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Percebendo a Realidade com as Lentes do Zohar


No “Prefácio ao Livro do Zohar”, o Baal HaSulam escreve que embora pareça a mim que tudo ocorra externamente, perante meus olhos, qualquer pessoa razoável sabe que todas estas imagens existem apenas dentro do cérebro. Quando me apercebo disto, eu estou pronto para começar a abordar os assuntos falados pela ciência Cabalística.

A falta desta realização é a razão pela qual O Livro do Zohar está oculto de nós e porque não sabemos como abrí-lo ou lê-lo. É porque a chave para compreendê-lo reside em termos a percepção correcta da realidade. O Livro do Zohar deve ser abordado apenas ao imaginar as descrições dentro de mim mesmo. A terminologia, sons, mundos, objectos espirituais, almas, e relacionamentos são todos noções dentro de mim. Isto é particularmente verdadeiro quando consideramos os parâmetros da percepção da realidade: mundo, ano, e alma – todos os quais estão acima do tempo, espaço e movimento.

Se eu percebo o texto como um padrão de desdobramento das relações entre forças e qualidades dentro de mim, eu gradualmente revelarei estados internos cada vez mais profundos. Então ficará claro que esta realidade externa não é realmente verdadeira, mesmo que o pareça a mim. Eu só a percebo como existindo fora e independente de mim.

É minha atual tolice pensar que eu não crio esta realidade, pensando de forma errada que ela se revela diante de mim por si só, tendo existido antes do meu nascimento e ter ceteza que existirá depois da minha morte. Eu tenho que tentar mudar todas essas crenças, de forma a compreender o que O Zohar quer explicar-me.

A chave e a entrada ao livro do Zohar reside precisamente em transportar tudo para dentro de mim mesmo, de acordo com o principio: “Uma pessoa é o mundo inteiro”. Eu posso dizer se o meu estudo é correcto ou não ao verificar: Quanto espero eu sentir e revelar todo o meu futuro dentro de mim?

Somente a Luz Fornece Todas As Respostas



Uma pergunta que recebi:
O que devemos pensar enquanto lemos O Livro do Zohar de forma a nos tornarmos mais sensíveis a ele?

A Minha Resposta: Na verdade, eu não tenho as respostas a nenhuma das suas perguntas, porque todas as respostas são fornecidas pela Luz que Corrige. O meu trabalho é apenas tentar dirigi-lo para esta Luz.

Algumas pessoas perguntam-me sobre a sensação, imaginando, “Onde eu posso obtê-la?”. Outras perguntam sobre a mente, “Quando devemos ou não usá-la?” Outras pessoas fazem-me perguntas como, “Quando eu começarei a ver e a sentir tudo o que estudamos? Porque agora eu me sinto de uma maneira, e mais tarde sinto-me diferente?”. A resposta é que eu não tenho as respostas a estas perguntas – e eu também não devo tê-las. Uma resposta é uma manifestação da Luz dentro da pessoa; é o estado corrigido da pessoa que se encontra contrário à pergunta – o seu estado prévio, não corrigido.

A pessoa deve ter apenas uma preocupação, “Estou eu dirigido para o raio de Luz chamado a Luz que Corrige, para que ele brilhe sobre mim?”. A pessoa não deve pensar em preencher a sua sensação e mente com respostas a qualquer outras perguntas além da pergunta singular sobre a Luz que Corrige. Casualmente, é por isso que o Baal HaSulam irozinava os “Cabalistas de Jerusalém” que conheciam O Livro do Zohar de cor, mas rejeitavam a sua essência interna.

A única coisa que a pessoa deve armazenar na sua memória são os conceitos básicos da ciência da Cabalá, porque eles dirigem a pessoa à doação,  dando-lhe a interpretação espiritual correcta das palavras. Eles elucidam o objectivo e dirigem a pessoa a ele. Se a pessoa estudar correctamente, ela receberá respostas a todas as suas perguntas, tanto na sensação como mente. Ela avançará e compreenderá o que está a acontecer, e, finalmente, estará satisfeita com isto. Ela perceberá que avança dia após dia.

Agora, nós estudamos intensivamente O Livro do Zohar. Se a pessoa tenta preparar-se para a lição e participar seriamente dela, então, a curto prazo ela está destinada a sentir as mudanças qualitativas que acontecem dentro dela. Ela se tornará mais sensível à sua conexão com os outros e começará a sentir uma mudança na sua atitude para com o ambiente, os estudos, a qualidade de doação, e o Criador. Mas ela terá de se tornar mais sensível para discernir entre o que é útil e o que não é.

Tudo isto ocorre como resultado do estudo. Além disto, não há nada mais para trabalharmos. É por isso que eu sempre falo sobre a intenção  –  exactamente o que queremos do estudo e o que ele deve nos dar.

Sintonize A Luz Que Está No Zohar


Uma pergunta que recebi: Como eu posso entrar em sintonia com a Luz que Corrige ao estudar O Zohar?

A Minha Resposta: A Luz que Corrige é a força de doação que vem de Cima e constrói as qualidades de doação por cima do nosso desejo de receber. Porém, como podemos atrair essa força se só pensamos egoisticamente sobre querer doar? Isso não vai ajudar. Em vez disso, temos de nos sintonizar com o sistema que nos influencia.

A nossa alma deve receber a influência da Luz Circundante. É por isso que nos foi dado O Livro do Zohar, que nos conta todo tipo de história: sobre o burro e a serpente, as diferentes nações, as três linhas, Zeir Anpin e Malchut, o Templo, e muitas outras coisas. Eu não sei com qual desejo estou trabalhando agora, e se tenho a intenção correta; porém, quando leio O Zohar com a atitude correta, ele funciona como um sistema de conexão entre a minha alma e o Sistema Superior.

Existe um Sistema Superior no qual a minha alma já está incluída num estado totalmente corrigido; por enquanto, a minha alma não corrigida está abaixo. Estes dois sistemas têm uma estrutura idêntica. A única diferença entre eles é o uso do desejo, ou seja, a intenção, que determina como o desejo é usado. À medida que eu corrigir o meu desejo, a minha alma se expandirá, a partir de um ponto, e desejos novos e ocultos emergirão. Mas eu preciso de um mecanismo para conectar-me a estes dois estados.

 

O Livro do Zohar funciona como um elo de ligação. Quando eu o leio corretamente, eu revelo esta conexão. Tudo o que tenho a fazer é tentar imaginar-me na forma corrigida. Eu tenho que entrar em sintonia com o texto e começar a viver dentro dele. Eu devo desejar que ele me “cubra”, e assim eu serei o protagonista de tudo que está sendo descrito ali. Ele só fala sobre eu e a minha batalha interior contra o meu ego corrompido, em que eu estou lutando por uma chance de ser semelhante ao Criador. Todas as qualidades e os personagens são eu; tudo está dentro de mim.

Se eu me preparar assim para ler O Zohar, eu atrairei proativamente a Luz Circundante.

Quão Preparado Você Está Para o Próximo Nível?


O Livro do Zohar, capítulo VaYishev, Item 125: Qualquer um que tenha mergulhado na Torá neste mundo é recompensado em se empenhar nela no mundo vindouro.

Isto nos fala sobre dois níveis ou dois estados do desejo. No nosso mundo nós existimos apenas numa única qualidade: o desejo de receber ou de sermos satisfeitos para nosso próprio benefício. No mundo espiritual nós também existimos no desejo de receber, mas não o utilizamos. Lá, a nossa intenção é de “doar em prol da doação”, Hafetz Hesed, também conhecida como o desejo de receber para o benefício dos outros.

O desejo sempre permanece, visto que ele foi criado pelo Criador. Este é o elemento fundamental e invariável da criação. Contudo, ele pode ter duas intenções diferentes. A intenção de usá-lo para nós mesmos é a intenção natural com a qual nascemos, através da qual percebemos este mundo. A intenção espiritual e corrigida, na qual percebemos o Mundo Superior, é a intenção de usá-lo para o benefício dos outros.

O nosso desenvolvimento espiritual ocorre quando o nosso desejo corrupto evolui, mas nós corrigimos a nossa intenção de “para o meu próprio benefício” para “para o benefício dos outros”. Assim, nós continuamente descobrimos novos estados dentro da nova intenção. Os nossos desejos precisam mudar, para que tenhamos a oportunidade de mudar as nossas intenções em relação a eles. Nós não temos acesso aos desejos em si, pois estes são a matéria fundamental e não estão em nossas mãos.

Mesmo que tenhamos êxito no nível atual, quando entramos no estado de embrião do nível seguinte, nós não sabemos o que acontece lá, e somos incapazes de nos orientarmos sozinhos.

No nosso mundo os desejos de uma pessoa também crescem, mas eles sempre têm a mesma intenção – para o seu próprio benefício. Desta forma, os estados que a pessoa experimenta em diferentes desejos são similares, porque a intenção é sempre a mesma: para seu próprio benefício. Contudo, no mundo espiritual, o sentimento de satisfação implica uma contradição, visto que a intenção em relação ao nosso desejo de receber é “para o benefício dos outros”: nós nos satisfazemos, mas fazemos isso para o bem dos outros, e sentimos o mundo através dos outros. Desta forma, cada nível espiritual é completamente novo, com desejos e sensações inesperadas.

Os nossos esforços em determinado nível nos fornecem um novo começo para o próximo nível, apesar do fato de que o novo nível começa sempre com a ausência de realização, isto é, uma compreensão muito limitada das nossas ações atuais. Porém, os esforços no nosso nível atual são necessários para nos prepararmos para o próximo nível. Afinal, tudo o que realmente alcançamos no próximo nível vem da nossa realização no nível atual. Isto da perspectiva da preparação da nossa matéria, o desejo de receber.

Digamos que tenhamos terminado o 6º nível e começamos o 7º vível. No sétimo nível nós aprendemos sobre novos assuntos, que nós nunca estudamos ou ouvimos falar anteriormente . Todavia, uma vez que nos preparamos bem no nível anterior (grau), nós já experimentamos várias formas de percepção que revestiram a nossa matéria.

Nós sabemos exatamente como a nossa matéria percebe novas formas. Nós sabemos que podemos trabalhar com o grupo e receber ajuda dele. Podemos influenciar os nossos amigos e eles irão nos influenciar, e esta influência mútua nos permitirirá obter novas formas. Nós sabemos como trabalhar com os livros, os materiais de estudo, e o professor.

Em outras palavras, o trabalho neste mundo – o nível no qual estamos situados e o qual percebemos agora, prepara-nos para o “mundo vindouro” – o próximo nível ou percepção. Certamente, ele não nos dá qualquer entendimento do que acontecerá no mundo vindouro, mas depois de todos os nossos esforços, tornamo-nos dignos da sua revelação e temos uma base sobre a qual podemos continuar o nosso caminho.

A Obra do Criador


À medida que abrimos O Livro do Zohar repetidamente, a nossa inspiração inicial finalmente desaparece. Esta inspiração foi-nos dada pelo Alto, como o ponto no coração que nos trouxe à ciência Cabalística. Ela é chamada de “despertar do Alto” (Itaruta de-Leila), que significa que nos é dado pela Força Superior.

O desejo pelo Nível Superior actua como um combustível, naturalmente a empurrar-nos para a frente como se estivéssemos pegando fogo. Cada vez mais, nós queremos sentir o que está oculto dentro do livro e sobro o que exactamente ele fala. Nós somos despertados pelo Alto para procurarmos contacto com o livro.

Mas depois essa inspiração passa, à medida que somos dominados por novos desejos que não possuem o despertar do Alto do Criador. Isso ocorre quando temos de  acrescentar o nosso próprio despertar de baixo, a fim de continuarmos a avançar. De forma independente, nós devemos procurar respostas para perguntas como: “Por que eu preciso deste trabalho e para que ele serve?”

O Criador deseja que nós revelemos continuamente a importância do Nível Superior, para desenvolvermos uma demanda persistente para conectarmo-nos com Ele, e para percebermos a importância de todos os meios de alcançar a conexão, sendo O Livro do Zohar o principal meio. Ele quer que continuemos a pesquisar estes discernimentos interiores, repetidamente.

Depois, nós chegamos a um estado em que temos de perceber que estamos empenhados no “trabalho de Bezalel”: a construção de um Kli espiritual dentro de nós mesmos, um Templo com todo o seu conteúdo. Este grande trabalho leva tempo e exige muita preparação.

Na verdade, nós realmente nunca fazemos nada; tudo o que nos é exigido é a vontade, o desejo e a intenção. Contudo, além disso, tudo é realizado pela Força Superior (Bina), embora a sua influência seja impulsionada por um despertar de baixo. É aí que reside o nosso trabalho.

Portanto, por um lado, o nosso trabalho consiste em nos esforçarmos e compreendermos cada passo. Porém, por outro lado, isso se chama “A Obra do Criador”, porque é realizado pelo Criador, não por nós.

Realmente, nós só temos de alcançar o desejo, a súplica, ou a oração; tudo o resto é feito pelo Criador. Este é o significado do versículo: “Dê meio Shekel e o Criador completará o resto “.

O Zohar É Um Amplificador Espiritual


Uma pergunta que recebi: Como eu posso receber ajuda dos meus companheiros do grupo e ajudá-los enquanto lemos O Livro do Zohar?

A Minha Resposta: Você precisa pensar sobre a responsabilidade mútua (Arvut). Nós não temos quaisquer meios para avançar espiritualmente excepto a responsabilidade mútua de uns pelos outros. Eu dependo de todos e todos dependem de mim. É como um círculo, um circuito fechado.

Nós temos que conceder uns aos outros a força do desenvolvimento espiritual, porque se não o fizermos, seremos tão bons quanto mortos. Nós podemos começar com o que já temos – uma pequena força de garantia mútua. Então, O Zohar expandirá e aumentará esta força como um amplificador. Ao mesmo tempo, nós também devemos nos esforçar para nos juntarmos a ela.

O Sabor da Morte


O Zohar, Capítulo VaYeshev, Item 114: Não há uma pessoa no mundo que não sinta o sabor da morte à noite…

Se a Luz (doação) não brilha sobre a pessoa e a escuridão (desejos egoístas) vêm para governá-la, então, até mesmo a pessoa mais justa, com as telas mais poderosas, sentirá o sabor da morte, porque nesta condição ela está separada da Luz, do Criador. Mais tarde ela superará esta falha e corrigirá seu desejo; mas, inicialmente, por alguma fracção de segundo, ela ainda se desconecta da santidade (doação e amor) e sente o sabor da morte. Ela cai sob o poder do desejo de receber, prova-o, e declara que ele é o sabor da morte.

Nós devemos sentir este sabor de forma a sentir que estamos sobre sua influência e poder. Então, nós devemos superá-lo com a ajuda do grupo, dado que somos incapazes de fazê-lo sozinhos. Apenas outro poder externo – a influência do grupo – é capaz de me ajudar a chegar à conclusão de que o desejo de ser satisfeiro, que me governa neste momento, é na verdade a morte.

Se eu não recebo assistência de fora, então nada me ajudará, e eu permanecerei sobre o poder do desejo de desfrutar; eu não serei capaz de ver que isso equivale à morte. Eu sentirei como se vivesse e tudo estivesse bem, do modo como todos nós fazemos agora.

Quando Chega o Amanhecer


O Zohar, Capitulo VaYeshev (E Jacó Habitou), Item 114: Não há uma pessoa no mundo que não prove o sabor da morte à noite, e o espírito da impureza está sobre o corpo. Visto que a alma sagrada partiu do homem, o espírito da impureza está sobre esse corpo e ele está violado.

Isto significa que a pessoa tinha uma tela, a Luz da União, a Luz da Adesão, e a qualidade da doação reinava dentro dela. Mas, depois, tudo desapareceu. O Partzuf foi esvaziado; toda a Luz saiu dele. Isto poderia acontecer por uma razão externa ou interna, tal como quando o desejo interno de desfrutar de uma pessoa cresce e uma nova Reshimot começa à emergir nela.

É quando um desejo novo e  não corrigido desperta nela e a governa. A pessoa submete-se a ele, e, guiada por este desejo, ela começa a pensar sobre a sua vida, sobre a auto-gratificação e como satisfazer este desejo.

Somente se ela se preparou antecipadamente para esta escuridão, para a noite, o estado em que seus desejos a governam, então ela é capaz de reunir todas as forças que a permitem ver a escuridão como um meio para ascender a um novo nível. Então ela faz um verdadeiro pedido para o Alto, a Abba ve Ima, pedindo-lhes que tomem conta dela (isto é chamado de “adesão à meia-noite”).

Da meia-noite em diante, ela começa as correcções. A pessoa começa a corrigir todo o desejo adicional de desfrutar que ela recebeu, no qual sentiu o sabor da morte. Mas agora ela suaviza-o.

Isto significa que a pessoa avança am direção à manhã quando recebe do Alto a Luz que Corrige, a primeira qualidade de doação. Então, chega o amanhecer. Neste estado, a pessoa começa a sentir a Luz, dado que ela adquiriu uma tela sobre o seu desejo anterior de desfrutar e está agora na qualidade de doação.

É por isso que foi necessário que ela experimentasse o sabor da morte.

Infortúnios São Ajuda Disfarçada


O Zohar: Muitos são os males que Jacó sofreu para não se apegar à inclinação ao mal. E quantos males sofre o justo neste mundo, males sobre males e dores sobre dores para purificá-los para o mundo vindouro?

A revelação da inclinação ao mal é necessária, pois, caso contrário, como é que a pessoa avançaria? O estado de “justo” é um estado de imobilidade. É quando a pessoa sente que não precisa de nada, que tudo está em perfeita ordem, e o que quer que aconteça é pelo melhor. Contudo, ela não pode avançar enquanto se sente desta maneira.

São exatamente os infortúnios que chegam até nós que se tornam o “motor do progresso”. Nós precisamos vê-los como formas de ajuda que levam exactamente ao efeito desejado.

Porém, tudo depende da preparação da pessoa. Se ela se prepara correctamente para revelar os “malvados” (vários desejos negativos, fraqueza e confusão), então ela será capaz de aceitá-los como bondade. Tendo adquirido experiência, a pessoa percebe que à medida que procura pela saída das quedas, ela se torna mais esperta e forte, e assim se eleva ao seu estado atual. É por isso que a pessoa é retirada de um estado de justo e é confundida por pensamentos e desejos estranhos; é porque isto lhe dá material para avançar.

Nós precisamos mudar a nossa atitude em relação ao que acontece. É muito importante perceber todas as interferências como ajuda no caminho ao objectivo. Afinal, elas nos forçam a pedir pelas forças que nos proporcionarão apoio e ajuda em tempo de apuros. O grupo, a disseminação, os estudos, e um propgrama adequado são os meios que nos forçarão a nos tornarmos mais fortes e a reunirmos força, em vez de estagnarmos nas águas paradas da nossa própria retidão.

Revelando Minha Grande Alma


Eu tenho de revelar uma única realidade, e para fazer isso eu preciso encontrar dentro de mim o meio que me ajudará a concretizar isso. Dentro de mim estão implantadas todas as forças necessárias para ajudar: o Criador, a criação, eu mesmo, o mundo, os amigos, as pessoas, o professor, os livros, o Rabino Shimon e o seu grupo, Moisés, e a Torah, que é o programa do universo.
A minha “grande” alma é o conjunto destas forças dentro de um sistema de incrível vitalidade. Eu estou perante esta grande alma como uma criança pequena. Ela é minha, mas eu tenho de adquirí-la e revelá-la, para descobrí-la e activá-la – tudo isso à medida que sou capaz de fazer correctamente. Isso me parece corrupto, embora não seja propriamente assim. É justamente o meu eu atual que está corrupto, e é por isso que eu o vejo desta maneira. Eu preciso corrigir a mim mesmo e a minha atitude para com ela.

Os Cabalistas nos explicam como abrir a força e revelar nossas próprias qualidades, expandir os horizontes da percepção e da sensação, e ao fazê-lo, revelar esta grande alma em nosso desejo.