Textos na Categoria 'Novas Publicações'

Meus Artigos Na Mídia, 21 – 31 De Julho De 2016

Em Inglês:

The Jerusalem Post:

“Breaking Out from the Straits”
“An analysis of Europe’s security troubles from the perspective of Kabbalah“

Em Alemão:

The Huffington Post:

“Gedanken über ein Gespräch mit Senatorin Nathalie Goulet”
“Jenseits von schwarz und weiß”
“Unterwegs zum Kampf der Kulturen“

Em Espanhol:

The Huffington Post:

“Reflexiones sobre la conversación con la senadora Nathalie Goulet“

Unidos con Israel:

“Reflexiones sobre la conversación con la senadora Nathalie Goulet“

Em Francês:

The Huffington Post:

“Réflexions suite à une conversation avec la sénatrice Nathalie Goulet”
“Au-delà du Noir et du Blanc“

The Times of Israel:

“Sortir des détroits”
“Raison d’être fier“

Em Italiano:

Blogactiv:

“Riflessioni sulla conversazione con la Senatrice Nathalie Goulet”
“Il mio punto di vista sulla questione LGBT“

Meus Artigos Na Mídia, 01-20/09/16

Em Inglês:

The Jerusalem Post:

“Institutionalized Anti-Semitism at UC Berkeley — Facts and Details”
“New Course at Berkeley University: How to Get Rid of Israel”
“We ignited the BDS; only we can put it out”
“Is Israel really detrimental to the world?“

Haaretz:

“Merkel and Hollande Discover—the EU Is Dying”
“Peace A Dream or a Dream Reality?“

Em Alemão:

The Huffington Post:

“Warum gibt es antisemitische Juden?”
“Liebe Made in Israel”

NZZ: “Entre Átomos”


A revista austríaca NZZ publicou minha entrevista intitulada “Entre Átomos“, com Michael Fleischhacker, jornalista, moderador e editor-chefe da NZZ, ex-editor-chefe da Die Presse. Abaixo está a tradução de parte do artigo em português.

ENTRE ÁTOMOS

É um dos ensinamentos de sabedoria mais antigos da humanidade e ainda muito popular: a sabedoria da Cabalá. Um dos mais destacados representantes da Cabalá explica nesta entrevista por que precisamos construir um instrumento para revelar o Criador.

Michael Fleischhacker: Para esta revista, nós convidamos vários artistas austríacos para produzir uma imagem para nós. Uma que reflita o título da revista: Meu Criador. Zenita Komad foi uma das artistas. Através de seu trabalho, eu pude ver que seu entendimento é que o Criador é, na verdade, comunicação; o Criador não aparece através de um redemoinho de átomos desconexos, mas apenas quando a comunicação é estabelecida entre átomos é que o Criador nos ilumina, ou o Criador se torna visível, se você quiser. Você compartilha este ponto de vista?

Michael Laitman: Isso é totalmente correto. Eu concordo com Zenita. O Criador não é uma personalidade, mas uma força: a força global que une todas as outras forças na natureza. Essa força conecta e inclui toda a criação. Ela dirige, guia, organiza e dispõe tudo. No geral, é energia. A fim de descobrir essa energia, precisamos criar um detector dentro de nós mesmos, tanto quanto em nosso mundo, onde você precisa de um instrumento para medir a força magnética ou radioativa.

Por exemplo, nós sentimos a pressão da gravidade sobre nós. No entanto, não sentimos a força magnética; portanto, precisamos de um instrumento para isso. Tal instrumento é o que precisamos para entender e revelar esta força superior.

Isso soa muito técnico? A pessoa começa a criar um determinado instrumento como um sensor, tipo de Star Wars, para detectar o mundo externo. Isso é correto, como eu estou descrevendo-o?

Sim. Exceto que isso deve ser construído dentro da pessoa.

Há indicações em algum lugar sobre como realizar isso? Há indicações na internet que a pessoa possa apenas baixar e usar?

Certamente. Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos oferece. Por quase 6000 anos, tem se estudado como criar conexões entre nós e dentro de nós, a fim de receber a força capaz de revelar a Divindade.

As religiões falam de um caminho diferente. Elas, supostamente, já construíram tal instrumento, alegando que ele existe e que todo o trabalho é simplesmente seguir esse caminho, porque este Criador do qual elas estão falando já está presente, você só tem que segui-Lo …

Há muitas religiões e houve muito mais religiões e crenças na história. Nós não somos parte disso. A sabedoria da Cabalá não se filia a nenhuma religião de forma alguma. É simplesmente a “sabedoria” da Cabalá. É uma ciência que lida com a forma de revelar a força superior da natureza chamada “Criador”.

Não há nenhuma “fé”, ato ritualístico ou qualquer coisa em particular que precisamos fazer. Claro, a pessoa tem que estar disposta a mudar para se tornar capaz de ver o Divino.

Trata-se apenas de uma pessoa que se adere ao objetivo de “conhecer a Divindade”, revelando a Divindade, conhecendo essa força, revelando-a. Quando ela é revelada, é dentro dessa pessoa, através de mudanças internas que a própria pessoa evoca. [Leia mais →] (em inglês).

Ynet: “Qual É A Lei Oculta Da Natureza?”


Da minha coluna no Ynet: “Qual é a Lei Oculta da Natureza?“

Uma borboleta que vibra suas asas em Paris cria pequenas mudanças na atmosfera que, em última instância, podem gerar um tornado no Brasil. O “efeito borboleta”, que opera em um sistema integral, também tem um lado otimista: uma pequena ação de nossa parte pelo benefício da sociedade pode desencadear muito mais bondade do outro lado do globo.


Imagine uma pessoa que decide se afastar da vida social para viver em uma caverna ou nas montanhas ou em uma ilha deserta no meio do oceano.

Ela vive separada de tudo: sem comida rápida, internet, telefone celular ou pessoas ao seu redor; somente a própria pessoa e a natureza que a rodeia. Primeiro, ela provavelmente sente uma incrível sensação de liberdade, um sonho que se tornou realidade, mas, em breve, tem dificuldade em satisfazer suas necessidades básicas: alimentação, proteção contra predadores, abrigo de mudanças climáticas, problemas ao cuidar de si mesma em caso de uma lesão ou doença, e ninguém para compartilhar seus momentos de tristeza e alegria.

Ironicamente, essa pessoa pode ser qualquer um de nós. Mesmo na era global do século XXI, em uma sociedade onde estamos todos conectados uns aos outros através de uma tecnologia avançada, todos se retiram para sua própria ilha deserta, preferem se separar dos outros, e cuidar de si mesmos, em vez de cooperar com seu ambiente. Ao fazer isso, vamos contra a natureza, interrompendo suas leis globais, e o resultado imediato é que nossas relações estão em crise, chegando a um beco sem saída expresso na alta taxa de divórcio, conflitos entre vizinhos e colegas, guerras entre povos e nações, bem como pela pobreza, fome e privação, que infelizmente estão se tornando a rotina diária da maior parte da humanidade.

Como chegamos a essa situação absurda em tal mundo desenvolvido? O que podemos fazer para mudar as coisas para melhor, e o que a natureza realmente espera de nós?

Como Sobreviver A Esses Dias

O homem é uma criatura social por natureza. A natureza tem motivado o homem por gerações para criar relações sociais, econômicas e culturais infinitas que foram tecidas em uma estreita rede global graças a qual uma pessoa pode obter qualquer coisa que queira hoje pelo clique de um botão. Pode parecer que a natureza opera de forma aleatória, sem um certo propósito ou direção, mas a grande natureza funciona de forma muito precisa, de acordo com um intervalo pré-definido de leis que impulsionam cada detalhe em harmonia rumo a um único objetivo: conectar todas as partes da humanidade em uma única sociedade.

A natureza poderia ter se desenvolvido de maneira perfeita para a felicidade final, rumo à unidade global, onde nós poderíamos viver como uma grande família, mas isso não é o que estamos vendo. Então, o que nos impede de se conectar dessa forma? A nossa natureza egoísta. O coração do homem é mau desde a sua juventude, a força negativa em nós que muitas vezes nos faz preferir o nosso bem-estar ao bem-estar dos outros.

A combinação da natureza que nos pressiona de fora através de diferentes mudanças climáticas e coloca obstáculos ao longo do nosso caminho para que possamos nos unir em uma sociedade, juntamente com as forças que atuam sobre nós desde dentro, os sentimentos negativos que nos fazem sentir repulsa um pelo outro, estão nos levando a um eventual confronto. Eles perturbam o equilíbrio de nossas relações e levam à desintegração das infraestruturas sociais e todos os problemas e desastres que encontramos.

Nós devemos estimular a força de conexão, a força positiva, a fim de superar o ego e equilibrar as más relações entre nós. Quando nos sentarmos juntos em uma mesa redonda e concentrarmos nossa conversa no ponto interno que nos une, o esforço de deixar a ilha deserta e se mover em direção a parte comum, isso irá revelar a força positiva que está oculta na conexão entre nós. Nós seremos envoltos em um sentimento de amor e calor. Esta união nos fará sentir bem e confortável, mas este é apenas o primeiro passo do processo. Quanto mais forte se tornar a conexão entre nós, mais conexões vamos criar que são essencialmente similares às conexões que operam na natureza.

A Relação De Dar E Receber

Na mesa redonda, vamos aprender sobre a força da natureza que opera para nos conectar. Há apenas duas leis: doação e recepção. A lei da recepção obriga cada indivíduo na sociedade a receber as necessidades básicas para si mesmo para que possa cuidar de seu próprio bem-estar e prosperidade. A lei de doação, por outro lado, obriga cada indivíduo a cuidar da prosperidade da sociedade e do seu bem-estar. A lei da recepção está embutida em nós, assim como a lei da gravidade. Nós a mantemos naturalmente, uma vez que se não o fizermos, seremos “punidos”. Uma pessoa que deixa de trabalhar, por exemplo, logo terá que enfrentar problemas econômicos. A própria vida nos obriga a observar a lei de recepção.

O cumprimento da lei de doação é muito mais complicado. A nossa contribuição para o desenvolvimento da sociedade nem sempre dá fruto imediato e às vezes leva tempo até que essa bondade retorne para nós. Portanto, não temos um forte desejo e uma necessidade natural de obedecer à lei de doação e de se preocupar com a prosperidade da sociedade. Quando não obedecemos a essa lei, a punição chega muito em breve, como o Baal HaSulam, Rav Yehuda Ashlag, escreve em seu artigo “A Paz”.

“Assim, a humanidade está sendo fritada em uma turbulência hedionda, onde conflitos, fome e suas consequências não cessaram até agora. E a maravilha disso é que a natureza, como um juiz hábil, nos pune de acordo com o nosso desenvolvimento. Pois nós podemos ver que na medida em que a humanidade se desenvolve, as dores e tormentos que cercam o nosso sustento e existência também se multiplicam.

“Assim, você tem uma base empírica científica de que Sua Providência nos ordenou manter com toda nossa força a Mitzva de doar aos outros com precisão absoluta, de tal maneira que nenhum membro dentre nós iria trabalhar menos do que a medida necessária para garantir a felicidade da sociedade e do seu sucesso. Enquanto estivermos ociosos realizando isso ao máximo, a natureza não vai parar de nos punir e se vingar”.

A lei de doação está intencionalmente oculta de nós, pois é graças a essa ocultação que temos a chance de se desenvolver de forma independente, a fim de adquirir a grande sabedoria que está oculta na natureza. A borboleta que vibra suas asas em Paris cria pequenas mudanças na atmosfera que em última instância pode gerar um tornado no Brasil. O “efeito borboleta”, que opera em um sistema integral também tem um lado otimista: uma pequena ação de nossa parte pelo benefício da sociedade pode desencadear muito mais bondade do outro lado do globo. Cedo ou tarde, essa bondade voltará a nós. A natureza é mais forte do que todas as nossas forças e continuará a nos “bater” até nos juntarmos a ela cumprirmos a lei de doação. Então, vamos abrir o caminho seguro para a felicidade.

Baseado na “Necessidade para a Prática do Cuidado com as Leis da Natureza” do artigo “A Paz”, de Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam).

Do Artigo no Ynet 02/06/16

Meus Artigos Na Mídia, 01-25/08/16

Em Inglês

The Jerusalem Post

“Why are there anti-Israel Jews?”
“A letter to a Sufi friend”
“We mourn the ruin of the Temple, but we extol its cause”
“We have to check the world into the nearest repair shop“

Jewish Journal

“Love Made In Israel“

Em Alemão

The Huffington Post

“Liebe Made in Israel”
“Wir müssen die Welt zur Werkstatt bringen”
“Aus der Enge ausbrechen“

Em Espanhol

Unidos con Israel:

“Tu B’Av: Amor fabricado en Israel”
“Lloramos por la destrucción del templo, pero alimentamos su causa”
“Hay que llevar a revisar este mundo al taller de reparación más cercano”
“Liberarnos de las calamidades“

Em Francês

The Times of Israel:

“Nous avons grandi, mais sommes-nous devenus des adultes?”
“L’Amour à la manière d’Israël”
“Nous pleurons la destruction du Temple, mais nous en exaltons sa cause”
“Le monde a besoin d’être réparé“

Em Italiano

Blogactiv:

“Siamo cresciuti, ma siamo diventati adulti?”
“Cosa possono fare gli umani (che le altre creature non possono fare)”
“Uscire da una situazione critica“

The Huffington Post:

“Cosa possono fare gli umani (che le altre creature non possono fare)”

Meus Artigos Na Mídia, 26/08 – 01/09/16

Em Inglês

The Jerusalem Post

“Is Israel really detrimental to the world?”
“Why are there anti-Israel Jews?“

Em Alemão

The Huffington Post

“Liebe Made in Israel“

Em Francês

The Times of Israel

“Pourquoi y a-t-il des juifs antisémites?”

Ynet: “O Que É Importante Para Os Nossos Filhos Na Escola?”


De minha coluna no Ynet: “O que É Importante Para os Nossos Filhos na Escola?”

Se não quisermos acordar uma manhã e descobrir que perdemos toda uma geração, temos que mudar o mais rapidamente possível o sistema de educação que prepara os nossos filhos para a vida. Mas enquanto todas as pesquisas indicam a necessidade urgente de mudança, o Ministério da Educação está focado somente na transmissão de conhecimentos e nas notas. Qual é a solução?

Se você fosse um dos tomadores de decisão no país, qual serviço público você melhoraria em primeiro lugar? Os serviços de assistência médica, o Instituto Nacional de Segurança, os tribunais, ou o sistema de ensino? Centenas de israelenses responderam a esta pergunta em uma pesquisa conduzida pelo Bureau Central de Estatísticas e os resultados foram publicados esta semana.

Se você é pai/mãe animado com os filhos que estão começando um novo ano escolar esta semana, provavelmente já sabe a resposta a esta pergunta. Mais de 30% da população acredita que o sistema educacional israelense precisa ser melhorado: 48% dos pais em Israel estão decepcionados com a maneira como ele opera; 60% procuram alternativas, e 81% dos pais se queixam de que o sistema educativo não prepara as crianças para a vida adulta no século XXI.

O cliente tem sempre razão, e neste caso são os pais. Que ferramentas nossos filhos terão para gerir a sociedade após 12 anos de escola? Quais são os valores que eles vão aprender na escola? O racismo está crescendo, a divisão no país aumentou, e o discurso nas redes sociais está se tornando mais violento. Quem está preparando nossos filhos para lidar com esses problemas reais e muitos mais?

Pais, vocês se importam?

Esta semana a escola vai voltar a ser a instituição central que influencia a vida e o futuro do seu filho. O sistema de educação pública foi estabelecido na medida em que a revolução industrial do século XIX se acelerou com a intenção de treinar muitos trabalhadores para as linhas de montagem. Ele não mudou muito desde então …. Acontece que o foco principal está no ensino de habilidades profissionais que servirão melhor o sistema econômico e vai ajudá-los a se desenvolver. Enquanto as escolas continuarem sendo uma fábrica para a produção de cidadãos bons e competitivos, e o teste de realização for o único critério para medir o sucesso, não há razão para enviar nossos filhos à escola.

O sistema escolar deve primeiro se concentrar em ensinar valores e não informações. Melhorar os temas centrais e aumentar o número de alunos que tiram cinco pontos nos exames finais de Inglês e Matemática (o mais alto nível) e reescrever frases em estudos sociais é importante, mas este é o papel do Ministério da Informação e não do Ministério da Educação.

Profunda Re-educação

Por enquanto, há um declínio acentuado no número de jovens que querem servir no exército. Muitos jovens pensam em deixar o país e estamos nos tornando cada vez mais indiferentes uns aos outros todos os dias. Em um Estado que está lidando com um problema nacional chamado ódio infundado, cujas sementes foram plantadas com a destruição do Templo, temos que agir e ensinar a ideia nacional do “ama teu amigo como a ti mesmo”.

“A pessoa que se preocupa com os dias, planta trigo; com os anos, planta árvores; com as gerações, educa as pessoas” (Janusz Korczak). Todo pai se preocupa com o futuro de seus filhos e faz o seu melhor para que eles aprendam a manter as relações familiares entre eles. É assim como todos nós juntos também devemos nos preocupar com o futuro da próxima geração. Devemos incentivar a melhoria das relações interpessoais para que possamos descobrir o poder da unidade, e o bem-estar e segurança que ela oferece, não como resultado do falso espírito de garantia mútua que emerge nos momentos de dificuldade. “Nossa única esperança é reorganizar profundamente a educação de nossos filhos, para descobrir e reacender o amor natural que está piscando em nós, e reviver os músculos nacionais em nós, que estiveram inativos por dois mil anos” (Os Escritos de Baal HaSulam).

Uma Lição em Conexão

Se não quisermos acordar uma manhã e descobrirmos que perdemos toda uma geração, sugiro que comecemos o dia escolar como Baal HaSulam diz em seu artigo, com pelo menos uma hora de consolidação das atividades de unidade. Não devemos perder o momento; temos que nos sentar no banco da escola novamente. “Nós, a nação, devemos levar a uma interação que irá criar uma micro sociedade entre os estudantes, onde todos se preocupam com todos os outros como em uma pequena família. Isto irá preparar as crianças para estabelecer uma conexão calorosa no topo de toda a tensão e conflitos naturais entre si, e trazer para fora toda a criatividade e o potencial nelas. (“Educação não cria nada de novo, mas traz à tona o que já está em uma pessoa”, Rav Kook).

Durante a “hora de conexão”, os professores vão fornecer as ferramentas básicas para a construção de uma conexão forte e saudável entre os estudantes, trazendo exemplos de dependência mútua positiva e consideração, e vão orientar os alunos em como lidar melhor com o mundo global, que afeta todos os aspectos da nossa vida. As crianças vão se sentar em círculo em que todos são iguais e podem ver e ouvir uns aos outros, e não atrás de mesas dispostas em uma fileira. Todo mundo vai aprender a ouvir uns aos outros, sem impor sua opinião até que atinjam uma compreensão geral. Aos poucos, eles vão aprender a superar sua natureza egoísta, e, finalmente, vão sentir parceria, conexão e amor, como está escrito: “O amor cobre todas as nossas transgressões”.

Um Professor para a Vida

O professor também vai fazer parte do círculo e se sentar com as crianças e conversar com elas no mesmo nível. Ele irá substituir a sua autoridade e superioridade com a arte de perguntas direcionadas que ajudam as crianças a descobrir a informação por si só, comunicando e falando entre si. É assim que a informação é assimilada de forma muito mais significativa e qualitativa.

Uma criança que cresce em um ambiente que mede seu sucesso de acordo com a sua consideração pelos outros, e de acordo com sua contribuição para com toda a sociedade, tem a garantia de florescer e ser educada. Como um adulto, ela vai, sem dúvida, enfrentar a vida com uma perspectiva muito mais ampla do mundo e com um sentimento de responsabilidade e cuidado em relação à construção de uma sociedade igualitária atenciosa, assim como o ambiente em que ela cresceu.

“É uma vergonha admitir”, diz Baal HaSulam no mesmo artigo, “que uma das qualidades mais preciosas e importantes que temos perdido durante o nosso tempo no exílio, é a nossa consciência nacional, ou seja, o sentimento natural que conecta e sustenta toda nação. É porque os fios de amor que unem a nação de Israel se deterioraram e foram cortados de nossos corações, foram perdidos e se foram. “Nossa nação tem uma grande sabedoria de conexão, uma ideologia que foi estabelecida para as gerações. Tudo o que temos a fazer é implementar o método de conexão que está enraizado no amor de misericórdia de Abraão entre os nossos queridos filhos. Não é um sonho, está bem aqui nas relações entre nós.

Do artigo no Ynet 31/08/16

Ynet: “A Linha Tênue Entre Amor E Ódio”


Tishá B’Av [o dia 9 de Av] é a expressão direta e mais próxima da clara conexão entre o ódio infundado entre a nação de Israel e a destruição, mas não é a única coisa. Enquanto existir o ódio, a destruição vai continuar a nos assombrar. Na véspera do dia 9 de Av vamos tomar um minuto e parar nossa perseguição diária e nos reunir em um balanço conjunto. Usando livros da Cabalá e a orientação fornecida por nossos professores espirituais, os Cabalistas, podemos aprender a amar novamente.

“Cinco coisas aconteceram no dia 9 de Av: nossos antepassados ouviram pela primeira vez que não iam entrar na terra de Israel, o primeiro e o segundo Templos foram destruídos e a cidade de Beitar foi conquistada e pilhada. Quando chega o Av nós diminuímos a alegria”. (Talmud Bavli, Masechet Ta’anit).

A véspera do dia 9 de Av é o final das três semanas dos dias de Bein Hameitzarim (os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av). É um símbolo da destruição do segundo Templo para muitos, mas um breve olhar em nossos livros de história revela a verdade surpreendente que o Templo e a sua destruição não importa tanto quanto o imenso ódio infundado entre os judeus em Jerusalém na época. O ódio era tão profundo que é a raiz de todas as destruições e o sofrimento da nação de Israel ao longo da história.

Não só a destruição do primeiro e segundo Templos ocorreu no dia 9 de Av; muitos outros desastres também ocorreram: as tábuas dos Dez Mandamentos foram quebradas nesta data, Jerusalém foi conquistada e destruída pelos romanos e Bar-Kochba e dezenas de milhares de seus seguidores foram mortos na cidade. Em tempos posteriores, os judeus da Inglaterra foram expulsos em 1290, os judeus da França em 1306, os judeus da Espanha foram expulsos em 1492, e durante o Holocausto ocorreu uma maciça deportação de judeus para os campos da morte nesta data.

Qual É A Raiz Do Ódio Infundado?

O ódio infundado é parte natural do desenvolvimento da humanidade. De acordo com a Cabalá, “o coração do homem é mau desde a sua juventude”, e a força negativa e egoísta cresce e nos separa continuamente. Para evitar eventos destrutivos adicionais e construir o amor fraterno, temos que adicionar a força positiva neste processo que irá equilibrar a força negativa do ego. A força positiva é a força da conexão, uma força que existe na natureza, embora esteja oculta. No entanto, diferente da força do ego que se desenvolve naturalmente, a força positiva é criada somente por nossos esforços. Uma vez que começamos a fazer esforços para construir pontes no fosso entre nós e nos aproximar uns dos outros, para estreitar as conexões entre nós nos elevando acima de todas as nossas diferenças, sem tentar desfocá-las, nós iremos estimular a força positiva que está escondida na natureza.

Enquanto nós negligenciarmos tratar o nosso ego, ele só continuará crescendo até entrar em erupção sob a forma de rejeição mútua e ódio amargo que trará outro desastre para nós, para que despertemos e voltemos ao caminho certo. Isto é o que aconteceu com os filhos de Israel quando saíram do Egito. O egoísmo cresceu em novas dimensões e os arrastou ao ódio infundado, a fúteis conflitos internos e às intermináveis contas pessoais. Sob o ataque de pensamentos de ódio, decorrentes da raiz do Monte Sinai, os filhos de Israel foram obrigados a se unir como um homem em um só coração. A condição com que eles foram confrontados no sopé da montanha era clara: ou vocês se unem ou este será o lugar do seu enterro. A grande tensão entre as rejeições mútuas que eles sentiram e a necessidade da garantia mútua gerou a necessidade do método de conexão.

Foi Moisés, o líder da nação, que foi confrontado com a demanda do povo para se conectar. Ele subiu ao topo da montanha e recebeu a Tora: os meios para estimular a força de conexão entre as pessoas. Mas a nação de Israel escolheu a separação e o ódio em vez de se preparar para o momento sublime da recepção da Torá.

“Enquanto Moisés estava com eles, ele os uniu e conectou enquanto a assembleia de Israel abaixo era como um homem em um só coração. Eles eram como uma parede forte contra as forças externas, que não podiam penetrar o todo de Israel, mas somente quando há uma rachadura no muro de Israel (“Shmuel Shem“).

Os filhos de Israel usaram a pequena rachadura nas relações entre eles e preferiram construir o bezerro de ouro, um símbolo da adoração do ego, que cultiva a concorrência e a perseguição brutal de conquistas em detrimento dos outros. Quando Moisés desceu e voltou ao povo, ficou surpreso ao descobrir quão longe as pessoas se afastaram da meta, para a qual foram feitas, e quebrou as tábuas, os valores de unidade e garantia mútua, como expressão de seus sentimentos.

“Após o evento com o bezerro, os filhos de Israel perderam o nível de conexão em que estavam e precisaram se reconectar (“Shmuel Shem”). Só quando decidiram fazer um pacto e aceitar a unidade como o valor mais alto foram dignos de receber a Torá.

“A ideia principal baseia-se na unidade da Torá, e quando eles receberam a Torá, imediatamente se sentiram responsáveis uns pelos outros, é claro (Likutei Halachot). Graças a isso, as segundas tábuas dos Dez Mandamentos não foram quebradas. Tendo o método de conexão, nós continuamos a conquistar a terra de Israel com maior conexão e amor e depois construímos os dois Templos. “É pelo Templo que nos tornamos uma nação, e quando fomos divididos, o lugar da unidade de Israel foi destruído, e foi por causa do ódio infundado que a cidade e o Templo foram destruídos”. (O Maharal de Praga).

A Destruição Nunca Terminou

O dia 9 de Av, como um lembrete de nossa preferência equivocada de nos desenvolver ao longo do estreito caminho egoísta em vez do amor aos outros, está se tornando cada vez mais relevante. Enquanto o ego continua a crescer e inchar, ele nutre o ódio infundado e destrói as relações entre nós, e então “fomos ordenados a reforçar a unidade entre nós em cada geração (Sefer Hatoda’a).

O mundo hoje está em uma crise profunda em todos os aspectos da vida e a incerteza quanto ao futuro é tão grande que uma terceira guerra mundial pode irromper, e nós temos que continuar do ponto onde paramos. O bezerro de ouro é agora revelado a todos e a decepção que ele traz nos leva à beira de um abismo. “Todos os problemas e sua finalidade é fornecer à pessoa razões mentais para que ela sinta pena sobre a destruição do Templo espiritual em seu coração, que é o caminho para a redenção” (Michtav Me’Eliyahu). Apesar dos momentos de sucesso que tivemos ao longo dos dois mil anos de exílio, ainda estamos enfrentando uma montanha de ódio e somos obrigados a tomar uma decisão e escolher o bem.

Nós temos que reconhecer o egoísmo como uma doença que nos rói por dentro e nos prepara para receber a Luz da Torá. “Assim como os sábios disseram (Masechet Kiddushin): ‘Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero’, que se refere à Luz na Torá que Reforma”, como Baal HaSulam diz. A força da conexão na Torá pode iluminar toda a escuridão e lugares escondidos em nossos relacionamentos, remendar as conexões que foram quebradas e nos dar uma boa sensação de plenitude e eternidade. Só então “uma grande Luz sairá da escuridão, a maldição se transformará em bênção e a destruição do Templo se transformará em sua construção” (O Santo SHEL”A).

Assim, é especificamente em nossos tempos que o melhor remédio é revelado, o método de conexão, a sabedoria da Cabalá. Isso explica por que a nossa natureza egoísta e impotência nos dominam, e ao mesmo tempo, nos permitem evocar a força positiva escondida na conexão correta entre nós e pode, portanto, nos ajudar a evitar os problemas à espreita ao virar da esquina. “A profundidade do mal é uma boa profundidade, a profundidade do ódio é a profundidade do amor e se formos destruídos pelo ódio infundado, seremos reconstruídos pelo amor infundado (“Orot HaKodesh“).

Do artigo no Ynet 11/08/16

Ynet: “O Homem Que Abriu O Caminho Espiritual Da Nação De Israel”


Da minha coluna no Ynet: “O Homem Que Abriu O Caminho Espiritual Da Nação De Israel”

Na idade de 35, ele apareceu em Safed, misterioso e majestoso, e durante os dois anos e meio antes de sua morte súbita mudou o curso da história e trouxe uma mudança tremenda. Graças a ele a sabedoria da Cabalá foi revelada para quem quisesse estudá-la e não apenas para alguns poucos escolhidos. O ARI, o rabino Isaac Luria Ashkenazi, o maior Cabalista de Safed, faleceu no dia cinco de Av, 444 anos atrás. Ele deixou atrás de si um método de estudo e uma mensagem relevante, que foram adaptados para o nosso tempo pelo Baal HaSulam, Rav Yehuda Ashlag.


“Se eu tivesse encontrado até mesmo um justo entre vós, eu não teria sido levado deste mundo antes do meu tempo”, disse o ARI tristemente aos seus alunos alguns instantes antes de falecer.

Rav Isaac Cohen, que estava ao seu lado, chorou amargamente e disse: “o que vamos fazer agora”? O ARI respondeu: “Diga aos amigos em meu nome que a partir de agora eles não se envolvam na sabedoria que eu ensinei a todos, uma vez que não a compreenderam corretamente, e só o Rav Chaim Vital vai envolver-se nela escondido e sussurrando”. Rav Isaac Cohen ficou muito irritado e perguntou: “Existe alguma esperança”?  “Se você for recompensado Eu virei, e o ensinarei”, o ARI respondeu. “Como é que virá e nos ensinará depois de morrer”?! Perguntou Isaac Cohen novamente. “Você não tem porque perguntar o que está escondido”, respondeu o ARI, e faleceu com a idade de apenas 38! (Shaar HaGilgulim).

O Zohar: O Mundo Total do ARI

O ARI foi o maior Cabalista no século XVI de Safed, e a figura central e mais significativa na história da nação de Israel e da sabedoria da Cabalá. Ele nasceu em Jerusalém em 1534. Seu pai morreu quando tinha oito anos e, como resultado, a família encontrou muitas dificuldades. A fim de melhorar a sua situação, sua mãe decidiu mudar-se para o Egito, para viver com seu irmão. Lá, o ARI viveu a maior parte de sua vida, e mergulhou no estudo do Zohar.

Depois de atingir grandes níveis espirituais e com o seu entendimento oculto especial do desenvolvimento da humanidade, sentiu que tinha chegado o momento de revelá-lo. Ele mudou-se para Israel e estabeleceu-se em Safed. O ARI sabia que iria encontrar o rabino Chaim Vital, seu aluno fiel, que mais tarde iria escrever seus ensinamentos e difundir a sua sabedoria no mundo.

Assim, em 1570, com a idade de 36 anos, o ARI mudou-se para Israel e estabeleceu-se em Safed, a cidade dos Cabalistas. Fpi séculos depois da época de Rabi Shimon Bar Yochai (Rashbi) e do grupo do Zohar, anos nos quais a humanidade esperou pelo professor certo que iria abrir o próximo nível espiritual da sabedoria da Cabalá. A chegada do ARI a Israel e a publicação do “Livro do Zohar” foram sinais claros de que havia chegado a hora.

A Centelha do Rashbi

Quando chegou a Safed, o ARI começou a estudar com o grande Cabalista da época, o rabino Moshe Cordovero (Ramak). Mas, pouco depois, os papéis foram trocados: o ARI começou a ensinar o grupo de Cabalistas e o Ramak aprendeu com ele.

O Rabino Moshe Cordovero foi o primeiro a reconhecer a grandeza do jovem Cabalista e como seu amigo e aluno ele costumava dizer: “Você deve saber que um homem que se senta aqui subirá diante de mim e iluminará a geração com a sabedoria da Cabalá. Se os canais foram obstruídos no meu tempo, os canais serão revelados em seu tempo. Você deve saber que ele é um grande homem, a centelha do Rashbi”.

“Naquela época a humanidade estava em uma crise sem precedentes: a Idade Média acabara; o Renascimento começava e trazia mudanças revolucionárias na tecnologia e na indústria. O ego humano entrou em erupção e empurrou o mundo para uma evolução acelerada e muitas tempestades. Duzentos anos depois a humanidade estava prestes a passar por terríveis mudanças radicais na Europa, especialmente revoluções e guerras civis sangrentas.

O ARI, que havia previsto as mudanças na natureza humana, percebeu que tinha que desenvolver um caminho alternativo de desenvolvimento espiritual, que iria equilibrar a erupção do ego, a fim de evitar o terrível sofrimento. Assim, ele adaptou a sabedoria da Cabalá e transformou-a em um método acadêmico científico, prático, em vez do método de conexão que até então era permitido apenas para poucas pessoas especiais. De acordo com seu método, se suas instruções fossem seguidas corretamente, as pessoas seriam capazes de seguir e as massas iriam praticá-lo. O método de correção que ele desenvolveu (e ainda é estudado hoje) leva a uma mudança sem precedentes no desenvolvimento espiritual da humanidade e mudou totalmente a história.

O Bastão é dado ao Rabino Chaim Vital

Apenas dois anos e meio foram suficientes para o ARI deixar a sua marca significativa na história da Cabalá. Ao mesmo tempo, ele nunca escreveu quaisquer dos seus ensinamentos. Toda a sua teoria Cabalística nos é conhecida apenas a partir dos escritos de seus alunos e um dos mais proeminentes e seu seguidor foi o rabino Chaim Vital (Harav).

Assim como o rabino Aba serviu pelo lado do Rabino Shimon (Rashbi), para escrever seus ensinamentos, que foram publicados no Livro do Zohar, o Harav anotou e escreveu toda a sabedoria da boca de seu professor, que hoje é conhecida como Cabalá do ARI.

“Primeiro a pessoa deve organizar suas orações e aceitar o mandamento de amar seu amigo como a si mesmo, e sintonizar o seu coração para amar a todos os filhos de Israel como sua própria alma, uma vez que assim procedendo a sua oração, que inclui todas as orações de Israel, sobe e será frutífera. Todos devem incluir-se como um órgão de seus amigos. Se um amigo está com problemas, todos devem compartilhar sua dor, e orar por ele, e, portanto, ele deve compartilhar todas as suas orações e suas ações e palavras com seu amigo, e meu professor me avisou muito a respeito da questão do nosso amor aos amigos“. (Shaar HaKavanot)

O Harav não acrescentou nada às palavras do ARI, e quando não tinha certeza se entendeu o seu professor, dizia especificamente isso. Uma das principais obras do ARI é o livro Etz HaChaim (A Árvore da Vida), que descreve todos os sistemas dos mundos superiores e as leis da criação como um método científico claro, e também os Oito Portões, uma série de livros, que também inclui explicações sobre reencarnações.

Seus Sucessores

“O Santo ARI foi o Messias Ben Yosef, e assim pode revelar uma sabedoria tão grande”, disse o rabino Yehuda Ashlag. Sua grande sabedoria simboliza o ponto entre o fim do período de exílio, que se caracterizou por uma grande divisão entre as pessoas e o início da redenção, caracterizado pela unidade maravilhosa entre toda a humanidade. “Se eu pudesse dizer palavras de elogio, eu o elogiaria todos os dias e diria que sua sabedoria está sendo revelada todos os dias como No dia em que a Torá foi dada a Israel”.

Baal HaSulam foi o primeiro no século XX a alcançar o espiritual nível do ARI e poderia, portanto, interpretar seus escritos para a nossa geração. Ele escreveu uma conexão maravilhosa chamada O Estudo das Dez Sefirot e na introdução escreveu que o livro foi feito para qualquer pessoa nos nossos dias que deseja encontrar a resposta para a pergunta: “Para que eu estou vivendo”?

Essa pergunta não desapareceu e está escondida no coração de cada pessoa. Da mesma forma que crises terríveis irromperam no tempo de ARI, que balançaram a humanidade e estimularam muitos a fazer esta pergunta, assim, tais crises ocorrem hoje: uma série de ataques terroristas em todo o mundo, a ascensão do Islã radical, o desvanecimento da UE, a crescente polarização entre diferentes setores e comunidades, e assim por diante. É realmente estudando e lendo o método especial desenvolvido pela ARI, com o comentário de Baal HaSulam, seu seguidor, que podemos encontrar uma resposta para o sentido da vida. Eles imediatamente elevam a pessoa à espiritualidade e a capacitam a sentir a unidade acima da separação que nos governa e conduz à destruição global.

“Se o meu povo me ouvisse, por vezes, quando o mal fica mais forte, iria gastar todo o seu tempo estudando o Livro do Zohar e os escritos do ARI e, assim, anularia todas as aflições e atrairia uma abundância de Luz (NotzarHesed). Basta estudar destes dois grandes Cabalistas que abriram o caminho para nós para a realização da felicidade, plenitude e eternidade, a fim de construir as conexões certas entre nós, para uma boa vida e para subir a escada espiritual, que está colocada para nós, uma escada que alcança o céu.

Do artigo do Ynet em 08/08/16

Ynet: “Escola Para Emoções: O Ódio Se Torna Amor”


Da minha coluna no Ynet: “Escola Para Emoções: O Ódio se Torna Amor”

Os religiosos e seculares em Israel não conseguem se suportar. Judeus seculares em Israel preferem que seu filho se case com um cônjuge cristão do que com um parceiro ortodoxo. Isso é o que veio à tona de acordo com a última pesquisa publicada pela Fundação Pew, e ela revela o que todos nós já sabemos. Existe uma forma de diminuir a separação e o ódio? Rav Laitman ensina como o amor cobre todos os crimes.

Israel tem uma impressionante lista de realizações: exército forte, estabilidade econômica, agricultura avançada, primeiro lugar em Prêmios Nobel, e nós estamos prosperando em quase todos os aspectos, exceto em uma coisa que é justamente a mais importante: as relações entre nós. Em todos os anos da nossa existência, não conseguimos construir a nós mesmos como uma nação conectada, e se não aprendermos a fazer isso, em breve poderemos ser riscados do mapa.

Na semana passada, os resultados de uma ampla pesquisa realizada pela Fundação americana Pew foram publicados. A pesquisa realizada ao longo de seis meses envolveu entrevistas em profundidade com 5.600 Israelenses, e apresentou um quadro perturbador sobre a crise em nossa sociedade. Segundo o estudo, as relações de alienação e separação existem entre os quatro grupos principais em Israel: seculares, tradicionais, religiosos e ultra-ortodoxos. Os membros dos grupos raramente se conectam, quase nunca se casam entre si, e estão divididos em suas posições sobre uma vasta gama de assuntos, desde questões religiosas e nacionais até suas posições políticas.

Os resultados da pesquisa não são surpreendentes. As tensões extremas e a desunião, o ódio implícito e explícito, o pisoteio de quem pensa diferente, e a exploração de outros são expressões egoístas que estão levando a nossa sociedade à destruição, e, respectivamente, também à negação do nosso direito à terra e à destruição da nação de Israel (1).

O Ego e sua Punição

O principal fator que nos divide e destrói toda a boa relação é a nossa natureza egoísta. A força negativa queima em todos nós e nos faz rejeitar, e até mesmo odiar, qualquer coisa que seja diferente e estranha para nós. O ego nos domina tão fortemente que esconde de nossos olhos a ligação estreita que existe entre nós, apesar de todas as diferenças.

Nós podemos criar inúmeros acordos e compromissos que, aparentemente, vão nos assegurar a ordem social, mas a experiência de muitos anos prova, e também é bem expressada na última pesquisa, que só estamos indo e nos dividindo em muitas facções e setores.

Nós poderíamos dispensar tudo isso, dizendo: “Isso é triste, mas não é realmente tão ruim assim. Há problemas mais graves do que estes “, mas, de acordo com a sabedoria da Cabalá, toda a natureza tem um plano que difere do nosso, o que faz com que todos os seus vários órgãos, isto é, nós, atuem como um corpo perfeitamente harmonioso. Em contraste com os níveis inanimado, vegetal e animal, que funcionam de uma forma perfeitamente coordenada com as leis da natureza, a espécie humana é a única que é motivada pelo egoísmo puro, empurrando cada pessoa a fornecer a si mesma o maior prazer a qualquer preço, mesmo à custa dos outros (2), e isto, como foi dito, é contra as leis da natureza. Nós podemos esperar que a natureza nos impulsione e empurre para a unidade desejada, mas seria melhor para nós marchar para a frente por nossa própria iniciativa e fluir com ela de acordo com a mesma regularidade e na mesma direção (3).

Unidade, não Uniformidade

A primeira vez que trabalhamos juntos com a natureza foi cerca de 3.500 anos atrás, nos dias da antiga Babilônia. Nós compartilhávamos um destino comum. Quando a energia negativa do ego de repente estourou, dividiu o império Babilônico em uma coleção de tribos estranhas umas às outras (4). Esses grupos divididos raramente se casavam entre si e eram divididos em suas opiniões, como está acontecendo conosco hoje. No entanto, alguns deles foram espertos o suficiente para se reunir em torno do sacerdote babilônico Abraão. É assim que conseguimos, mesmo assim, receber da boca do pai da nação o método que finalmente nos conectou como um só povo, a sabedoria da conexão entre as pessoas: a sabedoria da Cabalá

Abraão não tentou esconder ou ofuscar as diferenças ou lacunas. Em virtude de sua realização das profundezes das leis da natureza, ficou claro para ele que o assunto era impossível. Cada setor, comunidade ou grupo em uma sociedade unificada e rica é importante e deve ser protegido e alimentado. O que deve ser feito é construir pontes entre todas as diferenças que lançam a sociedade no abismo (5).

A posição única na natureza que permite dois opostos conviverem e viverem em paz uns com os outros é chamada de “O amor cobre todas as transgressões” (6), na sabedoria da Cabalá. Isso significa que cabe a nós manter dois andares simultaneamente. No primeiro andar estão as diferenças entre nós que nos dividem com ódio rigoroso, enquanto no segundo andar, nós as cobrimos com amor. Nenhum sentimento desaparece. Em vez disso, especificamente dentro do fosso que se intensifica entre o plano do ódio e o plano do amor, um novo espaço é descoberto, um lugar em que o Poder Superior conecta e inclui ambos como um (7).

A Sabedoria da Cabalá – O Caminho do Ódio ao Amor

Hoje, nós somos “pessoas separadas unidas contra a sua vontade por um ‘inimigo comum’, como Achad Ha’am disse em seu tempo (8). Desde então, nós emigramos para a terra, permanecemos um grupo de exilados, e ainda não conseguimos nos tornar um povo (9). A única coisa que teve sucesso em nos unir é aquela chama do ódio do lado de nossos inimigos, quer seja a Intifada que está sendo travada nas ruas ou os ventos de antissemitismo que estão soprando através do mundo iluminado em nossa direção. No entanto, o script está ficando cada vez pior. No momento em que o ódio de nossos inimigos enfraquece, o desprezo entre nós aumenta, e não vai demorar muito até que o fogo do ódio reacenda e se espalhe a profundidades que jamais conhecermos. Isso pode se desenvolver a pontos extremos e levar à guerra civil (10).

Essa é precisamente a razão para a revelação da sabedoria da Cabalá em nosso tempo (11). A Cabalá não vem pregar para sermos bons uns com os outros. Pelo contrário, é um método especial de conexão para o povo de Israel, e é a única coisa que pode nos unir para superar as feridas abertas entre nós.

O objetivo da sabedoria da Cabalá é estabilizar a sociedade humana para que ela seja capaz de continuar a manter as partes únicas e distintas e, simultaneamente, estar conectada como órgãos em um único corpo. O poder da sabedoria da Cabalá está no fortalecimento da unidade entre nós até sentirmos o poder geral de conexão, o Poder Superior (12). Quando nos conectarmos, seremos gradualmente capazes de irradiar esse poder para todas as nações do mundo, servindo como exemplo e modelo para elas e tornando-se “uma luz para as nações” (13).

Do artigo no Ynet 14/03/16

Referências:

(1) “A maioria das pessoas perdeu a sua antiga forma espiritual, e algumas têm mesmo afundado em uma busca por todas as vaidades da vida, falsas facções e falsos Cabalistas, rixas, brigas e ódios infundados, e sua forma espiritual ainda está externamente desgastada sem qualquer Luz interna” (Hillel Zeitlin, Safran shel Yechidim).

“E aqui é o principal sinal da doença da hora: a terrível desintegração interna, as disputas entre facções, o ódio dos irmãos que está consumindo todos nós aqui, atos destrutivos, a destruição interna e a ruína dos partidos extremistas” ( Hayim Nachman Bialik).

(2) “Mas o lado igual em todas as pessoas do mundo é que cada um de nós está pronto para abusar e explorar todas as pessoas para seu próprio benefício privado, com todos os meios possíveis, sem levar em consideração que vai construir a si mesmo sobre a ruína de seu amigo” (Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam], “Paz no mundo”).

(3) “… a natureza, como um juiz hábil, nos pune de acordo com o nosso desenvolvimento. Para que possamos ver que na medida em que a humanidade se desenvolve, as dores e tormentos que cercam o nosso sustento e existência também se multiplicam.

“Assim, você tem uma base empírica científica que Sua Providência nos ordenou manter com toda nossa força a Mitzva de doar aos outros em termos de precisão absoluta, de tal maneira que nenhum membro dentre nós iria trabalhar menos do que a medida necessária para garantir a felicidade da sociedade e do seu sucesso. E enquanto estamos ociosamente realizando-o ao máximo, a natureza não vai parar de nos punir e se vingar.

“Além dos golpes que sofremos hoje, devemos também considerar a espada desembainhada para o futuro. A conclusão correta deve ser desenhada: que a natureza acabará por nos derrotar e vamos todos ser obrigados a juntar as mãos para seguir suas Mitzvot com toda a medida exigida de nós”. (Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam], “A Paz”).

(4) E eles disseram: “Vinde, deixe que edifiquemos uma cidade e uma torre cujo cume toque os céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”. E o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens tinham construído. E o Senhor disse: “Ló! [eles são] um povo, e todos têm uma língua, e isso é o que já começaram a fazer. Agora, não vai ser retido deles tudo o que eles têm planejado fazer? Venham, vamos descer e confundir a sua língua, para que um não entenda a língua do seu companheiro”. E o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso, Ele a chamou de Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a Terra (Gênesis 11: 4-9).

(5) “Nunca houve qualquer bondade como com Abraão … e ele trouxe a paz entre uma pessoa e seu companheiro, pois afinal de contas ele foi o pai de muitas nações, por causa disso, unificou e fez a paz entre todos seres criados” (Gevurot HaShem, Capítulo 6).

“Ame o teu próximo como a ti mesmo.” Essa ordem implica que o que você gostaria de outras pessoas fizessem por você, você deve fazer para o seu companheiro em Torá e Mitzvot.

“A recompensa que se recebe por acompanhar convidados é maior do que todas as outras. Este é um estatuto que Abraão, nosso patriarca, instituiu, e o caminho de bondade que ele seguiria. Ele iria alimentar os viajantes, fornecer-lhes a bebida, e acompanhá-los “(Rabbi Moshe ben Maimon [Rambam], Mishnah Torah, Sefer Shoftim, Hilchot Avel, capítulo 14: 1-2).

“Ora, Abraão tinha quarenta anos quando compreendeu o seu Criador.
“… E [ele] começou a se levantar e proclamar em alta voz para o mundo todo, e para revelar a eles, que havia exceto um só Deus de todo o Universo, e que só a Ele era correto servir; e assim ele continuou pregando e reunindo os povos de cidade em cidade, e de reino em reino …

“… E assim milhares e milhares se reuniram em torno dele, que constituíam os homens da casa de Abraão; e (Abraão) plantou este grande e radical princípio em seus corações, e também compôs livros …

“E assim a coisa foi continuamente ganhando força entre os filhos de Jacó, e entre aqueles que se juntaram a eles, de modo que cresceu neste mundo uma nação que conhecia o Senhor …” (Rabbi Moshe ben Maimon [Rambam], Mishneh Torah, Sefer Hameda, Hilchot Avodah Zarah, Capítulo 1).

(6) “O ódio provoca brigas, mas o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12).

“… O coração da vitalidade, persistência e correção de toda a criação, por pessoas de diferentes pontos de vista sendo incluídas em amor, unidade e paz” (Rabbi Nathan Sternhertz, Likutey Halachot [Regras Assorted], “Rules of Tefilat Arvit [Oração Vespertina], “Regra no. 4)

(7) “A essência da paz é conectar dois opostos, por isso não tenha medo de suas ideias, se você vê uma pessoa que tem opiniões que são o oposto completo de você, e parece-lhe que é impossível de qualquer maneira manter a paz com ela; e também quando você vê duas pessoas que são realmente opostas, não diga que é impossível fazer a paz entre elas, pois, pelo contrário, essa é essencialmente toda a paz, tentar ter a paz entre dois opostos” (Likutei Etzot, O Valor da Paz).

“Nós não somos neutros quando afirmamos que para a consolidação, deve haver consolidação da responsabilidade comum, da responsabilidade mútua, da influência mútua. Afirmamos que não devemos manchar as fronteiras entre os sindicatos, círculos e partidos, em vez de um reconhecimento compartilhado da realidade comum e uma posição comum em um teste de responsabilidade comum. A separação entre corações é uma doença que aflige os povos em nosso tempo e após a sua cura por meio da união coagida é nada além de um engano. A unidade está faltando na estrutura organizacional. No momento não há remédio para isso, exceto que haverá pessoas de diferentes círculos de opinião que precisam umas das outras com um coração puro e se dão ao trabalho em conjunto para descobrir a base comum “(Martin Buber,” Educação e Examinando o Mundo”).

(8) “Este Sionismo vê onde os Judeus estão –  pessoas separadas que estão unidas contra a sua vontade pelo” inimigo comum “, mas não veem o Judaísmo – uma única unidade que aspira a existir na sua unidade, mesmo sem toda a compulsão externa. Esta é a sua principal deficiência, revelada em todas as suas formas e ações “(Ahad Ha’am,” O Congresso e seu Criador “).

“Historicamente nós somos um grupo de pessoas que pertencem umas às outras com relevância claramente reconhecida e cuja consolidação é firmemente mantida pela existência de um inimigo comum” (Theodor [Binyamin Ze’ev] Herzl, O Estado Judeu).

(9) “No final, tudo o que temos aqui é uma reunião de estranhos, descendentes de culturas de setenta nações, cada uma construindo um palco para si mesma, um espírito, e uma própria tendência. Não há uma coisa elementar aqui que nos une a todos de dentro em uma única massa. “(Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam], “A Nação”).

(10) “É uma vergonha admitir que um dos mais preciosos méritos que perdemos durante o exílio, e o mais importante deles, é a perda da consciência da nacionalidade, o que significa que o sentimento natural que conecta e sustenta cada e cada nação. Os laços de amor que conectam a nação, que são tão naturais e primitivas em todas as nações, tornaram-se degenerados e distantes de nossos corações, e eles se foram.

“E o pior de tudo, até mesmo o pouco que nos resta do amor nacional … existe dentro de nós em uma base negativa: É o sofrimento comum que cada um de nós sofre de ser um membro da nação. Isto imprimiu dentro de nós uma consciência e proximidade nacional, como com companheiros de sofrimento

“Esta é uma causa externa …

“E o mais importante, é totalmente impróprio para a sua tarefa. Sua medida de calor é suficiente apenas para uma excitação efêmera, mas sem o poder e a força com a qual podemos ser reconstruídos como uma nação que se sustenta. Isso ocorre porque uma união que existe devido a uma causa externa não é de todo uma união nacional.

“Nesse sentido, somos como uma pilha de nozes, unidas em um único corpo do lado de fora por um saco que envolve e une. Sua medida de unidade não faz deles um corpo unido … A falha é que eles não têm a unidade interna … “(Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam], “A Nação”).

(11) “Eu estou contente por ter nascido em tal geração que é permitido divulgar a sabedoria da verdade. E você deve perguntar: ‘Como é que eu sei que é permitido?’ Eu vou responder que me foi dada autorização para divulgar …

“… E é isso que o Criador me deu em toda a extensão. Consideramos como não dependente da grandeza do sábio, mas do estado da geração … “(Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam]), “O Ensino da Cabalá e sua Essência”)

“Voltar os corações e ocupar as mentes com pensamentos nobres, cuja origem é o segredo da Torá, tornou-se uma necessidade absoluta na última geração” (Rav Raiah Kook, névoa da Pureza, p. 65).

(12) “A sabedoria da verdade nos ensina sobre a unidade global, o lado da igualdade de ser encontrado em toda a existência através do topo, na paridade da forma com seu Fazedor, e como caminhar sem obstáculos pelo caminho deste Luz” (Rav Raiah Kook, Orot HaKodesh [As Luzes de Santidade], 2 p. 393).

(13) “Israel traz Luz para o mundo como é dito, (Isaías 60:3) ‘E nações caminharão na tua luz’”(Midrash Rabá, Shir HaShirim, seção 4, versículo 2).

“… A nação de Israel tinha sido construída como uma espécie de porta de entrada, através da qual as centelhas de pureza iriam brilhar sobre o todo da raça humana em todo o mundo.

“E estas faíscas se multiplicariam diariamente, como aquele que dá ao tesoureiro, até que sejam suficientemente preenchidas, isto é, até que se desenvolvam, de tal forma que possam compreender a agradabilidade e tranquilidade que são encontradas no núcleo do amor ao próximo. Pois, então, vão saber como mudar a balança para a direita, e vão se colocar debaixo do Seu fardo, e a escala do pecado será erradicada do mundo “(Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam],” A Arvut [Garantia Mútua], “item 24).

“Quando os filhos de Israel forem complementados com o conhecimento completo, as fontes de inteligência e conhecimento fluirão para além das fronteiras de Israel e água todas as nações do mundo …” (Rav Yehuda Ashlag [Baal HaSulam], “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, item 4).