Textos na Categoria 'Israel'

O Mapa Genético Da Humanidade, Parte 2

laitman_553O Gene Perdido

Pergunta: Existe alguma coisa nos genes do DNA humano que seja do conhecimento da sabedoria da Cabalá, mas não para os geneticistas?

Resposta: Há uma carga espiritual adicional que permanece um mistério para uma pessoa normal.

Por exemplo, no povo judeu, em diferentes gerações, houve pessoas que não nasceram judias, mas aderiram à nação e se tornaram pessoas muito significativas nela, embora aparentemente não tivessem inicialmente genes judaicos. Houve muitos desses casos, especialmente nos tempos do Templo.

Consequentemente, essa informação não é necessariamente transmitida pelo corpo físico, pelos pais. Há uma parte da informação espiritual nela que leva ao desenvolvimento espiritual interior e obriga a pessoa a cumprir seu destino sem qualquer conexão com a casa dos pais.

Por exemplo, os pais do Rabi Akiva não eram judeus de nascimento e se converteram ao Judaísmo mais tarde. Mas isso não impediu que seu filho se tornasse um grande sábio judeu, um dos maiores na história de Israel. E de onde vem isso? Acontece que não podemos julgar o DNA espiritual, a raiz da alma, de acordo com o DNA material.

A raiz da alma é parte do sistema de Adam HaRishon. Adam não é uma pessoa, mas um sistema espiritual em que todos nós estamos incluídos pelos nossos desejos corrigidos. Então, todos nos unimos em um só corpo espiritual. Tal corpo espiritual, onde todas as partes estão em harmonia umas com as outras, é chamado de Adam, o primeiro homem.

Se cada pessoa corrige seus desejos e está pronta para se unir com os mesmos desejos corrigidos de outras pessoas, procurando se unir como irmãos em um só corpo, um desejo, então estamos todos conectados.

Assim, dentro dessa conexão nós sentimos o primeiro homem, Adam HaRishon, o desejo conjunto montado a partir de muitos desejos particulares. Cada um anulou o seu egoísmo e se conectou com os outros acima dele, a fim de estar com eles em um desejo, como em um só corpo.

Há tais almas, partes separadas de Adam, que muito aspiram a essa unidade, e elas são consideradas almas elevadas. E há aquelas que não estão muito ansiosas por isso, e mesmo aquelas que são completamente indiferentes a isso.

Tal gene espiritual, chamado Reshimo, está presente em todos os seres humanos no mundo, o desejo de unidade: positiva, negativa ou zero.

De KabTV “Nova Vida” 12/07/16

Karl Marx Sobre Os Judeus

laitman_626Comentário: Karl Marx escreveu em “Sobre a Questão Judaica”: “O dinheiro é o deus ciumento de Israel, em face do qual nenhum outro deus pode existir. O dinheiro humilha todos os deuses do homem – e os transforma em mercadorias. O dinheiro é o valor universal auto estabelecido de todas as coisas. Portanto, ele tem roubado todo o mundo – tanto o mundo dos homens como a natureza – de seu valor específico. O dinheiro é a essência alienada do trabalho do homem e de sua existência, e essa essência estranha o domina, e ele a adora.

“O deus dos judeus tornou-se secularizado e se tornou o deus do mundo. A letra de câmbio é o verdadeiro deus do judeu. Seu deus é apenas uma letra de câmbio ilusória. …

“O judaísmo não poderia criar um mundo novo; ele só poderia atrair as novas criações e condições do mundo para a esfera da sua atividade, porque a necessidade prática, cuja lógica é o auto interesse, é passiva e não se expande à vontade, mas se encontra ampliada como resultado do desenvolvimento contínuo das condições sociais. …

“Só então o Judaísmo poderia alcançar o domínio universal e transformar o homem alienado e a natureza alienada em objetos alienáveis e vendáveis ​​submetidos à escravidão da necessidade egoísta e à negociação.

“Vender [verausserung] é o aspecto prático da alienação [entausserung]. Assim como o homem, enquanto ele está no controle da religião, é capaz de objetivar sua natureza essencial apenas transformando-a em algo estranho, algo fantástico, de modo que sob o domínio da necessidade egoísta ele possa ser ativo na prática, e produzir objetos na prática, apenas colocando seus produtos, e sua atividade, sob o domínio de um ser estranho, e doando o significado de uma entidade estranha – o dinheiro – a eles.

“A emancipação social do judeu é a emancipação da sociedade do judaísmo“.

Pergunta: Como é possível culpar todo um povo e compará-lo ao resto dos povos?

Resposta: Como um estudioso, Karl Marx estava trabalhando de forma completamente lógica e mantinha corretamente que, especificamente entre os judeus, há traços característicos e o comportamento mais egoísta.

E não pode nem ser de outra forma, porque especificamente esse grupo de pessoas estava em um nível espiritual elevado no passado do qual caiu abaixo de todos com o seu egoísmo danificado. Isso é também o que é dito na Torá: se os judeus ascendem, eles ascendem mais do que ninguém. Mas se caem, caem abaixo de todos. Em absoluto, (valor absoluto), o seu ego é o maior!

Parada Do Orgulho Gay Em Jerusalém

laitman_600_04Pergunta: Em Jerusalém, uma Parada do Orgulho Gay extraordinária foi organizada como protesto contra um dos rabinos que chamou os homossexuais de “pervertidos”, e  os outros 250 rabinos israelenses que o apoiam. Como você se relaciona com pronunciamentos desse tipo?

Resposta: Eu considero o povo judeu como uma única família em que há diferentes filhos, incluindo esses. E mesmo que alguém não os queira, não há nada a fazer, eles são nossos filhos. Naturalmente, ninguém escolhe ter nascido com essas tendências. Afinal, elas são dadas a nós pela natureza. Portanto, os homossexuais lutam para ter suas tendências naturais reconhecidas como normais, porque não podem se livrar delas de qualquer maneira. Nós sabemos que a atração sexual é o fator mais poderoso, ainda mais do que o desejo de comida. A humanidade está constantemente aumentando suas inclinações sexuais. Nós vemos isso em todos os lugares, mesmo na Internet. Portanto, é preciso respeitar isso e não se relacionar com ela infantilmente.

É necessário parar todos os pronunciamentos “contra” e “a favor” e tornar-se organizado como uma única família, porque o principal é a união entre nós. Nós não podemos fazer nada sobre essa questão; temos que aceitá-la como ela é, e não torná-la mais difícil do que é para as pessoas em quem tal atração é latente desde o nascimento. Cabe a nós deixá-las viver em paz e encontrar parceiros adequados para si.

A correção vem de nós. Quando nos conectamos, despertamos a força positiva, a Luz, que pode reformar as relações entre nós. A esse respeito, cabe à comunidade LGBT reconsiderar a finalidade das paradas do Orgulho Gay, não porque seja proibido ou permitido que elas sejam realizadas. É claro que em uma nação democrática, é permitido realizar paradas como essas. A questão é, será que queremos especificamente enfatizar o que nos separa e divide? Ou talvez fosse especificamente melhor procurar o que nos conecta entre as diferenças?

Enquanto não prejudicamos ou exploramos as fraquezas dos outros, cada pessoa tem permissão de realizar o estilo de vida que é apropriado para ela em sua vida privada, incluindo a crença religiosa ou orientação sexual. Mas é importante fazer isso sem cortar os caminhos que nos levam à comunicação e construir um povo único e unido.

Portanto, eu não concordo com os pronunciamentos dos rabinos. Essa é a natureza humana e não há nada a ser feito com isso. De qualquer forma, é necessário se dar bem e viver em uma única nação. Afinal, é impossível viver com ódio mútuo o tempo todo. Nós já precisamos sair do estado de “exílio” e gradualmente se aproximar da construção do Terceiro Templo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 21/07/16

“Judeus Ricos Emigram Para Israel, Árabes Ricos: Para O Ocidente”

laitman_628_1Nas Notícias (newsru): “De acordo com a New World Wealth, nos últimos anos, quando muitos países do Oriente Médio foram desestabilizados devido ao acentuado crescimento do extremismo, muitos milionários árabes foram para países ocidentais.

“O reporter Imad al-Marzouki escreveu no site Al-Masdar esta semana que, de acordo com a mesma New World Wealth, os judeus ricos de países ocidentais se mudaram para Israel. …

“De acordo com relatórios publicados, a partir de 2015, 2500 milionários judeus franceses se mudaram para Israel. Ao mesmo tempo, em 2007, a França tinha 7.000 milionários. Um fenômeno similar é observado em outros países ocidentais, incluindo o Reino Unido, Itália e Rússia. …

“O perito Iyad al-Manan afirmou hoje que depois que os países árabes mergulharam no caos, e o Ocidente foi marcado por uma onda de antissemitismo, os judeus começaram a sentir Israel mais seguro do que em qualquer outro lugar. Os milionários árabes, pelo contrário, preferem enviar o seu dinheiro para o Ocidente por causa da desestabilização da região, e essas duas tendências estão aumentando gradualmente”.

Meu Comentário: É dito na Torá que, no fim dos dias, o Criador vai reunir o Seu povo de todos os confins da terra.

Os Muros Do Templo

laitman_937Pergunta: Por que especificamente no dia 17 de Tamuz houve um cerco no Templo e seus muros foram destruídos?

Resposta: Na verdade, a destruição física do Templo aconteceu neste dia, pois tudo o que acontece no nosso mundo desce e evolui desde o mundo superior. Isso é realizado pela primeira vez como um “campo de energia” e, depois, também em nosso mundo material.

O Templo é chamado de mundo de Atzilut; é a morada do Criador. Em todo o mundo de Atzilut existe o que se chama um Parsa (barreira, muro). Fora desse muro, abaixo do mundo de Atzilut, está todo o resto das características do nosso mundo. A função do muro que está entre o mundo de Atzilut (as características do Criador) e o nosso mundo (os nossos desejos e características) é possibilitar somente aqueles que são dignos de estar nesse nível a passar para o mundo de Atzilut, para o Templo. Ele aparentemente filtra as características. Dessa forma, impede aqueles que não são dignos e joga-os de volta.

A destruição dos muros do Templo simboliza que o mundo de Atzilut adquiriu as mesmas características existentes em nosso mundo, encontradas fora de seus muros. Como resultado da destruição, acontece uma mistura de todas as características do mundo de Atzilut e do nosso mundo inferior. Depois disso, começa o reconhecimento gradual de que as características do mundo da Atzilut são diferentes, apesar de tudo, e o esclarecimento e compilação das características do mundo de Atzilut, a partir da pilha geral das características misturadas.

Cabe a nós percorrer esse estado e construir o “Terceiro Templo” a partir das características corretas. Em seguida, ele não vai mais precisar de um muro, porque todo mundo vai habitar dentro do Templo. Sobre isso está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7). “Atzilut” (da palavra “Etzlo” – aproximar-se Dele) é a característica do Criador, para a qual todo mundo vai subir sem exceção. O mundo inteiro vai adquirir essas características e não haverá restrições em nada.

Se imaginarmos o templo em ruínas na forma de limalhas de ferro e o mundo da Atzilut como um ímã, então, as limalhas cujas características correspondam ao ímã começarão a ser atraídas a ele e ascenderão da mais leve a mais pesada. Está escrito: “Todos eles Me conhecerão, do menor ao maior Deles” (Jeremias 31:33).

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Dança Em Torno Do Bezerro De Ouro E A Quebra Das Tábuas Da Aliança

laitman_740_03Pergunta: No 17 de Tamuz, Moisés desceu do monte Sinai, e quando viu o seu povo dançando em torno do bezerro de ouro, quebrou as primeiras Tábuas da Aliança. O que isso significa do ponto de vista Cabalístico?

Resposta: Do ponto de vista da Cabalá, a Torá não está falando de objetos e fenômenos do mundo material. É pouco provável que Moisés, que tinha 80 anos, pudesse descer a montanha com as pesadas tábuas de pedra da Aliança.

Além disso, o Monte Sinai não é uma montanha, as tábuas não são tábuas esculpidas em pedra, e Moisés não tinha chifres brilhantes em sua cabeça como Michelangelo esculpiu-o. O povo de Israel, que desde os tempos de Abraão foi educado na realização espiritual – não poderia se envolver na fundição de um bezerro de ouro.

A descida de Moisés no Monte Sinai é a descida do nível espiritual, onde ele revelou o Criador e, em seguida, desceu dele para se conectar com o povo, o que significa que a Torá fala de níveis espirituais. O grau superior é Moisés, que está no nível do Criador, onde O revela e está em contato com essa força de doação e amor.

O grau inferior é o nível ao qual Moisés desceu para estar com o povo. Na Cabalá, o AHP do superior desce ao Galgalta ve Eynaim do inferior. Moisés entra em contato com o egoísmo geral para começar a corrigi-lo. Aqui, ele vê que o seu desprendimento do egoísmo geral para cima, até o Criador, aconteceu no momento em que esse egoísmo mais inferior do povo caiu para o próximo grau inferior.

Nós estamos falando de cerca de três graus. O grau superior é onde Moisés está em contato com o Criador. O grau intermediário é aquele ao qual ele desce, a fim de estar com o povo de Israel. O grau mais inferior é como as nações do mundo, o mesmo Egito que o povo de Israel já tinha deixado, mas que agora está lá novamente.

Afinal, assim que Moisés se separou de seu povo ao subir, esse povo imediatamente caiu ao grau mais inferior porque ninguém estava segurando-o. Essa é uma conexão da nação de Israel que ainda não era uma nação, mas simplesmente um desejo que subiu do egoísmo e caiu nele novamente.

Quando Moisés viu isso, sentiu que a Luz Superior que recebeu do Criador desapareceu nesse desejo egoísta, porque a Luz e o egoísmo são incompatíveis entre si. Assim, ocorreu a quebra da Luz, a Luz pareceu desaparecer, e com isso, o bezerro de ouro foi também difundido, dissolvido e destruído.

No entanto, a correção é impossível sem ela porque todo o processo nos leva ao reconhecimento da natureza humana, sua conexão com o nível inferior, chamado de nações do mundo, e a impossibilidade de combinar a Luz Superior com egoísmo material.

Pergunta: Esse é o primeiro contato entre o Criador e a criatura?

Resposta: Não, não pode haver nenhum contato porque Moisés deve estar no meio. Ele é a qualidade de Bina, o Criador é a qualidade de Keter, e toda a humanidade está no nível de Malchut. No entanto, a quebra cria uma conexão por meio de Moisés entre o nível do Criador e o nível da criatura. Essas qualidades opostas entram umas nas outras, e, em seguida, é possível iniciar a próxima fase de correção.

Agora, quando Moisés sobe ao Criador, a sua interação com o Criador e o povo que pecou é completamente diferente. Afinal, o povo que caiu para o nível do bezerro de ouro tem muito mais desejos egoístas que são apaixonados, egípcios e reais! Portanto, Moisés agora eleva ao Criador desejos muito mais internos, reais e profundos para serem corrigidos.

Ele passa quarenta dias no Monte Sinai novamente. No entanto, estes são quarenta dias completamente diferentes. São quarenta graus de elevação de Malchut à Bina. No entanto, não é dessa Malchut onde eles estavam durante o êxodo do Egito, mas daquela em que eles criaram para si o mesmo Egito no Monte Sinai.

O segundo quarenta dias é completamente diferente na sua qualidade de ascensão do bezerro de ouro ao Criador. Naturalmente, as tábuas que Moisés recebe pela segunda vez são completamente diferentes. Elas são adequadas em sua qualidade ao estado do povo que caiu para o nível do bezerro de ouro. Com tais tábuas – ou seja, com essas conexões entre o bezerro de ouro e o nível do Criador – eles podem começar a trabalhar em si mesmos.

O Monte Sinai simboliza o enorme ódio (“Sina” significa ódio) que é revelado como uma incongruência das qualidades do Criador e da criatura, isto é, as qualidades de completa doação e amor, e as qualidades que desejam viver apenas para si. Quando Moisés desce do Monte Sinai pela segunda vez, da altura do nível de realização com o Criador e conexão com Ele, ele desce dele no Yom Kippur.

Por um lado, esse é um dia do reconhecimento da nossa natureza. Por outro lado, é um dia de perdão. Deste dia em diante, a correção do povo começa, e a próxima etapa é Chanukah e outras datas que simbolizam ações espirituais.

Felizmente, nós reconhecemos o trabalho correto com as Tábuas da Aliança que estão dentro de nós. Nós só podemos identificá-las e implementá-las em nós mesmos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Ynet: “Sair Dos Estreitos”


O meu artigo, “Sair Dos Estreitos” foi publicado no The Jerusalem Post em 28 de julho, de 2016.

As Três Semanas, ou Bein ha-Metzarim (“Entre os Estreitos”), que começam no dia 17 de Tamuz (comemorado no último domingo) e terminam no dia 9 de Av (comemorado este ano no domingo, 14 de agosto) marcam um período muito obscuro em nosso passado. Nos dias de Candy Crush e Pokémon Go, ninguém realmente quer saber disso, mas nós realmente devemos, porque a doença que devastou nossa nação 2.000 anos atrás nunca foi curada. Hoje, tal como naquela época, ela está criando todos os nossos problemas.

A Triste História sobre Kamtza e Bar Kamtza

O Talmude (Masechet Gitin) nos diz que antigamente, quando o Templo ainda estava de pé, um judeu rico em Jerusalém tinha um amigo chamado Kamtza, e um inimigo chamado Bar Kamtza. Um dia, o judeu rico decidiu fazer uma festa. Ele mandou o seu servo convidar seu amigo Kamtza para a festa, mas o servo convidou por engano seu inimigo, Bar Kamtza. O surpreso Bar Kamtza tomou isso como um gesto de reconciliação e aceitou o convite. Ele colocou suas melhores roupas e foi para a casa do homem que ele pensava não ser mais seu inimigo.

Quando o anfitrião percebeu que Bar Kamtza estava lá, ficou furioso e exigiu que ele fosse embora de uma vez. O mortificado Bar Kamtza pediu que o anfitrião deixasse-o ficar. Ele até se ofereceu para pagar a sua própria comida e bebida, e para todos os outros também. O anfitrião não só se recusou impiedosamente, mas ainda arrastou Bar Kamtza para fora de sua casa e o jogou na rua.

Humilhado e desonrado, Bar Kamtza prometeu vingança não só contra o seu exército, mas também contra os convidados, que apoiaram o anfitrião. “Eu vou caluniá-los diante do Imperador”, ele decidiu.

Bar Kamtza foi ao Imperador Nero e lhe disse que os judeus estavam planejando se rebelar contra ele. Depois de alguma astuta persuasão, o imperador estava convencido de que Bar Kamtza estava dizendo a verdade, e enviou o seu exército para destruir Jerusalém e o Templo.

Ao longo das gerações, essa famosa história tem simbolizado o ódio infundado que levou ao nosso declínio moral e social e ao nosso subsequente exílio. No atual clima social, ela não poderia ser mais pertinente. Como podemos ver, ler e ouvir todos os dias, os conflitos, as manipulações e a desonestidade nunca foram mais prevalentes entre nós. O sarcasmo e a zombaria que usamos um contra o outro apontam não para a nossa inteligência, mas para o nosso desagrado mútuo.

Hora de Reconectar Nossos Laços de Amor

As Três Semanas marcam o tempo entre a quebra dos muros de Jerusalém e a ruína do Templo. O Santo Shlah escreveu que “o ódio infundado causou a ruína do Templo”. De fato, como Baal HaSulam observou: “É uma vergonha admitir que um dos mais preciosos méritos que perdemos é o sentimento natural que conecta e sustenta cada um e cada nação. Os laços de amor que conectam a nação, que são tão naturais e primitivos em todas as nações, se degeneraram e se desprenderam de nossos corações, e se foram”. Como resultado, a única coisa que nos mantém juntos como uma nação é o ódio do mundo para conosco.

O mundo ocidental de hoje ainda oferece liberdade de expressão e liberdade de movimento aos judeus. Nós devemos usar essa liberdade para restabelecer o amor fraternal acima da nossa alienação e reconstruir nossa identidade. Agora, antes da porta da liberdade se fechar mais uma vez, a nossa nação deve trabalhar incansavelmente para se reconstruir a partir das ruínas do ódio infundado e perceber a vocação do nosso povo: para se tornar o modelo de uma nação verdadeiramente unida, que todas as nações vão querer imitar, a fim de que elas, também, possam se beneficiar desse poder exclusivo de unidade.

Construir Do Templo Interior

Ao refletirmos sobre a ruína do Templo, devemos considerar também o futuro. Quando O Livro do Zohar descreve a construção do Terceiro Templo, ele não fala de tijolos e arcos; fala de nossas conexões. Ele descreve o conserto de nossos corações despedaçados, que sofrem com a doença do ódio infundado. O Zohar explica como o mundo inteiro virá abraçar a conexão que irradia do povo unido de Israel. Portanto, a construção do Terceiro Templo é feita dentro de nós e entre nós, consertando nossos laços quebrados e cobrindo o nosso ódio com amor, ou como o rei Salomão escreveu: “O amor cobre todos os crimes”.

Assim como nós invocamos uma força negativa quando nos separamos, nós invocamos uma força positiva quando nos conectamos. Essa força inverte nossa desconfiança mútua em interesse mútuo e nosso isolamento em responsabilidade mútua. A beleza desse poder é que mantemos a nossa individualidade e cumprimos nossas características pessoais, contribuindo simultaneamente para a sociedade e recolhendo benefícios provenientes das contribuições dos outros. Desta forma, nós tecemos um “cobertor” de conexão que cobre a nossa separação.

O Gene da Unidade

O judaísmo de hoje está quebrado e fragmentado em mais peças do que qualquer um possa provavelmente contar. Mas o “gene” da unidade encontra-se latente em cada um de nós, e podemos trazê-lo de volta à vida, se assim desejarmos. Se, apesar dos nossos egos rotos, nós lutarmos para unir forças rumo ao nosso objetivo comum como uma nação judaica – para dar à humanidade o exemplo de unidade num momento em que ela tanto necessita – iremos realizar a nossa vocação.

Agora é a hora de ser proativos. O mundo está numa espiral descendente, e é claramente visível que o ego tem pelo menos um grande jogo nessa descida. Mas ninguém sabe como parar a nossa conduta suicida coletiva. Nós, os judeus, portadores do princípio “ama ao próximo como a si mesmo”, devemos enfrentar o desafio, rebaixar nossos egos, e se unir acima deles. Essa é a verdadeira e positiva mensagem que devemos tomar das Três Semanas, e é a única coisa que vai garantir a nossa segurança e felicidade em Israel e em todo o mundo.

Do The Jerusalem Post 31/07/16

Quem Ganhará A Eleição, Trump Ou ​​Hillary?

Comentário: O candidato presidencial Donald Trump declarou publicamente que irá reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que se for eleito, está pronto para mover a embaixada americana para Jerusalém. Por outro lado, o candidato democrata Bernie Sanders, que é judeu, queria passar a legislação sobre o “fim da ocupação e dos assentamentos ilegais na Judéia e Samaria”.

Resposta: Não existem maiores anti-semitas do que os próprios judeus.

Pergunta: O Trump conta com o apoio do lobby judeu?

Resposta: Se todos os círculos conservadores que fizeram da América a América que costumava ser no passado, e os judeus que ocupam posições elevadas e influentes, apoiarem Trump, ele certamente ganhará e eles serão capazes de restaurar um pouco da grandeza americana do passado. Caso contrário, será seu fim.

Pergunta: Você acha que Trump sente desta forma?

Resposta: Ele não é o único que sente isso. Agora, com as próximas eleições tudo está acelerando, está sendo revelado e renovado, e pode atacar com tanta força que Trump pode certamente ser eleito,

Comentário: Incrível, é inacreditável! [Leia mais →]

A Queda No 17 De Tamuz

Laitman_632_3Pergunta: No 17 de Tammuz, depois que não restou nenhum animal aos Cohanim (sacrifícios) para os sacrifícios, estes cessaram no Beit HaMikdash (Templo). Quais eram esses sacrifícios?

Resposta: Sacrifício é uma ação muito interessante. Se eu reflito sobre quem somos nós, nós somos animais. Eu existo dentro do meu corpo e constantemente penso nisso. Enquanto ele está vivo, eu também estou vivo, e quando ele morre, já não existo. O sacrifício de meu animal indica que estou realmente sacrificando toda a minha vida bestial ao Criador.

Sacrifício (Korban) vem da palavra “Karov” (próximo). Ele simboliza a pessoa se aproximando do Criador. A pessoa anula seus desejos egoístas um após o outro e se eleva acima deles. Dessa forma ela se aproxima do Criador, a característica de doação e amor, anulando seu ego bestial. Ela gradualmente atinge proximidade com Ele.

O 17 de Tammuz, a data em que os sacerdotes terminaram com seus animais de sacrifício, indica que eles já não podiam se aproximar do Criador. Eles caíram de um nível espiritual e voltaram ao nível da besta; eles mesmos se tornaram “bestas”. Hoje, nós temos que nos elevar desse nível, uma vez que é também o que se diz sobre o nosso mundo: “Eles são todos como bestas” (ver Salmos 49:13).

O 17 de Tammuz simboliza a queda inclusive daquelas grandes pessoas que estavam em um nível espiritual, e aquelas características que estavam em cada pessoa ao sentir o Criador caíram ao nível da besta. A descida em prol da subida é uma mistura das características do Criador com as características da criatura.

Assim, o 17 de Tammuz também simboliza a queda coletiva do povo, a queda dos Cabalistas Cohanim mais elevados entre o povo e a queda de cada pessoa de seu nível espiritual, de tal forma que depois disso não resta nada além de destruição absoluta. Como resultado, nós começamos a perceber as condições para a correção.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Resposta Dos Judeus Ao Ataque Terrorista Em Nice

laitman_547_06Comentário: Se você olhar online, pode encontrar algumas respostas de israelenses ao ataque terrorista em Nice, tais como, “Agora vocês podem sentir o que sentimos”, ou “Agora vocês veem o que acontece conosco em Israel”. Falando em geral, é impossível mudar o judeus israelenses.

Resposta: De fato, é impossível mudar os judeus israelenses, mas eles estão certos de uma maneira porque é muito desagradável viver em Israel, lutar, sofrer, perceber que você está sendo pressionado por todos os lados, e ver a indiferença e mesmo a arrogância de seu próprio povo na França, nos Estados Unidos e em outros países. Se os judeus forem enviados para as câmaras de gás, todo mundo vai ser enviado para lá, incluindo os judeus antissemitas.

Em todos os lugares em que vivem, eles adotam atitudes que são radicalmente opostas a Israel para que eles não sejam associados com o estado judeu.

Comentário: É surpreendente, pois, de fato, o lugar mais seguro para eles estarem é Israel.

Resposta: Eles não pensam assim. Eles olham para o mapa, e para eles Israel é um pequeno pedaço de terra. “Onde poderíamos encontrar um lugar para viver lá? Nós seriamos feitos em pedaços lá. “Eles estimam tudo de acordo com quilogramas e quilômetros.

Pergunta: Que tipo de golpes vai abater os franceses e os judeus franceses?!

Resposta: Nós já vimos que esses golpes não ajudam. Mesmo antes de entrar nas câmaras de gás eles ainda podiam expressar suas opiniões, porque seu egoísmo é espiritual e aflições corporais não irão corrigi-lo. A única coisa que pode trazer uma mudança é a influência da Luz Superior, ensinando-os gradualmente a sabedoria da Cabalá por círculos sociais, desenhos e artigos.

Pergunta: Isso irá ajudá-los mais do que as aflições?

Resposta: Sim. Os sofrimentos irão aumentar a sua resistência e sua contrariedade porque a sua arrogância, ostentação e orgulho tolo, coloca-os em uma posição mais rígida.

Não estou me iludindo que os atos terroristas irão forçá-los a acordar. A que levaria uma série de revoluções e ataques terroristas? A nada, eles não vão aprender nada. Apenas a disseminação da sabedoria da Cabalá pode mudar as pessoas. Vamos esperar que sejamos bem sucedidos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 17/07/16