Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Um Mundo De Misericórdia Sem Malícia

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a inclusão nas deficiências dos outros? Como isso acontece?

Resposta: Quando você está preocupado com os outros, você está incluído em todas as suas deficiências. Dizem que por meio de cinco pessoas você está conectado com o mundo inteiro. É lógico que se os nossos grupos trabalham com a disseminação, por exemplo na América do Sul, onde hoje perto de meio bilhão de pessoas vivem lá, então através da conexão com alguns milhares de pessoas, por meio da rede geral, elas recebem as deficiências de dezenas e até centenas de milhões de pessoas.

Nossos grupos disseminam a educação integral a todos os cantos do mundo e dessa forma eles despertam esta conexão. É lógico que todas as deficiências pegas numa “rede de pesca” alcançam o nosso centro, e a partir daqui o método de correção é produzido. E nós absorvemos as deficiências do mundo inteiro e continuamos a elevá-las ao Criador, a “Malchut de Ein Sof”, querendo ser “como um homem com um coração”.

Quando nós trabalhamos sob a forma de uma pirâmide como essa, nós corrigimos todo o mundo e realizamos o trabalho que é chamado de “trabalho dos Kohanim – sacerdotes”, o trabalho confiado a Israel. Todas as deficiências humanas pertencem ao mundo material: a necessidade de alimento, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento. Mas nós chegamos a uma crise em que não estamos preparados nem para satisfazer os desejos terrenos sem a conexão correta entre nós. E esta quebra é descoberta cada vez mais, todos os dias.

Anteriormente, nós sofríamos vários problemas particulares, desunião na família, problemas no trabalho e problemas na educação dos filhos. Estes problemas não ameaçavam diretamente nossa existência. Mas hoje os problemas já subiram para o nível da ecologia geral, saúde, desagregação do conceito de família e desemprego em massa. Estes são simples problemas diários dos quais depende nossa existência neste mundo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/08/13

A Difícil Tarefa Da Mulher

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como as mulheres podem se ajudar mutuamente para passar pelos estados para se tornar um? Como podemos trabalhar como um único Kli (vaso)?

Resposta: Eu não posso me colocar no lugar da mulher. Às vezes eu tento estar vestido nela, mas até mesmo de um estado de percepção espiritual é impossível sentir a mulher: seu mundo interior, sua compreensão, sua filosofia de vida. Isso é uma coisa completamente oposta ao homem.

Portanto, quando as mulheres fazem perguntas como estas, eu não sei o que responder. O que podemos fazer para nos tornar um? Posso repetir essas palavras com as quais você está familiarizada não menos do que eu. Não existem outras palavras ou ações. A união das mulheres, este é um grande problema.

Para os homens é mais fácil se livrar da vinculação do trabalho espiritual com sua representação física e ser deixado só com a emoção. Para uma mulher é muito mais difícil ser liberada do elo com a sua aparência externa e ser deixada só com a emoção. Afinal, ela personifica o desejo que está ligado à fonte de satisfação. Portanto, ela não pode se livrar de sua aparência externa, e não de como ela é vista, compreendida e sentida pelos outros.

Para um homem isso não importa. Para ele tudo isso não é importante. Ele tem outra relação, mais livre, consigo mesmo e com o mundo. A relação da mulher é mais dependente.

Portanto, eu não sei o que aconselhar. Vocês simplesmente precisam que cada uma, dentro de si mesma e entre vocês, seja mais honesta, mais objetiva; cada uma se dirige não a si mesma, mas a todas. Vocês precisam aprender umas com as outras como sair de vocês mesmas, porque isso acontece de forma diferente em vocês do que nos homens e de uma forma muito mais complexa.

É muito difícil enfrentar este obstáculo, mas este é o trabalho da mulher. Com as mulheres isso acontece lateralmente, com os homens, verticalmente. Assim é como nós crescemos. A mulher é como um Kli, e o homem é como a fonte, o condutor, o canal para a sua realização. É assim que isso funciona junto.

Diz-se que o Kli da mulher é largo e curto (largo pela presença de Ohr Hassadim e curto pela falta de Ohr Hochma), enquanto que o Kli masculino é longo e estreito (longo pela presença de Ohr Hochma e estreito pela falta de Ohr Hassadim). Esta não é só na forma fisiológica, mas também de acordo com a compreensão interna, de acordo com a correção. Portanto, é necessário trabalhar.

Repito e digo: é necessário ser honesta, não ter medo de aprender como fazer isso uma com a outra. De forma alguma brincar uma contra a outra, afinal, você sente como cada uma brinca, faz alguma coisa por si mesma. Liberem-se de tudo externo. Não olhem para fora — esta é a sua tarefa.

Da Convenção em São Petersburgo14/07/13, Lição 5

Sentindo A Força Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode estar de acordo com todas as situações e ao mesmo tempo estar dirigido à meta? Como é possível atrair conscientemente a Luz?

Resposta: A pessoa tem que tentar sentir a alma interna que a dirige. Assim, ela é chamada de “vento” (Ruach-espírito), como se ela se movesse dentro de você e o dirigisse.

A fim de sentir isto, nós nós ocupamos com a conexão e união. Por que a conexão nos dá a possibilidade de sentir este espírito, esta força de vida que se move dentro de nós e que motiva tudo ao nosso redor, mas nós sentimos apenas seus resultados? Por causa da quebra da matéria que ocorreu; é como se ela se quabrasse em pedaços e este espírito que une esta matéria não é capaz de se mover, não é capaz de preenchê-la.

A desconexão desta matéria causa o sofrimento em nós, a falta de vida, que é sentida cada vez mais, mas nós temos que tentar nos conectar e unir os desejos, como se coletássemos esses fragmentos. Então nós permitimos que este espírito, esta Luz (Ohr Nefesh) se mova, e sentimos como ela nos dá vida, como exige que estejamos em movimento tanto emocionalmente quanto intelectualmente.

Desta forma nós coletamos cada vez mais desses fragmentos; encaixando-os, nós sentiremos em que sentido eles se combinam, como a combinação de nossos desejos quebrados, de nossos sentimentos, é complexa. Nós veremos o trabalho da Luz na montagem, na correção, na complementação, de todos nós em um todo.

E isso essa é a realização do Criador, dos 125 níveis de realizá-Lo. Mas todos eles vêm de nossas tentativas de conexão entre nós e com isso nós atraímos uma grande influência da Luz, do espírito, que já pode se mover mesmo através das lacunas entre a parte do desejo (matéria), que todos os nossos movimentos são nesse sentido, isto é, nós em direção a Ele e Ele em nossa direção.

Da Convenção em São Petersburgo14/07/13, Lição 5

Conexão Com O Criador: Não Desligue!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os tipos de pensamentos e desejos são despertados em mim e eu me encontro em todos os tipos de estados na vida. Se eu sei que todos eles vêm do Criador, como devo reagir a eles? Como posso fortalecer a conexão com o Criador através deles?

Resposta: Primeiro, se eu estou desconectado do Criador, eu devo me lamentar por isto. Afinal de contas, em nosso mundo não pode haver nada pior do que o desprendimento da conexão com Ele.

Portanto, eu preciso me manter “na linha” e não me esquecer de que é o Criador que constrói toda a realidade para mim. Ele retrata na minha imaginação esta “imagem da existência” que é desenhada com os cinco sentidos: há eu mesmo, o mundo em que eu existo, e não há nenhum tipo de força externa que provoca esta sensação para mim. Por isso, eu não quero desviar meu olhar desta “imagem” com os três componentes: eu, o mundo e o Criador. Na medida em que eu  relaciono o sentimento de mim mesmo e do mundo dentro de mim ao Criador, nesta medidad eu me encontro numa conexão com Ele.

Por enquanto, este elo não é aparente, não está claro, mas já é sentido internamente. A fim de fortalecê-lo, eu preciso de um grupo, do estudo e do professor — a única parte da realidade que posso usar. Toda a realidade é o oposto do Criador e O esconde de mim. El só me confunde, mesmo que isto seja para o meu próprio bem. Em contraste com isto, o estudo, o grupo e o professor me ajudam no caminho se eu me relaciono corretamente com eles, não os menosprezo, mas os valorizo e respeito. Quando eu quero me aproximo deles, eles se aproximam de mim, estão prontos para me ajudar e me influenciar mais fortemente. Assim, eu também tento em cada momento da minha vida  ir junto com o poder superior.

E a imagem da realidade é o divisor entre nós até que eu descubra a sua atividade em tudo o que acontece entre eu e o poder superior. Então, o mundo inteiro se transforma numa ponte que nos liga.

Quando eu olho para tudo o que acontece comigo, em pensamentos e desejos, e o que acontece no mundo exterior, eu quero ver o pensamento da criação por trás de tudo isto: por que o Criador age assim? Como se entende, Ele age para meu próprio bem e me ajuda a construir a conexão correta. E eu sou estimulado o tempo todo e de manhã à noite passo por uma incessante série de exercícios.

Em outras palavras, eu devo me manter na direção da união de Israel, a Torá e o Criador. “Israel” sou eu tentando descobrir o Criador, e especificamente ao descobrir o Criador, eu vejo o meu objetivo, a “Torá”, o mundo inteiro que eu devo conectar em um Kli, um desejo. Gradualmente, eu descubro minha parte e meu Kli, aos quais já me relaciono sem ódio, mas com amor e empatia. Afinal, eu sei que por trás deles esta o Criador, e, portanto, estas partes perdem seu caráter negativo. Agora eu olho para elas como se olhasse para o Criador, que as ativa a fim de mudar minha atitude.

Numa forma como esta, eu começo a amar as piores coisas do mundo, e elas se transformam nos melhores meios de avanço para mim. Isto se refere ao ódio, aos eventos mais feios, guerras, etc. De repente eles se transformam em estados que me aproximam do Criador, e por meio deles, sobre um fundo de ameaças e dor,  eu sinto como a negatividade se transforma num sentimento bom, maravilhoso, em amor absoluto por parte do Criador. O mal se transforma em bem.

No ensaio, “A Ocultação e a Revelação do Criador”, Baal HaSulam explica essa transformação. A ocultação adiciona um menos (negativo) a tudo e, assim, tudo aos meus olhos é prejudicial, todas as pessoas são más, o pagamento não é suficiente e a família sofre com doenças e assim por diante. De repente, eu vejo uma imagem oposta: todo mundo é saudável, o pagamento é suficiente, não há inimigos, não existem pessoas más e desagradáveis, e assim por diante.

Tudo depende de descobrir a supervisão superior. Não é necessário corrigir nada externamente; há apenas uma tarefa: descobrir a orientação do Criador.

Isto muda a nossa relação para com a correção da raiz. Torna-se claro que apenas o trabalho entre nós, com a ajuda do qual somos fortalecidos a fim de descobrir a supervisão superior, pode mudar o mundo. Portanto, se nós avançamos num grande grupo que faz uma disseminação massiva e generalizada, na medida em que o Criador revela seu potencial, com isto nós transformamos todas as partes da realidade em partes ativas dirigidas à descoberta do Criador.

Afinal, eu sinto o mundo e eu mesmo com meu desejo como duas partes: um Kli interior e um Kli exterior. Isso significa que eu simplesmente me conecto comigo mesmo, atribuo cada vez mais partes a mim mesmo, em especial aquelas que estão relacionadas com a natureza humana, onde há liberdade de escolha, e depois disso, de acordo com o grau de correção, também as partes da natureza inanimada, vegetativa e animada.

Isso acontece assim. Primeiro nós atraímos para nós mesmos os componentes do inanimado, vegetal e animal que se relacionam com a natureza humana. Depois, seus equivalentes, que nos são retratados como animal, vegetal e inanimal desse mundo, também são combinados conosco. Assim, toda a realidade se transforma num único Kli corrigido.

O que deduzimos de tudo isto é que nos falta apenas uma coisa — conexão máxima — para que com a ajuda do professor, do grupo e do estudo, seja possível tornar a todos nós uma parte tão ativa quanto possível que está dirigida ao longo do dia em descobrir a unidade de Israel, a Torá e o Criador.

Além disso, o Criador nos nomeia para corrigir todo o mundo externo: nossas partes externas, os desejos, os Kelim externos. E nós somos obrigados a combiná-los também, descobrir neles a orientação do Criador que é o Bom e faz o Bem, que não há outro além Dele.

Portanto, a pessoa deve procurar o Criador a cada momento quando ela agarra a extremidade da corda, o pensamento ou o desejo que é um lembrete da orientação superior que ela necessita descobrir.

Da Lição Diária de Cabalá 07/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Reorientando O Trabalho Nos Grupos De Dez

Dr. Michael LaitmanOs Grupos de Dez não devem ser isolados uns dos outros. Nenhum deles deve sentir que está separado ou distinto dos outros.

Eu participo do Grupo de Dez para neutralizar o meu ego e ser leal ao mundo inteiro. Se eu não chego a este sentimento, se não sou leal ao mundo, não estou conectado a ele, isso significa que o meu Grupo de Dez é inútil, porque não me prepara adequadamente.

O Grupo de Dez é um mini-mundo onde eu estou aprendendo a estar integrado com os outros. Se eu não estou incluído neles, eu não organizo o meu ego como deveria, na direção “do amor pelo ser criado ao amor pelo Criador”.

No Grupo de Dez, eu devo realizar vários exercícios de sair de mim mesmo, para me sentir “estendido”, “espalhado” entre todos. Eu não existo, não sinto a mim mesmo, a minha individualidade, o meu “eu”, e o Grupo de Dez deve me ajudar nisso. “Cada homem deve ajudar o seu próximo”; é assim que devemos estar conectados com o outro.

Como resultado, o nosso desejo comum, que pertencente a todos, tem que arder no “centro” do Grupo de Dez. Neste desejo, eu sinto que não há “eu” e “outros”, mas apenas “NÓS”.

Com base nesta unidade, nós pensamos, sentimos e tomamos decisões somente a partir de NÓS. Eu resisto a tudo o que é chamado de “eu”, e elevo e consolido tudo o que se relaciona com NÓS. Só nossa unidade deriva de meus pensamentos e sentimentos, e através dela, como através de óculos ou binóculos, eu olho para o mundo todo.

Certo esforço interno é necessário aqui, a fim de “dissipar” o meu “eu”, não permitindo o foco sobre ele, mas mantendo o foco apenas no centro do grupo em que NÓS estamos juntos, e vendo o mundo, a realidade, desta forma . Nada que não pertença a NÓS existe para mim.

A pessoa tem que viver e trabalhar o máximo possível neste esforço interior. Pois é através do centro do Grupo de Dez que ela imagina que vai obter a Luz que Reforma.

No entanto, para focar corretamente no NÓS, no centro da dezena, todo o Grupo de Dez tem que manter a intenção de doar. Como isso é verificado? Em sua relação com outros Grupos de Dez e o mundo. Quando o Grupo de Dez se torna um todo, quando dez homens se tornam um, esta unidade ganha volume e, mais uma vez, é reduzida a um e adquire volume, até que finalmente chegamos ao Um, o Criador.

Assim, o critério da nossa unidade é o desejo do Grupo de Dez de se conectar com os outros e se tornar um todo com eles. Como nós podemos fazer isso? Como podemos testar a nós mesmos?

Eu posso verificar a mim mesmo se eu entro em qualquer Grupo de Dez e sinto que estou dentro do meu próprio grupo. Não há Grupos de Dez primários ou secundários, e eu não me importo em qual Grupo de Dez eu me encontro. Eu simplesmente me conecto às pessoas que querem se unir, conectar, sem qualquer distinção.

Para tornar o nosso trabalho tão puro quanto possível, nós não podemos considerar o atual Grupo de Dez como a nossa “casa”, e todo o resto como um “território estrangeiro”. Não, todas as pessoas que querem se unir representam o meu “território”, o mesmo Grupo de Dez. É suficiente que elas tenham uma pequena atração pela unidade, e eu já posso estar junto com elas.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Conversa sobre os Grupos de Dez

Escutem O Grito Das Pedras

Dr. Michael LaitmanHá pessoas que têm a aspiração de revelar o Criador, a centelha no coração. Na medida em que elas trabalham para conectar estas centelhas entre si com a ajuda da Luz que Reforma, a Luz reina nelas. E se elas também se esforçam em se conectar com aqueles que não têm anseio pelo Criador, elas também podem brilhar em suas vidas a Luz que receberam no início do trabalho mútuo.

Isto é, primeiro há um trabalho no grupo, onde, devido à conexão, nós acumulamos a Luz entre nós. Depois nós podemos chegar ao público em geral que não busca a revelação do Criador e nos tornar a cola que une todos juntos, para transferir para lá um pouco da Luz recebida. A partir deles, nós podemos receber o desejo de nos unir, de nos tornar corrigidos.

Eles não entendem que estes desejos são direcionados à unidade e à correção, eles os percebem como falhas individuais, os problemas deste mundo. Mas, na verdade, essas são as mesmas questões eternas da existência e dos problemas, porque tudo depende se você está mais perto ou mais longe da Luz do Criador. Nós temos que ouvir uma oração em cada problema, de cada grito nascido neste mundo, mesmo na pedra morta, numa planta ou animal.

Qualquer tipo de criação carece apenas da revelação do Criador. Mas nós podemos abordar isso deliberadamente por nossa livre escolha, e é por isso que temos que assumir a responsabilidade por todos os tipos de criaturas e proporcionar-lhes conexão. Desta forma, satisfazemos o desejo do Criador.

Quanto maior a devoção e abnegação com que aqueles que são chamados de Israel “Yashar-El“(dirigido “direto ao Criador”) executam o seu trabalho, mais o mundo inteiro se torna corrigido. Por outro lado, se eles ainda ignoram o trabalho que lhes foi atribuído, todo o mundo sofre, e esse sofrimento é finalmente voltado a Israel, a fim de apressá-los a iniciar a correção.

Portanto, não há necessidade de perceber estes problemas como sofrimentos. Todas as recompensas e punições são se realizamos ou não realizamos o desejo do Criador. Esta é toda a recompensa e toda a punição.

Por que O Nosso Tempo É Tão Especial?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Porque a disseminação em nosso tempo é contada como verdadeiro trabalho espiritual?

Resposta: O mundo mudou e tornou-se pronto para ela. Nós estávamos nos preparando para este momento e poderíamos continuar apenas estudando sem sair para o público, permanecendo em estado de expectativa como um motor em ponto morto. Ou seja, o motor está funcionando, mas a uma velocidade muito baixa e em marcha lenta. Há pouco mais que uma faísca de vida nele.

Neste estado, nós poderíamos ficar até o fim de nossas vidas, como os Cabalistas do passado faziam, mas eles viviam numa época diferente, quando podiam revelar todas estas propriedades sem conexão com o inferior. No entanto, nós estamos numa situação em que não podemos realizar o nosso vaso espiritual sem uma conexão com as pessoas, porque ele precisa se comunicar com os desejos do público em geral.

Portanto, sem a disseminação, não vamos conseguir nada além do que já temos. Nós poderíamos passar mais cinco a dez anos, com um progresso mínimo. Nós estamos nos desenvolvendo, acrescentando novos grupos, mas isto nos acrescenta muito pouco desejo com os quais poderíamos trabalhar e com os quais seríamos capazes de alcançar o Criador. Para fazer isso, nós precisamos do desejo do grau inferior a nós, que não venha do ponto do coração: o desejo que vem da conexão integral.

Se a conexão não tivesse sido revelada, que agora é vista entre todas as partes da humanidade – quebrada e terrível, protecionista, cheia de ódio e rejeição dos outros com o desejo de usar um ao outro -, não teríamos sido capazes de obter o desejo das pessoas. A humanidade tem sofrido há milênios não menos do que hoje e ainda muito mais. No entanto, hoje, o seu desejo adquiriu uma nova qualidade que vem da rede corrupta de conexão entre as pessoas.

É por isso que podemos tomar o seu desejo e elevá-las ao Criador. Elas já têm o que precisa ser corrigido! Não há necessidade de corrigir o desejo de uma pessoa. É necessário corrigir apenas a conexão entre elas, a rede global. Isso não foi revelado no passado, e é por isso que os Cabalistas não podiam se aproximar das pessoas. Em nossos dias, a crise se manifesta como consequência da rede quebrada de conexões revelada como a causa da crise. Assim, nós podemos pegar as conexões danificadas entre as pessoas e corrigi-las.

Nós trabalhamos somente com essas conexões, e não com os desejos causados ​​pela falta de dinheiro, saúde, problemas familiares, filhos e trabalho. Não importa quais desejos individuais existem em todo mundo, a principal coisa é que, nos nossos dias, eles são revelados de tal forma que não podem ser resolvidos por métodos convencionais. Foi possível no passado, mas não hoje.

Nós vemos que a ciência, a psicologia, a medicina, as relações humanas, a parentalidade e a atitude para trabalhar, todas desmoronam porque se descobriu que existe uma rede corrupta de conexões entre nós. Ela é revelada como a causa de todos os males. Os Cabalistas estão cientes disso, mas, de acordo com estudos, a ciência comum também está começando a chegar a tais conclusões.

É por isso que nós podemos tomar esta rede corrupta e solicitar a sua correcção. Isso é o que precisa ser corrigido, porque durante a quebra, nenhum vaso foi quebrado. Suas conexões com os outros estavam quebradas. Portanto, todas as correções são feitas em seus relacionamentos com os outros. Como está escrito: “Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”, “Ame o seu próximo como a si mesmo”, e “Amarás o teu Criador”. Todas as correções só se aplicam a conexões.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/08/13

Da Obscuridade – Para O Mundo Da Verdade

Dr. Michael LaitmanIsso parece paradoxal, mas se olharmos para este mundo a partir do mundo espiritual, não há nada mais natural do que a conexão de tudo num todo e com o Criador. Este é um sistema único e estável que se encontra em harmonia, em equilíbrio permanente, num estado ideal, onde tudo se encontra em interação, preenchendo   os outros e sendo preenchido pelos outros. Este sistema torna-se um corpo totalmente saudável, física e mentalmente.

Informação, matéria, energia, percepção, consciência, tudo isso existe em harmonia absoluta. Portanto, este sistema é eterno: não existe o conceito de tempo, não há mudanças. Em outras palavras, existe a vida eterna e os eventos acontecem com regularidade especificamente para revelar a profundidade infinita dessa conexão.

A própria conexão é permanente, o sistema é permanente, e a Luz é encontrada em repouso absoluto e preenche toda a criação. Nós nos encontramos nela em constante movimento, do menor ao maior preenchimento. E o êxtase mais importante é a percepção da harmonia e plenitude do sistema, e é isso que é chamado de percepção do Criador.

Portanto, o nosso mundo é compreendido desde lá como um pequeno mundo feio, que existe sem escolha, porque o Criador obriga-o a existir, embora a criatura pareça tão desprezível que não tem o direito de existir. Esta criatura existe especificamente para isso, que ao negar a sua depravação, ela vai subir e alcançar a eternidade e plenitude. No entanto, é difícil fazer isso, porque nós não vemos nada contra esta depravação.

Mas, se nós víssemos isso, perderíamos a liberdade de escolha, e com toda a nossa força correríamos somente para lá, sem nos importar com nada. Nós bateríamos todo o nosso corpo no muro, na barreira que nos separa, só para chegar lá ou desaparecer.

Para isso nos foi dada a ocultação, de modo que construíssemos a partir de nós mesmos o modelo do mundo ao qual aspiramos, com uma ligação entre nós, com a nossa relação com o outro, com nós mesmos, na relação do nosso grupo geral com toda a humanidade, com a natureza inanimada, vegetal e animado.

Nós rogamos por isso neste mundo, imaginando-o como um reino, como num jogo de crianças, e tentamos criá-lo entre nós, apesar de todas as coisas que nos são dadas aqui. Nós queremos entrar neste estado imaginário e aparentemente anormal; se entendermos o quão longe isso está da nossa existência atual, vemos que isso é contrário a toda a lógica, à nossa natureza, ou seja, à nossa inteligência. Isso precisa ser algo totalmente diferente.

Continuamente a humanidade tenta entender como, apesar de tudo isso, é possível fazer alguma coisa, mas no final, resulta em algo pior. O ego ainda nos esmaga e nos mostra que talvez tenhamos conseguido o que queríamos, até que descobrimos o significado de tudo o que está acontecendo: Para que serve essa existência?

Você vê, se olhamos de fora, nossa existência parece depravada e absolutamente carente de significado e propósito. Conclui-se que existem pessoas sem escolha, cativas, que sofrem e fugem deste sofrimento o tempo todo, que encontram mais sofrimentos e mais uma vez fogem. E tudo isso é só para começar a imaginar outra existência, algo que realmente vale a pena, pelo qual vale a pena viver, e não lamentar o fato de que você está vivo.

Quando imaginamos neste estado, aos poucos começamos a sentir que, aparentemente, ele realmente existe; caso contrário, como nós poderíamos imaginá-lo? E esse estado aparentemente não existe apenas hipoteticamente, mas verdadeiramente. No entanto, ele quer que a gente realmente aspire a ele. Eu devo aspirar a este estado de forma que eu vou me sentir interna e emocionalmente dentro dele. Então eu começo a sentir algum tipo de ajuda, inspiração e iluminação. Eu começo a ver que há um propósito para tudo isso.

Exatamente assim, Adão descobriu este sistema 5773 anos atrás. A partir desse dia, nós corremos o nosso calendário Cabalístico, a partir daquele momento em que Adam HaRishon (primeiro homem) descobriu o Criador em nosso mundo. Depois disso começou a transferência de conhecimentos de geração em geração; mais pessoas começaram a ser incluídas nisso, que também sentiram uma falta de sentido em sua existência.

Mas esse mesmo problema sempre se manteve: como eu posso desenvolver um outro mundo, um mundo correto e verdadeiro dentro do meu pequeno e ameaçador mundo? As pessoas se deparavam com esse problema o tempo todo. É necessário criar uma imagem, jogar com este sistema, jogar no mundo real.

Nós sempre esquecemos isso, e isso vai continuar até criarmos um estado como esse, um elo como este, um sistema de relações como este, que será praticamente idêntico ao mundo superior e que será obrigado somente a realizá-lo de forma clara, e isso vai ser feito através de um golpe da Luz Superior. Mas até que façamos tudo o que pudermos, a fim de estar em um estado como esse, nós não vamos alcançá-lo. No momento em que fazemos para criar este outro mundo dentro da nossa obscuridade, ele aparecerá imediatamente. A Luz vai torná-lo realidade e vamos descobrir a nós mesmos dentro dele.

Nós entendemos que não há escolha, exceto alcançar a unidade verdadeira e clara, e criar as condições, o contato, relações mútuas como estas, que serão praticamente iguais ao sistema superior, cheios de amor e doação, inclusão mútua, compreensão, apoio e responsabilidade. E a ligação deve ser d tal forma que a pessoa, como uma entidade separada, desaparece. Ela não existe e não pode existir.

Da Convenção em São Petersburgo 14/07/13, Lição 6

Conectando O Mundo Inteiro Ao Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”: Assim, os mundos foram divididos em internalidade e externalidade, onde cada mundo contém iluminações adequadas para operar em lento desenvolvimento. E estas são chamadas de “a internalidade do mundo”.

O sistema em que nos encontramos é dividido em interioridade e exterioridade. Esta divisão se relaciona com as Luzes e os vasos, tanto na correlação direta como na correlação oposta entre eles, dependendo se nós falamos sobre vasos corrigidos ou corrompidos.

Assim, nós devemos entender o que isto significa para nós após a preparação no sistema espiritual e na criação do sistema corporal. Na verdade, este também é um sistema espiritual, mas nós o percebemos como o atual mundo fictício. Eu descubro que existo numa determinada realidade com pessoas e a natureza (inanimada, vegetal e animal) que me rodeia. É como se todo mundo vivesse por conta própria aqui, movendo-se de forma independente, operando e influenciando os outros. Depois que eu revelo tudo isso, eu devo atribuir a mim mesmo, juntamente com toda a imagem que é mostrada dentro de mim, a uma causa, a uma fonte, a um objetivo, a uma realidade simples, na qual não há outro além Dele, e que Ele é bom e benevolente. O ponto que é criado como “algo a partir do nada” permanece em mim, apenas para determinar que o resto é Ele.

Nós devemos conectar tudo o que está fora deste fora à percepção do superior, o Criador. Este é o nosso trabalho, e todo mundo que sente que tem um ponto no coração (“algo a partir do nada” e que se sente diferente do eminente) participa disto.

O trabalho é dividido em duas partes:

  1. Fortalecer o ponto no coração, conectando os pontos que podem ser conectados a ele em prol da meta espiritual. Estes são os membros do grupo, os meus amigos ao longo do caminho espiritual, que na verdade são partes de minha alma, do meu ponto no coração.
  2. Além disso, há outras partes que não estão diretamente conectadas a esta meta. Elas não sentem “algo a partir do nada”, mas sim, “algo a partir de algo”, e não fazem perguntas complicadas que surgem do ponto no coração, da forma oposta. Elas vivem suas vidas e não sentem qualquer deficiência, exceto essa. Eu também preciso conectá-las ao meu trabalho de acordo com o tipo e o tamanho dos desejos que são revelados dentro delas.

Por fim, eu conecto toda a realidade: todo o desejo de receber que está diante de mim -que está à minha disposição, dentro de mim, não importa como você coloca isto – ao atributo de doação e amor chamado Criador. Parece que eu corrijo o mundo, mas na verdade, eu realizo a minha correção privada. Isso ocorre porque não há nada no mundo, exceto um homem e um Criador. Uma pessoa é o ponto de “algo a partir do nada” que opera em prol de trazê-lo de volta ao “algo a partir do algo”, tudo o que parece separado dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Conexões Na Rede De Cristal

Dr. Michael LaitmanQuando nós disseminamos, nós alcançamos diferentes organizações, prisões, etc., e organizamos mesas redondas onde descobrimos diversos problemas na rede de conexões . É a correção da rede de conexões e nada mais do que isso. Nós descobrimos o lugar da quebra e sua intensidade e pedimos suas correcções, e não para os nossos próprios desejos particulares. Nossas orações não são para uma pessoa em particular, mas com relação à conexão entre as pessoas, e por isso é chamado de “oração de coletiva”.

É impossível pedir para uma única pessoa; você não vai ser ouvido desta maneira. Depois de tudo, um vaso é formado entre duas pessoas. Duas pessoas é a quantidade mínima, o desejo de criar a conexão correta entre dois é um vaso espiritual.

Eu não posso orar ao Criador para fazer o bem para mim. Eu devo pedir por outra pessoa, pelo bem estar dela. Se eu orar por ela, isso significa que eu corrijo a minha conexão com ela. Em seguida, isso passa por mim, e se eu estou totalmente focado nela, eu alcanço a revelação espiritual. A pessoa que eu pedi vai se sentir bem, já que vai se livrar de seus problemas e eu me sinto bem por causa da revelação do Criador.

Eu me torno GE e, portanto, a minha realização é a minha intenção, que serve como o verdadeiro preenchimento. A outra pessoa é AHP e seu preenchimento está na revelação da Luz.

A única coisa importante é a rede de nossas conexões. Em nosso mundo, parece que os verdadeiros componentes da rede de cristal são importantes, que as pessoas são realmente aquelas que carregam os desejos. Isto não é verdadeiro; o desejo espiritual é efetivamente a conexão entre elas. É nisso que temos que focar.

Portanto, quando nós nos conectamos com o público, a conexão com uma pessoa é a coisa mais importante. Isto é o que nós temos que explicar a elas no final, de uma forma ou de outra, de modo que elas entendam que se as conexões entre nós forem boas e corrigidas, nós seremos preenchidos e sentiremos abundância entre nós. Não importa como ela alcance isso, a pessoa vai se sentir bem. Tudo o que ela quiser será cumprido. Mais tarde, seus desejos vão mudar de um desejo por preenchimentos corporais para desejos que são cada vez mais espirituais.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/08/13