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O Livro De Ester: Purim Aqui E Agora

Dr. Michael LaitmanUma continuação do post “O Livro de Ester É Nossa Herança Espiritual“.

Purim é a salvação, mas não pela força das armas. O que aconteceu no passado está acontecendo agora em Israel, na Europa e em todos os lugares. É revelado de uma forma oculta, sob a forma de figuras atuais, que são basicamente idênticas às do passado. Nossa força está na nossa unidade. Apenas a unidade vai salvar a nação judaica de seus inimigos.

Nós vemos como Hamã levanta a cabeça novamente e nos sentencia. Mordecai não tem que ir mais para a praça da cidade, já que agora a sua mensagem ecoa através dos meios de comunicação e da Internet. Este é um sinal claro de que o oculto deve ser revelado. A vida nos chama para lembrar o amor que é utilizado para conectar nossos corações.

Quando despertarmos da nossa indiferença e separação e nos unirmos como um só homem, vamos nos tornar um modelo positivo. Isso ocorre porque a humanidade de hoje realmente precisa de um método para superar os conflitos e alcançar a compreensão e doação mútua. Quando nos tornarmos um modelo real, apropriado e ativo, o mundo inteiro vai estar do nosso lado.

Do Folheto do Feriado de Purim, 01/03/15

A Grande Luz De Purim

Dr. Michael LaitmanO Livro de Ester (Meguilat Ester) 1:1: E sucedeu nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a India até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias. Assim começa Megillat Ester, o Livro de Ester. A palavra hebraica “Megillah é derivada da palavra “Gilui” (divulgação) e “Ester” significa escondido. Ester é o nome da rainha, a esposa de Assuero (Xerses). Megillat Ester simboliza a revelação do oculto, o que implica que, embora algo seja revelado a você, você deve se lembrar que tudo se mantém em ocultação.

O Livro de Ester (Meguilat Ester) 2:5-7 – 2:20: Mardoqueu tinha uma prima chamada Hadassa, que havia sido criada por ele, por não ter pai nem mãe. Essa moça, também conhecida como Ester, era atraente e muito bonita, e Mardoqueu a havia tomado como filha quando o pai e a mãe dela morreram. Quando a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moças foram trazi­das à cidadela de Susã e colocadas sob os cuida­dos de Hegai. Ester também foi trazida ao palácio do rei e confiada a Hegai, encarregado do harém.

A moça o agradou e ele a favoreceu. Ele logo lhe providenciou tratamento de beleza e comida especial. Ester não tinha revelado a que povo pertencia nem a origem da sua família, pois Mardoqueu a havia proibido de fazê-lo.

O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens;

Ester pertencia ao povo judeu que tinha uma conexão com a força superior, e se ela tivesse dito a verdade sobre sua origem, isso poderia ter prejudicado o seu relacionamento com o rei.

Ela alcançou graça e favor aos seus olhos, porque ela revelou certa parte de seu potencial espiritual em seu relacionamento com o rei.

Então, o rei deu um grande banquete, o banquete de Ester, para todos os seus minsitros e oficiais. Proclamou feriado em todas as provín­cias e distribuiu presentes por sua generosidade real. Quando as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.

Ester havia mantido segredo sobre seu povo e sobre a origem de sua família, conforme a ordem de Mardoqueu, pois continuava a seguir as instruções dele, como fazia quando ainda estava sob sua tutela.

…Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.

Mardoqueu (Mor Dror) é a força superior, uma força muito séria que está totalmente oculta. Ester continuou totalmente sua linha.

Isto significa a porta do rei superior, a força superior da natureza. Sentar representa o estado de humildade, de pequenez. Portanto, Mardoqueu esperou pacientemente pela oportunidade de passar o atributo da força superior a todas as pessoas na Terra. A população da Babilônia naqueles dias era, na verdade, toda a humanidade.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3-1, 3: 5-9: Depois desses acontecimentos, o rei Assuero honrou Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague, promovendo-o e dando-lhe uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres.

Deve haver um grande desejo, a fim de revelar a força superior, a grandeza do Criador. Em primeiro lugar, ele decorre do ego, depois ele é corrigido e a revelação do Criador é recebida no desejo corrigido. Mardoqueu não tem esse desejo. Ele estava num estado de pequenez, sentado à porta do rei, por isso foi necessário incluir o ego nele, a fim de elevá-lo ao próximo nível. O ego que é adicionado ao Mardoqueu é chamado de Hamã.

Quando Hamã viu que Mardoqueu não se curvava nem se prostrava, ficou muito irado. Contudo, sabendo quem era o povo de Mardo­queu, achou que não bastava matá-lo. Em vez disso, Hamã procurou uma forma de exterminar todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o império de Xerxes. No primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no mês de nisã, lançaram o pur, isto é, a sorte, na presença de Hamã a fim de escolher um dia e um mês para executar o plano. E foi sorteado o décimo segun­do mês, o mês de Adar.

Hamã representa o ego universal. Ele teve que matar o desejo chamado Mardoqueu, que constantemente ameaçava o ego. Ele planejou aniquilar e destruir todos os judeus, visto que o povo judeu é, na verdade, um canal para a Luz e o atributo de doação. Se eles começassem a doar a todas as outras nações certamente seriam capazes de corrigi-las e transformá-las em altruístas, transformá-las numa nação superior assim como eles; uma nação que não serviria mais a Hamã. Hamã sabia que não poderia corrigir-se e por isso não tinha outra escolha e foi obrigado a agir contra Mardoqueu.

Então Hamã disse ao rei Assuero: “Exis­te certa nação dispersa e espalhada entre as nações de todas as províncias do teu império, cujos costumes são diferentes dos de todas as outras nações e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los. Se for do agrado do rei, que se decrete a destruição deles…”.

Cada uma das nações que viviam nas 127 províncias do império babilônico tinha um território próprio, mas os judeus estavam dispersos entre todas as nações e não tinham a sua própria terra. No entanto, eles ainda atribuíam para si uma tribo em particular chamada nação de Israel.

Esta é a razão que Hamã disse: Exis­te certa nação dispersa e espalhada entre as nações de todas as províncias do teu império”, o que significa que eles não estavam conectados entre si. O ego os separava e os fazia sentir repulsa mútua. Eles não podiam ser uma nação, uma vez que todas as outras nações eram definidas por sua origem e tinham um completo egoísmo terreno, que os judeus não tinham. Eles diferem de tal forma que falavam aramaico entre si e não hebraico, sua língua materna.

Na época do Primeiro Templo, os judeus estavam num nível espiritual e falavam hebraico, mas quando eles caíram para um nível egoísta que era muito inferior aos das outras nações, eles realmente perderam sua língua, a língua de doação e amor mútuo, e começaram a falar aramaico, a língua que é o inverso do hebraico. Além disso, cada nação sentiu que pertencia a uma classe social e cada nação respeitava o rei e se curvava a seus ídolos, enquanto os judeus não tinham ídolos, não respeitavam o rei, e não há tinham relações sociais mútuas adequadas entre si. Eles eram os maiores egoístas que não se davam bem uns com os outros.

Pergunta: Se a nação judaica foi separada a tal ponto, que perigo ela impôs a Hamã?

Resposta: Hamã sentiu que o tempo do despertar dos judeus para a unidade estava se aproximando. É dito que Hamã era um grande astrólogo. Ele viu de acordo com os sinais, o que significa de acordo com o seu sentimento interior, o que a nação judaica realmente é. Hamã é o lado oposto de um Cabalista, daquele que doa. Ele percebeu que algo estava prestes a acontecer que acabaria com o exílio da nação de Israel fim e que eles voltariam a sua terra, que para ele significava a morte. Eles tiveram que destruí-lo em seu caminho de volta, uma vez que era impossível reconstruir o Segundo Templo sem matar e destruir Hamã. Portanto, ele não tinha escolha, exceto destruí-los, não por maldade, mas de acordo com as leis claras e precisas da natureza.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3:10-11, 03:13: Em vista disso, o rei tirou seu anel-selo do dedo, deu-o a Hamã, o inimigo dos judeus, filho de Hamedata, descendente de Agague, e lhe disse: “Fi­que com a prata e faça com o povo o que você achar melhor”.

Assuero (Xerxes) pensou em como elevar a nação de Israel. Ele percebeu que eles deviam ter medo e, assim forçou-os a se unir e se conectar, uma vez que o seu poder está somente na unidade e na ascensão ao nível superior. Mas isso só foi possível com a ajuda de Hamã. Os judeus tiveram que ser aterrorizados pelo seu ego e destruí-lo para que pudessem transformá-lo em altruísmo, e só então conseguirem se elevar. Eles não poderiam subir sem Hamã.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3:10; 4:1-2: As cartas foram enviadas por mensageiros a todas as províncias do império com a ordem de exter­minar e aniquilar completamente todos os jude­us, jovens e idosos, mulheres e crianças, num único dia, o décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de adar, e de saquear os seus bens. Quando Mardoqueu soube de tudo o que tinha acontecido, rasgou as vestes, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz. Foi até a porta do palácio real, mas não entrou, porque ninguém vestido de pano de saco tinha permis­são de entrar.

Mardoqueu teve que dizer a todos o que estava prestes a acontecer e despertar as forças do bem e do mal, a fim de revelar corretamente o caminho que a humanidade devia seguir. Por isso, Ele saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz. Ele não era mais o velho despercebido que se sentou calmamente na porta da cidade. Na verdade, ele começou a ser ativo.

“Chorando amargamente em voz alta”, refere-se à revelação, à chamada, à conexão, que ele recriou entre Malchut e Keter. Até então, Mardoqueu estava num estado de pequenez (Malchut em Bina), mas agora, quando mudou para um estado de grandeza, um estado de revelação, ele conectou os dois pontos opostos da Criação, Malchut e Keter, através de Bina. É dito: Mardoqueu rasgou as vestes. Vestes é o estado atrás do qual a pessao se esconde. Rasgando suas vestes, Mardoqueu põe fim ao seu estado humilde anterior. Ele quer ser revelado.

O atributo de Mardoqueu é o atributo de Bina, doação completa. Não tem nada a ver com o ego e não pode fazer nada por si só. Existe a necessidade dessa conexão agora. As cinzas são o último nível egoísta. Quando coloca as cinzas na cabeça, Mardoqueu eleva este nível acima de si mesmo, o que significa que se coloca abaixo de todas as criações, abaixo de tudo. Estas não são apenas palavras bonitas, mas uma ação espiritual real; uma ação que ele realizou para que pudesse ser capaz de transmitir a grande força de correção a todos através dele. Assim, ele se prepara para o estado de desconexão do ego e para a subida ao atributo de Bina, quando ele poderia transmitir toda a Luz superior chamada Mardoqueu (Mor Dror), uma grande Luz, por meio dele.

De uma Conversa sobre Purim 19/02/15

Conexão E Unidade Agora!

laitman_944Pergunta: Será que o feriado de Purim fala sobre o papel do povo de Israel?

Resposta: Ele fala sobre a obrigação dos filhos de Israel! A tarefa pode ser diferente, mas a obrigação continua sendo uma: unir e levar toda a humanidade a um novo nível espiritual através da unidade.

Hoje, nós estamos numa crise semelhante à mesma crise que existia na antiga Babilônia. O ego nos atrai para dentro, para um lugar que é muito estreito, escuro, e incompreendido; um lugar onde começamos a nos devorar. A humanidade deve se elevar sobre este estado, e essa ascensão depende do povo de Israel em primeiro lugar. Assim, em nosso tempo, o antissemitismo tem se desenvolvido de novo, porque as nações do mundo inconscientemente sentem que o povo de Israel deve fazer algo, mas não está realizando a sua missão, e isso causa danos ao mundo. É precisamente a separação entre nós a razão para o antissemitismo.

No momento em que começarmos a nos unir, uma corrente de Luz vai passar através de nós para toda a humanidade. As pessoas vão entender o que deve ser feito, e o antissemitismo desaparecerá imediatamente. Mesmo 2.500 anos atrás os profetas previram que as nações do mundo iriam erguer o povo de Israel sobre os seus ombros e levá-los a Jerusalém para construir o terceiro Beit Ha Mikdash (Templo). Assim, é dito que toda a humanidade será atraída ao Criador, e todas as religiões, crenças, povos, nações e raças vão se unir num único conjunto.

Pergunta: O que você espera para o povo de Israel e os judeus que vivem em outros países do mundo?

Resposta: Em primeiro lugar, eu gostaria que todos os povos do mundo entendessem corretamente o feriado de Purim e que com a sua pressão sobre o povo de Israel eles participassem do nosso objetivo geral e comum.

Além disso, eu espero que o povo de Israel entenda o nosso papel universal, e entenda e reconheça o fato de que o bem do mundo realmente depende deles. Todo mundo que está interessado em saber mais pode entrar em nossas páginas e arquivos na Internet, olhar em nossos livros, ler as nossas páginas do Facebook, assistir nosso canal de televisão israelense, e experimentar as aulas ao vivo de nossos centros de educação.

Nós devemos nos unir! Apenas em unidade nós podemos encontrar uma solução real para todos os problemas! Não há nenhum problema que não possa ser resolvido através da unidade, e não há problema que possa ser resolvido através de qualquer outro método.

Venham, vamos transformar este feriado numa realidade onde nós realmente resolvemos os problemas deste mundo entre nós, elevando-nos ao próximo nível da natureza e nos redimindo de todos os problemas. Nós mesmos vamos fazer isso! Nós estamos fazendo isso agora juntos! Sucesso para todos nós!

De uma Palestra sobre Purim 18/02/15

A Força Especial Dos Feriados

laitman_744Pergunta: Existe uma força especial que opera em nós e nos afeta? Existe uma iluminação especial que brilha sobre nós?

Resposta: Um feriado é um estado especial no mundo, quando o desejo se torna semelhante à Luz de alguma forma e a cooperação entre o desejo e a Luz é chamada por um nome especial que coincide com a Gematria (valor numérico da Torá) cabalística. Um feriado é caracterizado pelo acúmulo dos níveis anteriores, até certo novo nível qualitativo.

Em nossa vida, por exemplo, a psicologia é um campo muito significativo: a psicologia da criança, a psicologia das massas, a psicologia social, etc. Nestas estruturas nós tendemos a nos imaginar em diferentes situações e só as sentimos porque queremos senti-las tanto. Mas estes não são os estados espirituais e não têm nada a ver com os feriados.

A pessoa que está subindo a escada espiritual, por outro lado, desperta em si mesma e até na nação uma onda especial de influência a partir desse nível, mesmo que ela não tenha atingido o nível do feriado, pelo simples fato de que ela tenta subir a ele através da realização de certas ações mecânicas em nosso mundo com o conjunto da nação. Isso só é possível quando todos anseiam em alcançar isso juntos.

Durante o feriado de Shavuot (entrega da Torá), por exemplo, nós vemos a localização dos planetas, da lua e do sol que correspondem a esta ação espiritual, o que significa que a força superior também é organizada de certa maneira. Se, além disso, toda a nação ansiar por isso, ela receberá uma iluminação especial, pois toda a hierarquia do sistema da criação está sincronizada. Mas uma pessoa comum que não sabe nada sobre o trabalho espiritual, e simplesmente faz o que tem sido ensinada, não percebe essa iluminação e só tem a sensação psicológica deste feriado. No entanto, as pessoas que anseiam pelo significado interior do feriado sentem certa iluminação e, portanto, podem executar correções adicionais durante este tempo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/06/14

Bêbado De Plenitude

laitman_572_02Pergunta: Por que o feriado de Purim é considerado um feriado familiar em todo o mundo?

Resposta: Não é um feriado familiar. O feriado de Purim é mais como um feriado das crianças, um feriado de felicidade e alegria, porque simboliza o renascimento do povo. Nós aparentemente renascemos neste feriado!

Quando nós estamos separados uns dos outros, não somos um povo. No entanto, quando começamos a nos reunir, algo novo nasce em nós. Assim, em Purim, há o costume de dar presentes uns aos outros, Mishloach Manot (pacotes de presente), especialmente vinho e doces.

O vinho simboliza Ohr Hochma (Luz da Sabedoria). Hamãtashen, biscoitos de forma triangular, simbolizam Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia). Hassadim e Hochma devem se conectar, se vestir uma na outra, e isso nos dará elevação espiritual.

No feriado de Purim, há um costume muito interessante de beber vinho sem quaisquer restrições, Ad De’lo Yada (até que a pessoa não saiba). Se neste dia a pessoa estiver tão bêbada quanto Lot, é um sinal de que ela cumpriu a tradição do feriado.

Isto é, se mantivermos o feriado de Purim espiritualmente e nos unirmos, com isso vamos levar toda a humanidade à unidade e elevá-los diante de nós ao nível de adesão com o Criador. Toda a humanidade alcança a eternidade e plenitude, e este estado pode ser materializado em alguém sobre quem se diz, “…até que a pessoa já não saiba a diferença entre ‘Bendito seja Mardoqueu’ e ‘Maldito seja Hamã’”. Em outras palavras, a pessoa esquece completamente todas as suas limitações. Ela entra num espaço onde não há nada, exceto a eternidade e plenitude. Esse estado pode ser comparado apenas com o estado de uma pessoa que está bêbada de felicidade sem beber qualquer bebida alcoólica.

No feriado de Purim, todas as ruas de Israel estão cheias de sons de canto, dança e carnavais, que são chamados de Adloyada. Nós vestimos roupas e aparentemente mudamos nossas identidades, tornando-nos outra pessoa.

Pergunta: Por que nós dizemos que chegará a hora quando todos os feriados vão desaparecer e só o feriado de Purim permanecerá?

Resposta: Isso é porque todos os feriados simbolizam fases de transição no caminho em direção à completa unidade e realização do Criador, a adesão com o poder superior. Todos os feriados são classificados até este nível: Rosh Hashaná (Ano Novo), o êxodo do Egito, a recepção da Torá, e assim por diante. Eles representam precisamente as etapas do trabalho para a unidade entre nós, enquanto Purim é o feriado final que simboliza a conclusão da correção. Depois disso, nós alcançamos cem por cento de plenitude e eternidade.

De uma Palestra sobre Purim 18/02/15

Purim É Um Chamado Para Unir

laitman_933Purim é o grande feriado da redenção; é o feriado do êxodo do exílio. A sabedoria da Cabalá nos diz sobre a história da evolução da humanidade de Adão em diante. Antes dele havia seres humanos e civilizações, mas Adão encarna o início de uma nova história, a história do desenvolvimento espiritual da humanidade.

Ele foi o primeiro a descobrir que a vida não era apenas para sobreviver no plano deste mundo, mas para ascender deste mundo para o próximo nível, para o mundo espiritual, e para se tornar uma entidade totalmente diferente, para se tornar um ser humano.

A palavra “Adam” deriva da palavra hebraica “Edame” (assemelhar-se), assemelhar-se ao Criador que existe numa dimensão diferente. E visto que ele foi o primeiro a descobrir a possibilidade de ascensão do estado animal para o nível humano, para o nível de se assemelhar ao Criador, ele é chamado de Adão.

Mas foi só Abraão que conseguiu alcançar a equivalência com a força superior, ascendendo os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, até o nível humano, ao sentir que estava numa nova dimensão. Isso aconteceu 20 gerações depois de Adão.

Qual é a razão de Abraão ter conseguido isso? Foi porque a humanidade, que era apenas um pequeno número de pessoas que povoam a antiga Babilônia na época, de repente se viu num beco sem saída egoísta.

As boas relações entre os babilônios, que viviam como uma família, de repente se encheu de falta de confiança, roubo e abuso mútuo, tais relações egoístas a partir das quais eles não sabiam para onde ir. Eles pensaram: “Nós temos que subir aos céus e descobrir a razão para o que está acontecendo conosco”. Neste momento, na antiga Babilônia, duas personalidades líderes se destacaram representando dois pontos de vista diferentes: o ideólogo e cientista de sua época, Abraão, e o rei de Babilônia, Nimrod.

De acordo com a ideologia de Abraão, a humanidade existia para se unir acima do ego que mantém as pessoas separadas. Unindo-as, eles poderiam atingir o próximo nível de seu desenvolvimento.

O ego intencionalmente os levou a um beco sem saída, para que eles não sucumbissem a ele, caso contrário ele iria levá-los a sua aniquilação mútua. Eles não tinham outra escolha, a não ser simplesmente se conectar acima dele. Além disso, há tal força na natureza que pode ser atraída, de modo que ela pode nos ajudar a realizar esta ação.

Nimrod, por outro lado, acreditava que eles tinham que seguir um caminho diferente: se dispersar por todo o mundo como uma família que não pode viver junto e conviver uns com os outros. Eles tiveram que se dispersar e ir em direções diferentes, de modo que todos se sentiriam bem.

Milhares seguiram Nimrod e apenas alguns seguiram Abraão. De acordo com o conhecido historiador Titus Flavius ​​Josephus, os babilônios se dispersaram por todo o mundo e começaram a se estabelecer na Índia, China, África, Rússia e Europa. Mais tarde, eles cresceram em nações que lançaram os fundamentos da atual civilização global geral. Abraão, por outro lado, reuniu seus seguidores que concordavam com ele e entendiam seu ponto de vista, e que o seguiram até a terra de Canaã, a localização do atual estado de Israel.

As nações que se dispersaram por todo o mundo começaram a ser chamadas por seus locais de origem, suas famílias, suas tribos ou o lugar em que se estabeleceram: alemães, russos, etc. Os seguidores de Abraão, porém, se chamavam “Israel”, decorrente das palavras hebraicas “Yashar – El”, ou seja, direto ao Criador. Isto significa que eles se concentravam diretamente na força superior, no plano superior da natureza que une e junta tudo em um.

O grupo de Abraão era composto por representantes de diferentes comunidades que sentiam que sua ideia era certa e, portanto, se uniram a ele. É assim que nasceu a nação que se reuniu com base numa ideia comum. Esta é a diferença entre os judeus e outras nações.

Os descendentes de Abraão foram Isaac, Jacó e José, que eram os próximos níveis de desenvolvimento deste grupo, os níveis de uma conexão cada vez maior. O grupo que deixou Babilônia junto com Abraão encontrava-se diante de grandes conflitos e divergências, que é chamado de exílio no Egito. Note que nós falamos de eventos históricos à luz de ações espirituais; por isso, nós denominamos categorias geográficas e históricas de acordo com seu estado espiritual.

É dito que havia fome na terra de Israel e os judeus desceram para o Egito, o que significa que a nação sentia uma fome espiritual, resultante da confusão e enfraquecimento da conexão entre eles. Thomas Mann descreve muito bem os conflitos e as divergências ideológicas entre os filhos de Jacó em seu livro José e Seus Irmãos.

O estado do Egito (Mitzraim) simboliza a concentração de mal na qual os judeus sentiram a forte dominação do ego chamado Faraó (egoísmo) e tentaram romper com ele. Eles decidiram que não podiam permanecer no estado de hostilidade mútua, de ódio e de dominação do Faraó, porque isso não permitia que eles se aproximassem um do outro. Assim eles perceberam e entenderam que tinham caído da conquista daquele pequeno nível espiritual que se encontravam anteriormente. Eles perceberam que não tinham escolha a não ser fugir do estado do Egito. Isso aconteceu à noite, na escuridão, às pressas.

Mas antes disso, eles passaram pelas dez pragas do Egito, que eles sentiram em sua carne, e assim foram libertados da dominação do ego, o domínio do Faraó.

Quando eles saíram do Egito, ou seja, da hostilidade mútua, eles gradualmente se uniram e chegaram ao estado do Monte Sinai, que deriva da palavra hebraica “Sina” (ódio). Eles tinham que subir acima dele para alcançar o Criador.

Há um atributo na nação israelita chamado Moisés, decorrente da palavra hebraica “Moshech” (atrair ou puxar), que é a personificação da ligeira conexão entre eles que os tira do Egito e pode puxá-los acima do ódio, a fim de se conectar com o Criador e receber Dele o método de formação da nação. Este método é chamado de Torá.

A Torá é a Luz que corrige o ego de toda a massa do povo para criar um único desejo que está acima da separação, do ódio e das acusações mútuas, e que está, na verdade, ansiando em estabelecer boas relações acima de tudo isso.

Quando a conexão entre as pessoas torna-se homogênea, direta e igual, e todos os desejos anteriores são integrados, criando um desejo único inclusivo, no qual a pessoa dá aos outros e os ama, e todo mundo faz isso mutuamente, este desejo se volta para o estado superior, ao Criador, o que significa à natureza, com amor mútuo. O Criador (Elokim) simboliza a força superior, o atributo superior, a liderança superior.

Quando elas anseiam pela doação, pela força superior, em amá-Lo e pela adesão mútua com Ele, elas atingem esse estado. Agora elas já são chamadas de “Israel”, e começam a sentir o próximo nível de sua existência ao ascender dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza ao nível do Criador, o nível da força superior da natureza que está oculto de nós.

Elas transcendem o Machsom (barreira) de ocultação, descobrem-No e, assim, começa realmente a sentir e viver Nele a tal ponto que a existência do corpo físico se torna sem importância. É porque o corpo é uma entidade corpórea e a pessoa na verdade não se importa se ela morre ou não, uma vez que nesse nível ela já existe no seu estado pleno e eterno.

Hoje qualquer um pode chegar a este estado, assim como os nossos antepassados ​​o fizeram. Eles escreveram sobre ele na Torá cHamãdo-o de “Primeiro Templo”. Neste estado, toda a criação é revelada, a força superior, a existência ilimitada da humanidade para além do tempo e do espaço.

Eles viveram nesse estado por vários séculos, e depois o ego começou a comprometer seu estado e começou a separá-los novamente, controlando-os por acusações mútuas. Eles perceberam que isso era necessário para que eles pudessem subir ainda mais alto acima do ego e alcançar o próximo nível, mas eles não conseguiram superá-lo e caíram no estado de ódio infundado.

Este estado é chamado de “exílio na Babilônia”. Mil anos mais tarde, eles voltaram à mesma Babilônia de onde Abraão lhes tinha tirado, mas agora ela não era mais o mesmo pequeno país na Mesopotâmia, mas o império gigante do rei Nabucodonosor que governava 127 estados. Sendo um líder inteligente, o rei dispersou os judeus em todos os estados e, assim, manteve-os separados e desconectados, mas isso era ainda melhor na época.

Muitos anos se passaram até que Babilônia foi governada pelo rei Assuero e o ímpio Hamã, que surgiu com a ideia de aniquilar os judeus. Ele começou a denegri-los perante o rei: Há certo povo disperso e separado entre os povos em todas as províncias do teu reino, e as suas leis são diferentes [das de] cada povo, e eles não mantêm as leis do rei; é [portanto] inútil que o rei os deixe viver. (Livro de Ester).

Um judeu sábio chamado Mardoqueu, que era parente da rainha Ester, a esposa amada de Assuero, vivia na Babilônia naqueles dias. Ele decidiu impedir uma conspiração e torná-la conhecida do Rei. Mas Ester disse que nem ela nem o rei poderiam fazer algo, já que os judeus estavam separados. Se vocês se reunirem eu vou contar ao Rei sobre a conspiração. Você vai começar a orar de cima e eu vou começar a agir de baixo e nós vamos destruir o ímpio Hamã e todos aqueles que conspiram contra nós. Além disso, vai ser o início de nosso retorno à nossa pátria, à terra de Israel. (Livro de Ester)

Mardoqueu disse aos judeus que viviam na cidade de Sushan, a capital do império babilônico, sobre isso. Ele os chamou para jejuar, se aproximar e ser como um homem em um só coração, de acordo com a lei judaica que foi aceita na base do Monte Sinai. Assim, elevando-se acima do ego e conectando-se totalmente, eles retornaram à sua raiz e foram recompensados ​​com a volta à terra de Israel, o que significa que adquiriram atributos que eram iguais a essa terra. Assuero libertou-os e lhes permitiu regressar à sua terra. Mais tarde, o filho de Ester e Assuero ajudou a construir o Segundo Templo e o exílio na Babilônia havia terminado.

Vários séculos depois, o Segundo Templo foi destruído por causa do ódio que mais uma vez eclodiu entre os judeus e, mais uma vez eles foram exilados da terra de Israel. Hoje nós estamos saindo desse exílio, mas cada lugar e estado ao redor do mundo tem o seu próprio Hamã e especialmente em torno do Estado de Israel.

Mas o resgate é exatamente o mesmo que foi durante o tempo da Rainha Ester: se nos unirmos, vamos facilmente nos livrar de todos os nossos inimigos. Eles vão nos libertar da sua presença má e vão nos ajudar assim como fizeram no passado para restaurar e reconstruir o Templo. Também está escrito no livro do profeta Ezequiel, que as nações do mundo vão levar os judeus em seus ombros à sua terra e construir o Terceiro Templo com eles.

Tendo retornado do exílio corpóreo e vivendo na terra de Israel, nós estamos num exílio espiritual e temos que sair dele, o que significa ascender ao nível da redenção espiritual do ego que nos despedaça, para nos conectarmos a fim de ascender ao nível da eternidade e plenitude. Este é o chamado de Purim, o feriado da unidade. Nós temos todas as condições necessárias para fazer isso aqui e agora.

De uma Palestra sobre Purim, 18/02/15

Feriados Comemorativos São Níveis De Ascensão Espiritual

laitman_285_02Existem níveis na ascensão espiritual onde cada um tem uma qualidade e um valor único, e são chamados de datas comemorativas.

Um feriado comemorativo é uma data especial no trabalho espiritual que não tem nada a ver com os outros dias do ano que se correlacionam com os movimentos do sol, da lua e da Terra.

Quando uma pessoa ascende ao nível de um feriado especial (Moadi), ela afeta o seu passado, presente e futuro, e tudo o que ela fez ao longo de sua vida, de uma forma especial. Além disso, isso pode elevá-la a um novo nível, temporária ou permanentemente.

Estes feriados especiais diferem, mas cada vez eles têm um efeito qualitativo sobre a pessoa e, portanto, são apontados na Torá.

Tudo o que é dito na Torá e que nós devemos saber é sobre a escada espiritual em que ascendemos, corrigindo-nos em relação ao Criador. Não há nada além disso.

Cada evento que acontece em nossa vida vazia, sem valor e inútil, é acrescentado a esta escada, uma vez que ela se baseia na correção do desejo. O desejo é a única matéria da criação, que inclui os níveis de evolução da natureza inanimada, vegetal, animal e falante.

O desejo cresce continuamente, sobe, e é corrigido. Este movimento percebe e absorve a matéria de todos os mundos e a força que controla esta matéria.

Estas datas especiais são níveis especiais nos quais há elevadores verticais e horizontais, como resultado do mérito acumulado anteriormente. Eles de repente entram em erupção, se conectam e, portanto, fornecem o resultado.

O elevador vertical refere-se a descidas e subidas, enquanto que o elevador horizontal refere-se à conexão de um grande número de pequenas almas, de fragmentos, que no nível atual começam subitamente a se fundir. Mesmo em nosso mundo, uma data comemorativa é um grande evento.

Estas incluem a elevação de indivíduos em sua compreensão e a criação também pode ser atribuída a eles, mas apenas uma que se desenvolva em nossa percepção de algo grandioso. Assim, esses dois fenômenos fazem parte das datas comemorativas.

Consequentemente, há elevadores horizontais para as massas e elevadores verticais que conectam os feriados, curiosamente, complementando-se mutuamente. Por um lado, uma única figura tem um impacto sobre a história, e por outro lado, as massas não têm um impacto sobre a história. História significa avanço.

A questão é saber se um pode ser utilizado no lugar do outro. A experiência prática mostra que uma dona de casa não pode governar o país, mas será que as massas serão capazes de substituir uma figura especial se estiverem conectadas?

Isto é possível quando uma conexão perfeita é atingida. Neste caso, as massas se tornam a figura mais proeminente ao perceber e absorver todos os Cabalistas individuais e se tornar como um homem em um só coração, como no encontro no Monte Sinai.

Comentário: Porém, Moisés era o líder.

Resposta: Moisés é a figura coletiva da nação que anseia pelo Criador, que pode reunir e juntar seus pontos mais elevados que estão separados de tudo o que está abaixo. A soma desses anseios chama-se Moisés.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/06/14

Os Servos Da Nação

laitman_937De acordo com o Livro do Zohar todos devem revelar uma ação abaixo. Portanto Aarão executou uma ação abaixo, sete dias de santidade, durante a qual não saiu da Tenda da Congregação, e depois, ele ofereceu um sacrifício no oitavo dia, a fim de invocar a ação de cima, através da qual a unidade geral é revelada. Assim, todos os mundos que o sacerdote (Cohen) desperta recebem a bênção, e o próprio sacerdote é preenchido pela totalidade, conforme necessário.

Trata-se da necessidade de Aarão de doar (o completo atributo de doação) ao povo (os outros atributos) como a um grupo, que, ao se reunir, afeta a força que está acima dele, já que Aarão não pode influenciá-lo.

Ele tem que executar uma ação abaixo para unir o povo e, assim, eles influenciam a força superior. Então, a força superior pode influenciar Aarão ainda mais para que ele possa unir a nação ainda mais forte e, assim, eles influenciam a força superior ainda mais. Este é um ciclo contínuo.

Acontece que Aarão e a nação dependem uns dos outros. A força superior responde ao pedido da nação, ao seu pedido, a sua oração (a oração de muitos).
Aarão só pode ser um professor e elevar a oração da nação, mas a nação o opera. É graças à nação que Aarão recebe elevação espiritual e todos os outros sobem através dele, por sua vez.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/12/13

Os Caminhos Da Babilônia São Tão Diferentes

Laitman_115_04O Zohar , “ShlachLecha“(Envia), Item 83: Israel é mais feliz do que todas as nações do mundo porque o Criador o queria, chamou o Seu nome por ele, e foi glorificado nele, pois o mundo foi criado apenas para Israel, para que eles possam se envolver com a Torá. É assim porque um conecta com outro, ZA e Malchut, e Israel abaixo (neste mundo) é a Sua existência, onde por suas boas ações eles elevam MAN para o seu Zivug, e eles são a existência de todas as outras nações, que existem para Israel, que fazem a vontade de seu Mestre.

A alma geral foi dividida em duas partes: GE e AHP. Os desejos que pertencem a GE receberam as centelhas de doação durante a quebra, e, portanto, são atraídos para o Criador. Eles vivem neste mundo e se perguntam sobre o sentido da vida, sobre o seu objetivo, e sobre o propósito da nossa existência aqui.

Estas perguntas não resultam de um benefício útil e prático, mas de uma aspiração interna instintiva de descobrir o Criador, a fonte da nossa vida. Tais desejos são chamados de Israel, que significa Yashar-El (direto ao Criador), e, portanto, quando a Luz opera sobre os desejos, é este tipo de desejo que surge pela primeira vez antes de todos os outros.

O escrutínio é focado na conexão entre nós acima do nosso ego, que definimos como a força que impede a unidade. Essas circunstâncias foram reveladas pela primeira vez no estado chamado antiga Babilônia.

Lá, pela primeira vez, começaram a aparecer esses desejos sentindo o anseio de revelar o Criador, enquanto todos os outros desejos ansiavam pela revelação de seu ego. Assim, eles se afastaram em direções diferentes, de acordo com seu vetor. Alguns foram para um lado e os outros para o outro.

Israel é aqueles que descobriram o método de correção e o realizaram. Todo este método é sobre alcançar o “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, com a ajuda da Luz que Reforma. Assim, a pessoa se assemelha ao Criador e quer agradá-Lo com todas essas ações.

Todos os outros desejos não ansiavam por isso na época, mas só queriam preencher o seu ego e começaram a se desenvolver de forma capitalista. Eles viviam uma vida simples em grupos, como uma nação, como uma comunidade na antiga Babilônia antes do ego entrar em erupção neles. Eles só se preocupavam com seu simples bem-estar e sobre como fornecer o seu pão e as necessidades básicas para a existência humana.

No entanto, quando o desejo egoísta de desfrutar cresceu neles, e algumas das pessoas começaram a aspirar pela revelação do Criador, a outra parte continuou a desenvolver o seu desejo de desfrutar, o ego. Este ego empurrou-os para adquirir mais do que precisavam. Este é o lugar onde a evolução da sociedade humana começa na forma em que ela tem evoluído até o dia de hoje, a fim de adquirir uma maior riqueza além das necessidades básicas de uma pessoa.

Isso determinou um estilo e objetivo de vida totalmente diferente, em comparação com a meta da vida daqueles que anseiam pelo Criador, os de Israel. Por isso, os dois grupos ficaram cada vez mais distantes. Os babilônios que se chamavam Israel se concentraram direto no Criador e começou a realizar este trabalho e, assim, afastaram-se dos outros.

Com o tempo, as partes mais novas dos babilônios começaram a se juntar a Israel, na medida em que a Luz agia nelas e esclarecia os desejos de uma geração para a outra. Assim, mais e mais pessoas começaram a sentir o anseio pelo Criador de acordo com a correção do desejo “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Da Preparação para a LiçãoDiária de Cabalá 29/05/14

Nós Temos Que Nos Apressar!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o antissemitismo está crescendo em todo o mundo?

Resposta: A fim de empurrá-lo e aproximá-lo da meta. Isso é aparentemente necessário para despertar Israel para a correção. O que podemos fazer se não despertamos de nenhuma outra forma?

De acordo com o plano geral, nós chegamos agora a um estado que temos que corrigir, a fim de subir ao próximo nível. Mas nós não estamos fazendo isso, e por isso é necessário nos estimular com pressões. É porque esta é a única maneira que o desejo de receber entende.

Se você acena uma cenoura na frente de uma pessoa tentando seduzi-la, ela correrá e seu desejo de receber vai crescer. Mas, depois, tendo um grande ego, ela não vai querer se corrigir se ela se recusou a fazê-lo quando tinha um pequeno desejo. Se a vida fosse linda e maravilhosa em todo o mundo, as pessoas não desejariam pensar em nada, exceto o conforto corporal.

Acontece que não há outra escolha senão sermos pressionados. Esta situação decorre da adaptação entre as Luzes e os vasos e não porque alguém Acima decidiu nos punir. Se somos influenciados pela falta de Luz, não corrigimos essa falta e não cuidamos dela corretamente, essa falta de Luz continua crescendo. Então, ela se acumula cada vez mais até que explode na forma de um massacre ou um holocausto.

Estas são as leis da natureza que só são cumpridas em formas como por meio dos nazistas e outros que venham a surgir em todo o mundo. Eles não determinam ou decidem nada por si mesmos. Tudo vem do Alto, como resultado da falta de adaptação entre as Luzes e os vasos.

Depois de um golpe como esse, a nação que já deveria ter avançado e disseminado a Sabedoria da Cabalá, o que significa o método de correção, atinge um período de paz. É porque esses determinados vasos sumiram agora, já que todos morreram, e portanto, há certo período limitado de paz. Mas a que custo! A pressão entre as Luzes e os vasos nos obriga a realizar a correção de alguma forma, e se não avançamos no caminho de Achishena (apressar o tempo), então é no caminho do “em seu tempo – Beito” (o caminho do sofrimento).

Não se iludam de que estamos numa situação melhor hoje do que estávamos antes. Antes nós tínhamos um lugar para correr e agora não vai haver nenhum lugar para correr e o mundo inteiro vai ser assim. O antissemitismo está crescendo em todo o mundo e é porque não estamos avançando e estamos ficando para trás em nossas correções.

Se nós vemos como o mal aumenta a cada dia, é sinal de que não estamos fazendo diariamente o nosso trabalho.

Pergunta: O que mais devemos fazer para que o antissemitismo desapareça?

Resposta: Nós temos que ir ao público ainda mais ativamente, explicar e reunir as pessoas em torno da ideia da garantia mútua, que é a condição para se chegar ao “ama teu próximo como a ti mesmo” pela Luz que Reforma.

Nesse meio tempo, no entanto, nós não conseguimos avançar na velocidade necessária de acordo com o cronograma. Esta é a razão da nossa dívida continuar a crescer a cada dia. Não importa o quanto você lucra, a sua dívida ao banco só cresce. O que devemos fazer se o nosso lucro não é suficiente e não temos tempo suficiente? Este é um grande problema. Nós temos que nos apressar!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/14, Escritos do Baal HaSulam