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Na Sombra Da Nuvem Do Asteroide

Dr. Michael LaitmanPergunta: É impressão ou Adam HaRishon (o primeiro homem) era muito mais avançado do que nós, porque sentia a força superior que não sentimos?

Resposta: Não há nenhuma dúvida sobre isso! O desenvolvimento espiritual não ocorre paralelamente ao desenvolvimento físico. Pelo contrário, os primeiros Cabalistas estavam muito mais perto da força superior e dos mundos superiores do que nós. Se agora nós tivéssemos a sorte de encontrar com nosso pai Abraão, seria possível fazer-lhe muitas perguntas. No sentido espiritual, um declínio constante acontece mais e mais a cada geração. Nesse sentido, o nosso ego e o avanço tecnológico, juntamente com o desenvolvimento econômico e financeiro, têm crescido cada vez mais.

Em última análise, nós alcançamos o avanço tecnológico máximo e o desenvolvimento espiritual mínimo neste mundo. Assim, a crise global se desenvolve e irrompe, e ela está se movendo e é sentida em todo o mundo em nosso tempo. Nós só podemos resolver essa crise com a revelação da sabedoria da Cabalá a toda a humanidade. Se todos nós estivermos unidos, chegaremos a descoberta da força superior e este mundo subirá à altura dos mundos superiores.

Pergunta: Nós quase não ganhamos dinheiro para viver neste mundo, mas você quer que nos envolvamos com mundos superiores?

Resposta: A crise atual é apenas o começo. Terríveis golpes são esperados para o mundo. Eu não quero assustá-lo, mas, infelizmente, é assim que é. Nós já vemos sintomas claros agora de um futuro Holocausto em todo o mundo que ninguém pode parar.

A ideia é que o mundo está se tornando redondo. As forças espirituais superiores estão se aproximando do nosso mundo como a nuvem de um asteroide ou cometa. As forças superiores que estão ligadas numa única rede se comprimem num anel cada vez mais denso em torno do nosso mundo, que não está conectado numa única rede. Em vez disso, tudo é dividido, separado, esmagado e dilacerado por lutas internas. O nosso mundo e a rede de forças superiores que está se aproximando dele estão em oposição e contradição mútua, de modo que fenômenos muito desagradáveis ​​e negativos são revelados em nosso mundo. Eles vão aumentar cada vez mais até que começarmos a nos conectar e unir para estarmos cada mais ajustados à força integral única e singular. Só assim podemos ser salvos.

Pergunta: Será que todos os problemas do mundo moderno são enviados a nós como um castigo?

Resposta: Não há castigos! Só as pessoas percebem o que está acontecendo dessa forma. Na verdade, a lei da natureza está simplesmente agindo em nós. Forças negativas cada vez mais negativas e piores estão despertando dentro de nós na medida em que vemos que o ego cresceu de geração em geração. Mas as forças espirituais superiores estão se aproximando de nós cada vez mais como uma única rede. A oposição entre estes dois sistemas está aumentando: por um lado, há o ego humano maligno, e por outro lado, existe uma rede superiores de forças benignas. Entre eles aparecem as possíveis diferenças e tensões que perduram.

Nós não podemos mudar a rede superior; precisamos apenas nós mesmos corrigir e unir. E amarás o teu amigo como a ti mesmo é a grande regra geral na Torá (Yerushalmi Nedarim 30b); se não fosse por sua existência, não sobreviveríamos. O mundo inteiro está se tornando global e integral, ligado como uma única e pequena aldeia. Como tal, o mundo exige da humanidade uma idêntica conexão boa entre eles. Mas nós não estamos prontos para criar uma conexão assim, então sofremos.

Apenas a sabedoria da Cabalá pode levar toda a humanidade a relações boas e maravilhosas, por isso está sendo revelada em nosso tempo. Além disso, O Livro do Zohar, que foi escrito há 2.000 anos, apontou para o nosso tempo onde a humanidade alcançaria um estado onde seria obrigada a usar o método da Cabalá para se conectar e viver feliz. Portanto, eu desejo um ano bom e doce para todos, ou seja, um ano em que temos a chance de alcançar a boa vida.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

O Significado Secreto De Rosh Hashaná


Os feriados judaicos estão muito além de apenas observar tradições. Eles estão entrelaçados com o tempo presente muito mais perto do que pensamos.Os feriados judaicos são uma trajetória do destino da nação, um eletrocardiograma de nosso batimento cardíaco comum.

Os símbolos dos feriados judaicos transmitem as informações que de outra forma seriam perdidas nos labirintos impenetráveis ​​da história ou distorcidas além do reconhecimento. A importância dos feriados judaicos se estende muito além! Os nossos feriados entregam mensagens não só sobre o nosso passado, mas também sobre o nosso futuro.

5776 anos Atrás

O primeiro dos feriados judaicos de Outono, Rosh Hashaná (a cabeça do ano), é o Ano Novo Judaico. Apareceu no povo no momento que as pessoas sentiram uma aspiração pelas coisas que estão além de sua rotina diária.

O nome do primeiro ser humano é Adão. Ele foi a primeira pessoa que pensou sobre o sentido da vida. O dia que Adão percebeu seu forte desejo de saber qual era o seu propósito na vida é marcado no calendário Judaico como Rosh Hashaná. É bem possível que ele seja o único evento na história antiga para o qual é conhecida a data exata. Foi o que aconteceu no dia 1º de Tishrei (setembro-outubro), 5776 anos atrás.

Desde então, Rosh Hashaná não é apenas um dia no calendário; ao contrário, é um marco de desenvolvimento. Neste dia nós fazemos um relatório honesto com nós mesmos sobre como vivemos e o que deveríamos atingir durante o ano anterior e sobre o julgamento vindouro.

Chegar à Essência

Hoje, quando o mundo inteiro está sobrecarregado com uma nova onda de antissemitismo, é essencial compreender o que nos espera no futuro. Como nunca antes, é crucial de uma vez por todas quebrar esta espiral de séculos de exílio e sofrimentos insuportáveis ​​que acompanharam o povo Judeu ao longo da história. A história do profeta de Jonas é sempre lida no Yom Kippur (Dia do Perdão). Ela nos ajuda a compreender melhor a situação em que estamos agora. Nós vamos chegar à esta história um pouco mais tarde.

À Mesa Festiva

Rosh Hashaná simboliza a nossa aspiração por valores superiores, uma existência benevolente, compartilhando e cuidando do outro. É por isso que há uma tradição de comer cabeças de peixe. Ela simboliza a nossa inclinação de estar à frente de todas as mudanças positivas.

A romã com suas muitas sementes suculentas lembra que também somos como “sementes” e que é tempo de “amadurecermos”. Nossa unidade deve resultar de nossos esforços conjuntos. Isso nos dará um novo impulso qualitativamente.

Nós mergulhamos fatias de maçã, um símbolo antigo das “transgressões”, ou seja, separações entre nós, em mel para “adoçar” (corrigir) a falta de unidade entre nós.

Como podemos alcançar essa unidade não por medo, problemas ou desespero, e sinceramente desejar se aproximar uns aos outros? Como podemos sentir como todos nós somos uma família, não só durante as guerras que nos obrigam a nos manter involuntariamente juntos, mas também no tempo de paz? Para isso, cada um de nós tem que subir acima do próprio interesse para equilibrar nossa natureza fragmentada ao aspirar estabelecer relações positivas, boas entre nós. Isso é exatamente o que os Cabalistas querem dizer quando se chega à descrição dos feriados judaicos.

Yom Kippur

Yom Kippur vem depois de Rosh Hashaná, e para os judeus este é o dia mais sagrado do ano. Neste dia, jejuamos e oramos. E a parte principal da oração é a leitura do livro do profeta Jonas. Na verdade, o código para a salvação da humanidade está escondido neste livro, embora o enredo da narrativa se assemelhe a um romance de aventura.

Jonas recebe uma tarefa do Criador: ele deve ajudar os habitantes da cidade de Nínive a superar o ódio mútuo e aplicar o princípio “Ama ao próximo como a ti mesmo”.

Em seu tempo, o patriarca Abraão percebeu essa ideia e estabeleceu o povo Judeu em sua base. Como ele conseguiu isso é um assunto separado em si mesmo. Agora outra coisa é importante: o povo Judeu conseguiu fazer algo que, em princípio, é impossível.

O que teria acontecido à raça humana se Abraão não tivesse tido a previsão mais elevada e permanecessem em Ur, se tivesse mantido suas ideias para si mesmo e não tivesse criado qualquer povo Judeu exclusivo? Sem dúvida, o mundo sem os Judeus teria sido radicalmente diferente do mundo de hoje”. (Paul Jones, historiador Inglês)

Hoje, mais do que nunca, não só os Judeus e Árabes, Russos e Americanos, mas todo o mundo requer, se não o amor, pelo menos uma compreensão mútua elementar. Mas hoje, como no passado, ideias semelhantes são inequivocamente aceitas como completamente impraticáveis. Portanto, não é surpreendente que Jonas decidiu fugir, atravessando o mar. Parecia-lhe que desta forma poderia fugir da tarefa que foi imposta a ele.

Nós também, como Jonas, às vezes tentamos nos refugiar na rotina diária dos grandes problemas “inexpugnáveis”. Outros vão lidar com eles e nós vamos lidar com o nosso. Mas desde tempos imemoriais, um lembrete vem que há uma missão especial para os Judeus, e é impossível escapar disso.

Todos Nós Estamos no Mesmo Barco

O navio em que Jonas navegou foi pego numa violenta tempestade. Os marinheiros trabalharam duro para sobreviver: Eles jogaram tudo o que não era necessário ao mar, oraram a seus deuses, e, compreensivelmente, começaram a procurar de quem era a culpa. Enquanto isso, Jonas vai dormir, como se tudo o que estava acontecendo não lhe dizia respeito.

Só então, não tendo escolha, ele admitiu que tinha fugido da tarefa que foi imposta a ele e pediu que os marinheiros o jogassem no mar. Isto significa que Jonas já estava pronto para morrer, só assim não teria que realizar o que lhe foi designado. Mas mesmo isso não ajuda. Um peixe gigantesco engoliu o fugitivo, e três dias no ventre do peixe o obrigaram a concordar em realizar a tarefa estabelecida.

Hoje, quando o mundo se tornou uma “aldeia global”, todos nós estamos aparentemente navegando em um barco em um mar tempestuoso, e as nações do mundo, os “marinheiros”, culpam todas as crises, guerras, problemas e desastres no “único judeu” a bordo, o povo Judeu.

Imersos em negócios diários, tentando não notar que as nações do mundo nos odeiam cada vez mais; nós esperamos que tudo vá de alguma forma se acalmar por si só. Mas cada nova onda de antissemitismo mostra mais claramente que nosso destino é tão inevitável quanto foi o destino do fugitivo responsável pelo início da tempestade. E se a tripulação do barco primeiro tentou salvar Jonas, hoje, “os marinheiros do navio mundo”, estão apenas esperando o momento certo para nos lançar ao mar. Nós sequer precisamos pedir este “favor” deles.

O Início das Mudanças

Os feriados Judaicos são mais do que apenas história. Os Cabalistas os estabeleceram em seu tempo e através dos símbolos dos feriados transmitiram a sua mensagem para nós, seus descendentes. A mensagem toca diretamente o destino do povo Judeu.

Rosh Hashaná aponta para a necessidade do desejo de valores mais elevados e o estabelecimento de boas relações humanas.

Yom Kippur nos lembra que a fuga de realizar essa função não pode continuar para sempre. Em qualquer caso, devemos adquirir esses valores e passar tudo isso para os outros povos, ainda que, como Jonas, não queiramos isso.

Nós vemos hoje como o ódio entre as pessoas e entre as nações, polui o nosso planeta mais e mais. Tudo o que fazemos, de uma nova tecnologia à revolução social, em última análise, leva a uma nova catástrofe e faz com que a hostilidade entre as pessoas seja mais aguda.

Este problema só pode ser resolvido com a ajuda do povo Judeu. Afinal de contas, a ideia de unidade, igualdade e garantia mútua (Arvut) é a sua fundação. As pessoas que seguiram Abraão viveram de acordo com a lei do amor, com um sentimento de proximidade com o outro.

O mundo não está esperando descobertas científicas e realizações em literatura e arte dos Judeus, o mundo está esperando o povo judeu alcançar a unidade, e ao fornecer um exemplo para o resto das nações, o método de Abraão será transmitido a elas. E isso vai trazer paz e tranquilidade a todos os povos, que irá libertar os Judeus do antissemitismo e colocar um fim em todas as suas angústias.

De”Feriados. Rosh Hashaná” 06/08/15

Rosh Hashaná É O Nascimento De Adão

laitman_744Todas as nações do mundo comemoram o ano novo como um feriado terreno comum. Ele só é especial para os Judeus. Nós celebramos a criação de Adão. Esta é uma data muito significativa.

O mundo foi criado cinco dias antes do Ano Novo (Rosh Hashaná). Adão foi criado no dia do Ano Novo, na quinta hora do início da sexta-feira.

Todas as datas significativas do calendário judaico não designam feriados materiais, mas sim vários atos espirituais, incluindo a criação do mundo e a criação de Adão. Eles foram os únicos que deram ao nosso povo a direção geral do avanço à meta.

Adão é a alma, isto é, uma estrutura de poder, uma rede de forças que supostamente existe em algum lugar no espaço e representa o análogo do Criador.

Isso foi criado desde cima pela força superior: a força de bondade, amor e doação. Portanto, a estrutura em si está no mesmo estado de doação, amor e misericórdia para consigo mesma, e é um “casulo” interno e autossuficiente que existia por si mesmo; não tem a necessidade de se desenvolver.

Para forçar essa estrutura a se desenvolver, houve uma necessidade de agitá-lo de alguma forma, introduzir um elemento de interferência, influências externas afiadas. Isto foi feito com a ajuda do sistema adicional chamado Chavah ou Eva. Ele mudou o equilíbrio interno de Adão e, como resultado, essa estrutura se rompeu desde dentro.

Como exemplo, quando as duas partes em uma bomba atômica se aproximam significativamente uma da outra, isso desestabiliza o equilíbrio. Em consequência, a massa crítica começa a aumentar e o decaimento radioativo começa levando à explosão nuclear.

Por exemplo, quando há um desequilíbrio na bomba atómica, como resultado da excessiva aproximação entre as duas metades, a massa crítica é aumentada e começa a autodestruição, que leva a uma explosão nuclear.

O mesmo aconteceu aqui. Acontece que nós celebramos a queda. Alguém poderia dizer que deveríamos estar de luto, jejuar, chorar e cobrir a cabeça com cinzas.

De modo algum, nós celebramos porque essa quebra nos permite nos reunir a partir das partes de Adão e Eva e chegar ao estado similar à força superior que os criou, e nós podemos tornar-nos iguais à força superior na perfeição e eternidade.

Por isso, nós corrigimos o que o Criador propositadamente quebrou para nós, semelhante à forma como os pais desmontam um quebra-cabeça para o seu filho para que ele fique mais esperto enquanto o reúne. Através desta ação é necessário ver que o Criador preparou isto para nós e está nos tratando com amor, querendo que cheguemos à Sua perfeição, tornando-nos iguais a Ele.

É por isso que nós celebramos esta oportunidade que nos foi dada como um feriado. Este é o Ano Novo.

De Kab TV “Feriados. Rosh Hashanah” # 1, 06/08/15

Intenção Geral Para O Ano Novo

Laitman_931-01Ano Novo em hebraico é chamado de Rosh Hashanah, que significa a cabeça do ano, o seu início. O ano a nossa frente depende de como nós o iniciamos, que objetivos vamos definir, que intenções temos, dos nossos planos.

É por isso que temos que entender claramente por que precisamos deste ano, por que existimos, e o que realmente precisamos alcançar.

Felizmente, nós vivemos num mundo que nos demonstra sua inutilidade e insignificância absoluta. É por isso que é muito mais fácil para nós navegarmos nele do que há 100 ou mesmo 50 anos atrás.

O que podemos desejar a nós mesmos para o novo ano? Nós vemos como ao longo da história a humanidade tem errado constantemente. Nós tentamos fazer alguma coisa e erramos; tentamos novamente e novamente perdemos, e tem sido sempre assim.

Nós não conseguimos dar um passo certo. Na sabedoria da Cabalá isso é explicado de maneira muito simples: a humanidade não conhece seu passado, de onde veio, e para onde está indo.

A ideia é que nós descemos do mundo de Ein Sof (Infinito) para o nosso mundo, e agora temos que subir de novo. Mas não estamos cientes da descida nem da futura subida, e por isso estamos num estado lamentável.

A Cabalá nos diz que se quisermos ser diferentes, temos que trabalhar na unidade de nosso povo, ou seja, no que Abraão fez no passado na antiga Babilônia, quando chamou todos que estavam interessados ​​em se unir e reuniu-os num único grupo chamado povo de Israel.

Israel significa “Yashar-El” (direto ao Criador) e também “Li-Rosh” (eu tenho uma cabeça), ou seja, que estou indo primeiro com a cabeça. Rosh Hashanah significa a mesma coisa: primeiro a cabeça.

Isso significa que eu começo a entender que sempre vou estar errado e receberei um golpe a cada passo à frente, mesmo com o menor passo, se não souber o programa da criação e a maneira que ele está me guiando.

Esse caminho está oculto de uma pessoa comum, e se eu não progredir para onde a natureza está me levando, mas na direção oposta, a natureza vai me arrastar de volta pelo pescoço e me empurrar na direção certa. Este é o caminho do sofrimento. Uma correção como essa é muito cruel.

Portanto, cabe a nós entender o programa da criação e começar a aplicá-lo corretamente; isto é o que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

A aplicação é muito simples; é resumida pela conexão e unidade. Isto foi dito ao povo no momento da recepção da Torá no Monte Sinai: “Vocês querem ser como um povo com um coração, estar em total Arvut (Garantia Mútua) para isso, não fazer ao seu amigo o que é odioso a você e amar o amigo como a si mesmo?”.

Todas essas Mitzvot (mandamentos) lidam com o nosso povo, dentro do qual precisamos nos unir corretamente. E na conexão entre nós, descobrimos o Criador, o mundo superior, o próximo estágio do nosso desenvolvimento. Quanto mais nos unirmos, mais subimos acima do nosso mundo e começamos a sentir o próximo nível de existência, a próxima dimensão.

Em princípio, este é o nosso papel. A Cabalá dá instruções precisas sobre como fazer isso e nos ensina de acordo com as fontes Cabalísticas originais.

Eu espero sinceramente que o ano velho que terminou nos ensine como tratar corretamente o novo ano, e que deste dia em diante aprendamos a nos direcionar ao desenvolvimento claro e correto em harmonia, na conexão e união entre nós.

Se o povo judeu fizer isso, ele influenciará positivamente o mundo inteiro, aniquilará o antissemitismo, e levará a humanidade à prosperidade, elevando-a ao próximo nível de existência. Tudo depende de nós; só nós determinamos o futuro do mundo.

Vamos fazer isso para que este novo ano seja bom como nos foi determinado desde cima, de modo que possamos levar o mundo inteiro ao novo estado, e, como está escrito na Torá, nos tornemos uma Luz para as nações e nos entendamos da melhor maneira. Este é o nosso destino. Vamos subir neste ano ao nível da eternidade e plenitude.

De KabTV “Feriados. Rosh Hashanah” 06/08/15

“Nós Pecamos, Traímos, Roubamos… Unidos!” No Ynet


Na minha coluna (em hebraico) no Ynet, um novo artigo foi publicado sobre o mês de Elul, o mês de misericórdia e perdão e, especialmente, sobre o nosso destino.

“Nós Pecamos, Traímos, Roubamos…Unidos!”

Nós estamos num estado de guerra a cada dois anos. Quando isso acontece, somos os campeões do mundo em conexão e preocupação mútua, mas quando os últimos mísseis caem, rapidamente retiramos as flechas de ódio. Nós somos assim, mas será que estamos destinados a viver assim? Esse é realmente o nosso destino?

O mês de Elul calmamente chega no final de cada ano e nós colocamos um rosto justo (afinal, este é o mês de misericórdia e perdão) e não podemos simplesmente deixá-lo passar. Então, corremos para gritar: Nós Pecamos, traímos e roubamos. Bonito. Mas, e daí?

Mesmo uma rápida olhada ao redor não nos promete um jardim de rosas. O Hamas continua cavando túneis; os iranianos continuam enganando a todos e se armando; os europeus estão experimentando um primeiro encontro com o Oriente Médio, e o mundo está perdendo o seu equilíbrio. Alguns podem dizer que os judeus nunca podem se beneficiar de uma situação como essa, e que as ondas de antissemitismo e diferentes organizações anti-israelenses estão a caminho de nós e nossas famílias na diáspora.

Rastreando Nossas Raízes

Nós temos que voltar 4.000 anos, aos dias da antiga Babilônia, para entender o nosso destino. Foi lá que um sábio homem chamado Abraão descobriu que se o ego das pessoas cresce até as nuvens, elas deixam de se entender e começam a lutar entre si. Vocês se lembram da Torre de Babel? É exatamente disso que se trata.

Abraão desenvolveu um método para se trabalhar corretamente com o ego humano de modo que ele possa ajudar as pessoas a se conectar mais fortemente entre si e subir acima do ódio e da luta. Junto com sua esposa Sara, ele estabeleceu um sistema de disseminação do método de conexão que desenvolveu. No final, milhares se reuniram em torno dele, o que acabou por constituir a nossa nação.

Desde então, as nossas relações são definidas por leis claras: no momento em que prejudicamos a conexão entre nós, o ódio e o desprezo nos vencem. Quando nós ficamos mais fracos internamente, há forças que imediatamente se erguem para nos destruir externamente.

Introspecção?

O último ano deve nos fazer perceber que, se não começarmos um processo significativo de conexão entre nós, o nosso país poderá desmoronar. A divisão, a polarização e a diferença entre nós está ficando cada vez maior dia após dia. O ego está crescendo em cada um de nós e ninguém pode abandoná-lo para se conectar, e por isso não há dúvida de que precisamos de ajuda. Nós precisamos de um método que nos ensine como canalizar o ego, que possa nos explicar qual é a conexão correta e como devemos nos conectar.

É exatamente nisso que se envolve a sabedoria da Cabalá que Abraão estabeleceu, e hoje precisamos dela mais do que nunca. Nós precisamos da força de união que nos conectava lá. Só se a usarmos, vamos sobreviver e realmente nos tornar invencíveis.

Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo

Laitman_715Adão descobriu o segredo da vida 5.776 anos atrás e o fato de que o homem pode descobrir o mundo superior enquanto vive neste mundo. Ele ensinou aos seus alunos, e vinte gerações mais tarde, Abraão veio e completou os ensinamentos de Adão e transformou-o num método que era vital para toda a humanidade em seus dias.

Abraão foi o primeiro que realmente implementou os ensinamentos de Adão. Ele reuniu os antigos babilônios em torno dele e lhes disse a razão de sua vida ser tão difícil e por que houve tantos problemas após a construção da Torre de Babel, quando as pessoas deixaram de se entender.

Abraão disse que era possível subir acima do nosso ego e construir uma vida maravilhosa para todos, porque este método nos permite chegar mais perto um do outro. As pessoas compreenderam que a sua vida seria melhor se elas se tratassem de uma maneira mais agradável, mas não conseguiram superar o ódio que sentiam.

O grupo de Abraão que implementou o método cresceu e se tornou conhecido como Israel. Mil e quinhentos anos após, da época de Abraão até a destruição do Templo, o povo viveu na realização da força superior, enquanto viviam neste mundo, tendo adquirido a vida espiritual superior.

Eles viviam de acordo com a lei do “Ama teu próximo como a ti mesmo”, mas chegou o momento quando eles caíram deste nível superior, e em vez do amor fraternal, sentiram um ódio mútuo infundado. Isso é chamado de destruição do Templo.

Se a nação de Israel se unir novamente, eles vão se sentir como se vivessem no Paraíso. Isto é possível, e não há necessidade de morrer para conseguir isso. Nós simplesmente precisamos nos conectar de acordo com o método da sabedoria da Cabalá, que é muito simples. Façamos isso, e vivamos uma vida pacífica e maravilhosa, uma vida segura e tranquila.

Comentário: É difícil de acreditar que a nação de Israel possa se unir, porque ela é a nação mais dividida com muitos ramos e facções diferentes.

Resposta: Essa divisão é típica da nação de Israel, pois a vantagem da Luz a partir da escuridão é revelada. Nós somos hostis um com o outro, porque temos que sentir o quanto precisamos do método de conexão e unidade, ou seja, a sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá fala somente da conexão e unidade. Todos os feriados, costumes e mandamentos da Torá referem-se à conexão e unidade entre nós.

Yom Kippur simboliza a disseminação do método de correção em todo o mundo. Afinal, a nação de Israel é obrigada a ser “uma Luz para todas as nações”, primeiro para conectar uns com os outros e, depois, liderara a unificação de todo o mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

O Segredo Da Vida Descoberto Por Adão

laitman_744Pergunta: Nós geralmente celebramos o nosso aniversário e o dos nossos parentes. Qual é o significado de celebrar Rosh Hashanah, que é o aniversário de uma pessoa que viveu há milhares de anos?

Resposta: Nós comemoramos o aniversário do dia em que a oportunidade de descobrir o segredo da vida, o propósito da nossa vida e o sentido da vida, que faz valer a pena viver, foi revelado pela primeira vez à humanidade.

Estas questões sobre o sentido da vida despertam em muitas pessoas hoje. Adam HaRishon (Primeiro Homem) foi o primeiro a descobrir esse segredo. Ele explorou-o e descobriu que estamos vivendo neste mundo numa realidade especial, de modo que vamos subir dele para um nível superior, para uma existência plena e eterna.

Nós podemos realmente atingir essa existência agora e não temos que morrer para fazer isso. A própria morte não nos dá o direito de entrar no mundo superior. Se fosse assim, por que valeria a pena fazer alguma coisa nessa vida?

As pessoas pensam que ao viver sem a revelação do mundo superior, serão capazes de entrar nele depois de morrerem. Então, para que precisamos deste mundo?

Muitos sequer acreditam que exista outra coisa que não seja este mundo corpóreo. Este é exatamente o segredo que Adão descobriu. E este é o evento que celebramos quando o ano novo judaico começa.

É porque descobrimos que não temos para onde avançar, uma vez que este mundo é apenas uma passagem, um corredor, pelo qual podemos chegar à revelação do Criador (Bore), que significa “vir e ver” (Bo – Reh).

Pergunta: Será que isto vai acontecer depois que morrermos?

Resposta: Isso não vai acontecer depois da morte do nosso corpo, mas depois da morte do nosso ego. É dito que “você deve ver o seu mundo em sua vida”. Então, por favor, veja-o enquanto estiver vivo!

Adão descobriu que aquele que quer, tem a oportunidade de descobrir o mundo superior, isto é, o próximo nível de acordo com a ordem de nossa evolução, aqui e agora neste mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

Há Uma Razão Para Comemorar E Ser Feliz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os anos nós desejamos um bom ano uns aos outros, e no final do ano verifica-se que não fomos particularmente bem-sucedidos. De que forma nós erramos? Todos nós queremos que as coisas fiquem bem, mas não sabemos como fazer isso.

Resposta: Nós não entendemos que conforme a nossa aproximação mútua, estamos nos aproximando da força superior, a força boa e benéfica. A fórmula é muito simples: quanto mais perto estamos um do outro, mais perto ficamos do Criador.

Parece que não existe uma fórmula mais simples do que essa, mas não é possível realizá-la com forças humanas. Portanto, a sabedoria da Cabalá foi revelada para ajudar a fazer isso através da força superior. A força superior só ajudará a pessoa dessa maneira, e não em qualquer outra coisa. Ela só está esperando esse pedido de nós.

Pergunta: Se Adão já abriu o caminho para a boa vida 5.776 anos atrás, por que ele não o mostrou a todos? Por que foi necessário passar por todas as guerras, exílios, e problemas, pelos quais a humanidade já passou por milhares de anos?

Resposta: Adão ensinou seu método porque os Cabalistas em todas as gerações eram seguidores dos estudantes de Abraão. Até hoje, os Cabalistas estudam a descoberta de Adão, de modo que em cada geração detalhes cada vez mais novos foram adicionados ao estudo.

A Cabalá se desenvolve como qualquer outra ciência, e, por fim, nós recebemos o conhecimento sobre que tipo de mundo superior é encontrado acima de nós, como ele nos influencia e nos gere, e como é possível influenciá-lo de baixo para cima.

Nós esclarecemos que o mundo superior e o nosso mundo inferior estão completamente interligados, e dentro de nossas relações mútuas, descobrimos a força superior dirigindo estes dois mundos chamada Criador. A sabedoria da Cabalá lida com a descoberta da força superior e o estabelecimento de uma conexão mútua com ele.

O problema é que só podemos descobrir a força superior com a condição de que nos assemelhamos e nos tornemos equivalentes às suas características, como tudo em nossas vidas. Eu não vou ser capaz de compreender outra pessoa se ela estiver falando numa língua que é desconhecida para mim ou se fala de coisas que são compreendidos apenas por um profissional, ou temos tais perspectivas diferentes que não podemos nos comunicar.

Todos os nossos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato) estão dispostos para absorver apenas o que nós estamos prontos para perceber na faixa de frequências de sua sensibilidade. Mas nós não temos nenhuma sensibilidade em relação ao mundo superior; ainda precisamos desenvolver isso dentro de nós. E é isso que a Cabalá nos ensina.

Portanto, há um nome para isso: Cabalá, da palavra hebraica “lekabel” (receber); é uma sabedoria sobre como receber, entender, compreender e sentir o mundo superior. Adão nos deixou esse conhecimento, e todos os Cabalistas que vieram depois dele desenvolveram a sua descoberta cada vez mais e adicionaram a ela, semelhante à forma como a física se desenvolve de geração em geração.

Como resultado, hoje há uma ciência desenvolvida, única e poderosa em nossas mãos que explica como devemos descobrir a essência da vida e sua finalidade de forma prática, ou seja, para implementá-la. Os Cabalistas do passado escreveram sobre a nossa geração, apontando para ela como a “Geração do Messias”, isto é, aqueles que poderiam atrair toda a sabedoria e usá-la, finalmente alcançando e conhecendo o propósito da nossa existência na face desta Terra.

A humanidade alcançou um estado onde deve responder a essa questão, caso contrário, nossa situação será impossível. A Cabalá abre todas as possibilidades dentro de nós, por isso temos uma razão para celebrar o ano novo e ser feliz; nós apenas precisamos usar corretamente o presente que recebemos de Adam HaRishon (O Primeiro Homem), Adão.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

Um Milhão De Dólares Por Um Bom Pensamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é realmente possível alcançar o reconhecimento do mal, expressar remorso, e arrepender-se neste mundo onde prejudicar uns aos outros se tornou a norma, negligenciar os outros e enganá-los todos os dias?

Resposta: A humanidade se desenvolveu por milhares de anos, a fim de alcançar o reconhecimento do mal em nosso tempo. Toda a natureza que nos rodeia está começando a “ficar redonda” e nos pressionar, nos forçando a se conectar a um sistema conectado, semelhante ao mundo inanimado, vegetal e animal que está unido num sistema simbiótico, e as pessoas precisam estar conectadas entre si dessa forma. Esse estado é criado agora, pela primeira vez em toda a nossa história.

Os Cabalistas apontaram o século XX como o tempo que a humanidade começaria a se conectar. Para este fim, a sabedoria da Cabalá é revelada, o método de conexão, unidade e correção. Mas a correção não é possível enquanto a ruína não for revelada, e é por isso que tantos problemas (ódio ao outro, separação, pais e filhos incapazes de encontrar uma linguagem comum, as pessoas não se casando nem estabelecendo famílias, ou divorciando-se) são revelados no mundo.

Tudo isso são sinais do tempo que os Cabalistas descreveram precisamente assim há muitos anos. Mal, ódio e separação são revelados e as pessoas estão procurando cada oportunidade para recuar e se esconder, a fim de ter uma folga uma da outra. Mas nós precisamos entender que a natureza nos obriga a unir, deixando-nos sem escolha. Nós estamos na estrutura das leis da natureza. Assim como você não pode ir contra as leis da física, química, biologia, anatomia, não pode haver desrespeito às leis internas do comportamento humano, ou seja, a alma.

A sabedoria da Cabalá fala sobre as leis da alma: como juntar tudo a partir das partes separadas do Adam HaRishon quebrado. Todos nós devemos nos conectar, mas não nos corpos físicos, mas em nossos desejos interiores, a fim de se completar. Quando nos unimos e conectamos, surge uma mútua criatura virtual geral chamada Adam (homem). Todos nós trabalhamos para essa unidade virtual e nos esforçamos em melhorá-la, e, assim, dentro dela, vamos sentir o mundo espiritual superior.

Pergunta: O que eu posso fazer se amaldiçoo todos na estrada, discuto com o caixa no supermercado, insulto as pessoas que estão perto de mim na minha atitude egoísta?

Resposta: Todo mundo se comporta assim. A principal coisa é entender que isso é ruim, isto é, revelar que benefício nós receberíamos por nossa unidade, tipo um milhão de dólares. Por exemplo: se algumas pessoas se unissem e cada uma recebesse um prêmio de um milhão de dólares, todo mundo correria para se unir se vissem tal benefício nessa conexão.

Imagine que dez pessoas estão sentadas ao redor de uma mesa redonda. Dez é o número necessário para uma medida completa de conexão. E se tivermos sucesso em conectar, um saco com dez milhões de dólares cai do alto sobre a mesa, um milhão para cada um.

Então eu percebo que a minha incapacidade de conectar com outras pessoas é a minha natureza má, meu inimigo. Eu poderia ter ganho, mas meu ego não me deixa conectar. Apenas este reconhecimento está faltando.

A sabedoria da Cabalá revela um pouco do que é o mundo superior para nós. Como ele é bom, mas a condição para entrar é que examinamos nosso principal obstáculo, o nosso egoísmo, chamando-a de inclinação ao mal. Só nos falta esse reconhecimento; caso contrário, não pensamos que o nosso egoísmo é ruim. Esse é todo o propósito do arrependimento, que é habitual fazer no mês de Elul antes do ano novo. O arrependimento é a revelação em mim dos distúrbios contra a boa relação com todos.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

Maçãs Doces Da Árvore Do Conhecimento

Laitman_506_4Pergunta: Qual é o significado dos símbolos de Rosh Hashanah: maçãs no mel, a cabeça de peixe, etc.?

Resposta: A cabeça de peixe simboliza nosso desejo de ser uma cabeça e não uma cauda. É porque queremos determinar a nossa vida por nós mesmos e não nos permitimos ir na direção do ego. Nós queremos saber para que essa vida nos foi dada, qual é o propósito de nossa vida, e como preenchê-la com sentido e torná-la útil e significativa. Esta é a diferença entre uma cabeça e uma cauda.

A romã simboliza a nação de Israel, a unidade de todas as almas em um corpo. É exatamente assim que queremos nos sentir, unidos numa só alma.

A maçã no mel simboliza nosso desejo de preencher a nossa vida com sentido e doçura. É a mesma maçã que Adão comeu e pecou por causa de seus cálculos. Ele tinha a intenção de realizar uma correção para toda a humanidade de uma só vez, porque incluía todas as almas nele. Isso representa como era grande o desejo egoísta que foi revelado nele.

Mas Adão não teve êxito em realizar a correção. Corrigir significa preencher com doçura e ascender acima do nosso ego. A maçã simboliza nosso desejo egoísta que foi criado pelo Criador e quando a mergulhamos no mel e a corrigimos chegamos a uma boa vida.

Adão tentou executar essa correção uma vez e não teve sucesso, e por isso, nós a realizamos gradualmente: muitas pessoas ao longo da história, uma correção após a outra, atingindo gradualmente o fim da correção.

A maçã mergulhada no mel é o símbolo da correção e a suavização do ego que nos permite usá-lo para o bem.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15