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A Raiz Do Ebola: Minha Saúde Não Está Em Minhas Mãos

laitman_547_04Nós mesmos produzimos fenômenos como o Ebola; nós mesmos causamos tais surtos, picos de desequilíbrios. Muito foi dito sobre isso no quadro de antigas práticas de cura, incluindo as orientais.

A medicina moderna tem evoluído ao longo dos últimos séculos e, antes disso, um médico de verdade não se limitava a dar remédios.

Muitos antigos sábios e curandeiros ressaltavam a importância do equilíbrio mental de uma pessoa, que tem um efeito sobre o equilíbrio corporal, em sua saúde.

No entanto, os tempos eram diferentes, nós não estávamos ainda tão interconectados uns com os outros e por isso cada pessoa individualmente poderia determinar o seu estado de saúde, cuidar do equilíbrio de seu sistema interno com a natureza, com o ambiente. Assim, um médico podia tratá-lo com tinturas e outras substâncias naturais, que tinham um impacto real.

Hoje, elas são impotentes porque temos sido envenenados pelo ambiente e estamos num nível completamente diferente de desenvolvimento do egoísmo. Mas, no passado, os remédios naturais, compostos pelos elementos da natureza inanimada, vegetal e animal faziam o seu trabalho, junto com as medidas para manter ou restabelecer o equilíbrio do paciente com o ambiente no nível humano.

Hoje em dia, esse fator mal depende da própria pessoa. Os laços estreitos da “aldeia global”, a interconexão universal, não permitam que ela se equilibre e cure realmente apenas por meios naturais. Num mundo global, o equilíbrio não depende de uma pessoa, mas da sociedade.

Portanto, eu recomendaria as organizações internacionais como a ONU, UNESCO, OMS e outros cuidar desse problema. Mas elas devem tomar cuidado adequadamente, entendendo que, desde tempos imemoriais até os dias atuais, no final tudo depende apenas do equilíbrio entre as pessoas, que a partir deste grau “se espalha” para baixo, para os níveis mais baixos da natureza e do nosso ser.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

A Proibição Do Incesto

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 18:6: Nenhum de vós se aproximará de qualquer parenta da sua carne, para descobrir a sua nudez. Eu sou o SENHOR.

Há uma separação clara das partes masculina e feminina no sistema espiritual que desce do alto: a Luz de Hassadim (mãe) e a Luz de Hochma (pai).

A Luz de Hochma desce através do pai e a Luz de Hassadim desce através da mãe. Elas podem se cruzar sob a forma de crianças, mas apenas em certa combinação e não aleatoriamente.

A combinação pode ser quando certa quantidade de Luz de Hochma entra na Luz de Hassadim, que ela pode conter. Isto significa que o atributo de doação tem que ser no valor que ele pode conter a Luz de Hochma: o prazer a fim de doar, um preenchimento para o bem da disseminação.

É porque toda ação tem que ser por amor, doação, e pela correção dos outros, de acordo com a regra do “ama o próximo como a ti mesmo”. Tudo é direcionado à doação, visto que a alma de uma pessoa é externa a ela.

Ações que são direcionadas ao meu próprio benefício e que exceda a medida necessária para a minha existência são inválidas, não kosher, e imediatamente destroem as almas. Assim, uma pessoa tem que avançar dentro de certos limites, entendendo que só pode chegar a certo limite e nada mais. Como isso pode ser mostrado a ela com antecedência? Há um sistema espiritual que desce do alto, a fim de capacitá-la a se concentrar adequadamente apenas na doação e avançar corretamente na medida em que ela entende os limites das opções que tem, e para determiná-las de forma independente e usá-las livremente.

Ele deve nos ensinar e nos mostrar as opções que temos. Quando ensinamos uma criança, nós a mostramos o que é permitido e o que é proibido, o que é bom e o que é mau. Primeiro mostramos algo a uma criança e depois queremos que ela não somente execute o que lhe mostramos, mas também dê um meio-passo à frente. Da mesma forma, o sistema espiritual deve ensinar à pessoa habilidades com as quais ela pode avançar de forma independente. Assim, o sistema de Adão (ser humano) tem que se desenvolver de forma independente.

Em nosso mundo, nós nos desenvolvemos apenas por golpes e punições. Nós vemos que a humanidade é constantemente confundida e que não podemos agir corretamente porque nós crescemos em nosso ego. Tais erros são impossíveis no mundo espiritual.

A fim de proteger uma pessoa em seu crescimento espiritual, um sistema de autoaprendizagem tem que ser criado nela, não o tipo que geralmente criamos de cima para baixo, mas de baixo para cima, quando uma pessoa ainda não sabe o que fazer. Isso só é possível no mundo espiritual, graças a seus atributos.

A palavra “proibido” na Torá significa impossível. A proibição do incesto entre parentes significa que é impossível criar parte da alma nesta combinação, uma vez que cada ação que fazemos é uma correção consistente de outra parte da alma.

É impossível corrigir uma determinada parte por esta ação porque um vaso que não está apto para a correção é formado dessa forma. A Luz desce do alto, em duas linhas. Uma delas é a parte chamada pai e a outra é a parte chamada mãe, e elas só podem ser combinadas em determinados níveis.

A combinação deve ser entre sinais que estão totalmente desconectados que descem de uma única parte do sistema. Em outras palavras, o atributo de doação e o atributo de recepção têm que se renovar constantemente nas partes totalmente novas da alma. Aproximar-se de forma idêntica, o que decorre de uma fonte superior, é impossível.

Pergunta: Existe um exemplo disso em nosso mundo?

Resposta: Claro. Tudo o que existe no mundo espiritual na forma de raízes, é revelado em nosso mundo na forma de seus derivados. Assim, há a proibição do incesto entre um pai e uma filha, uma mãe e um filho, etc.

Estes derivados existem em nosso mundo e levam a resultados negativos. Os problemas psicológicos e mentais causados ​​pelo casamento de parentes dos monarcas europeus e seus descendentes são bem conhecidos.

Incesto só é possível no nível animal, mas a descendência dos animais é totalmente separada da sua mãe e a conexão biológica e genética com os pais desaparece. Vários anos mais tarde, eles podem facilmente entrar em contato um com o outro, não percebendo que são parentes.

Isso é impossível no ser humano, pois ele está ligado à Luz Superior, enquanto que os animais estão num nível inferior.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/03/14

Perdão, O Primeiro Passo Para A Correção

Laitman_036É costume ler o Selichot (perdão, expiação) no Sidur antes de Rosh Hashaná e pedir perdão por todos os erros e pecados que cometemos no ano anterior. A pessoa geralmente pede perdão se ela fez algo de errado com alguém, não para corrigir o mal. Mas o Selichot é a revelação do reconhecimento do mal que foi causado intencionalmente ou não por nós.

Nós todos sabemos que, mesmo no tribunal, pedir perdão ou um pedido de desculpas de um lado para o outro é levado em conta. Às vezes, o tribunal decide que o agressor deve pedir desculpas ao agredido, e se este perdoa o agressor a pena é atenuada.

Isto significa que pedir perdão já é uma correção, uma vez que a pessoa admite que tem causado danos. Embora ela não tenha corrigido isso ainda, já se compromete a corrigi-lo. Pedir perdão é o primeiro passo da correção, por isso nós temos que valorizá-lo e levá-lo em conta.

Nós dizemos Selichot no final do ano, no final de um ciclo, no final de um nível espiritual. Nós completamos o nível espiritual num bom estado, já que a Torá sempre fala de uma subida, mas, ao mesmo tempo, nós alcançamos destruição. No final do ano há o Nono Dia de Av, juntamente com todos os problemas a ele associados: a destruição do Primeiro e do Segundo Templos e muito mais. Depois, há o momento de Selichot, em que nós descobrimos os resultados da quebra e percebemos o quão quebrados, baixos e repugnantes nós somos, e, em seguida, pedimos perdão.

Curiosamente, o mês em que choramos e pedimos perdão de coração partido por causa do reconhecimento do mal é chamado de “Elul“, que é o acrônimo hebraico para “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu”.

Mas se eu percebo que sou mal, é culpa do Criador, porque Ele criou a minha inclinação ao mal. Portanto, por que eu deveria pedir perdão por isso?

Acontece que o resultado desejado do nosso trabalho, do novo nível que adquirimos, é a revelação da inclinação ao mal em nós. Nós descobrimos o mal em nós e o atribuímos a nós mesmos, percebendo que ele está dentro de nós e queremos nos livrar dele. Caso contrário, não é chamado de reconhecimento do mal.

Se uma pessoa se sente mal em seu ego (seu desejo de receber), ela imediatamente quer se livrar dele. Se eu me arrependo de minhas ações, eu me comprometo a me livrar dos atributos em mim, mas, por enquanto, eu não sei como fazer isso. Nesse meio tempo, eu não posso fazer isso, já que não tenho o poder e a compreensão de fazê-lo. Mas eu percebo que ele é mau, ou seja, que eu determino o meu estado.

Trata-se da conexão entre nós, porque toda a correção começa com isso. Isso significa que todo o mal é revelado em contraste com a unidade, que nós não queremos, rejeitamos e tentamos escapar de todas as maneiras que pudermos. Este é todo o mal; esta é a nossa inclinação ao mal.

Naturalmente, a inclinação ao mal nos foi dada de Cima pelo Criador. Nós não choramos pelo fato de que ela faz parte de nós, mas pelo fato de que não queremos nos livrar dela! Choramos porque nos identificamos com o ego e estamos prontos para permanecer nele para sempre! Nós não lamentamos o mal, mas o fato de que concordamos em viver nele.

Nós devemos direcionar todas as nossas queixas ao Criador, “vá ao artesão que me fez”. E qual é o meu pecado? É culpa minha que eu não trabalhei o suficiente com os meios que Ele me deu, a fim de me livrar desse pecado? É sobre isso que eu choro, sobre a minha impotência e minha relutância em ser livre do meu ego.

Nós choramos sobre a nossa incapacidade de sair do nosso ego e pedir ao Criador para nos ajudar, percebendo nossa fraqueza em relação à inclinação ao mal que é revelada.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, O Zohar

Muitas Coisas Existem Neste Mundo

laitman_202_0Pergunta: Eu li seus materiais e fiquei surpreso com a questão do desenvolvimento do ego e os estágios intermediários entre os níveis inanimado e vegetal (coral), vegetal e animal (“cão do campo”), animal e humano (macaco).

Muitos se perguntam o que é o “cão do campo”? É um esquilo no deserto de Arava ou outro tipo de esquilo? Afinal, você está se referindo a um animal vegetativo. Você poderia apresentar um nome científico exato, de preferência em latim, se possível?

Caso contrário, vai parecer ingênuo e ridículo, e não há qualquer subcategoria científica. As crianças na escola aprendem que o macaco também é um animal. Enquanto o macaco é semelhante ao ser humano, ele pertence aos animais, mas pode constituir uma espécie de ponte para as pessoas. Todos estes materiais devem ser apresentados através de editoração científica.

Resposta: Eu vou deixar a busca por confirmação científica das palavras do ARI para você. Ele era um grande Cabalista que atingiu o mundo superior e de lá descreve a sua estrutura na linguagem dos ramos, que é o resultado do nosso mundo.

O que ele quer dizer exatamente, eu não me atrevo a discutir, mas estou certo de que se ele escreveu a partir de sua realização das raízes superiores, uma planta-animal, como o “cão de campo”, existe, embora ainda que não tenha sido descoberto pela ciência ou conhecido com esses atributos.

Eu também não sei exatamente a que tipo de macaco de nossos ancestrais evolutivos ele se refere. Os cientistas tentam testar qual deles é o mais próximo de nós, mas eles também podem cometer erros.

Eu só trago as palavras do ARI cuja opinião é correta, sem qualquer sombra de dúvida. Por outro lado, o homem irá gradualmente descobrir todas as raízes superiores de dentro de sua realização espiritual e, consequentemente, os ramos correspondentes.

Opinião (EP Fridman, Primatologia Interessante): Um homem tem vinte e três pares de cromossomos, e os macacos superiores têm vinte e quatro pares. No entanto, não se deve pensar que os outros macacos, incluindo os mais inferiores tão distantes do homem em sua estrutura cromossômica, determinam uma grande semelhança entre os tipos de homem e muitos tipos de macacos inferiores.

No entanto, entende-se que a maior similaridade de cromossomos é determinada entre o homem e o chimpanzé, em até 98%. Existe uma menor semelhança entre os outros tipos de macacos em comparação com o homem e o chimpanzé.

De acordo com os principais sinais básicos de semelhança entre o homem e o macaco, de acordo com cromossomos e sistemas genéticos, o mais próximo é o chimpanzé e o gorila. Depois deles vem o orangotango e, depois disso, o gibão.

A semelhança entre o homem e os macacos não pode ser comparada com o resto dos animais de acordo com a estrutura e os atributos de muitos hormônios. Na cadeia da hemoglobina do gorila, há um total de duas substituições de aminoácidos. O bioquímico Zurkerkendal, comentou: “O gorila é considerado justificadamente como um homem anormal, ou o homem é considerado um gorila anormal”.

Como Nós Podemos Nos Unir Numa Dezena Mista?

laitman_940Pergunta: Em pequenos grupos, as dezenas incluem frequentemente novatos e veteranos. Eles falam línguas diferentes, têm diferentes níveis de compreensão. Como eles podem se unir numa dezena tão diversa? O que deve ser utilizado como base?

Resposta: Eu não vejo nenhum problema. Olhe para a raiz, já que dentro de um grupo, um novato e um veterano são absolutamente os mesmos.

É como no exemplo do rabino Yossi Ben Kisma que viu em seus alunos um grupo ideal, embora eles fossem novatos ingênuos, sem entender nada. A diferença entre eles era como entre o céu e a terra. Mas ele viu a sua essência interior, o quanto eles estão conectados uns com os outros no mundo espiritual.

Se quisermos olhar para os nossos amigos desta forma, então não há diferença se um veio com o grupo há alguns meses, e outro estava nele há cinco anos. Nós precisamos nos distanciar um pouco das características externas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/8/14, Escritos do Rabash

Um Pedido De Solução

laitman_938_03Pergunta: Quando num grande grupo, o Grupo de Dez ajuda os amigos a cuidar uns dos outros e a se apoiar mutuamente em seus estudos e disseminação, mas, por outro lado, substitui um pouco sua atitude para com o grupo e cria certa formação egoísta dentro do grupo. Há ainda a concorrência entre as dezenas (Grupo de Dez). Como podemos resolver esse dualismo num grande grupo?

Resposta: Este é um estado muito bom, mas nós ainda não o experimentamos plenamente, por isso é difícil responder a esta pergunta. Talvez nós precisemos nos organizar de uma forma totalmente nova e criar um tipo diferente de conexão entre nós.

É mais fácil interagir num pequeno grupo. Mas o que podemos fazer num grande grupo, onde, presumivelmente, uma centena de pessoas se divide em dez grupos? É preciso que haja uma conexão entre eles também.

Quando se trata de um sistema comum, estando numa rede comum, “Um é tão bom quanto nenhum”. Só o dez é um Minyan.

Minian se traduz como “contagem” do hebraico (da palavra Mune). Em outras palavras, a contagem começa com uma dezena.

No sistema espiritual, uma dezena é uma unidade, um nó que contém dez pessoas. Mas elas não são um nó, mas um Minyan até que se unem como um homem com um coração. Minyan é uma única unidade, dez juntos como um só.

Dezenas devem se conectar entre si como uma hierarquia: inicialmente, dez pessoas se conectam como um todo e, no próximo nível, dez grupos se conectam como um único grupo, etc.

Isso nunca existiu antes no mundo. Por isso nós temos que avançar pouco a pouco à medida que aprendemos com a experiência. E nós receberemos um exemplo de cima.

Assim, a questão permanece. Eu quero que todos sintam que esta é uma questão em aberto e que nós não sabemos o que fazer, porque isso faz com que seja uma espécie de pedido por uma solução.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash

O Governo De Unidade Da Família Mundial

Pergunta: Se a agulha do medidor de combustível num carro cai abaixo da linha vermelha, o carro fica sem combustível e para. Será que a humanidade também cruzou a linha vermelha do equilíbrio com a natureza, o que causou a propagação do vírus Ebola?

Resposta: Os Cabalistas já disseram há cem anos que nós estamos numa situação como esta, que temos que começar a pensar no equilíbrio geral da Terra, e em primeiro lugar, no equilíbrio da sociedade humana.

A falta de equilíbrio começou no final do século XIX, embora ainda não pensássemos naquela época que o mundo estava se tornando tão global e mutuamente conectado. Nós nunca nos envolvemos no mundo como um único sistema em que todos estão conectados entre si. Não vai me ajudar se eu for mais forte e mais rico do que o resto. Tudo deve ser calculado com base em toda a grande família humana.

Os Cabalistas escrevem que o mundo inteiro se tornou uma família. E isso significa que eu devo me preocupar com todos, como numa família. Já no início do século XX era necessário se preocupar com isso, que na Terra haveria um único governo, um único ministério da saúde, e de todas as outras agências governamentais.

Todas estas agências governamentais e o governo mundial devem existir a fim de cuidar de todo o mundo como uma única família, e ensinar a todos nós egoístas como viver dentro dele.

Assim como os pais educam seus filhos e não deixam irmãos lutar uns com os outros, toda a humanidade, também, de uma forma natural, briga com si mesma, mas o governo, como um pai preocupado, reprime esses conflitos e equilibra a situação, tanto quanto possível: às vezes, com uma mensagem, às vezes com uma palmada leve, e às vezes com um doce.

A principal coisa é ensinar as pessoas a avançar gradualmente para o equilíbrio consciente. Nós temos uma necessidade deste tipo apenas por esta finalidade, e não por qualquer outra coisa.

A necessidade por este tipo de governo foi despertada pelo menos uma centena de anos atrás, mas nós estamos atrasados ​​na sua criação. Nós não entendemos o que é exigido de nós. Nós existimos num único sistema que liga todos os governos e todas as nações, com suas fronteiras e protecionismo. Isto porque nenhuma nação quer largar os seus interesses e cada uma se agarra a sua cadeira.

Portanto, de quem é a culpa que o nosso mundo não vive como uma família? São os governos! Primeiro de tudo, eles estão interessados ​​na separação mútua e jogos políticos, de modo que haverá energia suficiente, dinheiro e controle em seu poder. Para isso, eles mantêm os conflitos internacionais onde cada um mostra o seu ego e demonstra a sua importância.

Todos os povos sofrem, enquanto os governos comemoram. Nós temos que criar uma “Nações Unidas”, mas não como ela existe hoje, composta por governos egoístas que realizam jogos políticos e conversa fiada.

Deve haver um governo no mundo que vai ensinar a todos como se unir de acordo com as leis de “uma família”, como se equilibrar e alcançar a cooperação e igualdade mútua ao redor da Terra. Então, não haverá qualquer Ebola ou quaisquer outros problemas.

Mas enquanto nós não estamos fazendo isso, vamos sofrer, assim como os profetas descreveram que aconteceria no final dos tempos; vamos sofrer não só epidemias, mas também outros golpes do sistema desequilibrado que nós mesmos temos levado ao desequilíbrio.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

EI: Vamos Voar A Bandeira Da Jihad Sobre O Vaticano

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do New York Post): “Os jihadistas fanáticos têm publicado uma imagem de sua bandeira preta com letras árabe brancas voando sobre o Vaticano na capa da sua revista em inglês Dabiq.

“A reportagem de capa, “A Cruzada Fracassada”, vislumbra a antiga cidade italiana sob o domínio de um califa e um regime linha-dura da Sharia, segundo o Jerusalem Post.

“‘O Estado Islâmico (EI) afirma que um dia vai conquistar Roma, ameaçando “quebrar [as] cruzes” de infiéis e vender e negociar suas mulheres”…

“O Papa Francisco pediu uma ação internacional para parar o grupo e apoiou a coalizão liderada pelos Estados Unidos que atacado alvos do EI”.

Meu Comentário: Nas profecias da correção do mundo, a qual, segundo os Cabalistas, deve ser realizada começando com o nosso tempo, e, ainda, a guerra do Islã contra o mundo cristão, são indicadas como a primeira fase da correção do mundo. Veja o livro No Fim dos Dias, bem como posts deste blog.

A Raiz Do Ebola

Dr. Michael LaitmanReferência: Manchetes perturbadoras na mídia falam de uma grave epidemia de Ebola se espalhando rapidamente em vários países da África. Atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 4500 mortes e cerca de 9000 infectados e portadores.

Um documento interno da OMS sugere que as tentativas para deter a pandemia falharam. O mundo inteiro está preocupado com o que está acontecendo. É claro, uma série de filmes de Hollywood vêm à mente, incluindo Vírus, filmado há quase 20 anos; seu enredo é baseado na epidemia de Ebola.

Na verdade, o primeiro surto de Ebola foi observado em 1976, e desde então até 2013 cerca de 1700 pessoas morreram em decorrência da doença. Assim, o vírus em si não é novo, mas ao longo dos anos, ele sofreu mutações e apresenta uma taxa de mortalidade muito elevada.

O Ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais do infectado. Seus principais sintomas são febre, dores de cabeça, tontura e outros sintomas frequentemente associados à gripe.

Ao longo do tempo, os sintomas são agravados: há hemorragia externa e interna, bem como alguns outros efeitos característicos. Gradualmente, o corpo começa a fatalmente sangrar, e, assim, o segundo nome da doença é febre hemorrágica. O período de incubação varia de 2 a 21 dias, um período de tempo relativamente curto.

Por enquanto, a ONU declarou a atual epidemia como uma ameaça à paz e segurança.

Pergunta: No prisma das leis da natureza e direção dos processos em curso nela, o que exatamente cria tal epidemia que pegou as vítimas e os cientistas de surpresa?

Resposta: Vamos ver o quadro a partir da perspectiva da Cabalá. Nós estamos num sistema natural estrito, e o desequilíbrio que provocamos nele, especialmente nos últimos anos, causa fenômenos desse tipo.

É claro que epidemias ocorreram no passado. Algumas delas literalmente “dizimaram” populações. Mas, de qualquer maneira, vírus e bactérias, células e órgãos, são todos elementos do mesmo sistema. Nós pensamos que a África está longe, que não temos nenhuma conexão com ela, mas, na verdade, todos nós somos partes de um todo.

É por isso que a verdadeira medicina cuidaria de examinar o sistema geral e entender como ele poderia ser trazido de volta ao equilíbrio. Afinal, nós sistematicamente causamos mudanças nele e perturbamos constantemente o equilíbrio, o que leva à desintegração dos subsistemas e boas conexões, bem como à criação de novos laços distorcidos, gerando, células impróprias e erradas.

Nós gostaríamos de apagar micróbios nocivos de nossas vidas. Mas, para os micróbios, o corpo humano é apenas um habitat. Nós somos uma “reserva biológica” para eles onde eles podem viver e se multiplicar.

As pessoas bebem uma garrafa de iogurte de manhã com dez bilhões de bactérias benéficas e sequer percebem que seu corpo é uma “casa” para um número muito maior de “inquilinos”.

Acontece que nós vivemos num enorme sistema, onde a distância não é tão importante, onde nenhum corpo está isolado da comunidade. Este é um organismo gigante em que existem vários tipos de seres, tanto benéficos como prejudiciais à nossa saúde.

Este sistema está constantemente se equilibrando, igualando diferenças, e nossa tarefa é trazê-lo a um verdadeiro equilíbrio, onde micróbios úteis e amigáveis recebem a oportunidade de estar em equilíbrio com os nocivos e patogênicos.

Por outro lado, se quebramos o equilíbrio, mesmo que seja em favor de “amigos”, eles se transformam em “inimigos”. Para equilibrar a “distorção”, eles têm que virar parte de si mesmos no oposto.

Por exemplo, apenas lutar contra predadores e pragas traz danos ainda maiores, porque nós perturbamos o equilíbrio do ecossistema global. Na virada da década de 1960, a China iniciou o controle de pragas, em especial, com os pardais, destruindo colheitas.

Dentro de um ano, vários milhões de aves foram mortas, como resultado, lagartas e gafanhotos germinaram e os rendimentos diminuíram tanto que houve uma fome que matou dezenas de milhões de pessoas.

Assim, não há bactérias ou vírus “bons” e “maus”. A nossa saúde é baseada no equilíbrio entre eles.

Enquanto isso, nós mesmos ocupamos o nível mais alto na pirâmide da natureza inanimada, vegetal, animal e humana. E o nosso problema é como criar aqui, na parte superior, um equilíbrio entre nós. Assim, o equilíbrio desceria do nível mais alto da hierarquia a todos os outros níveis e ajustaria todas as conexões. É isso mesmo, de cima para baixo todo o sistema é ordenado.

Portanto, tudo depende das pessoas. Eu não quero parecer uma cartomante ou um moralista, mas se nós, como sociedade, tentássemos manter um equilíbrio entre nós, se quiséssemos introduzir no ambiente social um pouco mais de igualdade, um pouco mais de calor, proximidade e ajuda mútua, isso teria um impacto benéfico sobre os níveis inferiores de toda a hierarquia, até a natureza inanimada, incluindo fauna e flora terrestres e aquática e o próprio planeta, com seus vulcões, furacões, inundações e outros desastres. Graças a nós, o mundo estará, finalmente, em repouso.

Afinal, o ser humano ocupa o nível superior no desenvolvimento evolutivo. Em particular, as relações sociais e humanas causam hoje um total desequilíbrio.

Nesta perspectiva, a essência do problema não é o Ebola e outros problemas que nos ameaçam. Muitas doenças que eram exuberantes na Idade Média pareciam ter desaparecido, mas, na realidade, não.

Se continuarmos a agravar os desequilíbrios sociais, se continuarmos a quebrar todas as boas relações entre nós, até a completa rejeição da unidade e do equilíbrio, por “nossos esforços”, doenças esquecidas e infortúnios irão retornar. A proteção atual deles não é totalmente uma panaceia, e será revelado que não há remédio.

Na verdade, nós estamos continuando nosso mau desenvolvimento e é claro que somos atraídos para uma prolongada crise interminável. Como consequência, nós causamos problemas, doenças e outras manifestações de desequilíbrio, mas, em outro nível, em outro ciclo. Portanto, os velhos meios e medicamentos não vão ajudar.

Chegou a hora de refletir e compreender que o único remédio que pode proteger e salvaguardar todos nós, está no equilíbrio da sociedade humana. Só este sistema sendo positivo no nível superior, o qual está sob nosso controle, nos permitirá garantir a nossa saúde.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

Trabalhar Com O Desejo De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Junto com a atividade em Sochi, nós nos envolvemos com disseminação ativa em nosso meio. Cerca de duas mil pessoas passaram por nossos programas e participaram de círculos e workshops. Havia pessoas que vinham regularmente, repetidamente.

A pergunta é: “Qual é o nosso objetivo final?” Uma pessoa chega, senta-se num círculo; ela gosta da conexão e da unidade; ela ainda participa na criação de um contato consco e depois pode atuar conosco em parceria. Mas qual é o objetivo? Será que ela vai viver melhor? O que, em última instância, deve acontecer?

Resposta: A ideia é que vocês têm que trabalhar no desejo de uma pessoa, no que ela quer em sua vida. Assim, vocês devem desenvolver cursos. Alguém está interessado em criar uma família, outro está interessado na educação de crianças, um terceiro está interessado em trabalhar com seus subordinados, um quarto está interessado em cooperação mútua com o mundo, em como pode ser incluído numa sociedade de forma mais pacífico e saudável, etc. É necessário pensar no que ele poderia “comprar”, em relação a que estão dirigidos seus interesses.

Suponha que eu saio ao público. Uma centena de pessoas estão na minha frente. Eu as sento num círculo geral comum e passo por um workshop onde elas vão começar a sentir a correta cooperação mútua calorosa entre si. E não vai ser ruim se você perguntar o que elas querem na vida, qual é a sua inclinação e desejo, o que lhes interessa e preocupa. Assim, eu posso determinar facilmente em que tipo de grupo devo incluí-las.

Isso é porque eu tenho os grupos para a educação de crianças, para a criação de uma família, para melhorar a produtividade, melhorar a atmosfera nas organizações, e muito mais. Mas a direção do próprio grupo não é importante para mim, porque eu ensino-lhes a agir com a correta parceria mútua de modo que elas vão organizar a sociedade correta entre si.

A principal coisa para mim é que elas aceitem e percebam esta sociedade correta como um campo para descobrir a força única da natureza, onde as características de conexão, mutualidade, amor e carinho são criadas. Elas devem sentir isso!

Nós temos que tentar explicar tudo a elas numa linguagem simples, correta e científica, com exemplos da vida diária. Junto com isso, nós evocamos uma força que nos cura e acalma, que nos dá uma sensação de calor, confiança e segurança. Ela cria tudo o que tanto nos falta para uma boa existência. Nós precisamos levá-las a ela.

Basicamente, sem mencionar o Criador, nós falamos de Sua revelação, mas falamos em palavras como estas, de modo que elas vão entender tudo isso e nenhum problema irá surgir com elas. É necessário desenvolver a nossa cooperação mútua com elas especificamente desta forma, e o resultado destes cursos será o sentimento da característica geral da natureza: Deus é amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5