Textos na Categoria 'Novas Publicações'

Meus Artigos Na Mídia, 05 – 30.11.16

Em Inglês:

The Jerusalem Post:

“Trump’s America Can Be Good for Jews”
“The Return of Sane Capitalism?”
“Beyond Trump and Clinton”
“A Bird’s-Eye View of the US Election“

Haaretz:

“What Liberal Jews Can Learn From Henry Ford”
“Dear John (Doe): Reply to an Anonymous American”
“From Watchdogs Into Dogs—How the Media Became a Fraud”
“The Demise of Totalitarian Liberalism”
“We’ve Probably Been Spared, For Now…”
“Trump vs. Clinton—Two Worlds That Never Meet“

Blogactiv:

“The Demise of Totalitarian Liberalism”
“The Return of Sane Capitalism?“

Em Alemão:

The Huffington Post:

“Die Rückkehr des zurechnungsfähigen Kapitalismus?”
“Von Wachhunden zu Hunden: Wie Medien zum Betrug wurden”
“Absurde Entscheidung der UNESCO spiegelt die ehrliche Meinung der Welt wider”
“Die selige Unwissenheit der israelischen Öffentlichkeit kann uns teuer zu stehen kommen“

Em Francês:

The Times of Israel:

“L’Amérique sous la direction de Trump peut être bénéfique pour les juifs”
“Les élections aux États-Unis : une vue d’ensemble“

Blogactiv:

“Ce que les juifs libéraux peuvent apprendre de Henry Ford”
“Cher Monsieur Untel : réponse à un Américain anonyme”
“Le retour du capitalisme raisonnable ?”
“De chiens de garde à chiens tout court : comment les médias sont devenus une imposture”
“La chute du libéralisme totalitaire”
“Au-delà de Trump et Clinton”
“Les élections aux États-Unis : une vue d’ensemble“

Em Italiano:

Blogactiv:

“Da cani da guardia della democrazia a cani servi di un solo padrone: come i media sono diventati un imbroglio”
“La fine del Liberalismo totalitario”
“È il ritorno ad un sano capitalismo?”
“Probabilmente siamo stati risparmiati, per ora…”
“Al di là di Donald Trump e Hillary Clinton“

The Huffington Post:

“Con Trump siamo stati risparmiati, per ora…”
“Al di là di Donald Trump e Hillary Clinton, la natura ci porterà al nostro stato finale completo“

Em Espanhol:

Blogactiv:

“Parece que nos hemos salvado, por ahora…”
“Elezioni americane: il punto di vista di un osservatore”
“
De supervisores a supervisados: cómo los medios se han convertido en un fraude”
“¿El retorno del capitalismo sano?“

The Huffington Post:

“Elecciones en EEUU: un vistazo panorámico“

Ynet: “O Guia Para A América Trumpista”


Da minha coluna no Ynet : “O Guia Para A América Trumpista”

Os Estados Unidos da América estão divididos, mostrando-se claramente separados em dois campos distintos. Se Trump tem sérias intenções de unir a América, deve construir um plano nacional de educação social, para unir o povo americano. Não mais propostas agradáveis, mas uma lei que seja aprovada pela Câmara dos Representantes. E quem é o melhor homem para o trabalho do que Trump?

“Eu quero um país que se ame, eu quero enfatizar isso”, disse Donald Trump na primeira entrevista que deu à imprensa após as eleições. Enquanto o presidente eleito fala em unir a nação e declara em tom conciliador que é importante para ele ser presidente de todos, milhares de pessoas têm protestado contra Trump nas ruas, carregando cartazes e clamando “ele não é meu presidente”, por uma semana inteira agora.

Durante a turbulenta campanha, Trump foi acusado pelos democratas de usar mensagens cheias de ódio que dividiram a nação norte-americana na sua campanha. Mas, na verdade, os deslizes provocadores e não politicamente corretos da língua de Trump não são a causa para a quebra na sociedade americana. Eles, de fato, iluminam e destacam algumas das raízes da doença maligna que tem sido incubada na América há anos, mas não é nada, senão hipocrisia afirmar que tais expressões são as que a criaram.

Brancos e negros, cristãos e muçulmanos, cidadãos locais (que emigraram para os Estados Unidos anos atrás …) e novos imigrantes, habitantes das grandes cidades e de cidades pequenas, liberais e conservadores, ricos e pobres, e, claro, pessoas religiosas e não-religiosas, todos se recusam a aceitar uns aos outros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto PEW, metade do povo americano detesta aqueles que têm uma opinião oposta à deles e até mesmo vê o outro lado como uma ameaça real à sua nação. Essa polarização me lembra em certo grau a atmosfera durante a Guerra Civil Americana, em 1861-1865. Mas, para evitar a divisão em duas Américas, Trump sugere suavizar o problema através da criação de mais postos de trabalho.

Trump, sem dúvida, mudou e continuará a mudar algumas das regras do jogo. Não há dúvidas disso. Mas, ainda assim, se me pedissem para aconselhar o presidente eleito quanto à forma de pavimentar o caminho dourado que irá unir a nação americana dividida, ao integrar uma solução sustentável para o problema do desemprego, a erosão da classe média e o desaparecimento da classe trabalhadora, eu o aconselharia a construir e conduzir um plano nacional de educação social para unir a nação americana. Essa não é apenas mais uma proposta agradável no papel, mas um plano em várias fases, abrangente e empírico, que irá incluir alterações na legislação, e vai tentar formular uma lei para sugerir e, em alguns casos, até mesmo impor a unidade como um dos princípios da Constituição norte-americana.

O Caminho Para Curar O Cisma Na América

A lei da conexão é de fato uma política de governo que vai encontrar o caminho para impactar e criar um ambiente atraente para cada cidadão americano, que visa dar às pessoas as ferramentas e criar um ambiente de apoio para os que irão ajudá-las a aprender como se conectar e se preocupar com os outros. Trata-se de um processo educativo que terá impacto sobre toda a sociedade, nos ajudará a conhecer a nós mesmos e o ambiente em que vivemos, e nos permitirá compartilhar o conhecimento que irá criar uma consciência comum e um sentimento de pertencer a um único sistema.

Um subproduto dessa iniciativa pode ajudar a resolver o problema do desemprego através da criação de uma ampla infraestrutura em todo o país em todos os setores que operam em uma variedade de estruturas sociais de jardins de infância, escolas, universidades, locais de trabalho, agências de emprego, meios de comunicação, hospitais e asilos.

Tal projeto deve ser acompanhado de cursos on-line e workshops empíricos que vão aumentar a consciência do mundo global em que vivemos, incluindo questionários que permitam que a pessoa meça seu progresso ao melhorar suas relações com a sociedade. Mais tarde, podemos usar os meios de comunicação para transmitir ideias que reforçam os valores de unidade e utilizar a enorme influência da mídia americana para criar um ambiente televisivo digital que irá apoiar o processo. Nos estágios mais avançados, as comunidades que já tiverem assimilado a importância da conexão e unidade como a solução para os problemas nacionais irão, naturalmente, se desenvolver e também serão capazes de encontrar soluções para os seus problemas pessoais. Esse tipo de aprendizagem pode ocorrer de diferentes maneiras e levar a América ferida por um processo de socialização e oferecer à sociedade americana dividida uma ideologia de unidade.

Gradualmente, populações e comunidades inteiras vão conhecer a história do “outro”; elas vão passar por workshops práticos e adquirir ferramentas para construir as conexões corretas com os outros e aprender como se comportar adequadamente na sociedade. Uma das opções é oferecer às pessoas que participam no plano de educação social uma espécie de incentivo e benefícios do Estado.

A lei da conexão irá primeiro amolecer o coração da nação, aproximar e conectar os dois campos que estão dividindo a América hoje, lutando nas praças das cidades. Passaram-se 150 anos desde que Lincoln, o presidente republicano, levou a União à vitória sobre a secessão de Estados Confederados, mas no século XXI, quando a nossa natureza egoísta está atingindo o pico de sua evolução e naturalmente aprofunda a brecha entre nós, nenhum tratado intranacional vai ajudar. Os valores do liberalismo, pluralismo, reciprocidade e liberdade de todos os tipos foram à falência, e basta dizer que você não está inclinado a concordar com a opinião de outra pessoa, para se sentir ameaçado pelo ambiente. O espírito mal e violento que tomou a América de hoje é diferente da unidade negociada durante a reconstrução no final da Guerra Civil que serviu de base para a nação americana unida, os Estados Unidos da América.

A Era Trump

Trump escolheu abrir seus primeiros discursos usando uma linguagem imponente, conciliadora, suave, o que é bom. Ele tem o talento de falar diretamente ao público de forma franca, brusca e com humor, que se ele canalizar para as redes sociais, que usou com tanto sucesso durante sua campanha, será capaz de apaziguar o público, através da veiculação de mensagens unificadoras e positivas. Se o próprio presidente americano der o exemplo e for o primeiro a dar uma lição de unidade, pode ser um movimento sem precedentes que irá aproximá-lo mais das pessoas e vai quebrar os mitos e a imagem negativa que têm manchado o seu caráter. Assim, ele será capaz de reacender a esperança, mesmo entre as massas que duvidam e protestam contra ele nas ruas. Elas também serão afetadas pelo discurso público, e, goste ou não, vão realmente perceber que ele está lá por elas, a fim de fazer a diferença e levar à igualdade.

Os tempos em que a América conseguiu viver em igualdade, garantia e interesse mútuo, foram os mais belos momentos da história americana, mas com o tempo, quando cada um começou a puxar em sua direção e os laços se enfraqueceram, os Estados Unidos sofreram grandes desastres.

A iniciativa educacional aqui apresentada se baseia nas leis da natureza global que a sabedoria da Cabalá ensina. A unidade é a estrutura subjacente na natureza. A natureza aspira ao equilíbrio, igualdade e totalidade, e como as pessoas são parte do círculo da natureza, nós também somos obrigados a agir em um círculo, igualdade, e em sermos mutuamente atenciosos com os outros. A única diferença é que, no nosso caso, temos que fazer isso conscientemente, passando por um processo educativo. Se construirmos conexões mútuas entre nós compatíveis com a vida no mundo global que está sendo revelado a nós hoje, sem dúvida vamos começar a compreender e a sentir, o que nos ajudará a tomar as decisões certas e ter sucesso em tudo o que fazemos. Esse é o vínculo que eu sugiro em honra ao Sr. Presidente eleito Donald Trump.

Dessa forma, ele vai ser capaz de estabelecer um país onde as pessoas se amam, o povo americano vai aprender a fazer com que o outro se sinta seguro, e dar aos outros a sensação de amor e calor, e o sentimento de vida em uma nação, não em 52 nações separadas. Esse método único de conexão não irá anular as diferenças entre os americanos e não os cobrirá com o familiar fingimento americano do discurso politicamente correto, mas vai espalhar uma grande proteção de conexão através de todos que vai cobrir todos os crimes com amor.

Nos 100 dias de graça restantes para organizar o governo antes da posse oficial em 20 de janeiro, eu calorosamente aconselho o presidente a iniciar a iniciativa de estabelecer um plano desse tipo, ou pelo menos seriamente considerá-lo e discuti-lo nos canais de mídia. O sucesso da nação americana nesse processo é importante para o povo americano, mas não é menos importante para nós e para o mundo inteiro.

De Ynet 17/11/16

Haaretz: “Trump, Brexit, Terrorismo, E O Elo Oculto Que Os Liga”


Na minha coluna regular no jornal Haaretz, “Trump, Brexit, Terrorismo, E O Elo Oculto Que Os Liga”. Os eventos e processos que agitam o nosso planeta estão tão profundamente ligados que suas causas profundas convergem para uma única razão.

Desde 2008, o mundo foi atingido por uma crise atrás da outra. Se você olhar para cada uma delas separadamente, pode pensar que nada conecta a crise financeira de 2008 com a Primavera Árabe de 2011, por exemplo, ou o aumento do terrorismo islâmico com o fluxo de imigrantes inundando a Europa e agora os EUA. Você também pode pensar que a vitória de Donald J. Trump e o Brexit da Grã-Bretanha não estão relacionados ou que não têm nada a ver com todos os processos que acabamos de descrever.

Na verdade, ficar sóbrio nunca é fácil. Mas, felizmente, a maioria das pessoas já vê, ou pelo menos sente que as mudanças que estão ocorrendo hoje estão todas conectadas. A verdade, porém, é ainda mais impressionante do que a superfície revela. Os eventos e processos que agitam o nosso planeta estão todos ligados tão profundamente que suas causas profundas convergem para uma única razão.

A Busca de Liberdade

Desde os primórdios da história, a humanidade evoluiu por várias fases. Com algumas variações e irregularidades, nós evoluímos da escravatura para o feudalismo (com diferentes nomes em diferentes lugares), e do feudalismo para o capitalismo.

Agora, ao que tudo indica, estamos no limiar de uma nova era. Como já se pode deduzir pelo surgimento de forças reacionárias e nacionalistas na Europa e EUA, o regime que vai herdar o capitalismo será uma forma fascista tipo nazista de governo totalitário.

Aliás, o comunismo russo, a meu ver, não fazia parte do fluxo global da evolução socioeconômica humana, uma vez que não surgiu da evolução natural da humanidade, mas foi imposto à nação russa. Em certo sentido, eles ignoraram o capitalismo e foram direto para o regime totalitário, que chamaram, ironicamente, de “comunismo”.

O motor por trás de cada etapa do desenvolvimento foi o desejo das pessoas por liberdade e justiça. Quanto mais as pessoas sentiam que mereciam ser tratadas como seres humanos dignos e não como objetos, mais liberal era o sistema econômico que elas estabeleciam. As pessoas sempre foram autocentradas, mas em algum momento de nossa evolução social o ego se intensificou a tal nível que a nossa noção de liberdade pessoal se transformou em um sentimento de autodeterminação. Nós começamos a sentir que merecemos tudo, até mesmo explorar os outros, se pudermos nos safar com isso. Assim começou o tempo em que vivemos: a era do egoísmo.

Geração Eu, Eu, Eu

Na nossa nova era, a maioria da população mostra pelo menos vários sintomas de narcisismo patológico. Em todo o mundo, as pessoas têm consagrado a riqueza como o único indicador para medir o seu valor. As pessoas fixam o olhar em seus smartphones na esperança de evitar o contato visual com estranhos. Em todo o mundo, as pessoas estão sozinhas e deprimidas.

A alienação está separando as pessoas e as comunidades ao ponto do ódio e sectarismo. Na pós-eleição nos EUA, por exemplo, as fendas dentro da sociedade americana se aprofundaram a tal ponto que, de acordo com o The New York Times, os eleitores de Clinton se recusaram a celebrar Ação de Graças com parentes, mesmo de primeiro grau, que votaram a favor de Trump.

Na verdade, quando o liberalismo se torna sinônimo de dissensão e separação, e o neoliberalismo torna-se um eufemismo para um capitalismo explorador, você sabe que uma mudança é iminente. Nós fomos tão longe quanto o ego pode nos levar. Daqui em diante, devemos encontrar uma nova maneira de se desenvolver ou descer ladeira abaixo sem freios.

O Sistema De Duas Forças Da Natureza

Apesar do cenário apocalíptico que acabamos de descrever, não temos que descer ladeira abaixo; não há nenhuma lei que obrigue isso. Há um caminho que tem esperado o tempo todo que olhemos para ele. Enquanto acreditávamos que o caminho do ego iria nos levar para onde queríamos, não tínhamos nenhuma razão para procurar em outro lugar. Agora que as coisas mudaram, uma outra maneira está emergindo da névoa.

Se olharmos com atenção para a natureza, veremos que podemos nos satisfazer usando um paradigma completamente diferente, um que não induz a sua própria morte, mas garante nossa perpetuação e prosperidade. Com exceção dos humanos, toda a realidade é executada em uma interação equilibrada entre duas forças: positiva e negativa. Essas forças se manifestam como dar e receber, ligar e desligar, inspirar e expirar, dia e noite, e todos os outros opostos que se complementam. Sem esse equilíbrio, o nosso universo não existiria, e nem nós também. Ao explorar os outros e buscar apenas gratificação pessoal, usamos somente a força negativa, perdendo o enorme poder que conecta os átomos em moléculas, as células em órgãos e os seres humanos em sociedades. Se pudéssemos explorar as capacidades da força positiva, revelaríamos um novo mundo de interações e possibilidades que não podemos sequer imaginar até realmente as descobrirmos.

Ainda melhor, quando entendermos a natureza da força positiva, vamos ver que não precisamos mudar nada em nossas vidas para descobri-la e trabalhar com ela. Tudo o que precisamos é expandir nossos limites. Em vez de perceber a nós mesmos como seres humanos separados, lutando toda a vida através dos nossos “eus” solitários, podemos pensar em nós mesmos como parte de um sistema humano formado por pessoas que cuidam umas das outras como células cuidam do organismo que fazem juntas. Assim como as células tendem uma a outra, fornecendo mutuamente oxigênio para respirar e nutrientes para se alimentar, uma sociedade de seres humanos conectados desta forma tornaria a vida de cada indivíduo dentro dela despreocupada e alegre. Se um país inteiro trabalhasse dessa forma, se tornaria um paraíso na Terra.

10.000 Pessoas Cuidando de Você

Em uma coluna anterior, eu descrevi o imenso impacto da introdução da força positiva na sociedade, mesmo por uma breve reunião, provando que ela pode ajudar até mesmo os inimigos mais amargos. Nessa seção, eu gostaria de elaborar sobre os benefícios de empregar essa força em nossas vidas.

Na minha última coluna, eu dei o exemplo da maneira como um receptor de rádio funciona para receber as frequências das estações que queremos ouvir. Em uma palavra, para receber uma estação, temos que criar dentro do rádio a mesma frequência da estação que está transmitindo. Assim, o rádio pode captar essa frequência do ambiente e tocar o que quer que essa estação esteja tocando.

A força positiva é uma força de conexão. É por isso que ela conecta tudo, tais como partículas dentro de átomos, átomos dentro de moléculas, moléculas dentro de células, e assim por diante. Quando pensamos apenas no modo “eu”, negamos a nós mesmos os benefícios do modo “nós” de pensar. Os Círculos de Conexão mostrados nos elos acima criam uma conexão especial entre as pessoas, que “ressoa” com a força positiva de conexão, assim como a frequência dentro de um rádio ressoa com uma frequência no exterior. Como resultado, a força positiva começa a impactar os participantes. É por isso que, de repente, eles se sentem conectados, fazendo inclusive com que judeus e árabes se sintam como parte de uma grande família.

Para aproveitar a força positiva, não precisamos parar de cuidar de nós mesmos. Pelo contrário, precisamos estender a nós mesmos e “incluir” os outros em nosso campo de visão, por assim dizer. Quando vemos a sociedade como uma extensão de nós mesmos, e nós mesmos como parte da sociedade, nossa percepção da realidade se expande e abrange todo o nosso ambiente. Quando essa mudança ocorre em uma comunidade de, digamos, 10.000 pessoas, de repente você tem 10.000 pessoas que cuidam de seu bem-estar. Cuidar da comunidade se tornaria fácil para você, porque seria a sua preocupação para com os outros em comparação com 10.000 outras pessoas cuidando de você.

A relação entre os nossos esforços para com a sociedade em comparação com os esforços da sociedade para com a gente é tão esmagadoramente a favor da sociedade que literalmente nos libertaria de se preocupar com a gente mesmo. Além disso, nos libertaríamos das enormes quantidades de energia que atualmente gastamos em nos proteger do perigo físico ou emocional no trabalho, com conhecidos, e mesmo com a nossa família, e seríamos capazes de usar isso como quiséssemos. Nós finalmente seríamos capazes de perceber o nosso potencial sem a preocupação de falha ou ridicularização.

Em uma sociedade que utiliza a força positiva, não há necessidade de trabalhar no sentido que a conhecemos. Mesmo hoje, a automação e a robótica podem fazer quase tudo para nós. Num futuro próximo, o trabalho humano vai se tornar um fardo para a efetividade da produção. Isso vai nos libertar para nos envolvermos em uma nova ocupação: gerar a força positiva.

Como qualquer nova tecnologia, podemos esperar que as tecnologias projetadas para “colher” a força da conexão melhorem quanto mais as usarmos, minimizando os nossos esforços para conectar, e maximizando nossos benefícios a partir dela. O tempo que liberarmos com o “falecimento” do trabalho e a melhoria das nossas técnicas de conexão será usado para espalhar as tecnologias em todo o mundo e melhorar as habilidades e hobbies pessoais.

Com um renovado sentido de propósito na vida e uma visão ampla da nossa existência, a depressão vai desaparecer, e todas as doenças relacionadas a ela desaparecerão. Naturalmente, o mesmo vale para a guerra e as hostilidades; as pessoas não têm vontade de lutar quando querem se conectar.

Atualmente, o futuro da humanidade parece bastante sombrio. No entanto, é apenas para que descubramos que há outro caminho: um que leva a novos horizontes que não podíamos imaginar antes, embora sejam muito, muito reais.

Ynet: “Registro De Unidade: O Que Nos Faz Israelenses Felizes?”


Da minha coluna no Ynet: “Registro De Unidade: O Que Nos Faz Israelenses Felizes?”

O questionamento de tantas pessoas sobre o sentido da vida é o que me motivou a ir em uma jornada transnacional, de norte a sul, para me reunir com lideranças locais e prefeitos, e falar com milhares de pessoas sobre como realizar o método de conexão entre nós. Como a temporada de férias terminou, o Rav Laitman resume sua jornada transnacional em Israel.

Eu passei os últimos dois anos no meu quarto, profundamente envolvido nos escritos Cabalísticos, escrevendo artigos para a imprensa mundial, tentando explicar a autêntica sabedoria da Cabalá e sua relevância para as nossas vidas através de uma variedade de canais de mídia. Todas os dias entre as três e as seis horas da madrugada, como os Cabalistas têm estudado por muito tempo, eu dou lições diárias para milhares de estudantes. Centenas de pessoas se sentam diante de mim no centro de Cabalá La’am em Petach Tikva e milhares mais se juntam a eles pela Internet em Israel e no mundo inteiro: desde Berlim, Nova York, Moscou, Tóquio, América do Sul, África, e até mesmo países árabes. Eu ensino apenas de fontes Cabalísticas autênticas e, juntos, estudamos essa sabedoria antiga de como se conectar.

O fluxo de perguntas enviadas a mim diariamente por estudantes e pessoas que navegam na web e redes sociais, juntamente com a preocupação genuína com o que está acontecendo na sociedade israelense, me estimulou a me levantar da minha mesa e a quebrar minha rotina diária para sair em uma turnê de palestras e reuniões em todo o Estado de Israel para falar com as pessoas em todos os lugares sobre o método de conexão que pode unir Israel.

No próximo ano, o povo e o Estado de Israel enfrentarão sérios perigos. A ONU e a UNESCO estão agindo contra o nosso direito de existir, negando a nossa conexão com nossa herança judaica. As organizações BDS estão dando o seu melhor para deslegitimar o Estado de Israel. O antissemitismo está levantando sua cabeça feia na medida em que judeus de todo o mundo estão sendo perseguidos, e os meios de comunicação mundiais continuam a difamar o nosso nome. Essa tendência, que ameaça nossa própria existência, não vai parar e só vai continuar crescendo. Há um bom número de organizações no mundo hoje que estão agindo para destruir o Estado de Israel, e se fosse possível, a comunidade internacional se esforçaria em nos eliminar do mapa histórico. A única solução a qual podemos recorrer é estreitar as relações entre nós, unir forças e cumprir o nosso papel singular.  Assim que começarmos a nos conectar, a atitude hostil da humanidade em relação a nós irá mudar imediatamente para uma atitude de apoio. A jornada para “conectar Israel” que eu realizei me fez sentir que a nação de Israel está pedindo unidade e me deu esperança de que o seu povo se aproximará mais.

Tempos Críticos

Nós começamos a jornada no ponto mais ao norte, ao pé do Monte Naftali, no Kibutz Kfar Hanasi. A audiência, que incluía membros do kibutz da área e pessoas de assentamentos e aldeias da alta Galiléia, não ficou indiferente e exigiu uma explicação de como eu sei que Israel está enfrentando tempo críticos. Eu expliquei que, de acordo com a perspectiva global da natureza, a nação de Israel tem uma missão. Se adiarmos a missão que nos foi dada de realizar o método de conexão por nós mesmos e transmiti-lo à humanidade, poderemos perder a oportunidade que nos foi dada de melhorar nossas vidas. Tudo o que devemos aprender é como cobrir todas as nossas transgressões com o amor, como a sabedoria da Cabalá nos fala.

Minha jornada continuou em um evento impressionante na “cidade da energia” de Hadera. Eu tive uma conversa muito interessante com o Sr. Tzvi Gendelman, prefeito de Hadera, e nós conversamos sobre a contribuição dos círculos de discussão que meus alunos estão realizando com o povo de Hadera. Eu estava feliz em atender um público muito animado e intrigado no centro de Cabalá La’am local que perguntou sobre como eu acredito que podemos mudar a face da sociedade israelense. Eu expliquei que, de acordo com a sabedoria da Cabalá, a mudança só pode vir do fortalecimento da força de conexão entre nós.

Na verdade, foi no meu encontro com o povo de Tel Aviv, na terceira parada ao longo da minha jornada que eu senti uma espécie de virada. A cidade que não dorme mudou, e enquanto a imagem de Tel Aviv tem sido por anos a da capital do egoísmo, da audácia e desconsideração, eu realmente senti um espírito totalmente diferente no público jovem que veio em massa ao centro de Cabalá La’am de Tel Aviv. Eles me fizeram perguntas provocativas e relevantes, mas eu fiquei especialmente impressionado com o desejo de entender para onde está dirigida a nossa vida no século XXI. Parece que, na verdade, é porque Tel Aviv é uma cidade tão global que a consciência do que está acontecendo no mundo tem um impacto muito forte sobre ela e desperta dúvidas entre as pessoas. Portanto, o meu encontro com o povo de Tel Aviv, tal cidade aberta, amigável e moderna, revelou um grande potencial para a realização do sentimento de unidade.

Eu ou Nós?

Em Haifa, eu tive uma série de reuniões com vários líderes locais – incluindo o prefeito de Haifa, Sr. Yona Yahav, o prefeito de Nesher, Sr. Avi Binemo, e o prefeito de Acre, Sr. Shimon Lankri. Os três líderes são muito diferentes entre si, e cada um entende à sua maneira quão profunda é a crise em que se encontra a sociedade israelense. Sendo representantes do público e, como resultado do seu trabalho diário com as pessoas, eles compreendem e se identificam com a necessidade de unidade na sociedade israelense como a solução para todos os problemas que estamos enfrentando.

“Todo mundo tem sido contra os judeus durante séculos, e eu não vejo qualquer mudança no futuro”, concluiu o prefeito de Haifa. “Infelizmente, não estamos protegendo o nosso precioso Estado, e eu não estou surpreso que a geração mais jovem queira sair do país. Essa é a razão de eu sair para ensinar estudos de cidadania para alunos do décimo segundo ano escolar. Eu digo aos alunos que setenta anos depois deles nos queimarem no Holocausto, a história se repete. Nós destruímos o Primeiro Templo, destruímos o Segundo Templo, e da mesma forma também iremos destruir o Terceiro Templo, a última chance que Deus nos deu após o golpe do Holocausto. Eu fico devastado depois de cada lição. A divisão na nação está crescendo, e o ‘eu’ domina o ‘nós’.  É nosso dever combater esse fenômeno o mais rápido possível e com toda a nossa força”.

O encontro perturbador com os prefeitos, as reações opostas, e a rejeição que encontrei no que diz respeito à mensagem de conexão na humanidade e no que diz respeito aos artigos que publico na imprensa global, juntamente com a crescente crise na Europa, aguçam o meu entendimento do quanto o mundo se deteriorou e em que medida o seu ódio por Israel tem crescido. Não, eu não estou falando apenas de antissemitas, mas também da atitude dos judeus que vivem no exterior que exibem uma atitude cada vez mais negativa em relação ao Estado de Israel. Infelizmente, são eles que estão liderando as organizações que estão tentando deslegitimar o Estado de Israel.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, há uma razão para isso: a hostilidade que os nossos irmãos judeus no exterior exibem em relação a nós decorre do fato de que não estamos cumprindo o nosso papel na correção do mundo. O nosso direito de existir na nossa terra depende da estreita conexão entre nós e em aproximar os nossos corações. O Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) disse há cem anos que estamos vivendo aqui em um tempo emprestado e que a oportunidade que nos foi dada é apenas para permitir que cumpramos o nosso papel de Luz para as nações do mundo, o que significa se conectar como um homem em um só coração, dando assim um exemplo para todas as nações do mundo. A escolha de implementar isso ou perder a oportunidade está em nossas mãos.

O Novo Israelense

Apesar dos perigos que a nação de Israel enfrenta, eu estou muito esperançoso de que seremos bem-sucedidos. Meus alunos dedicados em vários centros de Cabalá La’am em todo Israel e o público que anseia em entender a sabedoria da conexão, que conheci na minha jornada por todo o Israel, me fazem acreditar que a mensagem de conexão acabará por permear as pessoas e que tudo vai mudar para melhor.

Eu continuei minha jornada para Ashkelon, Beer Sheva, Rehovot, e outras cidades. Eu fui calorosamente recebido em todos os lugares, e a atmosfera era boa. Eu gostei de ouvir as muitas perguntas intrigantes e avançadas sobre como implementar o método da conexão. No final do último evento em Ashkelon, eu recebi um grande buquê de flores e desejei que o povo de Ashkelon e todo o povo em Israel comemorasse o ano novo em paz.

Nós temos uma nação muito especial e pessoas incríveis, e eu espero e oro que despertemos, nos conectemos e entendamos que a chave para o nosso sucesso está nas boas relações entre nós, restaurando assim a vida próspera do passado, da época em que o amor fraternal florescia entre nós, e as nações do mundo eram nutridas pela força da união entre nós. Agora que as férias acabaram, eu desejo ao povo de Israel um bom ano novo, um ano de mudanças positivas.

Do Artigo no Ynet 25/10/16

Ynet: “Sim, Vivemos Em Uma Realidade Virtual”


Da minha coluna no Ynet: “Sim, Vivemos em uma Realidade Virtual”

“Muitos cientistas, filósofos e empresários acreditam que é altamente provável que as pessoas estejam vivendo em um mundo virtual que é simulado por um computador”, diz um relatório surpreendente publicado pelo Bank of America. Será que estamos vivendo em uma espécie de matriz? Rav Laitman fala sobre a origem de tais teorias.

O relatório, que foi enviado a milhões de clientes do segundo maior banco dos EUA e que também foi amplamente coberto pela imprensa mundial, surpreendeu a todos. Embora o objetivo fosse explicar por que devemos investir na área da realidade virtual, as questões existenciais que ela trouxe intrigaram as massas e iniciaram um debate sobre uma questão que quase desapareceu desde os filmes Matrix há muito esquecidos.

A inspiração para esta teoria incomum é baseada nas ideias do empresário Elon Musk, do astrofísico Neil de Grass Tyson e do professor Nick Bostrom da Universidade de Oxford, que afirmam que é altamente provável que nosso mundo seja realmente uma simulação.

Estamos realmente vivendo em uma realidade virtual, ou somos talvez parte de uma experiência cósmica? O nosso universo nada mais é do que um software de computador gigante, uma simulação tridimensional de uma realidade em que matéria, energia, carga elétrica, nossos pensamentos e desejos são apenas os resultados de complexos cálculos matemáticos?

100% Realidade Virtual

De acordo com a sabedoria da Cabalá, a ideia “única” da realidade virtual não é de forma alguma surpreendente. A Cabalá tem estado envolvida nela desde o início da criação. Navegar pelos antigos livros de Cabalá escritos há mais de 2.000 anos, como O Livro do Zohar, revela que não se trata de uma probabilidade de vinte a cinquenta por cento que nossa realidade seja virtual, mas uma certeza de 100%!

Na verdade, é impossível calcular a probabilidade de existir ou não uma realidade tão imensa. Todos os seus detalhes são totalmente controlados por leis claras e absolutas, como as leis da física e da química, que não podem provar a existência real e o propósito desta realidade, mas apenas caracterizam seus diferentes componentes exatamente como fazem os cientistas em relação a cada pequeno detalhe em nosso mundo. Os Cabalistas são os que decodificaram o objetivo escondido por trás dessa “produção de computador”, que se espalhou diante de nossos olhos com todos os detalhes desde o Big Bang há 14 bilhões de anos. Rav Kook escreveu em seu livro Shmona Kvatzim, “por maior que tenha alcançado, o mundo tangível e temporário não ocupa nenhum lugar. Eles não consideram ou valorizam a vida corpórea, como as pessoas do mundo que veem essa imagem fixa do mundo. O problema constante do maior é a eternidade. Isso envolve sua alma e preenche toda a sua existência”.

Os Cabalistas nos dizem que a enorme matéria que preenche e circunda todo o universo até o infinito é apenas uma milésima parte da matéria que nos é revelada, e não há nada real nela. Portanto, devemos explorar não a matéria revelada, mas a rede de forças que estão espalhadas no espaço enorme e estão escondidas de nós. Essas forças operam o software da realidade em que vivemos e quando as revelarmos, assim como milhares de Cabalistas fizeram antes de nós, seremos capazes de saber de onde viemos, entender qual é o objetivo da criação e como ela se expressa em nosso mundo. Consequentemente, poderemos planejar nosso futuro e controlar nossas vidas para melhor.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, o software que gerencia a percepção da realidade de nossas vidas ao longo da evolução é chamado de egoísmo. Isso significa “autocuidado embutido”, uma inclinação que é má desde a nossa juventude, um desejo que é exclusivamente destinado a encontrar um pouco mais de prazer, mesmo à custa dos outros. A força negativa da nossa natureza egoísta nos conduz ao longo da vida em uma perseguição sem fim atrás de satisfação, e para a qual opera todos os nossos cinco sentidos e nos fazem trabalhar o dia todo, do nascimento à morte.

Windows 2016

Nosso mundo está se desenvolvendo rapidamente, e a tecnologia que está se tornando cada vez mais sofisticada é uma indicação disso. No início dos anos 80, o primeiro sistema operacional de computador era pesado, baseado em uma janela e em uma interface gráfica obsoleta. Alguns anos mais tarde, uma nova versão já suportava inúmeros usuários, inúmeros idiomas e inúmeras opções. Hoje, os sistemas operacionais são ainda mais rápidos, mais estáveis, mais seguros e usam muito pouco dos recursos do sistema. A maioria deles está a caminho da computação em nuvem, um serviço que fornece acesso a informações de qualquer lugar e de qualquer dispositivo. A diferença entre as diferentes versões é apenas como eles podem atualizar e melhorar nossas vidas e até que ponto podem nos oferecer uma alternativa melhor, mais barata, mais conveniente. Na verdade, é também tudo o que pedimos na vida

Tente se lembrar do seu primeiro computador. O que teria acontecido se tivéssemos instalado um novo software avançado? Um bug. Uma crise. Não teria funcionado. Isso é exatamente o que acontece com o sistema operacional de nossas vidas. O software do egoísmo que vem nos motivando há milhares de anos não é mais compatível com o novo software que entrou em nossas vidas no início do século XX, uma realidade global na qual todos os componentes estão interconectados e totalmente interdependentes. Quanto mais nos preocupamos apenas com nós mesmos, usando o obsoleto software egoísta, mais operamos totalmente em contraste com a nova realidade global, com o software operacional que está sendo instalado. O choque entre esses dois opostos é destrutivo, doloroso e expresso por infinitos problemas, distúrbios, guerras e diferentes crises.

Como atualizamos o software?

O software para criar planilhas (Excel, por exemplo) é composto dos mesmos componentes que compõem o software para processamento de documentos e material textual (como o Word), e a única diferença é a forma como os componentes em cada um dos programas de software se comunicam. O mesmo vale para o software de nossas vidas. Todos os bugs que são criados são o resultado da falta da comunicação correta entre nós.

Mudar nosso software significa mudar nossas relações. Em vez de cuidar de nós mesmos, usar os outros e viver numa realidade virtual condenada, devemos fazer exatamente o oposto: cuidar dos outros, conectar-se com eles, sentir o que eles precisam e preenchê-los com a força positiva e amor. Somente quando o software for atualizado para uma versão mais avançada, toda uma realidade eterna se abrirá diante de nós.

Ao usar o código que opera o software de nossas vidas, “Amar ao próximo como a si mesmo”, uma regra que inclui toda a Torá, podemos fazer uma mudança significativa em nossas vidas. Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) diz que toda a criação é pré-determinada apenas para alcançar essa meta, para que a humanidade se desenvolva nela e se torne mais virtuosa até que eles possam sentir a força superior assim como sentem uns aos outros. As virtudes que adquirem são como os degraus de uma escada, dispostos passo a passo até que a pessoa seja plena e atinja seu objetivo (Os Escritos de Baal HaSulam).

Na nova realidade, começamos a sentir o objetivo do software operacional de acordo com o nível de nossa preocupação pelos outros e a maneira como todo o sistema de computadores nos opera. “Quando a pessoa se cansa de receber, torna-se livre de todas as restrições da criação e vagueia livremente no mundo do Criador; ela está garantida que nada lhe acontecerá e que não será ferida nem prejudicada para sempre” (Os Escritos de Baal HaSulam).

Diferente do software egoísta, nós recebemos o controle total de nossas vidas pela primeira vez, a capacidade de se tornar os programadores e melhorar o software para que ele produza uma realidade ainda mais perfeita para nós. Então, veremos claramente e sentiremos o verdadeiro software da realidade por nós mesmos, a realidade que os grandes cientistas e filósofos têm procurado por décadas com somente uma taxa de sucesso de vinte a cinquenta por cento como diz o relatório apresentado pelo Bank of America.

De Ynet: “Sim, Vivemos em uma Realidade Virtual” 27/10/16

JPost: “A América De Trump Pode Ser Boa Para Os Judeus”


O Jerusalem Post publicou meu novo artigo “A América de Trump Pode Ser Boa Para Os Judeus“

Mas só se eles escolherem reexaminar suas atitudes em relação a sua própria identidade judaica.

A eleição de Donald Trump para presidente exacerbou a divisão na sociedade americana, mas ainda mais as contradições internas de seus cidadãos judeus. Dos mais de 70% que votaram em Clinton, a maioria sentiu raiva e ficou francamente assustada com seu próximo presidente e a onda de antissemitismo que estão experimentando. Outros judeus que votaram em Trump por sua agenda pró-Israel, argumentam que o suposto aumento no antissemitismo desde as eleições se limita a enfocar algo que era evidentemente difundido antes, embora de forma diferente, como no caso de universidades norte-americanas que estão inundadas com o pensamento politicamente correto neoliberal. Eles entendem que o antissemitismo existe tanto na direita radical como na esquerda radical, e assim não acredito que uma ou outra escolha teria garantido a sua segurança. E depois há os próprios judeus que estão divididos ao meio entre a sua educação americana e valores liberais, e sua inclinação em fazer o que é melhor para o estado de Israel. Essas diferenças podem ser facilmente resolvidas, se dermos um passo para trás e vermos o que está realmente em jogo.

Um Judaísmo Americano em Declínio

Os judeus que estão protestando contra Trump podem afirmar que a sua resistência a essa mudança é, na verdade, uma defesa de seus valores judaicos; no entanto, o que temos que ver é que o judaísmo americano estava prestes a desaparecer, graças ao período de abundância, aceitação e igualdade que causou assimilação, casamentos mistos e baixas taxas de natalidade. Pesquisas mostram um retrato muito sombrio da saúde da população judaica americana, como coloca Jack Wertheim, Professor de história judaica americana, com a rápida assimilação varrendo todos os ramos do judaísmo, exceto os ortodoxos. Seus laços com Israel também sofreram desgaste. As recentes eleições é que levaram todo o sistema liberal a um impasse, com o objetivo de voltar sua rota destrutiva em termos de economia e a absoluta instabilidade mundial alcançada, mas também entrou em choque com a base da comunidade judaica que foi perdendo alegremente a sua identidade em troca de seu sucesso. Para os judeus, a eleição trouxe o antigo conflito entre ser um povo bem-sucedido e um povo que permanece fiel às suas raízes.

A História Se Repete

Ao longo da história os judeus têm atravessado o mesmo padrão, assimilando-se em parte a uma cultura estrangeira, seja a cultura grega nos dias dos Macabeus, a da Espanha antes da expulsão espanhola, ou na Alemanha do século passado antes da ascensão de Hitler. Nesses e em muitos outros casos, o nosso povo compreendeu de maneira terrível que fazer parte do rebanho sempre foi recompensado com uma grande onda de antissemitismo que os força de volta a sua identidade judaica e sua própria cultura.

Durante séculos os Cabalistas souberam a razão para essa terrível reação. Eles entenderam que os judeus, divididos como podem parecer, na verdade têm dentro de si a promessa antiga de pavimentar o caminho para a unidade e paz para toda a humanidade.

Os judeus americanos que estão lutando com os resultados das eleições estão agora enfrentando esse mesmo conflito histórico entre lutar por seu lugar em uma cultura estrangeira e buscar novas respostas dentro de sua própria herança que pudesse realmente transformar a realidade. Eu os exorto a não esperar que antissemitas os classifiquem como judeus, mas saibam que são os únicos que possuem o seu futuro em suas próprias mãos, bem como o futuro da América e do mundo em geral. Não se trata de Trump ou Bannon, ou qualquer uma das repercussões que estamos vendo como resultado desta eleição. A chave para a calma, a paz e os valores que pretendem defender está dentro de nossas identidades judaicas e na conexão com o estado de Israel. Dentro do nosso povo há uma sabedoria antiga e a capacidade de se tornar o exemplo das relações que todos querem ver nas sociedades modernas.

O Clamor de Nossos Sábios

No início de 1900, o Rav Kook e o Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) tentaram em vão alertar os líderes das grandes comunidades judaicas da Europa Oriental sobre os resultados terríveis de seu exílio, tanto físico quanto espiritual. Meu professor, o filho do Rav Yehuda Ashlag, o Rav Baruch Ashlag, me disse algumas vezes que ele tinha visitado o primeiro-ministro de Israel, David Ben Gurion, juntamente com seu pai. Ele testemunhou as tentativas de seu pai em convencer o primeiro-ministro da necessidade de unir as diferentes facções da sociedade israelense, que estava dividida desde então, e da importância em alcançar as relações corretas com nossos vizinhos árabes. Ele explicou que o método que iria permitir que isso acontecesse existe profundamente dentro da nação judaica, na autêntica sabedoria da Cabalá; que é a nossa única esperança de alcançar a paz entre nós e com o resto do mundo, e por isso, tornar-se uma luz para as nações.

Infelizmente, Ben Gurion nunca aceitou essas recomendações como diretrizes para o seu caminho, e nós sofremos os resultados até hoje. Como agora saímos da crise neoliberal, nos encontramos em um mundo que está à procura de uma cura para suas profundas divisões e conflitos. Essa necessidade imperiosa a qual chegou a humanidade não por acaso; também não é por acaso que Israel e os judeus sempre foram colocados no centro de todas as desgraças do mundo. A razão é que os judeus têm o poder de curar e prevenir estas crises modelando e transmitindo a inclinação para ser “como um homem com um só coração” e “amar ao próximo como a ti mesmo” ao resto da humanidade pelo seu próprio exemplo. Mas eles devem primeiro descobrir essa verdade sobre si mesmos. Os Cabalistas têm tentado explicar uma e outra vez que é a falta desta compreensão que mantém as nações do mundo exigindo dos judeus a mudança de atitude, como está escrito, “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto por Israel (Yevamot, 63). Essa é a razão para o ódio aparentemente infundado, que, ironicamente, está sempre fazendo com que os judeus fujam de seu papel não reconhecido.

Parado na Encruzilhada

O povo judeu nunca foi capaz de escapar de sua missão histórica. Paradoxalmente, foram os inimigos dos judeus que mantiveram o judaísmo vivo. Mas não tem que ser assim para sempre. Essa eleição traz a possibilidade de mudança de um caminho que parecia confortável por enquanto, mas que estava efetivamente levando os judeus americanos à extinção e o mundo ao caos. Nessa encruzilhada crítica, nós devemos escolher quebrar o padrão antigo que faz sentido para uma lógica liberal ocidental, mas que, na verdade, é ilusório e prejudicial para a alma judaica. Opondo-se Trump, os judeus não estão se opondo ao racismo ou ao ódio, estão apenas tentando voltar a um sistema que lhes permitiu as liberdades de fugir de seu destino. Eles devem escolher se reconectar a Israel e ao verdadeiro destino que ele detém como uma luz para as nações. Essa é a única maneira que irá garantir que a presidência de Trump se afaste da extrema direita e vá para o caminho do meio, tornando-se uma oportunidade histórica de reformular as relações e atitudes falhas do passado, trazendo segurança, bem-estar e prosperidade para todos.

Michael Laitman é professor de Ontologia, PhD em Filosofia e Cabalá, com mestrado em Medicina Bio-Cibernética, e foi o principal discípulo do Cabalista, Rav Baruch Shalom Ashlag (o Rabash). Ele já escreveu mais de 40 livros, que foram traduzidos em dezenas de idiomas.

Do Jerusalem Post, 24/11/16

Ynet: “Antissemitismo Nos EUA? A História Se Repete”


Da minha coluna no Ynet: “Antissemitismo nos EUA? A História se Repete”

Ao longo da história, os judeus tentaram esconder a sua identidade e assimilar, mas nunca conseguiram. O helenismo levou à destruição do Templo, a conversão ao cristianismo levou à Inquisição espanhola e à perseguição na Europa. O que pode ser aprendido com o crescente antissemitismo entre os judeus americanos? O quanto Trump é responsável por isso? Como vamos parar essa onda crescente? O Rav Laitman oferece uma maneira de lidar com um mundo em mudança.

Steve Bannon, presidente do site de notícias Breitbart News, afiliado do movimento “Alt-Right”, foi presidente da campanha de Trump e recentemente nomeado estrategista-chefe e assessor sênior na administração Trump, chateando a América em geral e a comunidade judaica em especial.

Por um lado, os republicanos judeus que trabalharam com Bannon em toda a campanha eleitoral de Trump dizem que ele realmente será “bom para os judeus” e, especialmente, para Israel, e estamos prestes a ver diante de nossos olhos como Donald Trump vai se tornar o primeiro presidente “judeu” na história dos Estados Unidos. Por outro lado, a maioria dos judeus liberais dos Estados Unidos, cerca de setenta por cento dos quais se opuseram a Trump, atribuem opiniões antissemitas e racistas a Bannon.

Bannon é apenas um exemplo de uma tempestade que está sendo travada entre os judeus americanos. Seja um apoiador dedicado da nação de Israel ou um inimigo destacado dos judeus, um bom futuro na América ainda não está garantido aos judeus. Os judeus são um fenômeno único no mundo. Eles são um conjunto de pessoas que possuem um ego particularmente bem desenvolvido, com o objetivo de se beneficiar ao máximo de cada oportunidade em todos os campos, o tempo todo.

A primeira vez que os judeus conseguiram subir um pouco acima dessa característica profundamente inata e se consolidaram em um único povo, foi cerca de 3.800 anos atrás, na Babilônia: uma antiga sociedade tribal com uma abundância de nações e culturas. Um pouco como a América dos nossos dias.

Singularidade Judaica

A sabedoria da Cabalá conta que uma bela manhã a natureza egoísta eclodiu entre os babilônios, minando a tranquilidade que habitava entre eles até então, e reforçando o sentimento de “eu” em cada um deles. O surto egocêntrico criou muitos conflitos e disputas que pioraram as relações entre os babilônios e ameaçou separar a sociedade, semelhante à crise que a sociedade americana está experimentando. Os babilônios frustrados procuraram uma saída para a crise social na qual foram jogados, e essa chegou à pessoa de Abraão, um grande sacerdote babilônico da sua geração e líder da opinião pública que os reuniu a sua volta, ensinando-lhes a sabedoria da Cabalá, e educando-os sobre a conexão e o amor ao próximo. A comunidade dos babilônios que antes tinha era alienada, se conectou “como um homem com um coração”, e eles foram chamados de Ysrael, por seu desejo de se parecer diretamente (Yashar) com o Criador (El), a característica do poder singular, pleno e eterno da natureza. Em outro lugar eles seriam chamados de judeus (Yehudim) porque estavam trabalhando para se tornar unidos (yichud) e em harmonia com a natureza. A partir do momento em que o povo de Israel foi fundado, eles só tinham um propósito: servir como exemplo de unidade ao resto das partes separadas da humanidade, para serem uma “luz para as nações” (Isaías 49:6).

O povo judeu passou por muitas vicissitudes. Após a destruição do Segundo Templo, a partir do momento em que o amor fraterno e o valor supremo da unidade deixaram de iluminar a visão espiritual, o povo se espalhou por dois mil anos de exílio e vagou de um lugar para outro. No entanto, logo após os judeus se estabelecerem como uma pequena comunidade e começarem a se organizar e ganhar tudo o que fosse necessário para uma boa vida, como convinha à natureza egoísta que os dominava, a consolidação social enfraquecia e a solidariedade se dissipava. Nenhum deles mantinha sua natureza, sua religião ou sua cultura, na melhor das circunstâncias, e eles rapidamente assimilavam e voltavam a ser os mesmos babilônios de antes. Na pior das hipóteses, eles perdiam completamente a sua direção e até começavam a atirar flechas contra o seu próprio povo. Foi o que aconteceu uma e outra vez ao longo da história.

Novos Convertidos

Quando os judeus encontraram pela primeira vez a cultura helenística na Grécia antiga, muitas famílias judias correram para se tornar helenizadas e mudar de religião. Primeiro os nomes e a língua foram trocados, costumes gregos foram adotados, a Torá foi traduzida para o grego, e uma assimilação cultural geral dos judeus na cultura grega começou. Assim, os valores de unidade e responsabilidade mútua que marcaram e protegeram o povo de Israel ao longo dos anos foram abandonados, e o egoísmo, o culto do “eu”, a ambição e a agressividade foram entusiasticamente adotados. Tiberius Julius Alexander, o filho do chefe da comunidade judaica em Alexandria, cujo pai doou o revestimento de ouro para as portas do Templo, tornou-se o símbolo do antissemitismo judaico desse período. Tiberius foi nomeado conselheiro para assuntos judaicos no governo do imperador romano Tito, o senhor da guerra que subjugou a grande revolta e destruiu o Segundo Templo.

Um processo semelhante começou na Espanha alguns anos antes do estabelecimento da Inquisição. O pesquisador de história judaica na Universidade de Wisconsin, Professor Norman Roth, detalhou em seu livro que “nos séculos XIV e XV, milhares de judeus se converteram ao cristianismo, especialmente por sua livre vontade e não como resultado de pressão.  Assim, os ‘novos cristãos’ despertaram hostilidade acentuada contra si, a qual finalmente adicionou-se uma guerra. O racismo antissemita inchou, e pela primeira vez na história, as posições de ‘pureza de sangue’ foram estabelecidas (distinguindo aqueles que tinham sangue cristão puro e aqueles que tinham sangue judeu convertido ou muçulmano). Em última análise, a Inquisição foi reavivada, muitos dos ‘novos cristãos’ foram falsamente acusados e queimados na fogueira. Especificamente com os judeus que continuaram suas vidas como judeus e mantiveram suas relações normais com os cristãos como no passado, nada aconteceu. Isso significa que, enquanto os judeus se mantiveram fiéis à sua herança e não tentaram se integrar ou assimilar culturas estrangeiras, foram bem recebidos, ou pelo menos, foram abandonados a si mesmos”.

Precisamente como nos últimos dias do Segundo Templo, os judeus que haviam mudado sua religião estavam na liderança da Inquisição. Sabe-se que o avô de Tomás de Torquemada, o “Grande Inquisidor de Espanha” e os principais apoiadores e ativistas na expulsão dos judeus da Espanha também eram judeus.

Judeus Americanos

Um exemplo adicional da assimilação dos judeus e sua rejeição aconteceu na Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial e durante a mesma. A partir do século XVI, juntamente com a Renascença, os judeus alemães desfrutavam relativa tranquilidade. Eles não recebiam igual status ou cidadania, mas as autoridades os deixavam gerenciar suas vidas relativamente sem interferência e separados do resto da sociedade alemã. Mesmo que a vida fosse confortável, no momento em que tinham oportunidade, começavam a se misturar e assimilar a cultura alemã, de um modo semelhante ao que ocorreu na Espanha que infligiu desastre sobre eles.

Perto do final do século XVIII, os judeus estavam ansiosos para se tornar parte integrante da sociedade cristã e estavam prontos para fazer tudo para serem aceitos por ela. Os judeus alemães estavam prontos para remover do livro de oração todas as referências aos muitos anos de anseio pela antiga terra natal, a Terra de Israel. Então, o Judaísmo Reformista se tornou um símbolo da prontidão para o comércio em uma antiga tradição em troca da igualdade civil e aceitação social.

Após a consolidação da Reforma do Judaísmo como uma força central da Alemanha, ela se espalhou para uma série de países da Europa Ocidental e para os Estados Unidos. Enquanto na Alemanha, ela foi forçada a se defender constantemente do “establishment” ortodoxo e da interferência do governo, nos Estados Unidos, não houve supervisão do governo sobre a religião e os judeus podiam operar nela como queriam. A Reforma do Judaísmo adotou a terra de oportunidades ilimitadas para se tornar uma força influente e de liderança nas áreas da economia, entretenimento, educação e política no país.

Os judeus se tornaram integrados em todos os cantos da vida pública nos Estados Unidos. Eles controlam os meios de comunicação, determinam a agenda pública e influenciam a opinião da comunidade mundial. Considerando-se o predomínio da cultura americana em todo o mundo, pela primeira vez na história os judeus tomaram posições de partida perfeitas para o papel ao qual foram eleitos, e se quisessem, poderiam liderar o caminho para mudanças significativas que teriam a capacidade de influenciar o mundo inteiro.

Hollywood: Para Cima ou Para Baixo?

A América (EUA) ainda é a maior potência do mundo, e, como tal, dita ao mundo os filmes que são assistidos, a música que ouvimos, a notícia que consumimos, e até mesmo quais sites e redes sociais nós surfamos. O sucesso no mercado americano é considerado sucesso no mundo, e os judeus especificamente americanos, devido ao seu alto status, têm muita responsabilidade em fornecer ao mundo o que ele deve ter, de acordo com o seu papel na humanidade. Caso contrário, o lembrete virá de maneiras desagradáveis ​​….

Só essa semana, nós fomos informados sobre uma série de incidentes preocupantes: uma suástica foi pulverizada em uma porta no dormitório em uma das universidades, outra suástica foi pintada na entrada de um edifício residencial em Manhattan, onde um judeu senador vive, e nas redes sociais transmitem reações racistas e ofensivas aos jornalistas e ativistas judeus. Os antissemitas na América sempre pairam como uma nuvem negra, mesmo antes da eleição do Trump para a presidência, como atestam dados importantes e preocupantes. Um aumento dramático no número de casos de ataques a campi e faculdades nos Estados Unidos foi registrado desde o início do ano.

Além disso, o antissemitismo pode levar a comunidade americana em duas direções possíveis: se aproximar e unir como geralmente acontece em momentos de adversidade, ou pode fazer com que os judeus se distanciem de sua identidade, para assimilar e começar a desenvolver a hostilidade e tornar-se crítico em relação a nação de Israel, em outras palavras, para se tornar-se antissemitas.

Ao longo da história, temos visto que não faz diferença o quanto os judeus tentam se esconder; eles nunca conseguiram se separar da sua identidade. Assim que eles assimilam entre outros povos e cortam os fios que conectam entre eles e seu papel na humanidade, eles merecem uma resposta severa que os dirige para realizar seu destino espiritual.

Não há nenhuma razão para esperar até o próximo evento trágico; estamos na última parada. Mesmo que uma pequena parte dos oito milhões de judeus que vivem nos Estados Unidos se una “como um homem” e comece a irradiar os valores de responsabilidade e mútua conexão sobre os quais o povo judeu se reuniu, a sociedade americana, que está buscando hoje uma nova visão, vai se comportar como ela. O espírito de unidade poderia se espalhar; os judeus seriam uma “luz para as nações” e levariam a uma nova versão do sonho americano.

Do Artigo no Ynet 22/11/16

Ynet: “Sorrir Externamente, Odiar Internamente”


Do meu artigo no Ynet: “Sorrir Externamente, Odiar Internamente”

O fenômeno do politicamente correto é muito considerado na sociedade americana, mas parece que, pela primeira vez, milhões de norte-americanos que desprezam essa falsa cultura estão ousando dizer: “Chega!” Há também aqueles que estão tirando proveito disso e podem se tornar presidente nas costas dessa “rebelião”. O Rav Laitman fala sobre a cultura do politicamente correto.

Qual das seguintes expressões você usaria em uma conversa com as pessoas: idoso, sênior ou velho? Cheio ou gordo? Pessoas com necessidades especiais ou deficientes? Preto, de cor ou afro-americano?

“Politicamente correto” é uma abordagem cujo objetivo é evitar o uso de frases que expressem discriminação, racismo ou lesão emocional sobre religião, orientação sexual, nacionalidade, sexo, e muito mais. Os defensores dizem que, mesmo que leve um tempo para se mudar atitudes e se falar em uma nova linguagem, nesse meio tempo, a conscientização do público aumenta, as injustiças sociais são gradualmente corrigidas e só o bem restará se pensarmos duas vezes antes de deixar escapar alguma coisa. Os opositores afirmam que é hipocrisia, uma distorção da realidade, e que contradiz os princípios da liberdade de expressão.

A História da Lavagem da Linguagem

No passado, não havia nenhum problema do tipo politicamente correto. A hierarquia humana era clara, e cada pessoa reconhecia o seu status social e aceitava a expressão que sua ocupação designava: nobre, senhor, aristocrata, servo, vassalo e cidadãos comuns. A linguagem era lacônica, direta e “sem cultura” em relação aos dias de hoje. No entanto, uma pessoa não era ofendida por ser chamada de servo ou prostituta, contanto que esse fosse o seu status social.

Parece que, pela primeira vez, milhões de norte-americanos que desprezam essa cultura falsa estão ousando dizer: “Chega!” E há também aqueles que estão se aproveitando disso e podem se tornar presidente nas costas dessa “rebelião”.

As pessoas se relacionavam de acordo com o seu status na sociedade, assim como no exército uma pessoa se relaciona de acordo com o seu grau, ou como na sociedade indiana, de acordo com a casta a que pertence. É possível criticar essas hierarquias e etiquetas sociais, e dizer que são incorretas ou injustificadas, mas é assim que as coisas eram, e a espécie humana concordou com essa realidade e a aceitou como algo natural.

A Revolução Francesa no final do século XVIII se tornou o símbolo de mudanças radicais na ordem social e no governo desse período e, depois disso, a mudança começou. A natureza egoísta da humanidade evoluiu para dimensões gigantescas e distanciado as pessoas umas das outras, até que o sentimento de filiação social, desapareceu. Começou um movimento das aldeias às cidades, da agricultura às profissões como ciência, educação e cultura, e dentro de alguns anos, um filho de camponeses se tornava médico. O modelo de ordem social que tinha sido mantido ao longo da história mudou, e as pessoas se recusavam a manter seu status inferior. Elas exigiam respeito de acordo com o seu novo status e a educação que adquiriam.

Ataque da Bastilha. Pintura de Jean Pierre Howell de 1789.

A igualdade se tornou o nome do novo jogo. Líderes e cidadãos, as pessoas educadas e as comuns, homens e mulheres, preto e branco, eram todos iguais. Não havia diferença. Assim, aparentemente, nos tornamos mais “liberais”. Gentis, atenciosos, e principalmente hipócritas, já não dizíamos diretamente o que pensávamos dos outros. Dissimulávamos a verdade. Mentindo externamente, continuávamos pensando e sentindo de forma diferente internamente. Agindo falsamente, apagávamos as lacunas entre nós, e apesar de tudo, encontramos uma linguagem nova e fácil para o gerenciamento de conversas “politicamente corretas”.

Então, o que é politicamente correto para mim agora?

Você vai perguntar, mas o que há de ruim na vida em uma sociedade onde todos somos iguais e adquirimos respeito um pelo outro? Não é isso que temos aspirado e nos esforçado ao longo das gerações?

Não há nada de ruim em viver com igualdade ou deseja-la. O problema é diferente: nós não somos naturalmente iguais. Não somos iguais em nossos genes, nos traços de caráter com que nascemos, cor da pele, QI, quantidade de dinheiro que ganhamos, ou nossa visão singular de mundo. Ou, como os sábios disseram: “Assim como seus rostos são diferentes, suas opiniões são diferentes” (Berachot 58b). No entanto, a cultura do politicamente correto nos prova que temos um desejo esclarecido dentro de nós por igualdade de oportunidades, justiça social e uma sociedade justa para todos os seus membros. Então, de onde vem o impulso em direção à igualdade?

De acordo com a sabedoria da Cabalá, no inconsciente coletivo da humanidade, todos nós aspiramos à igualdade e somos atraídos contra a nossa vontade para o estado único e perfeito para o qual toda a criação está se dirigindo. Muitas nações no passado se rebelaram para se libertar do domínio colonial ou lutaram contra o fenômeno mundial do racismo. Para viver em uma verdadeira igualdade, não apenas para expressá-la em palavras bonitas, temos que imitar o sistema natural que conecta tudo em harmonia e equilíbrio, cada um permanecendo como nasceu ou foi educado, tecendo uma rede de conexões mútuas que irá criar um sentimento de totalidade entre nós. Isso significa que poderemos conciliar todas as oposições e diferenças entre nós, e que a paz vai habitar entre nós. Só através dessa interdependência e responsabilidade mútua é que cada indivíduo permanecerá valorizado e importante na sua totalidade, o mesmo para todos, sem exceção. Como num círculo, cada um tem o seu ponto único e extremo, mas em relação ao centro do círculo, todos somos iguais.

Tirar as Máscaras

Se estivéssemos conectados entre nós “como um homem em um só coração”, descobriríamos que a sociedade humana é mais rica e mais variada do que nos parece, mas em vez de corrigir o sistema defeituoso das relações entre nós, corrigimos a nossa linguagem. “Politicamente correto” é uma cobertura para o nosso verdadeiro medo. Ele bloqueia a nossa oportunidade de descobrir quão egoístas, maus e cruéis nós somos para com os outros, e isso limita a capacidade da humanidade de evoluir.

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, foi o primeiro a dizer que todos nós censuramos nossos impulsos violentos e sexuais que borbulham dentro de nós. Conforme eles se rompem, mais a sociedade se desequilibra e se torna mais perigosa, como evidenciado na Alemanha nazista e na Itália fascista. Embora Freud tenha detectado um pouco do mal que está escondido na humanidade, que somos criaturas egoístas por natureza, aspirando a dominar os outros e oprimi-los, ele não forneceu uma resposta para isso.

A sabedoria da Cabalá é um método que pode nos ensinar como nos conectarmos acima de todas as diferenças e corrigir a fonte do mal. É a esperança para mudar a face da sociedade humana. Com sua ajuda, vamos ter sucesso em frear nossa natureza egoísta que é passível de provocar a queda da sociedade. Nossa natureza egoísta é uma imensa força negativa que ameaça entrar em erupção contra os outros e trabalhar em nosso prejuízo. Para neutralizar isso, precisamos equilibrar as relações entre nós, usando a força positiva, o poder da conexão.

Igualdade como um Teste de Realidade

A Cabalá ensina que o sentimento de verdadeira igualdade e amor só pode ser construído como um andar adicional sobre a desigualdade e o ódio, uma fórmula que é chamada, “O amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12).

Em todas as fases de nossas vidas, o ego expõe outra de suas peças expressa em sentimentos de desprendimento, rejeição e ódio para com os outros. Não há necessidade de apagar ou para alterar o ódio; ele é uma parte orgânica da criação. “Como os Sábios disseram, (Tratado Kiddushin 30b): ‘Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como um tempero para ela’, ou seja, que a iluminação na Torá reforma” (Escritos de Baal HaSulam). Tudo o que cabe a nós fazer é nos conectarmos acima do ódio, e é assim que despertarmos a força positiva, o poder da “Torá”, o poder de conexão e amor que tem a capacidade de trazer equilíbrio, igualdade e justiça social.

Quanto mais nos esforçarmos em nos conectar com a ajuda do diálogo, de círculos de discussão e atos comuns de conexão, vamos despertar o poder de conexão e amor que nos possibilitará ser “como um homem em um coração”.

Acima das transgressões e do ódio, um tecido sutil de amor é construído que determina e conserva. “A essência da vitalidade e da existência de toda a criação é através de pessoas cujas opiniões diferem se unindo em amor, unidade e paz” (Likkutei Halachot, Halacha 4). O amor é o propósito de nossa evolução. Isso não se refere a uma conexão sincera temporária, mas de uma lei natural obrigatória da realidade, que em última análise, todos nós estamos conectados em um sistema único, completo, e não haverá mais nenhuma necessidade do “politicamente correto”.

Do Artigo no Ynet 02/11/16

Ynet: “A Falta De Um Coração Comum, Não De Uma Moeda Comum”


Da minha coluna no Ynet: “A Falta De Um Coração Comum, Não De Uma Moeda Comum”

No mar de palavras escritas sobre o Brexit, surgem perguntas como: O que os outros países da União farão, e como a Grã-Bretanha, abandonando a União, influenciará o mundo? Devemos ler corretamente o mapa global do sistema da natureza para sairmos do emaranhado das relações europeias para uma nova vida.

Em 1992, poucos meses antes da criação da União Europeia, eu fiz uma grande excursão pela França. Toda a extensão da República Francesa foi coberta em seguida com uma propaganda diversificada acompanhada de material explicativo que chamava os cidadãos a apoiar o projeto inovador de segurança econômica e de mercado em conjunto. Mesmo assim, eu tinha uma noção clara de que o negócio era impossível e que, no final, o processo poderia levar ao colapso do continente.

Ao longo dos anos, eu fiz um esforço considerável em reuniões com representantes do mercado europeu, escrevi sobre ele e tentei explicar quão vital era a união para a integridade da Europa e qual o método para alcançá-la.

Eu não sou economista ou pesquisador de relações internacionais, mas a partir do estudo e do trabalho constante com biocibernética e a ciência da conexão, que ensinam a conexão interna dos sistemas naturais e da sociedade humana, uma coisa ficou clara para mim: qualquer tentativa de conexão que não leva em conta o fato de que o sistema natural opera de acordo com leis globais e integrais está condenada ao fracasso. Como o Reino Unido, assim como as outras nações que se conectaram na “União” Europeia artificial, é aconselhável, para seu próprio bem, abandonar o mais rapidamente possível o navio afundando. Uma associação baseada somente em interesses econômicos, liderada por bancos, instituições financeiras e indústrias, e cuja ideia toda é o lucro econômico, através da eliminação das fronteiras e imposição da imigração política, não tem nenhuma chance de sucesso.

Além disso, o fracasso retumbante pode desencadear um efeito dominó que vai levar ao aumento no poder de líderes de extrema direita em vários países da Europa. A política de isolamento poderia se tornar radical e deteriorar-se ao ponto do derramamento de sangue.

Como podemos neutralizar a bomba-relógio europeia?

Com os dramáticos resultados do referendo nacional no Reino Unido, o “Google” revelou dados interessantes sobre resultados de busca na Web – as duas perguntas mais frequentes foram: “O que é a União Europeia?”, e , “Qual é o significado de sua partida?”.

A união real e verdadeira vai existir apenas quando o continente europeu estiver conectado como uma rede – uma sociedade, um país, um povo – e não vinte e oito nações separadas que são indiretamente sujeitas à Alemanha, que governa com mão de ferro o Conselho da UE em Bruxelas, mas um equilíbrio de poderes entre todas as nações, fortes e fracas. “Não se surpreenda se eu misturo o bem-estar de um coletivo em particular com o bem-estar de todo o mundo, porque, na verdade, nós já chegamos a tal ponto em que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade” (Os Escritos de Baal HaSulam).

Concessões mútuas, uma abordagem humana, e fazer em prol dos outros são as bases para todos os sistemas de relacionamentos padrões, como em uma família, e também são o ingrediente que alimenta e mantém a conexão ao longo do tempo. Responsabilidade mútua, “como um homem com um coração”, é a meta a que os europeus devem aspirar. Apenas em cima deste primeiro estrato é possível construir os estratos econômicos, de segurança, político, cultural, etc. Os países europeus são como um casal no limiar do divórcio e vivem em conflito sob o mesmo teto e sem uma escolha, sem conexão e amor.

Evolução da União

A Cabalá é a sabedoria da conexão. De acordo com ela, o sistema da natureza é um sistema completo, que liga instintivamente como um único organismo todos os níveis de existência: inanimado, vegetal e animal. “E o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com a criança”. Quando os seres humanos interferem nessa plenitude, violam esse equilíbrio, o prejudicam e, inevitavelmente, destroem a natureza.

As leis de equilíbrio no sistema da natureza determinam que o egoísmo implantado em nós desde o nascimento, “pois a imaginação do coração do homem é má desde a sua juventude”, vai continuar a nos dividir e separar. Enquanto todos nós agirmos cada um por si, comportando-se com indiferença e crueldade para com os outros, teremos uma reação em cadeia negativa da natureza. Temos que nos agarrar à força da unidade na natureza, a força que estabiliza a realidade. Quando ajustamos as relações entre nós com suas leis e agimos com consideração pelos outros, merecemos bondade e abundância.

O próprio esforço em manter a conexão correta entre as pessoas acima de todas as disputas e diferenças desperta a força da conexão entre nós, a mesma força positiva que está nas profundezas do sistema da natureza, e, através dele, podemos equilibrar nossas relações e estabelecer paz, como está escrito: “o amor cobre todas as transgressões”. Quando os órgãos da UE – do sul da Espanha ao norte da Noruega e do leste da Rússia ao oeste da Irlanda – se unirem num único corpo vivo e pulsante, será possível construir uma sociedade adequada na Europa sobre cuja base será possível desenvolver sistemas adicionais de conexão.

Uma Escola para a Unidade

Para evitar choques adicionais no futuro próximo, tais como graves prejuízos econômicos, enormes ondas de imigração, o crescimento do Islã radical, a ascensão do fascismo e do racismo ou, Deus nos livre, uma guerra civil, a UE precisa fazer uma espécie de exame de consciência e esclarecimento crítico: O que é a união? Por que precisamos dela? Como vamos chegar à união correta entre nós? O que pode acontecer se não andarmos na direção certa?

Isso está nas mãos das instituições da Comunidade Econômica Europeia. Se os membros da administração em Bruxelas promovessem um processo educativo para mudar a consciência e suavizar os corações, uma revolução emocional poderia acontecer dentro de alguns meses a vários anos. Todos os meios para construir essa conexão já existem e o ritmo de desenvolvimento está em suas mãos. Assim como uma propaganda brilhante levou ao crescimento da EU, um marketing inteligente, consistente e contínuo da sabedoria da conexão tornaria sua existência possível.

Programas governamentais aplicados em aproximar as pessoas, cursos acadêmicos e opções para o estudo da natureza humana, assim como a ampla exposição na mídia de massa de que a mesma força de conexão é inerente a nós, podem revelar aos europeus uma camada adicional e oculta das relações entre eles que possibilitará usar a infraestrutura para inúmeros compromissos saudáveis em todas as áreas da vida, sem falar na salvação do navio europeu que está afundando nas profundezas.

Do Artigo no Ynet 27/06/16

Meus Artigos Na Mídia, 15.10 – 05.11.16

Em inglês:

The Jerusalem Post:

“Why We Are Happy on Simchat Torah”
“UNESCO’s Absurd Decision Reflects the World’s Honest Opinion“

Haaretz:

“The US Election: An Outsider’s Perspective”
“Killing Ourselves Softly (With Political Correctness)”
“The Israeli Public’s Blissful Ignorance May Cost Us Heavily”
“The Decision at UNESCO—the Beginning of the End of the State of Israel“

Em Alemão:

The Huffington Post:

“Was uns Jona über den Antisemitismus lehrt”
“Das Jahr der Veränderung“

Em Francês:

The Times of Israel:

“La Torah n’est pas ce que vous pensez”
“Un vote contre Israël au Conseil de sécurité de l’ONU pourrait être tout un défi pour Israël”
“La décision absurde de l’UNESCO reflète la véritable opinion du monde“

Em Italiano:

Blogactiv:

“Ci stiamo uccidendo dolcemente (ma in maniera politicamente corretta)”
“La beata ignoranza dell’opinione pubblica israeliana potrebbe costarci molto cara”
“La decisione dell’UNESCO: l’inizio della fine dello stato di Israele”
“Andare oltre la grande divisione tra Israele e la comunità ebraica americana“

The Huffington Post:

“La beata ignoranza dell’opinione pubblica israeliana potrebbe costarci molto cara”
“La decisione dell’Unesco: l’inizio della fine dello stato di Israele“

Em Espanhol:

Unidos con Israel:

“Por encima de la gran división entre Israel y la comunidad judía estadounidense“

Blogactiv:

“La feliz ignorancia de la opinión pública israelí puede salirnos muy cara”
“La absurda decisión de la UNESCO refleja la verdadera opinión del mundo”
“Por encima de la gran división entre Israel y la comunidad judía estadounidense”
“Lo que Jonás nos dice sobre el antisemitismo”
“¿Por qué Tishréi significa una nueva vida?“