Textos na Categoria 'Educação'

Olhe Para Si Mesmo De Fora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu trouxe o meu filho para um grupo onde sete em cada dez crianças estão deprimidas. Eu não preciso me preocupar que o estado delas irá passar para os outros?

Resposta: Não! Basta tentar separá-las de si mesmas imediatamente. “Amigos, vamos, vamos falar sobre o que está acontecendo conosco, de fora. Este sou eu, um ser humano. E este é o meu corpo. Dentro do corpo, existem todos os tipos de forças, humores e opiniões.

“E se eu saísse do meu corpo e desse uma olhada de fora, como se eu tivesse me reunido de forma diferente? Vamos nos imaginar de outra forma, como nos elevamos acima de nós mesmos. É possível conseguir isso?

“Será que eu fui criado de tal forma que não posso ser desprendido de mim mesmo? Ou será que existe algum tipo de lacuna entre o eu interior e o eu exterior onde posso gradualmente começar a aprender sobre mim mesmo de fora?”. Treinamento psicológico regular como esse possibilita que uma pessoa veja que isso não é ela, mas uma intenção externa particular do ambiente que a rodeia.

Uma criança poderia simplesmente ler um monte de romances ou ver programas de televisão que despertassem uma sensação de desesperança? Mesmo entre 100 a 150 anos atrás, algo chamado desprendimento nobre estava na moda: “um herói do nosso tempo”, e assim por diante. Na literatura mundial, em particular na literatura russa, muitos livros foram dedicados a uma busca derivada da escuridão interior.

E pode ser que ela simplesmente se gabe e se vanglories sobre esse estado, mostrando: “Olha como eu sou! O que atrai você não me interessa!” Por isso, é necessário verificar as origens de onde vem a depressão nas crianças.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 12/12/13

O Ambiente Bom E Ruim

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é um ambiente ruim?

Resposta: Um ambiente ruim me leva a não querer estar conectado com todos com boas relações. Um ambiente ruim é um ambiente que molda um relacionamento hostil para com a sociedade.

Um ambiente bom me dirige de tal forma que eu quero mudar fundamentalmente a pior sociedade numa sociedade de irmãos.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 12/12/13

Pequena Reviravolta Para A Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa lida com tendências suicidas de uma criança?

Resposta: Tendências suicidas em crianças são tratadas apenas com um bom ambiente coletivo. Sem um ambiente coletivo, haverá cada vez mais isolamento da criança, e ela se fechará, visto que isto é tudo psicológico: a vida parece desnecessária, tudo desmorona e há só desesperança em torno dela.

Disso para um estado de felicidade, basta apenas uma pequena reviravolta. Mas quem vai fazer isso? Esse é o problema. Tenho certeza que só o ambiente coletivo é capaz de fazer isso. É muito importante desenvolver alguns tipos de passatempos para a criança. Quando eu era criança, meus pais sempre me deram todos os tipos de atividades extracurriculares.

Primeiro, eles compraram uma boa câmera com uma lente de zoom e me deram dinheiro para filmes e fixadores. Eu estava muito interessado nisso. Antes disso, eles me presentearam com uma bicicleta, e com os amigos, muitas vezes eu preferia passeios de bicicleta fora da cidade. Depois, houve tênis de mesa e, em seguida, atletismo onde ganhei o primeiro lugar. Eles me envolviam constantemente em diversas atividades. Além disso, eu nunca estava sozinho, mas ficava pelo menos com um ou dois outros amigos.

Acho que é necessário fazer isso. Uma criança não deveria ficar sentada em casa. Além de estar na escola, ela precisa de outro círculo de amigos. Se algo falhar na escola, a criança terá êxito em outro lugar. Vamos supor, numa aula de dança ou no voleibol.

A melhor coisa é algum tipo de esporte de grupo. Quando você entra em competição, “um a um”, como correr distâncias diferentes, isso não é tão bom. Tênis e outros esportes de grupo são muito mais eficazes. É essencial envolver a criança em alguma coisa.

Você pode inclusive combinar com outras famílias para se reunirem para organizar atividades para crianças num círculo de dez a quinze crianças e contratar instrutores que ajudarão com isso. Por uma taxa razoável, vocês podem organizar uma atividade muito boa.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

A Arma Mais Forte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos perceber que os jovens estão prontos para perceber questões sérias e que podemos passar da dramatização para debates reais?

Resposta: Basicamente, cada jogo deve ser seguido por uma discussão ou as discussões em si devem ser realizadas na forma de um jogo.

É impossível fazê-lo de outra maneira, uma vez que jogamos constantemente jogos. Quando eu tento encontrar a minha imagem, eu vejo que realmente a não tenho. Eu sou realmente lançado de um estado extremo ao outro. Portanto, onde está a imagem mais bonita que eu possa assumir e estar vestido? Eu tenho que achar isso nas discussões.

Uma pessoa realmente não existe por si mesma. Nós somos um produto da nossa sociedade, nascemos disformes e somos formatados sob a influência de nossos pais, do jardim de infância, da escola, da mídia, etc. O ambiente nos transformou naquilo que ele queria, como massa de pão.

Agora, nós queremos esclarecer tudo isso: o que ele fez comigo, que atributos e desejos eu tenho, há algo realmente meu em mim? Este é realmente o estado que eu tenho que alcançar, no qual eu vou ver que não há nada em mim que seja meu.

Mais tarde, nós temos que mostrar às crianças que o melhor atributo é a bondade e ela pode abrir tudo para elas. Se usamos isso corretamente, é uma arma muito poderosa. Isso nos faz fortes e nos dá uma sensação de confiança, e é útil para o homem e para a sociedade. Mas isso é revelado gradualmente nas discussões.

Depois vem a fase do esclarecimento do que este atributo significa: bondade, boas relações mútuas e uma boa conexão.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 12/12/13

A Fórmula De Comunicar-se Com Seu Filho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se um filho está zangado e irritado, que falha nos pais isso indica? O que falta ao filho que eles deviam lhe dar? Ele sente falta da atenção deles?

Resposta: Os pais não devem procurar a origem da raiva do adolescente. Um filho tem suas próprias indagações internas, mas ainda não entende o que elas são exatamente. Ele ainda não consegue esclarecê-las sozinho, e se sente mal por não encontrar uma solução para elas.

Nesta idade é natural, pois toda a sua vida está ainda pela frente, o mundo está confuso e ele sente a pressão de seus pares e do ambiente. Por outro lado, ele passa por diferentes mudanças internas. Aqui há a necessidade de a fórmula certa de se comunicar com o adolescente.

É uma boa ideia fazer um esforço para aliviar a pressão dos estados complicados nos quais os filhos se encontram através de um passeio ou do esporte. Se possível, eles devem ser levados para longe da cidade por alguns meses, mas a melhor coisa é engajá-los em esportes, já que é energia, desenvolvimento, comunicação.

Pergunta: Eu me lembro de quando eu era adolescente. Quando o conflito surgia entre meus pais, eu sempre me sentia preocupado se eles se acertariam. O que os pais devem fazer nesses casos? Eles devem trabalhar juntos para resolver a brecha no relacionamento ou devem imediatamente sair disso e tentar superar a crise junto com os filhos?

Resposta: Os pais não devem tentar esconder que existem algumas diferenças. Eles devem tentar explicar tudo para o filho e resolver seus problemas, mas ainda assim, não devem contar tudo para os filhos.

Afinal, há muitos problemas entre adultos e o filho não precisa saber sobre todos eles. Ele não consegue perceber e digerir todos os conflitos dos adultos e tudo o mais, se os conflitos são entre os pais. Nós temos que proteger a psique do filho. Os pais sempre terão conflitos que é melhor para os filhos desconhecerem.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

Vamos Nos Conhecer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Muitas vezes, pessoas que vivem juntas por muito tempo realmente não se conhecem. No método integral há um exercício chamado “relacionamento”, quando os cônjuges começam a se conhecer novamente: a mulher diz como ela vê o marido, e ele diz como vê a si mesmo e assim por diante. Quando eles comparam isto, entendem que não se conhecem. Tal exercício pode ser usado com um adolescente?

Resposta: Este é um exercício muito prático e benéfico, mas deve ser usado gradualmente porque é muito difícil para uma pessoa sair de si mesma e começar a perceber o mundo através do outro, especialmente o oposto dela. É ainda mais difícil para um filho se envolver neste processo, porque ele sempre vê os pais se comunicando numa base puramente doméstica. Portanto, é melhor não juntá-lo em interações integrais quando os pais discutem alguns problemas comuns.

Eu sei isso por minha conta. Meus pais eram doutores: minha mãe ginecologista e meu pai dentista. Muitas vezes eles falavam sobre questões profissionais. Minha mãe envolvida em pesquisa em seu campo e contava ao meu pai sobre isso, e eu ouvia por acaso.

Como um menino, eu estava interessado em problemas sexuais e ginecológicos. Mais tarde, eu fazia perguntas a minha mãe sobre estes temas, e ela explicava tudo cuidadosamente. Mais tarde, isto me ajudou bastante.

De certa forma, um filho é moldado sob a influência dessas conversas e discussões que ocorrem entre os pais. A questão é que não só nisso ele se integra nas profissões dos pais, mas também se integra na tecnologia da comunicação entre eles.

Pergunta: Como os pais devem agir se durante as discussões sobre problemas familiares, eles veem que o filho escuta às escondidas?

Resposta: Deixe-o escutar. Depois disso, vocês podem chamá-lo e explicar o que vocês falaram. Com isso, vocês lhe ensinam sobre uma cooperação mútua adequada, e mais tarde ele vai construir sua família de forma idêntica. Nós sabemos por nós mesmos quanto os estereótipos que recebemos dos nossos pais nos influenciam: ao ver como eles se comunicavam entre si, discutiam todos os tipos de situações da vida, argumentavam e concordavam um com o outro. Tudo isso se acumula e torna-se uma parte de nós.

Você pode intencionalmente esperar que o filho retorne da escola e deliberadamente inicie uma conversa sobre algum tema, discute-o de uma maneira agradável sem briga, tentando encontrar uma solução comum. Suponha que você esteja falando na cozinha, e ele anda por aí a ouvir sua conversa. Você pode perguntar a opinião dele, puxando-o casualmente para a discussão. Então, gradualmente, ele vai começar a expressar seu desejo de participar das discussões de família.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

Um Jogo Para Grupos Avançados

Dr. Michael LaitmanPergunta: Parte dos workshops de conexão que fizemos foi dedicada ao esclarecimento da diferença entre os sexos. Primeiro as mulheres falaram sobre como elas veem os homens e como veem a si mesmas.

Depois, os homens expressaram como se veem e como veem as mulheres. A imagem foi comparada, e foi surpreendente ver como somos diferentes.

Depois disso, ambos os homens e as mulheres aparentemente reuniram todas suas características em algumas “cestas”, e começaram a pensar em como cumprir essas qualidades do outro sexo: o que eles querem e o que poderiam dar um ao outro? Vale a pena usar um exercício como este como um jogo em círculos familiares com adolescentes?

Resposta: Isso é muito difícil, porque aqui é necessário desprender-se progressivamente de si mesmo, começar a pensar com a cabeça de outra pessoa, viver em seus desejos, entrar nela. Segue-se que as habilidades são minhas e os desejos são dela, como se eu vivesse com o meu corpo, mas com os desejos dela, aonde eu os completo e ela completa os meus. Aqui nós saímos para outro nível de cooperação, para a doação absoluta.

Esta é a integração mútua. Este é realmente o verdadeiro amor: nem físico, nem platônico, nem sexual, mas precisamente uma verdadeira integração com o outro. É duvidoso que este exercício seja apropriado para a família, porque nela as diferenças de gênero são confusas e surgem de forma diferente. Se nós propusermos este jogo para um círculo de adolescentes, então isso só deve ocorrer num grupo muito avançado.

Para começar, eu iria inserir uma discussão entre os adolescentes sob a forma de um tribunal, onde uma pessoa iria olhar para si mesma de fora, discutindo os outros não a partir do seu ponto de vista, mas do lado do outro, como um árbitro. É assim que eles iriam aprender a ser flexíveis, a discutir não só a si mesmos, mas também os outros. Isto é o que você precisa ensiná-los.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

Exercícios Num Invólucro Doce

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na sabedoria da conexão há um exercício chamado “Espelho”. Cada um vê seus próprios defeitos num parceiro. Suponha que os pais tenham treinado isso e agora desejam incluir seu filho no campo compartilhado. Com isso, eles veem alguma deficiência nele; eles entendem que esta é a sua própria deficiência. Será que parceiros precisam trabalhar nisso?

Resposta: Antes de incluir um filho em exercícios deste tipo, é necessário explicar a psicologia de uma pessoa a ele. Por exemplo, deixe-o ler um livro que descreve a formação psicológica que possibilite que ele entenda quem ele é e como percebe o mundo.

Você não precisa sequer ensinar o filho, mas simplesmente querer que ele entenda como as pessoas são limitadas, o quanto não veem e não sentem seu ambiente, o quanto se enganam. Você explica a um filho que, por estar familiarizado consigo, ele vai entender melhor o mundo, a sociedade circundante e os seus amigos; será mais fácil para ele se conectar com eles.

Isto significa que antes de tudo é preciso subornar o ego. Assim como eles dão um cubo de açúcar a um urso de circo e ele executa uma tarefa, também aqui, você sempre precisa pensar em algum tipo de “doce” que você vai dar ao filho, de modo que ele se interesse. Com tais exercícios difíceis, os filhos precisam estar envolvidos gradualmente. Certamente é difícil para eles superar o ego original, mas, assim, eles são atraídos a isso.

Nós devemos ter muito cuidado para que o filho não vá longe em seus pensamentos e imaginação e não comece a imaginar que o mundo está completamente invertido, como num espelho, em que ele pensa que você é o seu reflexo. Isto é porque a psicologia das crianças ainda não está estabilizada e, por vezes, esta pode ser prejudicial e dolorosa.

Portanto aqui é necessário se comportar de acordo com as inclinações da criança. Há pessoas técnicas que têm grande dificuldade em entender isso, porque basicamente têm uma percepção mecânica do mundo. E há aquelas que têm uma afinidade por ilusões e incertezas quânticas. Por isso, é necessário levar em conta todos os aspectos do caráter da criança.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

Progredir Ao Longo Do Meu Próprio Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que uma criança preguiçosa tenha crescido em nossa família. O que isso indica sobre os pais? Qual é a deficiência ou defeito?

Resposta: Em primeiro lugar, isso indica que a criança não tem motivação para se mexer. Ela não tem a grandeza de um objetivo que compense ela se levantar, desprender-se de seu computador favorito que a suga, e começar a se envolver com outra coisa.

Pergunta: Portanto, essa é uma lacuna dos pais que não desenvolveram outras áreas de interesse nela?

Resposta: Talvez seja um erro dos pais, e pode ser que a própria vida não obrigue a criança a se envolver em alguma outra coisa. Tudo chega até ela com facilidade, tanto na escola como em casa.

Num caso como este, é necessário comportar-se de acordo com um pino que puxa outro pintoEntão, se ela é preguiçosa, você não deve forçar hobbies ou outras atividades que lhe obriguem correr ou fazer algo com as mãos; em vez disso, dê-lhe a oportunidade de progredir especificamente ao longo de sua própria rota. Ela vai se sentar atrás do computador ou do tablet, mas vai fazer alguma coisa criativa. Por isso se diz: (Provérbios 22:6), “Ensine a criança de acordo com seu caminho”.

Aliás, a preguiça é inerente a todas as pessoas desde o início. Mas existem pessoas cuja psicologia interior é dirigida para alcançar tudo sem investir energia física. De fora nos parece que a pessoa é preguiçosa, mas, basicamente, ela está simplesmente tentando resolver seus problemas desta maneira.

Eu não vejo nada de mal nisso. Se as pessoas fizessem menos atividades que são inúteis, seria muito melhor. Basicamente, elas realizam um trabalho inútil e até prejudicial. Assim, a preguiça é uma característica muito útil. Só é necessário dirigi-la no caminho certo.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 11/12/13

Menino Da Mamã

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há uma recepção onde as pessoas valorizam nosso investimento nos outros, nosso ajudar alguém, e ser amado por isso É vantajoso usar isto como técnica na família para que as crianças invistam mais na família, na mãe e no pai, para que eles os valorizem mais, ou isto não funciona com adolescentes?

Resposta: Isto não funciona porque as pessoas devem ser direccionadas para a frente na sua vida, na sua futura família, nos seus filhos futuros, mas não nos seus pais.

Não obstruas as crianças, não as puxes para trás; elas não se desenvolverão. Pessoas assim, em geral, estão tão mergulhadas nos seus pais que elas não viverão suas vidas sem sua mãe, e enquanto ela estiver viva, a criança vive com elas. Elas podem já ter cinquenta anos, e ainda viverem com sua mãe.

Não podes fazer isto. Este é um ego muito grande. Pelo contrário, precisas de educar e desenvolver independência nas crianças.
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De “Conversas com Michael Laitman” da KabTV 12/11/13