Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Como Podemos Ajudar A Luz?

Dr. Michael LaitmanDa lição do Rabash: É impossível trabalhar sem combustível. A pessoa deve receber alguma coisa, ela não pode trabalhar sem um objetivo. Assim, nosso objetivo é sentir para quem trabalhamos.

Muitas vezes, as pessoas perguntam como podem verificar o quão perto chegaram da espiritualidade. Isso é determinado especificamente de acordo com o esclarecimento para quem eu trabalho. Eu avancei se começo a agir não como se estivesse diante do Criador, mas ao Seu lado, do lado Dele, tentando ajudá-Lo, servi-Lo, e trabalhando em sintonia com Seu programa.

Eu penso em como dar a Luz a possibilidade de me influenciar mais fortemente, como ajudar a Luz a penetrar mais profundamente todos os meus desejos, para conectá-los. Eu sinto que sou escravo do Criador, conectando-me a Ele cada vez mais forte sob a influência da Luz.

De acordo com este sinal, é possível sentir como a pessoa muda. Em vez de pensar: “Eu, eu, eu”, ela agora se preocupa em como ajudar a Luz a penetrar nos desejos e corrigi-los.

Da Preparação para a Lição 22/04/12

Falta De Imaginação Ou Falta De União?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil imaginar o próximo nível?

Resposta: Não é uma falta de imaginação, mas a falta de interação entre as pessoas. Se estivéssemos brincando no quintal com os amigos, nós imaginaríamos tudo claramente, já que há uma interação mútua entre nós. Uma pessoa diz algo, outra adiciona algo, e, desta forma, um jogo é criado.

Enquanto aqui, nós ainda não conseguimos nos unir; não conseguimos imaginar o próximo nível. Falta-nos a ajuda mútua. Eu ainda não sinto o apoio dos amigos nisso. Não é culpa sua ou a minha. Para isso, nós precisamos de sessões de formação que gradualmente despertarão o próximo nível.

Este nível ainda não existe dentro de nós. Nós não somos responsáveis por isso. Nós simplesmente precisamos nos esforçar, e a Luz superior vai começar a formá-lo dentro de nós. Ela já está construindo-o dentro de nós, mas isso leva tempo.

Nós ansiamos constantemente pelo próximo nível como crianças; nós não entendemos, brincamos e cometemos erros – mas nós o queremos! Não importa o que nós queremos, porque isso pode não ser o que precisamos. No entanto, estes esforços atraem a Luz superior que forma gradualmente o próximo nível dentro de nós. Primeiro, ela faz isso na nossa imaginação e, depois, em sensações turvas. Depois, a Luz superior forma junto as sensações e pensamentos, certa compreensão do que deve acontecer. Então, o que aprendemos, sentimos e ouvimos dos outros amigos se somam. De repente, nós começamos a receber seus pensamentos e desejos, e tudo isso se conecta junto.

Se para nós for difícil imaginar o próximo nível, é sinal de que não atraímos o suficiente da Luz superior de modo que ela pudesse nos dar, pelo menos, algum tipo de impressão, algum formato do próximo nível. No entanto, eu tenho certeza que vamos superar isto.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Workshop 1

O Amor Dos Amigos: Um Passe Para O Infinito

Dr. Michael Laitman with StudentsRabash, Shlavey HaSulam, (Degraus da Escada), “A Necessidade do aAmor dos Amigos”: Há muitos méritos nisso: 1) Tira a pessoa do amor próprio e a leva ao amor ao próximo… já que com isso ela pode vir a amar o Criador. No entanto, devemos saber que amar os outros ou trabalhar para o benefício dos outros não é o propósito da criação, como os laicos o entendem …. Dizer que devemos trabalhar para beneficiar os outros é apenas a correção da criação, não a finalidade da criação.

A pessoa começa a estudar a sabedoria da Cabalá a fim de ficar mais inteligente e descobrir o que se passa no mundo superior. Ela sonha em ver, revelar e sentir a força e a governança superior, para atingir o seu passado, presente e futuro, e o sistema que gerencia todo o mundo, inclusive nós.

Ela percebe tudo através de seu ego, o desejo de receber prazer, e assim ouve seletivamente: apenas o que pode lhe fazer bem ou prejudicá-la pessoalmente. Conceitos como “amor dos amigos” e a “necessidade do amor ao próximo” apenas passam pelo seu ouvido.

Demora um tempo até que, graças ao estudo, a disseminação e a conexão com o grupo, a pessoa finalmente começa a entender que o amor ao próximo não significa ser bom menino, como no jardim de infância, mas que este é um princípio espiritual de um nível totalmente diferente.

Este princípio decorre da quebra dos vasos, ou seja, da alma unificada que foi quebrada em pedaços e que lançou as bases para todo o nosso mundo. É por isso que temos que conectar todas as partes dessa alma. Na medida em que conseguimos conectá-las, começamos a sentir o mundo superior.

A pessoa só está disposta a ouvir sobre o amor dos amigos depois de muitos anos. Portanto, os novatos não conseguem compreender os artigos do Rabash sobre o grupo. Os alunos mais avançados vão percebê-los como uma ferramenta real, necessária e desejável, porque já entendem como é importante e benéfico atingir a conexão, em virtude da qual alcançamos todo o mundo do Infinito.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/12, Escritos do Rabash

A União É Como Um Punho Apertado

Dr. Michael LaitmanEm nosso mundo, a centelha da espiritualidade (o ponto no coração) não despertou em muitas pessoas. As que despertaram estão em minoria em relação ao resto da humanidade que é atraída apenas para os prazeres corporais deste mundo. No entanto, as pessoas que anseiam em revelar o Criador têm força qualitativa, e se elas se unirem, podem alcançar uma força maior do que a força do resto da humanidade.

É possível ser grande em termos de quantidade e em termos de qualidade. A qualidade é mais importante do que a quantidade. Assim, se dez pessoas, que verificam a meta e querem alcançá-la, se unem, a força criada por elas é maior do que a força externa da humanidade, de todos os bilhões de pessoas ao redor do mundo.

É tanto mais significativo que elas não sejam afetadas pela influência da ampla sociedade e sua força quantitativa. Assim, através da criação de um grupo não tão grande, elas podem avançar. A pessoa cai sob a influência do ambiente e sua única livre escolha é escolher um ambiente adequado para si.

Se ela constantemente se anula cada vez mais perante este pequeno grupo, ela pode ter certeza que vai atingir a meta desta forma. Conforme a sua anulação e conexão com os amigos numa concentração cada vez maior, ela constantemente se aproximará da meta. Afinal, a meta é encontrada no centro deste pequeno grupo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/12, Escritos do Rabash

O Difícil Teste Pela Glória

Dr. Michael LaitmanDa lição do Rabash: A pessoa deve estudar baseando-se que a fé a obrigue, não porque os outros dizem que ela é justa, dando-lhe força e inspirando-a a trabalhar. Isso porque, essa força se baseia no orgulho, na honra, e não na fé, ou seja, no egoísmo em vez da santidade.

Assim, a pessoa precisa preciso ter muito cuidado para não receber qualquer apoio externo. É exatamente o oposto: se o ambiente ignora a pessoa, isso é realmente um presente do Alto, porque ela está recebendo a oportunidade de continuar trabalhando em prol da doação.

E se a pessoa é honrada, ela recebe energia para trabalhar egoisticamente, em prol do respeito. E não importa quanto você tente explicar isso à ela, nada vai ajudar – é assim que o nosso corpo, nosso ego, funciona.

Portanto, não é fácil de separar da recompensa ou punição que vem do ambiente, trabalhando apenas numa linha reta dirigida ao objetivo da criação. Mas sem esse desapego, todo o nosso trabalho irá beneficiar as forças impuras, o Faraó, o nosso ego.

De acordo com a forma como uma pessoa é influenciada pela atitude boa ou má do mundo para com ela, através do feedback que recebe do mundo externo, nós podemos ver claramente onde ela está. Se ela não prestar atenção nisso e continuar o seu caminho, ela recebe todos os tipos de críticas como ajuda do Alto. Quanto mais ela é atacada de todos os lados, mais eles a ajudam.

Da Preparação para a Lição 20/04/12

Encurtar A Distância

Dr. Michael LaitmanNós não conseguimos imaginar o quanto a distância entre eu e o Criador, e a distância entre eu e meu próximo são as mesmas. Nós chamamos alguém que está perto de nós de “próximo”, enquanto ele está à mesma distância que o Criador. À mesma distância!

Tente chegar até o próximo de forma interna, não fisicamente, e você vai descobrir o mesmo abismo. É por isso que nós subestimamos o que foi dado para nós. “Bem, por que precisamos do próximo? Todos os tipos de personagens estão andando por aqui…”. Nós não conseguimos imaginar que esta é a indicação absolutamente precisa da nossa atitude para com o oculto na natureza. Assim como o Criador está oculto de mim, o meu amigo se oculta de mim.

Imagine, o quanto desse abismo nós ainda não revelamos entre nós. Todo o tempo nós passamos por cima dele, preenchemo-lo com algo superficial, mas nem sequer percebemos este enorme abismo negro.

No entanto, se você trabalhar seriamente no grupo, conforme o seu trabalho, você começa a entender que deve que atacar precisamente neste ponto; aqui você vai revelar tudo. Só não se esqueça que, trabalhando a relação com os amigos, você trabalha a relação com o Criador. O fim da ação deve ser Nele. Então, vamos receber a Luz superior.

Esta é a diferença entre o método da Cabalá e qualquer outro método, porque quando chegarmos ao final da ação, apontando para a força superior, nós recebemos a Luz superior que nos modifica. A principal coisa é não esquecer que todas as nossas ações visam aproximar-se dessa força superior, tornar-se semelhante a ela, dissolvendo-se e agindo como ela, atingindo seu nível de compreensão e conectando-se de forma que toda a minha parte interna seja absolutamente igual a ela.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

Um Novo Jogo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós temos que nos imaginar num estado corrigido. Como posso ter certeza de que eu o imagino corretamente?

Resposta: É impossível imaginar um estado corrigido. A Luz vai gradualmente criar essa imagem para nós. Isso só pode ser feito pela Luz!

Nossas tentativas se assemelham às de uma criança que faz algo com persistência, e mesmo que seja incapaz de realizar a tarefa, ela ainda continua tentando. Você viu a persistência de uma criança que está brincando ou tentando fazer algo. Como resultado, ela adquire sensações, pensamentos e experiências e, assim, torna-se um adulto experiente. Esta é a única maneira que pode acontecer.

Nós não revelamos nada de novo aqui. Nós utilizamos a mesma Luz como fazíamos quando éramos crianças, quando estávamos tentando nos tornar adultos. Nós estamos utilizando os mesmos princípios que são infundidos na Natureza. Esta é a mesma lei exata e não há mais nada.

Você faz tentativas, brinca com blocos de construção, mas eles caem. Você tenta montar um conjunto de construção, mas não consegue. Você faz algo, pula e corre como um macaquinho. No entanto, estes esforços evocam a Luz superior, a força oculta da Natureza, que é responsável pelo seu desenvolvimento.

Esta força nos desenvolveu no nível animado e nos tornamos adultos. Neste momento, nós estamos jogando conscientemente o nível seguinte, de modo que a mesma força irá desenvolver-nos e elevar-nos a esse nível. O que quer que você jogue, é o que você vai se tornar. Esta é a forma como isso funciona.

Hoje, nós estamos jogando um jogo chamado “Tornar-se semelhante ao Criador”. Se continuarmos jogando este jogo, vamos ter sucesso! As pessoas se desenvolvem através do jogo. Você tem que se imaginar lá. Imagine-se como um adulto, o que é mais importante. Você pode perguntar: “O que significa subir ao próximo nível? Afinal, é isso que queremos realizar”. Vá em frente e realize seu desejo! Fantasie sobre o que significa isso e jogue este jogo, mas baseie-o no conhecimento que você obteve.

Você leu vários artigos e ouviu as lições: O que significa o grau superior, a qualidade de doação, acima do egoísmo, a tela, Reshimot, Partzufim, a Luz de Hassadim, a Luz de Hochma, e assim por diante? Como as transições são percebidas? Tente imaginar constantemente que você está lá e você vai conseguir! Toda a Natureza age de acordo com este princípio. Não há nada de novo a acrescentar, se você comparar isso com o desenvolvimento de uma criança.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Workshop 1

A Natureza Dos Homens

Dr. Michael LaitmanPergunta: A necessidade do desejo das mulheres, sem o qual os homens não chegarão à meta, não foi sentida nos seminários. Por que isso?

Resposta: Para que um homem sinta a necessidade de algo, ele tem de perceber que sem essa necessidade ou desejo ele não vai atingir a meta. Isso significa que eles ainda não alcançaram esse estado.

Suponha que eu tento fazer alguma coisa e percebo que não funciona. O que me falta? Aha! Eu preciso de outra ferramenta. Eu começo a trabalhar com ela e percebo que me falta outro dispositivo. Isto é, somente à medida que me vejo não atingindo a meta é que procuro as formas para alcançá-la.

Então, eu vejo a falta de um apoio claro e forte. Ele deve existir, com certeza! Isto é o que está escrito nas fontes Cabalísticas e também vemos isso na vida real.

Os homens têm seu próprio orgulho sem fundamento. Eles se esquecem de sua dependência das mulheres devido à sua natureza. Essa é a natureza de um homem. Porém, ao avançar, eles começam a perceber o quanto são fracos. Então, sentem uma forte necessidade de apoio feminino.

Isso não é uma fraqueza, é apenas a nossa natureza; quando dependemos uns dos outros com apenas a combinação certa, juntos, alcançamos a meta comum.

A propósito, eu tenho certeza que muitos homens têm esse sentimento; eu vejo isso neles. Eles realmente o sentem.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

O Sustentáculo

Dr. Michael LaitmanO ambiente é a ferramenta para autocorreção, e a autocorreção é o meio para a correção do mundo. Isto porque uma pessoa que se transforma um pouco, transforma o mundo inteiro.

Arquimedes disse: “Dê-me um ponto de apoio e uma alavanca longa o suficiente, e eu moverei o mundo”. O problema todo é esse ponto, o ponto de apoio.

Você pode “mover” a terra se você tem o ponto certo e seguro para se apoiar. Mesmo que a parte esquerda da alavanca seja apenas um metro de comprimento, se o lado direito for, digamos, milhões de metros de comprimento, mesmo se você usar a força de apenas um grama, você vai transformar o mundo.

Você tem que ser um herói em qualidade, não em quantidade. Trata-se apenas do quanto você prefere a espiritualidade acima da corporeidade, ou seja, mais a internalidade acima da externalidade. Isso significa que você escolhe o ponto de apoio. Se você vir a espiritualidade como mais importante do que a corporeidade, não importa o quanto a terra “pese”, você tem uma alavanca que pode transformá-la. Esta é a “mecânica celeste”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/12 no Dia em Memória ao Holocausto

Egito Aos Olhos De Um Escravo E Aos Olhos De Um Homem Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode contar os 400 anos (níveis) de sua permanência no exílio se o Egito está na escuridão total?

Resposta: É impossível contar isso, e é por isso que a fuga ocorre de repente, com pressa. A pessoa não sabe quando vai sair do exílio. Suponha que os 400 anos de exílio devam terminar hoje às 13h30min, mas você não pode saber disso. Você não percebe que, segundo a história, a fuga é súbita? Dizem-lhe apenas o que você deve levar consigo: os componentes que compõem o seu vaso espiritual, para que mais tarde você seja capaz de subir acima dele.

Segundo a história, depois que saímos do Egito, não deixamos nada para trás. Eu pego todo o ouro, todas as ovelhas e o gado, toda a propriedade, e deixo para trás um país vazio e destruído. Eu destruo o solo do país que uma vez floresceu grande e próspero, com belas cidades, e eu abandono.

Claro, abandono por uma vida melhor, e não há nada a perder. Não há razão para ficar no Egito, onde não há sequer água para beber, porque tudo se transformou em sangue, e tudo está morto.

É assim que a pessoa vê o mundo corporal que abandona. Na verdade, os belos palácios ainda estão lá, assim como todas as coisas boas, tudo está florescendo, mas, aos meus olhos, parece uma terra destruída na escuridão. Esta é a forma como isso é percebido em meus novos discernimentos que me obrigam a desrespeitar todo o luxo, a vê-lo como lixo e querer fugir dele.

No entanto, se eu olhasse para tudo através dos olhos de um escravo, eu veria a terra rica e acharia que não há necessidade de escapar. Afinal, a terra do Egito é cercada por um deserto.

Mas, de repente, eu decido que ficar lá é a pior coisa, e não há nada pior do que isso. Não é apenas um deserto, mas um lugar de terrível destruição e humildade. É tudo aos olhos de quem vê.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/12, TES