Textos com a Tag 'Vida'

Eu Não Quero Ser Um Cata-Vento Girando No Vento

Dr. Michael LaitmanÀs vezes a pessoa fica com uma impressão de que a vida acabou e perdeu todo o valor para ela; este mundo inteiro não vale nada, e viver uma vida vazia é pior que a morte. Ela se pergunta por que ainda está viva neste mundo e lamenta sentir esta realidade. Ela pensa: “Eu gostaria de nunca ter nascido e vivido”.

Onde é que ela adquire um humor como este? É o Criador que a envia um sentimento como este.

Às vezes é o contrário. De repente ela sente uma explosão habitual de energia, cheia de risos e alegria, cheia de entusiasmo, pronta para abraçar a todos, pular e dançar. De onde é que vem esse humor? Também da providência divina. E o que você faz com esses estados polares? Não é bom estar em um extremo ou outro. Pois daí você é como um cata-vento, sempre girando na direção que o vento sopra.

Portanto, você está girando obedientemente de acordo com a orientação superior: onde quer que você vira, esta é a sua vida. Na verdade, não importa o que você faz ou o que não faz, porque você é guiado você de cima, controlando suas ações e sentimentos. Você só gira como um cata-vento no vento…

Mas se a pessoa entende isso e não consegue suportar isso, não concorda em ser um fantoche do Criador, o único que está no controle, ela diz: “Não! Eu tenho que decidir por mim mesma”, e ela exige que Criador deixe um lugar para ela. Então ela descobre que realmente há um lugar vazio! O Criador já Se ocultou desde o início e deu-lhe este campo de atividade chamado de “este mundo”.

Não há outro lugar onde o Criador intencionalmente Se ocultou desde o início e deu-lhe a oportunidade de fazer tudo o que quiser. Agora, com a ajuda do ambiente, você pode construir uma relação com a realidade para neutralizar a presença do Criador e preencher esse lugar vazio por si mesmo, exatamente na forma que o Criador teria preenchido se Ele fosse revelado.

Por que o Criador não é revelado neste lugar chamado de “este mundo”? Porque Ele não tem “vestimenta”, Ele está escondido. A pessoa constrói essa “vestimenta” e na medida em que faz isso, descobre o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/10/13, Escritos do Rabash

Se Não Há Uma Meta, Não Há Alegria Na Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Agora, é absolutamente claro para os médicos que o ser humano não é apenas composto por sistemas fisiológicos do corpo e da mente, mas também do desejo por um propósito. Mas sabemos que este é o nível espiritual de uma pessoa. Portanto, ela é obrigada a construir relações entre ele e a meta, o seu ambiente, e também para o seu corpo.

Recentemente, nos deparamos com o fato de que as pessoas têm se relacionado com seus corpos de forma negligente ou mesmo desprezo, e, consequentemente, estão sujeitas à doença. Assim, como a pessoa deve se relacionar com o corpo?

Resposta: Como resultado de milhares de anos de desenvolvimento, a pessoa chegou a um estado em que não está feliz por estar viva. Inconscientemente não queremos viver. Tudo é em vão: a angústia, o sofrimento; a vida, o que é tudo isso? Será que eu preciso sentir que sou alegre, feliz? Mas eu não sou.

Se eu consigo algum tipo de satisfação, ela é alcançada através de um esforço não justificado, e, assim, ele passa muito rapidamente, ou em qualquer momento se transforma no oposto. Então, as pessoas realmente não querem viver. Portanto, desprezo pelo corpo é apenas uma pequena consequência da condição atual. A pessoa secretamente sente que seria mais feliz se não existisse.

No passado, não havia nada disso, porque ainda não tínhamos evoluído para essa consciência. Hoje nós temos uma abordagem consciente da vida, da futilidade de nossa existência, da falta de fecundidade, da degradação. Nós entendemos a nossa natureza, o nosso nada. Ninguém nos perguntou se queríamos nascer, ser educados nesta sociedade ou em outra sociedade. Nós não entendemos o que, onde e como.

Houve um tempo em que tínhamos metas definidas. Não estávamos ainda desenvolvidos e por isso perseguíamos o que parecia permanente, construindo algo, ansiando por alguma coisa. Um ansiava pelo capitalismo, alguns pelo comunismo, e outros ansiavam por explorar o espaço. Queríamos provar algo, lutar, e alcançar algum tipo de autoafirmação. Hoje nada disso existe, tudo simplesmente desapareceu e uma “pia vazia” permanece, de onde toda a água foi drenada. Não temos mais nada para nos satisfazer.

Portanto, até mesmo olhamos para os nossos corpos com desprezo. Isso explica a atração por drogas, antidepressivos e suicídio. Além disso, isso não é visto apenas em países desenvolvidos, mas em toda parte, na América Latina, e até mesmo na África, naqueles lugares onde as pessoas eram suficientemente felizes no passado, apesar de sua existência miserável. Hoje, isso já não existe. Deve haver algum tipo de propósito para uma pessoa, para ela se envolver em si mesma, em sua aparência, esportes, etc.

De KabTV “Através do Tempo” 20/10/13

Fundir-Se Com A Fonte Da Vida

Dr. Michael LaitmanPor causa de nossa oposição à Luz, nós vivemos no mundo do sofrimento e da dor, e não importa como podemos escapar, nós só pioramos as coisas para nós mesmos, uma vez que tendemos a querer nos retirar e nos esconder da verdade, tanto assim que não temos nenhuma idéia sobre o caminho correto e as correções que devem ser executadas.

Portanto, só depois de ir até o fim deste exílio doloroso, nós finalmente recebemos o conhecimento, o lembrete, de que existe um método chamado sabedoria da Cabalá, o qual pode nos conectar com a Luz. Então, nós saberemos como, por meio dele, podemos corrigir a nossa relação com ela para que ela nos dê satisfação, em vez de agir contra nós, iluminando-nos à distância e incutindo dor em nós!

Além disso, nós não temos qualquer livre arbítrio neste mundo, exceto atrair a Luz que Corrige, que irá corrigir, reformar e unificar-nos com a Luz. Não há uma maior sabedoria ou ciência do que a Cabalá, que ajuda a perceber esta ação. Não há outros meios para afetar nossa vida e destino. Não vamos melhorar a nossa vida com a ajuda da ciência, cultura ou educação, se não as praticarmos de acordo com a sabedoria da Cabalá, ou seja, sem nos conectar com a fonte de nossas vidas, a Luz.

Se você deseja ter sucesso, este só é possível com uma condição: se você atrair a Luz que irá corrigi-lo e reformar o mundo inteiro. E se você tentar reformar o mundo sem a Luz, você só vai piorar a situação, pois você se esconde ainda mais da verdade, obrigando-se a passar pelo reconhecimento do mal em vez de um caminho bom e agradável.

Mas agora nós temos uma oportunidade única de revelar a sabedoria da Cabalá e conseguir a correção. Afinal, em toda a nossa longa história, nós ainda não começamos a realizar a correção e só estávamos nos preparando para ela. Deste momento em diante, o acerto de contas com a gente toma força total.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/10, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”

A Única Transformação Que Lhe Dá Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível que o Rabbi Shimon pudesse chorar ao decidir se devia ou não revelar o segredo escondido no Livro do Zohar? Pode-se confiar a um Cabalista tal enorme segredo com o qual ele iria nos prejudicar?

Resposta: Rabi Shimon não era uma pessoa comum, feita de carne e osso que se escondeu numa caverna, mas é todo um sistema, uma parte do mundo superior que se veste no Criador, e recebe tudo o que Ele tem de acordo com a equivalência de suas propriedades com as Dele. Ao mesmo tempo, ele contempla como conseguir passar esta Luz às outras almas que ainda precisam nascer e se desenvolver.

E para conseguir isso, ele emprega um sistema mais espiritual, o rabino Abba, o qual torna possível passar esta Luz para baixo. Com o rabino Abba e a assistência dos outros nove discípulos, cada um dos quais representa uma das 10 Sefirot e é composto de 10 sub-Sefirot (isto é, eles contêm um conjunto completo de 100 Sefirot), após a ocultação e a redução da Luz neste mecanismo específico, a Luz pode ser adaptada às almas da nossa geração.

Esta Luz é designada especificamente ao nosso tempo e não aos seus contemporâneos ou aos períodos do exílio. Esta é uma correção única, assim como a que os sábios do Talmude realizaram em nosso nome, de modo que não teríamos que atormentar nossos corpos para encontrar a espiritualidade como tinha sido escrito naqueles tempos: “Comer pão com sal, beber água, dormir no chão nu e estudar a Torá – e assim ter sucesso!”, mas depois do tempo do Talmude, tais restrições não são necessárias e basta simplesmente estudar a Torá interna (Cabalá), sem quaisquer limitações corporais!

Isso se tornou possível porque os Cabalistas daquela época inseriram um complemento necessário no sistema espiritual, adaptando-o assim para nós. Além disso, isso corresponde com o quão perto nós nos aproximamos dele graças à evolução do nosso desejo de receber (desejo, ego). Eles (Rabi Shimon e os nove discípulos) aproximaram a Luz de nós, enquanto nós também nos aproximamos dela (pela evolução no sentido inverso, aumentando assim o nosso ego), e agora nos tornamos tão próximos uns dos outros que o efeito da Luz sozinha é suficiente para a nossa correção. Nenhum sofrimento corporal é mais necessário.

Tudo isso ocorreu graças às correções efetuadas no sistema superior construído pelos Cabalistas anteriores. Estes sábios são parte dos mundos superiores e a parte mais interna, pois estão relacionados com as almas. Quando eles realizam correções, eles adicionam ao sistema coletivo tais elementos reformados que o revivem. Por causa deles, ele ganha vida e começa a trabalhar passando a Luz até nós!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/10, Escritos do Baal HaSulam

Para Que Você Está Vivendo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu não tenho a motivação de estar envolvido com a disseminação, apesar de tudo isso, o que me obrigaria a ir e disseminar?

Resposta: Esta seria a aspiração da sua própria alma. Ela não se encontra em você. Pelo contrário, é a sua ligação com os outros. No entanto, pra que você está vivendo?

Até hoje, você existe como “besta”. Você nasceu, mora no que é atribuído a você e morre. Você não encontra nada. Você não fez nada. Nenhuma memória sua permanecerá. Depois disso, você vai voltar a aparecer nessa forma bestial, pois mais uma vez vai receber a oportunidade de realizar-se, mas novamente a partir desse mesmo ponto, apenas num estado pior porque você não utilizou o último. Você precisa alcançar, pagar a dívida.

Pra que você está aprendendo? Por quê? Onde está a sua grandeza do Criador? O Criador é a característica de amor e doação. Como você a elevou? A grandeza da característica de doação e amor se expressa no seguinte: que você se dedica a esta característica e se esforça em realizá-la.

Pergunta: No entanto, se eu for disseminar, este é também um cálculo egoísta.

Resposta: Com certeza, você começa a disseminar a partir de um cálculo egoísta, mas quando você começa a trabalhar com as massas, os desejos e deficiências delas penetram em você. O imperativo de que elas terão sucesso aparece em você, porque elas se tornam preciosas e importantes para você, como seus próprios filhos, e você já começa a pedir por elas, e mesmo que, em princípio, você também esteja pedindo egoisticamente, você está pedindo pelos outros e não para si mesmo. Portanto, você começa a receber uma subida.

Da Convenção de Estocolmo “Alegria na Unidade” 31/08/13, Lição 4

O Primeiro Sopro De Vida

Dr. Michael LaitmanDe um artigo de Baal HaSulam, “O Segredo da Concepção e do Nascimento”, parte 7, “Movimento como um Sinal de Vida”: Do ponto de vista da vida espiritual, nós dividimos as criaturas em dois grupos: inanimado, vegetativo, animado – e falante. O inanimado, vegetal e animal são completamente mortos. O falante é o aspecto da vida.

A vida é o poder de mover-se. Sabe-se que o início da vida é composta por duas ações que são opostas em propósito.

Nos níveis inanimado, vegetal e animal, atividades como estas não acontecem, bem como entre as pessoas que se encontram nos níveis de desenvolvimento inanimado, vegetal e animal, mas apenas em alguém que já atingiu o nível de Adão dentro de si.

Pois também o falante, ao nascer está realmente morto, até que eles o despertam através da urgência.

Isto é o que sentimos no nosso caminho. Certamente isso não está falando do nascimento do corpo físico, mas das propriedades espirituais. Mesmo quando Adão nasce, ou seja, quando a característica de “assemelhar-se” (Domeh) ao Criador começa a ser desenvolvida em um de nós, no começo isso é no aspecto de estar “morto”; ele não está pronto para realizar suas próprias ações. Ele permanece assim até que eles o despertam através da urgência e pressão.

Pois seus Kelim (vasos) estão pronto para receber vida e movimento ainda no ventre de sua mãe; isto é, ele ainda está incluído no nível mais elevado antes de obter a independência e o sentimento de eu.

E quando ele entra no ar do mundo, o ar do mundo age sobre a sua carne com uma frieza a qual ele não está acostumado, e isso causa a estimulação das contrações.

E esta frieza obriga-o a contrair, a parar. Nós nunca estamos prontos para a frieza que vem do próximo estado, e assim nos contraímos. Isto é, cabe à pessoa sentir o quanto o seu intelecto e emoção não operam nessa área como antes; pelo contrário, eles se contraem e se afastam. Ele é muito fraco e não está pronto para fazer nada, ele não tem nenhum poder, cérebro e força interior, ele não está preparado para executar, entender, ou sentir nada, ou seja, ele chega à contração da primeira respiração.

E após a primeira contração, ele é obrigado a ampliar novamente a sua dimensão anterior. Uma pessoa não sabe se esta é a sua dimensão anterior ou não. É difícil para ela medir esses limites e profundidades pois tudo já está acontecendo dentro dos novos Kelim. A partir do momento em que ela se contrai até que ela retorne para preencher esse espaço com a compreensão e a emoção que tinha, ela tem novos Kelim nela.

E estes dois processos, contração e expansão, são o primeiro passo em direção à vida. Mas, às vezes, o recém-nascido é tão fraco que o ar frio do novo mundo não o faz contrair, e assim ele nasce morto.

Isto é como um estudante que se sente mal sob pressão, não aguenta e isso leva à contração. Assim, ele sai deste estado espiritualmente morto, e permanece apenas no corpo físico animal. Afinal, ele não criou o lugar e o motivo da vida a ser vestida nele, cuja origem teve início a partir do poder do contrações. A partir da contração, ele não poderia se expandir para o local anterior.

Na medida em que a pessoa está pronta para se contrair, para compreender e experimentar esse estado, para aceitá-lo com gratidão, ela pode se expandir novamente. Ela não se expande para controlar seu estado, para elevar sua auto-estima e se livrar do medo, mas para desocupar um lugar para o Criador, para que Ele possa preenchê-lo.

Através de contrações e expansões, todas as mudanças nos níveis espirituais ocorrem, a cada passo. A pessoa constantemente passa por essas pulsações e a única questão é apenas como ela os utiliza, como ela se relaciona com eles?

E aqui o sinal de que a criatura está pronta para a Luz da vida é que não há, pelo menos, um poder nela para fazer uma contração de modo que a Luz da vida venha até ela e faça uma exalação. E o primeiro movimento da vida é feito. A Luz que Reforma chega, e esta expansão de volta ao lugar anterior lhe dá a primeira característica de doação.

Portanto, ela não para de se mover e se torna viva.

E, portanto, o movimento não cessará mais nela; e ele se torna um movimento vivo.

Este primeiro movimento é chamado de “alma” (Neshamah), é o sopro de vida que o Criador respira nela, como está escrito: (Gênesis 2:07) “e soprou em suas narinas o fôlego da vida”.

É impossível subir para o nível da “vida”, para o nível da doação, se não estamos preparados para produzir dentro de nós as distinções entre humanos, ou seja, estar pronto para suportar as contrações e depois disso chegar às expansões. Se a pessoa estiver pronta para suportar este frio, então ela vai avançar. Como se diz: (Oséias 14:10) “Pois os caminhos do Senhor são retos, e os justos andam neles; mas os transgressores tropeçam neles”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 10 /09/13, Escritos do Baal HaSulam “O Segredo da Concepção e do Nascimento”

Despertando Uma Nova Vida

Dr. Michael LaitmanO que muda quando o nível superior se conecta com o nível inferior? Surgem novos corpos, Partzufim espirituais, que, na verdade, nós geramos. Este nascimento só é possível pela Luz Superior, é claro, mas isso acontece em resposta à nossa deficiência.

Toda vez que nós queremos nos aderir ao superior, nós forçamos o nível inferior a se aderir ao AHP do superior e gerar uma nova forma, um Partzuf comum, para os níveis superior e inferior. Este Partzuf é chamado de Neshamah e nós somos realmente aqueles que o geram. A matéria da criação existe, mas nós adicionamos a nossa demanda, a nossa deficiência, a ela.

A ação é realizada desde cima e a deficiência da ação vem de baixo, e, como resultado, uma nova entidade nasce que não existia anteriormente. Há apenas uma coisa nesta nova entidade, o desejo do inferior de se aderir mais fortemente ao superior, cada vez um pouco mais e, depois, um pouco mais. Isso é chamado de “muitos centavos se somam numa grande conta”.

Esta renovação não decorre da escada espiritual que desce de cima para baixo e nem dos Partzufim ordinários, mas do nosso despertar, que cada vez leva à plenitude, o que significa a adesão, a absorção, e a incorporação mútua.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/09/13, Talmud Eser Sefirot

Sentindo A Força Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode estar de acordo com todas as situações e ao mesmo tempo estar dirigido à meta? Como é possível atrair conscientemente a Luz?

Resposta: A pessoa tem que tentar sentir a alma interna que a dirige. Assim, ela é chamada de “vento” (Ruach-espírito), como se ela se movesse dentro de você e o dirigisse.

A fim de sentir isto, nós nós ocupamos com a conexão e união. Por que a conexão nos dá a possibilidade de sentir este espírito, esta força de vida que se move dentro de nós e que motiva tudo ao nosso redor, mas nós sentimos apenas seus resultados? Por causa da quebra da matéria que ocorreu; é como se ela se quabrasse em pedaços e este espírito que une esta matéria não é capaz de se mover, não é capaz de preenchê-la.

A desconexão desta matéria causa o sofrimento em nós, a falta de vida, que é sentida cada vez mais, mas nós temos que tentar nos conectar e unir os desejos, como se coletássemos esses fragmentos. Então nós permitimos que este espírito, esta Luz (Ohr Nefesh) se mova, e sentimos como ela nos dá vida, como exige que estejamos em movimento tanto emocionalmente quanto intelectualmente.

Desta forma nós coletamos cada vez mais desses fragmentos; encaixando-os, nós sentiremos em que sentido eles se combinam, como a combinação de nossos desejos quebrados, de nossos sentimentos, é complexa. Nós veremos o trabalho da Luz na montagem, na correção, na complementação, de todos nós em um todo.

E isso essa é a realização do Criador, dos 125 níveis de realizá-Lo. Mas todos eles vêm de nossas tentativas de conexão entre nós e com isso nós atraímos uma grande influência da Luz, do espírito, que já pode se mover mesmo através das lacunas entre a parte do desejo (matéria), que todos os nossos movimentos são nesse sentido, isto é, nós em direção a Ele e Ele em nossa direção.

Da Convenção em São Petersburgo14/07/13, Lição 5

De Onde Vem A Vida?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa trazer o Criador para a nossa unidade?

Resposta: É a sensação de que é impossível manter essa unidade sem o Criador. Nós estamos gradualmente perdendo a unidade, uma vez que nos falta a causa de todas as causas, a única força que sustenta toda a realidade. Isso é o que precisamos!

Esta é a forma como a pessoa se sente neste mundo. Nós já devemos revelar o grande sistema que está fora de nosso parque infantil e entender como ele funciona, e como o Criador preparou tudo para nós. Isso é chamado de revelação do Criador.

Chegou a hora, depois de termos atingido e provado o sentimento de unidade. Agora nós temos que descobrir Aquele que criou e preenche esta unidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/13, Escritos do Rabash

A Insuportável Fragilidade Da Vida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo:” Primeiro, todos devem entender completamente e explicar ao seu entorno que o bem-estar da sociedade, que é o bem-estar do Estado e o bem-estar do mundo, são totalmente interdependentes. Enquanto as leis da sociedade não forem satisfatórias para cada indivíduo no Estado, e deixarem uma minoria insatisfeita com o governo do Estado, essa minoria conspira contra o governo do Estado e visa a derrubá-lo.

Antigamente, era diferente, mas hoje, como resultado do liberalismo, da corrida armamentista e da estrutura especial da sociedade, até mesmo um pequeno grupo de pessoas é capaz de minar as bases de países inteiros. O mundo está mais frágil do que nunca: o mínimo de distorção, qualquer desordem, qualquer discordância, mesmo em uma coisa pequena, se transforma num grande problema que pode destruir todo o edifício. A tecnologia e os meios de destruição foram longe demais, a política é muito hipócrita, a ordem social é muito vulnerável.

O mesmo acontece na família: uma discussão trivial pode afastar suas partes uma da outra. A Internet, em geral, oferece possibilidades inimagináveis: vários “pirralhos” sentados na frente da tela podem ganhar milhões no “espaço virtual”, mas também podem minar as bases de empresas, bancos, países, qualquer coisa.

Acontece que hoje em dia um punhado de pessoas pode causar danos consideráveis ​​para todo um país. Além disso, quanto mais desenvolvido o país, mais vulnerável e sensível ele é a greves de grupos individuais.

O mundo se tornou muito sensível aos menores atritos e diferenças. Esta tensão entre as suas partes só vai aumentar até que ela nos leve ao entendimento de que, gostemos ou não, temos que encontrar um terreno comum para todos, um denominador comum, livre de qualquer tipo de desacordo, imbuído de integridade e unanimidade. Isso parece algo totalmente irreal. No entanto, a lei da perfeita unidade integral mundial manifesta-se diante de nós com mais clareza.

É por isso que o mundo precisa de um bem-estar completo, total. Ele não vai ser capaz de viver fragmentado em partes, setores e facções de poder; ele não será mais capaz de lutar em sua própria discordância. Seja como for, nós já vemos que a natureza nos empurra para a totalidade. O que não está unificado não tem o direito de existir.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13, Escritos do Baal HaSulam