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Egito Aos Olhos De Um Escravo E Aos Olhos De Um Homem Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode contar os 400 anos (níveis) de sua permanência no exílio se o Egito está na escuridão total?

Resposta: É impossível contar isso, e é por isso que a fuga ocorre de repente, com pressa. A pessoa não sabe quando vai sair do exílio. Suponha que os 400 anos de exílio devam terminar hoje às 13h30min, mas você não pode saber disso. Você não percebe que, segundo a história, a fuga é súbita? Dizem-lhe apenas o que você deve levar consigo: os componentes que compõem o seu vaso espiritual, para que mais tarde você seja capaz de subir acima dele.

Segundo a história, depois que saímos do Egito, não deixamos nada para trás. Eu pego todo o ouro, todas as ovelhas e o gado, toda a propriedade, e deixo para trás um país vazio e destruído. Eu destruo o solo do país que uma vez floresceu grande e próspero, com belas cidades, e eu abandono.

Claro, abandono por uma vida melhor, e não há nada a perder. Não há razão para ficar no Egito, onde não há sequer água para beber, porque tudo se transformou em sangue, e tudo está morto.

É assim que a pessoa vê o mundo corporal que abandona. Na verdade, os belos palácios ainda estão lá, assim como todas as coisas boas, tudo está florescendo, mas, aos meus olhos, parece uma terra destruída na escuridão. Esta é a forma como isso é percebido em meus novos discernimentos que me obrigam a desrespeitar todo o luxo, a vê-lo como lixo e querer fugir dele.

No entanto, se eu olhasse para tudo através dos olhos de um escravo, eu veria a terra rica e acharia que não há necessidade de escapar. Afinal, a terra do Egito é cercada por um deserto.

Mas, de repente, eu decido que ficar lá é a pior coisa, e não há nada pior do que isso. Não é apenas um deserto, mas um lugar de terrível destruição e humildade. É tudo aos olhos de quem vê.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/12, TES

O Único Que Vai Me Ajudar

Dr. Michael LaitmanAo tentar nos unir no grupo, não apenas evocamos a Luz, mas a Luz que Reforma. Ela não me corrige, mas me dá novos detalhes de percepção. Seu trabalho é me mostrar que estou totalmente desprendido, oposto, quebrado, mergulhado no ódio, e permaneço na parte inferior. Primeiro, eu chego a este reconhecimento.

Além disso, a Luz me obriga a sentir que nada pode me salvar, e que é impossível sair. Isso me dá a sensação de que não há força no mundo que possa me corrigir, embora eu aparentemente não queira me conectar com os amigos e amá-los.

No entanto, eu continuo trabalhando, dando o meu melhor, junto com o grande ódio pela separação e o grande desejo de me unir. Com a ajuda da Luz, eu começo a entender que isso é muito importante. Em seguida, ela revela o ponto interno mais importante para mim: o entendimento de que somente o Criador pode me ajudar.

Assim, eu alcanço duas coisas. Por um lado, eu começo a odiar o mal, e por outro lado, eu aprendo a amar o bem, ou seja, a doação absoluta, quando realmente quero sair do meu caminho em direção aos outros. Eu adquiri uma grande deficiência, a necessidade de união e amor. Além disso, acima da chamada do coração, eu alcancei o entendimento de que ninguém pode me ajudar, exceto o Criador.

No final, eu adquiro uma deficiência pelo Criador. Primeiro, eu supus que, juntamente com os amigos, nós derrubaríamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), e como resultado dessa demanda, eu penetraria mais profundamente na Natureza e descobriria a força interior oculta nela, a única uma força que pode me ajudar. Eu sinto que o desejo que visa o Criador nasce em meu coração.

Este é o topo, o clímax do meu trabalho acima do nível corporal, com todos os meios disponíveis aqui. Deste ponto em diante, eu estou “fechado” no Criador: Como eu faço para pedir, obrigar e implorar-Lhe ajuda?

Este desejo se desenvolve e assume novas formas. Para quem serviria a ajuda do Criador? Eu começo a ver que, até agora, eu queria usá-Lo, até mesmo pagá-Lo. No entanto, eu realmente preciso de mudanças, a fim de dar prazer a Ele. Então, mudando internamente, eu começo a mudar as nossas relações mútuas. Mesmo acima de todos os meus cálculos pessoais, eu quero que todas as mudanças Lhe dêem prazer.

Esta é a obra do Criador: eu trabalho e conscientemente dirijo todos os frutos do meu trabalho para Ele. Então, eu peço para senti-Lo. Eu não peço como costumo pedir agora, não em meu benefício próprio, mas, pelo contrário, digo-lhe: “Não Se revele, caso contrário o meu desejo de receber começará a desfrutar. Apenas me diga o que for para o Seu bem. Esta é a única coisa que eu quero”.

Assim, a partir do nível do nosso mundo, eu passo a outro tipo de trabalho, feito em relação ao Criador. Ao mesmo tempo, eu continuo a trabalhar no grupo, mas agora como um todo com ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/12, “Prefácio ao Livro do Zohar”

Sofrimento Mínimo, Prazer Máximo

Dr. Michael LaitmanEu gostaria de falar sobre a condição que a Natureza coloca diante de nós: nós temos que alcançar o amor absoluto entre todos os sete bilhões de indivíduos no mundo. Esta condição é realmente incontestável? Será que somos capazes de cumpri-la? Será que é realmente assim, que se conseguirmos pelo menos um êxito parcial, se avançarmos nesta direção, nós iremos ver, repetidas vezes, que tudo isso é para o nosso benefício, que isto nos muda, nosso ambiente e toda a vida para melhor?

A essência da Natureza de cada pessoa é a preocupação por si mesma. Uma pessoa é incapaz de pensar em outra coisa. Se examinarmos e estudarmos todas as nossas ações, nós vamos ver que precisamos de energia para realizá-las. Mesmo um simples movimento, como quando mudo a minha mão de um lugar para outro, eu preciso gastar energia. No entanto, esta energia pode aparecer e estar a meu serviço apenas sob a condição de que usando-a, eu vou conseguir algum benefício para mim.

Assim, nós temos a seguinte condição: quaisquer mudanças internas dentro dos átomos ou moléculas, qualquer movimento corporal, qualquer movimento em meus sentimentos e razão, exigem que eu veja qual estado benéfico resultará deste processo. Esta é a forma como eu me relaciono com tudo na minha vida.

Certas ações, eu executo instintivamente. Por exemplo, sempre que eu estou sentado numa cadeira, eu não penso sobre que posição sentar. Durante uma conversa, eu não pondero minhas inflexões vocais. Na maioria dos casos e ações tudo é realizado de acordo com um cálculo interno. Dentro de mim abriga um desejo egoísta de me sentir bem e experimentar uma sensação agradável de bem-estar. Isso eu vejo como o resultado desejado de todas as minhas ações.

A esperança de um bom sentimento age constantemente e me dá segurança em determinado estado. Onde quer que eu possa ir, o que eu estou fazendo ou dizendo, não importa como eu me conduza, tudo isso é apenas para obter os melhores meios possíveis para um bom estado.

Eu quero comer, dormir, festejar. Eu sou obrigado a trabalhar a fim me sustentar. Tudo isso eu faço só para me trazer benefícios. Em essência, toda a minha vida baseia-se em como alcançar o maior lucro com o mínimo de sofrimento e máximo de prazer, a fim de me satisfazer com tudo o que puder.

Com o que eu devo me satisfazer? Isso depende da minha educação, da influência do meu ambiente, da escala de valores que eu recebi, e do hábito que se torna uma segunda natureza. O que me foi ensinado é com o que eu aprendi a conviver, mesmo que seja artificial. É assim que eu vivo, fazendo muitas coisas na minha vida não porque eu queira isso inicialmente, mas porque a sociedade, pais e educadores ensinaram e me acostumar a isto. Como resultado, eu ajo mecanicamente, sem precisar do poder do pensamento.

Existem outras coisas na vida também. Essas coisas que sou forçado a fazer, e que exigem esforço interno, como quando eu me convenço de que vale a pena. Digamos que um alarme toca e eu me levanto mesmo que eu queira dormir. Talvez eu tenha um trabalho difícil e desinteressante, mas ainda assim eu sei que depois de um dia exaustivo de trabalho, vou voltar para minha família e para o ambiente acolhedor e aconchegante onde posso descansar e experimentar sentimentos bons. No entanto, eu tenho que pagar por esses sentimentos, e é por isso que eu estou escravizado.

Todas as minhas ações, todos os contatos com algumas pessoas e o distanciamento de outras, em última análise são projetados para criar uma atmosfera mais agradável para mim. Então, eu estou sempre preocupado em como posso me sentir melhor.

Essa é a natureza de cada um de nós, e que pertence ao nível “animal”. Basicamente, os níveis inanimado, vegetativo e animal da Natureza sempre aspiram a se sentir melhor, a um estado cada vez melhor. Todas as criaturas acreditam que esse estado será equilibrado, que nele não sentirão pressão ou serão puxadas em alguma direção diferente, mas estarão em harmonia com o que imaginam ser uma vida melhor.

Assim, verifica-se que toda a minha vida eu observo a “lei de sentir-me melhor”. Esta é a condição onde existimos, e nossa natureza egoísta constantemente nos orienta em direção a isto.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 13, 11/01/12

Nós Devemos Preferir A Internalidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 71: Cada um de nós remanescentes deve tomar para si a responsabilidade, em alma e coração, de intensificar de agora em diante a internalidade da Torá, e dar a ela seu lugar de direito, de acordo com seu mérito sobre a externalidade da Torá.

Então, todos nós seremos recompensados com a intensificação de sua própria interioridade, ou seja, Israel dentro de nós, que são as necessidades da alma sobre a nossa própria exterioridade, que são as nações do mundo dentro de nós, ou seja, as necessidades do corpo. Essa força chegará a Israel, até que as nações do mundo dentro de nós reconheçam o mérito dos grandes sábios de Israel sobre elas, e os ouça e obedeça.

Além disso, a internalidade das nações do mundo, os justos das nações do mundo, vai dominar e submeter a sua exterioridade, que são os destruidores. E a internalidade do mundo, também, que é Israel, deve se elevar em todo seu mérito e virtude sobre a exterioridade do mundo, que são as nações. Então, todas as nações do mundo reconhecerão o mérito de Israel sobre elas. Elas devem seguir as palavras (Isaías 14, 2), “E as pessoas devem levá-las e trazê-las ao seu lugar, e a casa de Israel as possuirá na terra do Senhor”. E também (Isaías 49, 22), “E eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas em seus ombros”.

Em cada nível, tudo depende da correlação entre a interioridade e exterioridade, e os níveis superiores determinam o que vai acontecer nos níveis mais inferiores. Então, cada um de nós, ou seja, qualquer um que estiver estudando a sabedoria da Cabalá e que pertença a “Israel”, isto é, à categoria que aspira diretamente ao Criador (Yashar-El), determina como as coisas vão se desenvolver, preferindo a internalidade sobre a externalidade, colocando o avanço espiritual, o amor, o respeito e a doação sobre a parte externa dentro de si, que se baseia no interesse próprio, sucesso, honra, no desejo de controlar os outros, etc. Este conflito interno dentro de cada um de nós e a forma como está expresso no grupo determina onde o mundo caminha.

Mas se tudo depende de nós, pra que precisamos da disseminação? A questão é que hoje o mundo inteiro precisa examinar a relação entre a internalidade e a externalidade. Em cada grau, em todos os níveis, todos devem tomar uma decisão sobre isso e preferir a unificação, a fim de se juntar a nós. Então, “as nações do mundo”, ou os nossos desejos egoístas, apoiarão a parte altruísta que leva o mundo adiante.

Assim, como eu disse, tudo depende da correlação entre a interioridade e a exterioridade, entre o avanço espiritual e todos os interesses corpóreos. Assim, a grande pergunta é: O que podemos fazer para que não haja mais desastres? Por mais difícil que possa parecer, devemos aceitar o que o Baal HaSulam diz: “Não há outro além Dele”, e “a lei é dada e não pode ser transgredida”, e ninguém pode influenciar o avanço do mundo, exceto aqueles que têm acesso à Luz que Reforma.

Portanto, nós temos que admitir que somos responsáveis ​​pelas aflições do mundo e os problemas que vivemos. Isto é o que Baal HaSulam diz: Como Israel preferiu a externalidade sobre a internalidade e não abrir revelou a sabedoria da Cabalá na hora certa, desta forma atraiu o Holocausto sobre si…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/12, Dia em Memória do Holocausto

A Época Da Livre Escolha

Dr. Michael LaitmanÉ difícil falar sobre o Holocausto porque este tema está intimamente ligado aos sentimentos das pessoas. É mais fácil discutir as guerras que ocorreram milhares de anos atrás, apesar de terem sido muitas vezes travadas entre os nossos povos, por exemplo, entre os judeus helenistas e aqueles que aderiram aos princípios fundamentais. No geral, o povo de Israel certamente comnadou muitas guerras com os inimigos externos: os romanos e outros.

Nós sabemos que todas as guerras passadas foram resultado de Israel não cumprir o seu objetivo. Sabemos da Tanach e Gemara que se o povo de Israel agisse corretamente, nenhuma nação reinaria sobre nós. Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo “Arvut (Garantia Mútua)”. Mesmo antes, o Ari tinha dito que se tivéssemos permanecido como fiadores uns dos outros, como no período do Primeiro Templo, e se não tivéssemos caído dele, as forças impuras não teriam ganhado poder sobre nós.

No entanto, a nossa queda estava prevista no programa da criação, de modo que neste mundo, como analogia do mundo espiritual, passaríamos pela quebra dos reis de DaHGaT (a destruição do Primeiro Templo) e a quebra dos reis de TaNHYM (a destruição do Segundo Templo). Em nosso mundo material nós também tínhamos que passar por essas duas quebras, e é por isso que caímos do nível espiritual até o fundo.

Na época, o rabino Akiva riu quando viu o terreno baldio no lugar do Templo. “Eu nunca acreditei que isso iria acontecer”, disse ele, “e desde que o Segundo Templo foi destruído, agora não há dúvida de que o terceiro se levantará e que a redenção completa virá”. Portanto, essas duas destruições e o longo exílio foram necessários. Pode-se dizer que ainda não havia liberdade de escolha: todos os estados eram determinados pela interação da Luz com o vaso no caminho.

E hoje, quando chegamos ao nível mais inferior e atingimos o maior egoísmo, um novo mundo está começando a emergir. Ele já está “arredondando”, já manifesta a quebra, e como o Baal HaSulam diz, nós estamos no limiar da redenção.

Como conseqüência, novas leis estão agora agindo em nós, não os princípios “mecânicos” que anteriormente nos impulsionavam juntamente com toda a humanidade. Em paralelo com o seu desenvolvimento, nós passamos por vários estados de subidas e descidas por todo o caminho até o presente momento, mas deste ponto em diante, uma nova época está começando, a era da livre escolha.

Após a quebra, após a queda e a inclusão mútua com o mundo, hoje tudo está pronto para a correção. Nós somos os únicos que percebem essa correção através das boas ações e do pedido que vem das almas quebradas. No entanto, essas almas perdidas não são capazes de pedir e realizar boas ações. O que podemos fazer?

Nós estamos tentando nos unir num todo, como antes da quebra, antes da destruição do Templo. Mesmo se não possamos realizar isso, os nossos esforços é que são as “boas ações”. Eu continuo tentando até o momento em que imploro por ajuda, até eu clamar: “Salva-me”. Dessa forma eu elevo MAN, o pedido de correção e, em resposta, a ajuda vem do Alto, chamada MAD.

E nisso nós temos livre-arbítrio: podemos acelerar nossa história, o processo que temos de percorrer. Se não realizarmos a cada segundo tudo que somos capazes, através de nossa livre escolha, então o estado em falta e não realizado não chega como um amanhecer muito aguardado na propriedade da misericórdia (Hassadim), mas transforma-se nas propriedades de superação (Gevurot). Como conseqüência, no lugar de “águas paradas” surge “águas turbulentas”, em vez das águas de Bina surgem as águas do dilúvio, e assim por diante. Em vez de avançar no caminho da Torá e da Luz, no amai ao próximo como a si mesmo, nós vagamos, impulsionados por problemas que não nos fazem avançar, mas simplesmente nos obrigam a realizar as ações que perdemos. Afinal de contas, de uma forma ou de outra, somos obrigados a completá-las.

Isso levanta uma pergunta. No começo, eu era capaz de produzir determinada ação, auxiliado pela unificação dentro do grupo, através da compreensão e do sentimento, da inclusão mútua com os amigos, apoio mútuo, e assim por diante. Eu conseguia alcançar isso sem uma necessidade premente, mesmo que isso significasse aumentar artificialmente a importância desta ação aos meus olhos. Mas agora, quando estou sendo estimulado por catástrofes e pela necessidade, será que estou realmente realizando o meu livre arbítrio? Não. Será que eu estou indo em direção ao fim da correção como um animal que foge dos golpes de um chicote? E este é o desenvolvimento espiritual? Onde está o livre arbítrio nisso?

A única coisa é que as desgraças vão nos levar a pensar e refletir, e através de sua ajuda, vamos começar a tatear e reconhecer o mal. No entanto, para isso, teremos que pagar, e neste caso a nossa livre escolha será muito mais complexa e multifacetada. Afinal, não existem concessões aqui; a pessoa ainda tem de ir pelo seu livre arbítrio através de cada degrau dos 125 degraus da subida, desde o ponto mais baixo até o fim da correção. Caso contrário ela não será um “ser humano”.

Assim, nós elevamos um pedido de correção (MAN) e receber uma resposta (MAD) de Bina. Se isso não acontecer, nós fazemos a transição para as propriedades da superação, Gevurot. Isso significa miséria e desastres, tanto pessoais quanto coletivas, incluindo o Holocausto. Em geral, este processo assola toda a humanidade, mas o povo de Israel é afetado várias vezes mais, uma vez que não está cumprindo sua função.

No final da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam escreve sobre o fato de que o mundo está dividido em duas partes: interna e externa, “Israel” e as “nações do mundo”. “Israel” também é dividido em duas partes: a interina inclui aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá para se corrigir, e a externa inclui aqueles que não se preocupam com a correção. Por sua vez, a parte interna das “nações do mundo” é seus “justos”, e a parte externa é seus “ímpios”, “aqueles que causam danos”.

Um mecanismo de conexão age dentro deste sistema: a maneira como as duas partes se relacionam dentro de “Israel” é a mesma como elas se relacionam dentro das “nações do mundo”. Portanto, quando aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá se elevam, correspondentemente, dentro das “nações” as pessoas que anseiam por união e boa convivência também ganham força.

Inversamente, se “Israel” ignora a Torá, a sabedoria da Cabalá, em outras palavras, se desconsidera o seu propósito, então, dentro da “nações” a pirâmide também se inverte: os externos se elevam e tomam o poder sobre todo o mundo . Claro, esses eventos são de longo alcance e têm um impacto negativo sobre “Israel”, cuja mensagem e propósito descem, dando lugar no topo aos ímpios e lançando ao fundo aqueles que estudam a Cabalá e que estão perto de espiritualidade. Assim é como a “hierarquia do poder” é colocada.

Isto é o que aconteceu conosco nos tempos de Hitler. Israel agiu em contrariedade com o seu papel, preferindo a materialidade à espiritualidade e, com isso, dentro das nações do mundo a parte destrutiva elevou-se acima do bem, até que a pirâmide inverteu-se. Nesse ponto, “aquele que traz dano” surgiu e fez o seu trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/2, Dia em Memória ao Holocausto

O que significa Mudar o Mundo?

Pergunta: É possível nós mudarmos o mundo agora, mesmo com suficiente rapidez e eficácia?

Resposta: Mudar o mundo significa explicar como ele é atualmente e como ele deveria ser. Ao corrigir-me começo a ser uma parte integrante de todo este espaço dentro deste sistema, assim que eu mudo o mundo. Quando eu explico para o mundo inteiro o que está acontecendo com ele e como precisamos mudar, a fim de trazer o mundo ao equilíbrio, estou alterando-o.

Basicamente, eu estou explicando para que as pessoas se alterem. Não há coerção na mesma. Eu não posso forçá-las, não posso vir acima com alguma nova sociedade, colocá-las lá, e então o mundo seria melhor, por qualquer meio.

Estamos em um estágio onde não pode haver nenhuma outra alteração. A natureza tem sempre nos levado para a frente. Pensávamos que estávamos mudando o mundo, mas, na realidade, estávamos simplesmente empurrado a felicidade com uma “vara”. Estávamos sempre tentando fazer algo e, finalmente, chegamos a um tal estado onde podemos melhorar o mundo apenas por melhorar a nós mesmos com nossa consciência, uma compreensão racional da natureza, e nossa conexão e equilíbrio com ele.

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Do KabTV de “Fundamentos da Sociedade Integral” 2/26/12

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O Princípio da Conexão: Preocupação e Inspiração

Pergunta: Na convenção no deserto de Arava falamos que o nosso trabalho é muito sério, mas, ao mesmo tempo alegre. Como essas duas coisas andam juntas?

Resposta: A principal coisa no trabalho espiritual é a grandeza do objetivo. Rabash escreveu que a inspiração, a grandeza do objetivo, o anseio por ele, tudo decorre do fato de que sentimos que estamos em uma missão especial, há uma responsabilidade especial, um grande objetivo diante de nós, e têm que ser percebido por todos naturalmente com gratidão e alegria. Se não fosse pela alegria, não teríamos o poder para fazer nada.

Portanto, devemos sempre sentir a inspiração, que será cultivada naturalmente dentro de nós, se começamos a apreciar a causa pela qual nos reunimos. Juntamente com inspiração, com o sentimento de alegria e de grandeza, é preciso sentir alguma preocupação que não será capaz de fazê-lo. Sem essa parte oposta tomaremos nossas ações atuais levemente, enquanto na verdade é uma questão muito séria.

Todos os nossos outros estudos – A estrutura dos mundos, as almas, as luzes que entram nos vasos, e outros processos que ocorrem lá, são todos teóricos. A realização desta teoria ocorre no grupo, e isto é a parte prática. Aqui podemos ver e sentir até que ponto esse método é trabalhar internamente, se realmente levo a sério: por um lado, uma grande inspiração (que é como Keter), e por outro, com medo e alguma preocupação quanto ao sucesso da missão (que se refere a Malchut).

Quanto maior a diferença entre esses atributos em nós, a diferença entre a preocupação e a grande inspiração mais forte e maior é o nosso vaso, em que percebemos a revelação da Luz superior. A capacidade do recipiente depende da diferença entre os dois atributos.

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Pergunta: Na convenção no deserto de Arava falamos que o nosso trabalho é muito sério, mas, ao mesmo tempo alegre. Como essas duas coisas andam juntas?

Resposta: A principal coisa no trabalho espiritual é a grandeza do objetivo. Rabash escreveu que a inspiração, a grandeza do objetivo, o anseio por ele, tudo decorre do fato de que sentimos que estamos em uma missão especial, há uma responsabilidade especial, um grande objetivo diante de nós, e têm que ser percebido por todos naturalmente com gratidão e alegria. Se não fosse pela alegria, não teríamos o poder para fazer nada.

Portanto, devemos sempre sentir a inspiração, que será cultivada naturalmente dentro de nós, se começamos a apreciar a causa pela qual nos reunimos. Juntamente com inspiração, com o sentimento de alegria e de grandeza, é preciso sentir alguma preocupação que não será capaz de fazê-lo. Sem essa parte oposta tomaremos nossas ações atuais levemente, enquanto na verdade é uma questão muito séria.

Todos os nossos outros estudos – A estrutura dos mundos, as almas, as luzes que entram nos vasos, e outros processos que ocorrem lá, são todos teóricos. A realização desta teoria ocorre no grupo, e isto é a parte prática. Aqui podemos ver e sentir até que ponto esse método é trabalhar internamente, se realmente levo a sério: por um lado, uma grande inspiração (que é como Keter), e por outro, com medo e alguma preocupação quanto ao sucesso da missão (que se refere a Malchut).

Quanto maior a diferença entre esses atributos em nós, a diferença entre a preocupação e a grande inspiração mais forte e maior é o nosso vaso, em que percebemos a revelação da Luz superior. A capacidade do recipiente depende da diferença entre os dois atributos.

[75.317]Pergunta: Na convenção no deserto de Arava falamos que o nosso trabalho é muito sério, mas, ao mesmo tempo alegre. Como essas duas coisas andam juntas?

 

Resposta: A principal coisa no trabalho espiritual é a grandeza do objetivo. Rabash escreveu que a inspiração, a grandeza do objetivo, o anseio por ele, tudo decorre do fato de que sentimos que estamos em uma missão especial, há uma responsabilidade especial, um grande objetivo diante de nós, e têm que ser percebido por todos naturalmente com gratidão e alegria. Se não fosse pela alegria, não teríamos o poder para fazer nada.

 

Portanto, devemos sempre sentir a inspiração, que será cultivada naturalmente dentro de nós, se começamos a apreciar a causa pela qual nos reunimos. Juntamente com inspiração, com o sentimento de alegria e de grandeza, é preciso sentir alguma preocupação que não será capaz de fazê-lo. Sem essa parte oposta tomaremos nossas ações atuais levemente, enquanto na verdade é uma questão muito séria.

 

Todos os nossos outros estudos – A estrutura dos mundos, as almas, as luzes que entram nos vasos, e outros processos que ocorrem lá, são todos teóricos. A realização desta teoria ocorre no grupo, e isto é a parte prática. Aqui podemos ver e sentir até que ponto esse método é trabalhar internamente, se realmente levo a sério: por um lado, uma grande inspiração (que é como Keter), e por outro, com medo e alguma preocupação quanto ao sucesso da missão (que se refere a Malchut).

 

Quanto maior a diferença entre esses atributos em nós, a diferença entre a preocupação e a grande inspiração mais forte e maior é o nosso vaso, em que percebemos a revelação da Luz superior. A capacidade do recipiente depende da diferença entre os dois atributos.

 

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Pensamentos Sobre Doação

Pergunta: Por que o Criador escondeu-Se de mim? Do que Ele tem medo?

Resposta: Durante o período de preparação de uma pessoa, às vezes, ela sente que o Criador se esconde dela, e às vezes ela não sente nada. Quando uma pessoa avança ela sente o quanto ela precisa da revelação do Criador, para que ela seja capaz de dar.

Uma pessoa compreende que, sem essa revelação, nunca será capaz de doar. Apenas a revelação do Criador em contraste com o meu ego vai me fornecer o atributo de doação acima do receber, “a fé acima da razão.” Então eu vou ser capaz de me restringir, e receber uma Masach (tela) e a Luz Voltando , e serei capaz de dar, mas tudo depende do nível da revelação do Criador para mim.

Eu estou esperando pela sua revelação, a fim de não receber prazer dele, mas eu vou ser capaz de trabalhar acima da minha vontade de receber. Este é o estado a que devo chegar e estamos quase lá. Temos a sensação de que a revelação do Criador é essencial, de modo que seremos capazes de alcançar a doação e se conectar entre nós e doar para Ele.

Primeiros pensamentos diferentes surgem, buscas e depois sentimentos. É o estado do “posterior”, que é um estado de deficiência, por necessidade. A “cara” já é o preenchimento, a revelação. Mas, na espiritualidade o preenchimento e a revelação simbolizam a capacidade de doação por que eu estou cheio.

Eu não estou cheio nos meus vasos de receber como eu pensava. Novos vasos são retratados em mim e por eles eu sinto uma deficiência para a conexão, por doação, um anseio de ver todos e toda a realidade como um todo. Ao tentar aplicar na prática isso, de repente, eu entendo que eu não posso fazer isso e que eu quero fazer outra coisa, mas eu não tenho as “mãos” para fazer.

Eu não posso executar uma ação de doação. É como querer fazer alguma coisa neste mundo, mas não ter as ferramentas para fazê-la, e então eu me sinto totalmente desamparado e impotente, sem a compreensão e os recursos para realizá-la. Eu me sinto como um peixe que não tem barbatanas, que não pode fazer nada e não pode mudar qualquer coisa.

Eu entendo que eu preciso de uma certa força, a fim de descobrir os três discernimentos: direita, esquerda e meio. Então eu vou descobrir como trabalhar com as linhas de direita e esquerda, a fim de construir a “cabeça” entre elas, a mente.

Minha satisfação é quando eu serei capaz de cumprir esta ação de doação acima de mim mesmo. Eu tenho que imaginar exatamente como colocar todos os componentes juntos, a fim de sentir a importância da doação, que eu dou em cima, o que posso dar, e pelo o que eu dou. Isso significa que eu entendo claramente essa ação.

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Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala 15/4/12, Escritos do Rabash

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Construindo um ambiente para todos

Não há um cronograma ou prazo exato definido para o nosso desenvolvimento, a compreensão, a persuasão, análise e auto-correção, para que de egoístas nos tornemos altruístas , permeados de amor e preocupação uns pelos outros. Não espere por algum período de tempo ou a mudança de gerações, porque as mudanças podem acontecer na nossa geração. Tudo depende de uma prontidão e da medida do seu desejo de mudar.

Como aprendemos nos estudos do livre abítrio, nosso desejo depende inteiramente do nosso meio ambiente. Temos que trabalhar juntos. Uma pessoa não pode trabalhar por si mesma e convencer-se de algo, isso nunca traz resultados positivos. Temos que construir um ambiente, uma sociedade, que vai nos influenciar, e então todo mundo vai mudar. Então vá em frente e construa este ambiente ótimo para todos nós! Com a ajuda deste ambiente seremos convencidos da necessidade deste caminho e rapidamente mudaremos e nos tornamos conectados por meio da garantia mútua.

Como resultado, o ambiente vai influenciar-nos com tal intensidade que as mudanças vão assumir uma velocidade de vôo. Afinal de contas, essas mudanças não dependem do nosso calendário. [Leia mais →]

Israel: Pelo Nascimento ou Pela Meta

Pergunta: Qual é a parte do mundo à qual as pessoas não-judias que estudam Cabalá pertencem?

Resposta: Hoje elas pertencem à categoria de “Israel”.

Se antes o termo “Israel” se referia às pessoas reais, hoje ele se refere àqueles que aspiram “direto ao Criador” (Yashar-El) ,isto é, à idéia espiritual. Hoje não faz diferença mais quem seus pais eram. O importante é se você aceitar o método de correção, se você tem o “ponto no coração” (•). De acordo com este ponto você é chamado de “Israel.” Se você não tem este ponto, você pertence à parte chamada de “as nações.” Assim, conclui-se que hoje você pode pertencer à “as nações”, e amanhã você pode tornar-se ” Israel. “Eventualmente todo mundo tem que alcançar a meta.

Quem recebeu essa centelha deve divulgar a sabedoria da Cabala e, ao mesmo tempo, cuidar de seu próprio avanço, o grupo, e os meios necessários para que a pirâmide geral da humanidade não vire de cabeça para baixo e pouse em sua cabeça, colocando assim todas as partes prejudiciais das “nações” na cabeça da pirâmide.

Além disso, Baal HaSulam enfatizou que essas categorias existem em cada pessoa, e hoje o mundo inteiro tem que identificar e corrigir-se, porque estamos agora na fase final da correção. Esta é a razão que, hoje, “Israel” são pessoas que anseiam pelo Criador, e não por qualquer outra coisa

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 19/04/2012 sobre O Dia da Memória do Holocausto

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