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Estados Espirituais Pelas Imagens Deste Mundo

Dr. Michael LaitmanO Midrash diz: Capítulo “Acharei Mot“, O Sinédrio enviou sábios para o Sumo Sacerdote, para que eles o instruíssem sobre o serviço do Yom Kippur (Dia do Perdão). Eles leram para ele passagens de Acharei Mot (Após a Morte) que descreviam as leis e rituais do Yom Kippur…

Que problema nós encontramos ao ler estas linhas? Nós podemos imaginar quadros que pertencem a este mundo material: visualizamos o “Grande Sacerdote” sentado num trono, há servos em torno dele, e eles balançam leques e leem sobre as leis e serviços do Yom Kippur.

O fato é que o último nível do mundo espiritual foi transformado em uma impressão que nós experimentamos como este mundo material. É por isso que a explicação dos estados espirituais é sempre feita através das imagens deste reino.

Vamos interpretar esta história num quadro espiritual. Não se trata de pessoas, mas de propriedades que são construídas no núcleo da alma, no centro do grupo. Mais tarde, elas elevam o valor do grupo, na medida em que seu coração se torna capaz de entrar em contato com o Criador.

Os sábios que vieram até o sumo sacerdote representam as partes da alma, os desejos (Cohanim) que são corrigidos e depois elevados do ponto no coração central, chamado de grande Cohen, até o criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/03/14

O Bode Emissário

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico (“Acharei Mot“), 16:21-22: E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto.

Deixar o bode no deserto significa liberar os desejos que ainda são impossíveis de corrigir, ou inadequados para trabalhar em prol da doação. É a base da noção de um bode emissário (expiatório).

O outro bode, o que é morto, simboliza os desejos egoístas de uma pessoa que ainda está no nível animal e que está em processo de ascensão ao nível falante. As pessoas usam este animal como alimento, ou seja, implantam seus desejos em prol da doação.

Pôr ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo significa controlar nossos pensamentos que nós ainda não podemos refinar nem usar em prol dos outros.

Pergunta: O que significa enviá-lo-á (o bode) ao deserto?

Resposta: Do ponto de vista material, o deserto é o lugar onde os bodes selvagens vivem e morrem naturalmente.

Do ponto de vista espiritual, eles significam os desejos que rejeitamos e que são considerados mortos. Matá-los está além de nossas forças, apenas um deserto pode lidar com esta tarefa, porque nós nos proibimos de usar esses desejos, ou seja, nós os enchemos com o vazio que finalmente os mata. E depois há a ressurreição dos mortos, ou seja, os desejos que estão sujeitos à correção são revividos.

A Torá, Levítico (“Acharei Mot“), 16:26: E aquele que tiver levado o bode emissário deve… Isso se refere ao mensageiro que leva o bode longe no deserto e o deixa lá. Em outras palavras, o único que tem que deixar seus mais poderosos e enormes desejos ir. Apenas um sacerdote (Cohen) pode fazê-lo. Se não for um Cohen, apenas um enviado especial pode lidar com esta tarefa. A pessoa que faz isso experimenta enorme tensão interna.

O enviado então retorna e se lava, já que estava conectado às forças impuras, ao deserto. Ele tem de se purificar internamente. Depois ele rejeita todos os desejos e pensamentos que não podem ser usados ​​corretamente, ou seja, quando ele manda para o deserto, ele tem que se limpar. Isso acontece sob a influência da luz de Hassadim que é representada pela água.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Entrando No Santo Dos Santos

Dr. Michael LaitmanMidrash Sefer “Após a Morte”: No primeiro dia do mês de Nisan, após a morte de Nadave e Aviu, o Senhor ordenou que Moisés avisasse os sacerdotes para não entrar no Santo dos Santos, mas apenas para realizar um serviço ou outro.

Mesmo Aarão, que era o grande sacerdote, não tinha permissão para entrar no Santo dos Santos com exceção do Yom Kippur e só para cumprir seu dever lá.

O Santo dos Santos é o vaso dentro de uma pessoa que é totalmente purificado do ego. Tal estado puro e corrigido só pode ser atingido uma vez por ano, e apenas quando a pessoa sobe para o nível do grande sacerdote.

Portanto, Aarão entrava no Santo dos Santos uma vez por ano e ninguém mais era autorizado a entrar, já que não havia ainda se purificado e não tinha alcançado o nível do grande sacerdote.

Se traduzirmos isso para a linguagem da Cabalá, apenas uma pessoa que tem desejos possam chegar ao nível do grande sacerdote pode entrar no Santo dos Santos.

A santidade é o atributo de doação que é feito de dois níveis, Hassadim e Hochma. Se você não quiser usar os seus desejos egoístas, isso se chama Santidade. Mas se você quiser usar até mesmo seus antigos desejos egoístas para doar, isso se chama o Santo dos Santos. Quando você atinge este nível, você se torna o grande sacerdote.

Tudo isso é revelado gradualmente ao longo do caminho espiritual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá com o meu professor Rabash, eu escrevia cada palavra que ele dizia. Eu me aproximava de tudo como um cientista e via que ele considerava isso com desprezo: “Que diferença faz se eu lhe dissesse alguma coisa ou não?”.

Ele estava certo, porque se você segue o caminho espiritual, você descobre isso de qualquer maneira e vê, ouve e conhece. Afinal de contas, a propriedade básica dos níveis espirituais é que quando cada um deles é revelado, você começa a ver, ouvir e entender o que está acontecendo dentro dele.

Arrependimento

Dr. Michael LaitmanA Torá, Porção “Arachei Mot” (Após A Morte) refere-se ao Dia da Expiação (Yom Kipur). O que é a “redenção”?

Suponha que um ladrão com a consciência pesada expresse seu pesar e diga: “Eu admito que cometi o crime. Ok, cortem minhas mãos, não sei o que fazer”. Isso significa que ele realmente sente que é culpado de alguma coisa e, a fim de resolver o problema que o tortura, ele confessa.

Este estado pode ser revelado na espiritualidade a qualquer momento, não necessariamente no Yom Kipur, que é comemorado no mês de setembro ou início de outubro de cada ano. Como resultado de um grande trabalho interno e busca pessoal, a pessoa olha para dentro de si e vê que terríveis camadas assustadoras flutuam em seu pântano interno.

Ela olha para isso de forma diferente por que em sua vida diária ela sempre se justifica e não vê nada de errado em suas ações. Mas agora ela olha para os seus atributos internos de uma perspectiva externa, e vê que é melhor morrer do que tentar se justificar.

Este estado terrível se repete em fases nas pessoas que querem ascender na sua realização com os níveis de revelação do Criador. Cada vez elas experimentam o reconhecimento do mal, a sua plena revelação, e entendem como trabalhar com o ego, como expiar e corrigi-lo.

Por que este processo é chamado de arrependimento? Porque nós podemos voltar aos desejos não corrigidos ao longo do eixo do tempo. Nós trabalhamos com desejos e não com ações, uma vez que as ações já foram feitas, reveladas e determinadas, como uma fotografia que está pronta. Nós tomamos todos os desejos e atributos com os quais realizamos as ações erradas e os corrigimos. É neles que recebemos o novo nível espiritual.

É impossível ascender a qualquer nível espiritual sem esclarecer e revelar dentro de nós os desejos selvagens, sem ver o que eu passei no caminho errado, sem ver quantos erros eu fiz e sem estar pronto para arder de vergonha por causa deles. Aos poucos, eu começo a perceber que não os fiz, mas foi o Criador que intencionalmente me fez tropeçar, e eu O agradeço por isso, uma vez por que Ele revelou o mal em mim.

Eu peço que a Luz influencie esse mal. A Luz corrige meus atributos e desejos com os quais eu aparentemente pequei, e começo a trabalhar corretamente com meus novos atributos corrigidos. Isso é chamado de arrependimento.

Isso significa que eu recebo uma reposta à pergunta: “O que eu fiz?” A resposta é que o Criador dispôs intencionalmente isso para mim, para que eu possa passar por todos os estados e apreciar a diferença entre o meu estado atual e o estado inicial que Ele criou em mim, como se diz: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero”. Agora eu peço que a inclinação ao mal seja mudada para a inclinação ao bem.

A diferença de potencial entre estes dois níveis é a intensidade da minha nova alma que acaba de nascer. Nela eu revelo o Criador.

O Yom Kipur termina quando eu revelo esses atributos dentro de mim sem corrigi-los. Então eu começo com o que nós chamamos de abraço esquerdo, abraço direito e o início da minha colaboração com a Luz, que chamamos de um acoplamento espiritual.

A Luz começa a me desenvolver gradualmente, na medida em que entra e age em mim ao me elevar ao nível de Hanukah, quando eu me torno vestido de Hafetz Hesed, ou seja, não quero trabalhar com os meus desejos e atributos anteriores, já que vejo que todos são prejudiciais. Eu os corrijo de Hanukah até Purim para que a inclinação ao mal não permaneça neutra, mas se torne boa.

Todos os feriados mencionados acima simbolizam ações na alma de um Cabalista porque ele realmente corrige seus desejos e atributos, e o faz com a ajuda da sabedoria da Cabalá, o método de atração da Luz. Assim, a sabedoria da Cabalá é chamada de parte interior da Torá ou de Torá da Luz, uma vez que apenas a energia superior chamada Luz pode mudar os nossos atributos. Diz-se que no final da correção, todos os feriados vão desaparecer gradualmente, com exceção de Purim, que simboliza o fim da correção da alma que é preenchida com a Luz Superior e o surgimento do Criador dentro de mim.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/03/14

Yom Kippur

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico, “Acharei Mot“, 16: 29-31: E isso será um estatuto perpétuo para vós: no sétimo mês, no décimo dia do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o Senhor. É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo.

Isso se refere ao Dia da Expiação (Yom Kippur), um importante evento que ocorre uma vez por ano. A palavra “ano” (Shana) significa um ciclo.

Junto com isso, o homem recebe a correção completa dos desejos no nível atual. Isto significa que, neste ciclo, ele completa todas as suas contas, que são o que ele foi capaz de corrigir. O que ele não foi capaz de corrigir, ele manda para longe dele, já que não quer usá-los.

Isso significa que, atualmente, ele é puro e constitui em si mesmo certa estrutura espiritual. Portanto, no nosso mundo, as pessoas simbolicamente usam apenas roupas brancas.

Isso vai acontecer de novo, porque temos que repetir este ciclo muitas vezes até o Gmar Tikkun (o fim da correção).

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Dois Bodes No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico, 16: 7-10: Depois pegará os dois bodes e os apresentará ao Senhor, à entrada da Tenda do Encontro. E Aarão lançará sortes sobre os dois bodes: uma para o Senhor e a outra para Azazel. Aarão trará o bode cuja sorte caiu para o Senhor e o sacrificará como oferta pelo pecado. Mas o bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel será apresentado vivo ao Senhor para se fazer propiciação e será enviado a Azazel no deserto.

Pergunta: Qual é o significado dos dois bodes, “e Aarão lançará sortes sobre os dois bodes?”

Resposta: É o trabalho interno de uma pessoa para revelar os diferentes atributos nela, analisando e esclarecendo o que pode ser corrigido e o que não pode, para que ela tem energia suficiente e para que ele não tem. Em geral, no entanto, ela não tem poder algum, mas apenas a opção de pedir ajuda ao Criador.

Se uma pessoa simplesmente pensa: “Ok, eu vou pedir”, isso não funciona. Será que ela pode realmente pedir para se livrar de seus atributos? A fim de fazer isso, ela deve processar tudo dentro dela de uma forma profunda, séria, consciente e experimentar isso como algo pessoal.

Ela não pode dizer, “Eu quero corrigir isso e aquilo”, mas ela só pode pedir para que isso seja corrigido. Ao mesmo tempo, ela pode pedir para que esses atributos sejam corrigidos, atributos que são muito caros para ela e dos quais ela não quer se separar de forma alguma, como uma mãe de seu bebê, por exemplo. Você pode imaginar tal estado?

Quando uma pessoa entende que não pode se livrar disso por si mesma, ela pede ajuda ao Criador. Além disso, não é para seu próprio bem, mas para dedicar-se totalmente aos outros. Ela sacrifica seus atributos como seu filho pequeno. Este é um verdadeiro sacrifício de sua parte. Ao mesmo tempo, ela ascende a um nível muito elevado, quando pede ao Criador para fazer isso já que não pode fazê-lo por si mesma.

Estas coisas nos são reveladas durante um longo período de tempo. A pessoa passa por estados internos muito sérios ao pesar diferentes opções. Ela pergunta se está fazendo a coisa certa, como pode desistir de uma coisa ou outra, e assim por diante. Nós falamos sobre essas coisas como se elas fossem compreendidas, mas, na verdade, não é apenas difícil, mas muito difícil.

Por fim, uma divisão do atributo egoísta ocorre numa pessoa. Parte disso, ela pode dar ao Criador, mas a outra parte ela não pode dar. Estes são os dois bodes, um dos quais ela sacrifica e o outro ela aparentemente liberta.

É muito difícil explicar o significado de “e outra por Azazel”, para as forças de impureza, e assim por diante. Este é o limite que é definido em cada nível. Isso é necessário para se avançar, na medida em que ficamos indignados com o bode impuro e sacrificamos o bode puro.

Nosso movimento sempre é baseado em dois elementos: algo que me repugna e algo que me atrai. É muito mais difícil de ser repelido pelos desejos impuros, se recusar a aceitá-los, não trabalhar com eles, não apreciá-los, e não cumpri-los, em vez de sacrificar a outra metade.

Em primeiro lugar, eu devo determinar que desejo me ajuda a avançar e de que eu devo me separar, para “ser enviado a Azazel no deserto”.

Estes desejos são tão grandes que eu ainda não posso trabalhar com eles corretamente a fim de doar e sacrificá-los para o bem do Criador. Portanto, eu devo enviá-los para o deserto, o que significa me separar deles.

Eu devo esclarecer quais dos meus desejos são puros e corrigi-los para o atributo de amor e doação, o que significa sacrificá-los. Esta é uma ação muito difícil, mas este é o significado da revelação contínua de avançar que é revelado em mim como resultado do esclarecimento sério e difícil.

A pessoa não passa por esses estados em nosso mundo. Ela é empurrada para um canto e não sabe o que fazer. É somente nesses casos de estar sob pressão que ela pode chegar à revelação de seus atributos, seus desejos, e um esclarecimento sério e a divisão dos desejos.

Quando eles estiverem totalmente separados, será possível determinar qual deles é o bode para o sacrifício e qual é o bode para Azazel para ser enviado ao deserto, para não ser mais usado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Um Novo Abraão

A Torá, “Levítico”, 18: 1-5: E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Após as obras da terra do Egito, em que habitaveis, não haveis de fazer; e segundo as obras da terra de Canaã, vos hei de introduzir, não haveis de fazer; nem andareis nos estatutos deles. Os meus juízos fareis, e os meus estatutos vós guardareis, para andardes neles: Eu sou o Senhor vosso Deus. Porém vós guardareis os meus estatutos, e dos meus estatutos, que se o homem fizer, viverá por eles: Eu sou o Senhor.

“Sob nenhuma circunstância devemos usar os desejos egoístas que nós tiramos da Babilônia, Egito, ou a da terra de Canaã, para onde em breve devemos retornar. Se usarmos todos os nossos desejos corretamente, gradualmente corrigindo-os e ascendendo para o nível anterior de Canaã, começaremos a transformar esta terra na terra de Israel, o que significa focar todos os nossos desejos no Criador, na doação. [Leia mais →]

Criação De Um Homem Fora De Mim

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Acharei Mot), 17:10-11: “E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei a minha face, e a extirparei do seu povo. Porque a vida da carne está no sangue; pelo que a tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”.

Por um lado, o sangue é a energia vital do corpo, e, por outro lado, deriva da palavra hebraica “Domem” (inanimado), a parte mais baixa do desejo.

A questão é que nós temos que usar os atributos que podemos elevar à doação. Visto que nos esforçamos desde a parte mais baixa dos desejos, que são simbolizados pelo sangue, não podemos usá-los e temos que liberar o sangue do corpo.

Ao escolher os diferentes desejos que temos, nós vemos que os desejos inanimado e vegetal são muito fracos, sem sentido, e bastante fáceis de usar a fim de doar. No nível animal, eles são muito pesados; assim, nós sentimos que existimos num corpo físico e vemos dessa forma.

Nós não vemos os estados inanimado ou vegetal, uma vez que eles são ocultados por nossos desejos corporais, que são mais significativos do que os pequenos desejos. Quando descobrimos os estados animais dentro de nós, nos deparamos com um monte de problemas, porque nos identificamos com eles e nos vemos como eles.

Como eu posso distinguir entre eles e o ser humano em mim? Como posso elevar os desejos animais ao estado de homem (humano)? ‘Mate’ seu animal e ‘use-o como comida’, para que o nível humano possa subir acima do nível animal.

O que nós podemos fazer para alcançar isso? Como podemos corretamente fazer a diferença entre os meus desejos animais? Quais podem ser elevados ao nível humano e quais não podem? Do que eu posso criar a imagem de um homem? Afinal de contas, ele nasce de um embrião que é dado de Cima e todo o resto do alimento vem de baixo, dos desejos animais.

Como o ser humano difere de um animal em nosso mundo? É esse ponto no coração, a semente, que criou o “eu”, o self. Eu me assemelho ao Criador e, portanto, sou chamado de homem (Adão, da palavra hebraica “Domeh” assemelhar-se [ao Criador]), e se não, sou um animal.

Assim, o único problema está no que chamamos de oferecer um sacrifício, porque levamos os desejos do nível inanimado, vegetal, e, principalmente, animal, e constantemente os elevamos ao nível humano. Isso significa que nós temos que matá-los no nível animal e elevá-los ao próximo nível, para que o ser humano em nós seja alimentado por esses desejos, ao torna-los seu trabalho espiritual.

A Torá costuma dizer que uma pessoa tem que elevar seus desejos para este nível onde há um lugar para oferecer um sacrifício (a palavra “sacrifício” em hebraico deriva da palavra “aproximar-se” do Criador), e lá é possível aspergir o sangue sobre o altar.

Quando você mata um animal (os menores desejos), o sangue (esses desejos) tem que ser completamente drenado; você esparge os quatro cantos (quatro fases) do altar com ele, o que significa que você leva o seu desejo completo ao Criador, você sobe até Ele. No final, todos os desejos têm que passar por essa mudança e ascender ao nível do grande sacerdote, pois só assim considera-se que a pessoa está totalmente corrigida.

Existem apenas três níveis na natureza: inanimado, vegetal e animal. O ser humano é o que você cria de si mesmo, e ele não existe na natureza. Se um estrangeiro olhasse para nós e para os animais do lado de fora, diria que as pessoas são animais que foram transformados, e nada mais que isso. Se medirmos a nós mesmos em comparação, então estamos muito piores do que os animais. Portanto, nós temos que aspirar a nos tornar seres humanos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

De Acordo Com A Fórmula Da Equivalência De Forma

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Acharei), 16:1-16:2: E falou o Senhor a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Aarão, que morreram quando chegaram diante do Senhor. Disse, pois, o Senhor a Moisés: “Fale a Aarão, teu irmão, que não entre no santuário em todos os momentos, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório”.

“Que morreram quando chegaram diante do Senhor” significa que seus atributos e ações eram iguais ao nível do Criador, e quando viram que não podiam usá-los, eles as anularam.

“Que não entre no santuário em todos os momentos” significa que não em qualquer estado. O tempo é um estado; na espiritualidade, não há tempo. Não há corpos celestes, como no mundo físico, que determinam dia e noite, e anos. Portanto, esta expressão refere-se ao fato de que a pessoa pode se aproximar do Criador apenas quando está em exata equivalência de forma com ele.

Pergunta: Qual é o significado de “véu” e “nuvem”?

Resposta: A arca em si é o atributo de Bina, que é doação total. Acima dele, existe apenas o atributo do amor. O surgimento do Criador ocorre no atributo de doação. Ele cria o atributo de ocultação, por si só, já que, se eu quero doar, isso significa que não quero receber nada, nem mesmo o resultado de minhas ações.

Assim, se eu realmente trabalho em prol de doar, não faz diferença o que recebo por minha doação. Eu só quero doar, sem receber nada em troca.

No final, descobre-se que não resta nada a não ser trabalhar em ocultação. Quando eu me oculto, o Criador se aproxima de mim. Se eu descubro meus atributos por querer receber algo como resultado, Ele se afasta de mim. Tudo é exatamente de acordo com a fórmula de equivalência de forma. Ele é doação completa e eu sou recepção completa. Na medida em que eu posso estabelecer o atributo de doação dentro de mim, nós nos aproximamos.

Portanto, aproximar-se da tela (Masach) que oculta tudo só é possível quando você estabelece constantemente o atributo de doação dentro de você e tornar-se cada vez mais semelhante ao atributo geral de amor e doação, ao Criador. Portanto, está escrito: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, que é igual ao conceito “Eu sou o Criador, HaVaYaH“.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Ações Internas E Sua Expressão Externa

Dr. Michael LaitmanA Parashat Semanal Aharei Mot (Após a Morte) nos diz o que acontece após a morte dos filhos de Aarão, Nadav e Avihu. Eles cometeram um grande pecado e, portanto, foram condenados, e a terra os engoliu.

Nós entendemos que a Torá fala apenas dos atributos internos de uma pessoa que necessitam de correção. Entre eles, há atributos que são cortados e comidos depois, e também atributos e desejos que são queimados, afogados, enterrados ou estrangulados.

Em outras palavras, existem mil maneiras de combater os desejos egoístas de uma pessoa que aparentemente são expressos em tais ações externas que são realmente assustadoras. Mas, na verdade, estas são todas ações internas que se expressam dessa forma na matéria.

Como Aarão, seus filhos são os nossos maiores atributos internos; além disso, os filhos de Aarão são maiores do que Aarão, já que um filho é o próximo nível superior. Por exemplo, nós constantemente vemos o Rabi Elazar, que é o filho do Rabi Shimon, ao lado de Rabi Shimon, que escreveu o Livro do Zohar.

Portanto, se o atributo de Rabi Shimon se refere à correção de uma pessoa, o atributo de Elazar, sendo um nível superior, refere-se à correção de todo o mundo.

Aarão é o mais alto nível de amor e doação, e esta é a razão pela qual ele é chamado de sacerdote. Dois ramos derivam dele, seus dois filhos, Nadav e Avihu. Os dois ramos que se conectam numa pessoa acreditam que podem elevar um incenso especial, o que significa realizar uma correção e ascender ao mais alto nível com o seu fogo. Mas isso é impossível até o fim da correção. Portanto, o atributo de Nadav e Avihu numa pessoa tem que ser por enquanto condenado à morte, ocultado, e não poder ser utilizado.

Entrar com seu fogo significa que a pessoa pode agir no atributo de doação por si mesma, o que significa receber a fim de doar e cooperar mutuamente com a Luz de Hochma. Ela mesma também pode refletir a Luz, mas isso é impossível antes de entrar na terra de Israel.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14