Conheça O Poder Do Um
Quando começamos a nos perguntar qual é o sentido da nossa vida, essa questão toca em algo que transcende o significado — a fonte da qual se originam o sofrimento e o prazer.
Com essa pergunta, a pessoa começa naturalmente a investigar a realidade que a cerca. Quer queira ou não, em diversas situações da vida essa questão surge, e ela começa a questionar e percebe que certamente deseja desfrutar, compreender e alcançar a fonte do prazer.
Contudo, neste mundo, ela não pode revelar a força do Um. Mas quando avança no estudo do método da Cabalá e, por meio de ações direcionadas, evoca sobre si a luz circundante, então percebe que existe uma força que desperta a vida dentro dela.
Então ela se sente como algo oposto a essa força e começa a se dirigir a ela com uma exigência: “Por que você não me dá o que eu quero e o que me é devido de acordo com os esforços feitos, conforme o meu desejo?” Ou seja, ela sente a singularidade do seu próprio domínio, onde o seu “eu” governa, e isso já se aproxima do nível do Faraó, que disse: “Quem é o Criador, para que eu o ouça?”
Então, gradualmente, como resultado da influência das luzes circundantes, quando uma pessoa realiza as ações recomendadas pelos Cabalistas, ela começa a pensar que esta não é a sua própria regra, mas “nossa” regra, por assim dizer — eu e o Criador.
Partindo disso, ela gradualmente passa a desejar ser como o Criador: “Apesar de existirem eu e Ele, eu já quero ser como Ele. E se eu for como Ele, isto é, se for revelado em meus Kelim que somente o Criador reina, essa será minha correção final”.
Assim, ela transita do que é ostensivamente seu próprio governo exclusivo para uma parceria e, a partir daí, para o governo do Criador. Tal é o caminho ao longo do qual, naturalmente, se adquire uma infinidade de conceitos pertinentes a cada um dos estados.
Da Lição Diária de Cabalá de 26/10/26, Rabash, “A Importância do Reconhecimento do Mal”