Textos na Categoria 'Educação'

“Tamagotchi” – O Jogo Do Futuro?

Pergunta: Um dos fenômenos comuns entre os jovens é a constante atualização de seu status em redes sociais. Quanto mais vezes eu postar minhas fotos, mais amigos eu tenho. Essas ações são aparentemente uma expressão de uma tendência para conectar-se, mas, na verdade, é um processo para o seu próprio benefício.

Resposta: Desde que o desejo de conexão foi despertado nas pessoas, elas sentem uma atração pelos meios de comunicação. Entretanto, esse processo está em uma fase transitória, porque elas não sabem como utilizar essas ferramentas corretamente. Seu desejo não foi examinado o suficiente, ainda não está maduro, e os meios de comunicação ainda não são compatíveis com as corretas necessidades e demandas que estão sendo descobertas.

Quando começamos a moldar uma conexão entre nós como um “Tamagotchi” virtual em que todos contribuem com sua preocupação, cordialidade e encanto, então sentiremos que as nossas vidas são encontradas precisamente lá, dentro desta conexão. Nossos corpos estão aqui, e minha consciência, o meu verdadeiro eu, estão lá.

Comentário: O brinquedo Tamagotchi exige a minha preocupação, mas não dá nada em troca.

Resposta: Claramente, plástico permanece plástico. Enquanto que um nível humano existe acima de mim e é maior do que eu. Disto eu recebo um milhão de vezes mais do que eu invisto. Além disso, eu não permaneço em meu lugar, mas com a minha alma, eu sou encontrado lá, em conexão com todos. E não somos apenas muitos, mas, juntos, tornamo-nos algo que se funde e torna-se um só corpo.

De muitas partes, graças ao calor entre elas, um corpo é criado. E todo mundo recebe a consciência, compreensão, sentimento e calor de todos. O novo nível de existência da humanidade é assim. E eu espero que os meios de comunicação nos ajudarão a alcançá-lo o mais rápido possível.

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Do programa “Uma Nova Vida” 12/2/14

Os Filhos Do Universo, Parte 3

Laitman_013_03Hoje nós estamos levantando um pouco o véu sobre a matéria escura e outros fenômenos, mas não os sentimos; o resultado é calculado a partir dos dados que coletamos, postulando o que falta neles.

Mas nós não sabemos a fonte das forças que operam na natureza, a essência da sua ação, e as relações entre elas. O simples fato de sua existência nós percebemos como uma consequência, e não como uma certeza.

O ponto principal é que tudo o que podemos aprender, estudar e alcançar é descrito em nossos cinco sentidos, porque no final de uma cadeia de experiências e pesquisas há um ser humano com seus cinco sentidos, com a sua mente e seus sentimentos, com a sua imaginação e sua capacidade de construir modelos específicos e transformá-los num modelo geral do universo. Até agora, é claro, todos esses modelos e resultados de suas pesquisas são muito limitados.

Basicamente, nós não sabemos nada, como uma pequena tartaruga que sai de seu esconderijo e se arrasta por alguns passos num intervalo que ultrapassa gerações. Na verdade, ela não está muito longe do arbusto debaixo do qual se sentava com a cabeça sob seu casco. E ela não sabe de nada.

Além disso, avançando gradualmente, ela não vai descobrir nada. Não importa o quanto nos desenvolvamos em nosso estado atual, não vamos descobrir nada qualitativo. Nós podemos coletar uma enorme quantidade de fatos e dados, mas não conseguiremos processar e estudá-los para que possam retratar o quadro geral para nós.

Isto porque, a fim de realizar uma verdadeira pesquisa sobre nós mesmos, nós temos que passar para um nível superior, para uma mente e coração superior, em outras palavras, não depender dos três eixos do tempo e do espaço e da mente e coração que temos hoje, mas ascender sobre eles e ver tudo sob uma luz diferente, como se nós não fôssemos mais seres humanos deste planeta. Então, vamos alcançar as pessoas e saber compreender quem elas são.

Para isso, nós precisamos de uma nova ciência. Não é por acaso que os cientistas hoje já reconhecem o fato de que a ciência tradicional está em crise. Por quê? Afinal de contas, nós temos ferramentas suficientes, sabemos como construir enormes estruturas complexas, enviamos telescópios em órbita da Terra e os nossos microscópios e aceleradores penetram partículas.

Bilhões são investidos em pesquisas científicas, mas, no final, os benefícios de tais estudos acabam sendo uma ilusão, de tal forma que nós inclusive zombamos os cientistas que parecem estar satisfazendo sua curiosidade natural à custa do contribuinte.

Não levamos a ciência a sério como costumávamos, especialmente quando a nossa essência, nosso ego, arruína todos os seus frutos. Afinal de contas, nós usamos a ciência para dominar um ao outro e para lucrar em detrimento do outro. Por isso é realmente quase impossível encontrar qualquer fruto bom nesta árvore.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/02/14

Os Filhos Do Universo, Parte 2

Dr. Michael LaitmanNós não podemos dizer que uma pessoa conhece a si mesma, sem mencionar a humanidade em geral. Como resultado, nós não podemos conhecer este mundo, que é a totalidade de todos os níveis: inanimado, vegetal, animal e humano.

Nós não podemos, principalmente porque não nos conhecemos. Nós temos que admitir o fato de que até mesmo a psicologia não é uma ciência no sentido verdadeiro. A essência de uma pessoa sempre permanece um enigma para nós. Nós vemos o resultado e as consequências dos diferentes processos em nós mesmos por nossas reações a algo e as estudamos de uma forma muito limitada, na medida em que somos dependentes e tendenciosos em nossas avaliações.

Além disso, nós somos impotentes quando queremos ascender a um nível mais elevado – aquele que nos criou – e até mais alto até o plano da criação. A julgar pelos diferentes acontecimentos e por nossa própria experiência pessoal enquanto avançamos, nós vemos que todas as forças da natureza estão num sistema que é completo e integral. Estas forças operam de acordo com certos processos e são operadas de acordo com um determinado plano geral sobre o qual não sabemos nada, mas que estamos incluídos.

Porém, a naturezas inanimada, vegetal e animal cumpre o plano instintivamente, pelo comando das ordens da natureza, enquanto nós, junto com a sensação de que estamos envolvidos nisso, temos a sensação de termos nossas próprias ações.

Se nós pudéssemos abordar o estudo da natureza com base nesses dois sentimentos, talvez pudéssemos alcançar algo. Mas a ciência em geral não está envolvida na investigação do nível humano, porque não temos meios reais para medi-lo.

Consequentemente, nós só observamos o que está acontecendo, e essa é a essência de nossos estudos. Nós observamos, coletamos dados e estabelecemos um sistema de conhecimento científico. Além disso, nós podemos usar as nossas modestas opções para influenciar os vários fenômenos e estados da natureza inanimada, vegetal e animal, assim como o homem, e observar a reação que nos permite entender alguma coisa.

Mesmo se ignorarmos o fato de que todas as nossas observações e estudos são baseados em nossa percepção subjetiva, os resultados ainda são um resumo que, em essência, nos dá pouco. Afinal, eles são produto de nossos cinco sentidos limitados.

Ao estudar a flora e a fauna, nós podemos ver o alcance da nossa percepção, mas estes resultados são incertos, nós os comparamos com nós mesmos e não com o padrão atual. Nossa visão tridimensional, a batida do nosso pulso, o movimento do sol e da lua que mede um dia, eras geológicas e a idade do universo, todas as medidas são muito subjetivas.

Assim, o nosso desejo de conhecer o universo não é realmente muito sério. Uma pessoa é como uma criança que atribui capacidades realistas para si mesma. No final, nós usamos apenas as forças da natureza que podemos alcançar. Nós as coletamos e apresentamos em desenhos simples e as usamos de acordo com as nossas capacidades.

Nós não diferimos muito do homem pré-histórico que usava uma vara para construir ou destruir. Nossas varas são um pouco diferentes: aceleradores de partículas, observatórios, etc., mas o princípio é o mesmo. Nós somos como bebês que querem tocar em tudo e colocar em suas bocas, mas estamos apenas em outro nível.

Nós sequer estamos conscientes de como somos limitados. Aqui e ali, nós descobrimos que a natureza é muito mais ampla e profunda, mas não sabemos para onde e como se expande. Nós não conseguimos penetrar nas dimensões superiores ou sair da nossa estrutura tridimensional: as coordenadas de tempo, espaço e movimento.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Contos: As Escolas De Cabalá

Dr. Michael LaitmanDesde o momento em que uma pequena parte dos babilônios se juntou a Abraão e começou a trabalhar junto em unidade mútua, o ponto de partida do povo judeu começou.

Embora ainda não fosse um povo formado, o grupo de discípulos de Abraão, que eram cabalistas, recebeu dele o método de unidade com o propósito de revelar o Criador e começou a avançar.

Do ponto de vista Cabalístico, avançar não diz respeito à história de sua mudança da Babilônia para a terra de Canaã, a descida para o Egito e retorno à terra de Israel, mas ao crescimento de seu egoísmo e sua ascensão constante acima dele. De fato, a ideologia com a qual eles concordaram na antiga Babilônia continuou a agir neles.

No processo do crescimento do egoísmo, o povo gradualmente começou a mudar e se tornou mais sofisticado, tanto egoisticamente como altruisticamente. Sua unidade passou por várias metamorfoses e assumiu diferentes formas.

Portanto, a escola de Abraão se transforma na escola de Isaac, depois na escola de Jacó, depois José, e, finalmente, na escola de Moisés. Todos eles representam uma variedade de movimentos das pessoas a uma revelação cada vez maior de ego e a subida acima dele.

A escola de Isaac representa o desejo do povo de romper com seu egoísmo e subir firmemente acima dele. Este é o sacrifício de Isaac, quando a pessoa está pronta para abater seu egoísmo. De fato, num primeiro momento, ela acha que esta é a única forma de manter o seu avanço.

Depois é formada a escola de Jacó, que acredita que não se deve matar o egoísmo, mas equilibrá-lo com a propriedade da misericórdia, representada por Jacó. Afinal, quando a misericórdia começa a usar corretamente a propriedade de Isaac (a brutalidade do julgamento), então ela se transforma na propriedade de Israel, que significa direto ao Criador.

Este é um avanço sério, onde tanto as forças egoístas e altruístas estão se unindo, com o egoísmo remanescente na parte inferior e o altruísmo subindo sobre ele. Assim, subindo e descendo de forma síncrona, eles se movem juntos. Esta é a forma como as pessoas crescem, compondo as duas partes da natureza dentro de si, e na simbiose correta entre si, elas revelam o Criador.

O movimento espiritual de Israel gradualmente leva as pessoas ao Egito. O desenvolvimento no Egito significa que o egoísmo das pessoas aumentou ainda mais, até o nível do Faraó, e elas foram obrigadas a subir sobre ele.

O Faraó representa o egoísmo, sobre o qual a pessoa não pode simplesmente subir e usar. É necessário ser puxado rapidamente para fora dele, corrigi-lo em pequenas porções, transformando-o em altruísmo.

O povo de Israel, estando no cativeiro egípcio, ou seja, num estado extremamente egoísta, descobriu que não poderia seguir a ideologia de Abraão. Um novo líder, cujo nome era Moisés, surgiu entre eles. Ele foi capaz de organizá-los para que eles entendessem que o progresso deve se basear no desprendimento do egoísmo. Isso significava que eles tiveram que escapar do cativeiro egípcio, o cativeiro do egoísmo, e, lentamente, começar a corrigir suas partes.

Enquanto estavam no Egito, sob a pressão de um ego enorme, o povo estava no mesmo confronto como na antiga Babilônia. Moisés compreendeu que era necessário fazer mais um esforço, sair do Egito e ir para a terra de Canaã, como quando o grupo de Abraão veio da Babilônia.

A terra de Canaã simboliza o estado espiritual que dá às pessoas a oportunidade de se unir internamente, subir acima do egoísmo e afastar-se dele, ou seja, deixar o Egito, ir para o deserto do Sinai e dirigir-se à terra de Israel.

Esta é a essência da escola de Moisés, o seguidor direto de Abraão. Na história do desenvolvimento espiritual, não há nenhuma personalidade mais brilhante do que Moisés. Afinal, o grupo de Abraão veio da Babilônia depois de subir sobre o egoísmo manifestado e isso era o suficiente, mas agora seus seguidores, ao escapar do Egito, não só deve subir acima de um enorme ego, mas também corrigi-lo gradualmente.

De KabTV “Contos” 22/10/14

A Força De Superação, Parte 3

laitman_527_01A essência da superação é que a pessoa sente a importância naquilo que não gostava antes. Por exemplo, ela quer perder peso e é por isso que se junta a uma associação de perda de peso. Nesta sociedade, todo mundo fala como é ruim ser gordo, o quanto isso prejudica a saúde, faz com que os outros gozem de você, e lhe deixa infeliz e inábil.

Ouvindo tudo isso, a pessoa está ardendo com o desejo de perder peso. O ambiente tem uma forte influência sobre a pessoa, e ela começa a seguir uma dieta. No passado, ela não podia deixar de comer doces. Agora, de repente, ela perde o gosto pelas coisas que amava antes. Assim, ela está mudando gradualmente.

Isto é, a superação está relacionada não à ação em si, mas ao sentimento de importância adquirido daquilo que se pensava anteriormente ser sem importância e não era feito, na medida em que ela seguia seu desejo.

Mas agora eu venci minha relutância, adquiri uma nova necessidade, desejo e valor e, portanto, atuo para alcançar isso. Isso já não é mais difícil para mim e não exige superação.

Suponha que eu deva me abster de almoçar. No início isso era absolutamente impossível para mim, porque eu esperava ansiosamente por este almoço desde manhã. Mas agora eu não só deixei de esperar por ele, mas me esqueci totalmente dele. Ou seja, a superação foi necessária para parar de pensar em comida, mas não de se abster dela.

Pergunta: Em algum momento, a pessoa se acostuma com a dieta tanto que se torna fácil observá-la?

Resposta: Não, não se trata de um hábito, mas de encontrar um desejo tão forte de se tornar magro que irá suprimir completamente o apetite.

Antes eu estava atraído por algo prejudicial para mim e estava constantemente pensando nisso. Mas agora eu penso justamente nesse mal, que se torna mais importante para mim do que prazer. Ser magro é mais importante para mim do que comer algo saboroso e ganhar peso. Eu não posso perder peso enquanto como tudo o que vejo.

Se o risco de obesidade para mim é mais importante do que o prazer da comida, a importância disso, o meu desejo de ser saudável, me direciona para o outro lado. Assim, não é difícil para eu seguir uma dieta. Eu esqueço que existe comida deliciosa.

Isto é, eu não preciso superar o meu desejo de comer o tempo todo. A superação é necessária apenas para manter uma compreensão constante em mim da importância de ser magro.

Normalmente, as pessoas associam a superação com uma luta com o seu desejo de comer comida saborosa. Mas isso não é correto. Superação é buscar sempre a confirmação de como é bom estar em forma. Eu tenho que fazer constantemente afirmações: “É importante estar esbelto! Quão magras estão as pessoas ao meu redor! Como é nojento ser gordo!”.

Então, eu não vou ter medo de passar por um restaurante ou uma pastelaria; seus sabores não me atraem porque eu visarei coisas diferentes. Meu desejo não será direcionado para a comida, mas em como ser magro. Ou seja, eu preciso mudar o vetor do meu foco, o objetivo, mudar a atenção de um para o outro: da comida saborosa para uma figura esbelta. Esta é a totalidade da superação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/05/14

Filhos Do Universo, Parte 1

laitman_739Pergunta: Vamos sair para o espaço aberto, para o universo que realmente nos deu a vida. O universo é o sistema da criação que é feito de matéria e energia. Ele engloba o mundo que conhecemos, incluindo o espaço e o tempo.

O universo é dinâmico, e de acordo com a teoria do Big Bang, ele está se desenvolvendo de um ponto de partida e está se expandindo gradualmente. Processos universais têm bilhões de anos de idade e estão sujeitos às leis que a ciência moderna estuda. No conjunto, o que podemos extrair do que sabemos sobre o universo?

Resposta: Em primeiro lugar, ao estudar algo, nós temos que determinar a essência dos pesquisadores. O pesquisador é uma pessoa que também é parte da natureza, do universo, do sistema global.

Nós devemos entender as ferramentas de pesquisa que temos; isso manifesta o nosso primeiro erro: vamos supor que nós podemos estudar a natureza objetiva.

Mas, por enquanto, como já dissemos, nós somos parte dela, e uma parte bastante defeituosa e subjetiva. Nós valorizamos e elogiamos o que é bom para nós, e, por outro lado, subestimamos e menosprezamos o que é ruim para nós. Tudo isso acontece em nosso inconsciente.

Além disso, nós somos muito limitados em nossas sensações, sentimentos e sentidos; não sabemos onde eles falham e quando nos enganam. Nós não podemos perceber os erros que cometemos em nossos atributos analíticos e nossas habilidades de esclarecer e comparar as coisas. Isso não está em nosso poder, porque não temos os critérios para examinar as coisas e simplesmente não temos nada com que comparar a nossa mente e sentimentos.

Se estivermos prontos para ao menos reconhecer nossas limitações, é uma coisa boa. A partir daí, nós entendemos que não há nada de absoluto na nossa percepção e que nunca saberemos e obteremos o absoluto. Mesmo que possamos investigar alguma coisa, é só os níveis abaixo de nós: inanimado, vegetal e animal. Eles não são tão desenvolvidos como nós e, portanto, nós podemos estudá-los de alguma forma.

Por outro lado, não podemos estudar a nós mesmos. É porque tudo é alcançado apenas a partir de um nível mais elevado. Esta é a única maneira de podermos atingir a raiz, e, consequentemente, não conhecemos a nós mesmos, porque a nossa raiz, a fonte, o plano, está num nível mais elevado do que nós. As razões subjacentes à nossa essência permanecem inatingíveis.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Como Alguém Vende A Felicidade?

laitman_228Pergunta: Quando eu olho para minha família e meu ambiente imediato, eu me pergunto: “Será que a depressão é resultado de uma falta de vontade de comprar coisas novas ou é criada a partir da falta de dinheiro”?

Pode ser que se houvesse mais dinheiro, a felicidade voltaria, e seria possível continuar a realizar compras. No entanto, eu notei outra coisa: o tédio.

Resposta: O mundo não tem o conteúdo que uma pessoa está buscando agora. No passado, nós nos contentávamos em ver um filme interessante, nos divertir e ter convidados. Nós vivíamos de uma maneira mais natural e pensávamos que isso passaria.

No entanto, a situação mudou. Por um lado, os fabricantes não levam em conta a mudança nas pessoas. Assim, nos desfiles de moda, os designers inventam roupas que estão longe da realidade. Esta é uma arte única através da qual eles querem transmitir os seus pontos de vista sobre a individualidade de uma pessoa. Seus exemplos são apropriados apenas para pessoas que pesam 40 quilos e medem 1,85 m.

Por outro lado, os desejos estão mudando fundamentalmente e mudaram para uma nova qualidade. Em vez de dinheiro, respeito, controle, educação e até mesmo conhecimento, uma pessoa agora quer saber para que ela está vivendo. Ela aparentemente para na meia-idade e começa a refletir sobre as coisas.

Este desejo vem de dentro; não é porque de repente nos tornamos mais inteligentes ou filosóficos. A natureza nos muda de acordo com o seu programa e pensamento, e não somos os mestres disso.

Nós temos que ver esta tendência, mas não temos qualquer possibilidade de mudar, parar ou diminuir a velocidade de alguma forma. Nós temos que concordar que este processo não só continuará, mas também se expandirá. Vamos senti-lo mais profundamente e vai ser difícil para nós resistir a ele.

Se entendermos isso desde o início e reagirmos de forma consciente, os meios de comunicação e publicidade vão gradualmente mudar na direção de uma maior flexibilidade. Então, eles irão junto com a natureza. Na situação oposta, eles são como dois trens, cada um indo na direção oposta.

Nós vemos que o mundo está voltando a uma forma natural e contraindo-se ao seu consumo natural. Isso se expressa mais claramente no setor financeiro. O dinheiro de papel está perdendo o seu valor. Tudo está retornando à igualdade natural.

Em outras palavras, muito em breve o nível de nosso consumo irá corresponder exatamente à quantidade de ouro que temos. Depois, vai ser muito importante entender qual será a nova forma de produção e consumo.

Nós fomos educados pelas propagandas que as coisas supostamente nos deixam bonitos, respeitados e bem-sucedidos. Isso significa que elas estavam nos vendendo prazer. Então, que prazeres podem ser vendidos agora para o novo desejo? É o prazer da conexão e união! Vistam-nas com entretenimento ou criatividade e a pessoa vai senti-las como a fonte de seu prazer.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

A Força De Superação, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Acontece que toda a superação reside no desejo que vai vencer em mim?

Resposta: Se os meus pais me punem, me forçando a fazer a tarefa de casa, o meu desejo de evitar os golpes se torna mais forte do que o desejo de descansar, e eu vou fazer tudo o que for necessário.

Nós sempre agimos de acordo com o nosso desejo. A única questão é saber se é o meu desejo que me obriga a agir ou o desejo de outra pessoa. Se este desejo surge diretamente em mim, eu o realizo com prazer e ele não me obriga a superar nada.

Se eu vejo que o desejo não é meu, isso é chamado de coerção. No fim das contas, eu também realizo o ato necessário por minha própria vontade, calculando que de outra forma eu seria punido ou não teria dinheiro para comprar comida. Mas esse é o desejo de alguém, não o meu verdadeiro desejo, que me obriga a agir, e é por isso que eu faço isso sem alegria.

A ação em si não contém qualquer superação! Eu sempre faço tudo de acordo com o desejo: que emerge em mim ou que me pressiona e me força. Mas, superar por mim mesmo é obter bons desejos que são úteis para mim. Portanto, eu propositadamente os absorvo do ambiente.

Por exemplo, meus pais queriam que eu me tornasse músico. Assim, meu pai me levou para assistir filmes sobre músicos. Ele queria que eu me inspirasse por sua vida, glória e fama mundial, e também queria que eu desejasse ser como eles. Mas a única coisa que eu me lembrava, é que, no final, todos eles terminaram suas vidas e morreram, porque eu era uma criança de 6-7 anos de idade.

Usando esses exemplos, meus pais queriam incutir em mim o desejo de estudar música, mas eu não absorvi isso e sofri muito para estudar num conservatório. Isso mostra que a superação se aplica a uma pessoa que entende que precisa disso. Ela não tem escolha, e, assim, supera seu desejo original e adquire um novo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/05/14

O Naufrágio Da Sociedade Consumista

Dr. Michael LaitmanFoi há apenas 100 a 150 anos que as classes mais altas da sociedade começaram a erradicar a ignorância numa época em que a maioria das pessoas era analfabeta. Por que elas fizeram isso? A elite precisava de mão de obra, de modo que ensinou as pessoas simples e as levou a um nível onde poderia usá-las.

Primeiro bastava que elas soubessem ler e escrever e, depois, também ler desenhos etc. As escolas surgiram na forma de um sistema de educação geral que incluía escolas primárias, secundárias e instituições de ensino superior.

Isso significava que as pessoas influentes estavam interessadas ​​na criação de uma classe média. Elas acreditavam que pessoas educadas entendem o benefício da classe alta e que esta podia contar com elas. Elas poderiam dar conselho à classe alta e realizar suas ordens, enquanto esta as controlavam de cima. A classe média poderia transmitir tarefas aos trabalhadores e às pessoas simples numa linguagem que elas podiam entender.

Esse período está chegando ao fim, porque o mundo não precisa de nada que seja redundante. Nós não sabemos por que isso está acontecendo desta forma, mas isso decorre da natureza humana. Antes, nós pensávamos logicamente que o desejo de ganhar mais dinheiro, comprar mais e se tornar mais bem sucedido era ilimitado. Mas, de repente, vemos que o balão da sociedade consumista está perdendo ar. Portanto, se as pessoas que controlam os meios de comunicação podem fazer algo, é só para uma nova abordagem global.

Hoje, a classe alta não só precisa das pessoas que elas ensinaram a ler, escrever e a aprender ciências, que possam ajudá-la a duplicar os seus bens, mas esta elite, e os meios de comunicação que elas possuem e servem seus interesses, precisa saber que é realmente a educação integral de toda a humanidade que será benéfica para elas.

Se o mundo é realmente fechado, redondo e integral, todos devem participar corretamente. O homem moderno deve saber a razão pela qual está vivendo, qual é a sua natureza, e qual é a natureza de todo o mundo e de toda a humanidade onde ele existe. Ele também precisa saber, de acordo com as leis que ele vive, como essas leis o afetam, e como ele tem que afetá-las.

Assim como nós investimos tempo em ensinar centenas de milhares de agricultores a ler e escrever durante a era industrial e tecnológica, devemos tomar cuidado para que todos sejam alimentados, vestidos, e providos com educação integral.

Estas são as três coisas essenciais que uma pessoa precisa, incluindo cuidados com a saúde, é claro. Eu me livraria de tudo o resto, já que qualquer coisa que não provém da conexão direita que leva à harmonia com a natureza, sem dúvida nos leva a uma queda.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

A Força De Superação, Parte 1

Laitman_514_02Pergunta: A nossa vida nos obriga a superar continuamente os nossos desejos, medos, raiva e crises na vida pessoal, familiar e financeira. Essa luta começa com o nascimento.

Ao nascer, o bebê já tem que superar muita pressão e estresse para sair, e a mãe também precisa superar a dor para dar à luz a ele.

Isso continua ao longo da vida humana, desde a primeira infância. Na medida em que se desenvolve, a criança é forçada a superar as dificuldades físicas e psicológicas. Mesmo para se levantar e aprender a andar, ela é obrigada a superar muita coisa.

Desta forma, ela continua até o fim de sua vida: jardim de infância, escola, educação, casamento, família, filhos e trabalho. Toda a nossa vida é uma faixa contínua de dificuldades e superação delas, das quais é impossível escapar. Por que a nossa vida está organizada dessa maneira?

Resposta: Na verdade, a nossa vida é uma cadeia contínua de superação, e quando uma pessoa fica sem o poder de superação, ela morre. Tudo na vida é uma luta. O próprio processo de nascimento humano é a primeira superação. O bebê deve respirar, expandir os pulmões e tomar ar. Esta é a sua primeira ação neste mundo, da qual começa a respiração contínua: a compressão e expansão dos pulmões.

Essas ações, pulsações, compreendem toda a nossa vida: respiração, batimento cardíaco e metabolismo. Esses processos ocorrem em nós inconscientemente, instintivamente, na ordem da natureza. A mesma coisa está acontecendo em todos os estados num nível consciente, onde o meu desejo atua. Na verdade, eu devo sobreviver, e minha vida está nessa superação.

Se eu quero viver, eu devo me superar cada vez mais em cada situação. Nossa natureza é o egoísmo completo que busca apenas descansar, mas “descansar” significa não apenas deitar, mas fazer apenas o que queremos.

Para fazer o que eu quero, eu não quero usar energia, a energia espiritual. No entanto, eu gasto uma enorme quantidade de calorias, como uma criança correndo ao redor da sala, incapaz de parar. Para ela, é descanso.

Nós dizemos a ela: “Pare de correr, sente-se e descanse!” No entanto, ela não entende o que dizemos, porque está descansando ao saltar e movimentar-se. Em outras palavras, é simplesmente impossível medir a superação com a visão externa de uma pessoa. Se a pessoa supera o seu desejo e faz alguma coisa contra ele, isso é chamado de superação.

Uma vez que somos criados a partir da matéria egoísta, o desejo de desfrutar, então nós somos levados a prazeres o tempo todo. Se eu estou desfrutando, não importa se estou correndo ou deitado, estou descansando.

A pergunta é o que eu devo fazer para agir contra o meu desejo: sair da cama, ir trabalhar, trabalhar duro, carregar coisas pesadas de um lugar para outro, ganhar dinheiro, trazê-lo para casa e alimentar a mim e à minha família?

Claro, isso não é consistente com o meu desejo. Portanto, como eu supero a mim mesmo? Eu faço isso por várias razões. A sociedade ou os pais me obrigam a ir à escola para estudar, depois se casar, formar uma família e trabalhar. O desejo dos meus pais e da sociedade é mais forte do que o meu, e é por isso que eu cumpro.

Ou, de repente, eu me encontro num ambiente que me afeta e muda o meu desejo. Por exemplo, meus pais me mandaram para um programa de esportes para crianças. Antes, eu não gostava de esportes, mas, olhando para os meus companheiros, eu comecei a invejá-los, a ser impressionado. Os amigos me passam o seu desejo, e em vez de ficar sentado em frente ao computador, eu começo a correr e praticar esportes com eles.

Acontece que eu posso tomar os desejos e necessidades do ambiente. Assim, eu posso mudar o meu desejo por um maior adquirido do ambiente, dos amigos, e posso me comprometer com ações que antes eu não pensava.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/05/14