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Imagine Que Nós Todos Somos Uma Pessoa

laitman2No nosso nível atual, nós não necessitamos nos aprofundar em detalhes, mas simplesmente trabalhar juntos tomando cuidado com nosso vaso espiritual comum ao qual todos somam sua própria parte. Quando nós ascendermos a níveis mais elevados, nós precisaremos esclarecer precisamente qual de nossas partes estamos conectando, da mesma forma que no corpo humano existem tecidos, matéria, e células que se conectam. Os órgãos se conectam, descobrem suas respectivas funções, e fornecem coisas específicas para os outros.

Por agora, nós estamos somente falando sobre unir nossos desejos em direção à meta. Nós precisamos nos concentrar em uma única coisa: todos nós desejamos revelar o Criador simplesmente porque nós queremos nos sentir bem. Nós queremos alcançar a doação mútua aonde Ele irá nos doar e nós iremos doar a Ele e um ao outro. Isso é para que nossa “bacia” espiritual se torne viva e se sustente a si mesma. Dentro dessa “bacia”, nós existiremos juntos como um organismo sem nenhuma separação entre nós.

A Luz tem que nos soldar juntos como a um único todo assim meu “eu” vai desaparecer. Cada um de nós adiciona sua própria gota d’água, mas dentro da bacia não se pode mais sentir qual água pertence a quem porque tudo é coletivo. Então, começa nossa conexão mútua acima de nossos egos. Uma parte se aglutina à outra como se estivessem conectadas por artérias vitais em um organismo vivo. A vida no corpo é como a vida em Malchut do Mundo Infinito: Malchut é repleta de Luz e sua vida é coletiva, dependendo de uma doação mútua entre todas as suas partes e para o Criador.

Imagine que nós todos somos uma só pessoa. Nós somos esse organismo e nós todos queremos que essa pessoa viva porque ao viver, ela dá prazer ao Criador. Então, começamos a revelar que nós não somos somente partes desconectadas como uma parte do cérebro, por exemplo, mas nós somos uma parte do cérebro que está incluída em todos os outros órgãos. De que outra forma seríamos capazes de nos preocupar como os outros? Dentro de cada célula e osso existe uma partícula do cérebro, e da mesma maneira, nós nos sentiremos incluídos em todos sem exceção. Nós perdemos nossa identidade pessoal, mas, por outro lado, adquirimos mais oportunidades de pensar sobre os outros além do nosso ego, enquanto nosso ego continua a se revelar de novas maneiras.

O Trabalho do Criador É a Correção do Homem

laitman4Recebi uma pergunta: Por que o senhor insiste na necessidade de revelar a Cabalá?

Minha resposta: Aparentemente, você é religioso, e provavelmente ouviu que a coisa mais importante é “Avodat HaShem”, o trabalho do Criador.

O significado desta frase não é só estudar, mas corrigir o homem, onde a correção é alcançada pela Luz da Torah. E essa Luz pode ser atraída somente ao se estudar Cabalá.

A Cabalá é chamada a parte interior da Torah porque ela contém a Luz da Correção. Como podemos ver naqueles que estudam a parte externa da Torah, seus estudos não rendem o mesmo resultado.

Use a Sua Descoberta Do Mal Para a Correcção

каббалист Михаэль ЛайтманO Zohar, Capítulo “Tazria (Quando a Mulher Dá à Luz),” Item 86: “Quem guarda sua boca e sua língua, guarda sua alma de problemas.” Sua alma, que costuma falar, está agora silenciosa, devido às palavras más que falou. Então, vem a serpente, pois tudo retornou ao principio, como antes de lhe ter sido atribuída uma alma. E quando o discurso do mal se levanta por certas maneiras de estar perante a dura serpente, vários espíritos despertam no mundo, e um espírito impuro desce desse lado, e descobre que esse homem o evocou com o discurso do mal. Ele descobre que a fala sagrada (espírito) Ruach está removida dele, em tal altura a impura Ruach está sobre ele e viola-o, e ele é um leproso.

De onde vêem as forças do mal e que poder têm elas? Elas existem apenas se a pessoa as revela dentro de si mesma e decide que elas são más. Elas são suas próprias propriedades por corrigir ou desejos maus. Contudo, se ela as quer corrigir, elas tornam-se reveladas pelo propósito da correcção e não são consideradas transgressões. Pelo contrário, está escrito, “Aquele que vem para ser corrigido é ajudado”. Essa pessoa recebe ajuda e não sente o fardo.

Contudo, o mal também se pode tornar revelado sem a participação da pessoa, quando ela está menos preparada para ele. Estas são as forças do mal que ela não corrigiu no passado e que também não está planejada para corrigir agora. É então que a serpente e outras imagens assustadoras aparecem, que são a nossa inclinação ao mal que vêem para nos destruir.

Estas são todas as nossas propriedades por corrigir, que não aparecem de acordo com o nosso desejo de as revelar e corrigir, mas de uma maneira natural. Elas tornam-se reveladas como forças más e prejudiciais que agem contra nós.

O Zohar descreve-o como uma força externa e estranha que é oposta à santidade. Todavia, ela existe dentro dos desejos por corrigir da própria pessoa. Desta forma, a pessoa não deve pensar que certo acontecimento inesperado foi enviado a nós pelo Criador, mas que todos estes acontecimentos estão a manifestar-se dentro de nós. Devemos estar sempre prontos para usar qualquer descoberta para a nossa correcção. Então, ela será para o nosso bem.

Procure Dentro de Si Mesmo

каббалист Михаэль ЛайтманDevemos verdadeiramente revelar tudo o que está escrito em O Livro do Zohar dentro de nós mesmos. Uma pessoa senta-se em frente a um livro e não compreende uma única palavra escrita nele. Isto porque cada palavra aponta para um desejo espiritual, juntamente com o seu tipo e qualidade tais, como recepção ou doação, grande ou pequeno, e todas as suas várias formas. Devemos procurar tudo isto dentro de nós mesmos.

Uma pessoa tem de se unir com os outros e desejar fundir-se num único desejo com eles. Este desejo comum para o qual a pessoa aspira dentro de si mesma e se concentra nas buscas, tentando descobrir, “Onde está tudo isto escondido em mim?” O facto é que toda a realidade existe dentro de nós. Não há nada exterior; tudo o que vemos é formado no interior. Algumas coisas apenas aparentam ser externas, todavia não há vida a sério fora de nós. Embora vejamos várias imagens imaginárias, O Zohar não escreve sobre elas. Em vez disso, ele escreve sobre as forças que criam essa imagem. É como um ecrã (tela) de computador, em que vemos várias imagens e formas, mas, na realidade, todas elas são forças eléctricas.

Nós precisamos passar da exposição externa ou demonstração de forças para uma percepção interna e o entendimento de que tudo acontece dentro do nosso “computador”. É importante distinguir isso de forma a executar vários cálculos espirituais e acções.

Na verdade, não precisamos sequer de um monitor. Podemos trabalhar directamente com o computador a partir do seu disco rígido, sem transferir tudo para uma imagem externa.

Abrindo Um Novo Livro Todos os Dias


“Eu escutei do meu professor que O Livro do Zohar tem uma nova interpretação todos os dias” (Degel Machane Efraim). Isto significa que enquanto a pessoa muda todos os dias, o livro permanece o mesmo.

O Livro do Zohar é o sistema dos mundos espirituais. Ele é um sistema global de governo englobando todos os 125 graus da ascensão da alma, do nosso mundo ao Mundo do Infinito. O Zohar não apenas fornece uma explicação deste sistema, ele trás-nos a Luz capaz de nos elevar ao longo de toda a escada espiritual, do principio ao fim. Precisamos apenas nos esforçar para alacançar as exigências deste sistema enquanto lendo este livro.

Desta forma, se nós trouxermos a nós mesmos para a correspondência com o sistema que nos governa, iremos receber a Luz que Corrige, com a qual ele é preenchido. Isto constitui o nosso trabalho. Então, quando lemos O Zohar devemos aspirar a nos unirmos em um desejo e aguardar a Luz que nos corrige.

Entre o Céu e o Inferno


O Zohar, Capítulo “Tazria (Quando a Mulher Dá à Luz), Item 20: Quando a alma descende à entrada deste mundo, ela primeiro descende até o Jardim do Éden da terra, e vê a glória dos espíritos dos justos de pé coluna por coluna. Posteriormente, ela vai ao inferno e vê os malvados gritando “Ai! Ai!” e ninguém os compadece. É lhe dado testemunho de tudo: os malvados testemunham como eles são punidos por cada pecado, e os justos testemunham a boa recompensa que eles recebem por cada Mitzva [boa acção, mandamento]. E essa imagem sagrada fica sobre ela até que ela parta para este mundo.

O Zohar fala sempre sobre uma alma, um homem. Fale ele sobre o Jardim do Éden e o inferno, ou sobre os justos e os malvados – todos eles estão incluídos num homem.

Quando entramos no sistema da nossa alma, tornamo-nos submersos na nossa realidade interna e examinamos todas as possibilidades lá. É isto que pretende-se dizer com viajar entre o Jardim do Éden e o inferno, e observar o que lá está a acontecer. Por outras palavras, nós criamos um mapa contendo a rota do nosso avanço espiritual.

O Nascimento Espiritual é O Romper Para Um Novo Mundo

каббалист Михаэль Лайтман

Se quisermos nascer espiritualmente, temos de nos esforçar em fazer boas preparações. Como resultado, começamos a revelar o nosso egoísmo (mal), porque a escuridão chamada a “serpente” surge dentro de nós.

É impossível fazer uma transição fácil e pacífica para um novo nível. Similarmente, o nascimento no mundo material é um processo critico e difícil. Ele significa que você “morre” no nível anterior, e apenas então nasce num novo mundo. Similarmente, a serpente dá-nos novos desejos egoístas, desta forma ajudando-nos a romper para uma nova vida. Então, forças boas e más trabalham juntas.

Como está escrito, “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá como seu ‘tempero’ (um remédio para sua correcção).” Por outras palavras, o componente principal é o nosso desejo, que é a matéria da criação, e a Torá age apenas como o “tempero” para a nossa correcção.

Quando saímos do Egipto e nos aproximamos do Mar Vermelho, devemos primeiro atirar-nos na água. Apenas quando agimos primeiro, e assim o fazemos, se separa o mar. Esta é uma acção de nascimento; todavia, como somos nós capazes de fazer algo assim? Somos apenas capazes disso se o mal (nosso egoísmo) que nos persegue se revela a si mesmo, e através desta acção, nos força a nascer.

Saltamos para o mar como uma pessoa que salta do 20º andar de um edificio em chamas, por exemplo. Ela salta sabendo apenas uma coisa – que deve escapar do fogo; esta é a sua salvação. Similarmente, todos somos incapazes de pensar sobre como nos livramos do mal, e não importa o que se irá seguir. É precisamente assim que nascemos.

Desta forma, devemos valorizar o nosso egoísmo pelo seu trabalho essencial e indispensável. Sem ele, não seríamos capazes de alcançar o Objectivo final. É por isso que ele é chamado “ajuda contra ti”.

A Inclinação ao Mal é o Nosso Leal Assistente


Se uma pessoa está na linha esquerda, desejando receber apenas a Luz de Hochma, então não há sensação de escuridão dado que lhe falta a Luz de  Hassadim. Por contraste, se uma pessoa está na linha direita, completamente na Luz de Hassadim, então ela não tem qualquer desejo de recepção, e não aspira à Luz de Hochma (o estado de pequenez).

Como podemos conectar estes dois estados opostos de Hassidim e Hochma? Uma vez que uma pessoa é dividida nestas duas metades sem a habilidade de as unir, a intervenção de uma terceira força é necessária. Esta terceira força causa que os dois estados opostos colidam para que uma nova acção possa começar.

A verdade da questão é que cada acção é um novo nascimento na espiritualidade. Ela é um novo estado que não existia previamente, e não sabemos como a executar. Na verdade, é impossível executá-la, uma vez que cada acção revela a nossa falta de conexão com o Criador e a nossa oposição a Ele.

Como pisamos em cima deste abismo e saltamos da corporalidade para a espiritualidade em todo e qualquer grau? Isto ocorre depois de muita preparação, quando uma força vem até nós e desperta a serpente em nós, que é a inclinação ao mal, ajudando-nos a executar este salto.

(Nota: Este principio vem de Kitrug HaYareyach, que ocorreu no quarto dia da criação.)

Um Homem Justo Descende Mil vezes e Ascende Novamente


Uma pessoa que estuda Cabalá tem de garantir o apoio externo na forma de grupo, estudo e disseminação de modo a que eles estejam sempre do seu lado, prontos para o ajudar durante um estado de descida. Está escrito: “Um homem justo descende mil vezes e ascende novamente”. Este é o caminho para alcançar a espiritualidade.

Ao longo deste caminho, ocorrem diversas situações e estados. Ao longo de todo o caminho, a coisa mais importante é manter-se num ambiente que será sempre solidário e irá inspirá-lo quando você enfrentar as descidas. No final, você vai sentir a Luz que se encontra dentro desta inspiração. A Luz Superior não estará mais oculta de si, mas será revelada.

Se formos ao Congresso do O Zohar com a mesma inspiração que experimentamos durante a nossa preparação para ele, o Congresso será muito bem sucedido. Seremos capazes de fazer grandes correcções internas e sentiremos a revelação do Criador dentro da nossa conexão com os outros. É o meu grande desejo que isso aconteça.

“Vaidade Das Vaidades” – O Significado Cabalistico


Uma pergunta que recebi: Parece-me que O Livro do Zohar tem muito mais da linha esquerda que da linha direita. É isto verdade?

Minha Resposta: O Zohar, como toda a Torá, é a linha do meio, não da direita ou da esquerda. Toda a Torá é escrita a partir da linha do meio.

Os autores destes livros revelaram sua realização espiritual ao alcançarem o Nível Superior, o Criador, e isto ocorre apenas na linha do meio da alma. Desta forma, nenhum dos livros Cabalisticos é escrito na linha direita ou esquerda. Contudo, pode haver uma inclinação para uma direcção ou outra, na maneira como o material é expresso externamente.

Por exemplo, o livro Kohelet (Eclesiastes) do Rei Salomão parece ser uma expressão da linha esquerda a nós, quando ele escreve frases como, “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Contudo, “vaidade” (Evel), na verdade, refere-se à Luz Circundante. Desta forma, “vaidade das vaidades” significa que tudo é concretizado na Luz Circundante.

Quando lido desta maneira, vemos que todo este livro não está preenchido de desespero, como muitos pensam, mas precisamente o oposto. Ele fala dos anseios pela Luz Superior. Por exemplo, a mencionada frase do Rei Salomão em Eclesiastes na verdade significa, “Tudo é meu anseio pelo Criador”, em vez de como é frequentemente traduzida.

Tudo depende de um entendimento adequado do texto, unificação com o autor, e com o protagonista – o Criador.