Textos na Categoria 'Torá'

O Segredo Do Nome Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Vayikra” (O Senhor Chamou), Item 16: E a abertura das Luzes das quatro letras de Yod-Kof-Reish-Aleph (יקרא) [Yiḳra, “vai chamar”] é considerada um chamado e um convite para Moisés vir para a tenda da congregação.

O Criador é revelado num nome de quatro letras. Visto que o nosso desejo é feito de quatro fases, a sua correção é gradual – da fase mais iluminada à mais escura, a mais egoísta – e é a revelação gradual da Luz do Criador que corrige todos os nossos desejos e os preenche. Nós revelamos o nome do Criador, o que significa que o Criador é revelado em nós.

A realização do Criador é de acordo com as quatro letras, de acordo com os quatro níveis de correção do ego. A Torá nos fala sobre o nome do Criador, que não pode ser pronunciado e que é um segredo até que a pessoa o revele dentro dela. Revele-o e o segredo se tornará uma revelação.

Este nome não é expresso, uma vez que é impossível escrever ou expressá-lo como ele é revelado dentro de nós. Esse é problema de uma pessoa, como é dito: “Se a juventude soubesse e a velhice pudesse”.

Nós não podemos dizer ou mostrar aos outros o que cada um de nós alcança, porque a pessoa que você quer transmitir isso deve ter os atributos correspondentes.

A proibição de expressar o nome do Criador não é um tabu, mas a incapacidade de colocar em palavras as sensações espirituais. A pessoa pode pronunciar Seu nome sem parar, mas isso não vai significar nada a ninguém.

Esta é a razão da maioria dos santos livros estar escondida da humanidade, de modo que as pessoas não se confundam com qualquer coisa neles. Agora, quando o nosso ego está maduro e pode usar esses livros corretamente, mais ou menos, a fim de se corrigir, eles são revelados ao mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/10/13

Caminho Para O Sétimo Milênio

Dr. Michael LaitmanDe acordo com a sabedoria da Cabalá, cada Sefira se divide em dez partes; cada uma delas por sua vez se divide em mais dez, e assim por diante. Nós agimos em Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod; elas simbolizam os seis dias da semana. Malchut é a última Sefira, o sábado (Shabat).

Quando a Luz Superior desce, ela nos complementa com suas propriedades, ou seja, outras três Sefirot mais superiores: Keter, Hochma e Bina. Quando todas são adicionadas, elas formam dez Sefirot, o sistema completo.

A Luz que desce termina o trabalho que é feito nas primeiras seis Sefirot: Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzah, Hod e Yesod, e completa Malchut, tornando o vaso um todo.

O sistema de correção é que a Luz Superior, que é chamada de Torá, cumpre todo o trabalho de remontar a alma comum depois de nos esforçarmos plenamente a fim de alcançar a conexão global, e isso é importante, como dito na Torá.

A Torá descreve em quais propriedades particulares e em quais condições devemos nos conectar e que tipos de egoísmo surgem em nós durante este processo. Todas essas explicações constituem um grande e amplo “romance”. Ao mesmo tempo, as coisas descritas na Torá são muito simples.

É semelhante ao fato de que a nossa realidade é constituída de elétrons, prótons e nêutrons; no entanto, quando eles se conectam, eles desenham uma imagem vasta e complexa do nosso mundo, que em si mesma é sempre as mesmas dez Sefirot.

Portanto, quando este princípio torna-se claro, é fácil perceber como qualquer parte da criação deve trabalhar no estado corrigido, qual é o atual nível de corrupção, e como devemos trabalhar com a inclinação egoísta, a fim de nos unirmos com outros para acionar a Luz que corrige.

Durante seis dias de trabalho gradual e constante, nós começamos a perceber que só a Luz é capaz de nos conectar e que a ordem onde a nossa união pode ser alcançada é extremamente rígida: Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod. Naturalmente, não temos essas propriedades, pois elas só podem ser obtidas através da união com os outros.

Tudo que eu tenho é o meu egoísmo; tudo que você tem é o seu ego. Quando nos aproximamos, novas qualidades surgem no ponto do nosso contato. O altruísmo e o egoísmo se entrelaçam e criam uma sensação de jogos políticos, intelectuais e, mais importante, psicológicos, quando reciprocamente exploram um ao outro: quem e o que nós somos especialmente quando nos concentramos não em nós mesmos como indivíduos, mas na nossa inclusão mútua.

Primeiro, Hesed e Gevurah surgem entre nós; mais tarde, quando entramos mais um no outro, surge Tiferet, onde diversas propriedades se entrelaçam. Cada um começa a se revelar em relação ao outro: quem é o outro. Eu posso me revelar apenas em relação a você, e você só pode fazer o mesmo em relação a mim. As propriedades comuns que se manifestam em nós são chamadas de Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzah, Hod, Yesod. Elas são um limite, uma fronteira entre nós. A Luz que desce as cola juntas e, portanto, nos conecta juntos. Nosso ego permanece fora.

Quando a sétima Sefira, Malchut, junta todas as seis propriedades, elas se unem e, assim, as três Sefirot superiores, que são as propriedades da Luz, descem e um completo objeto espiritual surge.

Isso explica por que se diz que este mundo vai durar seis mil anos e que, no início do sétimo milênio a Luz vai completar o seu trabalho.

O sétimo milênio é a Luz que preenche toda a alma e começa a elevá-la para os próximos níveis: dos milênios oitavo, nono, e décimo. Esta é uma correção completa, porque nós começamos a trabalhar no nível das três Sefirot superiores: Bina, Hochma e Keter.

Mas isso só acontece depois que a alma comum é corrigida, quando o Adam quebrado se corrige e se depara com o Criador; quando a criação é corrigida. Neste momento, Adam percebe que aspira e possui o poder de alcançar o Criador, e ascende às três Sefirot superiores, que são Suas propriedades, e as obtêm.

É por isso que a queda de Adão e a quebra foram essenciais para a conclusão do ciclo de correção integral durante os primeiros seis mil anos, ao passo que o sétimo milênio representa uma subida ao milênios oitavo, nono e décimo.

O mais importante é concluir todo o esquema, então vamos entrar numa dimensão totalmente diferente, uma nova dimensão. Nós não sabemos que alturas seguir, porque este é um estado que precedeu a nossa criação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

Shabat Espiritual

Dr. Michael LaitmanComentário: Nosso entendimento interior do Shabat é diferente da compreensão religiosa no judaísmo baseada na materialização dos mandamentos.

Resposta: Os compromissos físicos que os judeus religiosos observam diariamente são repetições materiais de ações espirituais, que a Cabalá recomenda segui-las.

No entanto, a Cabalá não nos ensina apenas a cumprir ações físicas neste mundo material, nem recomenda sentar sem fazer nada durante os Shabats. A Cabalá nos ensina a corrigir o nosso ego durante os seis dias da semana, ou seja, a se conectar com os outros. Quando estabelecermos uma conexão clara com os outros, vamos perceber que somos incapazes de nos conectar com eles no nosso próprio sétimo dia.

Nós vemos que o comunismo, socialismo, comunas e kibutzim não podem mudar o estado das coisas no mundo. Isso só é possível se agirmos de acordo com o esquema que nos dá a oportunidade de reunir corretamente todas as partes quebradas nos primeiros seis dias, resultando, no sétimo dia, com todos os nossos desejos e aspirações para reunir todos novamente, acumulando e sendo colados sob a influência da força superior que uma vez os quebrou. Portanto, juntando de volta as partes da alma comum, nós permitimos que a Luz, que uma vez as quebrou, as cole novamente.

Ao agir assim, o que nós vamos conseguir? Quando trabalhamos durante os seis dias, nós começamos a entender exatamente como exatamente essas partes podem ser reunidas, vemos se elas correspondem, como impactam e ajudam umas às outras, como se anulam diante uma da outra e se conectam acima do seu egoísmo.

Mas nós estamos apenas tentando! As pessoas são incapazes de fazer qualquer coisa por conta própria, que é o que a União Soviética e outros países do mundo tentaram fazer; algumas sociedades estão tentando fazer isso agora.

Mas isso é impossível, porque nos falta a força capaz de mudar as coisas, porque só estamos em nosso desejo de receber. Mas, se o fizermos corretamente, iremos gradualmente acumular a Luz Superior, e depois que terminarmos a construção deste sistema, a Luz vai nos influenciar e conclui-lo.

Se deixarmos como está ou simplesmente negligenciarmos, não vamos atingir a conexão correta com a Luz. Na verdade, para isso serviu a quebra, de modo que a partir de agora, do ponto mais inferior quebrado, nós devemos colar as partes quebradas num novo todo. A quebra ocorreu para que pudéssemos entender as propriedades da Luz, para nos conectar e subir ao seu nível. Este é o propósito da criação, a razão para tudo o que acontece com a gente e todo o universo.

Portanto, o sétimo dia da semana é a pedra angular e é chamado de “Shabat“, da palavra hebraica “shvitah“, que significa isenção de trabalho. Nós permitimos que a Luz trabalhe em vez de nós, e para estarmos incluídos nela. Os seis dias não se referem aos dias atuais; são ações que podem ser feitas, por exemplo, em 15 minutos, mas podem levar dois meses.

Cada sétimo estágio deve ser sempre em acréscimo dos seus esforços. Você olha para a ação da Luz e começa a entender suas propriedades. Em outras palavras, as qualidades da Luz entram no sistema de conexão mútua que criamos. Então, nós subimos ao próximo nível e atingimos as propriedades da Luz conforme os nossos esforços durante os seis dias da semana.

Esta é a forma como nós trabalhamos, semana após semana, até chegarmos à reunificação completa de todas as partes quebradas numa única alma unificada e atingimos a Luz que age dentro do sistema, isto é, o Criador: a força original que fez todo o universo. Este é o nosso trabalho, a nossa meta, o nosso progresso.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

Fazer Um Sacrifício É Se Aproximar Do Criador

Dr. Michael LaitmanA essência inicial da criação é o desejo. O desejo é realmente neutro e pode ser dirigido em qualquer direção, para si ou para outros; ele pode estar em qualquer lugar e ter qualquer aspecto. Mas quando uma intenção egoísta “a fim de receber para si mesmo” é adicionada a ele, ele se torna cruel e mal, uma vez que é focado não só em sua satisfação, mas também na inclinação de não dar aos outros.

Toda a natureza de uma pessoa é a inclinação ao mal. Diz-se: “Eu criei a inclinação ao mal; eu criei a Torá como tempero”. A inclinação ao mal é chamada de nosso desejo que tem a intenção constante “a fim de receber para si mesmo”.

Rejeitar o uso egoísta dos desejos é uma ação espiritual chamada “realizar um sacrifício”. Em outras palavras, sacrificar o nosso ego não anulando-o, mas anulando o uso egoísta dos desejos.

Realizar um sacrifício é a capacidade da pessoa de realmente cortar pedaços de seus desejos nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza.

Todos os desejos são divididos em quatro partes: os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza. Cada parte tem seu próprio aspecto da correção do seu ego para o altruísmo, a doação.

O trabalho mais simples é o trabalho com os desejos no nível inanimado da natureza. A Torá representa a construção do Tabernáculo, a preparação de diferentes objetos de ouro e pedras preciosas, o uso de sal na comida, a água, e tudo o que obtemos da terra.

Todas as plantas na natureza pertencem aos desejos no nível vegetal: grama, sementes, cereais e alimentos preparados a partir desses materiais, como o pão que é feito de farinha, etc.

As diferentes categorias de desejos no nível animal são descritas na Torá sob a forma de pássaros, peixes e animais, e já são sublimes desejos egoístas que devem ser mortos em certo ritual e a carcaça deve ser refrescada de uma maneira especial.

Cada um dos desejos corporais de uma pessoa deve ser processado de uma maneira especial, de modo que possa ser transformado de um uso egoísta para um uso altruísta. Isto é o que as leis da Kashrut se referem, ou seja, que elas são limpas do ego.

O último nível dos desejos são os desejos humanos, quando já temos que trabalhar em nós mesmos. Esta intenção mais elevada é chamada de sacerdote (Cohen), a mais baixa é chamada de Levi, e uma ainda mais baixa é chamada de Israel (as massas).

Realizar um sacrifício significa mudar os desejos de um nível egoísta para um nível altruísta. Por outro lado, não é um sacrifício, uma vez que em hebraico a palavra “Eid” (vítima) significa aproximar-se, ou seja, uma ação que nos aproxima do Criador.

Em geral, todas as leis e regras que a Torá apresenta se referem apenas à correção do ego. A parte principal, os sacrifícios (“Kurbanot“- vítimas), são os níveis que descrevem a aproximação da pessoa do Criador e a correção do ego ao altruísmo: do ódio aos outros para o amor aos outros.

Todas as ações espirituais são realizadas dentro de uma pessoa no grupo quando ela está junto com amigos que compartilham as mesmas ideias e com quem ela esclarece os elementos de seu comportamento interior e exterior: como cooperar com elas corretamente e como o grupo afeta cada um dos seus membros.

Assim, cada um, junto com a força geral de anseio pela doação e amor que se revela entre todos, gradualmente revela tais atributos altruístas que podem realmente elevar o grupo acima do nível egoísta. Isso é chamado de transição do nosso mundo para o mundo superior.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/10/13

Fraternidade Universal

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Vayikra“, Item 99: “Como é bom e agradável quando irmãos convivem em união”… Por seu amor, o Criador os chama de “servos”, como está escrito: “Porque os filhos de Israel são meus servos; eles são os meus servos”. Depois Ele os chama de “filhos”, como está escrito: “Vós sois os filhos do Senhor, teu Deus”. E depois disso Ele os chama de “irmãos”, como está escrito: “Meus irmãos e meus amigos”. E como ele os chamou de “irmãos”, Ele queria colocar Sua divindade neles e Ele não vai se desviar deles. Depois, está escrito: “Como é bom e agradável quando irmãos convivem em união”.

Os sacrifícios de uma pessoa significa que ela começa seu trabalho contra a sua natureza básica, a fim de se conectar, de modo que possa revelar o Criador dentro dela.

A morada gradual do Criador numa pessoa ocorre de acordo com os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza, que são chamados respectivamente de servos, filhos e irmãos.

Nós passamos por todos esses níveis em nossa atitude para com o outro, e em nossa atitude para com o Criador, até chegarmos à completa e total conexão mútua entre irmãos e nos tornamos irmãos com o Criador. Só quando estamos juntos nos tornamos irmãos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/10/14

Uma Vaga Revelação Do Criador

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Pekudei), 40:33: Finalmente, Moisés armou o pátio ao redor do Tabernáculo (Mishkan) e colocou a cortina à en­trada do pátio. Assim, Moisés terminou a obra.

A construção do vaso geral onde o Criador pode ser revelado terminou. A preparação de uma pessoa para a realização do Criador terminou.

Agora, nós somos obrigados a realizar um trabalho especial, interior, para a criação de tais condições em que a força superior será revelada nos atributos aparentemente corporais de uma pessoa.

A Torá, “Êxodo” (Pekudei), 40:34-40:38: Então a nuvem cobriu a Tenda do En­contro, e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo. Moisés não podia entrar na Tenda do Encontro, porque a nuvem estava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o Tabernáculo. Sem­pre que a nuvem se erguia sobre o Tabernáculo, os israelitas seguiam viagem; mas, se a nuvem não se erguia, eles não prosseguiam; só partiam no dia em que ela se erguia. De dia a nuvem do Senhor ficava sobre o Tabernáculo, e de noite havia fogo na nuvem, à vista de toda a nação de Israel, em todas as suas viagens.

Se examinarmos o que a Torá diz através de imagens em nosso mundo, podemos atravessar o deserto do Sinai em duas semanas. No entanto, a nação de Israel vagou no deserto e realmente acampou lá por 40 anos. Portanto, é assim que a preparação do local para a revelação do Criador é descrita alegoricamente. Se tivermos o desejo de revelar o Criador, Ele será revelado, mas não de uma forma clara, externa.

O ponto é que existem diferentes níveis e graus de parte dos nossos desejos, da aproximação ao estado de amor e doação na conexão entre nós. Embora alguns dos nossos desejos tenham atingido o nível de Moisés, os outros desejos não se aderem a este estado. Portanto, a revelação do Criador é vaga no momento.

A nuvem e a fumaça são sinais das linhas direita e esquerda. Fogo é revelação e nuvem é ocultação.

Isto se refere aos estados iniciais do nosso desenvolvimento espiritual, levando a uma conexão completa. Já existe um vaso (um desejo corrigido) formado numa pessoa, e ela sabe que quando continuar a trabalhar, vai descobrir a força superior neste vaso. É uma fase muito séria em nossa formação espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

A Imagem Real do Mundo

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” ( Pekudei ) , 38:22 : Bezalel , filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, tinha feito tudo o que o Senhor lhe ordenara.

Bezalel significa “na sombra do Criador”, que significa Masach (tela) que o ego constrói em semelhança à Luz de acordo com os materiais em nós. Eles são todos melhorados de acordo com o nível de Aviut (espessura).

A Torá, “Êxodo” (Pekudei) , 38:24 : Todo o ouro que tinha sido usado para o trabalho em toda a obra do Sagrado o ouro da tecelagem foram vinte e nove talentos, setecentos e trinta shekels, de acordo com o shekel sagrado.

Shekels não são moedas, mas uma medida de ouro uma vez que tudo era medido pelo seu peso nos tempos antigos.

Aqui temos um relato completo do ouro e prata e outros materiais que foram utilizados no trabalho santo.

Existem materiais que pertencem ao nível do inanimado, como o barro, cascalho, etc. ; materiais do mundo vegetal, como lã e diferentes plantas, e materiais do mundo animal como couros e algodão usados ​​para fazer panos etc. Todos eles simbolizam desejos do inanimado, vegetativo, e animal os níveis da natureza.

No trabalho espiritual nós elevamos estes desejos ao nível mais alto chamado Adam (um ser humano) e criar o Tabernáculo, o vaso para a revelação do Criador.

Todos os desejos estão dentro de uma pessoa, e a pessoa é o vaso para o mundo inteiro. É porque o mundo está dentro de mim e não do lado de fora, apesar de eu sentir que é corpóreo, material, real, e que existe fora de mim.

Quando eu sinto estas dualidades eu posso calibrar me para voltar o mais rapidamente possível para a imagem certa do mundo. Isto ajuda-me a reexaminar a minha atitude para com os que me rodeiam, para o ambiente ecológico e para toda a humanidade.

Todas as guerras no mundo estão, na verdade, dentro de mim. Elas ocorrem diante dos meus olhos uma vez que eu sou como um projetor que projeta diante de mim tudo o que acontece dentro de mim: as batalhas, os problemas, as explosões, espaço, etc.

Este sentimento é gradualmente revelado dentro de mim, sob a influência da Luz, e eu começo a sentir que todos os problemas do mundo são uma projeção de meus atributos não corrigidos. Primeiro eu tenho que me corrigir a mim próprio, e com isto eu corrijo o mundo inteiro. Esta é a perceção correta da realidade

Infelizmente, nós queremos o contrário: para corrigir tudo ao nosso redor para que os possamos sentir bem internamente. Mas isso acontece de acordo com o pensamento da criação, a fim de concentrar-se na atitude certa, a perceção correta do mundo.

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De “Segredos do Livro Eterno” da KabTV 10/16/13

Busca Interna

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Pekudei), 39:1-39:2, 39:22, 39:27: Fizeram também as vestes do ministério, para ministrar no Santuário, de azul, e de púrpura e de carmesim; também fizeram as vestes santas, para Arão, como o Senhor ordenara a Moisés. Assim se fez o éfode de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim e de linho fino torcido. E fez-se o manto do éfode de obra tecida, todo de azul. Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para seus filhos.

As vestimentas do ministério, o Ephod (éfode), Choshen (manto), são todas vestimentas de uma pessoa totalmente corrigida que simbolizam diferentes Masachim (telas).

Trata-se dos níveis aos quais devemos elevar nossos desejos, os níveis do inanimado, vegetal e animal, de modo que eles vão criar o correto Masach e nos permitir trabalhar no nível falante, no nível do sacerdote.

Nós temos que corrigir 613 desejos de acordo com o amor e a doção, como o atributo da Luz Superior exige de nós.

Ao ler a descrição, que é uma alegoria das ações espirituais, nós temos que entender o que acontece durante essas ações: onde a púrpura, o carmesim, o Choshen, o éfode e o Tabernáculo estão em nós, e olhar para tudo internamente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

Construindo Uma Imagem Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pekudei“, Item 13: Quando o Criador quis criar o mundo, Ele olhou para a Torá e criou-o. E Ele olhou para o santo nome HaVaYaH, toda a Torá, e sustentou o mundo. O mundo foi criado em três lados: sabedoria, inteligência e razão.

Em sabedoria, como se diz, o Criador fundou a Terra em sabedoria. Em inteligência, como se diz, Ele fundou o céu em inteligência. Em razão, como diz, em Sua razão abismos foram abertos. Isso significa que todos eles têm o direito de existir no mundo. Nestes três o Tabernáculo foi construído, como se diz, e Eu vou enchê-lo com o espírito do Senhor, com sabedoria, inteligência e razão.

A Torá fornece uma comparação entre a criação do mundo e a criação do Tabernáculo. Se o mundo foi criado pela força superior, o Tabernáculo foi criado pelo próprio homem e simboliza um vaso em que começamos a sentir o mundo superior.

No mundo corpóreo nossos desejos descrevem a sensação deste mundo. Nós podemos sentir qualquer coisa de acordo com o nosso desejo: de acordo com seu estilo, seus estados internos. Mas quando não somos atraídos por alguma coisa especificamente, não percebemos essa “coisa”. Se cortarmos certo sentido, a pessoa vai deixar de sentir certos objetos ou fenômenos, e ainda vai perder a capacidade de pensar, sentir, investigar e analisar as coisas.

Mas quando nós recebemos a doação espiritual de Cima, começamos a construir um vaso totalmente diferente de percepção, não deste mundo, mas do mundo espiritual: um mundo de forças, atributos e valores. Na verdade, ele é construído com base em correntes de luz, conhecimento e sentimentos superiores que descem sobre nós e, gradualmente, formam a imagem do mundo superior em nós.

Assim como nosso corpo foi feito de matéria elementar e lá há células-tronco, a partir das quais se formaram os tecidos vivos, nós também começamos a criar a imagem do vaso espiritual como resultado de tecidos de células-tronco elementares, o que em geral é semelhante ao nosso corpo físico, mas numa forma espiritual.

Ele tem os mesmos órgãos e disposição como no corpo humano, mas estes são em potencial e qualitativos. Assim, a imagem espiritual é chamada de ser humano, assim como o nosso corpo. Nós a construímos a partir dos elementos que recebemos de Cima. A Torá é o plano para a construção de um ser humano, o vaso espiritual que no final será preenchido com a plenitude. Assim como o nosso corpo físico é preenchido com uma força de vida corpórea, esta imagem espiritual (o vaso espiritual, o corpo espiritual) é preenchida com uma força chamada Luz, ou a vida espiritual.

A única diferença é que a existência da parte espiritual é totalmente independente do corpo físico. O corpo físico pode morrer enquanto esta parte continua porque já pertence ao mundo das forças que gerenciam toda a criação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

A Fonte Do Movimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pekudei“, Item 3: Diz-se quanta bondade Tu preparaste para aqueles que Te temem, e agiste por aqueles que encontram abrigo em Ti contra as pessoas. Quanto os seres humanos têm para ver e aprender sobre os caminhos do Senhor, uma vez que todos os dias uma voz decreta e diz: cuidado com os moradores do mundo, feche as portas dos pecados, abandone a rede que caça pessoas que diante de seus pés estão presas nessa rede.

Há uma perpétua roda de fiar no mundo, o que significa que Din (julgamento) de Cima sobe e desce, levantando e baixando as pessoas. Ai daqueles cujos pés foram rejeitados pela roda, uma vez que eles caem na profundidade preparada para os ímpios do mundo.

Nós aprendemos sobre duas formas de evolução aqui, porque uma pessoa recebe o livre arbítrio, mas este é muito limitado, uma vez que o plano da criação deve ser realizado e está sendo executado. O livre arbítrio está em realizar este plano de forma independente e da melhor maneira possível, e executá-lo voluntariamente.

Mesmo que nós vejamos como este plano é realmente benéfico e essencial, o nosso ego ainda se opõe a ele, e não nos deixa realizá-lo. E isso foi feito originalmente de propósito, porque as duas forças, positiva e negativa (negativa dentro de uma pessoa e positiva fora) agem em nós e nos influenciam; entre elas nós descobrimos o nosso livre arbítrio.

Se uma pessoa é criada pela natureza, pelo Criador, pela força superior, pela Luz, ela não pode ser totalmente livre; ela está sob a influência desta força como tudo na natureza.

Como nossos pensamentos e desejos podem ser livres, de modo que seremos capazes de existir independentemente do Criador? Nós recebemos duas forças que descem de Cima simultaneamente: o ego e o atributo de doação que aparece em nós; ambas estão sob o controle da força superior e se desenvolvem em paralelo. Entre elas há uma luta comum, rejeição, conflito.

Se nos colocarmos entre elas, podemos escolher um estado em que a atração de um lado e a atração do outro lado se equilibram. O ponto de equilíbrio entre essas duas forças é a linha do meio, e estando nela nós sentimos que estamos totalmente livres de toda a natureza egoísta e da natureza superior.

No entanto, há um problema aqui: como podemos escolher alguma coisa? Uma pessoa não pode agir como um burro. Se houver dois objetos totalmente idênticos diante dela, ela não sabe o que escolher. No momento em que ela sente um anseio por um deles, há um anseio idêntico e imediato pelo outro, e ela está entre ambos, sentindo-se dividida sem saber o que escolher.

Assim, nós experimentamos sentimentos muito desagradáveis: por um lado, nada parece funcionar para nós aqui, e, por outro lado, não sabemos o que fazer. É neste estado que a pessoa tem a opção de criar a fonte de um novo movimento dentro dela. Este ponto é o ponto de partida a partir do qual a pessoa pode elevar o ser humano em si. Antes ela era como um fantoche que a Providência superior operava puxando suas cordas.

Somente elevando o ser humano em nós é que vamos começar a sentir como fluxos de Luz descem de Cima e correm para o mar, para Malchut do mundo de Atzilut, e isso nunca é preenchido, mas, na verdade, leva-nos para frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13