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De Quem É A Culpa E O Que Podemos Fazer Sobre Isso

Pergunta: Em Israel árabes estão amotinando-se. Todos os nossos esforços ao redor do mundo não estão ajudando?

Resposta: Sei apenas uma coisa, tudo o que acontece é o resultado de nossos esforços. Se os esforços são bem sucedidos, uma coisa acontecerá; se eles são menos bem-sucedidos, outra coisa acontecerá.

Nós somos os únicos que determinam o que vai acontecer com as nações do mundo exterior e com os nossos vizinhos aqui. Tudo é determinado pelos esforços que o povo de Israel deve fazer. Eles os estão fazendo? Este é o problema. De acordo com o que está acontecendo, nós realmente não temos sidos preparados para direcionar os eventos no caminho certo, para que eles sejam bons para nós e para os nossos vizinhos.

De uma maneira ou de outra, nós determinamos isso e mais ninguém. Não é Nasrallah, Ahmadinejad, Rohani, ou Abu Mazen. Por que nós atribuímos quaisquer ações a eles? Não há e não haverá nada partindo deles. Tudo depende de você, você é o único no mundo que tem a liberdade de escolha. Você determina tudo o que Israel encontra internamente ou externamente. É como se você estivesse sentado em uma máquina e estivesse executando isto. E nada mais.

Nós sempre somos atraídos para ouvir o noticiário: o que está acontecendo em nosso país e no exterior, o que estão os líderes mundiais fazendo. Mas tudo depende de você, então, por que você deve saber sobre eles?

Você precisa de notícias sobre que grupos conectaram, que eventos aconteceram, onde distribuímos materiais, quantos tópicos passamos entre os judeus através da televisão e da internet, para que eles também entendam que tudo depende deles. Isto é o que você precisa saber. Esta é a verdadeira notícia. Afinal, eles não determinam o que vai acontecer, quer hoje ou amanhã, nada.

E assim, quando você está horrorizado devido às revoltas árabes, saiba que você tem uma parte nelas.

Comentário: Os problemas de Israel não são apenas as revoltas árabes. Há também a corrupção.

Resposta: Eu não estou falando apenas de segurança, mas também sobre a economia, política, saúde e muito mais. Você sozinho determina tudo, incluindo todos os fenômenos da natureza: o inanimado, vegetal, animal e humano. Quem são vocês? Vocês são o povo de Israel.

E quem mais são vocês? Vocês são o grupo Bnei Baruch, que é o principal culpado pelo que está acontecendo. Afinal de contas, o centro espiritual de ação se encontra aqui. Imagine que o mundo inteiro levantar-se-á e apontará para nós, descobrirá quem somos e dirá: “Eles são os culpados pelo o que está acontecendo”.

No que diz respeito à corrupção, você não só está envolvido nela, mas também a têm despertado. Você tem implementado o modelo de corrupção em sua raiz, e depois disso, alguém percebeu isto pelos meios tradicionais.

Pergunta: O que devo fazer hoje para remover todos os defeitos que eu vejo na minha frente?

Resposta: Tudo depende de você. Você pode construir uma vida maravilhosa que vai trazer a Luz que Corrige para o mundo. Você quer um mundo bom que retornará você para o bem? Isto é o que a Luz faz. Então, atraia a Luz que virará tudo para o bem. Só você pode fazer isso, junto com seus amigos.

Organize um evento forte e conecte, consolide uma idéia compartilhada, chegue a uma decisão comum, faça alguma coisa. Você está pronto. Caso contrário, nem você nem nós descobriremos o poder do mal que sentimos hoje. Se sentimos a sua influência, ela é projetado para nos despertar. E isso atesta a nossa falta de trabalho e a nossa falta de correspondência precisa a esta força.

Em outras palavras, tudo é simples. Se houver distúrbios em Israel, isso significa que estamos constantemente deteriorando negligentemente. Não temos concluído nossa parte, mas em vez disso, o oposto. O processo exige muito maior avanço, agilidade e aceleração de nossa parte, e, pelo contrário, temos desacelerado. Caso contrário, teríamos descoberto os problemas como eles são hoje?

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Da 3º parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

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Ser Como Todo Mundo Não É A Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: O atual retorno do povo judeu à terra de Israel é uma fase natural?

Resposta: Claro.

Pergunta: Por que eles deveriam voltar a esta terra em particular?

Resposta: Nós não entendemos ainda. No entanto, as pessoas que estão num nível espiritual entendem as diferenças e a singularidade da raiz espiritual em cada um dos seres criados, incluindo animais e, além disso, das diferentes regiões da terra.

Assim, apesar do fato de que a terra aqui não seja fértil e não exista nada “santo” nela, ainda é dominada por certas forças espirituais, assim como um ramo que cresce de uma raiz espiritual.

Pergunta: O que devemos fazer sobre a forte resistência árabe?

Resposta: É perfeitamente natural. Afinal, se nós voltamos a esta terra, nós temos que voltar às nossas raízes espirituais. Em outras palavras, nós temos que cumprir a condição do “ama teu amigo como a ti mesmo”. É com base nesta condição que nós viemos aqui há muito tempo. Moisés nos trouxe até as fronteiras desta terra e faleceu em sua fronteira. Em seguida, seu discípulo, Josué, nos conduziu.

Nós chegamos a esta terra e quando nos estabelecemos aqui, tivemos que dar o exemplo para toda a humanidade, e mostrar como deve ser uma nação que vive corretamente em sua terra. Depois, nós começamos a construir o Templo e cumprir esta missão.

No entanto, nossas ações de hoje são totalmente opostas ao que temos que fazer e, consequentemente, é claro, nós somos constantemente confrontados com problemas de nossos vizinhos próximos e distantes.

Pergunta: Por que o ambiente árabe recebeu este papel?

Resposta: Isso foi escrito há muitas gerações, quando Abraão foi pai de Ismael e mandou-o embora com Hagar. A partir desse momento, há uma espécie de “competição” entre os dois irmãos Isaac e Ismael. Não há nada que possamos fazer sobre isso; o conflito será ainda maior, mas deve ser cumprido no nível espiritual.

Isto significa que, como nação, nós temos que subir ao nível do amor ao próximo, estar em boas relações com o outro, e ser um exemplo para toda a humanidade. Nesse caso, vamos ver imediatamente como tudo ao nosso redor se acalma. Primeiros nossos primos, os árabes, e depois o mundo inteiro vai acalmar a ira, e o ódio no mundo cessará.

Assim, as nações do mundo vão entender que há algo que elas realmente precisam aqui e que podem receber de nós o método para o renascimento da alma, que é o conhecimento que pode torná-las seres eternos. Elas vão começar a perceber que podemos levá-las a uma vida melhor, não só neste mundo, mas para sair para uma dimensão totalmente diferente, além das estruturas deste mundo. Tudo depende apenas de nós e eu acho que nós vamos chegar a isso.

Pergunta: Será que isso significa que há um significado em todas as reclamações que ouvimos contra nós?

Resposta: Elas só servem para nos unir e conectar. Se nossos vizinhos não pressionassem, nós nos destruiríamos e nunca nos uniríamos, mesmo no nível que estamos hoje. A pressão externa sobre nós, a rigidez e o ódio, tudo depende apenas da repulsão mútua que sentimos em relação um ao outro. De um modo geral, nós realmente determinamos o nível de ódio que as nações do mundo sentem em relação a nós.

Pergunta: Portanto, inconscientemente, as nações do mundo querem nos obrigar a ser os professores da humanidade?

Resposta: Sim. É assim que toda a humanidade se relaciona conosco. Todo o seu ódio é apenas para que acabemos por compreender que temos que fazer alguma coisa e que querer ser como eles, como todo mundo, é um “truque” bobo. Esta filosofia, esta abordagem, nos leva completamente no sentido errado.

A origem de Spinoza, a rebelião contra a singularidade independente não é a nossa raiz. Claro, foi proibido permanecer no nível anterior, naqueles tempos, uma vez que tinha chegado o momento para o desenvolvimento espiritual, e espiritual não no sentido que a humanidade imaginou, mas de acordo com as nossas raízes.

Comentário: Por outro lado, você falou sobre o fato de que os judeus também lideraram o desenvolvimento conceitual de toda a humanidade na Babilônia.

Resposta: Eles deveriam ter liderado isso muito tempo atrás, durante o êxodo da antiga Babilônia. Se tudo tivesse corrido bem, a espiritualidade deveria ter se espalhado amplamente após o Primeiro Templo e, gradualmente, todas as nações do mundo teriam aceitado o método da revelação do Criador. Eles teriam se unido e tudo teria terminado ali. Mas isso era impossível porque os babilônios ainda não tinham a raiz que a humanidade precisava. Eles tinham que recebê-la e só foi possível recebê-la quando o povo judeu foi quebrado e dividido entre si.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14

O Papel Da Nação De Israel

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel de Israel hoje e dos judeus em particular?

Resposta: O papel de Israel foi descoberto pela primeira vez na antiga Babilônia, quando um dos grandes sábios daquela geração, o sacerdote babilônico Abraão, proveu uma resposta para o que estava acontecendo lá.

Naquela época, a Babilônia estava passando os mesmos processos que o mundo está passando hoje: uma pequena sociedade de três milhões de pessoas, que era quase a civilização do mundo na época, de repente começou a se afundar em ódio mútuo por causa da erupção repentina do ego.

Até então, os babilônios viviam como uma pequena sociedade entre os rios Tigre e Eufrates, e tudo estava bem. Porém, quando o grande ego entrou em erupção, descobriu-se que, por um lado, eles estavam integralmente conectados entre si, e por outro lado, não poderiam existir em conjunto egoisticamente. Portanto, o termo da Torre de Babel simboliza o ego que, literalmente, cresceu para o céu.

Isto é o que está acontecendo hoje. Por um lado, nós descobrimos que as pessoas estão mutuamente conectadas entre si e, por outro lado, se odeiam. As duas forças que operam mutuamente dentro de nós precisam de uma solução, pois, caso contrário, vamos chegar a um beco sem saída.

Uma dessas duas forças, a força da natureza, nos une e nos mostra a globalização e a conexão mútua entre todos e para com todos. Essa força nos fecha integralmente e nos mostra que somos um corpo inteiro. A segunda força é a força humana egoísta que nos separa desde dentro, nos separa, e não nos permite ser um todo.

Estas duas forças foram estudadas pela primeira vez na antiga Babilônia e houve duas respostas à pergunta “o que devemos fazer?”.

A primeira resposta foi dada por Nimrod, o rei de Babilônia, que decidiu que os babilônios não tinham escolha, exceto se separar e se afastar uns dos outros. Ele desintegrou seu reino temendo que seus súditos começassem a se destruir mutuamente. Este é o lugar de onde vem o conceito da construção da Torre de Babel, e seu resultado foi a dispersão das pessoas e a mistura das línguas, que era um sinal de que as pessoas deixaram de se entender.

Essa foi a maneira de resolver o problema, mas hoje, os babilônios modernos não têm para onde ir, pois não temos outro planeta. Por isso, nós lidamos com a questão que temos que responder.

A segunda solução foi dada por Abraão, um dos principais sacerdotes na antiga Babilônia. Abraão entendeu que o ego nos separa do interior, enquanto as forças externas da natureza, que nos aproximam, foram dadas a nós de propósito para que possamos subir acima delas e nos assemelhar à natureza. Isso significa que vamos trabalhar contra o nosso ego na conexão entre nós.

Como isso pode ser feito? Como a pessoa pode se opor à sua própria natureza? Abraão sugeriu a organização de pequenos grupos de pessoas que começariam a se conectar, e em suas tentativas de se conectar, iriam extrair a força externa da natureza que seria revelada internamente entre elas, corrigindo e elevando-as acima de si mesmas.

O principal objetivo da natureza é levar a humanidade ao estado de “Ama teu amigo como a ti mesmo”, quer gostemos ou não. O problema da separação deve ser resolvido imediatamente, e somente desta maneira.

Cerca de cinco mil seguidores se juntaram a Abraão. O grande filósofo do século XII, Rambam, escreve sobre isso, e isso também está contido em escritos anteriores, como no Midrash Raba e outras fontes.

O Sefer Yetzirah (Livro da Criação) é o único livro remanescente escrito por Abraão, e ele nos fala sobre todo o sistema da natureza que afeta toda a sociedade humana.

Liderados por Abraão, 5000 pessoas deixaram a Babilônia e foram para a terra de Canaã, a terra da Israel moderna. Abraão ensinou-as a subir acima do ego na conexão entre si de acordo com os antigos mandamentos judaicos de “ama teu amigo como a ti mesmo”, “não faça aos outros o que é odioso para você” e “ser como um só homem em um coração “, etc. Este grupo é conhecido pelo nome de Israel, o que significa Yashar-El, direto ao Criador, assemelhar-se à natureza. Afinal, o Criador não é um quadro na parede ou um vovô sentado numa nuvem. O Criador é a natureza! Toda a natureza é chamada de Criador.

As 5000 pessoas que deixaram a Babilônia com Abraão foram chamadas de nação de Israel, decorrente da palavra “Yashar-El“, direto ao Criador. É uma nação que não cresceu como resultado das raízes biológicas como todas as outras nações, mas de acordo com uma ideologia, um propósito que define para onde ela está indo e como ela vai estabelecer uma sociedade.

Apesar de sermos os descendentes biológicos das pessoas, infelizmente não nos parecemos com elas, porque perdemos essa ideologia. Portanto, nosso estado atual é chamado de exílio do nível espiritual que elas tinham alcançado.

Quando o povo judeu deixou o Egito e vagou pelo deserto, ele trabalhou constantemente em sua conexão. Seu ego continuou crescendo, assim como o ego da humanidade cresce de geração em geração (que é o que nos torna diferentes dos animais), e as pessoas trabalharam nele.

Isto continuou até que o ego de repente explodiu na medida em que se desenvolveu. Foi o que aconteceu na véspera da destruição do Segundo Templo, no último ano A.C.. As pessoas não podiam subir acima dele na boa conexão entre si e caíram no nível egoísta.

O Templo se refere à santidade, doação, amor ao próximo e à incorporação de todos num todo. Quando a nação judaica caiu desse nível, ela determinou o resto de sua história de 2000 anos de exílio.

Da entrevista com V.Kanevsky em Toronto, 05/08/14

Cuidar Dos Negócios

Taking Care Of BusinessPergunta: Quando o povo de Israel caiu do grau do Templo, eles se moveram como ovelhas que ficam juntas em face do perigo. Este perigo foi despertado pelo antissemitismo, que nos seguiu por toda parte. Por que foi assim?

Resposta: Isso começou quando caímos do grau do Primeiro Templo. O antissemitismo surgiu quando, tendo construído o primeiro templo, deste ponto mais alto, os filhos de Israel despencaram.

Mas isso se manifestou muito lentamente – na medida em que desciam. No começo não havia nenhuma oposição óbvia, e ainda assim, o antissemitismo já estava se manifestando durante os tempos do exílio babilônico entre o Primeiro e o Segundo Templos, na época de Nabucodonosor, a rainha Ester e Hamã.

Naquele tempo, eu diria que ele se manifestava no plano ideológico, no nível dos sacerdotes, a nível governamental, mas não no nível das pessoas comuns que ainda não entendiam essa oposição, não a viam, como podemos ver no livro de Ester.

Porém, na medida em que descemos e ficamos mais distante do princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, o antissemitismo continuou a aumentar e se espalhar através das nações do mundo.

Parece que o antissemitismo é irracional em sua natureza. O povo judeu sobreviveu apesar das provações, humilhação e destruição. A tendência de assimilar não funcionou: mesmo que muitos quisessem ser como todo mundo, ainda assim não foram capazes de se tornar como os outros. Também os intelectuais nos países da diáspora eram frequentemente mais antissemitas do que as pessoas normais.

Aqui nós devemos entender que as pessoas educadas lideram o movimento antissemita, porque entendem e percebem a diferença entre as ideologias, a diferença na abordagem da vida na profundidade da realização e percepção. Eu iria inclusive mais longe falando sobre a diferença na filosofia interna do povo judeu e as outras nações.

Uma pessoa normal não pode dizer a diferença. Ela pode dizer: “Ed aí que eles são mais espertos, mas eles são mais fracos. Eles não são como nós”. Afinal de contas, há diferenças entre todas as nações e, em geral, as pessoas comuns não têm uma compreensão especial sobre estes assuntos. Mas é possível assustá-las através de insinuações contra os judeus, o que tem acontecido até mesmo em nosso tempo.

Tudo isso é muito irracional. Uma vez eu disse a uma mulher idosa na Sibéria que eu era judeu, e ela não acreditou em mim: “Os judeus têm chifres”, disse ela. E o interessante é que eu não tinha nada a dizer. Ela disse isso de uma forma tão ingênua e honesta que eu só ficava quieto. Então, se eu não tenho chifres, eu não sou um judeu.

Mas não é disso que se trata. O antissemitismo é uma consequência da descida do povo judeu do nível de sua maior conquista, o grau do “ama a teu próximo como a ti mesmo”. Se tivéssemos ficado lá em cima, ninguém teria problema conosco, não haveria nada, exceto a inveja, o bom tipo de inveja. Eles desejariam aprender conosco.

Mas assim que começamos a cair a partir deste nível, negligenciando esta altura, descendo, o antissemitismo apareceu de imediato.

Portanto, a solução é a seguinte: se nós desconsideramos a condição do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, que devemos levar ao mundo, as pessoas começam a nos odiar conforme a nossa negligência dessa condição. Elas querem nos ver realizar este mandamento e ensiná-las.

Se nós mostrar a eles que nós observamos essa condição e que estamos preparados para ser seu professor, veremos que qualquer nação do mundo está preparado para ser nosso aluno. Esta é uma parte da natureza, não há nada que pode ser feito sobre isso. Esta preparação está enraizada neles, ea única coisa que está faltando é a nossa confiança e altura espiritual. Temos de subir para o nível de amor teu próximo como a ti mesmo e ensiná-la às outras nações. Ensine-os a amar em vez de ensiná-los a viver.

O mundo não precisa de mais nada – só deste conhecimento, desta capacidade de estar juntos devidamente interligados entre todos.

Mas, em vez disso, nós ensinamos aos outros como viver, entramos em seus negócios: ciências, arte, cultura, apesar de nenhum deles, essencialmente, ser o nosso negócio. É por isso que eles não gostam de nós, não nos querem, nos pressionam, perseguem. Esta é a forma como todo este sistema de forças funciona; na verdade, eles nos afastam inconscientemente: “Vá cuidar de seu negócio”.

Se desde o momento da nossa chegada a Israel, nós cuidássemos do nosso negócio, trabalhássemos para atingir o grau de “amar ao próximo” e iluminássemos a humanidade, todas as nações se tornariam nossos alunos leais. E não é tarde demais para começar.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14

O Resultado Da Corrida De Mil Anos

Pergunta: O ciclo anual das festas judaicas simboliza a série de estados através dos quais uma pessoa vivencia em seu caminho em direção a conexão e unificação, e este é o objetivo da evolução de toda a espécie humana. Cada feriado representa um estágio específico no caminho para a unificação.

Por que este ciclo completo termina no mês de Elul, onde resumimos os resultados de tudo que passamos juntos e alcançamos, e julgamos a nós mesmos?

Resposta: Israel significa Yashar-El (Direto para o Criador), ou seja, um desejo dirigido diretamente para a maior força da natureza. O Criador é a natureza, e, por isso, do que está sendo falado aqui é do nosso equilíbrio com a natureza. Houve um tempo quando Abraão descobriu que este é exatamente o objetivo da evolução humana, que devemos alcançar. Aquele grupo de estudantes que ele reuniu em torno dele na antiga Babilônia e trouxe para a terra de Canaã, eventualmente, tornou-se o povo de Israel.

Esta foi uma comunidade de pessoas que definiu a realização de equivalência de forma com o poder superior como meta. O maior poder da natureza é o poder de doação e amor. Isto é o que Abraão ensinou a esses babilônios que o seguiram: o amor de um pelo outro, doação e benevolência. A benevolência é a característica original e primordial de Abraão. [Leia mais →]

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 54

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

O ambiente externo pode afetar o desenvolvimento das inclinações.

O ser humano perde a forma humana mais rápido do que um animal domesticado torna-se selvagem-.

Egoísmo é o nosso software.

O termo “ser humano” não tem relação com o nosso corpo animal.

É difícil que o ser humano “liberte” a si mesmo, enquanto está em contato com os outros.

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O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 52
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 53

O Jogo Comum Contra O Ego Privado De Cada Um

Pergunta: As crianças na diáspora geralmente vão para escolas judaicas, chamadas escolas hebraicas. Estas são escolas especiais que estão abertas aos domingos, onde as crianças aprendem hebraico, história judaica e costumes judaicos. Vamos tentar imaginar uma escola onde a unidade é ensinada. Com o quê isto poderia assemelhar-se? O que vai acontecer lá?

Resposta: As pessoas aprendem lá por união, através de jogos de conexão e por terem discussões em círculos. Naturalmente, as crianças também se envolvem em atividades físicas como jogos com bolas, etc., mas eles não jogam uns contra os outros, apenas em conjunto.

Devemos desenvolver jogos que não são baseados na competição entre os indivíduos e entre as equipes. Em vez disso, a pessoa tem que competir contra si mesma, a fim de ser devidamente incorporada dentro da atividade comum e ver a si mesma como seu próprio concorrente. [Leia mais →]

O Grupo Que Vai Salvar O Mundo

A Group that will Save the WorldPergunta: Diga-me uma coisa, Laitman, como você vê o povo judeu como um grupo destinado a salvar o mundo? De onde você leu esse conceito ou viu uma citação assim. Sim, você pode citar a Bíblia e outros tratados religiosos ou escritos de outras pessoas religiosas que também acreditam como você, mas, além disso, como você chegou a essa ideia?

Eu também sou judeu, mas não tenho uma visão arrogante deste grupo de pessoas. Eles são um povo bom e talentoso, mas, certamente, não um povo melhor, com um maior grau de moralidade do que qualquer outro grupo que acredita no que faz.

Eu não digo que o povo judeu não seja melhor do que os jihadistas! Claro que são. Eu não digo que o povo judeu não seja melhor do que os neonazistas. Claro que são. Mas eu também não digo que o povo judeu seja melhor do que outros grupos de pessoas que também acreditam que jihadistas e neonazistas não são seres humanos, nem agem como seres humanos.

Todas as coisas são iguais. Por que você possui uma visão arrogante e falsa do povo judeu? É exatamente essa visão que tem causado problemas muitas vezes e que eu não posso tolerar.

Resposta: Infelizmente, é bem possível [que você esteja certo]. No entanto, é simplesmente isso, nós somos um grupo especial entre todas as nações. Eu enfatizo – um grupo, e não uma nação. Uma nação é um grupo de pessoas que se formou de maneira natural (terrestre). Nós, no entanto, nos tornamos uma nação por ter assumido a ideia de unidade acima do egoísmo que nos separa. Até nos reunirmos na “tenda de Abraão” de diferentes moradores da Babilônia, éramos egoístas, como todos os outros babilônios.

A humanidade deve alcançar a unidade e atingir equivalência (equilíbrio, homeostase) com a natureza. Caso contrário, somos um tumor canceroso que destrói seu ambiente, e, como resultado, se mata.

O antissemitismo é o reconhecimento da dependência das nações com relação aos judeus, a suposição de que algum tipo de segredo existe dentro de nós. É exatamente isso que eu gostaria de revelar, tanto para o povo judeu e as nações do mundo. Afinal de contas, os judeus também não sabem por que estão sendo odiados. A propósito, o artigo no The New York Times tornou-se tão popular que eu espero iluminar gradualmente toda a humanidade dessa maneira!

Mais de dois milhões de estudantes não judeus estão estudando na universidade de Cabalá, e eles percebem esse fato como o programa da natureza. É aconselhável que você simplesmente leia um pouco mais sobre este tema. Boa sorte!

Revelação Obrigatória da Sabedoria

De “Quem é Você, Povo de Israel”

À medida que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes da dispersão. Infelizmente, hoje não podemos nos separar e sedar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendente dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, denominada a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e assim tornar-se uma “Luz para as nações”.

A Chave para a Felicidade

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos alcançar um estado de unidade. No entanto, existem duas maneiras de chegarmos a esse final feliz: 1) o caminho do sofrimento mundial: guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) o caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. O último é o que sugerimos.

O texto completo do folheto está aqui.

No The New York Times: “Quem É Você, Povo De Israel?”

Meu artigo, “Quem É Você, People of Israel?“, publicado no The New York Times, sábado, 20 de setembro de 2014.

Quem É Você, Povo De Israel?

Por Michael Laitman

Por vezes, os judeus são perseguidos e aterrorizados. Sendo judeu, eu muitas vezes reflito sobre o propósito desta agonia implacável. Alguns acreditam que as atrocidades da Segunda Guerra Mundial são inimagináveis ​​hoje. No entanto, nós vemos quão fácil e abruptamente o estado de espírito anterior ao Holocausto é emerge novamente, e gritos de “Hitler estava certo” são ouvidos com muita frequência e muito abertamente.

Mas há esperança. Nós podemos inverter esta tendência, e tudo o que se exige é que tomemos consciência do quadro maior.

Onde Estamos e De Onde Viemos

A humanidade está numa encruzilhada. A globalização nos tornou interdependentes, enquanto as pessoas ficam cada vez mais odiosas e alienadas. Esta situação insustentável, altamente inflamável, requer a tomada de uma decisão sobre a futura direção da humanidade. No entanto, para entender como nós, o povo judeu, estamos envolvidos neste cenário, é preciso voltar para onde tudo começou.

O povo de Israel surgiu cerca de 4000 anos atrás na antiga Babilônia. A Babilônia era uma civilização próspera cujo povo se sentia conectado e unido. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiam conectados, também ficavam mais alienados um do outro. Preso entre uma rocha e um lugar duro, o povo da Babilônia começou a procurar uma solução para a sua situação.

Duas Soluções para a Crise

A busca por uma solução levou à formação de dois pontos de vista conflitantes. A primeira, sugerida por Nimrod, rei de Babilônia, era natural e instintiva: a dispersão. O rei argumentava que quando as pessoas estão longe umas das outras, elas não brigam.

A segunda solução foi sugerida por Abraão, um renomado sábio babilônico. Ele argumentava que, de acordo com a lei da Natureza, a sociedade humana está destinada a se tornar unida, e, portanto, ele se esforçou em unir os babilônios acima dos seus crescentes egos.

Sucintamente, o método de Abraão era uma maneira de conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre seus camponeses, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e… Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishneh Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber quem estava certo.

A Base do Povo de Israel

Nimrod forçou Abraão e seus discípulos a sair de Babilônia, e eles se mudaram para o que mais tarde ficou conhecido como “a terra de Israel”. Eles trabalharam na unidade e coesão de acordo com o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”, conectados acima de seus egos e, assim, descobriram “a força da unidade”, o poder oculto da Natureza.

Cada substância é composta por duas forças opostas, conexão e separação, que se equilibram. Mas a sociedade humana está evoluindo usando apenas a força negativa: o ego. De acordo com o plano da Natureza, nós somos obrigados a equilibrar conscientemente a força negativa com a força positiva: a unidade. Abraão descobriu a sabedoria que permite o equilíbrio, e hoje nós nos referimos a sua sabedoria como “a sabedoria da Cabalá”.

Israel Significa Direto ao Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Ysrael (Israel) após o seu desejo de ir Yashar El (direto a Deus, o Criador). Isto é, eles queriam descobrir a força da unidade da Natureza, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles se encontraram imersos na força de união, a força superior, a raiz da realidade.

Além de sua descoberta, Israel também aprendeu que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo e tornaram-se hoje a humanidade – também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

Exílio

Os discípulos de Abraão, o povo de Israel, experimentaram muitas lutas internas. Porém, sua unidade prevaleceu por 2000 anos e era o elemento-chave que os unia. Na verdade, os seus conflitos serviam apenas para intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não puderam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade. A alienação dentro da nação de Israel levou-os a se dispersar entre as nações.

De volta ao presente, hoje a humanidade está se aproximando de um estado muito semelhante ao da antiga Babilônia, um estado de dependência mútua, por um lado, e de ódio mútuo e alienação, por outro lado. Como nós somos completamente interdependentes na “aldeia global”, o método de separação de Nimrod não é mais viável. Para alcançar o equilíbrio, nós somos agora obrigados a utilizar o método de Abraão; é por isso que a nação de Israel deve liderar a cura das dores da sociedade humana. A menos que nós, o povo judeu, o façamos por nossa própria vontade, as nações do mundo nos coagirão a fazê-lo, pela força.

Dessa forma, é interessante ler as palavras de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, um antissemita notório, em seu livro, O Judeu Internacional – O Maior Problema do Mundo: “A sociedade tem uma grande reclamação contra ele [judeu], de que ele… comece a cumprir… a antiga profecia de que por meio deles todas as nações da Terra seriam abençoadas”.

As Raízes do Antissemitismo

Depois de milhares de anos se esforçando para construir uma sociedade humana bem sucedida usando o método de Nimrod, as nações do mundo estão começando a entender que a solução para os seus problemas não é nem tecnológica, nem econômica ou militarista. Inconscientemente, elas sentem que a solução está na unidade, que o método de conexão existe no povo de Israel, e, portanto, reconhecem que são dependentes dos judeus. Isso faz com que elas culpem os judeus por todos os problemas do mundo, acreditando que os judeus possuem a chave para a felicidade do mundo.

De fato, quando a nação de Israel caiu de seu ápice moral de amor ao próximo, o ódio a Israel entre as nações começou. Assim, por meio do antissemitismo, as nações do mundo nos incitam a revelar o método da conexão. O Rav Kook, o primeiro rabino-chefe de Israel, apontou para esse fato com suas palavras, “Amalek, Hitler, e assim por diante, nos despertam para a redenção” (Ensaios do Raiah, vol. 1).

Mas o povo de Israel não sabe que está segurando a chave para a felicidade do mundo, e que a própria fonte de antissemitismo é que os judeus estão carregando dentro de si o método de conexão, a chave para a felicidade, a sabedoria da Cabalá, mas não estão revelando isso a todos.

Revelação Obrigatória da Sabedoria

Na medida em que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes de seu colapso. Mas hoje, nós não podemos nos afastar uns da outra forma, a fim de acalmar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa conexão, em nossa unidade. Nós somos obrigados a acrescentar ao nosso mundo a força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendentes dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, ou seja, a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e, assim, tornar-se uma “luz para as nações”.

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos atingir um estado de unidade. Mas há duas maneiras de chegar lá: 1) pelo caminho do sofrimento mundial, guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) pelo caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. Este último é o que sugerimos.

A Unidade é a Solução

Está escrito no Livro do Zohar, “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan). “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é o grande princípio da Torá, e também a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. É obrigação do povo judeu se unir a fim de compartilhar o método de Abraão com toda a raça humana.

De acordo com o Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar, “Cabe à nação de Israel qualificar a si mesma e todas as pessoas do mundo… desenvolver-se até que tomem para si o sublime trabalho do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação”. Se conseguir isso, vamos encontrar soluções para todos os problemas do mundo, incluindo a erradicação do antissemitismo.