Textos na Categoria 'Torá'

Os Segredos Do Livro da Torá

No Zohar,o capítulo”Vayakhel (Moisés Assembéia),”Item 217: O significado do livro da Torá neste dia. Porque está escrito: “E leram no livro, a Lei [Heb: Torah] de Deus, distintamente, e eles sentiram e entenderam a leitura”.

O segredo do livro da Torá se revela apenas entre nós. Se conseguirmos criar um espaço entre nós, que por um lado, será determinado pelo nível de ódio entre nós, que nos separa uns dos outros, e por outro lado acima do ódio, irá criar uma conexão entre nós, o ódio vai nos dar o poder de resistência “um resistor”, enquanto a conexão entre nós vai nos fornecer a corrente para operar este resistor.

Então, o trabalho se revela com base na corrente que passa pelo resistor. Podemos operar um motor, esquentá-lo ou esfriá-lo; qualquer coisa pode ser feita. Essas duas forças opostas pode beneficiar-nos quando cada uma age contra a outra. [Leia mais →]

Não Crie Um Ídolo para Você Mesmo

Baal HaSulam, “Um mandamento:” “…, habituando-se a servir as pessoas, a pessoa benefícia as outras e não a si mesma. Assim, torna-se gradualmente apta a manter o Mitzvot do Criador com a necessária condição de beneficiar o Criador e não a si mesma”.

Eu não sigo, não entendo, e não quero entender esse princípio. Se eu preciso trabalhar e unir-me com a humanidade, isso é claro para mim. Estamos aqui juntos, a diferença entre mim e os outras apareceu apenas devido ao rompimento, e eu me sinto separado delas. Então, eu tenho que superar, corrigir esta força da ruptura e tornar-me unido a elas.

Mas o que acontece com o Criador? Ele está talvez, em algum lugar fora e posso alcançá-Lo através da humanidade. Ou, através da união com os outros no grupo, eu descubro que Ele está dentro, entre nós e até mesmo preenche todo o espaço. [Leia mais →]

Como Superar O Peso Do Egoísmo Habitual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que o trabalho interior deve se tornar um hábito. Por outro lado, a pessoa deve abandonar o seu mundo e todos os seus hábitos anteriores, e entrar num lugar desconhecido, da mesma forma que o Criador envia Abraão para longe, ou atravessar o “Mar Vermelho”. Como eu posso avançar neste novo caminho, porque eu sinto que se eu continuar do jeito que sou, permanecerei no mesmo lugar?

Resposta: Esta é uma observação muito sábia. O hábito é bom para atingir o nível atual. Mas, para superá-lo, é preciso abandonar a sua terra, da forma como Abraão o fez. Deixar um velho hábito significa pretender adquirir um novo. Mas nós estamos sempre adquirindo um novo hábito, uma nova natureza, um novo grau.

Se eu quero aprender alguma coisa, eu tomo o exemplo de um especialista. Para ele, essa ciência tornou-se habitual, mas não para mim. Ele tem uma compreensão, uma realização, e um comportamento habitual, enquanto eu não. Mas eu quero me tornar o mesmo que ele. É por isso que eu tenho que deixar para trás os meus hábitos, que eu adquiri no passado e que tenho no nível atual. Uma vez que eu termino de dominar este nível, eu me apego a algo superior.

No entanto, quando eu faço isso na espiritualidade, eu tenho que olhar para o comportamento interno do superior, ao invés do comportamento externo. Eu não verei nada olhando para a externalidade. Eu devo de alguma forma discernir a que eu tenho que me unir dentro dele, que qualidade eu tenho que revelar nele, como usá-lo a fim de subir ao seu nível e aprender com ele.

Eu tenho que exigir que ele me eleve, porque sou impedido por meus velhos hábitos, como por pausas. Por um lado, eles me apoiam no meu nível, mas por outro lado, eles se agarram a mim e não me deixam subir mais alto.

Eu tenho que receber uma força especial contra esses laços, contra os hábitos, que me arrancará desse estado. Esses hábitos são como a gravidade da Terra, como um peso que não me permite sair do chão. Se eu peso 100 quilos, eu preciso de uma força maior do que esse peso para me elevar. Ela deve ser pelo menos de 101 quilos. Caso contrário eu não subirei.

E a mesma coisa acontece na espiritualidade. Eu tenho que pedir que o superior aplique uma força maior em mim do que meus hábitos e força atuais. Estes são mecanismos muito simples.

Como eu posso pedir que ele anule toda a minha natureza anterior, a qual estou tão acostumado? Nós somos como crianças que estão tão apegadas aos seu cobertor velho ou travesseiro que elas se apegam a eles e não concordam em abandoná-los por nada. É por isso que eu preciso de um ambiente que me permita deixar para trás os meus hábitos e adquirir algo novo, algo superior!

É como se você estivesse ouvindo uma voz interior lhe dizendo, “Saia da sua terra” – este é um despertar que vem do Alto. Isto é o que o Criador diz a Abraão. Nós estamos enterrados dentro de nossos hábitos e somos incapazes de sequer pensar em deixá-los. Dentro dos meus hábitos, eu me sinto confiante e melhor do que nunca. Se uma pessoa sente qualquer aspiração de deixar seus hábitos, isto está vindo até ela do Alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/11, Shamati

Não Há Amor Sem Ódio

Dr. Michael LaitmanQuando nós estamos falando de conceitos espirituais, se não houver o ódio no início, não haverá amor mais tarde. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero, porque a Luz nela leva a pessoa de volta à fonte”.

A fonte boa é o amor. Mas ele não pode ser revelado a menos que o mal, o ódio e a rejeição sejam revelados primeiro. Nós devemos nos acostumar com o fato de que o amor e o ódio são sempre revelados e trabalham juntos.

É por isso que nós descobrimos tanto o ódio quanto o amor na nossa sociedade, e devemos entender que um é impossível sem o outro. Nós não somos anjos perfeitos, mantidos no nível inanimado, mas pessoas com todo o nosso egoísmo cruel.

Na medida em que você anseia sentir amor, você descobrirá apenas um ódio maior. Essa é a única forma de você se tornar digno da “saída do Egito” e chegar ao “Monte Sinai”. A montanha de ódio (“Monte Sinai”) é o resultado do nosso trabalho anterior.

A Torre de Babel é apenas o começo; nada foi revelado lá. Portanto, vinte gerações de Adam HaRishon (Adão) até Abraão, sendo as primeiras gerações de Cabalistas, são chamadas de antepassados. Esta é apenas a preparação inicial, porque um forte desejo não foi revelado lá ainda.

A primeira vez que o desejo foi revelado foi na Babilônia, que é onde a ciência da Cabalá se originou. Já havia uma pequena montanha de ódio lá – “A Torre de Babel”, acima da qual era possível subir. A ciência da Cabalá, a ciência da conexão, nasceu lá, e as pessoas que foram capazes de se conectar também surgiram lá. Portanto, ela é sempre revelada acima ódio.

Portanto, não há necessidade de ter medo do fato de que o mundo hoje está revelando ódio. Nós apenas temos que deixá-lo ser revelado de forma natural e preceder o golpe com um remédio, de modo que o ódio seja revelado com entendimento, de forma consciente. E nós temos que estar confiante no fato de que nós temos as instruções precisas de como usá-lo corretamente.

Da lição de 15/08/11, passagens selecionadas no Dia do Amor

Salte e Não Olhe Para Trás

Pergunta: No seu tempo, Baal HaSulam parecia estar batendo em uma porta fechada, tentando alertar a nação acerca do perigo. E ele entendeu o que estava acontecendo. Como ele não desistiu diante deste impasse?

Resposta: Este não é um impasse. O sucesso está nas nossas mãos, e não temos outra maneira de ir – temos de agir, especialmente hoje, quando o mundo inteiro está em crise. Hoje não estamos mais falando sobre a sobrevivência de uma nação em particular, Israel, porque o colapso está se aproximando em cada lugar que você olhar.

Uma situação especial surgiu quando todos entendem que as coisas estão ruins, mas ninguém tem uma solução. Estes não são os conflitos entre os fracos e os fortes, os ricos e os pobres mais, mas, pelo contrário, temos deparado com um problema global que irá tornar-se expresso na forma mais radical dentro de alguns meses.

Dadas as circunstâncias, temos que se unir mais e mais forte. Claro, será difícil. É como cruzar o Mar Vermelho: Você não vai chegar a lugar nenhum até que você salte para a água. Mas você tem todas as condições, a fim de pular.

Atravessar a Machsom é um empreendimento problemático. Ele requer que você pule sem olhar para trás, mas você atinge este estado quando você é capaz de fazer isso.

Da 5a. parte a Lição Diária de Cabala 14/08/11 “A Nação”.

 

O Mundo Inteiro Está De Pé Embaixo Do Monte Sinai

Dr. Michael LaitmanPara que o estudo se torne um “elixir da vida” ao invés de um “elixir da morte”, ele tem que começar com a intenção de atrair a Luz que corrige. Nós temos que estudar e abrir o livro somente para a nossa correção.

A Cabalá e todos os outros livros sagrados, não importa em que linguagem eles foram escritos (por exemplo, o Talmude e a Mishna usam a linguagem dos conselhos e alegorias), são descrições de nossa conexão com a Luz, nossos estados espirituais. Todos esses livros, escritos pelos sábios (Cabalistas) no curso de toda nossa história, falam do mundo espiritual, nossos estados mais elevados.

Se a pessoa estuda com o objetivo de alcançar os estados e graus espirituais dos quais os Cabalistas nos falam, como uma criança que deseja crescer, então primeiro ela alcança a revelação de seu próprio mal. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e, além disso, a Torá, o meio para sua correção”.

Enquanto nós estivemos “no exílio”, tudo isso estava oculto, mas agora nós começamos a sair do exílio final. E tal qual durante o êxodo do Egito, hoje nós estamos de novo em pé diante da recepção da Torá se desejarmos nos tornar “como um homem com um coração”, alcançar a garantia mútua tal qual no Monte Sinai.  

Um monte de ódio está sendo revelado na nossa frente (Monte Sinai vem da palavra Sinnah – ódio). Mas, mesmo a despeito disso, nós nos unimos com a ajuda de nossos pontos no coração, a qualidade superior, o Moisés em nós que nos empurra para cima e nos guia através do deserto, através do “período de preparação” para entrar na “terra de Israel”, isto é, o desejo para a doação.

É assim que toda a humanidade, hoje, está em pé diante da montanha de ódio. Isso se revelou a nós como um por todos e é chamada de crise global. Nós estamos todos no mesmo estado, mas nem todos entendem completamente isso ainda, tal como aquela multidão de pessoas que também incluía diferentes pessoas – homens, mulheres, idosos e crianças, que pouco entendiam o que estava acontecendo.

Mesmo assim, todos já começaram a sentir esse estado. Só que alguns já entendem que a causa de tudo isso é o nosso ego e o ódio que nos divide, enquanto que outros ainda experimentam isso como uma situação financeira ruim. Cada pessoa sente algum tipo de carência dependendo de suas qualidades, do seu ambiente e necessidades: uma pessoa tem necessidade de um apartamento, outra tem necessidade de queijo tipo cottage, uma terceira de algo mais, e assim por diante em toda a humanidade, em cada pessoa..

Da 1aparte da Lição Diária de Cabalá 11/08/11, Escritos do Rabash

Não Há Nada Pior do que a Indiferença

Temos que lutar pela indiferença porque esse é o pior estado possível. Indiferença é chamado de morte.

Respeitamos muito as duas formas que são opostas: o amor e o ódio. Faraó, Haman, e todos os outros pecadores descritos na Torá são personagens muito importantes. Sem eles, não seríamos capazes de nos elevar à santidade. Nós recebemos todos os nossos vasos, desejos, a partir deles. Todos os homens justos ficam em frente a eles, porque o Criador fez um contra o outro.

Portanto, não importa se uma pessoa suporta algo ou protesta contra isso. A coisa mais importante é que ela se preocupa muito, ao contrário de ser indiferente a isso, sentir que está “nem aqui nem lá.”

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Um Meio Especial

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut“: Está escrito, “Você será o Meu tesouro dentre todos os povos”. Isso significa que você será meu tesouro (uma qualidade especial, Segula), e as centelhas de purificação devem passar através você a todos os povos e nações do mundo.

Segula é uma ação especial através da qual nós corrigimos nossa intenção egoísta para uma altruísta. Eu não sei exatamente como essa ação é realizada, mas ela me permite mudar, adquirir uma segunda natureza, para entrar na próxima dimensão, uma realidade que está acima da minha atual. Eu não sei exatamente como isso ocorre.

É por isso que o êxodo do Egito é chamado de “milagre” e a força de correção, a Luz que corrige que está contida na Torá, é chamada de “qualidade especial” – Segula. Eu não tenho nenhuma idéia sobre como ela funciona. Eu só vejo os resultados, como se certa “iluminação” se derramasse sobre mim ou certa força agisse em mim, e me tornasse diferente.

Assim, mesmo que eu não entenda como a Segula funciona, eu a ativo ao realizar as condições que foram ditas. “Faça isso”, escrevem os Cabalistas, “E você receberá isso”. Eu não posso traçar esta conexão. Não está ao meu alcance. Eu simplesmente sei que ações específicas de minha parte trarão uma reação específica, embora a cadeia de causa e efeito ainda não esteja clara para mim. Isso porque ela se origina da Luz, do Doador, enquanto que eu ainda estou no desejo egoísta e não O vejo ou sinto. O contato com Ele ainda não está claro para mim, assim como eu não entendo o mecanismo da conexão de retorno pelo qual o Doador me influencia e muda alguma coisa dentro de mim.

É por isso que esse tipo de ação é chamado de “especial”. A criança tem esse mesmo “meio especial” ao brincar e crescer em nosso mundo. O que realmente causa seu crescimento? Nós estamos tão acostumados a ver como as crianças se desenvolvem brincando que não percebemos como isso acontece. Que força é ativada pelo contato da criança com um brinquedo, com imagens em um livro, com os animais que vê, ou com os carros que passam por ela na rua? Como as imagens do grande mundo, das quais ela quer se aproximar, formam algo novo dentro dela? Para nós esta é a rotina normal, mas na sua essência, este é o mesmo “meio especial” no trabalho.

A criança quer crescer e é atraída a todos os tipos de formas do mundo adulto, e é assim que ela realmente cresce. Da mesma forma, se quisermos avançar, devemos realizar diversas ações a fim de ativar a força superior que nos eleva. Na criança o desejo de crescer é incutido naturalmente, enquanto nós temos a liberdade de escolha: Devemos organizar um ambiente, o estudo, e nós mesmos, e anexar a intenção. É assim que nós nos desenvolvemos.

Assim, a “Segula” é o resultado de certas ações que a pessoa faz, mesmo que ela não saiba exatamente o que ela ativa e como ela é ativada em resposta. Conosco isso é expresso em nosso relacionamento com a Luz superior, enquanto que nas crianças e expresso em suas relações com o mundo circundante. O mesmo princípio age nas interações entre as “nações do mundo”, ou seja, todos aqueles que não aspiram ao Criador, e “Israel”, ou seja, aqueles que aspiram a Ele. Nosso relacionamento com o Criador é semelhante ao relacionamento delas conosco. Afinal, elas não têm uma centelha, uma conexão com Ele, uma aspiração para Ele, ou um desejo de revelá-Lo. Somente os problemas as forçam a procurar algo melhor. É por isso que nós lhes trazemos a ciência da Cabalá numa forma adaptada, acessível.

O convite para revelar o Criador não diz nada a elas. Elas precisam de uma boa vida aqui e agora, e nada mais. Assim, nós revelamos gradualmente a nossa mensagem a elas, na forma apropriada, e elas nos usam como um “meio especial”, como um “tesouro dentre todos os povos”.

Ao estar conectado a nós, elas “de repente” começam a adquirir forças, compreensão e desejos que não tinham antes. Estas “centelhas” vêm do Infinito, do Criador – através de nós para elas. Como resultado, a “qualidade especial” age em todos os níveis.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, “Arvut“

Procurando A Novilha Vermelha E O Poço De Água

Dr. Michael LaitmanOs livros de Cabalá usam diferentes imagens para descrever a conexão entre Malchut e Bina. Por exemplo, eles usam a imagem de um poço, vazio ou cheio de água. Um poço vazio (Malchut) consome tudo e permanece vazio. Enquanto que um poço cheio de água é a conexão apropriada de Malchut e Bina. Ou o contrário, o desejo de Malchut eleva-se à Bina, ao céu, e obtém água daí. É por isso que chove.

Outra descrição da conexão entre Malchut e Bina é a “novilha vermelha”, um sacrifício purificador, cujas cinzas purificam alguns e, ao contrário, tornam outros impuros. Todas essas transições são relacionadas à forma como Bina e Malchut incluem-se uma na outra: se Bina torna-se incluída em Malchut ou Malchut em Bina, e qual delas domina, pois uma conexão traz purificação, e outra impureza.

A “novilha” simboliza a força de Bina, a força de doação, porque ela dá leite (a Luz de Hassadim ou da Misericórdia). Mas se ela for vermelha (Aduma em hebraico), o que significa que está ligada ao solo (Edom), então ela está misturada com Malchut. E quando as forças de doação e recepção (Bina e Malchut) se conectam, é o homem quem determina qual será a força resultante.

Se o homem tem a intenção de corrigir-se e atingir a doação, ele vai tirar a força de doação exatamente dessa conexão de forças chamada de “novilha vermelha” e se purificará. Mas se ele já era puro, um novo desejo egoísta se revela nele, e se ele é ainda incapaz de trabalhar com ele, ele se torna impuro.

A Torá fornece instruções detalhadas sobre como encontrar uma novilha vermelha e queimá-la, e o que precisa ser feito com as cinzas. Estas não são ações simples, porque nada disso existe em nosso mundo, embora os cientistas estejam à procura de vestígios de uma novilha vermelha para provar que ela existiu uma vez, mas agora desapareceu.

Durante os tempos do Templo, a nação inteira estava em um nível espiritual, devido à sabedoria da Cabalá, como está escrito: “Todo adolescente conhecia as leis da impureza e da purificação”, que é a diferença entre a recepção egoísta e a doação. Em outras palavras, o nível deles correspondia à conexão de Bina e Malchut, chamado de “novilha vermelha”, e eles podiam entender a que a Torá se refere.

Toda a Torá é uma descrição da ordem de correção, uma “instrução” (Oraa) sobre a correção da alma.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 27/06/11

Quem Servirá A Quem?

Dr. Michael LaitmanNós somos criados com o desejo de receber prazer, e no intuito de corrigir esse desejo, a nossa intenção deve ser “em prol da doação”. Ao fazer isso, nós nos corrigimos e atingimos o propósito da criação: a adesão total com o Criador. Mas, para atingir a correção, devemos nos unir com a força de doação.

A força de doação é chamada de Bina, e a força de recepção é chamada de Malchut. Estas duas forças, de doação e recepção, devem entrar uma na outra. Quando elas se unem, então, de acordo com a análise combinatória dessas duas forças, cria-se quatro resultados: Malchut em Malchut, Malchut em Bina, Bina em Bina, e Bina em Malchut.

Se Bina entra Malchut, cria-se uma força do mal, porque Bina cai sob o reino de Malchut. Malchut governa sobre ela, dominando-a, tornando Bina sua escrava. Este estado criou todas as forças do mal no mundo.

Às vezes, essas forças fingem ser boas, a fim de seduzir e subornar a pessoa e depois atraí-la para o mal. Esta é uma força especial, astuta e egoísta (Klipa), contido em Malchut. Com a ajuda desta força, Malchut conquista Bina e começa a usá-la. Está escrito que o mal não pode existir no mundo, a menos que inicialmente finja ser bom. Esta é a forma como as forças do mal operam, e por esta razão elas existem.

Se for apenas Malchut, então é um simples desejo de receber, como nos mundos inanimado, vegetal,  animal e humano, nos quais apenas as forças dos níveis inanimado, vegetal e animal estão agindo. Ou seja, é um simples ser humano que está vivendo uma vida corporal primitiva.

Quando Bina está presente no desejo de receber prazer de uma pessoa, essa pessoa torna-se muito inteligente e astuta. Ela sabe como ajudar e dar a você, e assim explora você ao máximo. Essas são forças muito más causadas pela inclusão de Bina em Malchut: as forças de doação que caíram sob o domínio do egoísmo.

A inclusão oposta ocorre quando a pessoa usa seus próprios esforços para elevar Malchut a Bina. Então ela se conecta a Bina, porque quer entrar e se tornar escrava, uma parte inseparável da força de doação, como um feto no ventre da mãe. Bina é chamada de Ima Ilaa (a mãe superior). Ou seja, ela quer se desenvolver apenas através da conexão, sendo guiada e protegida pela força de doação, o Criador. Assim, as forças do bem são criadas, que escolhem partes do desejo egoísta e os corrige gradativamente desde dentro.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 27/06/11