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No Limiar De Uma Terceira Intifada – Parte 5 “Nenhum Inimigo Externo Permanecerá”

laitman_626Baal HaSulam escreveu no artigo, “Exílio e Redenção”: Portanto, tenho a honra de propor à Casa de Israel dizer aos nossos problemas, “Basta!” e no mínimo, fazer um cálculo humano em relação a essas aventuras que eles nos infligiram uma e outra vez, e aqui no nosso país, também. Queremos começar a nossa própria política, como não temos esperança de agarrar-nos no chão como uma nação, enquanto nós não aceitarmos nossa sagrada Torá sem atenuantes, à última condição do trabalho Lishma, e não para si mesmo, sem qualquer resíduo de egoísmo …. Enquanto nós não elevarmos a nossa meta acima da vida corpórea, não teremos renascimento corporal, porque o espiritual e o corporal em nós não podem habitar no mesmo cesto, pois somos os filhos da ideia.

O povo de Israel foi criado a partir de uma ideia, do desejo de imitar e alcançar a equivalência com a natureza, a adesão com a força superior. Por isso, devemos existir na unidade. Nisso reside o método de Abraão.

Por que ele é considerado nosso antepassado, se não mantermos seus princípios? Enquanto vivíamos separados, não nos encaixávamos na sua natureza, e isso não pode continuar por muito tempo.

Os Cabalistas escreveram que cerca de cem anos atrás nós recebemos permissão para voltar à terra de Israel apenas sob a condição de que iríamos realizar a lei do Arvut (garantia mútua), da unidade, aqui. Desta forma, criamos uma conexão entre a força interna da natureza, a unidade que está estabelecida na sua fundação, e de todas as nações do mundo, de toda a humanidade.

Estas não são apenas palavras bonitas ​​porque vemos como essas leis operam dentro da sociedade humana, convocando ataques e ódio sem nenhuma razão contra a Israel.

Não há nenhuma explicação lógica para a atitude negativa de todo o mundo em relação a Israel. Isso é uma coisa tão estranha que, obviamente, algum tipo de lei especial está operando aqui e o ódio não vai desaparecer por conta própria.

Quando eu tinha vinte anos, eu também tentei resolver este enigma: por que os antissemitas me odeiam tanto sem razão? Eu pensei que viria para Israel, para estar entre o meu povo, onde ninguém me odiaria e onde habitariam boas atitudes. Mas quando cheguei a Israel, descobri relações entre as pessoas que, por vezes, pareciam ainda piores do que no exterior.

Esse ódio é contra a natureza do nosso povo, e por isso não podemos existir enquanto não cumprirmos as condições do nosso pai Abraão e nos unirmos como um homem com um coração.

Pergunta: Será que as relações entre os Judeus em Israel determinam como os Árabes que vivem em Israel se relacionam conosco?

Resposta: No Livro do Zohar está escrito que se nos relacionarmos entre nós com amor, ninguém poderá nos machucar. Nenhum inimigo externo permanecerá.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 11/10/15

Pragmatismo É O Deus Da Vida Moderna

laitman_430Pergunta: A vida no mundo de hoje está mudando rapidamente. Forças terroristas estão começando a chegar ao poder. A antiga diferença entre os países mais fortes e mais fracos está sumindo. Uma organização terrorista pode chegar ao poder em um país muito forte, e as vidas de todos os seus cidadãos estarão em perigo. Isso pode continuar indefinidamente, e um forte poder nunca conquistará um mais fraco. O que significa ser um poder forte no mundo moderno?

Resposta: Há um motor interno de desenvolvimento da humanidade, chamado “tempo”. Com o tempo muitas coisas mudam. Períodos geológicos mudam, e eles fazem parte do desenvolvimento vegetal e animal da natureza. A humanidade se desenvolve também, e uma formação social substitui a outra.

Tudo muda com o tempo, e não há nada que surja uma vez e permaneça estável e inviolável. Um determinado programa interno atua dentro da natureza, e consequentemente, nós nos desenvolvemos de um estado para outro.

Todas as partes da humanidade oscilam, como as ondas no mar: uma sobe, outra desce. Além disso, todos nós somos dependentes uns dos outros, e essa dependência se torna mais forte do século XX em diante. Portanto, não podemos decidir nada para o futuro.

Há cerca de cinquenta principais países instrumentais do mundo, cada um dos quais afeta os outros. É tão impossível fazer qualquer prognóstico, como é prever um furacão, tsunami, uma erupção vulcânica, ou uma explosão em uma usina nuclear.

Quem poderia imaginar que a Europa teria que enfrentar uma onda de imigrantes? Todos os fenômenos estão conectados uns com os outros, nós apenas não vemos esta conexão. O mundo se desenvolve de acordo com o nosso programa interno, que é desconhecido para nós.

E nós nos supreendemos de que não há nenhuma estabilidade ou conexões apropriadas. Tudo muda de repente. Nos últimos dez anos temos assistido a muitos elevações, subidas, quedas e crises –  mais do que ao longo de todo o milênio anterior.

Portanto, não podemos dizer qual país é forte e qual é fraco. Um país pode ser forte por algum período de tempo muito limitado, e isso também é bastante relativo. Afinal de contas, força implica a capacidade de garantir a nossa segurança amanhã. Mas o amanhã é incerto para todos. O tempo é comprimido e tão apressado que é impossível prever qualquer coisa.

Nós vemos os países que antes eram poderosos cairem e se esfacelar. A União Soviética está caindo aos pedaços e a Europa está dominada pela crise. E a intenção era tão grande: criar um mercado comum Europeu, alcançar a unidade na Europa. Parecia que este era o início de um bom futuro para a humanidade.

A princípio as pessoas estavam tão inspiradas e tinham tanta esperança nessa unificação. As pessoas pensavam que estavam construindo um incrível mundo novo. Mas basta olhar para a forma como a situação mudou ao longo cerca de vinte anos ou mais.

Meu amigo, que trabalhou com o Comitê da Unificação Europeiu em Estrasburgo, disse na época que na base desta unificação havia cálculos econômicos simples. Era uma transação de mercado, e não uma união.

Não importa que unificações nós tentamos criar (Rússia, China, Brasil, União Europeia, América-Canadá-México, ou a Aliança Transatlântica, etc.) nós acabamos caindo num desespero ainda maior da nossa incapacidade de alcançar a unidade em qualquer escala: pequena ou grande.

Mesmo a instituição do casamento está caindo aos pedaços. Antigamente as pessoas tinham uma aspiração interior de pelo menos se unir com parentes: cônjuges, pais, filhos, vizinhos, habitantes da mesma aldeia ou cidade, colegas de trabalho, ou cidadãos de um mesmo país. Mas hoje isso desapareceu completamente.

Uma pessoa deixa sua família com facilidade e se muda para outro país sem sentir nenhuma nostalgia de sua terra natal. Ela vive num país estrangeiro onde também não se preocupa com nada, exceto com o seu próprio bem-estar, como se estivesse vivendo no espaço.

Todas as conexões anteriores entre as pessoas, que existiram ao longo da história e deram certa forma à sociedade humana, não funcionam hoje.

Nós vagamos pelo mundo como sombras, sem perceber o outro, enfiando nossos narizes em nossos celulares. De que país poderoso nós podemos falar se nada atrai a pessoa à sua terra natal e as pessoas só são guiadas por seus cálculos pragmáticos.

De KabTV “Uma NovaVida” 10/8/15

No Limiar De Uma Terceira Intifada – Parte 4 “A Salvação Está Em Nossas Mãos”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a separação do povo judeu está conectada a atual intifada?

Resposta: A unidade se encontra na fundação do povo judeu; por isso, só podemos existir na unidade. Se não fazemos isso, uma intifada e outros infortúnios começam.

Foi escrito no Talmude babilônico dois mil anos atrás, “Calamidades não vêm ao mundo, exceto para o bem de Israel” (Yebamot 63a).

E hoje isso está se tornando muito mais atual. O mundo não era redondo na época; um sistema integral fechado que conecta todos juntos ainda não tinha sido revelado.

Essas conexões foram reveladas em nossa época, e tornou-se claro que todos nós dependemos uns dos outros: todos os povos, todas as nações. Portanto, temos que encontrar a solução para corrigir essa conexão, de modo que ela não seja forçada, imposta à força pela natureza, da qual é impossível escapar, e que seja desejável e boa.

Imagine pessoas que se odeiam muito sejam colocadas num quarto individual e a porta trancada. É exatamente assim como a sociedade humana parece hoje. Hoje nós existimos na superfície de um planeta pequeno que se tornou muito cheio para nós e nós nos odiamos, mas não temos para onde fugir.

Comentário: Da mesma forma dois povos foram encerrados juntos em Israel!

Resposta: Mas apenas o povo de Israel tem uma escolha; ninguém mais no mundo tem uma solução para corrigir essa situação. É como se nos empurrassem numa cela com vinte criminosos que imediatamente começaram a planejar como nós linchar, nos cortar em pedaços, nos enforcar, ou apenas nos bater de manhã até a noite.

O que uma pessoa que se encontra numa situação assim faz? Ela fica louca de medo, porque não tem aonde se esconder. Essa é a nossa situação, e, gradualmente, estamos chegando mais perto de nos sentir realmente assim.

Comentário: Hoje as pessoas estão com medo de ir para a rua, as crianças têm medo de ir à escola no ônibus.

Resposta: A natureza organizará problemas como este para nós, para que realmente não saibamos o que fazer. Será inclusive impossível apenas se sentar em casa sem ir para a rua. Será inclusive impossível se esconder em casa. Será impossível encontrar um lugar tranquilo.

Se nós, o povo de Israel, somos o elemento que é capaz de mudar a sua influência sobre todo o sistema, não podemos fugir de nossa missão, como o profeta Jonas. Nós somos obrigados a implementá-lo, ou seja, temos que trazer o mundo inteiro para a unidade boa e correta. Nós culpamos o mundo por ser tão ruim assim.

No Midrash está escrito que a salvação do povo de Israel não virá enquanto o povo judeu não se unir completamente.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 11/10/15

No Limiar De Uma Terceira Intifada – Parte 3 “Uma Bomba-Relógio”

laitman_259_02Pergunta: Dois povos vivem na terra de Israel: judeus e árabes. Portanto, é como uma bomba-relógio que explode uma vez de poucos em poucos anos. Nós estamos exatamente em tal período explosivo agora. O que devemos fazer?

Resposta: Você deve sempre fazer a mesma coisa. As leis da natureza não mudam, elas são permanentes, como está escrito: “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6), bem como, “E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão” (Salmos 148:6).

Nós não podemos mudar nada. Vocês podem tentar fugir de nossa tarefa, nossa missão, como o profeta Jonas. Mas nós sabemos que ele não teve sucesso, e foi forçado a voltar à cidade de Nínive com a missão do Criador de convencer os habitantes a serem corrigidos.

Assim também, todo o povo judeu não terá sucesso em se esconder de seu papel. Não é por acaso que nós lemos a história do profeta Jonas, em Yom Ha Kippurim porque temos que perceber o nosso destino. O mundo está esperando por isso. O antissemitismo vai continuar a crescer; problemas continuarão a aumentar.

Baal HaSulam escreveu que poderia haver guerras nucleares, uma terceira e uma quarta, e o pequeno punhado de pessoas que sobreviver às guerras seria forçado a realizar e manter a regra geral de “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19 : 18).Todos seriam obrigados a chegar a uma conexão integral num círculo.

Pergunta: Será que isso significa que eu tenho que viajar para uma aldeia árabe e convencer seus habitantes que eles devem me amar como a si mesmos?

Resposta: Em primeiro lugar, nós precisamos convencer os nossos irmãos judeus que precisamos alcançar a regra geral “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

No final da “Introdução ao Livro do Zohar” está escrito que se o povo de Israel mantiver essa lei entre si – mesmo sem amar os outros, mas, pelo menos, unindo-se um pouco e alcançando relações normais entre si – então, nessa medida, as nações do mundo imediatamente verão como a Luz flui a elas através de Israel, e isso nos indica o que é ser uma “Luz para as nações” (Isaías 42:6, 49:6). Elas vão começar a se relacionar bem conosco. Nós veremos como elas vão mudar de repente. Vamos tentar. Afinal, não vai nos custar nada.

Vamos começar a nos conectar e unir entre nós. Ninguém nunca tentou fazer isso corretamente. Vamos tentar! Afinal, nosso povo nasceu precisamente dessa unidade, a do chamado de Abraão que queria unir todos aqueles que estavam interessados ​​em torno deste princípio.

Das pessoas que se juntaram a ele na antiga Babilônia, Abraão criou o grupo que ao longo do tempo cresceu e se tornou o povo de Israel. No entanto, em princípio, o povo de Israel é determinado pela sua ideologia, de acordo com o desejo de estar conectado. Completos estranhos de vários povos e pequenas comunidades que viviam na Babilônia entraram nesse grupo.

Continua.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 11/10/15

No Limiar De Uma Terceira Intifada – Parte 2 “Unidade Como Defesa Contra A Calamidade”

laitman_936No Talmude está escrito que “Todas as calamidades vêm ao mundo somente para o bem do povo de Israel” (Yevamot 63a), para nos forçar a realizar a própria liberdade de escolha, para escolher o bom caminho e atrair o mundo inteiro a nós.

Isto é porque nós devemos ser uma “Luz às nações” (Isaías 42: 6), mas, de acordo com o nosso comportamento hoje, não estamos trazendo nenhuma Luz e não somos considerados o povo de Israel. Israel são aqueles que mantêm a regra geral: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18).

Comentário: Mas as nossas pessoas tentam se comportar mais humanamente!

Resposta: Nós estamos num sistema de leis da natureza, e é preciso esclarecer exatamente o que precisamos fazer para sermos compatíveis a elas. A sabedoria da Cabalá é a sabedoria do mundo, e “Deus” é a “Natureza”; portanto, nós devemos examinar a natureza e entender exatamente o que é exigido de nós, e não apenas tentar.

É necessário examinar de forma precisa: nós nos conformamos com as exigências que são impostas a nós ou não? Nós temos que alcançar a unidade entre nós, a regra geral “Ama o próximo como a ti mesmo”. Se conseguirmos isso, vamos resolver os nossos problemas.

No livro Meor VeShemesh, está escrito que “A defesa essencial contra todas as calamidades é o amor e a unidade. Enquanto o amor, a unidade e a amizade habitam Israel, nenhum problema pode dominá-lo, e todas as difamações más e o sofrimento se afastam deles”.

Pergunta: Como é possível que, devido à nossa união, nós nos protejamos de problemas?

Resposta: A ideia é que o nosso mundo é “redondo”, fechado. Todas as partes da natureza (inanimada, vegetal e animal) e a humanidade estão conectadas num único sistema que se revela de geração em geração como uma rede de conexões rígidas.

Nosso sucesso é determinado por nosso grau de acomodação a este sistema, e todos os nossos problemas podem ser explicados como a falta de adaptação a ele. Hoje nós nos encontramos num mundo em que nenhum líder entende de acordo com quais leis o mundo funciona e como é necessário governá-lo para alcançar algum tipo de sucesso.

Algumas décadas atrás, na época de Churchill e Truman, não havia nada assim. Por isso, ainda era possível governar o mundo com sistemas autoritários agressivos como Stalin.

Hoje um método como esse não funciona mais; o que vai funcionar é apenas a mesma atitude “idêntica” para com o mundo, como tudo isso é em si. Isso ocorre porque a rede geral foi revelada, e nessa situação nada vai ajudar se o povo de Israel, que têm o método de associação, não trouxer o mundo inteiro à unificação.

Um círculo é associação. Nós estamos descobrindo que todos nós estamos conectados uns com os outros, que queiramos ou não. Nós estamos vivendo num mundo integral e global que está mutuamente conectado. Não há nada a ser feito sobre essa conexão, exceto se unir e conectar as pessoas; esta é a coisa principal.

Este segredo, que é a base da sabedoria da Cabalá, é a posse do povo de Israel. Ele possibilita conectar e unificar as pessoas; sem ele ninguém vai conseguir fazer isso, e através desta conexão e consolidação, todos os problemas são resolvidos. Portanto, está escrito: “Todas as calamidades vêm ao mundo apenas para o bem do povo de Israel”, para nos mostrar que ainda nos unimos e não trouxemos o mundo inteiro à unificação muito aguardada.

Continua…

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 11/10/15

No Limiar Da Terceiro Intifada – Parte 1 “O Que Vai Acontecer?”

laitman_293Pergunta: Chegam notícias sobre um novo ataque [em Israel] quase a cada duas horas. Eu quero fazer uma pergunta simples: O que vai acontecer?

Resposta: O que vai acontecer? Isto é o que nós precisamos nos perguntar. Eu tenho medo de ser mal interpretado, mas nós mesmos somos os que determinam o que vai acontecer conosco. Não há outro povo no mundo além do povo de Israel que possua liberdade de escolha e possa mudar o futuro do mundo, o sentido do seu desenvolvimento. Está escrito sobre isso no Livro do Zohar e outros livros.

Assim, nós vemos como o mundo está se levantando contra nós. Pareceria que depois de muitas décadas de existência da nação de Israel, as inclinações sobre ele deveriam ter se acalmado. Mas não conseguimos alcançar uma vida pacífica.

E não é só em Israel, mas também em todo o mundo; o antissemitismo está aumentando cada vez mais. Você não verá nos canais de notícias mundiais sobre os ataques contra os judeus. Mas se um árabe é morto, isso está em todos os noticiários. E as Nações Unidas também se recusam a realizar discussões sobre as ondas de terrorismo que emergiram em Israel. Mas se Israel realiza uma retaliação, as Nações Unidas emitem imediatamente uma petição de protesto.

Nós vemos que o mundo não vai parar de nos odiar por nenhuma razão. Por mais que nós tentemos ser humanos, nós sempre nos encontramos na mira. O mundo se identifica e expressa simpatia por nossos vizinhos, e isso vai continuar para sempre. Então, qual é a saída?

É necessário abrir os livros de Cabalá e ler o que está escrito; lá nós descobrimos que podemos mudar essa situação em todo o mundo e em nossa nação. Nós somos os únicos com liberdade de escolha. Cabe a nós sermos feliz que não dependemos de ninguém, mas, pelo contrário, tudo depende de nós.

No Livro do Zohar está escrito que no futuro os filhos de Ismael vão inflamar guerras tremendas no mundo. Isto fala sobre o último período antes do fim da correção, um período que começou após o fim da Segunda Guerra Mundial. E vai continuar assim, se os filhos de Israel, os descendentes de Abraão, não mudarem essa situação.

Continua…

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 11/10/15

Uma Explosão Atômica De Unidade

laitman_936Pergunta: Por que você diz que é preciso investir todas as nossas energias na conexão e união entre as pessoas? Eu ainda não vi nenhuma pessoa no mundo que fez isso e teve êxito.

Resposta: Receber uma boa energia e a oportunidade de superar a sensação de tempo e espaço, acima de toda a resistência negativa, como se estivéssemos flutuando no ar, só é possível com a condição que comecemos a nos conectar e unir.

Numa conexão entre duas ou mais pessoas, uma intensa energia positiva de repente começa a ser revelada que está preparada para elevá-las a níveis muito elevados acima da matéria, porque todo o nosso problema é que estamos perdendo as nossas energias em conflitos, confrontos e competições. No entanto, se nós alcançamos  unidade e compromisso, dentro desta conexão descobrimos uma enorme energia, como numa bomba nuclear.

Em princípio, de onde vem uma explosão nuclear? É simplesmente a conexão de uma massa crítica. Veja que poder é liberado dessa conexão, e no momento da conexão entre pessoas, esse poder será muitas vezes maior. Todo o poder espiritual no mundo superior, que está pronto para nos elevar acima do espaço e de nossa substância, vem somente da conexão e unidade.

Se nós estivéssemos conectados uns com os outros, então, nos pontos que nos conectam, descobriríamos o mundo superior. Ou seja, todo o trabalho se resume na nossa conexão e unidade, e é precisamente disso que toda a Torá fala.

No lugar da nossa conexão, a oportunidade de sair para o próximo nível, para uma dimensão mais elevada, para o mundo superior, nos é revelada. Lá, nós viveremos sem qualquer sofrimento ou dificuldade. Isso ocorre porque todos os nossos problemas resultam da nossa separação.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 20/09/15

O Pecado De Adão É A Causa De Todos Os Nossos Problemas

laitman_929Pergunta: Por que nestes dias, desde o início de Rosh Hashanah, um ambiente completamente único é sentido?

Resposta: Estes são dias de julgamento, e nós vemos isso quando olhamos para os eventos que estão acontecendo na Europa e Israel. O mundo requer nossa correta participação.

Nos dias de julgamento, precisamos julgar a nós mesmos, nosso comportamento, nossos atos, para esclarecer a causa de todos os fracassos e do destino desfavorável.

Sempre é necessário examinar a nós mesmos em relação à origem, e nossa origem é Adam HaRishon (o Primeiro Homem). O pecado de Adam HaRishon é a razão para tudo o que aconteceu depois.

Vinte gerações depois de Adão, um dos grandes sábios da antiga Babilônia, Abraão começou a correção do pecado de Adam HaRishon. Ele convocou para que todos os Babilônios se unissem e superassem o ódio mútuo, que é chamado a Torre de Babel que levou a uma crise.

Alguns dos Babilônios ouviram o chamado de Abraão e se juntaram a ele. Abraão ensinou seus alunos “a amar o próximo como a si mesmo” (Levítico 19:18), de modo que o amor cobrirá todos os crimes, todo o ódio. Então Abraão reuniu um grupo que mais tarde evoluiu para o povo de Israel.

Esses eventos estão diretamente relacionados ao que está acontecendo hoje. Após tantos acontecimentos que temos experimentado ao longo da história, ainda estamos na mesma situação de Adam HaRishon; nós devemos corrigir seu pecado.

O povo de Israel foi escolhido dentre todos os outros povos para essa finalidade, porque eles tinham o desejo de unidade, espiritualidade.

Este é um povo único, com um único desejo, uma preparação especial da mente e da alma que pode atingir tal unidade entre eles que unirá o mundo inteiro. O grande Cabalista Baal HaSulam escreveu sobre isso no artigo, “Introdução ao Livro do Zohar”.

O pecado de Adão é a base da separação da humanidade, todos os seus sofrimentos e problemas. Todos os nossos problemas vêm deste pecado, razão pela qual um grande desejo, uma só alma, destruiu-se numa multiplicidade de fragmentos. Em cada um de nós existe um pequeno fragmento da alma coletiva.

Se oito bilhões de pessoas vivem no mundo hoje, há uma parte da alma de Adam HaRishon, de Adão em cada uma delas. Portanto, nós precisamos nos conectar, para que todas estas partes se fundam.

Mas a realização dessa função não é imposta aos oito bilhões, mas ao povo de Israel. Se o povo de Israel se corrigir e unir de acordo com as condições do “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, todas as nações do mundo serão automaticamente integradas dentro dele.

Isso é especificamente o que Abraão ensinou aos Babilônicos antigos que se juntaram a ele e criaram o povo de Israel. Eles foram escolhidos de toda a humanidade que existia até então, quando pela primeira vez, a quebra, a primeira crise após a quebra de Adão foi descoberta.

Abraão reuniu em torno dele todos aqueles que queriam corrigir o pecado primordial. Estas eram pessoas únicas que ansiavam pela meta da criação, a realização do sentido da vida, e Abraão as ensinou o método de conexão e unidade.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 20/09/15

Tsunami Planetário

Qualquer Desastre É Crime de Israel

Pergunta: Algumas pessoas estão felizes que a Europa está agora sobrecarregada com refugiados muçulmanos. Elas pensam que a Europa merece. O que você acha?

Resposta: Não se deve tripudiar o sofrimento dos outros. Além disso, quaisquer problemas acabarão por se voltar contra nós.

De alguma forma, qualquer sofrimento nesse mundo é nossa culpa, e só nossa, e o mesmo será inevitavelmente aplicado a atual crise de refugiados. Só nós seremos responsabilizados por isso. Africanos, asiáticos e europeus se aproximarão de nós e dirão: “Vocês são culpados de causar nossos desastres. É assim que nos sentimos”.

Os atuais eventos mundiais são apenas uma preparação para atacar Israel. Não importa onde os eventos ocorram e quem está envolvido neles. Uma tempestade de desastres, uma sensação de amargura, desespero e desamparo estão logo adiante. Eles nos atingirão muito em breve, a menos que prepararemos um remédio contra a doença.

Cartas na Mesa

Os Cabalistas nos avisam que temos que estar à frente do próximo paroxismo. Nós devemos notificar a humanidade, colocar nossas cartas na mesa, e juntos nos transformar num homem com um coração. [Leia mais →]

Um Atraso Perigoso Na Prevenção do Mal

A Semente da Nossa Culpa

Pergunta: Está claro que nenhum país europeu é capaz de lidar com a atual crise de refugiados. Você acha que uma solução conjunta para o problema possa ser encontrada?

Resposta: Não há solução! Os europeus vão buscar uma saída, mas não vão encontrá-la. A natureza do problema e as peculiaridades da mentalidade europeia reverterá a situação contra nós e eles vão culpar Israel por seus problemas.

Nós já lidamos com esse tipo de reivindicação. Eles até nos responsabilizaram pelo tsunami no Japão, sem mencionar a tragédia das Torres Gêmeas ou a criação do Estado Islâmico. Alguns acreditam que os judeus gostariam que coisas más acontecessem no mundo e que desastres e catástrofes naturais são obra dos judeus.

Mas há uma semente de justiça em suas acusações. Claro, nós não causamos o mal, mas também não podemos impedi-lo. Há uma diferença fundamental entre as suas acusações tradicionais e as reivindicações atuais. A diferença é que nós somos realmente capazes de prevenir dificuldades de imediato explicando a sabedoria da Cabalá a todo mundo, mas nós já estamos ficando para trás nesse trabalho.

Em essência, a Cabalá é a ciência da unidade. Com sua ajuda, a humanidade se unirá. Quando se unir, ela se livrará de todos os problemas. Assim, suas reivindicações realmente contêm a semente da nossa culpa. Acontece que suas alegações sobre a nossa culpa contêm uma semente de verdade.

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