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Designer Da Alma

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 20:13: Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte.

Uma pessoa se mata durante o uso incorreto da parte masculina do desejo, quando aquele que doa torna-se aquele que recebe.

Isso se refere a um desejo que pode ser utilizado a fim de doar, mas é utilizado a fim de receber. Nós não criamos o contato errado entre as partes masculina e feminina do desejo, mas, na verdade, rebaixamos o seu nível.

No que diz respeito ao que é dito: “Terão que ser executados”, tais contatos se matam.

A Torá, “Levítico”, 20:14: Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela, comete perversidade. Tanto ele quanto elas serão queimados com fogo, para que não haja perversidade entre vocês. Trata-se de um curto-circuito, uma conexão errada entre os níveis superior e inferior. Isto é impossível.

A Torá, “Levítico”, 20:15: Se um homem tiver relações sexuais com um animal, terá que ser executado, e vocês matarão também o animal. O nível animal do desejo não está pronto para ser utilizado “a fim de doar”. O desejo desce um nível e começa a crescer novamente do nível do vegetal para o nível animal e, depois, para o nível falante.

A Torá, “Levítico”, 20:16 Se uma mulher se aproximar de algum animal para ajuntar-se com ele, vocês matarão a mulher e o animal. Ambos terão que ser executados, pois merecem a morte. A Torá fala apenas sobre como uma pessoa pode classificar os desejos dentro dela, compará-los corretamente e criar a rede correta, utilizando-os.

Há, por exemplo, muitos neurônios em nosso cérebro, que devem se conectar em sinapses (conexões) das quais tudo depende. Se essas conexões estiverem certas, a pessoa será normal, mas se o contato entre os neurônios for errado e houver, por exemplo, 500 mil neurônios, em vez de um milhão, a criança nascerá subdesenvolvida.

Portanto, a Torá nos diz como criar a forma exata do sistema correto dentro de nós, uma vez que ela nos foi dada quando ele está totalmente arruinado. Mas quando você os reúne, começa a perceber o seu princípio interior, que é impossível atingir de qualquer outra forma. Você é como uma criança pequena que começa a ficar mais sábia ao brincar com brinquedos diferentes, na medida em que entende como eles são feitos. Também aqui nos são dadas as instruções corretas para que possamos entender o projeto do Criador. É só por esse tipo de trabalho que passamos a conhecer e alcançá-Lo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 23/04/14

Um Peixe Estranho

laitman_764_3Pergunta: Como eu posso desenvolver uma nova percepção que me permita sair do aquário deste mundo?

Resposta: Primeiro eu tenho que investigar como eu vivo. Eu tenho um desejo de sair deste aquário, mas todos os meus sentidos operam dentro dele.

Eu aspiro a me libertar, mas é apenas uma demanda interna que me faz sentir fechado. Então, o que vem depois? Como eu posso sair do aquário e sentir o mundo externo?

Eu quero deixar o meu corpo de peixe dentro do aquário e fugir como um espírito sem corpo para que a minha alma se liberte deste peixe, da água, do aquário, e comece a viver do lado de fora! Este é o desejo que sinto! Este desejo vem da mesma alma que deseja sair do meu corpo.

Neste caso, eu preciso de um guia que me diga o que fazer se sou um peixe tão louco. Talvez haja algo de errado comigo ou talvez eu já tenha me desenvolvido até o próximo nível.

Este anseio parece anormal, visto que 99% das pessoas vivem em paz no aquário e se sentem bem, enquanto que, de repente, eu sinto que viver num aquário fechado é pior do que a morte, e que tenho que sair dele. Eu tenho que descobrir a realidade externa, conhecer a força superior, conhecer o mundo que está para além das paredes do aquário, que se tornou uma prisão para mim.

Então eu começo a procurar uma maneira de realizar essa revolução dentro de mim e encontro a sabedoria da Cabalá. A sabedoria da Cabalá não ensina ao novato o que é externo a ele, porque a princípio não há ninguém para ensinar. No começo, eu não tenho nada, exceto o desejo de sair do corpo de peixe. A sabedoria da Cabalá me ensina como sair.

Quando eu me encontrar fora do aquário, vou começar a me desenvolver no novo mundo. A principal coisa é sair! O aquário permanece, assim como o peixe no seu interior com o seu corpo físico e todos os seus sentidos na água, mas o desejo especial que despertou nesse peixe, que é chamado o ponto no coração, sai do aquário e um novo sentido se desenvolve a partir dele, um novo corpo espiritual.

Eu não me identifico mais com esse peixe e ele se torna sem sentido para mim. Ele vive e eu estou pronto para fornecer-lhe tudo o que precisa, desde que ele me deixe em paz. Na verdade, esse peixe não exige mais do que necessita para existir: comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento. Eu posso fornecer-lhe tudo isso, desde que não interfira com o meu desenvolvimento de um novo sentido.

Este novo órgão também tem cinco tipos de sensações: visão, audição, paladar, olfato e tato, mas eles têm nomes diferentes: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin, e Malchut. Através deles eu recebo cinco tipos de impressões que retratam a imagem do mundo espiritual superior em mim. Este mundo é chamado espiritual (Ruhani), já que eu primeiro me desenvolvo nele no nível inanimado e, depois, no nível vegetal (Ruach -espírito), que é o primeiro nível que depende de mim.

Assim, eu começo a me desenvolver fora do aquário. O peixe permanece no aquário e pode viver e morrer nele. Ele ainda está conectado de alguma forma à minha nova parte que vive fora do aquário, chamada de alma, mas o ponto principal é que eu já libertei meu ponto no coração, que queria muito sair.

Eu o tirei dos meus desejos corporais que eram totalmente egoístas e comecei a me desenvolver externamente a eles. Agora eu começo a sentir a realidade fora do aquário, que ninguém mais no mundo sente e sequer imagina existir.

Há pessoas que pensam no que houve antes de terem nascido ou o que será depois de sua morte. Antes de nascermos, nossa matéria existe numa forma diferente e depois da morte ela será transformada novamente, mas o nosso nascimento, a nossa vida, ou a nossa morte, não têm nada a ver com o mundo espiritual, porque são expressos na matéria do desejo de receber egoísta. Por outro lado, a matéria do mundo superior é o desejo de doar.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 12/05/14

A Força Do Bem E A Força Do Mal, Parte 4

Dr. Michael LaitmanNão Existe Mal no Mundo

Pergunta: Pode uma pessoa se proteger de todo o mal?

Resposta: A pessoa pode ser protegida do mal se aprende com os erros do passado ou se seus pais, professores e sociedade a ensinarem desde o início.

Nós transmitimos essa educação de geração em geração: como viver de modo que a pessoa não cometa um erro. Ela deve saber que não há forças boas e más, particularmente, há duas forças opostas: recepção e doação. Ela deve saber como equilibrá-las.

Não há mal no mundo; em vez disso, há sempre possibilidades de fazer o bem e manter o equilíbrio. Nós não veríamos mal algum se fôssemos fontes de equilíbrio por todo o mundo e o percebêssemos como um sistema inteiro. Só por causa de nosso ponto de vista, da nossa abordagem incorreta, é que vemos o mundo danificado e mal.

No entanto, nós o temos danificado nós mesmos, ao não criar equilíbrio em nenhum lugar, especialmente na sociedade humana! Assim, parece-nos que este mundo é cruel e que tudo nele é o mal. Parece-nos como se estivéssemos recebido esse pequeno planeta como um brinquedo, para que pudéssemos quebrá-lo e jogá-lo fora. Pessoas se comportam nesta terra como crianças tolas.

Mas chegou a hora de começar a se comportar de forma lógica e entender a abordagem certa da natureza, que não há mal ou bem nela, mas duas forças opostas: positiva e negativa, elétrons e prótons. Entre elas, nós devemos organizar nossa vida. Portanto, vamos nos organizar! A vida poderia ser maravilhosa se ela fluísse harmoniosamente entre essas duas forças!

O bem não é encontrado em nenhum lado único; ao contrário, ele está no meio, num estado de equilíbrio. E as duas forças opostas simplesmente agem a partir dos lados. A força positiva é chamada assim, não porque ela é boa, mas simplesmente porque emite, dá, doa, e se move para fora. A segunda força é chamada de negativa, porque recebe, e atrai para si.

Estas são simplesmente duas forças opostas, e se nós as equilibramos corretamente, podemos criar uma conexão entre elas que se chama vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/06/14

As Raízes Do Antissemitismo, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o fato dos judeus terem duas forças, recepção e doação, dá-nos flexibilidade e inteligência especial que não está disponível para os outros?

Resposta: Vamos supor que você tenha um olho que lhe permite ver tudo, mas de uma forma superficial, sem profundidade ou visão periférica. Essa é a imagem que se formaria se você fechasse um olho e se o cérebro não completasse a imagem em sua forma usual.

O judeu tem dois olhos, duas forças que ele usa para ver a profundidade das coisas. Ele vê como elas funcionam de forma mútua e como utilizar uma força com a outra para o benefício do progresso. Ele entende de antemão o que pode resultar do plano.

Os judeus têm um grande potencial, em comparação com outras nações, mas não sabemos como usar esse potencial. De fato, após o povo judeu vir para a terra de Israel da antiga babilônia há 3500 anos, os judeus alcançaram amor e união entre as pessoas, e quase imediatamente, nós começamos a nos deteriorar e a descer do nível de preocupação e conexão mútua.

Isso é chamado de destruição do Templo Sagrado. Toda santidade e doação mútua que tínhamos alcançado começaram a desaparecer gradualmente. Depois de 1000 anos, em vez de amor ao próximo, o que foi revelado entre nós foi o ódio infundado. Isto é chamado de destruição.

Depois nós entramos num estado chamado de exílio, porque entre nós não havia mais a força de conexão, mas apenas a força egoísta. No entanto, isso nos mantém juntos, mas só por causa do nosso medo do mundo, das nações do mundo que estão dispostas a nos atacar e destruir. Elas nos expulsam de um país para outro, porque nós somos uma nação que ninguém entende. No início, elas recebem todo o possível de nós, e mais tarde nos expulsam. E tudo isso é porque caímos do amor ao próximo ao ódio infundado.

Isso significa que agora há apenas a força egoísta que age dentro de nós, como no mundo todo. Apesar disso, ainda há o potencial em nós de voltar ao estado em que possuíamos duas forças, para subir acima do ego e cobri-lo com uma cúpula de amor.

Apesar de estarmos no exílio e realmente não possuirmos a segunda força, uma vez que ela só existe em potencial, certa iluminação age sobre nós, porque muitas gerações atrás, nós estávamos na espiritualidade. Algo permanece em nós: essa iluminação que agirá sobre nós quando voltarmos à espiritualidade. Esta é a razão de termos conseguimos mais do que o resto das nações do mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

Camafeus São Uma Mentira!

Laitman_049_01Pergunta: É dito que as letras do alfabeto hebraico contêm um poder especial e é por isso que as pessoas que são versadas em Cabalá assinam camafeus (amuletos), que protegem a pessoa e ajudam-lhe.

Até hoje, existe toda uma indústria para a produção de uma variedade de camafeus para todas as ocasiões. E o único segredo destes camafeus é que letras hebraicas – numa certa ordem, em fórmulas especiais, em certa forma – são escritas sobre eles. Há toda uma técnica para fazer camafeus especiais.

Qual é o poder especial do alfabeto hebraico? O que você precisa saber para conectar essas letras corretamente de modo que elas realmente tenham o poder?

Você pode me ensinar a assinar um camafeu?

Resposta: Não. Camafeus são uma mentira! Como posso dar o meu camafeu?! Você deve conhecer as letras para forma-las dentro de si mesmo a partir das duas forças de recepção e doação existentes em você.

Você deve primeiro descobrir onde essas forças estão em você, diferenciá-las, fazê-las numa combinação especial para obter esta ou aquela letra, ou seja, uma propriedade especial. Afinal, cada letra é uma propriedade. Isto é explicado no artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba” na Introdução ao Livro do Zohar.

Depois de conhecer as letras e saber como fazê-las dentro de si mesmo, você começa a entender o programa que é executado através de você como um rolo de filme. Você começa a ver onde você está neste programa, como você está trabalhando onde você está.

Você o “lê”; você se torna um membro reconhecendo este programa, lendo-o, e começando a processá-lo.

De repente, você descobre um local vazio nele; você para e quer se inserir neste programa: “Que letra eu devo acrescentar? De que forma?” Então você escreve.

Isso significa que você adiciona seu desejo, mente, sentimentos, sua personalidade, o que o Criador lhe escreveu, exatamente no lugar que Ele deixou vazio para que você se tornasse Seu parceiro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/12/14

Reis E Coringas

Dr. Michael LaitmanPergunta: No meu ambiente, é costume contar piadas para criar um ambiente descontraído. Mas o que eu devo fazer se, por natureza, não gosto de piadas?

Resposta: Piadas promovem a incorporação mútua. Só que devem ser piadas inteligentes, cheias de humor sutil.

Por exemplo, na corte de cada rei havia um coringa (bobo da corte). Ela tinha inclusive permissão de fazer o que quisesse, até mesmo de zombar do rei. Qualquer outra pessoa teria sua cabeça cortada por fazer isso, mas não o coringa. Embora os reis fossem muito sérios, homens determinados, eles ainda mantinham um coringa ao seu lado. Por que eles precisavam de um coringa?

A questão é que as pessoas que eram coroadas para serem reis estavam acima de todo mundo ao seu redor. Portanto, quem poderia influenciá-las? Naqueles dias, o coringa realmente poderia elevar o ânimo do rei e, assim, ajudá-lo a lidar com muitos problemas.

Se algo desagradável acontecesse ou houvesse certos problemas, o coringa começaria a entreter o rei e o rei relaxaria e começaria a pensar de forma diferente sobre o que estava acontecendo. Estes são pontos muito profundos e importantes.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/14

Chegou A Hora De Fazer Suas Malas

laitman_930Pergunta: Os judeus na França ficaram chocados com os mais recentes ataques terroristas. Alguns deles gostariam de emigrar para Israel, mas eles têm medo que a nossa solidariedade seja suficiente apenas para trazê-los aqui. Nesta situação, o que podemos dizer a eles, como devemos aconselhá-los?

Resposta: Pelo que eu entendo, eles estão diante de uma escolha: ficar ou ir para Quebec, onde a língua francesa é a língua oficial, ou ir para Israel. Poucos vão emigrar para os Estados Unidos.

Certamente, eu não posso tomar uma decisão por eles. Eu estou muito familiarizado com Montreal, a maior cidade de língua francesa fora da França. Seja qual for a cidade, isso ainda é exílio. Mas os judeus na França estão acostumados a isso, e, por enquanto, este é um lugar confortável e adequado para eles.

Se Israel abre seus braços e seu coração para eles, talvez valesse a pena vir para cá. A questão é: será que estamos prontos para organizar locais de trabalho para eles e, de forma geral, absorvê-los adequadamente. Sem dúvida, nós temos muito o que corrigir para realmente nos tornarmos um lugar atraente para os judeus da diáspora.

De uma forma ou de outra, eu espero que eles entendam que chegou o momento de fazer as malas e ir embora.

De KabTV “Como Feixe de Juncos”11/01/15

Antecipando O Remédio Para Uma Doença

laitman_560Pergunta: É verdade que uma pessoa está aberta a uma influência negativa mais do que uma influência positiva? Quanto mais fácil é entrar em pânico e se preocupar do que estar relaxado?

Resposta: Eles simplesmente não nos ensinaram a se opor ao pânico porque a inclinação ao mal, o ego, é o que sempre nos motiva: a sede de controle, respeito e fama, a inveja, e assim por diante.

Mas se transformarmos essas características numa direção positiva, elas vão nos influenciar com a mesma intensidade quanto a negativa, e ainda mais.

Em cada situação nós fazemos algum tipo de cálculo. Eu me lembro que quando meu filho era estudante, ele teve a oportunidade de viajar na Europa. E eu o deixei. Ele ficou fora de casa por dois meses. Certamente eu estava preocupado. Isso foi há mais 20 anos; não havia telefones celulares na época.

Muito mais tarde, ele viajou para o Extremo Oriente, para lugares ainda mais perigosos, para a América do Sul. Como eu não poderia deixá-lo? Eu me coloco no lugar dele. Como ele poderia ter descoberto de outra forma a vida numa idade tão jovem? Eu tive que deixá-lo, mesmo que isso me preocupasse.

Comentário: Mas eu tenho certeza que há outras pessoas que permitem a mesma coisa para os seus filhos e não conseguem dormir de preocupação.

Resposta: Isso é chamado de sensibilidade dolorosa. É muito difícil superá-la sozinho. É totalmente possível programar-se para outro comportamento. Por exemplo, colocar-se sob a influência do ambiente.

Pergunta: Venha, vamos imaginar algum tipo de estado de pânico. Ontem à noite, minha filha estava atrasada em algum lugar. Eu liguei para uma amiga dela, depois eu liguei para a polícia, hospitais, e não recebi nenhuma resposta. Eu não sabia para onde correr. Liguei para minha esposa e só fiquei irritado porque ela recebeu esta informação de forma totalmente descontraída. Eu entrei em pânico. Então influencie-me de alguma forma para que eu deixe de ficar em pânico.

Resposta: É necessário abandonar completamente este estado e considerá-lo de uma forma completamente neutra, sem tocar no problema. Ligue alguma música, coloque um pouco de bolo e café sobre a mesa. A partir deste momento nós nos comportamos como se nada tivesse acontecido, como se estivéssemos simplesmente sentados numa casa de café falando sobre a vida diária.

Assim, aos poucos, vamos passar para o assunto dos medos e preocupações, com a condição de que, no início, falamos sobre a nossa atitude positiva em situações semelhantes. Em outras palavras, o remédio deve antecipar a doença. Depois disso, é necessário falar sobre como é bom estar confiante e calmo. Nós tentamos nos relaxar; por exemplo, nós nos imaginamos na praia.

Depois disso, nós começamos a pensar em como permanecer nesse estado de calma em nossa vida cotidiana. Afinal de contas, os filhos têm suas próprias vidas. E o que vai ser quando em mais cinco ou seis anos a sua filha for para o exército? Será que ela vai se tornar mais madura e inteligente ou eu vou parar de me preocupar com ela? Eu devo entender que todas as minhas preocupações não trazem qualquer benefício.

Pergunta: E se eu vejo que alguém se relaciona com certa situação com desprezo?

Resposta: Isso não importa, porque “Quem condena, o faz por suas próprias falhas” (Kiddushin 70a). Se eu começar a comparar sua irresponsabilidade com a minha inclinação para com a preocupação exagerada, eu vou ficar sem nada. E mesmo se alguém não sabe como agir bem, de qualquer forma, eu estou incluído em seu estado.

Pergunta: Mas eu não quero mergulhar no outro extremo…

Resposta: Não se preocupe. Antes de chegar a um equilíbrio, será necessário que isso “jogue” você na direção oposta. Em última análise, tudo voltará ao normal.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/12

A Torá É Um Programa E Um Guia

Dr. Michael LaitmanO Livro como um Meio Para Descoberta

Pergunta: De onde vem a Torá? Alguns pensam que ela foi emanada de cima para Moisés.

Resposta: Isso não é sequer uma ideia, mas a sua total ausência.

Comentário: Outros supõem que Moisés escreveu a própria Torá.

Resposta: Em primeiro lugar, Moisés não a escreveu. Havia pessoas, seus alunos, que escreveram a Torá ao longo dos quarenta anos de peregrinação no deserto. Não há nada aqui que transcenda os limites do mundo comum que conhecemos, ou seja, com exceção de uma adição: a descoberta da força superior que circunda e envolve este mundo e gerencia toda a natureza.

Quando nós dizemos que a Torá foi dada, que foi transmitida ao povo de Israel, isso se refere à realização. Não houve qualquer mão que transmitiu algo de cima. A força superior é especificamente uma força, não uma casa de impressão celestial que arremessou pergaminhos a Moisés. É possível imaginar uma coisa dessas?

Não, a Torá foi escrita na forma habitual. Você não pode tocar a força superior, assim como as outras forças no nosso mundo, com as suas mãos, e ela não é compreendida através de um pergaminho ou papel de entrega. Pessoas a alcançaram. Sob sua influência, elas se tornaram conscientes da sua missão, seu propósito, e, ao longo do tempo, tornaram-se o povo do Livro.

Neste caso, o Livro é uma descoberta, uma fonte primária com cuja ajuda nós descobrimos o seu autor: quem Ele é, porque Ele escreveu, o que Ele quer de nós, e se nos identificamos com Ele ou não? Se eu estou vivendo neste mundo sem ver e saber algo, então, para mim, este livro, essa Torá, é algo que foi dado a nós como uma fonte superior e primária, através da qual podemos alcançar a força superior. Não temos qualquer conexão com isso, exceto através da Torá.

Orientação para todas as Gerações

É necessário entender que a Torá não é rolos de pergaminho ou páginas impressas. Pelo contrário, como se diz, é um programa que deve ser implementado pelos filhos de Israel, e é implementado por eles de geração em geração.

Assim, em cada geração, se uma pessoa descobre esse livro por si mesma, ou seja, se ela se conecta com ele e está incluída nele, de modo que quer descobrir o Criador através dele, ela vê que não se trata apenas de história, mas de uma história que está realmente acontecendo agora. Isto é porque, espiritualmente, a Torá não é limitada pelo tempo. Através dessa história, a pessoa pode se tornar consciente da força superior, e, assim, o livro se torna uma fonte de revelação para ela. Seu verdadeiro significado está nisso.

Milhares de anos atrás, as pessoas o descobriram pela primeira vez, e desde então este livro tem estado conosco na forma da Torá escrita. Através dessa descoberta inicial e sua descrição por escrito, através da manutenção das condições que foram transmitidas junto com o livro, cada geração pode contar com a sua mensagem: o que a pessoa deve ser a fim de descobrir o que está escrito nele?

Um Livro que Nos Transforma

Pergunta: Como você caracterizaria a Torá? Em geral, que tipo de livro é esse?

Resposta: Ao longo dos anos de estudo na escola, nós estudamos determinados livros até ficarmos maduros, experientes e desenvolvido até um determinado grau.

É a mesma coisa com a Torá. Eu devo passar por todas as formas que o seu estudo cria dentro de mim. A preparação para a aprendizagem e a própria aprendizagem, ou seja, o uso correto da Torá, levam a isso. Eu estou mudando constantemente, me desenvolvendo e passando pelas fases descritas nela.

No final do caminho, eu atinjo minha correção final individual. Eu me torno exatamente como essa força que está me mostrando todo este “filme” da criação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 04/01/15

O Sistema De Atenuação Da Luz

A Torá, “Levítico”, 20:10: E um homem que adulterar com a mulher de outro homem, cometendo adultério com a esposa de seu companheiro, o adúltero e a adúltera, certamente serão mortos. Todos os desejos existem em uma pessoa e são divididos em partes masculinas e femininas. Os primeiros nove Sefirot são a parte masculina. A décima Sefira Malchut é a parte feminina.

Cometer adultério com uma mulher casada significa usar um desejo corrigido que não é seu. Se a sua décima Sefira não for corrigida, não é sua mulher, uma vez que ainda pertence aos outros nove Sefirot. Você não pode usá-la corretamente a fim de doar e não sucederá nessa ação.

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Da KabTV “Segredos do Livro Eterno” 23/4/14