Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Perspectiva Correta da Realidade

A pessoa começa com o ponto no coração, a gota de sêmen espiritual. Ela não tem nada mais do Mundo Superior.

Ela é colocada em um ambiente enquanto que, ao mesmo tempo, ela é separada e distanciada dele pelo sentimento de repulsão e depois, de ódio. Todos os sentimentos possíveis vêm do fato de que “existe eu e o ambiente” que essencialmente engloba o lugar da quebra.

Toda a oposição, repulsão, colisões, fricção e distúrbios são obtidos pela revelação da distância entre a pessoa e os outros, a revelação do lugar quebrado entre ela e o ambiente. Ao identificar corretamente esse lugar, dentro dele a pessoa descobre o Criador, a Luz que preenche sua correta atitude para com o próximo. [Leia mais →]

Saber É Doar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma parte considerável da humanidade começa a unir-se, como nós fazemos durante as convenções de Cabalá, então deveria haver menos sofrimento no mundo, correto?

Resposta: Nossas ações são, sem dúvida, fecundas. Também é verdade que hoje o sofrimento se manifesta no mundo de uma forma mais amortecida e mais leve do que seria sem os nossos esforços internos e externos. Mas o quanto mais leve ele fica ainda não está claro para nós, porque nós não vemos a conexão entre nossas ações e todos os tipos de eventos.

Portanto, não podemos dizer que percentual da taxa de inundação ou de fogo diminuiu graças à nossa convenção, mas certamente diminui. A imagem da nossa influência só pode ser visível se desenvolvermos a mesma visão coletiva como um ambiente integral (sociedade), ou seja, se atingirmos ao menos o primeiro nível espiritual, o primeiro nível de unidade.

Pergunta cont.: Portanto, nos órgãos sensoriais egoístas nós nunca veremos como, através da nossa união, impedimos um ato terrorista ou uma catástrofe natural, não é?

Resposta: Você pode ver isso contanto que você tenha a tela e seu objetivo seja revelar a informação não para satisfazer a sua curiosidade ou conquistar a paz interna, mas para doar aos outros. Você precisa saber que você pode ir acima disso: primeiro, você sente a necessidade de ir acima da razão, e, posteriormente, em conformidade com isso, o conhecimento superior (global, integral, espiritual) se desenvolve.

Pergunta cont.: Nesse caso, eu não deveria me culpar porque não me esforcei o suficiente em unir-me e algo de ruim aconteceu? Isso não ajuda a minha correção, não é?

Resposta: É o sistema da natureza: se essa informação fosse necessária para você, ela  seria revelada a você, visto que tudo funciona de acordo com um programa que move o mundo em direção à correção final.

No momento, você não pode percebê-lo, mas depois, você alcançará um estado onde isso se tornará possível. No entanto, se tal conhecimento não é necessário para a doação, você não desejará que ele seja revelado a você. Se não for pela doação, por que eu preciso perceber e saber?

No final, você perceberá o mundo de ponta a ponta; você saberá tudo! E você dirá: “Eu não quero nada disso! Eu tomarei o conhecimento, tanto quanto eu precise para doar, de modo que eu possa elevar-me em doação”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/0211, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Um Com O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais os desejos que devemos receber do mundo? O que significa “absorver os desejos dos outros”?

Resposta: É o mesmo que conectar-se ao grupo. Eu tenho uma centelha de amor pelo próximo, chamada “ponto no coração”. Mas ela é apenas uma centelha, que não irá irromper sozinha. Eu tenho que conectá-la às centelhas de meus amigos. Se nossas centelhas se unirem, isso nos suprirá com uma força maior pela correção. Então, nós receberemos a Luz.

O mesmo se aplica ao nosso trabalho com o mundo: a pessoa não tem vontade de corrigir sua alma, a menos que ela se una com “as nações do mundo”. Isso ocorre porque uma parte de sua alma (GE) existe nela e em seus amigos, enquanto que a outra parte (AHP) existe nas “nações do mundo”. A nossa tarefa é unir essas partes a fim de criarmos o Kli (vaso) completo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, Escritos do Rabash

Diagnóstico Espiritual – A Quebra Total

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se todo o nosso trabalho é encontrar o lugar da nossa quebra, o que nos falta fazer?

Resposta: Você simplesmente não quer encontrá-lo! Por que você iria expor a sua inveja e ódio? É muito mais fácil e seguro ficar indiferente.

A pessoa sente que os amigos, “os outros”, simplesmente não parecem existir. Na Cabalá, “o outro” é a pessoa a qual eu sinto como estando fora de mim. Eu sei que todo mundo supostamente deveria estar dentro de mim se a minha percepção da realidade fosse correta, mas eu os sinto como estranhos em relação a mim, alguém que está distante e é odioso. E isso me assusta: será que eu realmente odeio tanto assim as partes da minha própria alma? É exatamente assim que eu sinto a força da quebra. Eu sei que isso é uma mentira, e eu quero corrigir minha visão distorcida!

Tente se esforçar em ver que todos os amigos estão relacionadas a você.  O mundo todo já vê como isso é circular e interconectado. Mas nós não chegamos a essa conclusão a partir do lado de fora devido à falta de escolha. Isso é o que o resto do mundo faz, recebe golpes que apontam para a interconexão das pessoas. O nosso caminho é interno e, desta forma, aos poucos descobrimos que todos somos um só e estamos ligados a um sistema integral.

Sabendo de tudo isso, eu olho em volta e vejo pessoas que são estranhas para mim. Eu não sinto o que elas estão pensando, o que desejam. E mais, eu sequer me preocupo com elas; eu sou incapaz de manter o foco nelas, quanto mais senti-las. Nem mesmo uma só delas!

Em outras palavras, eu percebo que isto é a quebra total: eu estou doente, com uma doença horrível. Na verdade, eu vejo que perdi completamente a minha sensibilidade, minha capacidade de sentir todas essas partes que devem tornar-se minhas. Eu estou deteriorando como um cadáver. Afinal, a morte é quando a força da vida deixa o corpo e este começa a se transformar em pó. Eu sinto como se estivesse perdendo meus braços e pernas. Isso me deixa em pânico.

Eu posso ver e sentir tudo isso nos órgãos de percepção (Kelim) que se desenvolvem em mim graças ao estudo da Cabalá, e que no futuro se tornarão minhas qualidades de amor e doação. Mas o amor começa com a revelação do nosso ódio pelos outros, e nós começamos a odiá-los dentro de nós mesmos.

E agora eu estou vivendo esse ódio, a minha incapacidade de sentir o outro, porque eu não me preocupo com ele. E pior do que isso, eu meço o meu sucesso em relação aos fracassos deles. Quanto pior eles se sentem, melhor eu me sinto. Que percepção distorcida e perversa é esta, e como sou cego por pensar nos outros desta maneira.

O Rabash dá o exemplo da pessoa que repentinamente descobre que aquela criança da casa ao lado que a incomodou tanto é de fato seu filho. Essa imagem só pode ser consertada se você se esforçar em ver como todos no grupo estão ansiosos em corrigir esta distorção juntos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Seus Desejos Pessoais Não O Levarão Longe

Dr. Michael LaitmanPergunta: A disseminação da Cabalá pode servir como trampolim para o trabalho em prol da doação, como faz o desejo?

Resposta: A disseminação é uma prioridade. Afinal, ao disseminar a sabedoria da Cabalá eu dou explicações ao mundo inteiro, para que as pessoas possam despertar. Como resultado , eu vou receber os desejos delas destinados à correção

Os desejos que despertam em nós do movimento mundial do “Bnei Baruch”, naqueles que aspiram ao Criador (Israel), não são suficientes. Nós precisamos guardar os desejos do mundo inteiro; para isso, devemos disseminar a sabedoria da Cabalá. Essa disseminação é considerada como o “Chifre do Messias”.

Graças a esses desejos, seremos capazes de entregar corretamente o método de transformação, tornando-o mais leve e simples a todos. A forma como o apresentamos depende de quem está sentado diante de nós e para quem damos as explicações. De acordo com isso, nós podemos falar de forma mais livre, aberta e simples, porque nós absorvemos os desejos dos outros.

É por isso que precisamos dos desejos daquela parte da humanidade que não pode se corrigir. Então, a força será dada pelo Alto para a parte que é capaz de corrigir-se, de modo que a segunda parte possa ser corrigida através da primeira.

E se há uma parte que deseja o Criador (Israel), capaz de estabelecer uma conexão com Ele, a parte que não tem conexão direta com o Criador deve ser anexada a ela. Assim, ambas (“Israel” e “as nações do mundo”) receberão poderes e se corrigirão.

No entanto, se Israel não estiver mutuamente conectado, não irá receber a força do Alto, já que sozinho o indivíduo não necessita de correção. Ele foi quebrado apenas para transformar os povos do mundo. E as nações do mundo, ou aqueles que não podem despertar sozinhos, não irão receber a força, já que não têm ninguém para recebê-la. Então, as nações do mundo vão dirigir seu ódio e má influência para Israel, a fim de despertá-lo para o cumprimento da sua missão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, Escritos do Rabash

A Linguagem Do Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanA única coisa que podemos fazer é atrair a Luz Circundante sobre nós. Isto obriga-nos a estudar juntos e a construir a partir de nós (não dos nossos corpo físicos, mas de nossos desejos) a realidade espiritual. É por isso que nos unimos ao redor do mundo em um só desejo e começamos a lutar por algo maior.

É impossível fazer isso sem uma linguagem comum. Nós podemos nos comunicar através de um intérprete, mas temos que de alguma forma imaginar o nosso desejo coletivo. Cada nível tem uma estrutura muito complexa (10 Sefirot , 3 linhas) que deve ser descoberta, a fim de se compreender que ele faz parte do Infinito.

Portanto, nada é acidental na linguagem dos Cabalistas: tudo é definido com precisão absoluta, da primeira até a última letra, e já existe no estado final no mundo do Infinito. Não pode haver nada acidental, especialmente quando se trata da ascensão da humanidade de baixo para cima.

Nós empregamos um único sistema existente, e não há outra maneira de usá-lo. A linguagem do nosso mundo define a conexão entre todas as suas partes, enquanto que a linguagem dos ramos também estabelece a conexão entre os dois ramos, o material e o corpóreo. Nenhuma outra língua, exceto a hebraica, é dotada dessa capacidade.

Ela não é apenas uma língua falada; é como uma linguagem de programação que define a conexão entre os elementos. Ela mostra como fazer a transição de certas propriedades para outras, de um estado para outro, usando um tipo diferente de desejo (Aviut), os genes informacionais (Reshimot), os Kelim (vasos), e os laços entre as almas, tudo junto. O estado inicial, o final, e todos os intermediários para a transição de um para o outro estão lá, e tudo isso é chamado de linguagem.

O ponto no coração que desperta na pessoa é, em essência, o desejo de conectar o ramo à raiz. Eu quero descobrir o que este mundo me aconselha e diz!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Focando Na Qualidade

Dr. Michael LaitmanÉ tudo em relação aos esforços: a pessoa deve acreditar no princípio de “Eu trabalhei e encontrei”. É por isso que o Baal HaSulam escreve no item 17 da “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” que “os estudantes se comprometem, antes do estudo, a se fortalecerem na fé”, como é dito na “Ética dos Pais”: “Fiel é o seu empregador que deve pagar-lhe a recompensa do seu trabalho”. E essa recompensa será passar da intenção egoísta, Lo Lishma (não em Seu nome), para a altruísta, Lishma (em Seu nome).

Antes e durante os estudos, a pessoa deve esperar com ansiedade essa mudança em si mesma. Este é o lugar onde ocorrem todos os esforços. Na mesma “Introdução”, o Baal HaSulam explica que a pessoa não deve mostrar negligência, nem na quantidade nem na qualidade dos esforços.

Quando nós começamos a estudar, provavelmente desejamos mudar através do estudo e da Luz presente nele, mas então esquecemos disso e nos distraímos, o que significa que não nos esforçamos suficientemente. A quantidade pode ser suficiente, mas o mais importante é a qualidade: até que ponto eu consigo suportar a dor sem abandonar a meta, como uma pessoa doente que só pensa constantemente na cura. Tudo que ela faz, tem a intenção de ajudá-la a melhorar.

A pessoa não se pode atingir tal estado sozinho. Isso só pode ser feito com a ajuda do ambiente. Ele vai forçar a pessoa, por causa da importância da meta, e só assim ele será capaz de avançar.

Resumindo todos os meios que temos, vemos que tanto o grupo, com suas tradições, e eu mesmo, assim como o Criador, o professor, as aulas, e a disseminação, tudo isso é necessário para criar na pessoa uma forte necessidade de mudanças, induzidas por meio do estudo. Devemos chegar exatamanente nesse ponto; ele deve ser o resultado de todos os nossos esforços.

Então, durante a aula, uma verdadeira necessidade pela Luz vai surgir em nós, e nada mais. Não será nem a necessidade por conhecimento, nem por sabedoria, nem por se distinguir em algo: só a necessidade por mudanças internas. E a força dessa necessidade vai ser tão grande que ela realmente vai causar a transformação. Isso permitirá a pessoa começar a relacionar a Torá como um “tempero” e posteriormente, como a Torá da vida, em vez de “veneno mortal”, que ela estava usando antes.

Nós descobrimos a nossa inclinação ao mal com a ajuda da Luz. Essa Luz é chamada de “anjo da morte”. Por um lado, a Luz mostra à pessoa que ela está espiritualmente morta e, por outro, ela ajuda a matar o seu desejo egoísta. É assim que avançamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/11, Escritos do Rabash

O Ensinamento Do Exílio

Dr. Michael LaitmanUma pessoa existe neste mundo e desenvolve dentro de si o desejo de receber prazer. Para direcionar esse desejo para um desenvolvimento que corresponda ao seu nível, a pessoa recebe educação.

Por milhares de anos o povo de Israel se desenvolveu no exílio. Conforme o crescente desejo egoísta, ensinaram-lhes a Torá como o “ensinamento do exílio”. Eles foram ensinados a viver em seu próprio interesse e mesmo contra o interesse de outros.

Eu quero ser melhor e mais esperto que os outros; eu preciso ter mais respeito dos outros; eu me comparo em relação aos outros. Esta é a educação correta na fase em que cresce o nosso desejo egoísta e ela só compreende a linguagem da recepção, a conquista de tudo ditada pelo seu desenvolvimento interior, o despertar das Reshimot (genes informacionais). Esta é a educação do povo durante o período do exílio.

Então, o ponto no coração desperta na pessoa e ela muda para uma educação diferente: através do grupo ou do seu próximo.

A diferença é crucial. No passado, a pessoa estava à procura de um lucro maior no desejo de receber. A Torá do período de exílio foi planejada para acelerar o desenvolvimento do egoísmo, para dar-lhe um impulso. A Torá foi usada como religião, isto é, como o “veneno mortal”, a fim de se compreender e perceber o mais rápido possível o princípio do “Eu criei a inclinação ao mal”.

No final, depois de termos compreendido e esgotado nosso desejo egoísta, nós começamos  a nos questionar sobre o propósito da vida. Com esta pergunta fundamental, com o ponto no coração, nós chegamos ao grupo.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 7/2/11, Escritos do Rabash

Não Perca o Tempo Que lhe Foi Dado

A humanidade não tem escolha: terá que revelar sua ruptura e à necessidade de contato. Na década de 30, Baal HaSulam advertiu que uma catástrofe se aproximava, mas ninguém o ouvia. Eu não quero assustar ninguém com qualquer profecia, mas podemos ver que tipo de estado que o mundo está dentro.

Por agora, estamos dando um tempo para tratar a sério a nossa missão e organização da correção do mundo. Mas se não fizermos isso, então todo o mundo, o sofrimento vai desabar sobre nós, sobre as pessoas que são capazes de fazer as correções. Mas se não corrigirmos o mundo, então o sofrimento é transferido para nós, porque quem é culpado de todos os outros se eles não têm os meios para se corrigir? Se você não se apressar com sua correção, em seguida, o golpe se deslocará para você.

No entanto, por agora você está olhando como eles estão sofrendo e você não está muito preocupado. No entanto, se você não sente o seu sofrimento como o seu próprio, pelo menos, e não corrigir a si mesmo como se você estivesse sofrendo como todo o mundo, então você não tem uma chance de obter a correção. Apenas o grupo pode dar-lhe essa necessidade. [Leia mais →]

O Sistema de Trabalho Mútuo é a Chave Para o Sucesso

Pergunta: O que podemos fazer para evitar estarmos satisfeitos com o nosso esforço externo?

Resposta: Se uma pessoa sabe que só a intenção de atingir o objetivo, que ela constantemente discerne, a aproxima de espiritualidade, então ela não vê a ação como a chave. A intenção é o Kli (vaso) onde se recebe a recompensa e, portanto, todos os discernimentos tem lugar no mesmo. Ações sem intenção não são consideradas.

Talvez uma pessoa agrade ao Criador, mas com a intenção de agradar a si mesmo. É a maior força impura, um Klipa (shell). O grau mais elevado de doação é equilibrado com um Klipa maior: A ação é a mesma quando a intenção difere de doação.

No exterior, ela não mostra, e uma pessoa parece estar ansiando doar. Faraó, o desejo de sentir prazer, obedece às ordens do Criador precisamente. Uma pessoa age de acordo com seu desejo e mobiliza toda a sua força, só para se sentir bem para seu próprio benefício. Ela pensa constantemente sobre o Criador (já que é a fonte de prazer) e se esforça para fazer o seu melhor para esta fonte, mas para seu próprio bem. Isto é considerado como Faraó, o anjo da morte. [Leia mais →]