Textos na Categoria 'Torá'

O Pensamento Da Criação Através Das Figuras Na Torá

Dr. Michael LaitmanAdam HaRishon (primeiro homem) é a estrutura da alma única que foi criada e que sofreu grandes mudanças após a quebra. Primeiro, ele existia no estado de Hafetz Hesed, e não recebia nada e não queria nada para si.

Este estado é chamado de Jardim do Éden (céu) ou um anjo.

Um anjo é uma força que não tem qualquer ego. Ele executa todo o trabalho que é necessário para a força geral da natureza. É dito que um anjo é parte do Criador.

Ele é gerido pela força superior que opera e avança toda a criação em direção à meta, para alcançar o atributo de amor e doação.

Pergunta: Existe um Reshimo (reminiscência) do estado de Adam HaRishon em nós?

Resposta: Existem Reshimot, genes espirituais, de todos os estados em nós. É porque nós descemos ao nosso mundo a partir do nível espiritual de plenitude absoluta, e agora temos que subir uma vez mais por nós mesmos usando os Reshimot que foram preservados em nós, mas devemos fazê-lo de forma consciente ao atrair a força superior e corrigir a nós mesmos por ela. Esta força é chamada de Torá, da palavra hebraica “Ohr” (Luz).

Nós gradualmente aceitamos a Luz Superior, pois ela chega de forma gradual, de acordo com a nossa ascensão. O sistema superior de iluminação nos formata e afeta, nos eleva e corrige pela reintegração de todos numa estrutura geral que é a mesma alma geral que foi inicialmente criada.

Isso resume toda a história da nossa descida de cima para baixo e nossa ascensão de baixo para cima. A subida de baixo para cima começou quando a alma geral chamada Adão foi quebrada e descobriu que era totalmente egoísta, e que não estava pronta para o contato com a Luz, com o Criador. Isso é chamado  pecado de Adam HaRishon e a expulsão do Jardim do Éden.

O Criador desapareceu dos sentimentos das pessoas, e elas foram deixadas para vagar pela terra na escuridão corporal. Esta é a razão pela qual todos nós estamos totalmente quebrados, separados e distantes um do outro neste mundo.

Vinte gerações de Cabalistas após Adão tentaram corrigir esta situação, mas as primeiras dez gerações entenderam seus problemas e que não podiam fazer nada até que Noé aparecesse. Noé foi salvo durante o dilúvio, enquanto a maioria das pessoas morreu.

Esta não foi uma morte e perda, mas a purificação, porque não há morte real. As pessoas que morreram simbolizam os desejos egoístas que não podemos usar num determinado momento.

Esta é a razão deles serem considerados mortos. No entanto, mais tarde, eles voltam à vida na forma corrigida e, portanto, aparentemente aparecem nas próximas gerações.

Eles são os mesmos desejos que passaram por fases de purificação através da morte em sua forma egoísta anterior e depois voltaram à vida de uma forma altruísta. Assim, as dez gerações que se seguiram a Noé já são gerações que estão mais perto de Abraão, do reconhecimento do correto avanço espiritual.

O último nível antes de Abraão foi seu pai Terach. Terach é o sentimento do ego que nós queremos usar e gozar, enquanto Abraão é o reconhecimento de que esse ego é mau, o que significa o seu lado oposto.

Abraão e Terach são um único conjunto, mas a parte chamada Terach quer trabalhar com o ego e a parte chamada Abraão já entende que está proibida de trabalhar com o ego e que isso significa a morte.

É por isso que eles se separam. Abraão muda sua atitude perante a vida, em relação ao mundo chamado Terach e torna-se Abraão, ou seja, o pai da nação em hebraico. Isso significa que ele se torna o pai de todos os desejos que, no final, serão corrigidos.

De KabTV “Segredos do Eterno Livro” 18/06/14

Leve O Bem Ao Povo

Laitman_931-01O Zohar, “Comentário Sulam“, Capítulo “Be-ar“: “Viva no campo…” “Viva no campo” refere-se ao campo mais elevado, Malchut, pois não há homem no mundo que possa viver em Malchut até que o bem desperte nele, Yesod de Zeir Anpin, uma vez que Malchut sem Yesod é cheia de julgamentos duros.

Quando um homem o despertou com suas boas obras, parecia que ele tinha “criado” o bem por conta própria. Depois, eles dizem, “viva no campo”, viva dentro dele, que está em Malchut, e coma os seus frutos e seja feliz com ele.

Malchut de Atzilut é esta alma comum, única. Se, ao correr pela bondade e amor, e desejando-lhes a todo o resto, eu posso me conectar com todas as criaturas (natireza inanimada, vegetal, animal e humana) numa única entidade, então eu vou ser incluído em Malchut.

É perfeitamente possível que, num primeiro momento, eu possa junta-lo com um pouco do meu egoísmo, talvez com a sua décima parte. Isto é, quanto eu vou ser capaz de conectar a Malchut, fazendo-a se mover em direção ao próximo nível, Zeir Anpin, onde há a maior Luz. ZeirAnpin vai preencher a parte que eu criei em Malchut pela sua boa intenção.

O objetivo da nossa correção é a chegada completa na alma plena, em Malchut. Portanto, se eu desperto o desejo comum na alma pela bondade e amor, eu tomo o meu próprio lugarzinho nela, o meu ponto. Então, a minha motivação sobe acima e manifesta a Luz superior sobre esse ponto, a Luz que se acumula dentro de Malchut.

Isto é, nós subimos a ela desde baixo, e a Luz Superior desce lá de cima, e, assim, ela é preenchida com os nossos bons desejos e a Luz Superior. Isso encerra nossa existência terrena, e nós nos tornamos habitantes do mundo do Infinito.

O objetivo de cada um de nós é que nos corrijamos até este estado e subamos ao mundo do Infinito. Nós estamos no caminho para a meta, conectando-nos com Malchut em todos os sentimentos, pensamentos, desejos, e atravessando gradualmente os 125 graus espirituais, porque há 125 limiares egoístas dentro de nós.

Pergunta: A fim de subir, nós precisamos manifestar um estado de amor e bondade. Como isso se relaciona com a unidade entre nós?

Resposta: Apenas a unidade com todos os outros e o esforço em se conectar com o mundo para levar o bem às pessoas através de mim, é que ter a oportunidade de entrar em Malchut. Só assim eu vou poder entrar em contato com a minha alma. Caso contrário, eu não tenho uma alma. Caso contrário, eu sou apenas um egoísta, um animal.

Através do amor do meu próximo eu me movo rumo ao amor pelo Criador, e, no desejo de levar o bem aos outros, eu corro para receber a Luz superior, a fim de passá-la através de mim a eles. Só neste caso eu posso conquistar uma parte da minha alma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/14

Um Juramento Que Não Pode Ser Quebrado

laitman_528_02A Torá, “Levítico”, 23:24-23:25: …No dia primeiro do sétimo mês vocês terão um dia de descanso (Shabat), uma reunião sagrada, comemorada com toques de trombeta (Shofar). Não realizem trabalho algum, mas apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo.

A pessoa é um desejo de receber, de desfrutar. Não há nada nela, exceto um desejo egoísta. Isso significa que ela tem que se limitar de alguma forma e sacrificar seu ego. Eu, por exemplo, parei de fumar, se é que isso pode ser contado como um sacrifício de certos prazeres.

Na verdade, não é um sacrifício, mas um cálculo simples: eu quero ser mais saudável, o que significa que sob a influência do ambiente a pessoa calcula o que é mais benéfico e o ambiente aumenta os benefícios desta ação específica. Foi o que aconteceu quando eu parei de fumar. Eu estava com um casal de amigos e nós juramos um ao outro que iríamos parar de fumar. Todo mundo jogou seu maço de cigarros no centro do círculo e nós juramos que nos empenharíamos em manter o juramento.

Em outras palavras, se eu prometi aos meus amigos no círculo, eu tenho que manter a minha promessa, uma vez que se tratava de uma ação espiritual que eu estava prestes a realizar com os amigos com quem cheguei a esta decisão unificada. Eu queria estabelecer uma conexão ainda maior com eles através dessa ação, que é a preparação para o sentimento da revelação do Criador, e assim eu vejo isso como uma ação espiritual.

Não há maior traição do que quebrar um juramento (promessa), porque é trocar um estado pelo outro quando elevamos a decisão terrena ao nível espiritual. De um modo geral, com tal anseio pela unidade nós podemos nos comprometer com qualquer coisa e isso vai ser alcançado. Isso já depende das pessoas.

Pergunta: Por que as pessoas às vezes quebram seus juramentos (promessas)?

Resposta: A pessoa se desprende do círculo. Existem duas abordagens que ela deveria constantemente renovar internamente e até mesmo cultivar: primeiro, ela se agarra ao ponto de vista de que agora ela é muito mais do que plena, perfeita, mais pura e superior em comparação com o estado em que estava antes, quando fumava, por exemplo, e, assim, atinge um novo nível. Em segundo lugar, ela tem que sentir constantemente que está na frente de seus amigos e que não pode traí-los, já que o Criador é um testemunho desse juramento.

Se eu continuo me encorajando de que estou num nível superior ao que estava antes, ou que estou diante dos amigos e prometo-lhes (na verdade, não para eles, mas para mim mesmo) que nunca mais vou fumar um cigarro, isso me dá energia e eu sinto que nada é tão difícil. Eu sei que poderia sofrer muito se não fosse pelos amigos, uma vez que a fisiologia de uma pessoa não muda. Mas é, na verdade, porque eu imagino que estou comprometido com eles que não tenho nenhum problema.

Para nós foi uma lembrança de Israel. Nós entendemos que havíamos nos reunido não simplesmente para parar de fumar, mas que também pudéssemos usar este meio (o grupo), a fim de nos purificarmos ou até mesmo para percebermos que isso era possível, com a ajuda da sabedoria da Cabalá e nosso avanço.

Pergunta: A que se refere o toque do Shofar neste caso?

Resposta: O toque do Shofar refere-se a algo que não pode ser expresso, que decorre do coração, não de um indivíduo, mas de todos juntos. O toque do Shofar simboliza esse estado, que decorre de Malchut que quer que o Criador apareça, a fim de realizar uma conexão espiritual e dar à Luz ao próximo nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/06/14

A Luz Da Torá E A Influência Da Mitzvah

laitman_527O Zohar com o “Comentário Sulam“, “Parshat Tzav“, parágrafo 50: Além disso, “O fogo arderá continuamente sobre o altar…”. Esta é a Torá; isso é o que é dito sobre ela. “Certamente, as minhas palavras são como fogo”, diz o Criador, você certamente não vai extingui-las, pois uma transgressão não extingue a Torá. Mas uma transgressão extingue uma Mitzvah….

Há Torá e há Mitzvah. Torá é a Luz geral que age sobre nós e nos faz avançar. Este é o sistema geral.

Suponha que no mundo físico, a física e as leis em que nós existimos nos ajudam a explorar algum espaço. O mesmo ocorre com a Luz da Torá. Ela nos mantém em níveis espirituais o tempo todo; não faz diferença se estamos acima, abaixo, numa descida ou subida. Nós estamos em descidas e subidas o tempo todo, uma vez que devemos cair constantemente no ego e transformá-lo em altruísmo até nos movermos por todo o nosso ego e corrigi-lo por meio do altruísmo.

As intenções “a fim de receber” são deixadas de lado e nós movemos nossos desejos para o outro lado com as intenções “a fim de doar”. A queda no ego e a nossa saída dele são semelhantes ao movimento de um pistão para cima e para baixo, do menor ponto crítico ao ponto mais alto onde nos encontramos em estados contrastantes: com uma intenção altruísta ou uma intenção completamente egoísta. A fim de sair deste estado existe uma força geral chamada Torá, a Luz que nos avança.

A queda num estado inferior é chamada de pecado. A subida para o estado mais elevado é chamada de Mitzvah, correção. Nós estamos constantemente entre o pecado e a correção, pecado – correção. Por isso, diz, “Não há Tzadik (justo) na terra que faça o bem e não tenha pecado” (Midrash Rabá Kohelet 7), e só depois que ele corrige o pecado é que se torna um Tzadik. O estado em que eu me encontro no ponto alto depois de ter corrigido o pecado é chamado de Mitzvah. É assim que a ignição é criada em mim. Da mesma maneira que um êmbolo que atinge o ponto mais alto quando comprime a mistura de combustível e entra em ignição, a Luz também aparece em mim, que é uma força adicional pela qual eu avanço.

Graças a esse poder de movimento, eu começo a entender mais, a reconhecer, a ver, ser integrado em tudo. É exatamente isso que me ajuda e me obriga a descer para a próxima situação, num ponto ainda mais baixo, num ego maior. Afinal, se eu acumular energia suficiente, eu posso descer, perceber meu desejo egoísta, descer na escuridão absoluta, passar pelo ponto mais baixo e subir novamente.

A Mitzvah é um estado elevado, uma Luz adicional que é criada como resultado da queima do meu poder egoísta, transformando-o em altruísmo. Isto significa que na Luz geral da Torá é adicionada a Luz chamada Mitzvah. Tanto a Torá como a Mitzvah existem apenas na parte superior. A Luz adicional possibilita que eu desça na parte mais baixa e egoísta. Mas quanto mais eu desço, o poder da Luz da Mitzvah também desce. Então, quando eu chego à parte inferior, eu estou pronto para passar por ela só porque tenho uma pequena Ohr Makif (Luz Circundante) geral, que é chamada de Luz da Torá. Ela me atinge a partir do ambiente, do grupo, tal como um líquido que flui de um vaso para outro.

Pergunta: Por que não podemos explicar isso às pessoas?

Resposta: Depende da própria pessoa a produção de todos esses estados dentro de si. Caso contrário, as minhas palavras só vão continuar sendo um bom exemplo para ela. Depois de um dia ou dois, mesmo depois de dois minutos, ela vai esquecer tudo. Mas, apesar de tudo, ela ainda deve pesquisar e se obrigar a passar por esses estados, como uma criança que recebe intencionalmente uma tarefa de modo que sue e tente, e assim cresça. Os exemplos prontos não ajudam.

Pergunta: Mas será que uma pessoa está preparada para lidar com isso sozinha?

Resposta: Não, ela só pode fazer isso com a ajuda do grupo. Para onde eu iria dirigir a Luz que recebi depois que desci? Ao grupo, assim como um receptáculo.

Por exemplo, o torque do virabrequim opera o pistão. O torque rotativo que acumula a energia é o grupo. Portanto, eu sempre posso avançar para cima e para baixo através de movimentos para trás e para frente em relação ao grupo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13

Sobre A Beleza Interna

laitman_543_02A Torá, “Levítico”, 21:16-21:18: Disse ainda o Senhor a Moisés: Diga a Aarão: Pelas suas gerações, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poderá aproximar-se para trazer ao seu Deus ofertas de alimento. Nenhum homem que tenha algum defeito poderá aproximar-se: ninguém que seja cego ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado;

Do ponto de vista espiritual, um “defeito” é uma falha, a corrupção interna de uma pessoa, uma falha no seu anseio espiritual pela conexão e unidade.

Pergunta: Como é determinada a falha interna de uma pessoa?

Resposta: É impossível determiná-la externamente, já que ela está oculta até mesmo da pessoa até que ela a descubra dentro dela sozinha. Isto é chamado de sabedoria oculta ou conhecimento oculto. É apenas na medida em que a pessoa pode revelar o defeito dentro dela e suportá-lo que ela pode realiza-lo corretamente.

O defeito é totalmente não sentido e não pode ser visto de fora, já que ninguém sabe quais são as intenções de uma pessoa. Ela pode executar ações que podem parecer totalmente estúpidas e até prejudiciais, totalmente insípidas e egoístas, de fora, mas, na verdade, tudo é totalmente diferente, porque o caráter e a qualidade da ação determinam a intenção.

Comentário: Mas em nosso mundo tudo é oposto à Torá, que se refere apenas às intenções quando fala sobre uma pessoa.

Resposta: Essas limitações não se referem à aparência externa da pessoa, claro. Moisés, por exemplo, é descrito como muito bonito, alto e fortemente estruturado. Pode uma pessoa de 120 anos de idade realmente parecer dessa maneira? Trata-se apenas da sua pureza e beleza interna.

Eu entendi isso pela primeira vez quando estudei com o Rabash. Ele me pediu para ajudar a encontrar um par para certa garota… e eu decidi apresentá-la a um cara que estudou com a gente. A menina era muito inteligente, muito esperta e uma pintora talentosa que mais tarde deu uma de suas pinturas como presente para o Rabash. Eu convidei o garoto e a garota para almoçar na minha casa e eles conversaram; depois, eu fui dar uma volta e duas horas depois ele veio para a aula e me disse que não gostou da aparência dela. Eu passei esta informação para o Rabash, vitos que o futuro da garota era muito importante para ele. No começo ele não entendeu o que tinha acontecido, mas quando eu expliquei-lhe, ele perguntou: “Então, ele apenas olhou para sua externalidade?!” O cara não conseguiu subir acima de sua razão, e, no final, a vida não deu certo para ele ou para a garota. Ele se casou e teve cinco filhos, mas eles se divorciaram depois de um tempo. Ela se casou e teve um filho e se divorciou do marido.

Rabash sempre disse simplesmente: “O amor é um tipo de animal que é construído por concessões mútuas”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14

Nutrição Humana

laitman_560A Torá, “Levítico”, 23:14: Vocês não poderão comer pão algum, nem cereal (feito de farinha) tostado, nem cereal novo, até o dia em que trouxerem essa oferta ao Deus de vocês. Este é um decreto perpétuo para as suas gerações, onde quer que morarem.

O pão representa a característica de Hassadim (misericórdia), de modo que a correção de uma pessoa ocorre precisamente em torno destes estados.

Em nossa correção espiritual antes do Omer (feixe), nós estamos envolvidos com tudo, não só com pão. Pão é alimento humano. Aqueles que corrigem o Omer dentro deles — ou seja, aqueles que colhem, reúnem, amarram e o transformam em produtos cozidos feitos com farinha — alcançam o nível de doação completa.

Pastelarias (produtos cozidos feitos de farinha) referem-se à realização de desejos egoístas que crescem do chão, do estado mais baixo, onde a pessoa pode cultivá-los e transformá-los na característica de doação.

Como regra geral, características egoístas no nível inanimado são encontradas em cada um de nós, para que possamos corrigi-las sem qualquer problema. Mas aqui isso está falando sobre como desenvolver as características egoístas dentro de nós mesmos que se transformam em alimento para o nível espiritual, Adam.

Com isso, nós criamos nossa investigação pessoal interna porque sabemos como desenvolver o ego dentro de nós, como gerenciá-lo, como ele crescerá nas linhas esquerda e direita, e, assim, podemos corrigi-lo, comparando e combinando-as, avançando na linha do meio.

Tudo o que é mencionado na Torá é destinado apenas para a nossa conexão e unificação e ensina em que nível, em que condições, quais partes do nosso desejo, estão conectadas e se completam mutuamente com semelhança e equivalência com o Criador. Isto é tudo o que uma pessoa precisa fazer neste mundo além da satisfação mínima de suas necessidades básicas.

Quando nós terminarmos nossa correção espiritual, provendo-nos com os níveis inanimado, vegetal e animal através dos “frutos da terra”, este mundo desaparece. E nós continuamos existindo num estado eterno e corrigido. Nós tentamos alcançar isso enquanto ainda estamos vivos neste mundo. A sabedoria da Cabalá nos foi dada para esse propósito.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

Parentes, Parentes

laitman_232_04A Torá, “Levítico”, 21:1 – 21:3: Disse ainda o Senhor a Moisés: Diga o seguinte aos Cohanim (sacerdotes), os filhos de Aarão: um Cohen (sacerdote) não poderá tornar-se impuro por causa de alguém do seu povo que venha a morrer, a não ser por um parente próximo, como mãe ou pai, filho ou filha, irmão, ou irmã virgem dependente dele por ainda não ter marido; por causa dela, poderá tornar-se impuro.

No trabalho espiritual, a pessoa se encontra sempre como um componente intermediário entre características superiores e inferiores. As características superiores do sacerdote são dirigidas ao Criador. As características inferiores são aquelas que sustentam e apoiam um desejo que é dirigido ao Criador e procedem de acordo com uma hierarquia dirigida para baixo. A pessoa se baseia aparentemente nesses desejos, e cada um deles está conectado a ela no nível dela, quando ela se anula e está incluída em sua ânsia pelo Criador. Com isso, eles justificam sua missão.

Isto é, “… por um parente próximo…” simboliza os desejos do sacerdote (Cohen) que não são relevantes para a sua conexão direta com o Criador, mas para níveis inferiores.

Na criação, nada foi criado além do desejo. Portanto, nosso trabalho é dirigi-lo à doação, ao Criador, assim como Ele dirige Sua ação a nós, e então nós atingimos a adesão.

O sacerdote (Cohen) é uma característica que está pronta para elevar todos os desejos que estão abaixo de acordo com uma hierarquia e dirigi-los à conexão com o Criador.

Os Levitas são o mecanismo de execução, moldando os desejos que se encontram abaixo do sacerdote. Eles entendem os sacerdotes e sabem como realizar suas instruções.

Israel representa os desejos ainda inferiores que podem ser subservientes aos Levitas e, através deles, ao sacerdote (Cohen), e eles constituem uma conexão entre os desejos superiores e os desejos que se chamam as “nações do mundo”, e abaixo dos desejos das nações do mundo estão os desejos do animal, vegetal e inanimado.

Todos os desejos devem ser dirigidos juntos à unidade geral, e quando ela for atingida, dentro dela a característica de doação total mútua é descoberta. Imagine por um longo tempo que você está meticulosamente reunindo algo, e de repente isso começa a brilhar internamente. Isto significa que o poder dos desejos atinge este tipo de unidade, quando começa a brilhar. Esta é a descoberta do Criador.

Em outras palavras, essa unificação mútua entre as características das criaturas acontece quando o Criador é descoberto. Ele brilha por toda a pirâmide de acordo com a lei de equivalência entre o desejo e a Luz. Este é o objetivo do nosso desenvolvimento, enquanto que o objetivo da nossa existência é atingir este estado e avançar rumo a algo que, por enquanto, ainda é desconhecido para nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14

A Força Especial Dos Feriados

laitman_744Pergunta: Existe uma força especial que opera em nós e nos afeta? Existe uma iluminação especial que brilha sobre nós?

Resposta: Um feriado é um estado especial no mundo, quando o desejo se torna semelhante à Luz de alguma forma e a cooperação entre o desejo e a Luz é chamada por um nome especial que coincide com a Gematria (valor numérico da Torá) cabalística. Um feriado é caracterizado pelo acúmulo dos níveis anteriores, até certo novo nível qualitativo.

Em nossa vida, por exemplo, a psicologia é um campo muito significativo: a psicologia da criança, a psicologia das massas, a psicologia social, etc. Nestas estruturas nós tendemos a nos imaginar em diferentes situações e só as sentimos porque queremos senti-las tanto. Mas estes não são os estados espirituais e não têm nada a ver com os feriados.

A pessoa que está subindo a escada espiritual, por outro lado, desperta em si mesma e até na nação uma onda especial de influência a partir desse nível, mesmo que ela não tenha atingido o nível do feriado, pelo simples fato de que ela tenta subir a ele através da realização de certas ações mecânicas em nosso mundo com o conjunto da nação. Isso só é possível quando todos anseiam em alcançar isso juntos.

Durante o feriado de Shavuot (entrega da Torá), por exemplo, nós vemos a localização dos planetas, da lua e do sol que correspondem a esta ação espiritual, o que significa que a força superior também é organizada de certa maneira. Se, além disso, toda a nação ansiar por isso, ela receberá uma iluminação especial, pois toda a hierarquia do sistema da criação está sincronizada. Mas uma pessoa comum que não sabe nada sobre o trabalho espiritual, e simplesmente faz o que tem sido ensinada, não percebe essa iluminação e só tem a sensação psicológica deste feriado. No entanto, as pessoas que anseiam pelo significado interior do feriado sentem certa iluminação e, portanto, podem executar correções adicionais durante este tempo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/06/14

A Força Destrutiva Ou A Força Criativa

laitman_232_08Está escrito no Zohar: Enquanto o Tabernáculo não foi criado, houve hostilidade, inveja, conflito, disputa e controvérsia no mundo…

Se duas forças opostas agem sobre a mesma substância, compartilhando o mesmo espaço, quando elas se encontram, elas criam estados de ódio, inimizade, rivalidade, conflito e controvérsia.

Portanto, isso se refere a estados que existem entre duas diferentes opiniões, ações, direções e objetivos. Uma guerra está acontecendo entre opostos.

…na verdade, desde que o Tabernáculo foi montado, amor, simpatia, respeito, justiça e apoio foram concedidos ao mundo.

Acima das duas forças opostas, surge uma terceira força, que se torna sua reconciliação. Ela usa todas as situações negativas que são criadas entre as características contrastantes de uma forma oposta: pela conexão e a realização de uma nova característica dessa conexão.

É possível chegar ao amor, respeito, bondade e acordo apenas e somente se isso for precedido pela identificação das características opostas entre as duas forças, estados opostos como o ódio, a inveja, competitividade e assim por diante. Só depois disso é que é possível corrigir a sua conexão.

As próprias forças permanecem. Nós não as corrigimos porque elas são opostas em sua natureza, como positivo e negativo, elétron e pósitron. Não só não podemos fazer nada, mas também não temos sequer o direito de tentar mudá-las. E nós podemos de fato influenciar a sua cooperação e criar todos os tipos de coisas entre elas.

Por exemplo, qual é a base para cada arma? Duas características opostas e sua destruição mútua; do fosso entre elas, ambas são reunidas.

E, inversamente, a criação é baseada no uso correto do positivo e negativo, onde nós colocamos algum tipo de dispositivo entre eles, de modo que as duas forças irão se completar, a conclusão sendo o amor, a justiça e o acordo.

Quando duas forças opostas não colidem uma com a outra, mas trabalham com um esforço comum, elas se tornam uma força criativa, uma força construtiva.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/12/13

Feriados Comemorativos São Níveis De Ascensão Espiritual

laitman_285_02Existem níveis na ascensão espiritual onde cada um tem uma qualidade e um valor único, e são chamados de datas comemorativas.

Um feriado comemorativo é uma data especial no trabalho espiritual que não tem nada a ver com os outros dias do ano que se correlacionam com os movimentos do sol, da lua e da Terra.

Quando uma pessoa ascende ao nível de um feriado especial (Moadi), ela afeta o seu passado, presente e futuro, e tudo o que ela fez ao longo de sua vida, de uma forma especial. Além disso, isso pode elevá-la a um novo nível, temporária ou permanentemente.

Estes feriados especiais diferem, mas cada vez eles têm um efeito qualitativo sobre a pessoa e, portanto, são apontados na Torá.

Tudo o que é dito na Torá e que nós devemos saber é sobre a escada espiritual em que ascendemos, corrigindo-nos em relação ao Criador. Não há nada além disso.

Cada evento que acontece em nossa vida vazia, sem valor e inútil, é acrescentado a esta escada, uma vez que ela se baseia na correção do desejo. O desejo é a única matéria da criação, que inclui os níveis de evolução da natureza inanimada, vegetal, animal e falante.

O desejo cresce continuamente, sobe, e é corrigido. Este movimento percebe e absorve a matéria de todos os mundos e a força que controla esta matéria.

Estas datas especiais são níveis especiais nos quais há elevadores verticais e horizontais, como resultado do mérito acumulado anteriormente. Eles de repente entram em erupção, se conectam e, portanto, fornecem o resultado.

O elevador vertical refere-se a descidas e subidas, enquanto que o elevador horizontal refere-se à conexão de um grande número de pequenas almas, de fragmentos, que no nível atual começam subitamente a se fundir. Mesmo em nosso mundo, uma data comemorativa é um grande evento.

Estas incluem a elevação de indivíduos em sua compreensão e a criação também pode ser atribuída a eles, mas apenas uma que se desenvolva em nossa percepção de algo grandioso. Assim, esses dois fenômenos fazem parte das datas comemorativas.

Consequentemente, há elevadores horizontais para as massas e elevadores verticais que conectam os feriados, curiosamente, complementando-se mutuamente. Por um lado, uma única figura tem um impacto sobre a história, e por outro lado, as massas não têm um impacto sobre a história. História significa avanço.

A questão é saber se um pode ser utilizado no lugar do outro. A experiência prática mostra que uma dona de casa não pode governar o país, mas será que as massas serão capazes de substituir uma figura especial se estiverem conectadas?

Isto é possível quando uma conexão perfeita é atingida. Neste caso, as massas se tornam a figura mais proeminente ao perceber e absorver todos os Cabalistas individuais e se tornar como um homem em um só coração, como no encontro no Monte Sinai.

Comentário: Porém, Moisés era o líder.

Resposta: Moisés é a figura coletiva da nação que anseia pelo Criador, que pode reunir e juntar seus pontos mais elevados que estão separados de tudo o que está abaixo. A soma desses anseios chama-se Moisés.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/06/14