Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Viajando Escondendo-se De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanQuando lemos o Livro do Zohar, devemos imaginar que já estamos no estado mais elevado – devemos desejar alcançá-lo. O estado mais elevado é o estado em que estamos conectados.

O Zohar descreve como a força de doação chega até nós e que trabalho ela realiza em nós. Algumas partes da alma sobem e outras descem em seus sentimentos, compreensão e percepção das mudanças que ocorrem em nós. Ao lermos juntos este livro várias vezes, nós esperamos que a força de doação venha nos afetar, realizando todas as ações espirituais dentro de nós.

Se estivéssemos na revelação do mundo espiritual, então, durante a leitura, tudo o que lêssemos se realizaria em nós abertamente. Mas, se estamos num estado de ocultação e queremos que essas ações aconteçam dentro de nós, elas já são realizadas dentro de nós, mas de forma oculta, à medida que ainda não estamos no mundo espiritual!

É como uma criança que se senta num carro de brinquedo, girando o volante e imaginando que está dirigindo. Ela está realmente dirigindo, de uma forma que ela é como o verdadeiro motorista que se tornará em quinze ou vinte anos. Ela já está no processo, mas nos graus e estados preliminares quando ainda não alcançou a realização efetiva. Mas esses estados são essenciais no caminho.

Da mesma forma, pela leitura do Zohar agora e imaginando que estamos nele, nós estamos permitindo que a Luz atue especificamente sobre os atributos que lemos a respeito. Não faz diferença se nós entendemos o que está escrito; entretanto, a Luz nos influencia e nos faz avançar.

Eu não sei o que se esconde por trás dos nomes das Sefirot e dos anjos, e não posso imaginar nada, mas isso não faz diferença. Eu só imagino uma coisa: agora eu estou sob a influência da Luz, a força de doação, que me concederá esta força para que ela governe sobre a força de recepção em mim. Assim, eu continuarei até que a Luz fique comigo permanentemente.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/12, O Zohar

O Mais Rápido Possível

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 125: Para evitar a falta da escala de mérito do mundo inteiro, quando a pessoa é qualificada a sentenciá-los a uma escala de mérito, ela não tem outra tática exceto sempre se afligir com os problemas do público, assim como sofre com seus próprios problemas.

Os Cabalistas nos falam sobre os estados que teremos que passar no caminho espiritual. Eles nos falam para que possamos desejar avançar, usando todos os meios que temos.
Se não exigirmos, não “pressionarmos”, não vamos atrair a Luz que Reforma. Afinal, tudo é preenchido por ela. Não há nenhuma outra força exceto a força da Luz. Nós devemos nos esforçar mais para atraí-la.

A “mola” interna gerencia as ações da Luz, como se estivesse contorcida e fosse liberada, e, portanto, a criação começou até que todo o processo temina. A certa altura temos a chance de influenciar o nosso próprio destino, porque a partir desse momento temos que crescer conscientemente.

Mas, se não queremos crescer de acordo com as oportunidades que nos são dadas, somos forçados a avançar pela “vara”. No final, vamos ficar sábios, entender e sentir o que está acontecendo, e iremos participar disso conscientemente. Mas, dessa forma, cada passo será acompanhado por um grande sofrimento. De uma forma ou de outra, você não pode mudar as etapas em seu caminho. Você terá que passar por todos os estados e níveis, mas cada um deles vai começar a partir de um golpe: “Oh! Eu entendo que não há outra maneira. Bem, o que posso fazer, talvez valha a pena. Oh, não é ruim. Uau, isso é absolutamente fantástico!”. Então, novamente, é a mesma história. Mais uma vez, você não quer fazer nada até que os golpes movam você.

Mas nós podemos conseguir isso sem os desvios que nos derrubaram. Em vez de cair nos problemas, nos só perdemos um pouquinho a importância da meta, e com isso adquirimos um incentivo para uma nova ascensão.

Esta é toda a diferença, e é muito simples: Você quer dar alegria ao Criador ou não? O único prazer Dele é que as criaturas queiram ir até Ele por si memas. A questão não são os sofrimentos, embora você julgue de acordo com eles. Você até se entrega com antecedência quando eles vêm, como resultado da preguiça. Mas você pode subir: “Sim, eu sou preguiçoso, eu não quero nada, e ainda assim, talvez eu possa tentar respeitá-Lo e fazê-Lo feliz?”. Este é o cálculo que você faz, e assim você acelera o tempo. Mas, se confiarmos no benefício próprio, não haverá aceleração de tempo.

A única chance é sentir que você é um convidado e dar alegria ao anfitrião. Caso contrário, é como se você estivesse dizendo: “Eu vou dar uma passadinha quando eu precisar de algo. Primeiro deixe-me construir um apetite, e depois eu vou. Enquanto isso, sente-se à mesa e espere por mim”. Mas você pode agir de maneira diferente: você sente o aroma das delícias que Ele preparou para você, você O aprecia, você faz perguntas a Ele, e a principal coisa para você é saborear a refeição a fim de dar alegriaa Ele. Só então você se aproxima da mesa.

Esse é um grande trabalho que é totalmente destinado a dar alegria ao Criador, e não para encurtar o tempo do exílio. Você interpreta “exílio” de forma diferente: você não está num exílio longe dos prazeres, mas longe da doação ao anfitrião.

Esta não é uma pequena fração ao final do longo caminho que leva meses para se ser completado. Este é todo o nosso trabalho. Esta é a fase quatro, que é formada após as fases anteriores. Ela é muito densa e funciona em freqüência muito alta, a uma taxa “maluca”. Se as fases da nossa evolução duraram milhões de anos no passado, hoje tudo é condensado em vários anos. Nós dificilmente nos aproximamos do trabalho real e o mundo já está perdendo a direção e o sentimento de tempo. Logo o tempo e a distância vão realmente desaparecer da nossa percepção. As pessoas vão deixar de sentir essas limitações.
Da 4a parte da Lição DIária de Cabalá 28/03/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

A Força Que Preeche Todo O Universo

Dr. Michael LaitmanNão há outro além Dele, além da força que nos governa. Esta força é única. Isso significa que não há nada em volta e dentro de nós, exceto uma força única que faz absolutamente tudo.

Nós estudamos essa força mesmo em nossas ciências. Nós a sentimos dentro de nós mesmos e ao nosso redor. Nós somos derivados desta força. Nós existimos nela; nós fervemos nela como pequenos pedaços numa panela de sopa. Ela penetra, cria e desenvolve tudo em nós. Esta força preenche todo o universo e se origina do Big Bang, do qual se propaga tudo que existe no universo.

Para a pessoa parece que ela existe fora desta força; isso só ocorre porque ela simplesmente não a sente, como um bebê deixado em seu quarto enquanto sua mãe está na cozinha. Ele acha que não há ninguém ao redor, que está completamente livre e pode fazer o que quiser. Ele não entende que, na realidade, sua mãe está observando-o. Nós também somos bebês que pensam que podem fazer tudo o que desejam na Terra com os brinquedos que criam, brincam e se perdem.

Na realidade, a força superior cria, age e organiza tudo. É assim que nós estamos avançando.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Uma Abertura Para A Luz

Dr. Michael LaitmanO sentimento da importância do nosso objetivo vem da Luz que Reforma. Ele não depende da pessoa de forma alguma. Ela só deve deixar a Luz se revelar nela e tudo o que acontecer com ela será feito pela Luz.

Tudo isso vai acontecer com você e você vai ser grande, se você abrir apenas um lugar para a Luz em você. Não devemos pensar que isso acontece graças a algumas habilidades especiais que a pessoa tem. Só devemos apreciar e respeitar o professor, não como uma figura real, mas a informação que ele transmite, porque através dele você recebe a Luz. Além disso, devemos valorizar o grupo, pois sem ele você não será capaz de perceber a Luz, sentir, entender e usá-la. Você não vai ter lugar para deixá-la entrar.

Pergunta: O que significa “criar uma abertura para a Luz”?

Resposta: Quanto mais você está aderido à Luz, à fonte, e quer anular a si mesmo, mais você é incluído com o seu Galgata ve Eynaim no AHP do superior.

O AHP do superior cheio da Luz de Hochma é o seu vaso de recepção. Você pode existir lá se você anular a si mesmo. Então, você está nadando lá nas águas de Bina e crescendo. Você tem tudo, o mundo inteiro, “de uma extremidade a outra”, mas tudo depende apenas do quanto você se anula.

Mas você já nasceu com seus vasos independentes. Você tem que minimizar a si mesmo em relação ao estado em que estava no mundo de Ein Sof (Infinito). Isso ocorre porque o superior é Infinito em relação a você. Portanto, você deve diminuir a si mesmo em relação a sua própria medida, que deve se vestir fora, como um embrião.

Essa transição está muito próxima, estas são as dores de parto onde você adquire suas próprias “vestes”, em vez de ficar no superior sem qualquer forma própria e só anulando a si mesmo; agora, você está adquirindo sua forma. Nós não vemos isso em nosso mundo, porque o embrião já tem uma forma, mesmo quando ele está no ventre de sua mãe. Mas, na espiritualidade isso não é assim.

Da Convention Interna 3/3/12, Lição 2

Escolhendo Um Outro Foco

Dr. Michael LaitmanO principal artigo do método Cabalístico é “Não Há Outro Além Dele”. Este artigo é a sintonia fina do nosso ponto no coração, a nossa aspiração em revelar a natureza, a harmonia mais perfeita e eterna, a integralidade e a globalidade, onde tudo está interconectado e representa um quadro geral completo.

Em nosso mundo, nós normalmente não podemos compreender tudo em nosso egoísmo individual. Nós dividimos a natureza numa vasta gama de ciências (há 184 ciências). Isto não existe na natureza. Nós simplesmente não podemos aprender tudo de uma só vez. Nós dividimos a natureza em algumas “fatias” e estudamos biologia, zoologia, geologia, astronomia, e assim por diante; em geral, um grande número de ciências.

Nossa individualidade, o nosso egoísmo, é muito estreita, de modo que só consegue absorver algo concreto, mas não consegue perceber a natureza como um todo, holisticamente. É por isso que não podemos sentir egoisticamente esse quadro geral e integral da força, através de nossos sentidos corporais. Nós não o sentimos; ele não entra em nossos órgãos sensoriais.

Para fazer isso, nós precisamos desenvolver um novo órgão sensorial que inclua, naturalmente, todos os anteriores, mas também tenha a capacidade de experimentar absolutamente tudo de uma só vez e, juntos, como um todo. É assim que devemos nos sintonizar. Ou seja, em vez de olhar para a esquerda, direita, em cima, embaixo, exatamente de acordo com as coordenadas, dirigindo o nosso egoísmo num fenômeno específico, nós removemos todo o foco, todo egoísmo, e tentamos ver a natureza como ela é. Esta é a essência da sintonia.

O grupo e os métodos especiais existem para isso. Sintonizando-nos desta forma, de repente começamos a sentir que, ao remover o foco egoísta do mundo, passamos a olhá-lo de forma simples e aberta, não querendo pegar algo dele, e abandonando a nós mesmos pelo mundo. Nós não nos limitamos pelo nosso corpo, os cinco sentidos, a compreensão e a capacidade limitada de perceber tudo que existe na natureza. Assim, começamos a sentir que, de fato, estamos rodeados por uma grande força: geral, eterna e perfeita chamada de natureza, ou Criador.

Isso não tem nada a ver com religiões, crenças ou misticismo. Este é apenas um método que ajuda a pessoa a se elevar acima de sua atitude limitada em relação ao mundo e a olhar para ele sem as limitações do tempo, espaço e movimento, ou seja, mostra como ir além da área de nossa natureza para que o corpo não nos restrinja.

Para isso, tentamos nos organizar em grupos, onde a ajuda mútua entre os amigos nos dá a oportunidade de sair de nós mesmos e começar a sentir algo fora do nosso corpo, como se eu não estivesse no corpo. De fato, começando a sentir a nós mesmos fora do corpo, temos uma idéia do que significa viver fora do corpo.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

O Círculo Do Abraço

Dr. Michael LaitmanO ambiente especial que foi criado nos seminários (workshops), durante a Convenção na Lituânia, deve ser constantemente mantido durante as aulas. A pessoa precisa sentir constantemente isso. Não importa se ela está ou não realmente sentada num círculo abraçando os amigos, ou se eles estão simplesmente juntos, sentindo a conexão sem abraços físicos, ou mesmo estando muito distantes.

Claro, isso é mais difícil, mas você já sentiu que é possível sair um pouco dos limites do lugar físico e não estar preso ao tempo. Esta conexão continua a existir como se no ar.

Nós precisamos sempre manter este ambiente: nas aulas, em todos os eventos e atividades, e até mesmo no trabalho. Não importa onde a pessoa trabalha, numa fábrica, para um patrão – mas por meio de tudo o que acontece, ela está em contato com o Criador, olhando para Ele. Em cada situação ela deve fazer esforços para revelar a Luz superior, como se estivesse fisicamente entre os amigos.

Assim, nós seremos capazes de sentir, devido a todos esses esforços, como revelamos a nossa conexão com um grande grupo de Cabalistas de todas as gerações, que estão trabalhando conosco, dando continuidade a esses esforços. Tudo isso acima das limitações físicas.

Nós nos preparamos para estes seminários, nos sentamos de uma determinada maneira, mas tudo isso foi uma preparação formal. Nós devemos tentar manter o mesmo espírito que sentimos depois, durante os nossos estudos. A principal recompensa são os próprios esforços e não o sentimento forte que você espera. Nós devemos valorizar o trabalho em si e não a recompensa pelo trabalho.

Portanto, nós não devemos esperar que os comoventes estados de inspiração voltem. A chave é buscá-los constantemente; não com o intuito de receber as sensações agradáveis, mas para nos prepararmos para a revelação do Criador, a fim de dar-Lhe alegria. Esta oportunidade é a nossa recompensa. Isso já está um pouco mais próximo do estado de doação, Lishma.

Vamos tentar fazê-lo. Sinto muito, mas como de costume, as crianças exigem o que gostam mais, enquanto os pais lhes dão o que é melhor para elas conforme sua compreensão madura. E nem sempre é o mesmo. Vamos fazer um esforço para atingir uma forma ainda mais corrigida.

Nós devemos apreciar a oportunidade de fazer um esforço, e também teremos que restringir a sensação. Então, o sentimento de doação irá aparecer.

Da Preparação para a  Lição Diária de Cabalá 27/03/12

A Oração De Semelhantes Num Círculo

The Payer Of Equals In A CircleNão importa que vocês estejam sentados em fileiras atrás das mesas, e não se incluam (abracem) num círculo.  Apenas os corpos físicos estão sentados nas cadeiras. Mas, por dentro, deve haver o sentimento de um círculo: uma grande conexão em todo o mundo. Assim como as mulheres nos envolvem num anel, o mundo inteiro deve ficar mais longe, por trás delas. Devemos aspirar a trazer todos para um ponto de contato.

A distribuição física é inútil. Eu não acho que os alunos do Rabi Shimon se sentavam em tal círculo simétrico. Se assim fosse, as mesmas regras teriam sido mantidas até hoje para o estudo da Torá. O círculo simplesmente simboliza o fato de que todos são iguais: os amigos se conectam e formam uma oração coletiva.

Nós só precisamos pedir a Luz que Reforma. Sem ela, não temos chance alguma de sair do nosso ego, mesmo por um milímetro, nenhum de nós. Somente a Luz que Reforma pode nos ajudar.

Portanto, não faz sentido perguntar sobre como você deve fazê-lo. Você não está fazendo nada. Deixe a Luz fazer o trabalho! Mas você deve estar sempre consciente de que precisa realizar todos os tipos de ações para atrair a Luz que fará tudo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/12, Shamati # 52

Filosofia Vazia Ou Ciência Prática

Dr. Michael LaitmanAo longo dos muitos anos em que tenho explicado o método da cooperação integral, dou como exemplo o nosso corpo feito de diferentes órgãos. Todos os órgãos parecem operar por si próprios: o coração, os pulmões, os rins, ou o fígado. Cada um opera no seu próprio ritmo e ordem e em cada um existe um programa interno, um software, mas tudo é baseado na cooperação.

Embora todos eles operem em planos diferentes, em ritmos diferentes, com tarefas internas completamente diferentes, todos eles devem ter uma tarefa colectiva: manter o corpo todo num estado equilibrado, que depende apenas da cooperação correcta de cada parte corrigida. Uma parte corrigida é a parte que coopera com todas as outras, e o seu trabalho interno orienta-se apenas de acordo com todas as outras partes do corpo.

Nós, também, devemos cada um sentir-nos como pequenos órgãos num grande corpo. A criação do nosso vaso colectivo de percepção, de um novo órgão sensorial, depende do facto de que ninguém opera como um corpo separado, mas em concordância com todas as outras partes do sistema.

Portanto, tudo deve ser dirigido não para o nosso desenvolvimento individual interno, que na verdade não existe, mas apenas para a conexão!

Há ainda muitas pessoas que nos procuram e estudam a partir dos livros, mas apenas para saberem, verem o que está escrito lá. Mas elas não estão incluídas no trabalho geral de conexão e unidade, e assim elas não percebem para onde tudo isto se dirige. “Oh bem, é uma ciência, uma teoria, que fala sobre mudar de lugares e movimentos num espaço imaginário qualquer, para cima e para baixo, sobre diferentes conexões entre algum tipo de objectos estranhos. Onde estão eles? É tudo muito abstracto porque no nosso mundo nada disto existe. Portanto, o que devo eu fazer com isto?”.

Estas pessoas não percebem que têm de conectar-se entre elas, e apenas na conexão entre elas começarão a ver através destes laços: “Onde estão estas partes? Onde é este nível de Bina, a doação, a recepção, a restrição do desejo, a ascensão acima do desejo na conexão com os outros, recebendo deles e doando a eles?”. Até que tentem implementar tudo isto na conexão entre sia, a sabedoria da Cabalá será para eles uma filosofia vazia, que não diz nada.

Portanto o principal não é estudar o que está nos livros, mas desejar sentir o que estudamos, para o implementar na nossa vida, na conexão entre nós. Caso contrário, como os nossos professores nos dizem, uma pessoa “seca”. Ela simplesmente não vê os resultados do que ela lê. Claro, há muitas coisas interessantes lá, muita informação, mas é apenas um estudo abstracto e nada mais que isso. Enquanto que o próprio método é muito prático, e nós temos de o implementar entre nós.

Do Congresso em Vilnius 23/3/12, Lição 1

Um Novo Desejo

Dr. Michael LaitmanO nosso programa de hoje se resume em esclarecer um elemento primário e fundamental em nosso desenvolvimento: a busca para sentir a força superior. Muito nesta busca diz respeito à psicologia do homem, porque nós começamos no nível psicológico mais básico, assim como qualquer pessoa normal em nosso mundo. Mas depois da psicologia básica nós começamos a ascender mais. Por quê? Porque a aspiração que temos internamente, e com a qual trabalhamos, é chamada de “ponto no coração”.

Isso é o que devemos desenvolver; isto é o que devemos expandir. Este ponto deve se tornar grande para nós, maior do que qualquer outra coisa, preenchendo todo o horizonte. Através dele eu preciso começar a sentir a natureza, sua eternidade e perfeição, a harmonia, a força superior, informação: tudo! Isso só pode acontecer se eu cultivar meu ponto no coração.

O ponto no coração já não pertence à psicologia simples. Ele surge apenas em indivíduos especiais após várias vidas ao longo de sua evolução, tendo chegado a um estado em que o desejo de uma nova camada, o nível “Humano”, surge neles. Eles se desenvolveram através dos níveis inanimado, vegetal e animal da matéria e viveram muitas encarnações diferentes como seres humanos em nosso mundo, mas agora um novo desejo surge neles, que começa gradualmente a desenvolvê-los em direção à sensação da força superior da natureza.

Hoje, este desejo está surgindo em milhões de pessoas em todo o mundo. E nós temos o método para efetivá-lo.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Sentindo A Força Que Controla O Destino

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é encontrar em nós mesmos a oportunidade de sentir a força que preenche o mundo, controla o mundo e nosso destino, leva-nos através da vida e determina todos os eventos nela – o que vai acontecer com cada um de nós, a cada minuto.

Para fazer isso, nós precisamos constantemente mergulhar em nós mesmos, especificamente através de nós mesmos. Nós não seremos capazes de encontrar nada no mundo mecânico que nos rodeia. Somente através do refinamento de nossos sentidos, aumentando a nossa sensibilidade interior, é que vamos começar a sentir as finas camadas da natureza, bem como sua camada de informação. Esta camada nos revelará todo o programa da criação, tudo o que deve acontecer para nós, e que já aconteceu, e nos elevará acima da sensação de tempo, espaço e movimento mecânico para uma área totalmente diferente.

Assim, nós temos que constantemente nos aprofundar e procurar em nós mesmos a sensação desta camada de informação, desta força que controla tudo. Ela pode ser chamada de força fundamental da natureza, a força superior da natureza ou o Criador, porque tudo cria e contém todo o programa da Criação. Para isso, nós estamos juntos para aumentar o nosso impacto sobre o outro e, assim, ajudar cada um de nós a unir.

Nós começamos a criar um novo órgão sensorial no sentimento coletivo, que é capaz de revelar para nós a força que nos rodeia e penetra tudo. Ao estar nessa conexão correta e constante com os outros, eu me elevo acima de mim mesmo, saio de mim mesmo, e começo a sentir o que está entre nós. Isto se torna mais importante.

Mas o resto é meu, como o meu corpo animal. Quando eu desejo para sair completamente de mim mesmo, sentir o que está fora de mim, lá eu encontro essa força superior da natureza.

Conectar-se com ela é o objetivo da nossa existência. E todos nós queremos alcançar isso.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3