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Ai Dos Orgulhosos Que Imploram Por Sua Vida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Pri Hacham (O Fruto do Sábio): A pessoa que é uma exceção e implora por sua alma não constrói mas sim destrói a sua alma. Diz-se “aquele que é orgulhoso”, porque ela não se pode ser uma exceção se não for pela veste de orgulho, e ai de quem traz destruição para sua alma.

Se a pessoa não aspira a se dissolver e desaparecer no geral, então, do ponto de vista espiritual, isso significa que ela está imersa em orgulho. Não é o orgulho que conhecemos em nosso mundo, que obriga a pessoa a sentir mais e mais sucesso do que outros. Se ela não quer se conectar com outras pessoas e entrar nelas, isso é chamado de orgulho espiritual. Ela destrói a sua alma se não ora, a fim de ser incorporada no geral, e operar através do geral, o que significa pelo bem geral, na medida em que se anula e desaparece lá.

No momento em que nós começamos a chorar e orar para nos conectar, nós recebemos o poder de sair do Egito e se esconder do nosso próprio ego. O êxodo do Egito é uma fuga do meu próprio ego, graças ao reconhecimento da necessidade de conexão.

A Luz se espalha e habita nos vasos de recepção do geral quando todos se unem por cima do ego de cada um e são preenchidos com a Luz de Hassadim. Ao mesmo tempo, cada um anula a si mesmo diante do geral, desistindo do seu desejo de receber, unindo-se num só desejo, num só vaso, que é preenchido pela Luz superior.

Na verdade, a preparação está na conexão, ou seja, em levar-nos à forma da Luz que é única. Então, um vaso recebe uma Luz. No momento em que nós chegarmos até mesmo no menor nível de adaptação à Luz, logo descobriremos que estamos nele, conectados na unidade com o Criador.

Isso só é revelado através da conexão. Todo mundo que pensa e espera chegar a algo de forma independente, e não através do grupo, percebe a realidade de forma errada e, portanto, afasta-se da meta e destrói o grupo. Além do mais, isso se refere a praticamente toda ação, mesmo em nossa vida pessoal, pois a corporeidade deve desaparecer na espiritualidade. Esta é uma condição muito séria e quanto mais nós avançamos, mais difícil se tornam as condições.

Diz-se que a entrega da Torá ocorre todos os dias, o que significa que o estado espiritual já existe e está diante de nós e que tudo depende apenas da nossa preparação para a recepção da Torá, quando manifestaremos uma grande deficiência para alcançar a primeira conexão a ser revelada em nós. Então, nós vamos sair imediatamente do Egito, receber a Torá, e ser incorporados no processo do trabalho espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/13, Escritos do Rabash “Igrot “, Carta 33

A Programação Diária É Uma Linha Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós não conhecemos o próximo estado, como podemos nos preparar para ele?

Resposta: Nós nunca saberemos o próximo estado, mesmo quando já estivermos nos níveis espirituais. Digamos que você está no 80o degrau da escada. Este é um grau maravilhoso, acredite. Mas antes de chegar até este ponto com o anterior, você está em um estado de um milhão de vezes pior do que agora.

Você não tem nenhum desejo, nenhum interesse, não ouve uma só palavra do que estamos falando agora durante a aula, você está sentado como um pedaço de madeira, pior ainda, como uma rocha impenetrável. Você não pode pensar na espiritualidade, nem se lembra quando isso aconteceu com você, onde e como. O que é o mundo espiritual, afinal? Você não consegue se lembrar de um único sentimento, qualquer palavra de lá.

Em vez disso, você é superado pelos pensamentos mais primitivos: o que há na minha barriga, na minha conta bancária, na geladeira. Você está se transformando num verdadeiro animal. Como você pode sair deste estado para subir ao 81o grau? Só através de movimentos muito graduais e difíceis.

Ninguém de Cima vai te dar energia, a importância da meta, de modo que seus olhos se abram e brilhem. Pelo contrário, você está totalmente privado do espírito da vida. Você vai cair no egoísmo, vai odiar os amigos. Agora, você começa a sair deste estado interior se você se lembra do que se trata. Eles falam e você não precisa nem ouvir. Não é que você seja “a favor” ou “contra”, você simplesmente não reage, é como se você fosse feito de pedra.

Está escrito sobre isso, “tudo que está em seu poder, faça-o”. Quanto maior for a pessoa, mais egoísmo ela tem. Portanto, ela experimenta um terrível peso no coração, que não dá oportunidade de fazer nada. Agora, você não precisa depender de ninguém: você não tem nem uma conexão boa nem má com os amigos. Então vocês vão cair juntos, por causa de sua conexão e a queda também será global, do grupo.

O que você pode fazer? Tire vantagem da mente? Mas não há nenhuma mente; você se transformou numa pedra. Jogar artificialmente também não funciona. Curvar-se diante do ambiente? Mas você não tem para onde se curvar; você já caiu tão baixo e não pode cair no chão. Voltar-se ao grupo? Mas você não o vê diante de você. O que pode lhe ajudar? Apenas uma preparação anterior! Se você se aproximou de um estado espiritual sem a preparação necessária, você não tem chance de avançar.

E se você ainda não for capaz de se preparar, a única coisa que lhe ajuda nessa situação é uma programação diária. Se você está acostumado a uma rotina particular, o hábito torna-se uma segunda natureza. Você precisa usá-la e torná-la um hábito, tanto quanto possível, porque o hábito entra em sua natureza, e se você sente que está inclusive morto, o hábito revive você. Você deve se levantar para a aula porque seu corpo está acostumado a acordar nesta hora. Você deve realizar determinadas ações habituais. Isso não se refere à alma. O corpo se acostumou às atividades físicas que você faz ao mesmo tempo e nas mesmas condições.

Portanto, é muito importante que a pessoa se habitue a um calendário diário. Nada vai ajudar, exceto o hábito. Visto que eu incluí em meus hábitos relacionados com a espiritualidade, agora, quando realizo essas ações físicas habituais, elas me lembram da espiritualidade. Eu as desenvolvi em mim por causa da meta espiritual, e agora quando eu tenho que cumpri-las na forma física, elas me trazem de volta ao estado espiritual.

Da Discussão sobre a Preparação para a Convenção, em São Petersburgo 26/06/13

Meios De Comunicação: Para A Consciência Do Sentido Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos anos de 2008 a 2009, os negócios na Internet não tiveram nenhum declínio. Na verdade, ao contrário, o crescimento foi de 10 a 12%. Hoje, estes negócios continuam crescendo. Isso está se tornando o “amanhã” de toda a atividade humana?

Resposta: Em princípio, nós já passamos por essa fase. A geração das tecnologias do vapor, eletricidade e gás já terminou. Além disso, a geração de todos os tipos de tecnologias dos meios de comunicação também chegou ao fim. Agora, nós já não aspiramos por conhecimento e links de comunicação. A ideia de comunicação entre as pessoas desapareceu. Nós vemos isso muito bem com a Internet, a rapidez com que ela nos ajuda a desenvolver e filtrar tudo o que já esteve em algum nível, que completou o seu trabalho, e por isso nós o descartamos.

A próxima etapa é a etapa do sentido (ou significado), caracterizada por um desejo de alcançar o sentido da vida. Hoje, nós estamos neste limiar. Esta não é apenas uma geração de energia, materiais e informações, mas, além disso, é uma geração em busca de uma resposta para a pergunta sobre o sentido da existência. Sem esta questão aguda e sua resposta, a humanidade não pode avançar ainda mais. Ela vai entrar em depressão, suicídio, terrorismo e confusão absoluta, dizendo: “Eu não sei o que fazer!”.

Hoje, o mundo vive de acordo com o princípio do “ganhei-descartei”, “roubei-comi”. Num estado como esse, não há uma meta. Portanto, a humanidade precisa encontrá-la, e esta será descoberta especificamente na integração coletiva se pudermos apresentar este exemplo para o mundo rapidamente. O problema é que a humanidade precisa sentir por si mesma. Não podemos colocar as pessoas num estado como esse artificialmente.

Se as pessoas alcançarem isso, então tudo será mudado; se não alcançarem, pode ser que nós vamos existir neste estado por muito mais tempo. No entanto, em seguida, ele será ruim para nós. Vamos ansiar pela guerra em que vamos pensar apenas em cortar conexões complexas e resolver problemas.

De KabTV “Através do Tempo” 20/03/13

Não Deslize No Pântano Da Vida

Dr. Michael LaitmanNinguém pode me dizer o que eu devo fazer. Eu preciso esclarecer isso e decidir por mim mesmo, que meta é fictícia e que meta é real. Eu tenho que me responsabilizar pelas medidas que tomei. Caso contrário, por que eu recebi essa vida?

Minha vida é como estar no meio de um pântano onde há apenas alguns lugares que posso pisar para atravessá-lo e não me afundar. Tem que ser a minha decisão. Ninguém mais pode mover meus pés e colocá-los no lugar certo.

Se eu cair, vou me afogar no pântano da vida por várias décadas. Se isso acontecer, eu tenho que entender que isso tinha que acontecer. Eu devo fazer o que está ao meu alcance para esclarecer tudo com antecedência. Se depois eu ainda cometo um erro e me afogo durante várias décadas, é sinal de que isso tinha que ter acontecido. Agora, eu não sei por que e por qual razão, mas vou descobrir isso mais tarde. É como se diz sobre a Providência direta e indireta, “Tu me cercaste por trás e pela frente”.

Pergunta: Como eu posso tomar a minha própria decisão, se estou totalmente sob a influência do ambiente, numa sociedade espiritual ou externa?

Resposta: Isso tudo é o seu livre arbítrio: ser impressionado pela sociedade espiritual, tanto quanto puder e não sair por aí com “o nariz empinado”, considerando-se superior a todos os outros. Caso contrário, você não será capaz de ser impressionado positivamente por eles.

Mas isso não significa que você pode ir até os amigos e perguntar o que deve fazer: sair para ganhar dinheiro ou não. Você não deve deixar que os outros decidam por você. Sua decisão tem que ser o resultado de seus esclarecimentos internos, o resultado de seus esforços em subjugar a si mesmo perante a sociedade, o que significa diante da ideia espiritual, do desejo de conexão e unidade, de avançar em direção à adesão com o Criador acima da razão. Isto é o que a sociedade, a força coletiva, significa para mim. Na medida em que você dominar a si mesmo diante da ideia espiritual, você vai decidir o que é importante para você na vida.

Então eu olho para trás e não vejo o meu corpo! Ele já desaparece em algum lugar na minha vida anterior, há muito eliminado do meu caminho. Eu tenho que fornecer-lhe alguns alimentos básicos e faço isso. Necessidades básicas significa que eu faço alguma coisa já que tenho que cuidar do corpo. Eu me forço a pensar no meu corpo animal, que é chamado de necessidade básica. Mas, em todos os meus outros pensamentos eu estou no grupo, na conexão, e tomo a decisão certa.

Esta conexão me sustenta e não me deixa partir. Eu estou tão fortemente aderido a ela que só consigo me preocupar com alguma necessidade básica forçando a mim mesmo. Nós podemos testar isso: o quão feliz eu me sentiria se não tivesse que cuidar do meu corpo, mas só pudesse me preocupar com o grupo e o Criador 100%, não deixando sequer 1% para mim.

Mas quando eu começo a me preocupar apenas com as necessidades básicas do meu corpo animal, de repente percebo que ele não é meu! Então, lidar com o meu corpo e minha família se torna o trabalho espiritual. Eu sentia que eles eram meus enquanto recebia algum lucro egoísta deles, mas se não recebo qualquer lucro dessas transações necessárias, é simplesmente um jogo que me foi dado, um meio de esclarecimento espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/13, Escritos do Baal HaSulam

O Propósito Da Vida É A Auto-Realização Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao estudar Cabalá, nós nos transformamos de “Nações do mundo” em “povo de Israel.” Se eu entendi corretamente, ao alcançar a realização espiritual nós obtemos maior sofrimento do que as “Nações do mundo”? Ou será que entendemos a relação de causa e efeito?

Resposta: Eu tenho muitos amigos da escola, universidade, com quem às vezes mantenho contato. Eles são pessoas normais, desenvolvidas, mas não me entendem. De qualquer forma, eu não negligencio nenhum deles; eu os aprecio e os amo, mas nós somos apenas pessoas diferentes.

Então, nós não podemos avaliar a nós mesmos em relação aos outros. É mais fácil para uns e mais difícil para outros; todo mundo tem seu próprio destino. A única coisa que uma pessoa deve fazer é realizar a si mesma.

Você não deve invejar ninguém, dizendo: este é sortudo, veja como ele é rico; e este aqui é um preguiçoso, mas tudo é mais fácil para ele; um terceiro nasceu “com uma colher de prata na boca”. Isso não vai ajudar. Isto sugere que você apenas não sabe como realizar a si mesma. A pessoa tem que aprender!

Pegue seu desejo mais profundo, mais verdadeiro e nostálgico, e comece a ser você mesmo. Você verá que este é o melhor que pode acontecer. É improvável que você vá ser feliz se trocar de lugar com alguém. Somente ao se realizar, tornando-se semelhante ao Criador, você estará completamente satisfeito.

Quanto mais a pessoa segue adiante, quanto mais avança, maior vazio emerge nela. Mas esses vazios tornam-se repletos de discernimentos, um sentido de eternidade, perfeição, vida eterna, uma sensação de Infinito. A pessoa vê o universo de uma ponta à outra.

Por exemplo, uma pessoa normal neste mundo, um pastor que anda com as vacas no campo, assobiando, sentindo-se bem, vivo, sem preocupações em sua cabeça. Nós podemos ter inveja dele? Sim, é claro. Mas inveja do quê e até que ponto? Afinal, chegará um momento quando ele vai realizar seu programa.

Portanto, não pense no sofrimento. Realize-se! Caso contrário, no fim das contas, você amaldiçoa o Criador por ter criado você. O que poderia ser pior do que isso? Então, vamos ser gratos!

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

Vida Significa Aproximar-se Do Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de “mortos”. “Isto é porque a morte é melhor do que a vida, como a dor e o sofrimento que suportam para o seu sustento são muitas vezes maior do que o pouco prazer que sentem nesta vida.

Se nós não avançamos no sentido de alcançar a fonte da vida, a vida se transforma numa fuga do sofrimento. Todos os nossos pensamentos são apenas sobre como evitar o mal e o aborrecimento. Portanto, nós não imaginamos o bem como satisfação, já que não podemos nos satisfazer, mas simplesmente tentamos encontrar alguma paz entre os momentos ruins.

Como resultado, todos os prazeres que sentimos não duram mais do que um curto espaço de tempo, e por isso somos chamados de “mortos”, mesmo estando vivos, uma vez que não recebemos satisfação da fonte real da vida da qual toda a realidade e toda a criação se sustentam.

Claro, todo mundo tem suas próprias contas, e se a pessoa vê quanta dor e sofrimento ela sente, o quanto ela sofreu e que esforços fez em comparação com os poucos momentos de prazer que lhe deixou feliz e lhe trouxe alegria, então ela descobre que não valia a pena viver. Toda essa vida só pode ser justificada como uma preparação para a ascensão espiritual. Mas se ela examina a vida como é, percebe que não há qualquer nexo nela.

Agora, quando somos recompensados com Torá e Mitzvot (mandamentos), somos recompensados com a vida real feliz e alegre, ao mantê-los, como se diz: “Prove e veja que o Criador é bom”. Isto é o que aqueles que a alcançaram sentem. Então, nós podemos escolher entre o bem e o mal. Depois que recebemos a Torá, o caminho, os princípios espirituais, nós começamos a trabalhar com as duas linhas.

Isto é o que os escritos dizem com: “e você deve escolher a vida para que você e seus descendentes vivam”. Na verdade, é uma repetição: “e você deve escolher a vida, de modo que você viva”. Mas isso se refere a viver cumprindo a Torá e Mitzvot. Então, a pessoa realmente vive. “Mas a vida sem a Torá e Mitzvot é mais difícil do que a morte”.

Esta é a forma como a pessoa percebe a diferença entre a vida e a morte: a vida significa avanço espiritual, e a morte significa falta de avanço. A pessoa gradualmente entende que o avanço significa se aproximar do amor, da doação, da auto-anulação, subir acima do ego. Só isso é chamado de “vida”, sem qualquer consideração ao que sentimos em nossos desejos egoístas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

Na Expectativa Da Vida

Dr. Michael LaitmanO livro “O Estudo das Dez Sefirot (TES)” nos fala sobre a estrutura de nossa alma e sobre as ações que ela executa. Mas agora esta alma está congelada e imóvel, como se num estado de expectativa, de prontidão, no estado mínimo de seu nível inanimado. Na medida em que estudamos sobre ela, ela desperta e vem à vida.

Nós podemos fazer isso, mesmo inconscientemente, sem qualquer cálculo de como tudo isso acontece, mas simplesmente através da leitura deste livro. Isto também é bom, uma vez que já evocamos a Luz que Corrige, mas nós só produzimos o fluxo de sangue no sistema na intensidade da natureza inanimada.

Se quisermos participar desse trabalho consciente e sentir como a Luz age em nós, o que significa não apenas ler o TES, mas também continuar estimulando a ação da Luz conscientemente, nós injetamos diferentes correntes da Luz da vida em nossa alma, e ela vem à vida.

Então nós sentimos suas ações e graças a isso alcançamos o entendimento, a realização, e a participação. Tudo depende da medida em que nos identificamos com os escritos, quando entendemos que se trata de nossa alma. A palavra “alma” é chamada de “uma parte divina de Cima”, o que significa o “desejo corrigido de desfrutar com a intenção de doar”. Não pode haver outra partícula superior em nós.

E assim, gradualmente, nós avançamos lentamente atraindo sobre nós mesmos a força que injeta a vida espiritual em nós. No final, a pessoa começa a sentir e a ser incorporada praticamente em todo o processo que o livro nos conta, assim como o autor do livro que alcançou tudo o descreve.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/12, O Estudo das Dez Sefirot

Nós Poderíamos Transformar Este Mundo Num Paraíso!

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot : “De fato, se preparássemos nossos corações para responder uma única questão muito famosa, estou certo de que todas essas questões e dúvidas desapareceriam do horizonte, e você vai olhar para o seu lugar e descobrir que desapareceram. Esta questão indigna é uma questão que todo mundo faz, ou seja, “Qual é o sentido da minha vida?”. Em outras palavras, esses numerosos anos de nossa vida, que nos custam tanto, e as numerosas dores e tormentos que sofremos por eles, para completá-los ao máximo, quem é que gosta deles? Ou mais precisamente, a quem eu dou prazer?

A humanidade está sofrendo, todos estão sofrendo, toda esta vida é um sofrimento contínuo. Só às vezes estamos autorizados a descansar por alguns anos, mas o resto do tempo temos que exercer uma interminável guerra de sobrevivência: esta é a vida que a natureza designou para nós. Então, do que se trata a vida? Será que realmente tem que ser assim? Podemos fazer melhor? Até agora não encontramos uma maneira de tornar nossa vida melhor e mais feliz. O Baal HaSulam não está falando de uma vida perfeita e eterna acima desta vida corpórea, ou sobre o Criador e o mundo de Ein Sof (Infinito). Entretanto, ele está se referindo às mudanças na nossa vida comum neste mundo e como podemos melhorá-la.

Ele não começa com ideias elevadas, mas sim com a coisa mais simples: Será que todos nós sofremos? Sim, nós sofremos! Vocês querem sofrer menos? Sim, nós queremos! A sabedoria da Cabalá não rouba de vocês a sua Torá e a alegria da vida; ela não tira vocês da vida nem interfere em suas ações corporais; ela só quer adicionar um pouco de alegria à sua vida, um pouco de gosto, de modo que vocês vão se sentir melhor! É uma abordagem muito gentil. O Baal HaSulam identifica-se com o sofrimento humano e explica que é possível dar mais alegria às nossas vidas.

Afinal, toda a nossa vida é uma eterna fuga do sofrimento e hoje é igual à ontem. Mas a vida pode ser feliz, completa e boa para você e para o seu ambiente, vivendo em interesse mútuo um pelo outro, se sentindo completamente seguro. Caso contrário nós nos condenamos a uma existência que é pior do que a de um animal. Afinal, quanto maior os nossos desejos, mais vazios sentimos a vida e mais sofremos.

Ninguém gosta da vida que estamos levando e ninguém dá prazer aos outros, de modo que parece que sofremos nos dois sentidos. Nós simplesmente não podemos preencher ninguém por causa de nossa natureza egoísta e não podemos receber nada de ninguém. Portanto, todo mundo está em conflito mútuo e numa eterna luta, tornando esta vida dura e terrível. Nossa natureza egoísta destrói a nossa vida, tornando-se uma experiência difícil. Por exemplo, o mundo em que vivemos hoje, com todo o avanço tecnológico, poderia ser o paraíso, mas em vez disso, o transformamos num verdadeiro inferno.

Nós poderíamos viver numa família feliz numa sociedade próspera, livre de todos os problemas, tendo tudo que precisamos: saúde, segurança, trabalho respeitável, liberdade. Todo mundo poderia se preencher quando quisesse, trabalhando algumas horas por dia e gastando o resto do tempo em algum hobby. No entanto, em vez disso, nos matamos trabalhando, destruindo o meio ambiente e os últimos recursos que nos restam. Nossa natureza egoísta não nos deixa desfrutar nem agradar os outros, e, no final, fazemos com que tudo mergulhe na escuridão, levando-nos a um beco sem saída.

Tudo o que podemos fazer é esperar que esta crise nos ensine o mais suavemente possível e force a humanidade a reconhecer a sua natureza egoísta, com a qual não pode mais existir. Nós não vamos sobreviver se não mudarmos a nossa natureza, mas é impossível mudá-la assim mesmo: isso só pode ser feito com a ajuda da sabedoria da Cabalá. Até que a pessoa chegue a essa conclusão, ela terá que sofrer muito mais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

No Ocaso Da Vida

Dr. Michael LaitmanComentário: Se perguntássemos a um velho se ele gostaria de ser um mago, ele diria: “Eu gostaria, mas não tenho desejos”.

Resposta: As pessoas mais velhas perdem seus desejos. Elas se sentem rejeitadas pela vida, estão cansadas e não esperam nada da vida. Os jovens estão prontos para qualquer coisa, mas não têm a mente, como se diz: “Se a juventude soubesse, se o velho pudesse”.

Este é o modo como vivemos. Portanto, o principal é apresentar à pessoa no início de sua vida a opção de descobrir tudo da providência, daí ela saberia como se comportar, o que procurar, com o que ser preenchida, e não perderia a sua vida, mas sim aspiraria a entrar no próximo nível eterno.

Pergunta: Pode-se dizer a um homem velho, “Venha para o grupo de educação integral, esse é o lugar onde você vai encontrar um desejo?”.

Resposta: Com certeza! Mas esta não é a única maneira de atraí-lo. Nós só precisamos nos voltar à pessoa com o que ela realmente quer.

Se ela ainda tem alguns desejos semelhantes, então sim. Se não, se tudo já está morto nela, nós só podemos chamá-la a vir, para sentar-se com outras pessoas idosas, comer algo saboroso e tomar uma xícara de chá. Ela vai ver, ouvir e passar o tempo, e vai ficar agradavelmente impressionada por estar numa determinada sociedade. Os idosos devem ser atraídos pelo que chamamos de interesses de velhos, mas não por questões elevadas.

Isso deve atender às necessidades da pessoa. Não importa a quem recorremos, nós precisamos primeiro estudar este grupo de pessoas e seus desejos e nos dirigir a estes desejos.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman”, 10/03/12

A Força Da Unidade Equivale À Força Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a unidade entre nós vai despertar uma força especial em nós que se encontra acima de nossas vidas. Que força é essa, e como ela pode nos servir como escudo ou arma?

Resposta: É a mesma força da vida que existe em nosso corpo quando todos os seus órgãos agem em conjunto, em harmonia geral. Isto é o que se chama de vida, e se os órgãos param de agir em equilíbrio e harmonia uns com os outros, isso cria vários problemas de saúde devido à ausência da garantia mútua no corpo.

Quando a força que conecta os órgãos trabalhando juntos está faltando, o corpo começa a perder sua força da vida, até a morte completa. A morte é um estado em que a pessoa para de entender os outros. Isto significa que um órgão não age em harmonia com os outros órgãos, e, neste caso, o corpo entra em colapso.

É exatamente nesse estado crítico que a sociedade de Israel se encontra: um não compreende o outro e não está nem interessado em compreender. Cada um pensa que está sempre certo. No ano passado, a separação atingiu o seu pico, mas quando uma ameaça mútua aparece no horizonte, ela ajuda a nação a se conectar. Assim, eu agora apelo com esta chamada.

Embora a força de união seja essencial para nossas vidas em todos os eventos, e não apenas quando há uma ameaça na segurança, isso também vai nos ajudar a corrigir a situação econômica e a situação na saúde, e vai nos livrar da separação na sociedade. A força da conexão, a Arvut (Garantia Mútua), equilibra e organiza tudo de forma perfeita e lhe traz a sensação de que você está numa família.

Assim, se você receber mais ou menos, não vai ser importante, uma vez que estará sob um acordo geral, pois na situação atual é melhor para todos. Você vai entender que é a melhor solução para o momento atual.

Da “Conversa sobre a Nova Vida” 12/08/12