Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Duas Maneiras De Revelar O Ponto No Coração

Pergunta: O que significa não colocar um obstáculo diante de uma pessoa cega?

Resposta: Significa que você não deve dizer a um aluno o que ele ainda não pode superar. Não é sobre as massas, mas sobre os alunos, embora o público geral também possa lentamente se aproximar.

A diferença é que os indivíduos que têm um ponto no coração avançam ao longo do “caminho direto”, revelando este ponto individualmente, enquanto que o público segue seu próprio caminho e descobre o ponto no coração entre eles. Assim, o nosso caminho é independente dos outros e só criamos a influência de um pequeno ambiente em torno de nós. O público, no entanto, avança para o Criador (o atributo de amor e doação), pela conexão entre eles.

Pergunta: Há alguma iluminação saindo desse ponto no coração?

Resposta: Depende da conexão. No caso da população em geral, o ponto no coração é criado no centro do círculo, enquanto que no nosso caso é em cada um dos nós, e estes pontos se conectam no centro do nosso círculo. Então, no nosso caso, o movimento é individual, em grupo, enquanto que para eles é apenas em uma massa, em um grupo e não pessoal. Portanto, temos que educar e servi-los.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/6/13

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Trabalhar Ou Filosofar?

A espiritualidade não é alcançada pelo trabalho na mente, como é dito: “sabedoria entre as nações: acredite; a Torá entre as nações: não acredite”. Isso significa que a Luz que Corrige não está entre elas. Por isso, elas são chamadas de as nações do mundo, e não de Israel ainda. Este é o foco de todo o debate: ​​Quem alcança o Criador e quem não alcança? O que é realização?

À medida que adquirimos vasos de doação e da sensação neles, alcançamos o Criador, o que significa os fenômenos que ocorrem nos nossos vasos de doação. É impossível alcançar qualquer outra coisa, exceto por um sentimento nos nossos vasos. O simples desejo inicial de receber se expande e adquire uma nova ordem. Antes, ele se espalhou em muitas partes contraditórias que sentiam a si mesmas como Israel e as nações do mundo, parentes e estranhos distantes.

Tudo isso pertencia ao meu desejo de receber, mas parecia todo um mundo que está ao meu redor em diferentes formas. Meu papel é o de conectar tudo isso em um só, coletar todas as peças e anexá-las a mim, tratando-as com amor. Eu tenho que entender que tudo foi dado a mim para me corrigir, o meu ponto no coração, com o qual eu adquiro a intenção correta em relação a todos os meus inimigos, aqueles que me odeiam e estranhos, enquanto eu começo a percebê-los como partes da minha alma. [Leia mais →]

Não Se Deixe Levar Pela Opinião Do Seu Ego

A Torá, “Êxodo”, 23:01: “Não admitirás falso boato, e não colocarás a tua mão com o ímpio para seres uma testemunha falsa”.

Essa lei da Torá, que é sobre a luta de uma pessoa com seu mal interior, ecoa no espírito do Livro do Salmos.

“Não admitirás falso boato, e não colocarás a tua mão com o ímpio” significa que você não deve apoiar o ego que vive dentro de você e é a sua natureza. Assim, eu faço uma distinção entre o meu eu verdadeiro e 0 meu eu egoísta e mal.

Meu verdadeiro eu é baseado em sua contrariedade, no sentimento do Criador, que eu começo a identificar com o Criador, enquanto o meu eu egoísta cresce constantemente. A diferença entre eles consequentemente cresce: eu posso determinar os meus atributos negativos em relação ao objeto espiritual (o Criador) de forma mais clara e, portanto, o meu pedido se torna mais forte e refinado.

“Ser uma testemunha falsa” significa se curvar à opinião do meu ego, visto que quando ela cresce, ela apresenta tais argumentos lógicos para uma pessoa que é simplesmente impossível refutá-los por nossa mente simples. Nesse caso, a conexão entre as pessoas torna-se muito significativa, a conexão entre a pessoa e o ambiente certo, pois, caso contrário, ela se afasta do trabalho espiritual.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/06/13

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Vacinação Espiritual

O nosso trabalho espiritual de acordo com o método que recebemos ao estudar a Cabalá é semelhante ao de uma vacina médica contra uma doença, quando é “dado” um pouco de doença a um corpo saudável é: o corpo produz anticorpos e consegue resistir à doença.

Da mesma forma, o nosso desejo é vacinado contra o egoísmo: nós revelamos o seu mal com antecedência antes de sua plena manifestação. Isso é feito por meio do trabalho em grupo, chamando a Luz superior que corrige, na qual gradualmente descobrimos as nossas propriedades egoístas como o mal. E uma pessoa não segue o caminho do sofrimento do egoísmo para a saúde, a qualidade de doação e amor ao outro, mas ao restringir o seu egoísmo com antecedência, trabalhando contra ele no grupo e estudando, sob a influência de OM, ele dirige-se para a meta, semelhança com o Criador, ou seja, a revelação do Criador dentro de si, por um curto caminho de Achishena, enfrentando a doença em sua pequena manifestação dentro de si mesmo, de forma voluntária.

A humanidade precisa reconhecer o seu egoísmo natural como uma doença. A Natureza mostra seu defeito em nós mesmos. Longo sofrimento é necessário para identificar a doença e como curá-la.

A Cabalá oferece um caminho curto e agradável para a correção em vez deste caminho longo e cruel. Mas, mesmo antes, ainda na fase inicial de seu desenvolvimento, é preciso reconhecê-lo como o mal, de que nos precisamos de livrar, perceber a necessidade de sermos vacinados, ou seja, passar por isso com uma pequena dose e nunca ficar doente de novo, para nos tornarmos saudáveis, construirmos uma nova vida.

A essência da disseminação é explicar gradualmente às pessoas qual é a causa dos seus problemas, a nossa natureza egoísta, e como curá-la através do método de uma simples “vacinação”.

Tudo Começa A Partir Do Grupo

Nós precisamos construir o nosso trabalho de acordo com uma organização precisa.

1. Não consigo voltar-me para o todo, para o público em geral, sem antes estar incluído no grupo (grupo de dez).

2. Só após estar incluído nele é que recebo a Luz Circundante (Ohr Makif).

3. Depois disso eu influencio o todo, as pessoas, o que chamamos de “educação”.

4. Unimo-nos a eles.

5. Eu trago-os a todos ao grupo, o que é chamado de trazer as “Nações do Mundo” a “Israel”, e todos merecem descobrir o Criador.

Do grupo eu transfiro para o todo (←) e do todo de volta para o grupo (→) e, por meio da Luz Circundante recebemos Luz Interior (Ohr Pnimi). Porque agora temos um Kli, um desejo de receber, juntamente com a intenção.

Estou encontro-me simplesmente no meio, executando a ação. Eu trabalho num grupo com Galgalta ve Eynaim (GE), e com o público, que é AHP, e eu fico no meio do Terço Superior (1/3) de Tifferet onde há livre escolha.

Portanto, se eu não estou incluído num grupo, não tenho por onde começar. Cada um dos meus passos deve começar a partir desta inclusão e esta é a acção mais importante e o fundamento de todas as acções. Se houver inclusão então é possível continuar a actuar; se não houver inclusão então é impossível continuar. Pois após isto eu ajo, não com minhas próprias forças, mas especificamente através do poder da inclusão mútua que recebi do grupo, graças à submissão. O meu poder individual é egoísta e só através de anulação do meu ego, por meio da inclusão entre os amigos (1), posso receber deles o poder de doação e com a sua ajuda eu dirijo-me ao público em geral (2).

E então eu trabalho com isso também de acordo com a forma como o fiz com o grupo de dez. A minha inclusão na sociedade é como a inclusão com o meu bebé a quem eu quero dar tudo de bom. Eu não sou condescendente, ao invés curvo a cabeça perante o público com amor.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Conversa sobre os grupos de Dez

Trabalhar Com Grupos De Dez: Um Permanente Limiar De Compreensão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Grupo de Dez não está suficientemente conectado, como é possível adicionar mais conexão a ele?

Resposta: Haverá mais conexão num Grupo de Dez, se eu usá-lo para me anular.

Em geral, eu preciso usar o mundo inteiro para isso. Pois o mundo foi criado para mim: os amigos, o Grupo de Dez, toda a humanidade, tudo o que está acontecendo, toda a imagem que está compreendida na minha consciência, que se divide em inanimado, vegetal, animal e humano. Toda a minha compreensão da realidade é projetada por mim para que eu transforme a minha compreensão da realidade numa força, no Criador, em “não há outro além Dele”.

Agora, toda a minha compreensão da realidade é dividida aos meus olhos em quatro fases (inanimado, vegetal, animal e falante) e em bilhões de partes, só porque o meu desejo de receber foi quebrado. Especificamente, esta quebra desintegrou o mundo em partes separadas e, assim, oculta a força única. O meio mais útil que me possibilita compreender esta força é o grupo.

O grupo deve se unir e tomar certas medidas para proporcionar a todos a oportunidade de sentir tal unidade, o que significa a conexão. Quanto mais as pessoas se conectam, mais nós subimos de nível para nível. Cada um dos níveis que nós compreendemos primeiro é uma forma fragmentada, dispersa, quebrada e, após isso, nós a trazemos para o conceito de um único todo.

É assim que eu termino o nível atual e posso subir para o próximo nível onde recebo novamente um ego adicional, um desejo de receber adicional. Então, eu vejo novamente uma imagem confusa do mundo, que é caótica e despedaçada de um extremo ao outro do mundo e, novamente, eu preciso coletar e reunir suas partes, atribuindo-lhes uma força de acordo com os princípios de “Israel, a Torá e o Criador são um”, “Não há outro além Dele”, “O Bom que faz o bem”.

E é assim que nós sempre avançamos, passo a passo. A fim de tornar todo este processo mais fácil para mim, eu me encontro num pequeno grupo, num Grupo de Dez. No nosso grupo há várias centenas de pessoas, e é impossível estar conectado a todas; é como se você quisesse estar conectado com o mundo todo. A pessoa não compreende mais do que dez “imagens” reais; é assim que somos construídos. Não é por acaso que em várias línguas primitivas há uma contagem até dez e depois disso vem a definição abrangente de “muitos”.

Mas, basicamente, isso não é primitivo, mas sim o resultado do nosso entendimento. Na verdade, tudo o que é mais do que dez, mesmo que seja quinze e mesmo que seja um milhão, não faz diferença para mim, porque isso transcende os limites da minha compreensão. Por exemplo, se nós despejamos num copo mais do que ele pode conter, não importa o quanto mais, mesmo se derramamos algumas gotas ou alguns metros cúbicos, é a mesma coisa.

Portanto, nós dividimos a nossa sociedade em Grupos de Dez, onde vai ser fácil para a pessoa ser incluída no seu ambiente, para se dedicar aos amigos, para se preparar para um estado onde ela se dedicará ao mundo inteiro, isto é, se dedicará ao poder superior, ao Criador. Sobre isso, diz-se, “Eu me sento entre o meu povo”; é assim como nós preparamos nossos Kelim, é assim que isso se expressa de seu lado.

Mas isso não significa que eu pretendo ficar encerrado dentro do meu Grupo de Dez, ficar isolado dentro dele e ignorar o resto. Uma abordagem como esta já é uma  Klipa – uma casca. Porque, se antes eu era um simples egoísta, agora eu quero me beneficiar, com o meu desejo de receber, da conexão com os outros, da minha devoção a eles. Especificamente neste caminho as forças “sugam” a doação. Neste caso, diz-se, “A dispersão dos ímpios, isso é bom para eles e bom para o mundo. É bom para eles, para que eles não estejam em Klipa, e é bom para o mundo, porque eles não virão para o mundo inteiro com seu método”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Conversa Sobre os Grupos de Dez

As Formigas Sob A Carga Da Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é basicamente o desejo de receber, a criatura, “algo do nada”, que significa zero, nada, absolutamente nada. O único caso em que uma ação pode ser atribuída ao desejo de receber é se o desejo opera graças à força da Luz, a força de doação que recebe do Criador.

Até então, ele permanece “do nada”, o que significa que nada vem dele. Mas se ele recebe o poder da Luz e opera graças a este poder, torna-se “algo”. Por isso, é chamado de “algo do nada”. Mas é só esse tipo de trabalho que transforma o desejo em “algo” e sem o qual ele é “nada”.

É um conceito. Não só o desejo não existe, mas não há nada que possamos falar, uma vez que ele não pode responder ou agir de qualquer forma por conta própria. Algo pode ser transmitido através dele, mas ele por si só é “nada”.

Assim, “algo do nada” é “algo” no “nada”. Se algo do Criador é revelado na matéria do desejo zero, então já é “algo do nada”. A partir deste ponto o ser humano já pode se desenvolver. Sua origem do “nada” é a adição mais importante, uma vez que, por si só, fora de sua escolha pessoal, com a ajuda do poder que recebeu do Criador, da centelha do ponto no coração, ela recebeu algo da mente e do coração e transformou o “nada” em “algo”.

Portanto, como a criatura, que é “nada”, recebe o ponto de “algo” do Criador? Nós não sabemos isso. Mais tarde, quando nós subimos os níveis espirituais, o alcançamos.

Há pessoas que sentem o início de “algo” em seu “nada” e querem satisfazer essa centelha. Esta é satisfeita através da conexão com outras centelhas, o que só é possível pela superação do ego que as separa. A matéria do desejo egoísta de desfrutar está entre elas, ou seja, a rejeição, e ao superá-la, elas se conectam numa grande centelha que tem que atingir um determinado tamanho, de modo a assemelhar-se à  Luz, assemelhar-se a “algo”.

Isso significa que também há “algo” em nós e que está em exílio, no cativeiro em poder das cascas (Klipot).  O nosso livre arbítrio, a ação que pode libertar a centelha para o trabalho, está ajudando outro desejo da pessoa a superar a inveja, acima do hiato entre nós. Isso não acontece por si só, mas pelo estudo, com um guia e com o trabalho no grupo. Nós não entendemos o mecanismo dos acontecimentos, mas passamos por eles e isso já cria uma ligeira iluminação. Ela decorre das ações corporais, uma vez que não temos nenhuma intenção ainda, mas ainda agimos em conjunto em diferentes áreas, e essa conexão atrai a Luz Circundante no nível de Nefesh.

Portanto, nós começamos a satisfazer a nossa centelha, o ponto no coração, através de um trabalho mecânico simples. Mais tarde, no entanto, quando terminamos este trabalho, nós começamos um tipo mais esclarecido de trabalho, uma vez que já realizamos certo papel no que diz respeito ao grupo, somos incorporados na conexão mais consciente, e entendemos por que e por qual razão.

Agora eu tenho que tomar uma decisão a respeito de como continuar, quais os passos a tomar e quais evitar. Primeiro eu simplesmente me fundi e agora há ações sérias que tenho que explicar: Como e com que propósito eu me conecto com os amigos? Por que eu deveria superar o meu ego? O que devo pagar pela conexão e o que eu deveria fazer com ela?

Se eu adquiro o poder da conexão, a força de doação, eu não a utilizo para o meu próprio benefício. Eu me conecto com o grupo, a fim de me juntar a eles para receber a força de doação dos amigos acima da minha anulação, e agora eu sou como uma formiga, levando essa força para os outros. Mais tarde eu volto ao grupo e recebo uma nova carga dos amigos, uma nova carga de doação, e mais uma vez passo-a aos outros.

Isso significa ser um elo, e é aí que reside o meu livre arbítrio. Esta é a única coisa que eu posso escolher. Eu continuo uma formiga e não exijo mais nada. Apenas me dê o poder de realizar este trabalho, para me anular perante o grupo e perante o público externo.

Por que eu faria isso? Eu faço isso porque assim dou satisfação ao Criador, porque levo a mensagem e o método de se aproximar Dele ao grupo e às pessoas de fora. Eu tomo suas deficiências, estou incorporado no grupo e, com isso eu elevo uma “oração coletiva”, pelas pessoas de fora.

Não há nada que possamos orar no grupo, uma vez que estamos num estado de Hafetz Hesed. O Criador quer eles e não nós. Ele inseriu uma centelha dentro de nós e agora nós podemos orar em grupo, para que Ele nos dê forças para trabalhar com o público em geral, a fim de dar-Lhe satisfação.

Eu contunamente volto ao grupo com os desejos externos, elevo uma oração, recebo a força de doação, e a passo ao público. Este é o meu trabalho, e quando eu o executo, eu purifico os vasos ou os elevo acima do Parsa, formo os mundos de BYA até o mundo de Atzilut. Assim, uma e outra vez, eu realizo o meu livre arbítrio em relação a cada novo discernimento.

Portanto, na Noite de Unidade em Gaash nós sentimos a necessidade de conexão entre nós; nós construímos a intenção de ter o poder de sair ao público em geral, a fim de cuidar deles e servi-los. Com isso nós queremos trazer-lhes um pouco daquilo que dá satisfação ao Criador. A fim de fazer isso nós precisamos da força e é por isso que nos conectamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/08/13

Todos Que Sentem As Dores Do Público Merecem Consolo

Dr. Michael LaitmanA realização prática da sabedoria da Cabalá, ou seja, a revelação do Criador às criaturas neste mundo, começa a partir da nossa geração em diante. Agora, juntamente com toda a humanidade, nós descobrimos um Kli (um desejo) para a conclusão da correção, graças à crise mundial e ao nosso trabalho de disseminação em Israel e em todo o mundo. Mesmo que recebamos as menores deficiências das pessoas, graças à conexão entre as suas falhas e as nossas imperfeições, nós podemos elevar tudo isso junto até o mundo espiritual.

As pessoas querem coisas simples, materiais, mas seus desejos são dispostos de tal forma que é impossível corrigi-los sem a ajuda da Luz que Corrige. Esta é a forma da crise atual; cada deficiência, independentemente do seu tipo, é revelada para ser quebrada, egoísta e sem solução no plano deste mundo.

Ela exige a Luz para a sua correção, porque é derivada da inclusão mútua entre todos e requer as conexões corretas em várias direções entre as pessoas e com a natureza inanimada, vegetal e animal. Tudo isto deve estar conectado e ser completado mutuamente, e só então ocorrerá a correção.

Por conseguinte, é claro que a crise não pode ser corrigida através de esforços humanos. Pelo contrário, quando nós aceitamos as deficiências das pessoas e as elevamos, nós realizamos o trabalho Divino, servindo como um canal entre o Criador e as criaturas, e nos tornamos o que é chamado de “reino de sacerdotes e uma nação santa”. Assim, pela primeira vez na história, nós temos a oportunidade de construir um Kli coletivo completo, um buraco de agulha, um Kli para conter a Luz, através da adoção das deficiências do AHP, conectando-as com os desejos de doar de GE e em combinação com a oração (MAN), elevando-as até a Luz de Ein Sof (Ohr Ein Sof).

Diz-se que “todos os que se entristecem com o público merecem o consolo do público”. Isto é, alguém que toma a tristeza e as necessidades do público e as eleva, é o primeiro a merecer a Luz que Reforma, que passa por ele àquelas pessoas com quem ele se preocupa.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/08/13

Não Julgue O Fim De Acordo Com O Início

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, “Uma Criada que é Herdeira de Sua Senhora”: “Opostos a eles estão iluminações que só podem agir instantaneamente. Assim, quando elas aparecem aqui em seus ramos deste mundo e lhes é dado o controle, não só não se corrigem, como se arruínam. Os nossos sábios chamam isso de “verde”, como está escrito relativamente à Árvore do Conhecimento e Adam HaRishon, que eles comeram fruta verde. Isto significa que é uma deliciosa guloseima, destinada a encantar o homem, mas no futuro, não no presente, porque ainda está crescendo e desenvolvendo-se. É por isso que eles o compararam com uma fruta verde…

A correção dos Kelim (vasos) é realizada de acordo com estágios particulares e nós não os definimos, exceto o nosso comportamento nos estados por onde passamos.

O mundo inteiro foi criado para o bem daquele que trabalha, ou seja, que cresce espiritualmente. Em outras palavras, se a pessoa quer atingir a espiritualidade, ela aceita todas as fases de sua vida com agradecimentos, abençoa o bem e o mal com a mesma intensidade, onde o mal é como o bem.

Tudo vem do Criador e eu só preciso realizar todos os meus estados de forma mais útil. Se eu agir corretamente, então o próximo estado vai parecer mais fácil para mim, isto é, mais perto da realização do meu lado, e mais compreensível, porque eu me preparei.

Uma pergunta pode ser feita aqui: O próximo estado é realmente revelado como mais fácil ou eu posso me tornar mais sábio seguindo a minha ação correta hoje, de modo que esta próxima etapa pareça mais fácil aos meus olhos? Será que o Criador apresenta um desafio mais fácil para mim ou a minha preparação fez o trabalho? O que exatamente mudou?

A verdade é que um fator depende do outro e não temos nenhuma possibilidade de estabelecer a vantagem de um dos fatores em relação ao outro. Na verdade, não importa o quanto a pessoa se eleva; apesar disso, toda a inclinação ao mal será sempre suspensa acima dela. Por mais que ela não tenha se preparado, aparentemente, será necessário submeter-se a maiores correções.

É assim que nós avançamos, e, na verdade, na maioria dos casos não é exigida muita inteligência de nós. Nós só precisamos aceitar a ação que surge diante de nós como correta e combinar com ela a intenção necessária.

Nós não temos a capacidade de fazer uma determinação exata da razão pela qual este ou aquele estado acontece neste momento. Isso também está ligado ao desenvolvimento futuro e a muitos detalhes que são encontrados dentro do sistema geral. Portanto, “simplicidade” é a melhor abordagem aqui, a relação correta para com cada ação.

Portanto, cada vez que este ou aquele estado surge diante de mim, eu devo aceitá-lo como sendo o melhor para mim. Ele vem do Criador, que é bom e faz o bem e “não há outro além Dele”, e neste estado eu devo agir para que especificamente dentro dele, como resultado do meu esforço, eu descubra o Criador como o bom que faz o bem e que “não há outro além Dele”.

Se eu começo a corrigir o meu relacionamento e através do estado atual transfomo-o numa relação oposta, de doação, então eu descubro que “Não há outro além Dele” e o “Bom quem faz o bem”. Por mais que um estado possa, a princípio, ser ruim e prejudicial, no fim ele se expressa de uma forma em que o Criador possa entrar.

Nós devemos sempre lembrar que o início e o fim podem ser opostos um ao outro, como Baal HaSulam explica em seu artigo, “Ocultação e Revelação da Face do Criador”.

Suponha que aos meus olhos hoje todo mundo é ladrão e criminoso, todo mundo me odeia e briga comigo, tudo é obscuro e terrível, eu moro num pesadelo e perco sempre, além das minhas perdas anteriores, erros e todas as oportunidades que perdi na vida. Eu simplesmente me devoro com relação ao Criador que me envia estados como estes. Enquanto eu não for corrigido, isso vai continuar a me devorar.

Tudo ocorre de forma que eu me corrija e veja que “Não há outro Dele”, e que Ele é “o bom que faz o bem”. Consequentemente, todos os maus se transformam em mais úteis e melhores, de modo que o “anjo da morte” (o Faraó, o pior inimigo), torna-se um “anjo santo”, o bem mais elevado.

Imagine as piores pessoas e os estados mais terríveis de sua vida. Então, se você ainda não descobriu o oposto neles, isso significa que você ainda não conseguiu corrigir o passado e não transformou ao menos as transgressões não intencionais em méritos, sem mencionar as transgressões intencionais.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Extraia Energia Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como vamos criar a atmosfera certa hoje para a Noite de Unidade no Kibutz Gaash?

Resposta: Não basta que falemos, nós temos que agir. Portanto, que ações físicas vão nos despertar para que desejemos servir o público externo e nos voltemos por sua causa do grupo até o Criador?

Num grupo eu devo me anular apesar da rejeição, do cansaço e do ódio em relação aos amigos, e também no trabalho da disseminação eu me anulo novamente, apesar da rejeição, do ódio, do desprezo e da zombaria do público. Eu tenho a oportunidade de me anular por toda a parte; não há falta de problemas. Não basta que eles me “rejeitem” em duas direções; em vez disso, eu só peço uma coisa ao Criador, que Ele me dê forças para continuar este trabalho. É assim que eu “esfrego” toda a sujeira do ego de mim mesmo, camada após camada, até que eu esteja limpo, puro, e suba ao nível de “doar a fim de doar”.

Durante este trabalho eu sou jogado em todas as direções, faço vários cálculos, até que finalmente chego a “doar a fim de doar”, e realmente trabalho como uma formiga que não precisa de nada para si mesma e não tem vida própria.

Vamos voltar à Noite de Unidade. Que ações podem ser “imprimidas” a fim de demonstrar o trabalho do grupo com o público em geral, que é direcionado ao Criador? A principal coisa é transmitir algum tipo de entendimento deste trabalho às pessoas e, por outro lado, exercitar a livre escolha. Eu me anulo em relação ao público, ao grupo e ao Criador, e transfiro o centro de gravidade dentro desta gama de auto anulação para a intenção das ações.

Cabe a nós expressar e transmitir isso em nossa Noite de Unidade. Nós conectamos os pontos nos corações. Sem isso, não avançamos. Especificamente, eventos de sucesso como esse abrem diante de nós oportunidades para atos de doação espiritual.

As situações mais graves têm sido oferecidas a nós no trabalho prático, situações que nunca foram dadas antes aos Cabalistas para realização prática. Nenhuma geração antes da nossa recebeu a oportunidade de conectar o público em geral numa série de lugares ao conceito espiritual de conexão entre todos, de acordo com o princípio “ama o seu amigo como a si mesmo”.

É claro que nós agimos tanto quanto podemos, mas esta força precisa ser extraída do grupo. Esta força é derivada da conexão entre nós. Nós estamos unidos em face de toda tensão, rejeição, cansaço e estados desagradáveis, ​​e transmitimos às pessoas a soma das forças individuais, da intensidade coletiva, da conexão entre nós.

Será cada vez mais difícil para nós nos conectarmos, e através da superação que fazemos nós podemos medir a força que transmitimos aos outros. Quanto maior essa força, maior é a resistência, até chegarmos ao estado dos alunos do Rabi Shimon, que inicialmente se odiavam intensamente, e depois recebiam a força da conexão para subir acima do ódio. Antes de tal potencial, o mundo inteiro vai ser acalmado e vai aceitar essa ajuda.

Portanto, eu não levo a minha força e o meu entusiasmo do grupo para as pessoas, mas sim a conexão entre todos os pontos, o poder coletivo que adquiri entre os amigos. E só a partir disso eles vão ser animados.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/08/13, Preparação para Noite de Unidade