certificar de que os amigos não sucumbem à sua natureza. Minha influência sobre eles deve ser mais forte do que a sua natureza, que os puxa para baixo. Então, eu os influencio pela inspiração, impressão, bem como a importância da meta.

A mãe também sempre pensa em seus filhos, não importa onde ela está e o que ela faz. Para fazer isso, nós devemos trabalhar em garantia mútua. Nós estamos todos no mesmo barco, e todos nós vamos nos afogar se alguém fizer um furo nele.

Está tudo em nossas mãos, e nós só podemos cumprir isso. Pode haver pancadas que nos ajudarão a compreender que estamos realmente no mesmo barco.

Pergunta: Eu sempre sinto que estou absorvido em mim mesmo e não no grupo. Como posso quebrar a ilusão de que opero sozinho?

Resposta: Você deve continuar tentando. Preocupar-se consigo mesmo não vai ajudar, é claro. No entanto, com isso, você ao menos vai ver que isso não ajuda e que deve haver preocupação mútua pelos amigos. Nós precisamos de um grande vaso comum, que inclua todos os nossos amigos em Israel e no exterior e, claro, fazer mais esforços.

Haverá diferentes perturbações ao longo do caminho, mas eles vão ser revelados como ajuda contra você, e você vai começar a pensar duas vezes sobre como ser e o que fazer.

No final, você deve compreender que, se você não quiser se conectar, você receberá mais distúrbios que podem rasgá-lo em pedaços, jogá-lo em direções diferentes, e colocá-lo em diferentes problemas. A única coisa que você deve fazer em cima de todas essas interrupções é se conectar. Esta é a resposta para todas as futuras perturbações externas, que virão para que possamos alcançar a conexão correta.

Pergunta: No entanto, esperar pelos distúrbios é o caminho do sofrimento.

Resposta: Se você vencê-los tanto no nível corporal como no nível espiritual, então está bem.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/09/13, Lição sobre o Tema: “Sucot”

Como A Alma Cresce

Dr. Michael LaitmanO desenvolvimento espiritual ocorre nos sentimentos, porque o material da criação é o desejo de desfrutar. E nós podemos usar a mente apenas com a condição de que ela nos ajude a corrigir o desejo. Caso contrário, ela pode nos ferir.

Por isso, é dito que “não há ninguém mais sábio do que o experiente”, ou seja, primeiro você precisa passar por todos os tipos de sentimentos e impressões em seu desejo de desfrutar e depois você obtém sabedoria. Nós não podemos trabalhar na mente com o que não temos experimentado em nosso desejo, que é chamado de filosofia, que não tem base real. Afinal, tudo se baseia no material do desejo.

Os estados mudam a cada segundo, porque, se um estado não está mudando, o tempo não está se movendo. Qualquer estado muda devido ao fato de que primeiro nós nos anulamos sob a influência da Luz. Todo o trabalho é feito pela Luz: a Luz é primordial. Ela cria um desejo, o afeta e transforma. Nós só somos obrigados a aceitar a ação da Luz, deixá-la entrar. Nós expressamos o nosso consentimento, um pedido, uma oração, para persuadi-la a fazer o seu trabalho.

Tudo depende do nosso estado: se nós exigimos como bebês ou perguntamos como adultos. Existem muitos tipos de relações entre a Luz e uma pessoa, ou melhor, o desejo pela Luz, pedindo que a Luz o influencie e faça alguma ação sobre ele.

Por que é necessário que o desejo se volte para a Luz e peça-lhe para agir? Pois através disso, o desejo entende o que a Luz vai fazer e concorda com isso. Ele adquire inteligência, a cabeça, e se torna semelhante à Luz. Ele não pode executar a ação em si; a ação se refere à obra do Criador, mas por causa disso, o desejo cresce até se tornar igual à da Luz. Minha tarefa é atrair a Luz em todas as ações que quero feitas para mim, e a Luz realiza tudo.

Cada pedido como este começa a partir da autoanulação: eu quero que a mudança seja feita em mim, mas não sei exatamente o quê. Afinal de contas, este será um novo estado, que não consigo reconhecê-lo ou ver com antecedência. É impossível falar sobre algo que eu ainda não cheguei. Portanto, eu preciso de autoanulação, e peço ao superior para fazer esta ação em mim para me salvar.

Eu não sei o que Ele vai fazer e no que Ele vai me transformar, o que eu vou me tornar num instante. Mesmo que a cabeça e o corpo mudem, isto é, o pensamento e a ação, tudo, para que eu não reconheça meu antigo eu como era um segundo atrás, a tal ponto que eu me torne uma criação inteiramente nova. Eu não me importo no que vou me tornar, é mais importante para eu dar a mim mesmo a Luz a fim de que ela realize sua ação.

Eu tenho que estar pronto para isso e desejar mais do que qualquer outra coisa querer me desligar de tudo do passado, de modo que nada reste do passado, e não veja uma única propriedade antiga em mim, mesmo que não exista qualquer transição entre o passado, presente e futuro. Só então isso significa que estou pronto para o impacto da Luz sobre mim.

Isso não deve vir do desejo de fugir do estado anterior. Eu estou pedindo para ser não mudado, porque me sinto mal. Eu não peço para ser salvo dos problemas, pois isso seria um pedido egoísta em vez do avanço para o próximo nível espiritual. Eu peço uma coisa: ajude-me ser como a Luz, torne-me algo semelhante a ela, para me tornar um doador para alguém.

Tudo o que eu posso esclarecer é apenas no grupo com relação aos amigos, à humanidade. Assim, eu estou me preparando para a verdadeira oração. Eu estou buscando-a porque não sei o que deveria ser esse sentimento. Então, eu procuro, trabalho, estudo, divulgo, faço tudo o que posso. Você tem que ser sensível ao que é dado para avançar em direção à explosão da verdadeira oração, que leva à resposta para ela de Cima.

Assim, eu chego à autoanulação, ao sentimento de alegria, solidariedade, lealdade à Luz, que é chamado de devoção da alma. Eu sei que tudo o que ela vai fazer para mim vai ser correto. E não é porque eu quero fugir dos problemas e não tenho outra escolha, mas, pelo contrário, eu estou bem e não me falta nada. Falta-me apenas uma coisa: entregar-me à Luz, tornando-me incluído na qualidade de doação para que ela reine sobre mim e me permita não pensar em mim, mas ser fiel ao essa qualidade única.

Isso é chamado de oração correta, o pedido pela primeira ação da Luz, que é o início do embrião espiritual. Depois disso, a pessoa começa a sentir a sua conexão com a Luz na medida em que se sente como uma gota de semente espiritual que deve se anular dentro da propriedade de doação.

Isso inicia o longo processo de crescimento espiritual do embrião, que passa por uma constante autoanulação em relação à Luz, que cada vez que passa mais propriedades de doação ao embrião. Todo o caminho espiritual (a escada inteira, o nascimento, a amamentação e a maturidade) refere-se à aquisição de propriedades adicionais de doação sobre o estado anterior. Assim, a alma cresce.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/09/13

Eu Estou Sonhando Em Me Tornar Um Escravo Da Doação

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “O Cálice da Bênção deve estar cheio até a borda”. Para fazer com que a Luz atue em mim, eu tenho que pedir a Luz para fazê-lo como resultado de todos os meus desejos que ela deve corrigir.

Eu não sei que tipo de desejo é esse e sobre qual parte de mim eu peço, mas deve ser a medida plena. Eu não sei como isso acontece e se eu estou indo na direção certa para encontrar os desejos necessários. Eu só tenho que trabalhar constantemente para me dar tanto quanto possível os pensamentos, desejos e ações de doação, e para ser incluído no grupo até que eu volte para o grito correto organizado para mim pelo Criador.

A verdadeira oração é já uma conseqüência da influência da Luz. Afinal de contas, nós mesmos não fazemos nada, exceto a preparação. A oração em si é o resultado de muitas etapas preliminares e da preparação, a oração antes da oração.

A Luz nos afeta gradualmente por pequenas iluminações na escuridão, nos estados de desamparo e impotência até que o desespero atinge o limite, quando a pessoa está pronta para fazer qualquer coisa para se tornar escrava da doação, que irá dominá-la e preencher toda a sua mente e coração.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/09/13

Intenção Como Destino De Israel

Dr. Michael LaitmanA intenção é a única coisa que depende de nós. Galgalta ve Eynaim (GE) em Israel, aqueles que aspiram diretamente ao Criador (Yashar El), não tem nada, exceto a intenção. GE, na verdade, não precisa de nada, exceto a intenção, uma vez que representa o elo entre a parte inferior e a superior do Superior. O Superior está num estado de pequenez (Katnut), a única coisa que o inferior tem em sua posse é uma Reshimo e o Superior do superior está no estado de adulto (Gadlut).

Primeiro, a iluminação de cima desperta a Reshimo do inferior; depois ela eleva o seu pedido ao Superior. O Superior dirige a Reshimo ao seu Superior e, em troca, o Superior envia a Luz de Retorno ao Superior. Em seguida, o Superior entra num estado de vida adulta (Gadlut), adquire AHP, e começa a influenciar o inferior, transformando-o de um “ponto único de Reshimo” para um estado de pequenez.

Assim, o Superior em essência é a intenção do cálculo, enquanto que o Inferior é a ação, o estado de recepção, um vaso, um desejo.

Assim, ambos os estados de pequenez e idade adulta no Superior referem-se especificamente à intenção, à sua essência: um pequeno “burro” e um grande “burro”, um homem pequeno e um grande homem. A intenção que o Superior constrói varia de acordo com a solicitação que ele recebe do Inferior.

O Inferior exige ações: “Dê-me! Faça isso por mim!” Aqui, você precisa coordenar essas exigências com o Superior, combinar, e, assim, a Luz que Reforma muda gradualmente o Inferior e se torna-se o “corpo” para a “cabeça” do Partzuf.

De um jeito ou de outro, Galgalta ve Eynaim e AHP do Superior se “sincronizam” com a intenção. Israel não realiza esta ação, Israel só dirige a comunhão.

Isso explica por que somos obrigados a realizar a unidade entre as pessoas. Caso contrário, onde elas vão buscar a força para isso? Se elas encontrassem força para se unir sem a nossa ajuda, isso se transformaria numa “assembléia de criminosos” e causaria muito dano. É por isso que temos que trabalhar de forma clara e firme com o mundo, para que todos entendam o que estamos fazendo.

Nós esclarecemos explicitamente que é a nossa metodologia especial. Além de nós, ninguém pode alcançar resultados positivos copiando apenas o nosso método. Pelo contrário, se eles persistirem, em meio ano ou um ano, suas tentativas conduzirão a resultados negativos.

Nossa metodologia não tem nada a ver com misticismo ou coaching, ou qualquer outra coisa assim. É a unidade que construímos com a ajuda da força superior. Outros podem reclamar idéias semelhantes, mas esta metodologia é apenas nossa. Isso deve ficar bem claro.

Apenas os nossos amigos que forem treinados e qualificados serão capazes de levar as pessoas à unidade, uma vez que eles próprios estão unidos em grupos, trabalhando para reforçar a unidade com seus amigos, e estão conectados com a força superior através de seu professor. Portanto, eles são os únicos que podem ser os condutores desse processo. Além disso, nós reconhecemos que há um grupo dentro do Superior, mas vamos falar sobre isso na próxima vez.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 11/09/13, “A Paz”

Pedir Perdão Pelo Esforço Que Eu Não Fiz

Dr. Michael LaitmanRabash, “Shlavei HaSulam”, 1985-1986, Artigo 36, “O que é a Preparação para o Perdão”: Quando a pessoa vem pedir ao Criador para perdoá-la por seu erro contra Ele e um defeito em seu respeito pelo Criador, abençoado seja Ele, a pessoa precisa ter pensamentos sobre qual foi o seu erro com respeito ao Criador.

Eu peço perdão não pelos defeitos com os quais eu nasci, que são encontrados desde o início na minha natureza. Eu não me relaciono a eles (Gênesis 08:21) “… pois a imaginação do coração do homem é má desde a sua juventude…” Eu não me relaciono com a inclinação ao mal em si, mas somente com o meu esforço: eu poderia já ter subido acima da minha inclinação ao mal para construir “telas” e adquirir a relação de doação, amor e conexão acima da inclinação ao mal? Eu poderia ter agido de acordo com o princípio, “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12)?

Especificamente, se eu tenho sido negligente neste esforço, eu preciso expressar remorso e pedir perdão, e preciso chorar sobre isso. A “tristeza da Shechina” não é que Ela preparou para nós o estado quebrado, o defeito, mas que nós não tentamos elevá-La do pó de acordo com as condições com que é possível para nós fazermos isto.

A Luz que Reforma chega de acordo com o meu esforço. Se ela não chegar com a conexão com ele, ela me mostra a quebra geral que foi feita pelo Criador. Em contraste com isso, quando a Luz que Reforma chega de acordo com o esforço que eu faço ou não, ela me revela apenas a minha parte, o esforço que eu não dei e poderia ter dado.

Não é necessário se desculpar por não ter nascido para ser bem sucedido em algo — por exemplo, não ser fisicamente forte, não ser sábio suficiente, ou sem uma boa memória e habilidade para o aprendizado; não há nenhuma necessidade de reclamar disso. Se eles não me deram alguma coisa, isso é sinal de que eu não preciso disso. Se não tenho habilidades particulares e tenho dificuldade por causa disso, é óbvio que eu tenho que trabalhar nestas condições durante toda a minha vida.

Meus traços de personalidade não certificam que eu seja bom ou mal. Pode ser que eu tenha nascido preguiçoso, perdulário, arrogante e assim por diante. Basicamente, o fato de ter nascido com essas características já é um sinal de que não preciso me relacionar com isso. Não cabe a mim corrigi-las. Cabe a mim corrigir apenas minha participação no que elas me revelam além da minha natureza. Se lá, para além dela, eu sou preguiçoso, eu tenho que fazer um sacrifício sobre esta preguiça, e sobre esta falta de participação eu preciso chorar no Dia do Perdão (Yom Kippur). Eu peço perdão não pelas minhas más características com que nasci, mas pelo que eu realmente poderia ter corrigido quando recebi a oportunidade do Céu e não realizei.

Portanto, quem não faz um esforço, não revela o mal encontrado nele. E alguém que faz um esforço descobre que ele é mau — e isto é só na medida em que ele poderia ter feito uma correção e não corrigiu.

Nós não somos responsáveis por tudo o que os sistemas espirituais danificaram antes de nos corrigir. Este é o dano ao sistema geral. Ao invés disso, nós corrigimos o que é imposto a nós e, assim, todo o sistema será corrigido. Você vê, o sistema foi danificado já que um componente entrou nisso, que é chamado de Adão. Portanto, quando nós corrigimos a participação da pessoa no sistema, nós corrigimos tudo.

Pergunta: Como o arrependimento está ligado aos relacionamentos entre os amigos?

Resposta: Como está escrito, Yom Kippur não corrige os erros da pessoa relacionados ao seu amigo. Eu devo pedir desculpas pelo que aparentemente causei e, ao mesmo tempo, lembro-me que isto também foi feito pelo Criador. De uma forma ou de outra eu não lamento que descobri que sou mau. Eu peço desculpa pela sensação de que a diferença entre eu e o Criador encontra-se ainda em mim. Então, eu a corrijo.

E isto significa que mesmo na descoberta do mal, eu devo sentir alegria.

Pergunta: Não há ninguém que não tenha feito algo ruim a outra pessoa, mesmo sem querer. Como eu posso me redimir disso? Como pedir perdão?

Resposta: Uma pessoa faz isso ao alcançar a conexão. Esta é a sua compensação. Não há nenhuma necessidade ou ação que possa reparar o que eu fiz. Todo o mal que eu fiz causou a separação. Todo o bem que eu posso fazer: isto é apenas para causar a união. As formas e maneiras de bem e de mal não são importantes; a principal coisa é especificamente união ou separação. Se você fizer desta forma, você não vai errar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/13, Escritos do Rabash

Quando Vem A Salvação?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em um dos posts em seu Blog é dito: “Depois que as pessoas estão em desespero completo com tudo o que têm tentado, nós podemos deixá-las saber que temos um método que lhes dará saúde, controle, respeito, dinheiro e assim por diante. Elas terão tudo o que necessitam neste mundo, um Jardim do Éden na Terra, mas para isso elas devem se conectar”.

Como podemos explicar isso, se, apesar de todos os nossos esforços em conectar, ainda não temos nada?

Resposta: A pessoa nunca pode realizar qualquer ação espiritual se não estiver “em desespero completo com seus próprios atos” e não gritar com o Criador quando se encontrar no último nível, e com um pouco mais ela vai cair de lá num abismo. Só então é que a salvação vem do Criador. Caso contrário, ela não tem um “Kli” (vaso) pronto.

Como nós podemos conseguir isso neste mundo? Se não fizermos nada, o Criador vai nos enviar golpes, a Luz vai brilhar em nós o tempo todo e nós vamos nos sentir cada vez mais opostos a Ele, ou seja, em estados cada vez piores. Este é o caminho do sofrimento. Enquanto não chegamos a um estado final de morte por este caminho, não conseguimos nos desviar dele. Mas podemos chegar a um estado de necessidade de receber ajuda do Criador, de forma consciente, sem chegar a um estado de impotência. Como é nós chegamos a isso conscientemente? Quando eu me sinto o oposto à Luz.

Tudo depende das condições em que a pessoa se encontra. Suponha que eu nasci numa aldeia pobre na África e recebo meia xícara de arroz e cem gramas de pão por dia. De repente, um grupo chega das Nações Unidas e começa a distribuir um quilo de pão e uma garrafa de leite a todos, dizendo que, se as crianças se comportarem bem, eles vão lhes dar comida. E quem comer bem também vai ver um filme. Isto é, um mundo totalmente diferente é revelado, com condições completamente diferentes.

Será que eu posso alcançar condições como estas? Quando eu morava numa aldeia na África um quilo de pão por dia parecia o Jardim do Éden para mim. Mas se eu me encontrasse em algum país avançado, se o dia não termina com uma visita a um restaurante com os amigos, este é um dia desperdiçado. Eu fico ainda mais deprimido do que durante o tempo em que só tenho um quilo de pão por dia na aldeia africana.

Isto é, tudo depende das condições em que a pessoa se encontra. Portanto, não há sentido absoluto nos sofrimentos.

Eu sou uma pessoa normal, tudo bem. De repente eu ganho um milhão de dólares na loteria. Eu verifico os números dez vezes, está tudo em ordem, tudo está de acordo com o que está no jornal. Eu “crio asas.” No final da semana, eles apresentam os prêmios, eu chego lá e eles me informam que houve um erro no jornal. O que eu posso fazer? Eu me encontro em desespero absoluto, mas é artificial, pois eu não tinha nada antes. O desespero surgiu como resultado do pensamento de que eu ganhei na loteria, mas foi explicado que isso foi um erro.

Isso é, nós podemos chegar a um estado como este artificialmente, quando eu fico imensamente deprimido porque ansiava muito em alcançar a Luz Superior e não a tenho. Como posso fazer isso? Com a ajuda do ambiente. Com a ajuda dos amigos eu posso me apressar, de modo que grito que quero isso agora e imediatamente! Junto com isso, eu atinjo uma clara consciência de que não recebi nada a não ser “um soco na boca”.

Cabe a nós fazer isso a nós mesmos. Isto não é fácil. Certamente nós precisamos nos tornar um pouco infantis como isso, mas, em seguida, vamos chegar a um estado de um grande desejo e, correspondentemente, com um estado de desespero imenso com relação às nossas “próprias forças”. E eu vou exigir do Criador que aqui Ele deve me ajude! Ele não tem escolha, pois estou exigindo isso! Cabe a nós nos tornarmos realmente desesperados e desejosos. Então, tudo será bem sucedido.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Após O Entradecer Vem O Novo Dia

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que cada vez a pessoa cai mais fundo? Como ela pode alcançar a adesão eterna?

Resposta: Nós caímos cada vez mais fundo porque desejos egoístas cada vez mais fortes, mais grossos, nos são revelados. Como está escrito: “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é maior do que o dele”. Nós precisamos estar imersos num egoísmo maior a fim de alcançar uma maior Luz refletida ao trabalhar nela. Quanto mais baixo descemos em nossos desejos, mais alto subimos devido à correção, um em oposição ao outro.

Caso contrário, é impossível. Tais são as leis, mesmo na física de materiais, não apenas na espiritual.

A descida contém todas as informações sobre o próximo passo. O problema é só esse, que quando estamos na descida, nós perdemos a sensibilidade e não conseguimos senti-la. Se nós sentíssemos o que recebemos numa descida, entenderíamos as poderosas ferramentas que temos.

O único problema é que todos os órgãos sensoriais param de trabalhar na descida e não conseguimos revelar nada. Em essência, a diferença entre descida e subida é que a Luz vem, dá-nos uma nova atitude para com o nosso egoísmo e para com o Criador, e nós precisamos apenas amarrar isso em um: Israel (nosso desejo pelo Criador), a Torá e o Criador. Depois, nós vamos usar corretamente o egoísmo que nos foi revelado.

Mudar a nossa atitude para com o que é revelado na descida é chamado de subida. No entanto, o mais importante é a descida, porque a revelação de novos desejos é onde nós experimentamos um novo mundo – mais elevado, exaltado, expansivo – e isso sempre acontece durante a revelação da escuridão. Como está escrito: “E foi a tarde e a manhã, um dia”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/13, Shamati # 33 “Os Lotes em Yom Kippurim e Haman”

Tudo Depende Da Preparação

Dr. Michael LaitmanA pior coisa com relação ao nosso estado físico e espiritual é a frivolidade. Não há nada pior do que isso. Alguns pequenos sorrisos, movimentos, ou atos de desrespeito, e pronto. Tudo dentro de mim cai. É terrivelmente necessário estar com medo que, com isso, vocês sejam susceptíveis de prejudicar o amigo, mas vocês poderiam prejudicar a si mesmos muitas vezes mais.

É necessário estar sempre em “alegria séria”, mas com o coração. Mesmo que a sua condição seja a pior, mas a emoção venha do coração, isso vai ajudar. De forma alguma deve haver qualquer exibicionismo, a menos que vocês estejam intencionalmente jogando para animar o amigo. É necessário manter o nosso nível e estar constantemente preocupado em se elevar cada vez mais o tempo todo. Não se esqueçam do mais importante: a preparação.

Eu aconselho aqueles que têm a oportunidade de se conectar a transmissão ao vivo da nossa lição matinal. Embora eu diga que não faz diferença quando vocês a veem, também é possível assistir mais tarde, mas se vocês puderem, esta é a verdadeira hora. Há uma importância psicológica nisso para a pessoa. A energia espiritual que existe no mundo encontra-se aqui.

Mas quando a pessoa sente que agora não há necessidade de aproveitar este estado e teme que ele passe, ou seja, ela está num estado relaxado, se levanta, faz uma pausa no computador, goles de café, e assim por diante, ela não está colada à tela.

Portanto, eu recomendo muito a vocês que, se possível, assistam ao menos parte da transmissão ao vivo da lição, e não percam a nossa conexão e união na noite de domingo.

Vocês se apercebem qual é o significado da preparação: todos nós estamos nos preparando para o estado de conclusão da correção, da plena adesão de todos junto com a Luz. Toda a nossa vida, toda a nossa elevação espiritual, é chamada de “preparação”, e, portanto, ela precisa preceder todas as nossas atividades. Antes da lição, eu preciso me levantar pelo menos um quarto de hora antes, a fim de ler alguma coisa. Eu preciso fazer alguma coisa comigo. Eu preciso ouvir algo no caminho para a lição.

Leiam Salmos ou alguns trechos da nossa literatura, algo que não esteja ligado a nada, o que faz com que vocês se sintonizem no caminho certo. Um violinista ou violoncelista afina seu instrumento, não importa qual melodia ele vai tocar mais tarde. Portanto, nós também precisamos afinar nossos “instrumentos”, e assim, na lição nós vamos tocar.

Eu não consigo imaginar vir para a lição sem me sintonizar a ela. Não importa para eu saber o que vou fazer com vocês. Acreditem em mim. Eu me sentei agora, olhei para o assunto da aula, e ela começou. Isso não faz diferença para mim, mas eu tenho que me sintonizar antes e depois!

Antes da lição noturna, Rabash dava um passeio na rua por meia hora. Eu me levantava uma hora e meia antes da lição, embora só precisava caminhar cinqüenta metros ou menos. Eu precisava tomar um banho quente, me animar, ler alguma coisa de seus materiais que não desviasse minha atenção na aula, mas, pelo contrário, me sintonizasse corretamente.

Às vezes acontece que você leu algum material e, depois disso, é difícil para você se reagrupar e vir. Você chega e, de repente, um assunto completamente diferente foi preparado para você. Esta é uma responsabilidade, pois na minha frente, há dezenas de milhares de alunos sentados ao redor do mundo!

Esta é a forma como cada um de nós deve se sentir, porque nós estamos trabalhando num Kli (vaso) comum. Eu não estou atento a nada em particular. Eu estou sintonizado a essa conexão que vocês podem me dar a qualquer momento, e se vocês não podem, então, mesmo a lição está carente.

Às vezes, o seu estado, a sua conexão, me abre tanto que o discurso realmente flui livre e fluentemente, e isso não depende do número de pessoas. Pelo contrário, depende da qualidade da conexão. Às vezes vocês têm êxito, e o material parece maravilhoso. Portanto, é preciso levar tudo isso em conta e ser bons filhos.

Da Convenção em São Petersburgo 13/07/13, Lição 4