Textos na Categoria 'Percepção'

Um Novo Foco Com Os Olhos Do Grupo

Dr. Michael LaitmanÉ impossível me dirigir ao Criador só porque sou obrigado a sair do meu ego. Então eu devo estar conectado com outras pessoas. É desejável que tenhamos dez pessoas.

Se nós nos unimos em conjunto para encontrar o Criador, então começamos a ver que só através do desprendimento de cada um de si mesmo e do desaparecimento em nossa conexão podemos abandonar nossa visão antiga e focar no Criador. Isto é como imagens em estéreo que se parecem com um desenho caótico, com muitas linhas. Mas se olharmos para esta imagem com olhos desfocados, então começamos a ver todos os tipos de imagens na profundidade da imagem.

Essa é também a forma como nós precisamos nos libertar da nossa visão egoísta do mundo, a qual é típica da natureza de cada um. Nesta visão, nós ficamos imersos artificialmente num mundo muito limitado, e para deixá-lo, precisamos abrir nossos sentidos.

Isso só é possível através da criação de um novo foco. É necessário ver o mundo não com os nossos olhos egoístas, mas com os olhos do grupo e, assim, um novo foco aparece em todas as direções. Assim nós entramos não num mundo tridimensional, mas num mundo de infinitas dimensões, onde em cada direção passa algum plano de coordenadas de eixos. Se eu quiser avançar corretamente, antes de tudo eu preciso agir por meio do grupo. Não há nenhum outro mecanismo para anular o foco da minha visão e direcioná-lo espiritualmente. Somente por meio do grupo eu posso tentar sentir algo espiritual.

Se eu sinto o mundo através do grupo, é sinal de que foquei no mundo espiritual, semelhante aos esforços para ver a imagem em estéreo. A principal coisa é discernir que tudo vem do Criador para me ensinar a entendê-Lo. O mundo é Sua linguagem, com a qual Ele fala comigo.

Alguém grita para mim e há um conjunto de eventos que ocorre a cada momento, enquanto eu tenho que tentar entender o que o Criador quer me dizer, que tipo de reação é exigido de mim para com Ele.

Isso significa que, antes de tudo, eu devo entender que isso vem Dele. Depois disso, eu decido como devo reagir ao que está acontecendo. A reação deve ser tal que através do que o Criador disse para mim e do meu desejo de responder-Lhe desde dentro, nós nos aproximamos, o que significa que eu O entendi e fiz o que Ele espera de mim.

Então, com todos, eu vou me comportar exatamente desta forma: com as crianças, na família, com as pessoas próximas ou distantes. O esclarecimento da minha atitude para com o Criador, a recepção da informação Dele e a resposta a ela, chama-se intenção. Depois disso pode haver ação. Nós temos que estar envolvidos com isso a cada momento de nossas vidas.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 4

O Que É Visto Na Próxima Fotografia?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o trabalho de uma pessoa, que atribui tudo ao princípio “não há outro além Dele”, está conectado a um grupo?

Resposta: Todo o trabalho é com intenção. Não importa o que eu faço: vendo melancias ou dou uma aula em algum lugar. Naquele momento eu tenho algum tipo de intenção do que quero alcançar com esta atividade. Pois a Shevirah (quebra do vaso) foi intencional e a destruição foi intencionalmente ocultada.

Os desejos, atividades, eventos e circunstâncias não são importantes em si mesmos. Em vez disso, o que importa é com que intenção eu estou me inserindo nessa circunstância, nessa imagem do filme. O que eu quero da imagem do mundo que agora é revelada em mim e o que eu faço com a minha atitude para com o estado atual?

Os estados chegam por si mesmos; eu não os determino nem escolho. É como se eu passasse de uma imagem para outra num filme, uma após a outra, e a questão é apenas o que eu quero de tudo isso. Aqui está todo o meu trabalho. Eu não posso mudar essas imagens, mas a minha intenção determina o que vou ver nessas imagens pelas quais devo passar; paz ou guerra, inveja ou ódio, ou tudo bom e prazeroso.

Tudo isso depende apenas da minha intenção, uma vez que através disso eu mudo cada imagem no filme, todo o filme e toda a imagem da realidade de ponta a ponta. Eu devo voltar essa imagem para o Criador em todos os momentos, já que tudo isso vem a mim na forma do mundo, pela adesão a Ele.

Para dar suporte a isso eu tenho um grupo que está operando em todo o mundo. Eu quero que o mundo inteiro se conecte à mesma ideia e que todos possam aderir ao Criador. Isto é o que eu estou tentando alcançar em cada momento.

E não faz diferença que ações são necessárias para isso. Pode ser que eu esteja trabalhando como mecânico numa garagem, mas isso não importa. O que importa é a minha intenção, através da qual eu reúno e conecto todos os momentos para correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Grupo É A Minha Voz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o meu diálogo com o Criador está conectado a um grupo?

Resposta: Através do grupo eu aprendo a língua com a qual o Criador fala comigo. O que eu recebo através do mundo é transmitido a mim na linguagem da Cabalá. Mas eu não estou pronto para responder ao Criador por mim mesmo, porque não estou pronto para criar o mundo e influenciá-lo.

O Criador cria a realidade dentro de mim, no meu cérebro e emoções, e assim eu sinto o mundo e eu mesmo. É assim que o Criador criou a realidade e fala comigo.

Para que eu seja capaz de responder a Ele, eu preciso de uma língua diferente, a minha língua privada. O discurso é criado com a ajuda das cinco partes dos pulmões, e cinco articulações da boca, língua, palato e garganta. Há também diferentes grupos de sons, dependendo da pronúncia: dentais, palatais, guturais, labiais e linguais.

O mecanismo de expressão é um sistema único. Não é por acaso que o nível de Adão (homem) é chamado de “falante”. Nosso cérebro e nosso mecanismo da fala estão intimamente ligados. Através da garganta, dos pulmões e da boca, eu transmito aos outros os pensamentos que tenho no meu cérebro. E os outros são capazes de ouvi-los. Isto significa que existem dois mecanismos distintos: um para a fala e outro, que é completamente diferente, para audição. Estas são questões muito profundas.

Eu recebo toda a imagem da realidade do Criador através dos meus cinco sentidos, que são visão, audição, paladar, olfato e tato, e assim eu respondo-Lhe. Mas como eu estou pronto para responder a Ele, se todos os meus sentidos funcionam com base na recepção da informações? Como eu devo reagir a Sua virada para mim?

Eu não posso fazer isso por mim mesmo, mas apenas por meio de um Kli (vaso) único que construí para mim, chamado desejo integral. Isso me obriga a dobrar o meu ego e a conectar com os amigos, o que é totalmente contra a minha natureza.

Mesmo assim, eu tento fazer isso, e, desta forma, construo um sentido adicional através do qual posso conversar com o Criador. Isso vai se tornar minha boca espiritual, e o Criador vai me ouvir. Ele fala comigo por meio de todo o mundo dentro do qual eu me encontro. E eu falo com Ele através do sentido integral, que é o grupo. Eu não tenho nenhum outro mecanismo através do qual posso transmitir informações ao Criador.

Quando estou dentro do grupo e conectado a ele, eu ativo meus sentidos interiores. Eles começam a ativar não meus sentidos físicos, como visão, audição, olfato, paladar e tato, mas todos os meus desejos e todos os meus pensamentos. Segue-se que quando estou incluído num grupo, através dele eu me ativo completamente e ativo todas as minhas aspirações internas.

Através do centro do grupo, eu envio a minha completa equivalência com o Criador, assim como Ele me mostra uma imagem completa do mundo e de mim mesmo através do grupo onde estão integrados todos os tipos de pensamentos e sensações diversas. Eu falo com o Criador “em voz alta”.

Se eu recebesse do Criador a imagem que envio a Ele por meio do centro do grupo, eu veria que esta é também uma imagem do mundo. Na verdade, esta é a minha reação ao que Ele dispõe para mim na minha vida. Toda a essência das impressões e experiências de mim mesmo e do mundo, de toda a experiência que recolhi, atravessa o centro do grupo e é absorvido pelo Criador.

É assim que começamos a levar adiante um diálogo. O Criador se vira para mim na forma do mundo inteiro, incluindo o grupo e eu, e eu me volto a Ele através do centro do grupo.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 2

Arte No Trabalho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O trabalho interior é uma questão de constantes esclarecimentos internos. É possível amá-lo?

Resposta: Um bom trabalhador é chamado de um artista que gosta do seu trabalho e não pelo pagamento. Ele precisa de recompensa só para o avanço, mas para ele não é a coisa principal.

Ele realiza ações difíceis e desagradáveis, mas ama o seu trabalho e recebe prazer dele, que ele pode descobrir apenas através do trabalho duro e esforços.

Isso é chamado de arte, caso contrário, é apenas um simples ato de trabalho por recompensa. O que é considerado é apenas na medida em que você aprecia o trabalho que o Criador lhe dá. Portanto, nós precisamos honraro Faraó.

Tudo depende disso, com o que você se identifica. Pode ser que eu só queira me sentir bem e nada mais me preocupa. Ou o contrário, não importa o que eu sinto, mas eu preciso saber a essência das ações que agora estou passando. A partir disso, eu quero receber satisfação.

Isso significa que eu não estou preso nas sensações de dentro do meu desejo de receber, mas à idéia, à meta e à missão, o que me traz satisfação. Nisso, eu mudo de uma forma de satisfazção para outra e me desprendo do sentimento de dificuldade no trabalho e da escuridão e me prendo à grandeza da meta; especificamente dentro da maior escuridão, eu sou capaz de ver a maior Luz e a maior satisfação.

Eu mudo a essência interior da ação, e, em vez de prazer, que é recebido dentro do ego, eu recebo prazer da minha conexão com o Criador. Portanto, é apenas de dentro da maior escuridão, da Machsom (barreira) que eu não posso atravessar, e do Masach (tela), que está entre eu e o Criador, em que estou interessado, que eu posso justificar isso e me transformar para ser como isso.

É especificamente por isso que eu me torno independente em Gmar Tikkun (fim da correção) por me diferenciar completamente do Criador e me aderir o a Ele acima de todas as diferenças. Assim, dois opostos se conectam.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, O Livro do Zohar

O Elemento Que Falta No Mosaico Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a verdade só pode ser vista a partir do oposto, da escuridão? Será que não percebemos nada, exceto engano?

Resposta: Tudo o que vemos é a deficiência que deve ser preenchida com a nossa atitude correta para com o Criador. Neste contexto, a verdade é a revelação de um espaço vazio que deve ser preenchido com o nosso amor do Criador e nossa atitude correta para com a ausência da revelação.

O Criador revela um fragmento de toda a imagem para nós, e nós temos que descobrir qual a forma de doação que devemos descobrir na peça do quebra-cabeça que recebemos. Nós podemos fazer isso por meio do trabalho em grupo, da disseminação, e dos estados que passamos.

Nós podemos apenas imaginar que forma particular temos que escolher para preencher o espaço vazio no quebra-cabeça. Nós temos que tomar uma decisão quando vemos uma nuvem acima e a terra abaixo do espaço vazio ou a grama e uma pequena parte de uma árvore de cada lado. Então eu imagino o que está no meio do quebra-cabeça, ou seja, qual a forma de doação que é. Se trabalharmos com nossas deficiências dessa maneira, acabaremos por descobrir o que está faltando.

O processo de trabalhar com as deficiências descritas acima é chamado de “uma revelação”. O Criador nos mostra o lugar da deficiência; Ele a revela e ilumina para nós. É por isso que nós começamos sentindo a deficiência. O Criador influencia o nosso desejo de receber pela Luz de Hassadim (misericórdia). O nosso desejo de receber rejeita a Luz de Hassadim. No entanto, a falta de um desejo “impressiona” o desejo de receber e isso se manifesta de várias formas.

Esta é a forma como uma imagem negativa é construída em nós. Nossa tarefa é invertê-la e transformá-la numa forma correta e positiva.

Nós só podemos imaginar que forma particular de doação está faltando no mundo e em nossas relações com os outros. Na verdade, a doação geral que se veste neste mundo é o Criador. Nós só podemos imaginar que forma é essa, mas não somos capazes de preencher os espaços vazios sem o Criador, e, portanto, precisamos de Sua ajuda.

Assim, a necessidade de revelar a forma do Doador aparece em nós. Nós queremos o mundo neste fragmento do quebra-cabeça que falta ser corrigido, atingindo o estado de doação mútua. É assim que completamos gradualmente o quebra-cabeça.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

Um Sinal De Dor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a Luz nos ilumina, é fácil se soltar do nosso ego e olhá-lo de lado. Mas o que eu posso fazer se as coisas estão ruins para mim e eu estou totalmente dentro do meu ego?

Resposta: Se as coisas estão ruins para mim dentro do meu ego, por que não posso usar isso para me ajudar a ficar longe dele?

Pergunta: Mas dói!

Resposta: Dói porque você está preso neste sentimento. Por que você não consegue se soltar e deixá-lo de modo que possa olhar para ele de lado?

Esta é toda a diferença entre o caminho da Torá e o caminho do sofrimento. Se eu não me preparo, eu fico preso numa sensação ruim. Mas se eu me preparei, o sentimento ruim me ajuda a soltar e fugir desse sentimento ruim e me aderir mais ao grupo.

Este é o ponto de divisão entre as duas formas. Tudo depende da preparação. Então eu aceito as coisas ruins como boas, como presentes, e as abençoo.

Eu não preciso abençoar artificialmente o mal, assim como o bem. Pelo contrário, tanto o mal como o bel me ajudam a avançar. É como se eu estivesse doente e sentisse dor; isso me ajuda a procurar um médico imediatamente e mostrar-lhe exatamente onde dói.

Nós suspeitamos que eu estou doente, mas não podemos determinar onde se encontra a área dolorosa. Assim, a dor me mostra a área com problema, por isso estou feliz com a dor. Eu vou ao médico e mostro-lhe onde me dói e então ele me cura.

Portanto, eu vejo um sinal de avanço, de cura na dor. Sem ele eu não seria capaz de avançar. Eu não sinto a dor em si, a não ser como um indicador de correção e avanço; e estou feliz com isso!

Esta dor é sentida de forma completamente diferente, uma vez que não é sentida como dor e sofrimento, mas como um sinal. É toda a sutileza de uma percepção psicológica na mente. Tente se relacionar com isso desta maneira e você vai ver que não há dores, mas, em vez disso, há um semáforo que fica vermelho.

Tudo depende do meu relacionamento com esse semáforo. Às vezes eu estou zangado com ele e estou pronto para matá-lo, e às vezes eu percebo isso de uma forma descontraída, apenas como um sinal. Eu até quero que essa dor venha até mim, “eu desperto o amanhecer”. Para mim, os sinais de avaria são desejáveis ​​porque assim eu avanço através deles.

Meu trabalho é como aderir mais ao grupo, ao Rav, aos livros, à disseminação, e tudo o que é relevante para a Luz. Não existem outros meios, mas estes são suficientes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

É Possível Alcançar Uma Imagem Objetiva Da Realidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vemos a mudança das estações, o dia e a noite, e as mudanças na vida na natureza. Esta é uma compreensão objetiva do tempo ou um sentimento totalmente subjetivo?

Resposta: Não há nenhuma compreensão objetiva de qualquer tipo. Se eu percebo alguma coisa como um espectador, não posso ser objetivo de forma alguma. Mesmo que alguém me diga o que ele vê, mas eu sou aquele que ouve o que ele diz, eu percebo e sinto da minha própria maneira.

Não pode haver qualquer forma de objetividade. Se uma pessoa percebe apenas seus próprios sentimentos e não sabe nada do que está acontecendo fora isso, não pode haver qualquer forma de objetividade.

Isto é especialmente verdadeiro quando se trata da percepção de tempo, espaço e movimento, que existe dentro de uma pessoa. Um espectador com diferentes sentidos sentiria um mundo totalmente diferente. Nós sabemos que nossos sentidos percebem apenas uma pequena parte da realidade.

No entanto, nós percebemos algo que não pode ser percebido apesar de nossa realidade subjetiva, individual. Há na verdade um determinado intervalo que não percebemos mesmo em nossa percepção subjetiva, mas nós entendemos que não podemos observar isso.

Nós não fazemos ideia do que mais pode existir exceto isso. É porque não podemos nos elevar acima da nossa mente e conhecer algo que nunca sentimos. Nós só podemos senti-lo se mudarmos nossos sentidos.

Mas mesmo que tenhamos novos sentidos, quem pode garantir que perceberemos uma imagem objetiva? Afinal, ela também é retratada apenas em nossos sentimentos.

Uma percepção objetiva da realidade só pode ser alcançada quando saímos de nossos sentidos. Não precisamos alterá-los, mas simplesmente nos elevar acima deles para algo que é absoluto. Para isso, precisamos de uma ciência especial e esta oportunidade só vem da sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Uma Vida Nova” 17/04/14

As Condições Para Romper A Machsom Potencial

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será o Tzimtzum a nossa primeira atividade, sem a qual é impossível ir para o mundo espiritual?

Resposta: O Tzimtzum (restrição) é a primeira condição que diferencia este mundo do mundo superior e diferencia uma intenção a fim de receber de uma intenção a fim de doar.

Desta forma, eu saio de uma percepção da realidade física que estou agora, como toda a humanidade, e rompo o Machsom (barreira) que é colocado diante de mim, a fim de começar a sentir e viver em seu outro lado.

O Tzimtzum determina em que lado da fronteira do mundo espiritual eu me encontro. O Machsom é um obstáculo potencial, um nível potencial, acima do qual é necessário dar um salto, a fim de entrar na nova dimensão, no novo mundo. É possível fazer isso através de um Tzimtzum dos desejos. O Tzimtzum exige uma preparação gradual e um grande esforço, com uma grande necessidade de avançar para a percepção de uma nova vida, onde eu só quero ser dirigido de mim mesmo para fora, além da minha natureza.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/04/14, Shamati # 141

Em Ponto Morto

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que muda depois de se atravessar a Machsom (a barreira)? Se eu não tiver uma renda, isso de repente aparece após a Machsom?

Resposta: Não aparece. Nada muda após a Machsom, exceto a autoridade que governa sobre você. Você concorda com tudo o que está acontecendo, e isso significa que você se eleva aos vasos de doação. Assim, o seu mundo se torna o mundo espiritual.

Pergunta: Então, por que o Baal HaSulam escreve que após a Machsom o mundo inteiro parece bom, o doente se tornar saudável e os pobres tornam-se ricos?

Resposta: Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo “Ocultação e Revelação da Face do Criador”. É porque eu mudo minhas propriedades e é assim que vejo as coisas. Nada mudou, exceto a minha percepção.

Eu tiro meus óculos, olho ao redor e vejo que tudo é terrivelmente vago e nebuloso. Depois, eu coloco os óculos e vejo um mundo maravilhoso e agradável. Eu corrijo a mim mesmo, e através da correção da minha visão, do intelecto e da emoção, de repente eu vejo que estou em Malchut do Infinito.

Este mundo material não existe. Tudo é absolutamente perfeito. E não era assim antes? Certamente que sim, só que eu não o via. O mundo inteiro está dentro de mim.

Mas este mundo com suas lojas e a necessidade de obter o pão com o suor de nossos rostos permanecerá até a última etapa do fim da correção. Isto porque é impossível corrigir até mesmo o nível mais alto se esse mundo não existir. Para isso, deve haver todo um Partzuf, de ponta a ponta.

Posteriormente, este mundo vai desaparecer, uma vez que em todo o sistema, toda a correção integral será concluída e a matéria não vai mais permanecer na sensação deste nível físico. Mesmo antes disso, nós já começamos a perder o seu Aviut (espessura).

Nós precisamos deste mundo de modo que ao existir fora da espiritualidade, fora da verdade, não podemos entrar no mundo real através do nosso livre arbítrio e subir a escada espiritual. Mas este mundo é imaginário, ele existe como num sonho só para  udarmos de ponto morto para a marcha espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Escritos do Rabash

Níveis de Despertar

Dr. Michael LaitmanNós não temos que imaginar que a espiritualidade está num lugar distante. É dito que nós nos elevamos gradualmente pelo primeiro, segundo, terceiro níveis, etc. Mas estes são os níveis potenciais, fases dos nossos sentimentos e compreensão.

O mundo espiritual é realmente aqui, mas eu vejo-o de acordo com os óculos que eu uso, de acordo com a minha sensibilidade. Supõe que eu venho para uma aula meio adormecido, mas eu começo a despertar. Já consigo ouvir um pouco do que eles estão a falar, então eu abro os meus olhos, e depois disto eu começo a acordar e torno-me ainda mais e mais desperto em todos os meus sentidos.

Estes são os níveis espirituais: Nós despertamos, tornamo-nos mais sensíveis, usamos mais todas as ferramentas e envolvemo-nos mais na percepção dos desejos (Kelim). Mas nos Kelim ( desejos )  nada muda, por isso precisamos de apreciar o estado em que estamos agora. Precisamos aguçar nossos sentidos apenas levemente e depois vamos sentir o mundo espiritual.

Estamos na ocultação e devemos dissipa-la. Isso é tudo! O problema é apenas na medida em que esta é contra o nosso ego, porque nos obriga a nos conectar com os outros e trabalhar contra os nossos desejos instintivos pessoais. Se entendemos esse princípio, então ficará claro que isso é muito simples, conciso e específico.
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Da preparação para a Lição Diária de Cabala 20/04/14