Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Receba A Luz Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se: “Não há homem justo sobre a terra que só faça o bem e não cometa nenhuma transgressão”. O que impede a pessoa de viver de acordo com este princípio?

Resposta: Isto é devido à falta de confiança, ou em outras palavras, a ausência da Luz de Hasadim. É exatamente isso o que precisamos obter.

Por exemplo, eu estou no primeiro nível e preciso chegar ao segundo nível. A Luz de Hassadim é a diferença entre os dois níveis. Eu não tenho esta Luz e não há ninguém que possa me dar. Minha única opção é me incluir no ambiente e obter a Luz de Hassadim dele. Afinal, o ambiente é a qualidade de Вina.

Após obter esta Luz eu me elevo até o segundo nível e obtenho uma realização: a Luz da OM (Ohr Makif) vem e enche Hassadim.

É assim que eu obtenho tanto a Luz quanto o vaso.

Tudo depende do nível em que a pessoa se abaixa diante do ambiente correto.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/12, O Estudo das Dez Sefirot

Alguns Conselhos Antes Da Convenção

Dr. Michael LaitmanNós temos que nos reunir internamente, para que possamos estar juntos, como um homem em um só coração, em um só pensamento, de modo que o ponto de união seja revelado entre nós, como um de nossos amigos colocou, “um louco sentimento de amor que se infiltrou em nossos corações na convenção Arava”. Devemos nos segurar a esse ponto novamente.

Não só temos que segurá-lo novamente, mas também temos que senti-lo, revelá-lo agora, muito mais do que quando ele foi descoberto pela primeira vez. Primeiro, ele é revelado simplesmente como um ponto, como algo no qual me encontro.

Depois, ele parece se fechar e diminuir gradualmente devido aos diferentes sentimentos e problemas neste mundo. Mas ele não vai a lugar algum. Nós já o atingimos, e ele é nosso.

Agora, nós devemos sentir esse ponto numa dimensão totalmente nova: Seu poder, Seu desejo, e a fonte de nossas vidas.

Então, vamos sentir como tudo isso funciona em torno de nós. Vamos ver as forças que estão por trás das pessoas, e como elas operam tudo: como as pessoas se movem, seus pensamentos, seus desejos, seus corpos. Vamos ver como tudo se transforma e conduz a um fluxo, para a realização do Criador.

Devemos ver isto pela primeira vez, mesmo que não entendamos, mas vamos ser incluídos neste estado.

Pergunta: Que onda você está esperando?

Resposta: Eu espero que as pessoas venham preparadas, e vão saber o que está para acontecer assim que puderem. Elas vão entender a essência da convenção, o seu objetivo, e serão capazes de rapidamente ser incluídas uma na outra.
Não há necessidade de conhecimentos pessoais. Não há problema se eu não conheço ninguém. Eu só sei que todos vieram para se unir, ver e sentir o nível superior acima de nós, o próximo nível do mundo.

Pergunta: O que elas devem fazer?

Resposta: Eu recomendo fortemente que aqueles que estão por trás das telas façam tudo o que puderem para que elas não sintam as telas, mas sintam a si e nós juntos, para que possamos superar a distância e as conexões virtuais que nos separam, de modo que, embora vejamos e sintamos a nós mesmos apenas através de meios técnicos de comunicação, nós sentimos que temos um só coração e que ele está num só lugar. Não é em Vilnius ou em nenhum outro lugar, é acima de nós, acima de todos os obstáculos corporais como tempo, movimento e distância.

Nós estamos juntos! Eu espero que possamos sentir isso neste fim de semana e neste lugar único nós vamos sentir a revelação do Criador.

O Grupo Oferece A Cura Indolor

Dr. Michael LaitmanToda a criação é o desejo de receber que parece estar dividido em quatro níveis: inanimado, vegetal, animal e falante. Nós temos que conectar todos eles e levá-los à adesão com a força superior que criou esses desejos. A adesão é atingida pela equivalência de forma, alterando a maneira que usamos o nosso desejo. Nós não podemos mudar a intenção do desejo nos níveis inanimado, vegetal e animal, porque eles não estão suficientemente desenvolvidos. Isso só pode ser feito no nível falante.

Quando a pessoa se desenvolve, ela atinge um estado em que sente que deve corrigir sua matéria, seus desejos. Ela simplesmente não vê qualquer outra maneira de sair da crise em que está: a crise pessoal, a crise geral, ou ambas juntas, as quais são resultado do desenvolvimento do desejo. Ela alcança pleno reconhecimento do mal, entende que não está em seu poder mudar sua própria natureza e que precisa da ajuda externa, de “tratamento”.

Entre as pessoas há o grupo, que atinge isso através do estudo e deve explicá-lo ao mundo inteiro. Sem o grupo, a humanidade avançaria para o reconhecimento do mal de seu ego sem ser capaz de corrigi-lo, através de um terrível sofrimento.

A parte difícil está na revelação da força superior e no entendimento de que só ela pode nos ajudar. Nós vemos como é difícil reconhecer em situações difíceis que todo o mal vem do Criador e que a correção só pode vir Dele, e que “Não há ninguém além Dele”; somente Ele nos traz o sofrimento e somente Ele pode nos trazer o bem. Nós só conseguiremos alcançar o bem se O conhecermos e pedirmos Sua ajuda para um propósito específico.

Este é o longo processo de aprender a avançar; é muito difícil alcançá-Lo e pagar por isso com sofrimento. Portanto, um grupo de pessoas foi escolhido de toda a humanidade, que possa despertar e avançar em direção à realização de seu próprio desejo e procurar pela resposta à pergunta: “Qual é o propósito da minha vida?”, sem ser empurrados pelo sofrimento no nível animal, mas no nível “humano”. De Adão HaRishon (o primeiro homem) tais pessoas apareceram no mundo. Elas precisam transmitir a Torá, a “instrução”, o método para a correção do ego, para toda a humanidade de acordo com a necessidade que cada um sente.

Isto é o que tem acontecido ao longo da história com toda e qualquer pessoa que pensou no significado da vida; hoje, essa epidemia está se espalhando para toda a humanidade, todos começam a perguntar: “Qual é o significado de nossas vidas?”. Embora esta questão tenha dois lados, as pessoas especiais se perguntam: “Qual é o significado da minha vida se eu não conheço o propósito da criação e sua fonte?

Se eu não atingi-lo, minha vida será pior do que a morte”. O resto da humanidade pergunta sobre o significado da vida ao ver que sofre e que estamos escorregando cada vez mais para baixo. A pessoa sempre checa a si mesma com relação às outras, ao dia anterior, e ao que é esperado para dia seguinte.

Então, no final, todo mundo vai chegar à necessidade de corrigir sua natureza. Mas, isto só é possível com a ajuda da força superior, com a ajuda da Luz que Reforma chamada “Torá”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/12, Shamati #6

Com Que Você Está Desperdiçando Sua Vida?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 115: Que tal pessoa, que ainda carece de um mandamento, vai se considerar meia indigna e meia digna. Isto é, a pessoa deve imaginar que quando lhe foi concedido o arrependimento estava no meio de seus anos…

Assim, na primeira metade de seus anos, ela é indigna, e na segunda metade de seus anos, ela é digna.

Pergunta: Se uma pessoa quer completar todo o processo nesta vida, como ela deve fazer um esforço no trabalho?

Resposta: Durante o período de preparação a pessoa odeia todo mundo. Depois, as transgressões tornam-se erros e ele se conecta com todos. Mas esta correção ainda não está completa. Ela ainda está num estado de Hafetz Hesed. No final, no nível seguinte, a pessoa se conecta até estar em adesão.

Portanto, todo o processo destina-se à união, e a pessoa pode alcançar a maior união a partir da maior separação.

Toda mudança é chamada de “reencarnação”. A pessoa pode viver por 80 anos sem nem mesmo começar a mudar e não passar por uma reencarnação. Um carro novo, um novo apartamento, essas coisas não têm nada a ver com a reencarnação. O corpo animal vive e morre, e isso também não tem nada a ver com a reencarnação.

Por outro lado, todos podem terminar o processo n um tempo de vida. Se a pessoa vai fazer isso é outra questão. Isso depende dela; ela precisa querer acabar com isso. Não há nada mais na criação, exceto o desejo. Se o desejo individual da pessoa for pequeno, ela deve encontrar formas de aumentá-lo; ela deve encontrar apoio na sabedoria da Cabalá e na Luz que está nela. Não há outras opções.

Algumas pessoas chegam até nós uma vez por semana, algumas vêm apenas nas férias, algumas vêm todos os dias, outros vêm de manhã e à noite, e outras ainda tentam passar o dia inteiro fazendo o que é importante. Há pessoas que passam o dia inteiro aqui, porque é conveniente e se sentem seguras, se sentem como um embrião no útero. Outras querem lutar contra seu ego. Tudo depende da intenção da pessoa e de como ela usa os meios à sua disposição.

Pergunta: O que significa “meia-idade”?

Resposta: É a idade simbólica de 40, isto é, a etapa em que a pessoa termina a sua correção em Bina. Bina é chamada de “Mem” (ם) bloqueada, cujo valor numérico é 40. Somente após este nível é possível se mover para receber a fim de doar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/12, “Introdução ao TES

Para O Quarto Andar Por Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 116: Àquele que é concedido o mandamento do amor pelo arrependimento do amor, através dele é recompensado em transformar seus pecados em méritos.

Em geral, existem quatro graus no nosso caminho. Na parte inferior há o desejo de receber que está quebrado, ou seja, o AHP quebrado. Isso é chamado de “pecados” ou “transgressões”. No próximo nível, há o desejo de doar quebrado, ou seja, o Galgalta Eynaim (GE) quebrado. Isso é chamado de “erros”.

Acima disso existe a Machsom (barreira). Acima dela, há o desejo de doar (GE) corrigido. Este é o nível de Bina, “um justo incompleto” que realiza 612 mandamentos, que é o estado de “Hafetz Hesed (HH)” ou Lishma. Finalmente, nós chegamos ao nível de “um mandamento”, o 613º mandamento: o do amor. Este já é o desejo de receber corrigido.

Depois de atravessar a Machsom, os erros se transformam em mandamentos e as transgressões se transformam em erros. Ao subir para o nível do amor, os erros remanescentes se transformam em mandamentos no AHP corrigido, e os mandamentos sobem do terceiro grau para o GE.

Assim, as “transgressões” são os desejos de receber a fim de doar, que foram quebrados e viraram os desejos de receber a fim de receber, o AHP partido e corrupto. Enquanto o GE quebrado são os “erros”.

Quando tentamos imaginar tudo isso, o principal é não sair do âmbito das 10 Sefirot. Se nos confundirmos, pelo menos devemos permanecer dentro de limites claros e não no âmbito da imaginação.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/12, “Introdução ao TES

O Grupo É O Terreno Para A Revelação Dos Segredos Da Natureza

At the Arava ConventionA sabedoria da Cabalá é o método que está sendo revelado agora para a nossa realização, para compreendermos o sistema unido da estrutura, governança e programa do universo, que vai nos ajudar a superar todos os problemas e infortúnios. O programa da Natureza nos influencia propositadamente, de tal forma que iremos adotar e realizar todo o volume no qual estamos dentro. Esta é a razão pela qual estudamos a sabedoria da Cabalá. Basicamente, a natureza tem nos empurrado em direção a este estado por milhões de anos.

Apesar de não sentirmos ainda este volume do universo, hoje nós temos os materiais que nos falam sobre ele, e os grupos, dentro dos quais podemos começar esta realização. Dentro de um grupo podemos construir certa equivalência com o universo, um micro-cosmos.

Se nós nos uníssemos de tal forma que dentro de nós, dentro da nossa união, houvesse forças de interação acima do nosso egoísmo, então, gradualmente, seríamos capazes de chegar a um estado onde criaríamos uma área de testes distinta, um lugar como num laboratório de pesquisa. Estudando a nós mesmos e a nossa conexão com os outros, derivadas das ações corretas entre nós, começaremos a sentir a manifestação da força superior e, gradualmente, a revelaremos neste laboratório, nesta conexão entre nós.

Nós a descobriremos da mesma forma que os físicos descobriram os segredos da natureza com a ajuda de enormes dispositivos, instrumentos e aceleradores. Só que este acelerador, este instrumento, deve ser nós mesmos, a nossa união, nosso grupo, onde criamos as condições para a força superior se manifestar e, a partir do estado oculto, ela se tornar revelada.

Basicamente, é isso que estamos fazendo, e nós somos pioneiros nisto. O resto do mundo sente que algo deve acontecer consigo, que deve chegar a algo, que está se deparando com algo que não tem uma solução racional em nossas qualidades e instrumentos comuns.

Hoje, nós não podemos resolver nenhum problema do mundo ou até mesmo um problema particular, pessoal. Por um lado, isso demonstra o quanto os problemas estão todos interligados. Mas, por outro lado, eles não podem ser resolvidos no nosso nível terrestre.

É por isso que é tão importante para nós adotarmos a sabedoria da Cabalá mais rapidamente, realizá-la em grupos separados e no nosso grupo comum, a fim de revelar a força superior, começar claramente a interagir com ela e a “empurrar” este método para o mundo. Assim, nós vamos saber como introduzí-la melhor, apresentá-la e revela-la ao mundo, de modo que ela não ficará simplesmente sem nenhuma prova.

Nós sentimos e entendemos um pouco como fazer isso, porque temos uma predisposição interna particular para isto. Nós já a desenvolvemos. Nós nascemos com tal predisposição, com o ponto no coração. O resto da humanidade não o tem. É por isso que precisamos demonstrar o método da Cabalá para ela no seu nível.

Só então seremos capazes de levar o mundo inteiro com a gente; caso contrário, haverá um dramático caminho de busca. É por isso que a nossa aspiração à união é a aplicação prática do nosso estudo.

De KabTv “Fundamentos da Sociedade Integral” 5/2/12

Ama O Teu Próximo Como A Ti Mesmo

Dr. Michael LaitmanEssa regra, conhecida por todos, inclui as correções de todos os desejos (coração) e pensamentos (mente) do homem. Por outro lado, apenas corrigindo todos os seus desejos e pensamentos é que o homem atinge a qualidade do amor pelas pessoas, por toda a humanidade e a natureza.

O amor de cada pessoa para com o próximo é muito fraco e, portanto, não é expresso de forma explícita. Assim, se vários indivíduos se unem num grupo e cada um deles suprime seu egoísmo em relação aos outros, então cada um deles receberá as forças de todos os outros. Nesse caso, todas as forças separadas dos membros do grupo serão ampliadas numa grande força e eles ganharão a capacidade de realizar a lei da natureza do “amarás o teu próximo”. A discrepância surge aqui: o indivíduo deve corrigir todas as qualidades egoísticas para alcançar o amor ao próximo, ou ele só precisa ter amor por seus amigos no grupo para alcançá-lo?

Normalmente as pessoas se unem em um grupo para melhorar a sua situação em alguns aspectos, e cada uma faz um cálculo do quanto dá aos outros e quanto recebe, uma vez que este tipo de grupo baseia-se no egoísmo. Se um membro de tal grupo sente que pode receber mais fora do grupo do que dentro dele, ele se arrepende de estar no grupo. Este tipo de sociedade distancia a pessoa de subir para o nível “humano”.

De fato, atingir o amor só é possível corrigindo todos os desejos egoístas e pensamentos. Porém, ao unir os pequenos desejos de cada pessoa através do amor, nesta união, juntas, elas criam uma força nova, comum e grande, que cada membro do grupo pode usar para alcançar o amor dos amigos e, depois, alcançar o amor pela humanidade e a Natureza.

Mas tudo isso só pode acontecer com a condição de que cada pessoa suprima seu egoísmo em relação à outra. Se uma pessoa está separada do amigo pelo seu egoísmo, ela não pode receber dele a força do amor ao próximo. Assim, a pessoa só pode receber a força do amor dos amigos conforme a sua própria anulação diante deles.

Isto é semelhante à inscrição dos números: se você escrever primeiro o número 1 e depois o 0, você vai ter 10, ou seja 10 vezes mais. E se você escrever dois zeros depois de um, você vai receber 100, ou seja, 100 vezes mais. Isto significa que se o amigo é um e a pessoa é zero, ela recebe 10 vezes mais do amigo. E se ela diz que é dois zeros em relação ao seu amigo, ela vai receber 100 vezes mais dele.

E vice-versa, se ela é um e seu amigo é zero, isto equivale a 0,1, de modo que ela é 10 vezes menor do que o seu amigo. E se ela pode dizer que é um, e tem dois amigos que são dois zeros em relação a ela, então ela é igual a 0,01 em relação a eles. Assim, quantos mais zeros ela coloca sobre o valor de seus amigos, menor ela mesma será.

No entanto, mesmo que você já tenha as forças para amar ao próximo e pode realmente expressar esse amor, e sente que o auto benefício só lhe prejudica, mesmo assim não acredite em si mesmo e tenha medo de que você possa parar no meio do caminho e cair no egoísmo. Você tem que ter medo de receber tais prazeres egoístas, os quais você não será capaz de resistir e irá apreciá-los ao invés do amor ao próximo. É exatamente o medo de cair no egoísmo que dá à pessoa as forças para observar a lei da natureza, a lei de doação e amor.

(Basedo no artigo do Rabash “Conforme O Que é Explicado sobre o ‘Ama o Teu Próximo Como a Ti Mesmo’”)

O Que Precede As Nossas Intenções

Dr. Michael LaitmanNós podemos falar sobre o nosso progresso e sobre nós mesmos, assim como imaginamos a perspectiva desde Cima, da fonte da realidade. Nós revelamos o nosso trabalho desde baixo, enquanto que a sua causa desde Cima.

Qual foi o propósito da criação? Diz-se que tal é o desejo do superior: criar uma criatura tão perfeita quanto Ele. Assim, em todas as nossas ações e intenções, enquanto examinamos o que acontece conosco, devemos sempre lembrar que o objetivo final de tudo isso é revelar o Criador, revelar exatamente Ele.

Tudo o que eu sentir, pensar, ponderar ou aspirar está correto; tal é o caminho da análise. Mas o que eu posso revelar neste caminho, meu próprio ser? Não, eu me revelo oposto ao Criador; ou seja, na verdade, eu O revelo.

Nós sabemos da sabedoria da Cabalá que, no mundo do Infinito não existe deficiência de nada, exceto da realização do Doador. A criatura, chamada Malchut do Mundo do Infinito, deve compreender, sentir, e alcançá-Lo.

É por isso que esta criação redonda é necessária: a descida ao nosso mundo e a subida de volta para Malchut do Mundo do Infinito, que devemos realizar. Este caminho de baixo para cima é destinado unicamente para a ascensão, para alcançar o Doador.

Nós O alcançamos de acordo com a equivalência de forma: quanto mais nos assemelhamos a Ele, mais O entendemos e sentimos, e mais perto estamos Dele. O resultado final está no pensamento inicial. Portanto, em primeiro lugar, nós temos que estabelecer a intenção, isto é, o que eu quero alcançar com todas as minhas ações? O que está feito está feito, mas por que eu preciso disso?

No entanto, mesmo antes de eu esclarecer a intenção, eu preciso do pensamento inicial, desta origem primária da intenção, visto que a ideia é revelar o Doador, o Criador. Essa é a nossa meta.

Eu revelo em mim pensamentos, intenções, desejos e atitudes, mas, basicamente, através dessas ações eu O procuro. “Como eu faço isso? O que eu acho? O que eu quero? Como eu interajo com alguém ou algo?”. Antes de cada discernimento eu me preparo para a atitude certa: tudo o que eu faço se destina a revelar o Criador.

Aqui, eu preciso atrair algumas conexões:

• Quem quer que eu seja, Ele preparou para mim;
• O que quer que eu pense a cada segundo, Ele me dá;
• Aconteça o que acontecer comigo agora nesta análise, acontece segundo a Sua vontade;
• Seja como for que eu reajo ao que sinto, Ele também me dá isso.

Há apenas um pensamento, uma declaração que deve ser sempre minha: “Tudo o que está acontecendo comigo vem do Criador”. Os primeiro artigo do Shamati fala disso: “Não há Ninguém Além Dele”.

Agora, quando eu esclareço minhas intenççoes (em prol da recepção ou em prol da doação), estas certamente vêm do Criador. No entanto, o que importa para mim nesta análise é que eu O revelo, eu esclareço quem Ele é.

De todos estes discernimentos, o mosaico da realidade toma forma dentro de mim. Meus amigos, o mundo ao meu redor, seus eventos e circunstâncias, tudo deve se fundir numa única imagem do Criador. Na medida em que ela surge internamente, partes separadas se reúnem: todas as criaturas, todo este mundo e todos os mundos juntos, numa estrutura completa, cuja forma interna é chamada de “Criador”. Em sua totalidade, esta estrutura representa Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, o vaso, o desejo. É precisamente a Sua forma, Sua estrutura e a interação de todas as Suas partes: desejos, pensamentos e intenções que assumem a forma do Doador.

O Criador em si (Atzmuto) não tem forma. No entanto, nós realizamos uma análise incessante de nós mesmos e aos poucos criamos a forma semelhante à Sua. Como resultado, Ele pode ser revelado. Da mesma maneira, para detectar ondas que são desconhecidas para nós, construimos um dispositivo no qual elas podem ser duplicadas e reproduzidas. Ele nos permite descobri-las e estudar sua natureza.

A análise interna nos ajuda a criar um “lugar” para revelar o Criador; caso contrário, Ele permanecerá oculto de nós. É por isso que se diz que o Criador quer habitar nos inferiores, ou seja, revelar-Se a eles. Essa é a razão pela qual Ele criou o mundo do Infinito, e nosso trabalho é composto em revelá-Lo através de nossos esforços.

Assim, a revelação do Criador é o resultado de nossa análise interna. Ele não vai Se revelar por Si mesmo – nossos esforços são necessários aqui. Nós nos esforçamos, nós queremos e não queremos isso, as forças de recepção e doação colidem dentro de nós, e assim estamos constantemente preparando um lugar para Sua revelação.

No final, este lugar vai se tornar “flexível” o suficiente para que possamos detectar nele pequenas “ondas”, as formas do Criador na matéria de desejo. Quanto mais nós suavizamos nossa matéria, mais o Criador se revela dentro dela.

Ele mesmo está oculto; no entanto, a matéria começa a assumir Sua forma. Isto é o que compreende todos os nossos esclarecimentos: com a ajuda deles, nós estamos preparando o nosso desejo de aceitar Sua marca, Sua revelação.

Assim, em cada ação que realizamos, é preciso lembrar que nós, o mundo, e tudo o mais em geral, existe somente para que nós revelemos o Criador. Isso não é um tópico para discussão, mas o fato descendendo das fontes da criação.

Se eu lançar as bases para qualquer de minhas ações, pensamentos ou intenções, com esse fato em mente, se eu originalmente tomar esse rumo, se eu estou voltado para a revelação do Criador, uma vez que tal é o Seu desejo, então eu estou destinado ao Infinito, a essa meta. E tudo que eu faço depois certamente entrará nesse depósito de esforços que temos que repor.

Tudo o resto acontecerá de qualquer maneira. Só uma coisa depende de nós: dirigir todos os nossos esforços para a revelação do Criador.

Mais tarde, surgem os seguintes questionamentos: o que esta revelação representa? Como alguém a realiza? Que ações se provarão mais eficazes? De quem isso depende: de mim, dos outros, ou da nossa interação? Tudo somado, nós estamos falando do método que os Cabalistas nos descrevem, explicando como realizar ações que sejam mais benéficas para a revelação do Criador.

Hoje, toda a humanidade está no início desta revelação. A evolução chegou ao fim; o mundo já percebeu o potencial do progresso materialista. Nós não precisamos procurar nada em outros planetas e não há nada para extrair da terra.

Nós já tentamos de tudo na superfície da terra, e vimos que a nossa vida é limitada e leva a um beco sem saída.
É o início da revelação do Criador a todas as criaturas. Devido a este impedimento as pessoas vão começar a se perguntar: “Para quê e por que vivemos? Qual é o propósito da vida?”.

A partir de agora, nós aprendemos que o propósito de nossa vida é revelar o Criador, ou, para ser mais preciso, para nos prepararmos para Sua revelação. Nós conseguimos isso através da união e, assim, amenizamos o nosso desejo de receber para que ele possa se tornar altruísta e começar a assumir vários tipos de doação. Afinal, o Criador é a qualidade de doação, e nós estabelecemos uma conexão com o outro, nós O ajudamos a se revelar entre nós, nós preparamos o solo para ele, a matéria que será capaz de assumir Suas qualidades, Sua projeção.

Assim, nós nos desenvolvemos em equivalência exata com Sua forma.

Da Convenção de Arava 23/02/12, Lição #2

Não Um Passo, Mas De Pernas Para O Ar

Dr. Michael LaitmanO grupo deve dar um bom exemplo a todos. Ele está praticando o que gostaríamos de ser, como uma criança que brinca de ser adulto porque sonha em ser um adulto.

Em nossa vida cotidiana, quando nós avançamos instintivamente pela evolução, a natureza nos força a avançar, empurrando-nos por trás através dos sofrimentos e puxando-nos pela frente com prazeres, mostrando-nos exemplos do ambiente, evocando o nosso orgulho, a nossa paixão, nosso desejo de controlar e outros prazeres, fazendo-nos ansiar a crescer e conseguir mais.

É assim como a natureza avança nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas o homem, que é a criatura mais desenvolvida na Terra, avança mais do que todos os outros níveis. Para ele, não basta nascer e adquirir a forma de um adulto num par de semanas como um animal o faz. Ele tem que assumir uma nova forma a cada geração. A Natureza cuida disso e o avança.

Mas quando ele tem que crescer, como ser humano, numa forma que já é diferente em relação aos níveis inanimado, vegetal e animal, tudo se torna diferente. Nós não vemos essa diferença, porque nos relacionamos com o corpo humano como a um corpo bestial; nós prestamos atenção no rosto do amigo, na maneira como ele se comporta no mundo corpóreo, e em seu caráter. Nós não entendemos que o seu componente espiritual é totalmente separado do corpo e não pertence a ele.

Nós precisamos desse corpo a fim de atingir a espiritualidade com ele, atingir os atributos através dele, que nos permitem conectar internamente com os amigos. Mas, na verdade, a forma espiritual é totalmente diferente da forma corpórea, como dois níveis diferentes. Assim como em nosso mundo há uma diferença absoluta entre uma pedra inanimada, o vegetal e o animal, o nível humano também é cortado por uma fronteira chamada Machsom, que nos separa do nível animal. Nós só podemos nos elevar ao nível humano por impulsos que nós mesmos projetamos. Esses impulsos são chamados de “importância da meta espiritual”, que é o oposto do nosso nível corporal.

Esta oposição realmente existe entre todos os níveis do inanimado, vegetal e animal. Nós devemos entender que no processo de evolução é impossível se manter no estado atual. Então, você começa a consolidar seus poderes, a fim de sair do seu estado atual e passar para o próximo estado, que é mais avançado.

A mesma coisa acontece em nosso desenvolvimento. A Natureza nos leva a este ponto quando sentimos a necessidade do desenvolvimento espiritual. Quando sentimos o ponto no coração dentro de nós, nós chegamos ao grupo. Mas depois nós temos que encontrar a força para o nosso desenvolvimento por nós mesmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/12, Escritos do Rabash

A Força Do Direito De Nascer

Dr. Michael LaitmanLevando em consideração que toda a criação é o desejo de receber prazer, não parece realista que nós possamos nos separar de nossos egos. Mas esta separação acontece apenas dentro do nosso cálculo, quando avaliamos o quanto “devemos” ao ego, o quanto precisamos dele, pois sem o ego somos incapazes de fazer qualquer ação ou gerar um único pensamento.

Então, a Luz que Reforma nos leva a um estado de liberdade real. Somente a Luz pode fazer isso porque ela adiciona ao desejo de receber prazer do homem a propriedade de doação, como se fizesse uma nova liga. É semelhante às leis da valência ou a criação de novos elementos químicos. Ao adicionar ou remover elétrons nós produzimos uma nova substância. Este é o resultado das leis espirituais em nosso mundo material.

A propriedade de doação desce até a pessoa e controla seu desejo de receber prazer porque ela contém a Raiz. A diferença entre o estado de “Lishma” (doação) e o estado anterior de “Lo Lishma” não está na presença da propriedade de doação em si, mas em nós alcançá-la.

A presença da propriedade de doação não significa nada, porque nós ainda podemos usá-la egoisticamente, ou seja, “Lo Lishma“! No entanto, quando atingimos a Raiz, que está incluída na propriedade de doação e vem de Keter, em vez de Bina, ela força o nosso desejo egoísta a se render. Nosso ego “entende” que ocupa um lugar secundário, enquanto que o primeiro lugar (o desejo de doar) o precede.

Portanto, o nosso egoísmo capitula, tornando-nos prontos para trabalhar em “Lishma“. Agora, nós adquirimos energia e combustível para executar ações em prol da fonte de doação, ao invés de para o nosso ego. O desejo de receber prazer subjuga: Malchut se curva, uma vez que “sente” a presença de Keter, a raiz que atua dentro de Bina.

Depois, nós precisamos melhorar este estado e elevar Malchut ao mais alto possível para que ela cresça dentro de nós. Ela nos permite conhecer melhor Keter, embora não fiquemos conectados a ela, mas sim nos familiarizamos com Sua propriedade básica incluída dentro da propriedade de doação que se reveste em nós (em nosso desejo de receber prazer, já que a matéria da criação nunca desaparece).

Quando uma pessoa se eleva acima de seu desejo de receber prazer e atinge a raiz e a propriedade de doação, ela é preenchida com a Luz de Hassadim (Misericórdia) e, assim, adquire a propriedade de Bina. Neste ponto, ela pode fazer a transição para a Luz de Hochma (Sabedoria) e receber em prol da doação, embora esta seja uma obra especial que ainda não conseguimos imaginar.

O estado de “Lishma” começa no momento em que a pessoa se torna capaz de agir em prol da adesão com doação, mantendo o desejo de receber prazer. Ela sente o poder do Criador, Suas propriedades, e sua própria fonte dentro do Criador, em vez de no seu desejo de receber prazer.

Nesta fase, a pessoa deixa de ser um fiel aliado e um escravo do seu ego com o qual ela costumava estar tão conectada, de modo que não se separava dele e o considerava como sendo ser autêntico “eu”. Agora, ela se desconecta dele e muda o seu mestre consciente e voluntariamente, tendo trabalhado duro para alcançar este estado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/12, Shamati # 20