Textos na Categoria 'Torá'

Avançando Rumo À Recuperação Da Nossa Visão

Dr. Michael LaitmanComentário: Nós esperamos que você nos conte o segredo das histórias complicadas na Torá.

Resposta: A explicação oral, não é uma revelação. Tudo é alcançado apenas na prática. Nós fomos educados para acreditar que isso revelaria tudo.

Se vivemos no mesmo mundo que as fontes escritas nos falam, então elas revelam algo, mas apenas na medida em que conhecemos este mundo. Se elas nos falam sobre um mundo que não conhecemos e tudo nele parece estranho, então as fontes escritas explicam alguma coisa?

É apenas uma explicação que nos diz que o mundo superior nos rodeia, como uma esfera dentro de uma esfera, e nós estamos dentro dele, e que ele constantemente nos gere em todos os aspectos, todos e cada um de nós e todos nós juntos. Eu preciso dessa informação só para entender o quanto é importante começar a se envolver nele e revelá-lo.

Hoje nós sequer entendemos o que está acontecendo em nosso mundo, e nos sentimos cada vez mais confusos a cada dia que passa. Se não atingirmos o mundo superior, a sua influência sobre nós, a forma como ele opera e seu objetivo, seremos como gatinhos cegos incapazes de fazer qualquer coisa sobre o nosso destino e existiremos como se estivéssemos em movimento caótico. Vamos viver uma vida sem sentido, perdidos no esquecimento, e flutuaremos na corrente, novamente na mesma condição inicial, porque não corrigimos nada e não fizemos nada para receber novos sentimentos. Também não desenvolveremos quaisquer sentidos adicionais, e assim tudo vai começar de novo.

Primeiro a pessoa tem que ver que ela é gerida pelo mundo superior, um mundo de leis rigorosas. Vivendo no nosso mundo corpóreo, nós só conhecemos algumas de suas leis, mas não temos ideia do que são as leis do mundo superior.

Se uma pessoa entende que está num conjunto rígido de leis físicas que operam sobre ela, que ela pode influenciá-las e descobrir a dupla conexão na medida em que percebe e compreende estas leis e é capaz de geri-las, então, será um grande passo a frente. As pessoas vão, pelo menos, saber que podem recuperar a sua visão e não fluir cegamente na corrente da vida, ou para deixar mais claro, não a vida, mas a morte.

Pergunta: Então, a pessoa deve tentar tudo isso sozinha?

Resposta: Isso não basta. São necessários sofrimentos. Se eu entendo que algo opera em mim, mas penso: “Deixe-o operar enquanto espero”, é como um filme onde o bandido é condenado a trabalhos forçados para ensiná-lo a trabalhar, mas ele permite que o gerente de trabalho o influencie, dizendo: “Você vai me influenciar, enquanto eu deito e descanso”. Mas quando ele é espancado, ele clama: “Oh! Céus!”

É essencial que deva haver aflições, mesmo as menores. Nós, na verdade, queremos o menor sofrimento e a maior compreensão, uma vez que junto, isso nos permitirá avançar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/12/13

Purificação Do Pecado

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Tzav), 06:24-06:25: E o Senhor falou a Moisés, dizendo: “Fala a Aarão e a seus filhos a lei da oferta pelo pecado: o animal da oferta pelo pecado será morto perante o Senhor no local onde é sacrificado o holocausto; é uma oferta santíssima”.

O pecado é o estado de estar submerso no ego. Se eu estou mais perto de mim mesmo do que de alguém isso já é um pecado. Por isso, é geralmente difícil não pecar.

Portanto, nós temos que corrigir o desejo em que eu quero desfrutar antes de dar prazer aos outros. Isso é chamado de uma oferta (Korban), que em hebraico deriva da raiz “se aproximar” (Karov), aproximar o nosso desejo do atributo de doação. Uma oferta é a parte do meu ego que eu posso sacrificar a fim de doar aos outros e amá-los.

O nosso papel e o papel da humanidade é perceber, entender e sentir que o ego é ruim, porque não há nada mais do que isso. Porém, nós nos referimos ao ego que não nos permite conectar com outras pessoas e não as inclinações e cálculos pessoais que cada pessoa tem, que nada têm a ver com a Torá. A Torá é o encontro dos desejos ao redor do Monte Sinai, ao redor do ódio mútuo que sentimos um em relação ao outro, que começa com uma pequena coisa, por estar mais perto de mim do que de você.

Tudo se resume à revelação no egoísmo. A fórmula é muito simples: “Eu criei a inclinação ao mal, Eu criei a Torá como tempero”, uma vez que a Luz nela reforma. É porque a Luz da Torá nos traz de volta à fonte, ao Criador, ao atributo de doação e amor.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/13

Recusando-Se A Receber A Décima Parte

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Tzav), 6:20-6:21: E o Senhor falou a Moisés, dizendo: “Esta é a oferta de Aarão e de seus filhos, a qual oferecerão ao Senhor no dia em que (um deles for) ungido; a décima parte de um efa de flor de farinha pela oferta de alimentos contínua; a metade dela pela manhã, e a outra metade à tarde“.

A décima parte de um efa de flor de farinha, simboliza Malchut, que eu tenho que desistir completamente, já que não tenho um Masach (tela) sobre ela, de modo que possa receber a fim de doar. Receber a décima parte é sempre receber a fim de receber (recepção egoísta). Mas é graças ao fato de que eu confio em Malchut que eu trabalho com os desejos que estão acima dela que são santificados, pois quando sou empurrado por ela e me torno separado do meu ego eu posso trabalhar a fim de doar (altruísta).

Como eu poderia trabalhar a fim de doar se não fosse pelo ego? As primeiras nove Sefirot são atributos do Criador. Como eu posso mudar para poder me assemelhar ao Criador? Ao ter a décima parte, Malchut (o ego), e quando eu me desprendo dela, eu me estabeleço e me pareço com o Criador, em contraste com ela.

Assim, a escada de Jacó, que se eleva acima da terra, na diagonal de Malchut à Bina, é formada. Diz-se: “posta na terra, cujo topo tocava nos céus”. Por isso, a décima parte na qual não podemos receber não pode ser usada e é cortada abaixo da Sefira Yesod.

De Kab TV”Segredos do Livro Eterno” 10/12/13

O Livro Eterno

Os cinco livros da Torá correspondem aos cinco atributos que uma pessoa deve revelar dentro de si e corrigir. Nessas propriedades, ela irá revelar o mundo em que ela realmente existe.

Ao invés do mundo corporal fictício, ela começa a ver um mundo diferente e sente que realmente vive nele, um mundo eterno e completo, enquanto em constante expansão e atingindo sua interioridade. Mas tudo isso acontece de acordo com o desenvolvimento da pessoa nos cinco sentidos espirituais.

Cada um dos mundos caracteriza o desenvolvimento de certo sentido básico, como o sentido do tato, por exemplo, mas eles incluem todos os outros sentidos internamente. Em seguida, o sentido do paladar se desenvolve, que inclui todos os outros sentidos nele.

Então vêm os sentidos do olfato, audição e visão, que incluem também todos os outros sentidos. Isto significa que todos os níveis, até mesmo o menor deles, é feito de todos os cinco, uma vez que não pode haver outra sensação, exceto a sensação de que é feita deles. [Leia mais →]

Comendo A Refeição-Oferenda

Dr. Michael LaitmanA Torá, ” Levítico ” ( Tzav ), 6:9 :E o restante dela comerão Arão e seus filhos; ázimo se comerá no lugar santo, no pátio da tenda da congregação o comerão.

Arão é o grande sacerdote ( Cohen) . Sacerdote ( Cohen) , pão, farinha processada e incenso simbolizam o atributo de doação em uma pessoa. Isso significa que todos escolhem os seus melhores atributos e levam-os para completar a doação em benefício dos outros.

Mas somente Arão e seus filhos podem comer o pão ázimo, o Matzot, já que eles estão no nível de Bina, o atributo da doação completa. Todos os restantes que não estão nesse nível, não pode comer este alimento, uma vez que o vão comer a fim de receber, e isto é considerado a morte espiritual.

Assim, Arão e seus filhos ascendem trabalhando na refeição-oferenda e todos os outros têm descidas.
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Da KabTV   “Segredos do Livro Eterno ” de 12/10/13

Primeiros Passos

Dr. Michael LaitmanO mais importante é a relação da pessoa com a ocultação, a escuridão, embora a escuridão seja muito desgastante. É precisamente de acordo com a atitude para com a escuridão que a proximidade com a revelação é determinada, não a atitude em relação à Luz, ao tempo em que você está em ascensão.

No momento da subida, todo mundo quer avançar, como se só tivessem uma única injeção de energia. A principal coisa é quando você está na escuridão, perdendo força, gosto e desejo, e mesmo assim se organiza a fim de ser Domem de Kedusha (nível inanimado da santidade). Você agora tem a oportunidade de gerir seus Kelim (vasos) por si mesmo, tanto quanto possível.

Na subida, na elevação do ânimo, quando o objetivo ilumina e atrai a pessoa e a empurra para frente, ela não avança por meio de suas próprias forças. É de dentro da escuridão e das descidas, especificamente das partidas:  Porque de Sião sairá a lei (Isaías 2:3, Miquéias 4:2), que você exige a Luz que Reforma, que é chamada de Torá.

Então, você diz, Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio (Salmos 91:9), ou seja, que o Criador cobre você. Você começa a ver a misericórdia superior nesta escuridão, porque ela oculta você daqueles prazeres físicos, os quais você teria perseguido e se esquecido sobre a santidade. E assim a ocultação vem, e a partir desta ocultação, você precisa atrair a importância da espiritualidade dentro de si mesmo e trabalhar nela.

Agora, você tem a oportunidade de descobrir a si mesmo, como uma criança a quem eles levantam e deixam dar seus primeiros passos sozinha. Não há escolha a não ser tentar dar estes passos sozinho, pois eles são para o seu próprio bem. É preciso compreender que toda a ocultação preparada para você pelo Criador é apenas para o seu próprio bem.

Certamente é impossível fazer isso sozinho. É melhor se você recebe alguma refeição, evento ou atividade de disseminação em que você se junta com outros. Este é um remédio maravilhoso que age mais rápido e melhor do que qualquer coisa. A principal coisa é não ficar sozinho neste momento; você deve programar a participação e a integração em todos os tipos de eventos e atividades, a fim de sair da descida o mais rápido possível com a ajuda de outros.

Porque aos seus anjos Ele dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos (Salmos 91:11), e na escuridão que é enviada à você, você deve acreditar que tudo é organizado pelo Criador. No entanto, você recebe especificamente a livre escolha dentro deste estado. O Criador é aparentemente oculto e removido. Isso dá à pessoa a oportunidade de agir de forma independente e participar num estado de Ó tu, que habitas no esconderijo do Altíssimo (Salmos 91:1), ou seja, na ocultação simples.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/05/14

Iluminar Um Ao Outro E Não A Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanM. Weisman, “Midrash Mesaper“, “Tzav“: “Na sua claridade o fogo do céu se assemelhava ao sol”.

Estes são dois grandes luminares, as luzes da noite e do dia, o sol e a lua, que devem ser os mesmos no futuro.

O ponto é que a lua ilumina através da luz que vem do sol, mas a Terra a oculta do sol. Quando a Terra ocultar totalmente a lua e, por outro lado, quando ela for corrigida, ela não será um Masach (tela) e brilhará mais que a lua, e a lua começará a iluminar como o sol, que é o estado que devemos alcançar.

Isso significa que Malchut, nosso ego anterior que será corrigido para doar e amar os outros, começará a iluminar como o Criador. Então, os dois grandes luminares não vão iluminar por si mesmos, mas um ao outro.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/12/13

Mover-se Em Direção À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se no Livro do Zohar que durante a construção do Tabernáculo o mundo recebeu amor, justiça, paz e unidade como presente.

Resposta: O Tabernáculo é uma patente Divina de conexão entre duas forças opostas que se complementam.

Em nosso mundo há apenas ódio, rivalidade, disputa e discordância. À medida que se acumulam cada vez mais, estes se transformam numa guerra e depois tudo se acalma por um tempo. Mas a paz e a tranquilidade é apenas um período de transição para o próximo nível de ódio e competição.

Infelizmente, a patente Divina não é conhecida pelo homem, uma vez vemos que ao longo da nossa história as pessoas se odeiam, não importa quão duro tentem estabelecer diferentes quadros de diplomacia, ética, leis, etc., entre si.

No passado, havia certas normas e códigos de comportamento que não existem hoje. Ninguém tem vergonha de nada, ninguém tem vergonha de ninguém, e a concorrência é uma coisa natural.

No passado, o homem, não o dinheiro, estava em primeiro lugar. Os valores principais eram as necessidades culturais de uma pessoa e sua perspectiva. Esta é a forma como ela foi criada.

Hoje em dia, no entanto, tudo é medido em termos do dinheiro. Os jovens não escolhem uma profissão de acordo com suas inclinações, mas porque o salário é alto.

Nós simplesmente subimos ao próximo nível de oposição entre duas forças opostas e agora devemos chegar a um estado muito sério e especial, onde não seremos capazes de viver em ódio, inveja, competição, rivalidade, conflitos e disputas.

Hoje todos concordam que a resistência é sentida em relação a todo mundo, e todo mundo sente resistência a certos indivíduos, mas isso realmente não preocupa ninguém, “E daí? Esse é o jeito que eu sou e é assim que me relaciono com os outros”. Este é um estado muito bom, porque é aqui que a verdade é revelada.

Esta é a forma como vivemos e esta é a nossa natureza. A crise está em toda parte, como vemos parte da humanidade morrendo de fome, enquanto a outra parte descarta comida, mas as pessoas ignoram isso calmamente: “E daí que as pessoas estão morrendo de fome, nós não nos importamos”. Nós não sentimos compaixão, mas só a rivalidade e ódio contra todos.

Assim, nós precisamos chegar a um estado em que essa rivalidade se torna insuportável, porque caso contrário essas duas forças opostas vão ficar tão perto uma da outra que haverá faíscas entre elas que vão nos queimar e nos levar ao fim da nossa existência.

Nós precisamos sentir esta ameaça diretamente, não no que diz respeito a toda a humanidade, mas no que diz respeito a nós mesmos, porque não nos preocupamos com ninguém, exceto nós mesmos.

Quando esse sentimento chegar ao nosso “eu” interior, as pessoas vão perceber e reconhecer o fato de que deve haver um jeito de sair daqui, já que há um ponto de divisão na natureza que nos permite sair deste estado. Então, graças ao nosso grande desejo egoísta, vamos começar a procurar e exigir de dentro de nós mesmos o caminho para o estado oposto. E nós vamos encontrá-lo porque temos um método para criar tal resistência entre nós pela qual podemos mudar o nosso trabalho de ódio mútuo em amor, justiça, compreensão mútua e igualdade.

Este é todo o nosso trabalho. É por isso que nós recebemos uma cabeça e o conhecimento, a fim de não avançarmos no escuro como uma toupeira, mas ao longo do caminho da Luz, vendo a meta diante de nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/12/13

Cinzas Dos Nossos Desejos

A Torá, ” Levítico ” (Tzav), 06:03 – 06:04: E o Cohen (sacerdote) deverá vestir a sua túnica de linho, e as calças de linho, sobre a sua carne. A deverá levantar as cinzas nas quais o fogo consumiu o holocausto sobre o altar, e as colocará em baixo junto ao altar. Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras, e deverá levar as cinzas para um lugar limpo fora do campo.

A cinza simboliza a parte queimada do nosso desejo que não podemos corrigir (a quarta parte, Behina Dalet). E assim é retirada para fora do campo porque é impossível utilizá-la.

O campo refere-se aos quatro níveis de nosso ego, que incluem os idosos, as mulheres, as crianças, os Levitas e os Cohanim (sacerdotes). Ninguém está autorizado a usar o ego mais pesado que não possa ser corrigido. Mantém-se parte da natureza, mas não pode ser usado e portanto, é retirado.

É semelhante ao costume de deitar fora parte da pele após a circuncisão para a areia e nessa altura livrar-se totalmente dela. Isto significa que as partes que não podemos usar simbolizam os maiores níveis egoístas que não podem ser corrigidos, uma vez que não temos a Masach (tela) para isso, os poderes para lhes resistir.
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De KabTV  “Segredos do Livro Eterno ” 12/6/13

 

Um Dia Eterno

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Tzav), 06:8-9: “E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Dá ordem a Aarão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto; o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele”.

Um altar refere-se aos sentimentos e desejos que uma pessoa pode corrigir de ódio em amor. A correção é feita à noite, no escuro, quando a pessoa não vê qualquer benefício próprio, pois, caso contrário, tais ações não seriam a fim de doar, focadas na conexão com os outros.

Por isso, nós trabalhamos no escuro até o amanhecer. Isso significa que não sentimos a Luz, o início de um novo dia, a menos que nossos desejos sejam corrigidos.

O fogo que queima todas as intenções egoístas incorretas deve queimar até a manhã, até que mudemos todos os nossos desejos em altruísmo e comecemos a sentir a Luz Superior chamada manhã, de acordo com a lei da equivalência de forma.

Pergunta: Qual é o significado de “sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele”?

Resposta: Esse trabalho nunca acaba. O estado mais correto é a sensação do dia e da noite, como está escrito: “Aqui é o dia para você e aqui é a noite também”.

A Torá nos diz que no futuro não haverá noite. Quando todas as nossas intenções egoístas queimarem e apenas os desejos com intenções altruístas a fim de doar restarem, vamos começar a sentir só o dia.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/12/13