Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Era Do Eclipse

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “600 mil Almas”: E quando uma única alma de Israel for purificada de toda a sua sujeira, isso vai atrair para si toda a alma de Atzilut, e através dela, todas as almas de sua geração serão completadas. Este é o significado de um ser dependente do outro, como está escrito (Sanhedrin, 11): “Foi merecido que a Divindade estivesse sobre ele, mas sua geração era indigna disso”.

Há a questão do sucesso individual e há a questão do sucesso do grupo, e há também o sucesso global de toda a humanidade. Estes três componentes devem ser dispostos em conjunto. É como num eclipse da lua, onde a lua, o sol e a Terra estão dispostos na posição correta. A alma também deve estar na mesma linha com a geração (o grupo) e com o mundo. Eles devem estar sincronizados de alguma forma e, assim, a ação é possível.

Este é o momento que estamos vivendo: já existe uma crise no mundo. Há uma crise entre as pessoas, há uma grande confusão e uma grande deficiência. Além disso, a sabedoria da Cabalá e os meios necessários são revelados. Tudo é organizado da mesma forma, assim como durante o eclipse da Lua, quando a Terra encobre a Luz do sol, ou o contrário, quando a lua esconde o sol e, em seguida, o mundo se torna escuro, o que é um eclipse do sol.

A era atual especial é caracterizada pelo fato de todas estas formas relativas operarem por causa do progresso geral. Se na geração anterior o mundo não era digno disso, agora a geração já está madura.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Bonecas Russas Que Contêm Um Segredo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é um típico temor (medo) do Criador e como podemos obtê-lo?

Resposta: O temor é a coisa principal. No momento, nós não temos nada exceto ele. Até mesmo o amor que sentiremos mais tarde é baseado no temor naquele momento. Este pode ser o temor pela minha vida, o temor de perder minha vida sem propósito, sem sentido, de terminá-la sem qualquer resultado positivo. Tal temor traz as pessoas à sabedoria da Cabalá, e chama-se “o temor deste mundo e o temor do próximo mundo”.

O temor decorre do fato de que começamos a pensar no que é externo a nós mesmos e não sobre nós mesmos, e só podemos estabelecer esse temor com o ambiente certo. Porque, caso contrário, eu posso ficar confuso e não entender se me preocupo em como agradar o Criador e se estou avançando em direção a isso ou não. Mas esse já é o temor em relação à ação cujo resultado é externo a mim: não no meu bolso, não na minha alma ou no meu espírito, não neste mundo ou no outro mundo, mas sim num lugar externo a mim, que significa que já está conectado ao ato de doação.

Nesse caso, eu não posso ter certeza que minha avaliação está correta, e portanto não existo neste mundo como uma pessoa, mas como se cercado por uma ilusão tal que me dá a sensação de que existem muitas outras criaturas: a natureza inanimada, vegetal, animal e as pessoas. Eu tenho que aceitar todas elas como partes da minha alma. A menos que eu alcance o temor de que eu me preocupo mais com elas do que me preocupo comigo, isso significa que não restringi meu ego e não penso numa determinada ação que se assemelhe ao Criador.

Portanto, nós primeiro devemos pesar, medir e organizar as nossas relações com o ambiente em nosso trabalho. Somente através do ambiente podemos cumprir nosso livre arbítrio. O Criador também está no ambiente. Se eu mostro a atitude certa para com a sociedade, para com os amigos, vasos mais amplos se abrem para mim como se eu me movesse para uma dimensão mais interna, e lá eu revelo a conexão com o Criador. Um está dentro do outro (como bonecas russas: matrioscas). Isto significa que a conexão com o Criador é revelada no grupo. É impossível descobri-Lo de outra maneira. No final, eu tenho que ver como o mundo inteiro se junta à garantia mútua, já que tudo me pertence, é tudo meu.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/10/13, Shamati #38 “O Temor de Deus é Seu Tesouro”

Puxado Para Dentro Do Vórtice Espiritual

Dr. Michael LaitmanA unidade dos amigos é o lugar onde eu desvendo o mundo espiritual. No momento em que eu conseguir conectar todos os nossos desejos juntos, eu verei neste ponto de unidade uma abertura, a entrada que leva para dentro do mundo Superior! De repente ela irá se expandir e se desdobrar, e através dela, vou descobrirei uma nova dimensão espiritual, ou desejo.

E está claro que em torno deste ponto de entrada que deve se abrir para mim, há muitas grandes barreiras. E elas não são obstáculos; pelo contrário, elas tentam me dirigir para entrar na espiritualidade corretamente, de modo que parece que elas deliberadamente me fazem tropeçar por todos os lados.

Mas se eu não me desesperar e em vez disso tentar entender que isso funciona como “ajuda contra mim”, então eu vou passar todas as barreiras e entrar no mundo espiritual. A entrada vai aparecer neste ponto específico.

Agora, parece difícil e impossível para nós, mas de repente se abrirá de modo que vamos voar diretamente para dentro dele. Não teremos que empurrar e continuar abrindo caminho — simplesmente ele mesmo vai nos colocar dentro dele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/12/10, Escritos do Baal HaSulam

Como Eu Dou Prazer Ao Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós devemos nos preparar para a lição matinal após o congresso?

Resposta: Nós pedimos que a Luz que está contida na profundidade do nosso poder coletivo, nosso desejo comum, seja revelada. Nós buscamos a revelação da Luz! Não sei o que é a Luz Circundante. Circundante, interna, externa, Nekudot (pontos que representam as vogais), Taamim (sabores), eu não sei a diferença entre eles; só sei que se conseguirmos chegar à unidade entre nós em algum grau pequeno, nós seremos capazes de revelar a Luz escondida dentro desta unidade.

Portanto, eu aplico pressão na nossa unidade na medida em que a vejo a fim de encontrar a Luz nela. O que é a Luz? É a propriedade de doação! Eu gostaria de ter a propriedade de doação revelada entre nós. Há um desejo comum onde todos os desejos são reunidos em um, todos os nossos pontos nos corações, e eu gostaria de desvendar a Luz descansando nela, a Luz da unicidade, garantia mútua e amor.

Eu ainda não avalio os degraus espirituais nela, mas só quero encontrar a espiritualidade, para revelar a Luz, o atributo mútuo de doação, o Criador, a fim de dar prazer a Ele. É como se eu tivesse um filho pequeno e pensasse em como fazê-lo feliz, o que comprar para ele, que presente dar-lhe. Eu penso e me importo com isso. Da mesma forma, eu penso no Criador, a quem gostaria de encontrar na conexão entre nós; Portanto, nossa unidade é o lugar onde eu posso revelar o Criador revelado e o estado em que posso trazer-Lhe prazer.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/12/10, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Cultive O Verdadeiro Desejo

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta nº 8: E depois de já ter adquirido essa vestimenta mencionada acima, centelhas de amor prontamente começam a brilhar dentro de mim. O coração começa a ansiar se unir com os meus amigos, e parece-me que os meus olhos veem meus amigos, meus ouvidos escutam suas vozes, a minha boca fala com eles, as mãos se abraçam, os pés dançam em um círculo de amor e alegria junto com eles, e eu transcendo meus limites corporais. Eu esqueço a grande distância entre meus amigos e eu, e a terra estendida por muitos quilômetros não vai ficar entre nós.

É como se os meus amigos estivessem bem dentro do meu coração e vissem tudo o que está acontecendo lá, e eu fico com vergonha dos meus atos mesquinhos contra os meus amigos. Então, eu simplesmente saio dos vasos corporais e parece-me que não há nenhuma realidade no mundo, exceto os meus amigos e eu.   Depois disso, até mesmo o “eu” é anulado e está imerso, misturado, nos meus amigos, até que eu fico e declaro que não há nenhuma realidade no mundo, apenas os amigos.

Aspirações como estas levam as pessoas a um estado onde seu último desejo desesperado é o anseio pela proximidade, para construir um mundo no qual elas devem existir em outras condições de contato entre si. Quando elas chegam a um verdadeiro desejo desse tipo, a Luz transforma isso em realidade.

Há muitas pessoas no mundo a quem não foi dado o poder do trabalho espiritual, mesmo na forma mais simples, mesmo sem intenção, numa forma egoísta como preparação. Não foi dado! Nós vemos isso em relação a bilhões de pessoas no mundo, e nós merecemos que o Criador nos deu desejos e pensamentos que nos permitem, pelo menos em parte, participar de um trabalho espiritual, mesmo que seja o grau mais simples.

Se a pessoa está preparada para apreciar este presente, então na medida em que ela atribui importância ao trabalho espiritual, quando constrói um novo mundo (aqui apenas os sentimentos entre nós mudam), nesta medida, ela precisa agradecer ao Criador.

Você vê, a verdade é que não estamos preparados para apreciar a importância do fato de que, por vezes, nos é dado até mesmo a menor ação espiritual para realizar. Assim, a pessoa sente grandeza e felicidade em seu coração e louva o Criador, a quem ela serve, e agradece a Ele. Portanto, ela se eleva ainda mais.

A pessoa deve valorizar a oportunidade que lhe é dada para servir o Criador e realizar a Sua vontade.

A “vontade do Criador” significa que a pessoa constrói um modelo do mundo superior a partir de seus relacionamentos com outras pessoas.

Assim como as crianças brincam como se fossem adultos – filhas brincam com bonecas e filhos com carros ou com a guerra – do mesmo modo nós também devemos brincar e amadurecer.

Em nosso mundo, um adulto é aquele que para de brincar. Ele para de se desenvolver, o de crescer. Isso acontece com a gente automaticamente, porque primeiro a natureza nos impulsiona para que possamos crescer e, depois, quando o livre arbítrio aparece em nós, a natureza já não nos empurra mais e deixamos de nos desenvolver.

Portanto, essas pessoas, que decidem que cabe a elas continuar a se desenvolver, devem continuar a jogar esses jogos de infância, mas em outro nível, isto é, para construir suas vidas futuras. Elas simulam o que imaginam em suas fantasias, discutem entre si num grupo, em círculos, e constroem isso de tal forma que começam a sentir o mundo que estão abordando.

Quando a pessoa vê um exemplo do mundo futuro e constrói as corretas relações altruístas com seus amigos, mas não tem êxito, ela pede e exige, e a ajuda chega. No entanto, isso só acontece quando ela realmente anseia por isso. Apenas gritar e chorar não vai ajudar.

Da Convenção em São Petersburgo 14/07/13, Lição 6

Nós E O Resto Do Mundo

Dr. Michael LaitmanO homem não é livre para escolher nada na sua vida. Ele é levado a um grupo e levado para longe dele. Ele não controla isso. O que depende de nós é como construir um ambiente que fará com que cada um dos seus membros seja uma parte espiritual útil.

Por isso, é dito que a única atividade livre que depende de nós é a escolha do ambiente. A chegada de uma pessoa a um ambiente não depende dela, já que ela é levada lá. E a escolha do ambiente significa que em qualquer momento eu escolho minha integração máxima dentro dele. Será que o resto da humanidade, as pessoas sem um no coração, tem livre arbítrio? Não, elas não têm.

Só para nós é que há livre arbítrio em relação à construção do ambiente certo e na correta organização da humanidade. Portanto, nós temos responsabilidade, tanto para conosco quanto para com eles. Esta responsabilidade é muito dura. Se não construirmos tanto quanto possível o ambiente ideal para todos os sete bilhões de pessoas, então não poderemos avançar, porque somos a parte superior dentro da estrutura espiritual chamada Galgalta ve Eynaim (GE), e a humanidade é a enorme parte inferior da criação que é chamada de AHP.

A parte superior, GE, é a nossa parte particular, chamada “nosso grupo”, e sua parte inferior é o nosso AHP. Ele não pertence a nós, mas é algo que nós desenvolvemos: o método de educação e informação integral, vários cursos, e assim por diante.

Cabe a nós desenvolver o tema, para agir como adultos, como professores, em relação ao resto do mundo, e de acordo com o desenvolvimento do mundo, cabe a nós trazer o método e a informação integral a ele com preocupação e atenção.

Todo o resto do mundo terá de aceitá-lo porque, apesar de tudo, a Luz tem uma influência sobre todos nós, de tal forma que não há lugar para onde fugir. Ela influencia o mundo inteiro e o empurra com a ajuda do sofrimento, porque o AHP é o seu oposto (o mundo é um grande e egoísta sinal de menos), e quando a Luz influencia, ela desperta nele ainda maiores sentimentos negativos, crises e sofrimentos.

Em última análise, a humanidade procura o que fazer, mas não vai encontrar nada além da Luz, que será transmitida a todos através de nós, como resultado da educação integral. Nós precisamos criar e construir tudo isso para eles.

Por isso, além do trabalho em grupo em si, ele também deve cuidar de todo o resto até o grau necessário para despertar a humanidade, que é despertada para uma questão séria, e não no que se refere ao sentido da vida por causa de algum objetivo nobre, mas no que se refere ao sentido da vida a fim de ser liberado dos sofrimentos, das crises. Isso é suficiente para que nós comecemos a cuidar deles.

Quando eles descobrem seu absoluto desamparo, confusão e incapacidade de resolver os problemas terrestres comuns, e há consciência global de que eles não têm soluções práticas, nós podemos confiantemente sair para o mundo e começar a procurar os caminhos certos para quem e como trazer o nosso método.

Afinal, o mundo já exige isso inconscientemente, mesmo que ele seja como uma criança que ainda não sabe de onde, o que e como. Ele não sente que esta é a chave para uma vida diferente, para uma nova realidade, uma nova dimensão, porque para a maioria da humanidade não há nenhum ponto no coração e para nós há, e nós sentimos que algo deve ocorrer aqui. Existe algum tipo de solução aqui. Nós sentimos isso apenas ligeiramente, apenas na medida em que a Luz brilha sobre nós, e a Luz não tem qualquer influência sobre eles.

O que significa “não tem influência”? Nós estamos todos no campo da Luz, mas eles não têm um detector interno que possa determinar se há algum tipo de iluminação, que há algum tipo de alteração. Nós temos este detector; é o chamado “sexto sentido”. Portanto, tudo depende apenas de nós.

Nós temos uma responsabilidade para com todos. Além disso, nós recebemos a oportunidade de avançar espiritualmente apenas para levar o mundo inteiro a isso, e se não transmitimos a Luz Superior através de nós e não transmitimos nada através de nós, então sentimos apenas uma mínima iluminação, em outras palavras, apenas um estado de expectativa, um ponto morto, e nada mais do que isso. Portanto, cabe a nós levar isso em conta.

Pode ser que existam grupos com uma boa preparação interior. Seus membros estudam a sério, vêm para todas as palestras e lições, mas não querem sair. Em última análise, estes grupos vão se transformar numa barreira para a Luz espiritual, e como eles estão ligados a nós, eles nos sobrecarregarão e prejudicarão a todos nós.

Portanto, nós devemos ter cuidado, mas ainda assim obrigá-los, incentivá-los e animá-los com cuidado, tentando explicar e atraí-los para este trabalho. Afinal de contas, isto é necessário de um sistema integral global.

Se este é um sistema fechado, você não tem o direito de abandonar parte dele (mesmo que esta não possa ser uma pequena parte, mas cerca de 99,99% dela). Mesmo que fosse apenas 1%, mesmo assim, você não teria o direito de abandoná-los, porque se houver alguma parte não corrigida do sistema integral, analógico e fechado, então todo o mecanismo é corrupto. Assim, se uma necessidade de correção é descoberta no mundo, você deve pensar sobre todos os sete bilhões que necessitam dele e de alguma forma ativar o mecanismo.

O princípio da formação de todos os nossos grupos, ou do grupo mundial, também deve incluir toda a humanidade, porque chegou a hora de descobrir e revelar a relação geral entre nós.

Antes de Abraão, só Cabalistas isolados tinham realização espiritual. De Abraão em diante, eram grupos, e desde os tempos de Baal HaSulam em diante, é toda a humanidade.

Baal HaSulam escreveu na década de vinte do século passado que toda a humanidade é uma só família. Isso sugere que devemos considerá-los como parte do nosso grupo. Portanto, os princípios e fundamentos para a construção do grupo devem incluir este componente: como podemos interagir com o mundo todo.

Da Convenção em São Petersburgo 13/07/13, Lição 4

As Pessoas Virão Até Nós Por Conta Própria

Dr. Michael LaitmanO temor deve ser para saber se eu posso dar prazer ao Criador. Isso não pode acontecer antes de atingirmos a garantia mútua e antes que todos se preocupem. Em outras palavras, é temeroso saber se nos preocupamos com os outros. Eu não posso me voltar ao Criador antes disso. Ele só pode ser um objetivo, enquanto a minha preocupação com os outros é a condição que me ajuda a focar esse objetivo. Mas um não funciona sem o outro, como é dito: “Do amor pelas criaturas ao amor pelo Criador”.

Nós temos que organizar o nosso trabalho de modo que fique claro para nós que estas duas coisas estão conectadas, e que uma existe dentro da outra. A fim de me concentrar no Criador, eu preciso da intenção pela qual três componentes se conectam numa linha: o olho, a primeira vista e a segunda vista. Apenas conectando estas três partes: Israel, a Torá e o Criador, eu posso mirar e atingir a meta.

É impossível almejar de qualquer outra forma. Se eu tivesse um olho e uma visão eu poderia virar a arma da maneira que eu quisesse. Eu só posso mudar o eixo, uma linha direta de mim, do meu olho, se eu focar o grupo e através dele o Criador.

Portanto, eu posso testar o temor: se realmente me preocupo com todos ou se só penso nos amigos, se todo o meu trabalho é realmente a fim de doar, se me aproximo mais deles, se me preocupo com a igualdade e a conexão no grupo, como um pai que se preocupa com todos os seus filhos e sente que é menos importante do que eles. Eles são a coisa mais importante para ele; eles são seus mestres. Seus desejos determinam suas ações.

É assim que nós devemos sentir todos os membros do grupo. Se trabalhamos desta maneira, o trabalho não é feito no plano corporal, mas no espiritual. A Luz vai começar a passar por nós e nós vamos cumprir o método da Cabalá no mundo. É porque o mundo todo são partes de nossa alma. Nós não temos escolha, nós temos que levar a Luz ao mundo e corrigir esses vasos. Em seguida, esses vasos, essas pessoas, virão correndo até nós por sua própria vontade de se conectar conosco. Eles vão sentir que nós temos satisfação para eles em comparação com o exílio amargo que eles estão vivendo agora.

É assim que deveria ser a correta satisfação. Todos nós devemos estar mutuamente conectados, ou seja, eu me preocupo com todos, tanto quanto puder para que eles possam ter o que precisam. Sob tais condições, cada um vai receber a Torá, o que significa que, em resposta às suas ações, a Luz iluminará e resolverá tudo: tanto as conexões internas da pessoa com os amigos como a conexão de todo o grupo com o mundo exterior.

Só então teremos a Torá, a Luz que Reforma, se formos pelo menos inclinados à garantia mútua e todo mundo se preocupar com todos os outros. Nesse caso, a Luz opera no grupo e ela tem o poder de disseminar amplamente para o mundo.

Caso contrário, “o melhor é sentar e não fazer nada”, pois com o que você vai se dirigir ao público? Se as coisas não estiverem dispostas corretamente, você pode realmente realizar ações que são opostas à Luz. É porque a Luz funciona sempre automaticamente de acordo com os vasos e como eles estão dispostos, se de forma correta ou não. Isso vai mostrar seus erros, ou seja, você vai começar a avançar pelo caminho do sofrimento. Esta forma pode ser muito difícil e desagradável, especialmente quando tais erros se espalham numa grande multidão. Portanto, o nosso trabalho tem que ser muito meticuloso e preciso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/10/13, Shamati # 38 “O Temor de Deus É Seu Tesouro”

Num Submarino

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos sentir todos os amigos, a fim de aspirar por mais conexão?

Resposta: Para fazer isso, nós devemos trabalhar juntos para cumprir uma missão. Suponha que entramos num submarino e saímos para o mar. Vai ser uma experiência difícil e perigosa em que todos dependem dos outros. Eu tenho um sentimento muito forte de que o erro de uma pessoa ou o defeito de outra signifique que todos vamos nos afogar.

Nós estamos no meio de um grande oceano, a milhares de quilômetros de distância de qualquer costa, nas profundezas, e, de repente, uma das válvulas estraga. Agora é impossível bombear a água dos tanques de lastro. Juntos, vamos tentar encontrar uma solução para subir à superfície.

Em tais circunstâncias, neste estado, nós temos que ascender à unidade.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Sob Pressão

Dr. Michael LaitmanPergunta: De quem eu recebo um desejo maior: do grupo ou do público externo?

Resposta: Trata-se de duas formas diferentes de desejo. Eu recebo a necessidade de unidade e coesão do grupo, e a necessidade do Criador do público externo. Sim, precisamente pelo Criador.

Afinal, eu mesmo não tenho nenhuma necessidade Dele e nem os meus amigos. O ponto no coração só nos dirige em Sua direção, mas não dá qualquer impulso real; ele não aumenta a “carne” do desejo; ele não forma um vaso esfomeado, vazio.

Ao nos unirmos com os amigos, nós não exigimos o Criador. Nenhuma pressão ou anseio nos leva a fazer isso. Quanto os nossos próprios desejos podem nos estimular? Um pouco mais e um pouco mais, mas é uma pressão artificial. Todo mundo é um grande cara, todo mundo tem razão; não existe desejo entre nós que nos obrigue a agir sem saída.

Quando é que isso vai surgir? Quando as pessoas nos obrigarem a responder às suas necessidades, sejam elas quais forem. Nós vamos nos encontrar sob pressão; a necessidade de ajudá-las a se elevar, para cuidar delas e ajudá-las, e isso é quando nós realmente precisamos do Criador. Um inevitável e irresistível desejo pode vir a ser criado apenas sob a pressão externa.

É por isso que não temos possibilidade de avançar em direção ao Criador, se não sairmos para o mundo e não cuidarmos de um grande público.

Mesmo a necessidade de unir-se no grupo não vai ser salva sem uma pressão externa. Na verdade, por que precisamos no unir? Aquele que não quer nada para si mesmo se sente bem numa cabana numa floresta sem amenidades. Os vasos de doação não sentem a necessidade de se unir. Os pontos em seus corações não procuram isso por si mesmos.

Mas o que eles vão trazer ao Criador? Que tipo de vasos de recepção é capaz de levar à correção? Acontece que, na verdade, não temos nada.

Por outro lado, a unidade das massas tem um enorme potencial de vasos que ainda não se manifestaram, tanto materiais e, especialmente, espirituais.

É por isso que a conexão no grupo, bem como a preocupação com o público, só é possível sob a pressão externa. O Faraó ajuda os filhos de Israel a fugir do Egito. Seu exército os persegue, “pairando sobre eles”, obriga-os a entrar no Mar Vermelho e depois situa-se no Monte Sinai. Eles não concordam, mas depois da quebra das primeiras tábuas, eles recebem a Torá, e o processo continua.

Nós não conseguimos sem a pressão externa; ela é necessária para nós. Sim, através da união entre nós, nós podemos de certa forma neutralizar essa pressão, mas não completamente.

Pergunta: Será que todos os amigos precisam se conectar com os desejos externos ou basta que o grupo mundial como um todo esteja envolvido nisso?

Resposta: Ambos. Tanto o trabalho individual como o geral é necessário aqui em várias formas. Primeiro, nós temos que ficar juntos internamente, a fim de entender como chegar ao público externo e, em seguida, tornarmo-nos integrados a ele para sentir novamente a necessidade da unidade interna. Assim, nós precisamos exigir a revelação do Criador entre nós, a fim de dar-Lhe prazer, ao transferir satisfação ao Kli externo.

Assim, nós vamos tomar o lugar do condutor, o “canal de transmissão”, o elo de transição, e perceber o nosso destino.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/13, Escritos do Baal HaSulam

O Comboio Para Em Cada Estação No Caminho Para A Meta Da Criação

A maior dificuldade no caminho é que nós não sentimos nenhuma carência para o objetivo da criação. A nossa carência é o oposto porque eu penso naturalmente somente no meu estado interior, como completar o que me falta, como o alcançar. E se eu tiver tudo, depois não penso em mais.

Mas eu não estou preparado para pensar em como preencher tudo o que falta em todo o universo, incluído os estados inanimado, vegetal, animal, e humano, ou como agradar ao Criador através destes estados. Faltar-lhe-á algo a Ele? Em não sinto as Suas carências. De algum modo eu sinto as carências dos outros, mas não o desejo do Criador. Como posso eu saber como O agradar? Eu não tenho em mim a carência correta, nem sequer tenho o começo de tal carência.

Mas o estado final corrigido que já existe na natureza afeta-me, apesar da falta de desejo, eu ainda sou atraído para ele, senão no meu coração, pelo menos por curiosidade. Ou então eu posso obter a carência do meio ambiente, ou do grupo. Todos continuam a salientar o quão importante isto é, então eu começo a prestar atenção e trabalho nas carências dos outros. Neste caso, o estado final de perfeição atua em mim e eu começo a despertar as mudanças em mim.

Ou eu vejo, à medida que os anos passam, que eu ainda não tenho nada, então eu começo a considerar o que mais posso fazer. Eu não estou preocupado com a importância do objetivo, somente com os anos que desperdicei. E vejo que depende de mim fazer algo.

Nós devemos de começar a trabalhar com o meio ambiente, de modo a obter a carência dele, e em resposta, a “Luz Circundante” chega e começa a mudar-me mais e mais.

O principal é trazer-me a uma carência, a um Kli, e não ao contentamento. Depende de mim imaginar que estou perante a “ Luz Circundante” durante todo o tempo e também só depende de mim perguntar! É como se eu chegasse à bilheteira de uma estação de comboios/trens, espreitasse e pedisse um bilhete de comboio/trem.

Tenho de sentir de modo absoluto que vou ter o bilhete mas só na condição que eu saiba para onde preciso de viajar e qual é a próxima estação. Mas como sei onde é a próxima estação? Para o fazer, eu tenho de estar incluído no grupo, em investir nele, em desaparecer nele, e em absorver a carência dele. Se eu chego à bilheteira para comprar o bilhete com esta carência, então sem dúvida eu não o irei perder; eu terei o bilhete para o comboio/trem certo, para a próxima estação.

É assim que avanço de estação em estação. E torna-se cada vez mais claro que a estação no destino final é trazer contentamento ao Criador. Isto também é expresso como uma carência. Porque eu começo a dar satisfação às criaturas, eu recebo uma pequena parte do desejo por dar prazer ao Emanador, o Criador, ” todo o tempo. É assim que este desejo se torna retratado de um modo cada vez mais claro.

Mesmo que o meu pedido seja muito simples e eu ainda que eu não entenda exatamente o que estou a pedir, eu recebo a Luz em resposta um conjunto completo de dez Sefirot . Isto inclui também a Luz correspondente ao coração de pedra, e eu começo a perceber que é impossível para mim usá-la. Isto inclui também a luz correspondente a Sefirot de Keter, que pertence a um nível acima de mim. Dentro de Keter do inferior, nós já sentimos Malchut do superior.

É assim que eu começo a ligar vários estados do passado, presente e futuro em mim. Eu já começo a entender como depende de mim durante o tempo todo construir uma forma cada vez mais avançada Eu começo a sentir os ciclos, a rotação das rodas que, por vezes, giram para a frente, outras vezes para trás, mas sempre impulsionam o comboio/trem para a frente. As rodas giram em direções diferentes e opostas, mas o comboio7trem aproxima-se progressivamente à meta.

Em toda a complexidade dos estados, a coisa mais importante para mim é pensar sobre o ponto de uma verdadeira oração, que deve ser uma oração pelo desejo de doar. O principal: é o desejo de procurar e não o desejo de doar, que é um Kli, a oração antes da oração , a carência de uma carência pela doação. Que é especificamente o que eu preciso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, Escritos de Rabash