Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Faça Seu Coração Entender

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o nosso progresso espiritual não depende do conhecimento teórico da estrutura dos mundos e Partzufim, por que então discutimos isso em detalhes e fazemos perguntas durante as aulas do TES (Talmud Eser Sefirot)?

Resposta: Se você entender alguma coisa sobre a estrutura do mundo de forma incorreta, isso não vai impedi-lo de avançar espiritualmente. Mas é preciso estudar, a fim de atrair a Luz.

Devido à sua aspiração em entender o que está escrito em O Estudo das Dez Sefirot, você vai querer revelar esse estado e experimentar o mundo espiritual por si mesmo. Você acabará por perceber que sem a verdadeira revelação, você não vai entender nada.

Você deve usar todo o seu entusiasmo para entender o que está escrito, a fim de finalmente perceber que a compreensão não vem da mente, mas apenas através da revelação. E quando você começar a desejar esta revelação, você vai receber a correção. Na verdade, a revelação implica a sensação autêntica e não uma compreensão teórica por meio da razão. Quando você começar a conhecer o mundo espiritual, você vai entendê-lo, com base na sua própria experiência, o que significa “o coração entende”.

Mas, no momento, você está tentando entender por meio da razão onde as Sefirot estão localizadas geometricamente, aonde elas vai para cima e para baixo ao longo dos quadrados no papel, em vez de pensar como elas estão conectadas por suas qualidades, suas essências.

É muito importante estar ciente disso; caso contrário, você vai perder um grande momento. Você vai perder não apenas algumas Sefirot desenhadas no papel, mas sim a Luz que Corrige.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/11, Talmud Eser Sefirot

Tudo O Que Importa Está No Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando células separadas em um organismo comum do grupo carecem da compreensão da importância da meta, como esta importância pode surgir entre elas?

Resposta: Em primeiro lugar, dirijo-me ao grupo externamente, a fim de despertar meus amigos. Este é o meu dever. No entanto, a inspiração que recebo deles em troca não vem necessariamente em uma forma externa, “gritante”. Em geral, os Cabalistas têm a tradição de evitar expressar seus sentimentos através do amor artificial, palavras bonitas, e assim por diante. Tudo o que importa é o que está dentro.

 E no interior, devo julgar meus amigos favoravelmente. Eu os valorizo, porque o Criador os reuniu e deu-lhes a compreensão da importância da meta. Quão bem eles compreendem a meta é irrelevante, uma vez que ainda são pequenos. No entanto, o Criador está no meio deles; Ele os desperta e os une entre si. Foi Ele que os unificou em um grande grupo. E é por isso que eles são tão importantes para mim como para o Criador. Ele os quer, aproxima-os e cuida deles. Para Ele, são Seus filhos.

Isso significa que eu tenho que tratá-los adequadamente. Eu não olho para a sua aparência, mas para sua força interior. Ali, no interior, o Criador os conecta e os apóia, e eu quero me unir a essa conexão entre eles, que Ele realiza, concretiza e sustenta. Eu quero me conectar a eles.

Meus amigos podem não entender ou sentir isto, mas eu quero seriamente unir-me a eles através da minha própria decisão e vontade. E quando eu me junto à sua conexão, lá onde o Criador os sustenta, isso significa que eu me conectei ao grupo. Este é o grupo, e não expressões externas de qualquer tipo. Deles eu recebo a força do Criador, que apoia os meus amigos e habita neles. É precisamente aí que eu recebo a minha inspiração pela importância da meta, e adquiro a força necessária para sempre me esforçar por isso.

E tudo isso depende de mim.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/2/11, Escritos do Rabash

Verdadeira Bondade

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada), artigo “O Que É Um Verdadeiro Ato De Bondade No Trabalho”: Deve-se começar o trabalho com “a verdadeira bondade”, o que significa sem qualquer recompensa, de modo que tudo que se faz não sirva para o benefício pessoal, mas para deleite do Criador.

Nós nascemos com o desejo, que atua de certa maneira: “para seu próprio benefício”, “a fim de receber”. Cada um de nós sente que antes e fora dele há um mundo que inclui quatro graus evolutivos: inanimado, vegetal, animal e falante. Além disso, nós apenas desejamos desfrutar todo esse mundo externo, a fim de sentir prazer.

Nós podemos reverter isto e dizer que o homem vai se sentir bem se ele usar o mundo de certa maneira: para a auto-gratificação. Em geral, todas essas coisas são relativas, já que somos incapazes de ver qualquer coisa oposta a elas.

Mas, mais tarde, o homem cai em desespero a partir desta tendência de buscar prazer. Então, um novo desejo, um novo caminho, desperta nele: “Eu preciso tratar toda a realidade de forma diferente. Tudo isso é meu e é semelhante a mim. Eu não consigo apreciá-lo sozinho, mas apenas em conjunto com os outros”. Obviamente, esse impulso não vem do homem. O desejo criado pelo Criador, juntamente com suas Reshimot (genes informacionais),  “continua rodando” mais e mais, abrindo-se para a pessoa que o sente desta maneira.

Usando o método de correção da maneira certa, a pessoa começa a mostrar uma atitude diferente para com a realidade que ela sente interiormente. Em seus 613 desejos, ela descobre que as partes que costumava ver como externas estão, na verdade, relacionadas a ela. Na medida em que é capaz de mudar a sua atitude para com elas e reconhecê-las não como “estranhas” mas como “familiares”, “parentes”, da mesma forma ela avança em um tipo diferente de percepção da realidade: uma global, que abarca tudo. Acontece que tudo é ela mesma.

Neste caso, quando a pessoa começa a vincular sua própria percepção ao desejo unificado que não está quebrado em partes individuais, ela altera a imagem de sua realidade. Nada é externo: nem pedras, nem plantas, nem animais, nem seres humanos. Todos eles são partes de seus desejos.

A pessoa muda sua atitude. Em outras palavras, ela organiza o desejo unificado e, portanto, também revela o “elemento adicional”, uma força unificada que completa esse desejo, considerada como o Criador. Assim, devido à correção dos desejos, a pessoa merece uma nova realização e se funde com a Fonte.

É isso que se chama “verdeira bondade”. Se a pessoa trabalha em seu desejo de receber e corrige a si mesma, sua atitude e percepção da realidade, ela merece uma grande “adição”:a revelação do Criador e a adesão com Ele.

É por isso que há trabalho na bondade, o que significa a correção dos Kelim (vasos), e há a verdadeira graça, receber a fim de doar, quando a pessoa revela a realidade que inclui Aquele que a gerou: o Criador. Por isso, a partir da correção da criatura nós atingimos o seu propósito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/2/11, Escritos do Rabash

Soldar Com A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanÉ preciso lembrar constantemente que estamos lendo O Zohar somente para que os nossos desejos de união conectem-se sob a influência da Luz. Tudo o que eu posso fazer é aspirar pela união, esperando que ao ler O Zohar e o Talmud Eser Sefirot, a Luz nos conecte. Eu tenho que imaginar que além de mim, todo mundo é um só. E eu sou o único que tem que ser incluído em todos.

Eu sou incapaz de fazer isso sozinho. Este “clique”, conectando-me com todos, só pode acontecer como resultado do estudo. É como quando soldamos dois fios e os colocamos juntos e influenciamos o local de contato com alta temperatura, fundindo-os com uma liga de solda que os conecta.

É por isso que eu entro em contato com o grupo e imagino que me conecto com eles. Eu espero que o estudo nos solde no nosso ponto de conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/11, O Zohar

A Dificuldade De Transmitir Através Das Palavras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós experimentamos essa dificuldade em encontrar as palavras certas para transmitir nossa mensagem aos outros?

Resposta: Se fôssemos capazes de perceber as definições espirituais, iríamos encontrar palavras simples, capazes de atingir o coração de qualquer pessoa.

Temos que desenvolver o método de correção a fim de levar o mundo inteiro à adesão com o Criador. Para isso, precisamos perceber a espiritualidade. Afinal, apenas quando se sente alguma coisa é que você começa a entender, o que lhe dá a capacidade de expressar através de palavras. A sensação vem da profundidade do desejo, da sua força, aspiração e necessidade de preenchê-lo.

Não existem pessoas inteligentes ou estúpidas. Tudo depende apenas do desejo! Em nosso mundo há pessoas que podem expressar seus pensamentos em uma maneira muito bonita e poética. Isso é impossível na espiritualidade, onde a profundidade da sensação e a dor interna determinam tudo.

Nosso problema é que somos bloqueados por nossa mente e não nos importamos com as sensações corretas. Essas sensações dependem da nossa conexão com o mundo, com a sociedade. Afinal, você tem que encontrar palavras para expressar a união entre todos! A Cabalá é uma ciência que expressa a união das almas.

Se não aspiramos a nos conectar um com o outro, não podemos expressar qualquer coisa através de nossas palavras. Tomamos o que está escrito nos livros e convertemo-lo em slogans e estereótipos prontos para uso que não são claros nem mesmo para nós.

Portanto, tudo depende do grau de nossa conexão com a sociedade, com o grupo. Se essa conexão existe, se um novo Kli (desejo) sensível emerge, mesmo que seja ainda incapaz de perceber muita coisa, isso já nos dá a capacidade de falar uma linguagem fácil, que é estreita e clara para as pessoas.
 
Da Lição Diária de Cabalá 11/02/11, Escritos do Rabash

Abaixe A Cabeça E Pegue Quanto Quiser

Dr. Michael LaitmanPergunta: De onde tiraremos a força para tolerar as correções?

Resposta: Do ambiente. Sozinha, a pessoa não tem força para avançar um centímetro. Se o grupo lhe dá a percepção da importância da meta, indicando quão baixo e desprezível é o estado atual, você vai ter forças para despertar deste estado para um estado melhor, mais avançado.

Dito de outra forma, a doação torna-se melhor aos seus olhos, mesmo que parecesse ruim antes. Você costumava pensar: “Por que eu tenho que doar e me unir com os amigos? Isso é repulsivo para mim. Eu sou incapaz de fazer isso”. Mas os amigos lhe mostram que isso é desenvolvimento. Você vê que todos aspiram a isso; então, a inveja, o desejo apaixonado e o orgulho lhe movem em direção à mesma coisa. Assim, você já é capaz de fazê-lo.

No entanto, isto só é assim sob a condição de que você possa baixar sua cabeça perante o ambiente. Para fazer isso, você está equipado com tudo o que é necessário. Você tem a força de auto-rejeição, mas se você não usá-la, não há nada que você possa fazer. Você foi trazido ao grupo e lhe disseram: “Pegue-o”. Aí é onde começa o seu livre arbítrio: pegar ou largar?

“Pegar” significa anular-se, baixar a cabeça. Vá em frente, faça isso e você  avançará. Quanto menor e mais humilde você se sentir em relação aos amigos, tanto mais você vai precisar da ajuda deles. Então você estará apto a  receber deles a compreensão de sua própria solidão e a grandeza do Criador, e avançará de acordo com isso.

Se, no entanto, você não se diminuir diante deles, você permanecerá um “galo” com a cabeça erguida, e permanecerá no nível animal.

Da 1ª Parte da Lição Diária da Cabalá 21/2/11, Escritos do Rabash

Acima Da Lógica deste Mundo

Pergunta: Por que o trabalho espiritual, também é chamado de um “jugo” ou “fardo”?

Resposta: É porque uma pessoa tem que aceitar com fé acima da razão. Toda vez que ela está prestes a tornar-se corrigida, ela está dentro de um desejo egoísta. Portanto, ao tomar para si este trabalho, que visa a intenção em prol da doação, ela não vê nenhum benefício sem percebê-lo como um fardo.

Minha correção não pode ser baseada no lucro. Se algo é proveitoso para mim, então eu estou agindo egoisticamente. E, ao contrário, se eu aceitar a qualidade de Bina em meu desejo de prazer, como Bina esta acima de Malchut, em seguida, Bina, torna-se um “jugo” para mim, algo que está acima da razão, do sentimento e todo o cálculo.

Como posso conseguir isso? Eu entro em sintonia com o ambiente que me influencia, me mostrando que vale a pena fazer isso. Dessa forma, há um benefício, afinal de contas, mas é para um fim diferente: ele é evocado pelo ambiente em vez de vir das minhas próprias considerações. Então, enquanto estou sob a influência social, recebo a concretização do objetivo da importância dele. [Leia mais →]

Inveje O Criador!

Está escrito que “a inveja, luxúria e ambição” levam uma pessoa fora deste mundo, o que significa que temos que usar essas qualidades, a fim de sair para o mundo espiritual. Mas o problema é que uma pessoa dispersa-se em todas as direções e atinge todos os desejos do mundo corpóreo.

Se uma pessoa empregasse toda a sua força para se tornar um humano, subir ao nível espiritual, ao grau humano, ela teria sucesso. Mas ao invés disso, ela está correndo atrás de dinheiro, fama e poder, e não tem inveja das propriedades espirituais que lhe permitiria tornar-se um ser humano.

Precisamos analisar a nós mesmos e o contato com o ambiente que irá moldar-nos para que possamos concentrar-se no desejo mais importante de todos: tornar-se um ser humano e satisfazer os desejos de poder, dinheiro e fama apenas o quanto é imprescindível. Todas essas propriedades só devem sustentar a nossa aspiração para o tipo certo de inveja: a inveja do Criador e desejar ser como Ele! E se eu cair e começar a invejar a riqueza de alguém, poder ou honra, eu não vou ser claramente sintonizado para cima, para a meta. [Leia mais →]

Correção Em Frente De Um Espelho

Pergunta:Eu me esforço para fazer a conexão com os amigos no grupo, mas eu vejo que eles rejeitam meus esforços. Se toda a realidade está em mim, então quem rejeita quem na verdade?

Resposta:Você está rejeitando a si mesmo. Nas palavras de Baal HaSulam, embora você veja o grupo, isso é como você vê o Criador. Isso é assim porque está além de você, Ele é a única coisa que existe. Porém, Ele está oculto e você não pode trabalhar em relação a Ele. Por isso você foi feito para ver seu reflexo – o ambiente. Na media de sua própria corrupção, você vê outros a seu redor como corrompidos, não unidos, e não desejando se conectar com você.

Obviamente, a pessoa mesma é manifestada através de tudo. Mas, ao mesmo tempo, uma vez que a pessoa existe dentro das forças de desunião, ela tem que trabalhar com o ambiente de uma maneira sofisticada para usá-lo como um meio de se construir.

É assim exatamente como eu, na verdade, posso trabalhar sobre mim. Por isso, eu tenho que encontrar o ambiente correto, “formá-lo” corretamente, apropriadamente me relacionar com ele, e receber a influência correta dele. Isso irá me permitir avançar.

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Da 1a parte da lição diária de cabala, 16/2/11, Escritos do Rabash

Quem É Mais Importante?

Pergunta:Onde a pessoa consegue a energia para o trabalho interior enquanto ainda não está corrigida?

Resposta: Mesmo o menor passo possível dado no desejo, pensamento, ou ação é possível somente em virtude da importância da meta. Somente a importância da meta dá a você energia.

Não há outra “fonte de energia” que seja capaz de nos motivar a fazer mesmo o menor movimento em ação, pensamento ou desejo. Somente a importância faz isso. Não há nada além disso.

Inicialmente, eu tenho a importância do desejo egoísta, e eu preciso continuamente adquirir uma importância maior da meta espiritual, o Criador, deixando-o mais elevado aos meus olhos. A única maneira de trabalhar nisso é através do ambiente. Quem é mais importante – eu ou o Criador? O ambiente está construído de tal forma que se eu o desejar, ele irá me ajudar a colocar o Criador acima de mim.

Por que isso funciona dessa forma? Porque o ambiente é capaz de me obrigar a realizar ações que eu nunca desejaria fazer por mim. Uma vez que eu tenha recebido o ponto no coração, o ambiente pode executar todo o resto, enquanto eu contribuir com a minha parte.

Assim, todo nosso trabalho é só isso: Quem é mais importante? Eu ou Ele? Eu preciso sempre checar isso e me voltar para o grupo para elevar o Criador, isso é, a qualidade de doação e amor, acima de mim, acima da qualidade de recepção e de repulsão pelos outros. Se eu trabalhar corretamente, então o ambiente é capaz de gradualmente me fornecer o combustível para o avanço assim a coisa importante será revelada a mim como o Criador, a meta, os esforços, e o alcance da conexão e adesão.

Somente o grupo é capaz de fazer isso. Se a pessoa se constrói corretamente, então ela sempre tem o combustível e não tem problemas para avançar adiante. Mas, isso acontece somente sob a condição de que ela se cheque a cada segundo: Quem é mais importante para ela?

Nós devemos olhar para tudo na vida através dessa perspectiva. Primeiro de tudo, organizar suas prioridades para que a idéia mais importante seja a meta, o Criador, a adesão, e a doação. Então, você pode olhar para tudo o mais – seus filhos, trabalho, família, amigos, o mundo, e qualquer outra coisa. Nesse caso você está no caminho correto para alcançar a meta através deles.

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Da 1a parte da Lição Diária de Cabala, 16/2/11, Escritos do Rabash

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Sonhando Com A Adesão Com O Criador