Textos na Categoria 'Percepção'

Onde Podemos Obter O Poder Para As Mudanças Internas?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se que a pessoa tem que mudar internamente, mas onde ela pode obter o poder para fazê-lo?

Resposta: Obviamente, nós não somos responsáveis por nossos desejos internos, mas nós podemos influenciá-los por ações externas. Isso é bajulação e uma mentira, é claro, mas ao me anular externamente, eu atinjo minha auto-anulação interna.

É porque eu estou fazendo isso de propósito, querendo que isso aconteça. Então minhas ações são consideradas uma oração, um pedido de ajuda, MAN, porque eu realmente quero ser impressionar por elas.

É por isso que é tão útil realmente humilhar-se diante dos amigos e este tipo de trabalho provoca mudanças internas. A pessoa está receosa de anular-se, permanecer estúpida e perder suas próprias opiniões, perder o seu “eu”, toda sua experiência de vida e a perspectiva de vida que estabeleceu. Se ela ainda pensa nisso, é sinal de que ainda não alcançou o reconhecimento de sua verdadeira humildade e ainda não percebeu que não há como ter sucesso sozinha.

Ela não se desesperou de suas próprias forças e por isso é muito cedo para ela lidar com este tipo de trabalho. Ela vai ter que esperar mais alguns anos, até que finalmente perceba que nada ajuda, e tudo o que ela tem que fazer é apagar tudo nela e receber o que seus amigos têm.

Ela não sabe o que eles têm, mas sabe apenas que o que eles têm é exatamente o que ela precisa e que quer se livrar do que está nela.

Então a pessoa começa a ver que realmente não havia nada nela, exceto um pouco de orgulho e preocupação com seu ego. Na verdade, toda a espiritualidade, todo o nível superior é externo a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/12, Escritos do Rabash

O Novo Mundo Além Dos Interesses Egoístas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso tentar sentir os outros, se só sinto a mim mesmo?

Resposta: Se a pessoa descobre que só sente a si mesma, esta já é uma grande conquista. Agora ela só tem que compreender que com este sentimento de si mesma ela sempre permanecerá neste mundo. Essa percepção é chamada “este mundo”.

Se a pessoa entende isso, já é a realização. Quando nós descobrimos que só sentimos a nós mesmos e é através disso que percebemos o resto do que está dentro de nós, isso é chamado de sensação deste mundo. Este já não é um estado simples.

Agora eu preciso ouvir o que está escrito nos livros da Cabalá, que afirmam que o mundo espiritual é encontrado além desta sensação, fora de mim mesmo, nos outros, e pensar em como sentir os outros em vez de mim mesmo.

Tudo o que é sentido por mim agora existe apenas dentro de mim e não na realidade. Externamente há apenas imagens, representações que são retratadas em mim. E a pergunta que está diante de mim agora é “Como eu posso sair de mim mesmo?”.

Por isso me foram dados os amigos, o grupo, para que através de atividades mútuas, nós estimulemos a Luz que nos ajudará a sair de nós mesmos em direção a eles. Isso é chamado de transição para fora de nossos “interesses egoístas”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Shamati #47

Juntando Os Estilhaços De Percepção

Dr. Michael LaitmanAtualmente, eu estou numa realidade fragmentada que é dividida em duas partes: o meu “eu” e o mundo exterior. Esta separação explica exatamente o que os Cabalistas queriam nos dizer: “Você tem uma chance de conectar estes dois elementos, internos e externos, numa única entidade. Você tem que fazê-lo; este é o programa da criação. Se você participar da reconexão deles, você vai perceber a realidade interna em que estava antes da quebra ter ocorrido”.

Os Cabalistas nos falam sobre o grupo, a disseminação e a importância de curvarmos nossas cabeças diante dos amigos. O grupo não é nada além da “externalidade” para nós, mas ele já está no nível humano (Adão). Aqueles que têm um ponto no coração, o desejo de se tornar semelhante ao Criador, pertencem a este nível. Assim, os Cabalistas nos dizem: “Na sua realidade, existem pessoas que são semelhantes a você e que também se esforçam em se unir. Elas são partes especiais selecionadas de sua alma. De uma forma ou de outra, tudo é parte de sua alma. Então, você deve usar essas partes, uma vez que elas são projetadas para ajudá-lo; elas vêm para conhecê-lo”.

A partir daí, eu começo a entender o que está escrito nos artigos que falam do grupo, da unidade, da necessidade de curvar a cabeça diante do grupo, e das relações entre amigos. Todos os itens acima descrevem a força auxiliar, que se desprende deste mundo, a que está separada de nossas outras partes que estão espalhadas por todo o Universo. Todo o Universo é apenas eu; é minha sensação atual. Mesmo as coisas que não posso sentir neste momento ainda estão comigo. Isso simplesmente significa que não ajuntei toda a gama de sensações dentro de mim, e que a minha percepção da realidade não é profunda o suficiente.

Portanto, no nível mais elevado (falante), há certas partes que realmente estão me ajudando, uma vez que abrangem a mesma aspiração que eu. Como resultado, se acontecer de eu me unir a elas, eu corrigirei todas as outras partes da minha alma.

Por onde eu começo? Eu começo com a parte mais sensível e desenvolvida, que está próxima a mim: a humanidade. Trata-se ainda da alma integrada da pessoa, que nós conduzimos à correção. Se a pessoa observa tudo por esse ângulo, se olha profundamente e percebe o que os Cabalistas escrevem, então ela começa a compreender melhor os seus textos, sua visão de mundo, e a forma como eles percebiam a realidade e todo o processo.

O principal é quebrar o “gelo” e “dissolver” a autopercepção comum e rotineira, bem como a forma como vemos o mundo. Nós devemos ter em mente que tudo o que existe é apenas o nosso “eu”, e que qualquer externalidade, na verdade, ainda está dentro de nós. Tudo é uma imagem que imaginamos num determinado ponto no tempo. No entanto, nós também recebemos a oportunidade de perceber e sentir que outra abordagem para esta questão também é possível. Em seu “Prefácio ao Livro do Zohar” (item 34), o Baal HaSulam escreve: … Mesmo que vejamos tudo como realmente estando diante de nós, cada pessoa racional sabe ao certo que tudo o que vemos é apenas dentro de nossos próprios cérebros. Assim são as almas: apesar delas verem todas as imagens no Doador, elas ainda não têm dúvida de que tudo isso é apenas em seu próprio interior, e de forma alguma no Doador.

Outra questão é qual nível de “senso comum” nós precisamos para isso? É claro que isso não é fácil e não está disponível para todos. No entanto, se conseguíssemos nos familiarizar com a opinião dos psicólogos e ‘físicos quânticos’, descobriríamos que sua compreensão da realidade é muito semelhante. Baal HaSulam respeitava muito a psicologia materialista, uma vez que ela é construída sobre o senso empírico comum: “A pessoa pode ser governada apenas pelo que vê”. Os psicólogos ainda estão parcialmente confusos com suas hipóteses, enquanto os físicos falam sobre essas coisas de forma muito séria: tudo está dentro da pessoa.

Portanto, nós temos que superar a diferença em nossa percepção. Se nos esforçarmos constantemente, não fisicamente, mas internamente, a fim de conectar essas duas partes (interna e externa), vamos extrair a Luz que Reforma e corrigir nossos vasos corrompidos. O vaso está danificado apenas dentro de nossa percepção, em nenhum outro lugar. Ela divide toda a imagem e mostra alguns dos meus vasos como estando fora, e a outra parte como dentro. Tudo isso é apenas em nossa percepção.

A fim de obter uma compreensão correta do que foi exposto, nós lemos os artigos e cartas escritas pelos Cabalistas. Se tentarmos compreendê-los a partir deste ponto de vista, eles não são o que nos parecem na abordagem psicológica comum. Eles revelam muito mais profundidade e clareza, e nós vamos sentir o que os Cabalistas tinham em mente. Porque eles vêem o mundo como uma entidade completa, unida; para eles, o mundo está concentrado no ponto de unidade que a pessoa tem que atingir. Eles não têm dúvida sobre a necessidade de se unir num grupo, nem por que a “gota de unidade” tem que ser o objetivo de todos.

Portanto, junto conosco agora, em partes selecionadas da humanidade, estão aqueles que aspiram a se unir. Se todos pensarmos nisso e desejarmos revelar a unidade, isso vai acontecer. Em princípio, bastam 10 pessoas, e nós somos muito mais.

E, novamente, a nossa unidade tem que ser construída sobre a base da igualdade. É dito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo“. A Igualdade nos permitirá formar um centro de unidade, o ponto central de Malchut.

Da Convenção de União no Norte 20/09/12, Lição 2

Uma Cidade Que Cresce A Partir De Um Ponto No Mapa

Dr. Michael LaitmanO mundo de Atzilut expande os vasos. Se no começo eu só tinha um discernimento pequeno, um ponto, uma Sefira, no mundo de Atzilut todo um Partzuf de 10 Sefirot é criado, ao invés de uma Sefira. Isto significa que já podemos separar todos os atributos muito mais do que antes.

Se antes eu mal conseguia ver a diferença entre dois atributos, já que havia um ponto, agora o ponto inteiro cresce 10 vezes mais e inclui discernimentos diferentes que estão interligados.

Assim, o mundo de Atzilut me permite esclarecer as coisas e realizar correções do mundo de Nikudim. No mundo de Nikudim existem apenas pontos – um ponto negro de Malchut que foi incorporado em todas as Sefirot. Aqui, no entanto, no mundo de Atzilut nós não trabalhamos com a mesma Malchut que está simplesmente incorporada em todas as outras Sefirot como um ponto negro, mas com Malchut que inclui as primeiras nove Sefirot e também está incluída nelas.

Assim, os atributos comuns das primeiras nove Sefirot são criados em relação à Malchut, e podemos ver isso no fundo delas. Graças a isso, somos capazes de escolher, esclarecer e entender o que está acontecendo.

É como se aproximar de um objeto, que no início vejo como um ponto. Quanto mais eu me aproximo, mais eu começo a ver numa escala mais ampla o que se passa lá. Assim, um pequeno ponto no mapa pode se transformar numa cidade inteira.

É exatamente assim que o mundo de Atzilut age, ajudando-nos a ver cada fenômeno em grande escala.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/12, O Estudo das Dez Sefirot

Jogue E Entre No Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar fala da revelação do Criador às criaturas. Quem é o Criador? São as Sefirot superiores onde a Luz superior simples é vestida, e através das Sefirot nós, que estamos em Malchut, somos impressionados por elas de formas diferentes. Esta impressão conduz à expansão de Malchut e, assim, existe um desejo, e ele é impressionado por elas.

Neste mundo, nós somos um resultado muito distante desses processos que ocorrem no nível superior. Mas também somos impressionados pela Luz superior, que está vestida no desejo. Eu sinto esse desejo na forma da natureza inanimada, vegetal e animal, e nas pessoas. Eu vejo isso através desta imagem. É apenas a Luz que age no vaso, no desejo. Mas eu podia ver a sua aparência como uma performance teatral, como uma imagem, um jogo que aparece diante de mim, mas na verdade, nós não precisamos ver nada. Por que eu preciso ver se não tenho o desejo correto, não tenho uma Masach (tela), e não sou compatível com o mundo superior de forma alguma?

Em nosso mundo, nós vemos as coisas de uma forma semelhante: se eu tiro meus óculos, eu não vejo nada; se eu coloco óculos diferentes, eu vejo 10 metros à frente, e se coloco outro par, eu vejo cem metros à frente. Isto significa que eu percebo tudo de acordo com o que é externo a mim e o que está dentro de mim. Deve haver algum adaptador, pois a lei principal da natureza, quando duas partes se conectam, é a lei da equivalência de forma. Se existem duas coisas, na medida em que elas têm algo em comum, elas podem estar em contato, em doação mútua, impressionadas uma com a outra. Deve haver uma equivalência de forma, pois de outra forma elas não podem perceber uma à outra.

Eu estou apenas no desejo de receber. E há a Luz superior. O desejo de receber não é feito para receber alguma coisa da Luz superior ou sentir sua influência; ele está apenas separado dela. Tinha que estar. Nós sequer sentimos a escuridão. Mas uma espécie de peça de teatro é criada, algumas imagens falsas, uma ilusão chamada de “este mundo”, a esfera mais íntima de todas as esferas espirituais. Nesta esfera, o desejo de receber está separado da espiritualidade, da Luz, da escuridão, de tudo, e sente que existe. Este é o estado em que estamos agora, já que ele é uma réplica do mundo espiritual. Portanto, nós recebemos um jogo: nós tentamos e tentamos, e, como resultado, no final, atingimos a espiritualidade. Por quê? Nossos esforços são inúteis, exceto pelo fato de que tentamos. Eu tenho que investir minhas forças e, depois, em contraste com minhas forças, eu atraio a Luz que Reforma à distância.

Na verdade, o nosso mundo não está conectado à espiritualidade de forma alguma. Portanto, todo o nosso avanço é quando não estamos em contato com ele, e quando não entendemos nada. O que devemos fazer? Faça o que os Cabalistas dizem: para você atrair a Luz que Reforma. Se você atrai-la, ela vai ajudar você. Se você não fizer isso, ela não vai ajudá-lo. Você nunca irá atrair mentalmente. Isso só é possível se você se subjugar ao grupo e torná-lo seu ambiente. De toda esta área chamada de “este mundo”, você recebeu um grupo. Se você trabalhar com ele corretamente, você vai sair dessa esfera e entrar no mundo superior; caso contrário, isso não vai acontecer.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/12, O Zohar

Sinta-se Como Um Convidado Bem-Vindo

Dr. Michael LaitmanNem todo mundo consegue atravessar os primeiros estágios da preparação para o caminho espiritual e se manter nela. Muitos deixam o grupo, o caminho espiritual, e o processo de mudança interna. Eles voltam para o mundo exterior e retornam à vida dos latifundiários ao parar o desenvolvimento do ponto no coração, que os torna convidados do Criador – o Anfitrião do Universo.

Como nós sabemos, “a opinião da Torá é oposta à opinião dos latifundiários”. Se a pessoa tem a opinião da Torá, ela sente que é um convidado e o Criador é o anfitrião. Por isso ela quer mudar a si mesma para se parecer com o anfitrião.

Isso é chamado de ter a opinião da Torá, colocar a meta diante dela para estar em doação e, consequentemente, determinar seus estados.

Os primeiros estados, as subidas e descidas que passamos, estão desconectados de nossa mente e sentimentos comuns. A pessoa vê que muda completamente. Pela primeira vez ela começa a sentir que algum domínio estranho a governa. Esta singularidade é típica das mudanças que sentimos no processo do nosso desenvolvimento espiritual interior.

De repente, a pessoa sente que está sob o controle de alguma força estranha. Antes, ela nunca tinha esse sentimento em sua vida cotidiana. Ela sempre via claramente quem queria dominá-la, o que significa que elas eram forças externas. Aqui, no entanto, pela primeira vez ela sente que alguma força desce e a toma, a amarra desde dentro e a controla.

É um sentimento muito especial. Lembro-me do espanto que senti quando senti isso pela primeira vez. É um sentimento muito desagradável e incompreensível até que a pessoa começa a se acostumar com ele e a reconhecer essa ação como obra do Criador sobre si. Então, ela já está preparada para determinar que isso é assim e concorda com isso. Em seguida, ela começa a evocar sozinha este sentimento e a espera-lo, como você espera um encontro e uma conexão com alguém que ama.

Ela começa a valorizar a obra do Criador nela e a esperar que isso deva acontecer a qualquer minuto. Ela aprecia as verdadeiras ações do Criador e não suas qualidades e como elas são sentidas em seu desejo egoísta, que ainda não está corrigido. Isso significa que ela não se importa que estado ela atravessa; o que importa é que o Criador deve agir nela tanto quanto possível.

É por isso que ela ora. Ela pede para passar por tantas mudanças quanto possível de acordo com o desejo do Criador, já que tudo o que o Criador faz é para o bem. Assim, seu sacrifício pessoal é medido conforme ela se identifica com as ações do Criador e as espera, sua escravidão voluntária ao Criador, e o poder de sua oração.

Por enquanto estas são apenas as primeiras fases do trabalho espiritual. Então, começa um trabalho mútuo mais controlado com o Criador, na doação mútua. A pessoa já sabe como receber os poderes para isso e como trabalhar com eles mais tarde, como iniciar um diálogo com o Criador. Então, ela começa a trabalhar mesmo com o seu desejo de receber, ao sentir os mesmos gostos que o anfitrião e, sentindo como o Criador saboreia as refeições e como ela mesma a prova.

Todo este caminho começa com subidas e descidas iniciais onde a pessoa se acostuma com o domínio de uma força estranha sobre ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/10/12, Shamati # 21

Escapando Dos Grampos do Tempo

Pergunta: Como é que um Cabalista que está no mundo espiritual sente o tempo?

Resposta: O tempo não existe para um cabalista. Mesmo para uma pessoa comum o tempo é uma percepção condicionada. O tempo é um sentimento no desejo egoísta que atrai o eixo do tempo a partir de um ponto do mundo de Ein Sof (Infinito).

Quanto mais distante você estiver do mundo de Ein Sof, mais distante está do ponto zero de tempo. Quanto mais fundo você afundar no desejo de receber, mais você descerá na escada dos mundos e mais você esticará o tempo. Isso significa que o número de ações que você tem que executar, a fim de atingir o ponto de Ein Sof estabiliza o conceito de tempo para você.

Em seu estado atual, você não faz esses cálculos do número de ações que você executa. Não está claro e escondido de você já que o vaso e a Luz não operam em você de acordo com seu desejo. Se o processo não está de acordo com o seu desejo, é escondido de você.

Mas no momento em que você começa a controlá-lo, você vai entender o que você está fazendo e então você vai administrar o tempo. É por isso que se diz: “Israel está acima das estrelas e das constelações,” acima do conceito de tempo na ânsia Yashar-El (direto para o Criador ). [Leia mais →]

O Guia Para a Realidade Superior

Sempre que começamos a estudar livros de Cabalistas e especialmente do Livro Zohar, em primeiro lugar nós devemos estar gratos pelo estado com que fomos recompensados. Nós temos sorte por estudar sobre o atributo da doação, sobre o mundo da doação, e por nos ligarmos à fonte da energia que nos eleva acima do nível animal ao nível falante. Então estaremos em doação e amaremos os outros e o Criador.

Isto significa que temos de valorizar a “ferramenta”, o meio que agora temos – o livro especial, que através da leitura eu determino a minha ligação com o mundo superior. Se eu o valorizar, se eu sou atraído para cima e sentir temor, então ao lê-lo eu posso realizar diferentes acções comigo. Não é apenas para mudar, mas para me tornar compatível com o que me é externo.

Parece que há um grande mundo que me rodeia e por enquanto isso é verdade, mas mais tarde eu descubro que tudo é construído de embarcações, dos meus desejos. Eu vou distingui-las como partes do meu corpo e com isso vou estabelecer a minha atitude para com a força superior que se gerou em mim e vou aderir a ela.

O livro deve fornecer-me tudo isso. Então, eu tenho de valorizar o sistema gigante que me rodeia. Um livro de Cabala, tal como um guia, ajuda-me a familiarizar com a realidade em que estou, e diz-me como usa-lo de forma a conhecer a força superior e aderir a ela.

Primeiro temos que valorizar a nova perspectiva que nos é revelada. Então nesse sentido, podemos dirigir-nos à força superior com pedidos, uma vez que o objectivo é tão sublime, grande e maravilhoso, que certamente, eu quero atingi-lo.

Nessa altura eu começo a operar com o meu desejo, para receber ou para doar, de acordo com o quanto estou esclarecido. No sentido de clarificar o desejo correctamente, várias condições devem ser preenchidas:

1. Eu reconheço a grandeza da fonte

2. Quando eu vejo que é óptima, eu quero influenciar-me correctamente. Afinal, essa força pode ser o “elixir de vida” ou a “poção da morte” – tudo vai depender da minha atitude e do que eu quero dela. A fim de estabelecer a correcta atitude para ela, foi-me dado um grupo. Se eu tentar atingir uma “oração de muitos” junto com os amigos, os nossos pedidos estarão bem e seremos recompensados com o “elixir da vida”. A pessoa não pode saber se está a pedir pela coisa certa por si mesmo, e então foi-me dada a ferramenta chamada de “amigos”, graças aos quais eu posso indubitavelmente virar-me para a força superior da forma correcta e pedir pelas coisas corretas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 03/10/12, O Zohar

Por Trás Da Tela Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não basta apenas saber que tudo chega a mim do Criador. Nesse caso, eu posso estar gostando dessa “imagem”, sem fazer nenhuma pergunta. Por outro lado, se eu tenho uma pergunta, eu supero todos os obstáculos, já busco uma resposta.

Resposta: Isso mesmo. A pessoa deve verificar-se constantemente.

Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “Ocultação e Revelação da Face do Criador”: A pessoa ora e faz a caridade por seus problemas, mas não é de modo algum atendida…

A pessoa se verifica e vê que não consegue nada. No entanto, ela ainda está conectada ao Criador, pois, caso contrário, ela não iria orar a Ele e fazer caridade.

E exatamente quando ela para de orar por seus problemas, ela é atendida. Sempre que ela supera, acredita na Providência, e melhora suas obras, a sorte se afasta dela e ela cai para trás sem piedade.

A pessoa pode fazer sérios questionamentos, tentar fazer tudo da maneira certa, e ver os resultados opostos. Este estado é chamado de “ocultação dupla”.

E quando ela nega e começa a piorar as suas obras, ela se torna exitosa e fica muito aliviada. Ela não encontra seu sustento nas boas maneiras.

A pessoa pode avançar por caminhos tortuosos e estar rodeada de criminosos de sucesso. Então, o bom ambiente parece ser um ambiente pobre, estúpido e desprovido.

Quando a Providência organiza as coisas desta maneira para uma pessoa, isso é chamado de “ocultação dentro da ocultação”.

No entanto, ela entende isso e está ciente do que está acontecendo. Assim, depois de todas as investigações e tentativas, a própria pessoa determina com clareza e precisão qual ocultação ela está em relação ao Criador: se é uma ocultação simples ou uma ocultação dupla.

Nós devemos fazer isso a cada minuto e em cada situação. Isso é possível. Baal HaSulam nos dá instruções claras sobre como chegar ao estado real, à verdadeira conexão com o Criador.

Quando a Providência organiza as coisas desta maneira para uma pessoa, isso é chamado de “ocultação dentro da ocultação”. Isso porque daí a pessoa cai sob seu peso e não consegue continuar a reforçar a crença de que suas dores vêm do Criador por algum motivo oculto. Finalmente, ela falha, se torna herege, e diz que o Criador não está cuidando de suas Criações.

Isto não é nem ocultação dupla, já que o Criador está totalmente ausente da imagem do mundo.

E tudo que exala, exala pelo destino e pela natureza cega. Isto não é nem ver as costas.

Portanto, quando eu desperto, eu imediatamente começo a verificar a mim mesmo e o estado em que me encontro. Certamente, a pessoa pode dizer algumas bênçãos automaticamente ou cantar uma canção, mas, no geral, a escala não deve ser as músicas ou bênçãos que outras pessoas tenham composto, mas a sua própria.

Assim, aos poucos, eu vou entender que, no final, tudo depende da influência do ambiente. Então, eu descubro que tenho que me submeter ao ambiente, porque isso é o que me puxa para frente através da ocultação dupla e da ocultação simples até a revelação do Criador. Apenas a auto-submissão diante do grupo me traz a Luz que Reforma.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/10/12, Escritos do Baal HaSulam

Pare De Dar Dicas

Dr. Michael LaitmanNão importa o que aconteça na minha vida, eu preciso entender que tudo vem da força superior que, sem dúvida, controla tudo. Mas até agora ela não se revelou para mim dessa maneira, mas em ocultação, e assim eu sofro.

O Criador é bom e benevolente, mas Ele é revelado para mim depois de passar por um “filtro” que transforma tudo que é bom em algo ruim e desagradável. Eu chamo a espessura deste “filtro” de “ocultação simples”. Além disso, o Criador pode colocar outro “filtro” e me enviar a uma “ocultação dupla”, que é muito pior.

Portanto, como eu posso me livrar do véu que transforma a bondade do Criador em mal? Para fazer isso, eu peço: “Corrija-me! Mas não de modo que eu me livre dos sentimentos desagradáveis; pelo contrário, eles me ajudam, e me estimulam. Sem eles eu sequer pensaria em outra coisa. Eles me concentram em Você, na fonte de algo que parece ruim. Portanto, eu estou pedindo ajuda para não sentir que algo de ruim venha de você”.

Eu não quero estar por trás do “filtro”, mas diante dele, em contato direto com você. Não para me sentir bem, mas para conhecê-Lo melhor. Quero abençoá-Lo, mas agora, como eu não tenho escolha, eu O amaldiçoo. Meu corpo grita por causa disso, “Eu me sinto mal e amaldiçoo a fonte do mal. Mas você me deu a sensação de que o mal vem de você. Você está brincando comigo usando dicas, metade reveladas e metade ocultadas. Mas eu não quero Lhe amaldiçoar mais”.

Pergunta: Onde está o grupo aqui? Eu também posso pedir tudo isso sem o grupo.

Resposta: Tente. Se você começar, você ficará confuso e descobrirá que o verdadeiro pedido só é possível no grupo. Lá você está protegido de cometer erros, lá você realmente recorre ao Criador por correção, apesar de seus bons e maus desejos. No final, o grupo permite que você veja claramente o que pedir, o que você realmente quer e a quem você realmente recorre. Essa é a idéia.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam