Textos na Categoria 'Oração e Intenção'

Ódio Sagrado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Parece que a ação exigida do ser criado no diálogo com o Criador é apenas uma oração.

Resposta: Neste estado nós alcançamos um verdadeiro clamor, não apenas uma oração. Isto é quão fortemente sentimos a necessidade ardente da remoção da ocultação, e existem dois estados aqui.

No primeiro estado eu descubro como odeio a ocultação, da minha perspectiva pessoal e egoísta. Eu realmente odeio esta ocultação e só quero e espero que ela desapareça, se decomponha e deixe de existir. Não há nenhuma alegria maior para mim do que descobrir que ela desapareceu, queimou e foi destruída.

Este estado destina-se a ensinar-me e mostrar-me a medida plena do meu ódio contra a ocultação. Agora eu preciso chegar a isso, embora eu, de repente, perca o interesse, mas a odeio só porque a removendo eu agrado o Criador.

Será que eu posso alcançar o mesmo ódio ardente pela ocultação porque ela está no meu caminho de agradar o Criador? Eu já tenho algo para comparar, meu ódio pessoal e egoísta. Agora eu preciso aplicar a mesma impressão no que se refere ao Criador: será que eu posso odiar tanto este obstáculo, embora não seja um obstáculo para mim, mas para Ele, porque não me deixa agradá-Lo? Certamente não é para receber uma recompensa, mas para doar.

Da Preparação para Lição Diária de Cabalá 17/03/14

Formas Direta E Indireta De Correção

Dr. Michael LaitmanSe eu vejo coisas negativas fora de mim, isso significa que tenho que me corrigir e, assim, não vou ver que é ruim ou negativo. Um amigo que tem problemas vai parecer de muito sucesso para mim.

No artigo “Ocultação e Revelação da Face do Criador”, Baal HaSulam diz que nós vemos os amigos como perdedores, doentes, mal sucedidos, etc., mas no momento em que nos corrigirmos, veremos que eles são saudáveis, ricos e bem sucedidos. Isso significa que eu realmente tenho que me corrigir.

Mas há outra maneira de ajudá-los a se tornar saudáveis, ricos e bem-sucedidos. Eu corrijo as coisas ao me aproximar dos amigos e me corrigir diretamente neles, e assim eu vejo que eles são bem sucedidos.

A correta correção é realmente a minha correção interior. Ao corrigir os amigos e vendo que eles são bem sucedidos é uma correção alternativa, indireta, e não uma correção direta.

A correção direta é corrigir o meu relacionamento com o Criador e ver que o mundo inteiro está reparado e corrigido. O mundo inteiro é o meu vaso, e se eu identifico eventuais deficiências, isso significa que o problema está em mim, porque tudo já está num estado corrigido.

O mundo não sofreu a quebra. Eu sou o único que está quebrado, a parte que identifica as corrupções é aquela que sofreu a quebra. Tudo o resto é pleno. Eu só preciso me corrigir, e depois vou ver que o mundo inteiro está no Jardim do Éden, no mundo de Ein Sof (Infinito).

Mas nos foi dada uma forma fácil de nos corrigir por inclusão mútua: eu vou ao mundo e ajudar a corrigi-lo, tomando as partes quebradas do mundo e elevando-as como MAN, como uma oração. O mundo é o nível mais baixo, eu sou o nível intermediário, e o Criador é o nível superior, o que significa que eu executo o trabalho dos sacerdotes. Essa, no entanto, não é uma correção direta, mas sim indireta pela inclusão mútua e ações consistentes.

Pergunta: Será que eu só vou ver o resultado da correção depois que me corrigir internamente?

Resposta: Claro! Caso contrário, como você pode dizer: “Eu vejo”? Você não pode ver a correção, se não se corrigir. A única questão é se você age diretamente ao Criador, ou de uma forma alternativa, indireta.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/03/14

Eu Sou O Único Que Está Doente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a maneira correta de orar quando vejo que um amigo tem um problema e quero pedir em seu nome?

Resposta: É dito: “Aquele que ora por seu amigo é recompensado primeiro”. Na verdade, eu não preciso orar pelo amigo porque ele só parece mal para mim.

Por enquanto, eu não consigo perceber esta corrupção como minha, não estou perto o suficiente do amigo para sentir sua dor e sua doença como minha. Então eu oro por ele como se ele fosse externo a mim.

Portanto, “Aquele que ora por seu amigo é recompensado primeiro”, porque eu sou realmente quem está doente, se vejo um amigo doente. É por isso que eu preciso ser curado, e não o amigo que só parece doente.

Corrigir a mim mesmo significa ver toda a criação do jeito que ela é aos olhos do Criador: ver o mundo todo da perspectiva de uma pessoa que está totalmente corrigida no seu desejo de receber, o que significa que todos os seus vasos são para doar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/03/14

O Sofrimento Da Sociedade Pelos Olhos De Um Justo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 128: Tudo isso se refere a alguém que não se compadece com o público, e não lhe é permitido ver o conforto do público, pois ele não será capaz de sentenciá-los a uma escala de mérito e ver o seu consolo. Por isso, ele nunca vai alcançar o atributo do justo.

É impossível avançar sem simpatizar-se com o sofrimento da sociedade, pois cada passo deve ser perfeito. Portanto, não há escolha, exceto sentir o sofrimento da sociedade. Isso acontece em cada fase para alcançar o estado de um justo ou de um justo completo.

Nestes estados há muitos níveis. O vaso inteiro é dividido em várias partes, e cada uma delas deve atingir o nível de um justo e depois o grau de um justo completo. Portanto, as pessoas devem se preparar para esse desejo, a necessidade de preenchimento, que é o sofrimento. As pessoas aspiram à doação e unidade, mas são incapazes de alcançá-las e buscam maneiras de atrair a Luz que Reforma. Nós temos que sentir esses desejos desde o início.

Nós temos que observar a regra do amor ao próximo não só enquanto estamos construindo o  Templo, embora ele incorpore precisamente este vaso, a casa de santidade, mas também temos que considerar a entrega da Torá. A questão é: “Você está pronto para isso?” Não se trata se você é ou não “capaz de” fazê-lo neste momento, mas se está “pronto para ir atrás disso?” Se a resposta for “sim”, basta fazê-lo!

Isso significa que nós temos que sentir o sofrimento da sociedade porque temos que sentir os desejos de nossos próximos como o nosso. Mas há uma sutileza, já que não pegamos os desejos dos nossos próximos por comida, família, dinheiro, poder ou conhecimento diretamente. Ao contrário, nós devemos ter compaixão e sentir a dor dos outros como a nossa própria, pois é algo que lhes interessa em seu nível. Mas temos que decifrar seus estados a partir do nosso nível e entender que o motivo de sua aflição é uma deficiência da Luz que Reforma, a falta da presença da Luz Superior em seus desejos.

Seus desejos exigem correção e, portanto, eles experimentam vários problemas: doenças, problemas com filhos e família, e todos os tipos de problemas. A razão para todas essas tristezas é uma deficiência da Luz em geral. No nosso nível, nós somos capazes de entender esta situação e transferir as suas orações para o nosso apelo (MAN). Isso é o que significa ser imbuído do sofrimento do público.

A questão que surge é sobre como podemos penetrar seus desejos espirituais, se eles ainda não aspiram à espiritualidade, mas apenas anseiam satisfação material? Digamos que eu estou no 50º nível, mas o público em geral não representa o meu Partzuf inferior imediato, uma vez que ainda não alcançou o 49º nível. É possível que eu veja seus desejos no 49o nível?

O fato é que nós vemos os desejos do público em geral apenas a partir do nível que nos encontramos, visto que todos os níveis já existem. Tudo o que a pessoa pode fazer é sentir os desejos da sociedade que estão num mesmo nível. Isto significa que ela eleva os desejos da sociedade ao seu próprio nível. É por isso que até mesmo um justo completo pode ser impressionado pelo sofrimento do público num estado material, mesmo antes do período de preparação, antes de Lo Lishma. Afinal, o estado já existe no mundo espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 05/03/14

Saber É Provar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, item 48: É percebido que os seus 613 órgãos são 613 Partzufim (plural para Partzuf), únicos em sua Luz, cada um à sua maneira.

Pergunta: Como partes de um todo podem ser diferentes em esplendor? O que significa “cada um à sua maneira”?

Resposta: Cada célula, molécula, átomo, e as suas partes têm um propósito e um trabalho próprio. Nós devemos revelar a natureza e a finalidade de cada pequeno detalhe da criação até a última “coisa trivial”. Em última análise, temos que chegar ao ponto original, “algo a partir do nada”, a origem do desejo, e, depois corrigi-lo no momento de sua origem.

Ao fazer isso, nós revogamos o “algo a partir do nada.”

Todos os desejos são únicos e interligados. No entanto, nós conhecemos a sua estrutura não indo fundo em suas peculiaridades como estamos acostumados em nossa sociedade determinista, que é fragmentada em partes individuais. Não, na espiritualidade nós vamos entender as coisas através de uma integração dinâmica de todas as suas partes. Lá, os desejos não são estranhos um ao outro. Cada um deles está sempre entrelaçado com o restante do todo (613 menos um).

Pergunta: De acordo com sua descrição, nós devemos ser verdadeiros gênios reais para…

Resposta: É dito: “Não é o sábio que aprende”. Nós começamos a conhecer o mundo através de “gostos, sabores” (Ta’amim). A fórmula química que descreve com precisão as propriedades de uma substância não nos diz nada sobre suas propriedades; entretanto, se nós sentimos a substância, entendemos imediatamente tudo sobre ela.

É por isso que o conhecimento na espiritualidade é provar. Você pode escrever um longo romance sobre algum sabor, mas eu ainda não consigo imaginá-lo. No entanto, se eu o provo, vou resolver imediatamente o problema e saber exatamente o que é. Basta saber o sabor, porque um sabor inclui e revela a origem da substância, as suas propriedades e nuances. Então, ao ler o nome apropriado de uma coisa que eu já provei, eu já sei do que se trata.

A realização espiritual não precisa de nada, exceto anulação perante o grupo, humildade do desejo de receber sobre o desejo de doar.

Pergunta: Então, quem são os que coletam os dados e como eles fazem isso?

Resposta: Uma forma completamente nova de HaVaYaH emerge num desejo, os quatro discernimentos da Luz direta. Não há nada além deles. Isso é o que realmente alcançamos. Todos os mundos, ações, partições e correções são incorporados à estrutura invariável e original de HaVaYaH.

A chave para a realização é a unidade dos amigos reforçada pela Luz. Só a unanimidade nos proporciona conhecimento e sabedoria. Depois de sairmos de um estado de desapego e voltarmos a montar as partes quebradas, nós penetramos na sua natureza, atingindo, assim, a realização.

Esta é a única razão pela qual a quebra ocorreu: fragmentos destacados formavam uma imagem despedaçada que é totalmente oposta à sua própria natureza. Ao reuni-los de volta, nós conhecemos formas inversas de unidade, e “remontamos” o Criador. No entanto, nós não remontamos Ele no sentido do preenchimento interno do vaso, mas sim, nós o fazemos externamente. No entanto, por causa deste processo nós O alcançamos.

Pergunta: Portanto, isso significa que a unificação influencia tudo no nível atômico deste mundo material. Pode realmente ser assim?

Resposta: O mundo que vemos atualmente é um retrato da nossa própria falha, como se tivéssemos radiografado e víssemos o resultado na tela. Nós vemos a nossa própria corrupção, as entranhas do nosso egoísmo que se esforça continuamente por mais autorealização.

É por isso que quando nós mudamos, o mundo inteiro também muda conosco. É dito: “. E eu vi um mundo de cabeça para baixo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Relâmpago

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu trabalho com a intenção correta, sinto que ela é como um relâmpago que não posso segurar por mais que um instante. Eu continuo esquecendo a intenção, embora às vezes tenha um insight, como um flash, que é imediatamente extinto. O que eu devo fazer para que a intenção possa iluminar o tempo todo?

Resposta: Para isso você precisa da garantia mútua. Não há amigos a sua volta que pensem em você. Todo mundo está pensando em si mesmo e por isso você tem esses flashes a cada par de horas.

Se vocês pensassem um pouco mais um no outro, poderiam manter a intenção correta de forma permanente e sentir como se estivessem andando sobre um travesseiro ou um tapete voador. Eu sequer tenho que pensar em você ou nele, mas em nós. Isso é um vaso espiritual.

Pergunta: Mas eu vejo que os amigos estão tentando fazer isso! Por que nós ainda não tivemos êxito?

Resposta: Se você vê que os amigos estão tentando, que você tentou com eles, se segurou e ainda caiu, é uma coisa boa. Tais quedas já são em prol da próxima subida, de modo que você vai ficar mais forte. Você está no caminho certo; você é intencionalmente jogado da intenção correta como se tivesse esquecido completamente de tudo, mas não é uma perda de consciência, mas a maneira como você avança até a montanha do rei. Há uma grande diferença.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/03/14, Escritos de Baal HaSulam

Nosso Estado É Excelente!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz que Corrige influencia uma pessoa e a leva ao amor ao próximo?

Resposta: A Luz nos influencia constantemente: ou nos influencia de acordo com o ritmo natural da evolução que é chamado Beito (em seu tempo), ou de acordo com um programa chamado Achishena (vou apressá-lo), que está acelerando o tempo. Mas a Luz nos influencia constantemente.

Por um lado, se diz que “a Luz está num estado de repouso absoluto”. Por outro lado, nós a chamamos de Luz que Reforma, o que significa que ela pode nos influenciar de várias maneiras, mais ou menos. Claro, a Luz está num estado de repouso absoluto, mas eu me estimulo pelo ambiente: os livros, o grupo e o professor, aumentando assim a minha sensibilidade à Luz.

Digamos que nós estamos saindo para disseminar. Antes de sair nós realmente pensamos que queremos alcançar o amor ao próximo para alcançar o amor ao Criador, e assim agradá-Lo. Nós gostaríamos de realizar esta ação de amor real, mas, infelizmente, não a sentimos ainda.

Assim, nós agimos até mesmo como resultado do interesse pessoal (Lo Lishma): queremos alcançar a espiritualidade, conhece-la, senti-la; esperamos revelar os céus. Quando agimos desta forma, mesmo com a intenção “não por sua causa” – como se diz: Mitzvot (mandamentos) não exigem a intenção –  isso ainda funciona. A Luz me ilumina à distância (é por isso que é chamada de Luz Circundante), e assim me ajuda a avançar.

Portanto, todo o meu trabalho é verificar quais das minhas ações são as mais benéficas, a fim de estimular e atrair a Luz Circundante. A ação mais benéfica, de acordo com a lei da equivalência de forma, está mais próxima das propriedades da Luz, com uma conexão cada vez mais próxima, a saber: doação, amor, identificação, proximidade, abraço, beijo, acoplamento.

Nós devemos ansiar por isso, e eu estou pronto para ansiar por isso, mas só com a condição de que eu receba algo, ou seja, vou ser recompensado com novos sentimentos, compreensão e com a abertura dos meus olhos para revelar os segredos da Torá, para que os céus se abram para mim. Eu quero isso e não posso fazer nada com o meu desejo de receber!

Não importa, eu preciso trabalhar com o desejo que tenho. Isso não cabe a mim, mas é organizado dessa maneira do Alto pelo Criador. Eu trabalho com o que tenho, mesmo que seja claro para mim que eu faço tudo para o meu próprio bem, e a Luz Circundante gradualmente corrija as minhas intenções e as torne corretas. É assim que avançamos.

Se nós alcançamos o amor do Criador a partir do amor dos seres criados, então a coisa mais benéfica que podemos fazer é cuidado dos seres criados! Assim, a disseminação – ou como se diz, o papel da nação de Israel, nos obriga a levar toda a humanidade ao Criador – é a ação mais benéfica para quem participa dela. Nós só precisamos entender isso, interpretá-la corretamente, e dizer uns aos outros sobre isso. Então vamos entender que estamos em excelente estado. Nós recebemos oportunidades únicas.

Da preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/03/14

Maná Do Céu

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os filhos de Israel, caminhando pelo deserto, receberam o “Maná do Céu” e foram alimentados por ele?

Resposta: Eles encontravam cada vez novos desafios e problemas na medida em que revelavam cada vez mais a sua inclinação ao mal, e assim eles tinham o que orar e esclarecer.

Primeiro, nós temos que nos sentir mal, e quando o mal é revelado nós começamos a perguntar e a esclarecer por que nos sentimos mal. De dentro do seu ego a pessoa começa a esclarecer por que se sente mal e quer eliminar a fonte do mal.

Se ela for desenvolvida o suficiente, ela começa a se perguntar sobre a origem do mal, sobre a causa para o mal, sobre o propósito do mal. Isso decorre do fato de que ela já está conectada à força superior por algum sentido interior. Seu desejo de receber já atingiu o nível quatro de Aviut (espessura) do esclarecimento. Assim, ela sente que está conectada à força superior pelo destino. É por isso que os astrólogos, cartomantes, etc., são tão populares hoje em dia. Tudo decorre da mesma razão, como resíduos da busca correta.

Nós avançamos no deserto e descobrimos novos problemas e dificuldades que estão conectados à força superior através de um ponto chamado Moisés. Isto significa que já existe um sistema que pertence à santidade, que inclui o estudo e ações de disseminação que nos ligam ao Criador.

Há também um sistema corrupto – este mundo, o qual nós queremos conectar a nós, e por isso saímos ao público. Conforme nós saímos ao mundo, podemos corrigir a nós mesmos. Porém, sem a disseminação não podemos nos corrigir de forma alguma. É graças à disseminação que nós avançamos no deserto junto com todos os nossos grupos.

Graças ao estudo e a disseminação cada um começa a viver mais e mais por sua oração, por seu apelo ao Criador através do grupo. Então, ele sente que isso o revive e por isso é chamado de MAN. MAN significa que você se adere à força de doação e quer estar nela.

Você não deseja encher os vasos de recepção, mas quer permanecer totalmente no pedido, na doação. Você recebe esses poderes para poder elevar MAN, que é um pedido para permanecer no deserto e não exigir nada, exceto a oportunidade de se voltar ao Criador em qualquer situação.

Este é o trabalho de esclarecimento no deserto e você vive por este trabalho. Você não tem nada e não precisa ou quer nada. Aos poucos nós começamos a sentir isso. Isto só é descrito a uma pessoa depois de muito tempo, uma vez que requer uma mudança interior de seus sistemas, do sistema de sua alma. Aos poucos, ela concorda em ser cada vez mais parte dessas imagens.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 06/03/14

Rezar Significa Implorar Para Que o Meu Coração Seja Ligado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é dito que a pessoa deve julgar-se á escala de mérito? Ela faz isso por si mesmo? Não é a Luz Superior que funciona nele?

Resposta: Nós não dizemos que a Força Superior funciona aqui, embora ela faça tudo. Quando se diz que “ a pessoa deve corrigir” isso significa que a pessoa pede que a Luz Superior o corrija.

É o mesmo no nosso mundo quando nós falamos acerca de uma casa que foi construída por um grande arquiteto. O arquiteto construiu realmente a casa? Ele a planeou e foram centenas de pessoas que construíram a casa. Mas dizemos que a casa foi construída pelo arquiteto e por vezes até colocamos uma placa com o seu nome.

Nós também não falamos nas forças que nós atuamos. Há o Criador que é bom e benevolente, “Não há outro além D’Ele”, Ele deu uma lei que não pode ser quebrada: a lei de equivalência de forma que determina todos os níveis na escada espiritual. Mas todos os nossos apelos, todo o nosso trabalho, depende apenas de nós. Se nós ativarmos a nós mesmo sentindo o desejo correto, nós receberemos a Luz.

É uma súplica constante que nunca acaba e nunca muda. Tudo depende apenas da nossa equivalência de forma com a Luz. Por isso, nós não dizemos que a Luz nos corrige. Se tudo está pronto e Ele é bom e benevolente, tudo é determinado pelo meu desejo por mudanças positivas, e a Luz atua de imediato na máxima força.

Na verdade, eu nem sequer tenho que pedir para fazer isso. Portanto nós não dizemos “implorar” mas “rezar” para o Criador porque eu imploro a mim mesmo e me ativo a mim mesmo e não Ele. Eu sou quem tem que revelar os desejos, e todas as ações são destinadas a ligar o nosso coração. A Luz Superior está num estado de repouso absoluto e o problema existe apenas no nosso coração.
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Da Preparação para a  Aula Diária de Cabala 3/5/14

Um Grande Desejo Significa Uma Grande Intenção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, Item 65: Você já sabe que existe uma relação inversa entre Luzes e vasos: nos Kelim, os superiores crescem primeiro (ver item 62), razão pela qual o primeiro era mais completo na parte prática do que o último. Mas com as Luzes, onde as inferiores entram primeiro, a última é mais completa do que a primeira.

Pergunta: Qual é o significado da “parte prática”? Ela se refere às Mitzvot (mandamentos) práticas?

Resposta: Estas são Mitzvot que realizamos entre nós no nível físico, porque nossas intenções ainda não foram suficientemente reveladas. Nós ainda não temos um desejo que seja profundo o suficiente.

A mesma coisa também é típica da evolução da humanidade. Com o tempo, nós gradualmente avançamos do trabalho físico para o trabalho mental, para áreas mais delicadas, quer se trate de mecanismos de precisão, nanotecnologia, biologia, etc.

Este já é o trabalho dos vasos pesados, aqueles que têm um grande Aviut (espessura) do desejo. Quando você resiste, há toda uma variedade de Luzes que correspondem à profundidade atual do seu ego. Você começa a trabalhar com as Luzes, com as intenções, com os vasos delicados, mas fortes, como com um feixe de laser em vez de instrumentos manuais. Até mesmo o pensamento torna-se um meio que nos permite mudar o mundo, e nós já estamos perto disso.

Antes, quando tínhamos um pequeno desejo, não conseguíamos penetrar no interior do mundo e descobrir todos os seus componentes. Sem uma grande inclinação ao mal não poderíamos dividir, classificar e organizá-lo.

Há o trabalho prático e o trabalho em nossa intenção: o primeiro é sempre em GE, enquanto o último é em AHP. Contanto que os vasos sejam puros, no nível de Aviut da fase da raiz, da fase um e dois, há uma vantagem para as ações. Em outras palavras, a intenção neste estado é chamada de uma ação. Diz-se: “Faça tudo o que estiver em seu poder”.

Essa ação não é realizada manualmente, mas a intenção é pequena. No entanto, ela não é suportada pela grande espessura do desejo e não é estabelecida acima da resistência. Eu ainda não estabeleço uma intenção oposta ao que é revelado dentro de mim.

Por outro lado, a verdadeira intenção sobe acima do desejo mais forte, no nível três e quatro de Aviut. Este é o lugar onde o verdadeiro ego está oculto, contra o qual eu tenho que trabalhar. Não é mais pouca coisa. Quando uma criança pequena obedece sua mãe mesmo quando ela não quer, é uma coisa, mas se você perguntar a um rapaz de 15 anos que já se sente maduro o suficiente e vence a mais forte resistência interior para fazê-lo, é algo totalmente diferente. Esta é a diferença entre uma ação e uma intenção, e isso tem a ver com as Mitzvot de fazer e não fazer.

Pergunta: Portanto, o que, neste sentido, são as ações físicas que realizamos no grupo: deveres, etc.?

Resposta: Essas ações também são consideradas de acordo com a intenção. Diz-se que Mitzvot não precisam de uma intenção, o que significa a intenção correta a fim de doar. Ainda assim, tudo é considerado de acordo com a intenção, mesmo que por enquanto ela seja egoísta, mas dirigida à meta.

“Eu quero chegar ao Criador”

“O que significa isso?”

“Eu não sei, ser bom”

“Mas ser bom significa a fim de doar”

“Portanto, eu quero agir a fim de doar!”

A verdade é que eu não tenho ideia do que significa doar e só digo que a quero, mas é o suficiente para fazer parte da correção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam