Textos na Categoria 'Torá'

O Desejo É A Única Imagem De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 25: 6-7: Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; e ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento.

Tudo o que pertence a uma pessoa, a seu vaso, que é formado das partes dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, dividido horizontalmente, verticalmente e para cima, tem que estar incluído em seu trabalho. Ela tem que preparar os seus desejos para que eles estejam prontos para ser preenchidos com a Luz Superior. Um servo, uma empregada, o gado e os animais são todos partes de uma pessoa.

Quando chegarmos a esse estado, veremos que todas as outras partes da natureza (o inanimado, vegetal e animal), que sentimos externamente a nós, serão preenchidas com a mesma Luz e ficará claro que não são externas, mas que todas existem internamente. Nós vamos descobrir que o nosso mundo externo e interno é um mundo geral, completo. Isto significa que a minha parte animal e todo o mundo animal que me rodeia, a minha parte vegetal e todo o mundo vegetal que é externo a mim, a parte da natureza inanimada em mim e todo o universo, são, na verdade, um único todo.

Acontece que a figura humana singular que criamos quando nos conectamos totalmente inclui toda a criação no seu interior, que nós sentimos como um todo. Não há divisão em eu e outros. Os seres humanos, animais, plantas e a natureza inanimada, todos se tornam um único desejo, onde o conceito de um Criador é atingido, que é a força singular da natureza. Isso é tipificado pelo sétimo milênio.

E a atitude do Criador em relação a isso – a realização do pensamento de Sua criação, o plano, Suas ações, Seu principal desejo inicial de criar o ser criado em Sua forma e imagem – já é os próximos três milênios: o oitavo, nono e décimo. Então tudo é encerrado num todo único que não é dividido em milhares de anos, e o ser criado entra em outra dimensão, sobre a qual não sabemos nada. Mas ela existe, uma vez que temos pistas disso nos escritos de grandes Cabalistas, mas nada mais.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

A Verdadeira Religião E A Religião Do Exílio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu o compreendo, a sabedoria da Cabalá veio do judaísmo e todos os Cabalistas do passado eram muito religiosos. Qual é a verdadeira conexão entre a sabedoria da Cabalá e a religião?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é o fundamento da verdadeira “religião”. Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “A Essência da Religião e Seu Propósito”.

As três principais religiões – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo – são baseadas nos ensinamentos de nosso pai Abraão. Mas Abraão, especificamente, descobriu a sabedoria da Cabalá, que é a base de todas as religiões, e ele descreveu sua descoberta no livro Cabalístico, Sefer Yetzirah (Livro da Criação).

O princípio fundamental da religião que foi descoberto por Abraão é “E você deve amar o seu amigo como a si mesmo”. Assim também está escrito: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo é a grande regra geral da Torá”. Em princípio, este é entendido em todos os sentidos. Ou minimamente: “O que é odioso para você, não faça ao seu amigo”.

Toda a Torá fala sobre as boas relações entre as pessoas. Relações deste tipo existiam entre o povo de Israel antes da destruição do Segundo Beit HaMikdash (Templo) 2000 anos atrás, que foi destruído por causa da súbita erupção do ódio infundado.

Tudo gira em torno de apenas um ponto: boas ou más atitudes entre os judeus determinam o que vai acontecer com eles e todo o mundo em geral. Esta é precisamente a razão para o antissemitismo; é porque o povo judeu não pode chegar a um acordo entre si, e por isso o mundo inteiro sofre.

A sabedoria da Cabalá está envolvida apenas com a forma de atingir a conexão correta entre nós, e este é o fundamento de toda a religião. E o que tem sido considerado religião nos últimos 2000 anos é a manutenção de todos os tipos de tradições que parecem ser suficiente para as pessoas.

Esta é a forma que a religião adquiriu no exílio quando estávamos separados do princípio “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”, do desejo de se unir. Esta é a forma em que o povo judeu teve que amadurecer por 2000 anos, para sair às nações do mundo e ser misturado com elas, e depois disso voltar à sua terra.

Mas depois que voltamos fisicamente para a terra de Israel, precisamos reviver a sabedoria da Cabalá, para que ela viva entre nós e nos ajude a construir um povo e uma nação da mesma forma como era antes: com amor e unidade entre nós.

Não há restrições nisso. Se uma pessoa estuda o método de conexão, não faz diferença se ela é religiosa ou secular, de que país ou comunidade ela veio, ou se é um homem ou uma mulher. Todos devem estudar este método e o mais rapidamente possível, porque o nosso bom futuro depende disso.

A sabedoria da Cabalá nos ensina a perceber essa unidade, e de uma maneira prática possibilita sentir isso durante os workshops e na conexão nos círculos de discussão que levamos a toda a parte. Milhares de pessoas já participaram de nossas mesas redondas, e elas sentem que dentro de meia hora de discussão de acordo com o método da sabedoria da Cabalá, de repente experimentaram um sentimento estranho, uma iluminação, um despertar de inspiração e calor. E esse sentimento se espalha a todos os participantes.

Comentário: Eu fui capaz de participar dessas mesas-redondas que foram transmitidas de acordo com a antiga sabedoria da Cabalá. E eu me lembro que no início as pessoas que se reuniam eram muito céticas e até mesmo cínicas, lamentavam o tempo que estavam perdendo. Mas, ao final da noite, as pessoas simplesmente flutua´ram de excitação e emoção, foram às lágrimas e se abraçaram. Este foi um surto de força vital e calor que derreteu todo o gelo e a indiferença que separa nossos corações.

Do Programa na Radio Israelense 103FM, 15/02/15

Um Shabat De Descanso Solene No Sétimo Ano

Dr. Michael LaitmanPergunta: A que se refere o seguinte versículo: “Levítico 25: 3-4: Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um Shabat dedicado ao Senhor. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas”?

Resposta: Todos os seis anos de trabalho na terra são seis anos de correção do nosso desejo quando constantemente trabalhamos nele. E no sétimo ano o desejo corrigido será preenchido com a Luz do Criador.

Então não precisamos fazer nada, já que a Luz preenche o desejo geral e conecta, enfraquece e domina-o de tal maneira que a principal coisa para nós é não interferir.

O que significa que todas as ações que competem a nós devem ser dirigidas de tal forma que não perturbemos o Criador de mergulhar em nós, preencher, conectar e nos colocar juntos como um único pacote, onde todas as características do Criador nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante são conectadas pela primeira e única Luz num único conjunto.

E isso é chamado de sétimo ano, que é o ano do descanso solene. Portanto, isso é chamado de Shabat (sábado), a liberdade e a cessação do trabalho. Mas, na verdade, há um trabalho interior muito forte, só que é dirigido no sentido oposto, na medida em que eu me anulo e não faço nada, possibilitando que o Criador atue.

Ao mesmo tempo, eu estou junto com Ele em pleno acordo e união. Eu trabalho, mas o meu trabalho se resume numa ação sincronizada com o Criador, e isto é muito complicado e difícil.

Então eu tenho que me preparar para o descanso de modo que toda a densidade do ego, todos os seis anos durante os quais eu o corrijo, me levarão ao sétimo ano, o ano do descanso solene, o ano da Shmittah (desapego) .

Depois disso virá o oitavo, nono, décimo anos (milenares), o que corresponde à conquista do nível de GAR, os níveis de Bina, Hochma e Keter. Neles eu atinjo a mente do Criador, Seus planos, e Ele, Ele mesmo. Este é o nível mais alto, chamado os segredos da Torá.

O que se quer dizer com os segredos da Torá? Depois que eu alcanço o sétimo milênio, todas as minhas imagens, todo o aparato da minha compreensão e consciência está tão transformado que só então eu serei capaz de entender o que os três níveis superiores simbolizam: o oitavo, nono e décimo milênios.

Pergunta: É possível dizer que os seis anos de trabalho da terra são arar, elevar e transformar o ego?

Resposta: Sim, eu transformo o ego do mesmo modo que nós transformamos o solo quando o aramos antes da semeadura. As sementes espirituais da pessoa não podem crescer se ela não transformar seus desejos (a terra). Isto é realizado durante os seis anos, e no sétimo ano a realização acontece através da Luz do que foi plantado.

Pergunta: É só então que os brotos aparecem?

Resposta: Não, eles saem a cada ano. É que durante os seis anos (Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzah, Hod e Yesod) eu trabalho no solo de tal forma que, no sétimo ano, tudo o que eu obtive na obra, que eu cavei em meu ego, está pronto para ser preenchido pela Luz.

Então a Luz percebe isso sem minhas ações. Agora eu termino meu trabalho através de ações opostas, visto que eu devo ajudar a Luz a fazer isso a partir do seu lado e não do lado do solo.

Pergunta: O que significa “o preenchimento pela Luz”?

Resposta: Quando os desejos da pessoa se transformam completamente para serem semelhantes à Luz em quantidade e qualidade, então ela sente que a Luz é encontrada dentro dela.

Na verdade, a Luz estava sempre nela, só que agora a pessoa começa a sentir isso porque preparou seus sentidos, sua compreensão, para isso. Ela vê que, mesmo antes disso, ela estava no mundo do Criador, e que tudo estava cheio de Luz, “não há outro além Dele”, mas agora ela sente e descobre isso. Este é o sétimo milênio.

Portanto, o Shabat é chamado de um dia santo, porque é a soma de todo o imenso trabalho que uma pessoa passa para alcançar o Criador, para descobri-Lo dentro de si.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

Recompensa Oculta

laitman_534Pergunta: Que recompensa eu obtenho pelos meus esforços? Afinal de contas, nós não vemos o caminho a frente, e o passado já se foi. Portanto, onde está a recompensa que possibilita que eu continue a avançar?

Resposta: Você recebe uma enorme recompensa, uma recompensa muito respeitável. Se as pessoas vissem o que você ganha, sentiriam muita inveja de você. Isso amargaria suas vidas. No entanto, você deve aprender a apreciar essa recompensa, porque mesmo que ela esteja bem na sua frente, você não a percebe. O mundo superior, o estado espiritual que você recebe, está muito perto, mas você não o sente. Você não tem as ferramentas com as quais pode apreciá-lo.

Se você tivesse que dar a uma criança um chocalho vermelho e algo de valor com uma cor não atraente, ela pegaria o chocalho e jogaria fora o objeto valioso. Nós também não sentimos o que recebemos.

Você se esforçou, veio para a aula de uma cidade distante. Portanto, você precisa ​​sentir que uma grande soma de dinheiro foi colocada em sua conta, pelo menos cem mil dólares. Se você sentisse isso, viria todos os dias, pois teria um incentivo suficiente! No entanto, a fim de não aumentar o seu desejo egoísta e pensar apenas na compensação e contar as notas todos os dias, você não pode ver a recompensa. Mesmo que haja uma recompensa, você não a vê, de modo a não correr atrás dela. Por isso, seu pagamento está sendo derramado constantemente de suas mãos, sendo reunido numa pilha grande. Você não precisa se ​​preocupar; nada será perdido. Você vai ter tudo quando souber como usá-lo corretamente. Então, você poderá tomar todo o pagamento que recebeu durante o período de Lo Lishma e usá-lo a fim de doar. A principal coisa é entender como chegamos à Lishma, em outras palavras, como podemos atrair a Luz que Reforma. Portanto, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei para ela a Torá como tempero, pois a Luz nela a reforma, pois a iluminação nela vai trazê-lo de volta ao bem” (Talmude Babilônico, Kiddushin, 30b, Eicha Rabbah).

O Infinito preenche tudo, mesmo que não sintamos isso. Por enquanto, ainda precisamos usá-lo como a Luz que Reforma, e, depois, ele vai construir um Tzimtzum – Masach, Ohr Hozer, Rosh, um novo Partzuf – em nós e nos ensinará a receber a Luz dentro do Partzuf.

A Luz faz tudo, e eu só a atraio. Só depende de mim saber que ação deve ser feita, e a Luz Superior vai me trazer inclusive a inteligência. Cabe a mim estar em constante contato com a Luz e exigi-la, passo a passo, ação após a ação.

Desta forma, eu me apego ao que é superior, a construção da minha alma, meu Kli de doação, de dentro do meu desejo de receber.

Da 1ª  parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/14, Shamati # 8

O Dia Da Revelação Do Criador

laitman_933Pergunta: A leitura semanal da Torá, Shemini (oito), fala sobre isso, que após sete anos de dedicação, no dia do início do serviço no Tabernáculo, Moisés chama a Aarão e seus filhos para fazer sacrifícios especiais. Moisés e Aarão saem para abençoar o povo, e a grandeza do Criador aparece diante de todo o povo de Israel. Qual é o significado do “oitavo dia”?

Resposta: Os primeiros sete dias correspondem às Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut, enquanto o oitavo dia é a realização, a elevação de Malchut à Bina. Bina é a descoberta do início da divindade entre nós .

No Pirush HaGadol, é dito que o povo estava preocupado se o Criador seria revelado. Dependeria de como eles iriam percorrer os primeiros sete dias, em outras palavras, da absorção das características inferiores que são encontradas numa pessoa (Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod, Yesod), que entram em Malchut, e como Malchut reage e absorve estas características, cujo resultado Bina será revelada nela. Isso é chamado de revelação do Criador, porque o Criador não existe por Si mesmo; Ele não existe.

Nós devemos entender a relatividade dos nossos discernimentos, nossa percepção da realidade. Quando dizemos que o Criador não existe, queremos dizer que não podemos percebê-Lo, que não podemos defini-Lo. Do nosso ponto de vista, Ele não existe, enquanto não nos tornarmos equivalentes a Ele com as características de doação e amor através da conexão entre nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/12/13

O Ano Do Criador

A Torá, “Levítico”, 25:1 – 25:5: E o Senhor falou a Moisés no Monte Sinai, dizendo: Fala aos filhos de Israel e você deve dizer-lhes: Você pode semear seu campo por seis anos, e por seis anos você pode podar a sua vinha, e colherás os seus frutos, mas, no sétimo ano, a terra deve ter um descanso completo, o sábado do Senhor; você não semeará seu campo, nem podará a sua vinha. Você não deve colher o que crescer depois de sua colheita, e você não deve escolher as uvas que você tinha reservado [para si], [devido à] este deve ser um ano de descanso para a terra.

À primeira vista, parece que na seção semanal da Torá Ba’har nos são dadas leis que nos dizem como trabalhar a terra, plantar e cultivar a terra. Mas se examinarmos esta seção a partir da perspectiva dos nossos desejos interiores, que são divididos nas naturezas da natureza inanimada, vegetal, animal, e falante (os quatro níveis dos desejos egoístas), podemos compreender como nos focar na correção, no nosso trabalho espiritual.

Os desejos no nível da natureza inanimada, por exemplo, não se desenvolvem ou desenvolvem tão lentamente que não sentem o seu desenvolvimento durante a sua existência, o que significa durante um ciclo de vida inteiro. Os desejos, que se mantêm a um nível fixo, pertencem ao nível da natureza inanimada. Eu não quero que eles mudem, mas eu tenho que fazer esforços, a fim de conseguir isso.

Vamos dizer que eu tenho que, constantemente, amar e preocupar-me com os meus amigos. Ou seja, o meu nível de interação com eles é constante e não-vivente, porque eu não os desenvolvo. Mas, ao mesmo tempo, o nível desenvolve-se, pois trabalho constantemente na sua estabilidade. Assim, ele avança e as relações mútuas com os meus amigos mudam. Quando permanecem no nível da natureza inanimada o nosso caráter não muda, mas nós ascendemos a um nível ainda mais elevado. Portanto, nossa mutualidade, amor e nossa incorporação no outro, o entendimento de que partilhamos e o apoio muda constantemente.

Pergunta: Será que isso significa que as relações mútuas entre os amigos tornam-se mais fortes se atingirem um nível ainda mais alto?

Resposta: Eles se tornam mais fortes, mas isto é quando eu concentro todas as minhas ações em manter a estabilidade da natureza de nossas relações mútuas. Imaginem em que medida o nível da natureza inanimada está verdadeiramente vivo, uma vez que pertence a mim e não à natureza externa que o rodeia.

Pergunta: Então, o que simbolizam nossos desejos no nível vegetativo do vegetativo? A Torá diz: Você pode semear seu campo por seis anos, e por seis anos você pode podar a sua vinha, e colherás a sua produção.

Resposta: Isso significa que eu processo o nível vegetativo do desejo, o que significa que eu incluo todos os meus pensamentos independentes e desejos, a fim de manter as relações com o amigo na unidade bilateral mais forte, em garantia mútua.

Eu desenvolvo-os sobre os próximos níveis quando eu os crio a partir do nível inanimado ao nível vegetativo e depois para o nível animal e nível falante. Em relação a estes níveis eu, constantemente, certifico-me de que todas as minhas ações pertencem à natureza inanimada é assim que eu mantenho o nível fixo de relações mútuas.

O sétimo ano é uma ação muito especial, que, graças ao fato de que eu tenho trabalhado em todos os meus seis parâmetros (Hesed, gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod), recebo, do Alto, o próximo nível de subida.

Eu salto sobre ele como um número no balcão, sem qualquer esforço adicional de minha parte. No sétimo ano, eu não faço nada, já que tudo vem a mim do Alto.

Em outras palavras, o nível inanimado da natureza só parece ser a natureza inanimada para nós, já que todos os outros níveis originam-se dele. A fim de avançar eu tenho que trabalhar com o nível inanimado, primeiro, que é simbolizado pela terra.

Então, eu tenho que trabalhar com o nível do vegetativo sobre a terra, a fim de produzir frutos para me alimentar. A fim de fazer isso eu aro e semeio a terra com a ajuda de um tipo especial de nível animal (animais) que foram criados para que possamos usá-los, a fim de nos desenvolver.

Quando recebemos o fruto da terra, temos que usá-los, a fim de nutrir a terra na forma de fertilizantes. Isso é feito tanto pelo nível animal ou pelo nível vegetativo. Então eu transformo-os em alimento para o vegetal, animal, e os níveis humanos.

Acontece que o nível inanimado da natureza alimenta todo o ciclo, e então, quando eu chegar ao sétimo ano eu não trabalho, porque Malchut conecta e opera na Luz de Retorno (Ohr Hozer) e tudo o que eu tenho feito entra em erupção a partir de baixo. Assim, quando eu conecto o trabalho que tem sido feito eu posso entrar em contato com o Criador.

Esta é a razão que o sétimo ano é chamado o ano do Criador. Tudo o que eu criei pelo meu esforço é vertido para este ano, recebendo o poder da Luz que me suspende para o próximo nível. Não posso ascender a ele por mim. Quando eu cumprir internamente todos os esforços sobre os quatro tipos de desejos, eu completo o trabalho e vou para o próximo nível, onde acontece a mesma coisa, mas de uma qualidade diferente, e eu passo por uma experiência totalmente diferente.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/7/14

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Não Há Terra De Israel Sem A Nação De Israel

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 25:1 – 25:5: Então disse o Senhor a Moisés no monte Sinai: “Diga o seguinte aos israelitas: Quando vocês entrarem na terra que lhes dou, a própria terra guardará um Shabat para o Senhor. Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um sábado dedicado ao Senhor. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas. Não colham o que crescer por si, nem colham as uvas das suas vinhas que não serão podadas. A terra terá um ano de descanso.

Nós vimos pela primeira vez o conceito de “a terra terá um Shabat (sábado) de descanso, um sábado dedicado ao Senhor” na seção semanal da Torá, Ba’har, já que não há Shabat da terra. Mas quando uma nação que obedece às leis espirituais vive naquela terra, tudo abaixo dessa nação, o mundo inanimado (a terra), vegetal e animal começam a adquirir os atributos dessa nação e seu efeito.

Portanto, não há terra de Israel sem a nação de Israel. Quando eles se reúnem nesse lugar, há um fenômeno correspondente com a nação de Israel na terra de Israel. As leis que operam sobre a terra são uma réplica das leis espirituais das pessoas que vivem nela.

Isso significa que os costumes dos povos que vivem lá se aplicam ao seu ambiente e, em particular, o seu dia de descanso, o Shabat. Este não é um período de férias, um dia de descanso, mas um dia inteiro de esforços, um estado espiritual especial, uma vez que existem correções muito especiais feitas no Shabat que as pessoas não podem fazer em qualquer outro dia.

Quando os estados espirituais de uma pessoa são replicados até os níveis mais baixos do inanimado, vegetal e animal (ou partes de nosso mundo), tudo muda e é definido de forma diferente. Por exemplo, uma semana, torna-se um ano. Porque a terra é um ano de prosperidade, um ano especial quando estamos absolutamente proibidos de trabalhar a terra. é um ano de Shmita.

Nos tempos antigos, este mandamento foi observado em Israel mais de 2000 anos atrás, antes da destruição do Templo. As colheitas do sexto ano foram o suficiente para os três anos que se seguiram, o que parecia acalmar todo mundo, “Não se preocupem, vocês terão colheitas suficientes por vários anos até que tenham uma nova colheita”.

Comentário: Mas a mente humana se opõe a este ditado: “Você tem que colher as colheitas a cada ano, como posso fazer uma pausa ?!”

Resposta: Nós estamos falando do estado espiritual de toda uma nação onde não se aplicam as leis de nosso mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

Tudo Começa A Partir Da Terra

laitman_740_01As leis do comportamento de uma pessoa são examinadas na Torá sob a condição de sua correta integração na natureza geral. Afinal, uma pessoa não é subordinada à natureza, ela tem livre arbítrio. Suas hesitações trazem desequilíbrio não só na sociedade, mas também na natureza que a rodeia.

Visto que a sociedade humana é a parte mais importante da natureza, o comportamento impróprio de uma pessoa afeta a natureza por perturbar o foco e o significado de sua evolução.

Esta é a razão da Torá nos dar as principais leis de comportamento adequado da sociedade humana, graças ao qual ela deve estar integrada harmoniosamente com o ambiente que a rodeia: a natureza inanimada, vegetal e animal. Esta é a única maneira do sistema poder atingir o estado final que inicialmente foi planejado.

O desejo humano é feito de quatro níveis do ego. Sua correção é chamada “trabalhar com a natureza inanimada, vegetal, animal e humana” numa pessoa. Por conseguinte, o trabalho inicial é se relacionar adequadamente com o nível da natureza inanimada.

O nível da natureza inanimada é caracterizado por trabalhar com a categoria da terra, porque até mesmo o nome Adão deriva da palavra hebraica “Adama – Terra”. Tudo decorre da terra.

Quando uma pessoa trabalha neste nível, ela deve incluir tudo o resto nela, porque os quatro níveis em nós não operam por si mesmos, mas apenas em relação mútua com os outros, assim como toda a natureza. Portanto, quando nós trabalhamos até mesmo no nível mais baixo com a terra, nós também operamos os níveis vegetal, animal e falante em nós.

Baal HaSulam nos fala sobre isso na Introdução ao Livro do Zohar, enfatizando que mesmo no mundo de Assia, que é o nível da natureza inanimada em si, nós realizamos ações ao atrair todos os outros tipos de Luz.

Não é só a Luz de Nefesh , mas também as luzes de Ruach, Neshamah, Haya e Yechida que estão vestidas no mundo da Assia, mas apenas temporariamente. Somente a Luz de Nefesh atua permanentemente no nível do mundo de Assia, o nível da natureza inanimada.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/07/14

Destruindo Os Ídolos Dentro De Mim

Laitman_115_05O Zohar, Comentário Sulam, Capítulo “Behar“, Item 69: Abraão se arrependeu e quebrou os ídolos do paganismo e a comida que tinha sido colocado diante deles.

Tudo o que é considerado sagrado e sublime no nível anterior, pelo qual valia a pena viver, trabalhar, e me dedicar, precisa ser quebrado. Todas as ações que são executadas em nosso mundo para o bem do nosso ego, para nossos filhos, para a humanidade, e para a natureza pertencem a isso.

Infelizmente, nós vivemos simplesmente para sobreviver, dizendo: “Vamos viver em paz os anos que nos foram dados de cima, e eu não me importo com o que pode acontecer depois”. Isso é o que todo mundo pensa, não percebendo que se enganam dessa forma. Tal atitude é prejudicial e destrutiva.

Abraão acreditava que o nosso mundo não foi criado a fim de apaziguar os ídolos -nosso trabalho, nossos estudos, nossos filhos, e a boa vida, após o que podemos deitar e morrer em paz, mas que o nosso mundo foi criado para que alcancemos o próximo mundo nesta vida.

Noé foi o primeiro que rompeu com o passado. Ele construiu uma arca e se escondeu nela. Ele percebeu que tinha que ser salvo deste mundo e criou sua própria proteção, um abrigo contra os pensamentos e tentações que o cercavam, e navegou para longe deles. Portanto, todos os seus sentimentos, pensamentos e desejos egoístas morreram durante o dilúvio.

O ponto é que nós precisamos perceber a natureza inanimada, vegetal e animal, e a humanidade como um todo. Apenas uma parte deste todo, chamada Noé, sobreviveu ao dilúvio, o que significa que esta parte já tinha sido corrigida sob a influência da Luz Circundante (a arca é a Luz de Hassadim). A parte que não pode ser corrigida dessa maneira morreu. No entanto, mais tarde ela passa por sua própria correção de uma maneira diferente e renasce numa nova forma.

A mesma coisa aconteceu com Abraão. As partes que não podiam ser corrigidas permaneceram na Babilônia, enquanto Abraão quebrou, queimou e jogou fora todos os ídolos e deixou Babilônia. Ele tinha uma compreensão maior do que Noé: que tudo o que pertencia ao seu estado egoísta estava no nível da natureza inanimada e que não havia Luz superior na nela. Ele discerniu e distinguiu o nível superior do inferior e cortou a camada da natureza inanimada, vegetal e animal e o nível humano que estão dentro de sua alma. Ele não poderia se livrar da dominação de Nimrod (o ego), e assim ele partiu.

Nós vemos que aqui também a alma geral distingue e deixa de lado certa parte que não pode ser corrigida, e segue o seu próprio caminho. Assim como Noé se separou de todo o mundo, Abraão também se desprendeu dele. A parte dos babilônios permaneceu e se desenvolveu seguindo um caminho diferente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/15

Um Lugar Para Trazer Um Sacrifício

laitman_749_04Pergunta: Na transição dos cinco sentidos do mundo para os cinco sentidos para sentir o Mundo Superior, onde há um lugar para “trazer um sacrifício”?

Resposta: No início, a pessoa não tem nada. Nós começamos a trazer sacrifícios durante o êxodo do Egito, quando o Criador parece exigir que se traga sacrifícios, a construção do tabernáculo para as “tábuas da aliança” e assim por diante.

Se a pessoa já se encontra num determinado grau de realização, é como se eles lhe dissessem: “O seu desejo é egoísta nesse grau, e outro desejo – em outro grau. É necessário cortá-lo neste grau aqui, e de lá – para outro grau”. Isso significa que eles lhe mostram como, em que medida, e com que acomodação aos outros desejos ela pode usar cada um de seus desejos com uma intenção em prol da doação.

Quando a pessoa sente claramente que está passando de um mundo para o outro, ela começa a sentir uma espécie de distanciamento do mundo. Isso já é aparente em algum grau nas pessoas que vêm estudar a sabedoria da Cabalá.

Depois disso um desejo claro pelo próximo estado é revelado, a descoberta do Criador. Mas a pessoa ainda não entende o que o Criador é, que tipo de característica é – doação e amor, e o que ela deve sacrificar para descobrir o Criador, que ela quer muito depois de tudo.

É claro que a pessoa precisa de um grupo, a fim de se desenvolver corretamente, para olhar para os outros e manter a sua inveja e desejo dentro dela, sua aspiração de avançar. Ela precisa sentir que não está sozinha.

Ela faz um Tzimtzum (restrição) em si, e se esforça para frente em todos os níveis. E os problemas são constantemente despertados dentro de si, que, aparentemente, a puxam para trás: retirada, indiferença e desculpas. Depois disso, ela dá um salto para frente; ela passa por experiências difíceis na forma das pragas do Egito, a divisão do Mar Vermelho, o deserto, e assim por diante.

Mas o principal é que só depois é que ela recebe instruções e orientações sobre o que fazer. Afinal de contas, ela não recebe imediatamente instruções sobre como trazer sacrifícios.

Em primeiro lugar, nós entendemos a importância do desapego deste mundo em que apenas o nosso corpo físico existe. E nós, com os nossos desejos, intenções e esperanças, avançamos para a realização do mundo superior, a característica de doação e conexão entre todos.

Como investigadores sérios nós queremos descobrir como os níveis  inanimado, vegetal e animal da natureza estão conectados, onde estão as forças que existem entre eles.

Nós gradualmente descobrimos tudo isso em duas etapas. Na primeira etapa, nós não queremos nada para nós mesmos, nós tentamos estar completamente separados da característica de recepção, e, desta forma, adquirimos uma característica chamada “Hassadim” (misericórdia).

Na segunda etapa, nós subimos totalmente ao nível de Hassadim, ao nível de Bina, depois de fazer uma correção em nossos desejos, quando eles são encontrados em separação total da recepção e de qualquer realização. Depois disso, nós começamos a transformar esses desejos em características de doação e amor. É aqui que o lugar para o sacrifício é revelado. Em outras palavras, nós devemos esclarecer a forma de santificar cada um dos nossos desejos, tudo o que está dentro de nós: inanimado, vegetal, animal, e falante.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/11/13